quarta-feira, 27 de abril de 2016

TEXTO COMPLEMENTAR: Recuo da indústria brasileira foi de mais de 8% em 2015, diz IBGE

Em 2015, a indústria brasileira teve o pior desempenho em 12 anos. O recuo foi de mais de 8% foi divulgado nesta terça-feira (2), pelo IBGE.
Das 26 atividades pesquisadas, 25 tiveram desempenho negativo. De modo geral, a produção da indústria brasileira encerrou 2015 com queda de 8,3%. Entre os setores que puxaram o freio estão: máquinas e equipamentos (-14,6%), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,9%), metalurgia (-8,9%) e produtos de metal (-11,4%). Apenas as indústrias extrativas cresceram: + 3,9%.
 
Mas entre todos os setores, o pior resultado e principal responsável pela queda da indústria foi o de veículos automotores, reboques e carrocerias (-25,9%). Pelo menos três grandes montadoras anunciaram que vão dar férias coletivas e paralisar as atividades em algumas fábricas agora em fevereiro para, segundo elas, ajustar a produção à demanda do mercado.

“Os veículos vinham numa base de produção muito alta quando ele vinha no IPI reduzido. Com a queda do IPI reduziu a demanda por automóveis. As indústrias de automóveis estão muito estocadas, isso fez com que diminuísse a produção fortemente”, fala o economista Nelson Marconi.
A produção de itens eletrônicos e ópticos caiu mais, 30%, mas tem peso menor que o de veículos, e por isso tem menos importância no índice geral. A crise é tão pesada que até a indústria de alimentos, bens de primeira necessidade, teve uma perda de 2,3% no ano passado, segundo o IBGE.
1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2016/02/recuo-da-industria-brasileira-foi-de-mais-de-8-em-2015-diz-ibge.html


A ATIVIDADE INDUSTRIAL


















terça-feira, 12 de abril de 2016

Boko Haram utiliza cada vez mais crianças em seus ataques suicidas

Em 2015, 44 crianças foram usadas nesse tipo de ataque.
Crianças são enganadas e forçadas a cometer os atentados.

O número de crianças envolvidas em ataques suicidas na região do lago Chade, área de atuação do grupo islamita nigeriano Boko Haram, multiplicou por 10 em 2015, de acordo com estimativas do Unicef.
De quatro crianças utilizadas em ataques suicidas em 2014, o número chegou a 44 um ano depois, segundo o Unicef, que reúne dados da Nigéria, Camarões, Chade e Níger, os países de atuação do grupo que jurou fidelidade ao grupo Estado Islâmico (EI).
Mais de 75% dos menores nestes ataques são meninas, de acordo com o Unicef. O relatório tem o título "Beyond Chibok" ("Além de Chibok"), em referencia à localidade da Nigéria onde o Boko Haram sequestrou 276 meninas há dois anos.
"É necessário ser claro: estas crianças são vítimas, não autores", afirma Manuel Fontaine, diretor regional do Unicef para os países do oeste e centro da África.
"Enganas as crianças e forçá-las a cometer atos mortais é um dos aspectos mais horríveis da violência na Nigéria e nos países vizinhos", completa.
Desde janeiro de 2014, o extremo norte de Camarões, cenário recorrente dos ataques do Boko Haram, é o local com o maior número de atentados suicidas com crianças (21), seguido por Nigéria (17) e Chade (2).
Este fenômeno "cria uma atmosfera de medo e de suspeita que tem consequências devastadoras" para as crianças, sobretudo as que foram libertadas depois de viver em cativeiro de grupos armados, indica o Unicef.
Estas crianças, assim como as nascidas em casamentos forçados ou em consequência de estupros, "enfrentam a estigmatização e a discriminação" em seus vilarejos e nos campos de deslocados.
O Boko Haram, que nos últimos meses sofreu várias derrotas para os exércitos da região, multiplicou os atentados suicidas utilizando mulheres e crianças para aterrorizar a população.
No ano passado, este tipo de ataque, até então concentrado na Nigéria, atingiu os países vizinhos, principalmente Camarões. De acordo com o Unicef foram registrados 89 atentados com 'homens-bomba' na Nigéria, 39 em Camarões, 16 no Chade e sete em Níger.

Lhasa, a capital do Tibete

1 - O Palácio Branco tem 698 murais e 10 mil pergaminhos
2 - O Palácio Potala tem 2 mil degraus, 10 mil santuários e altares e mil salas
Fria e isolada.Lhasa é a capital administrativa do Tibete, área autônoma ao norte da Cordilheira do Himalaia, na China. Berço do budismo tibetano, ela é, historicamente, a cidade do Dalai Lama, o líder político e religioso desse disputado território. Seu nome quer dizer "terra sagrada". A 3.650 m de altitude, a cidadela encravada entre montanhas de 5.500 m foi construída no século 7 e, até meados do século 20, era considerada "cidade proibida". Uma proibição mais na prática do que na lei, já que, antigamente, ela era isolada e inóspita demais para estrangeiros chegarem lá. Após a invasão dos chineses, em 1950, que nos anos seguintes expulsariam e matariam milhares de tibetanos e destruiriam muitas construções históricas, a cidade se abriu aos poucos aos forasteiros. Só no tradicional Festival Shoton, em junho de 2014,Lhasa atraiu 1,5 milhão de visitantes.
 Casa de inverno
Construído no século 7 e reconstruído no 17, o Palácio Potala simboliza o budismo tibetano. Era o castelo de inverno do Dalai Lama, localizado na Montanha Vermelha. O Potala, na verdade, é um complexo composto de dois palácios, Branco e Vermelho
 Prédio político
O Palácio Branco abriga tesouros, quartos particulares, uma sala para assembleia e uma sala sagrada com o trono do Dalai Lama, além de diversas esculturas e porcelanas, prata e ouro
 Prédio religioso
O Palácio Vermelho tem capelas e bibliotecas para as escrituras budistas. Além disso, há diversos halls dedicados a Buda, sutras (escrituras canônicas) e estupas funerárias (pequenos templos dedicados a Dalai Lamas anteriores)
 OUTROS TESOUROS DA CIDADE
Templo Jokhang
Construído no século 7, no centro antigo da cidade. O prédio, feito de pedras e madeira, é considerado uma obra-prima da arquitetura budista tibetana. O templo contém manuscritos, tesouros e ilustrações de Buda e de outras divindades
Templo Norbulingka
Fundado no século 18, é a antiga casa de verão do Dalai Lama. Fica a 2 km do Palácio Potala. O templo é formado por belos jardins, com quatro castelos e um monastério. Também foi um importante ponto político e religioso para os tibetanos
 Foi Mao!
Lhasa foi invadida diversas vezes. No século 7, os chineses queimaram muitas construções sagradas, incluindo o Palácio Potala. Por volta de 1240, os mongóis invadiram o Tibete e a China. No século 17, o Dalai Lama Lobsang Gyatso (1617-1682) levou a capital de volta para Lhasa. Em 1720, os tibetanos pediram ajuda aos chineses para se livrarem dos mongóis e, com isso, a China passou a controlar a região. No século 20, o Tibete tentou buscar reconhecimento internacional, mas, em 1950, os comunistas chineses, liderados por Mao Tsé-tung (1893-1976), invadiram a região e a anexaram como província. Muitos lugares importantes foram destruídos pelos revolucionários, que fincaram um retrato de Mao às portas do Palácio Potala. Em 1959, após diversos conflitos e manifestações de monges contra os militares chineses, uma revolta foi violentamente reprimida pelo regime comunista. Tenzin Gyatso, o Dalai Lama, fugiu a pé, rumo ao norte da Índia. Atualmente, ele é considerado o líder oficial do governo tibetano em exílio.