terça-feira, 29 de março de 2016

ATENTADO TERRORISTA EM BRUXELAS

Por que a Bélgica tornou-se um alvo terrorista?
O país é o que mais tem jihadistas radicais na União Europeia
Bélgica vive um pesadelo do qual não sabe como fugir. O país que há apenas dois anos vivia quase alheio às medidas de segurança habituais em outros Estados – entre eles a Espanha – tornou-se um dos principais cenários doterrorismo na Europa.
Quatro dias depois de ter recebido com alívio a prisão de Salah Abdeslam, arquiteto dos atentados de 13 de novembro em Paris, o terror ataca novamente Bruxelascom um atentado cujas consequências ainda são difíceis de prever.
atentado ao Museu Judaico de Bruxelas, em maio de 2014, foi o primeiro alarme. Com ele as autoridades belgas descobriram que a capital da Europa era alvo terrorista e a segurança começou a ser reforçada em locais estratégicos. Mas os ataques, realizados então por umjihadista francês, estavam longe de ser um episódio isolado.
Com esse acontecimento, a Bélgica descobriu com espanto que era o país da UE mais afetado por um novo fenômeno: o dos chamados combatentes estrangeiros, jovens com nacionalidade europeia que abandonam lugar de origem para se juntar à guerra síria. Com cerca de 500 pessoas que em algum momento viajaram ao Iraque ou à Síria, o país, de 11,2 milhões de habitantes, era o que tinha o maior número de jihadistas per capita na Europa.
A presença de núcleos radicais no país não era inteiramente nova ou exclusiva de Bruxelas. Em setembro de 2014, a justiça de Antuérpia fez um megajulgamento de 46 fundadores e membros da Sharia4Belgium, uma organização terrorista responsável pelo recrutamento e formação desses jovens que tomavam parte de um conflito tão alheio ao seu cotidiano quanto o sírio.
Mas, longe de conter a ameaça, os problemas se multiplicaram a partir daquele momento.
O ápice dessa enorme incidência terrorista em Bruxelas foi mostrado com toda a sua crueza nos atentados de 13 de novembro, que provocaram a morte de 130 pessoas em Paris. Rapidamente a investigação mostrou que esses ataques foram tramados em grande parte em Bruxelas, orquestrados por jovens europeus de origem muçulmana.
O epicentro é um bairro de forte concentração árabe que, desde então, ganhou relevância internacional. Trata-se de Molenbeek, o refúgio onde Abdeslam se tornou um radical e onde foi finalmente preso na sexta-feira. Esse bairro, a poucos minutos do centro histórico de Bruxelas, mostrou alguma ligação com muitos dos ataques que atingiram a Europa nos últimos anos, inclusive o de 11 de março de 2004 na Espanha.
Desde os atentados de Paris, Bruxelas descobriu que também era alvo direto de um massacre semelhante ao da capital francesa. Os indícios de que algo parecido estava sendo organizado levou as autoridades belgas a tomar uma decisão inédita em dezembro: o fechamento preventivo, durante vários dias, do metrô, das escolas, centros comerciais, instalações esportivas e outros lugares públicos.
O que não aconteceu na época ocorreu, com especial virulência, nesta terça-feira. O grande paradoxo –e motivo de alarme para as autoridades belgas– é que os ataques atingiram os dois núcleos mais vigiados da capital belga desde 13 de novembro: o aeroporto de Zaventem, o maior do país e um dos mais movimentados Europa, e a área onde estão localizadas as principais instituições da UE, conhecida como o Schuman.
Todos esses organismos (a Comissão Europeia, o Conselho Europeu, o Parlamento Europeu, o serviço diplomático...) contam com dispositivos de segurança reforçados, inclusive com a presença de militares nas instalações. O mesmo acontece com as duas estações de metrô dessa zona central: Maelbeek (a que sofreu a explosão nesta terça-feira) e Schuman.
As autoridades belgas terão dificuldade para superar o estigma –justificado ou não– que lhes persegue desde os ataques de Paris: que a capital belga é um autêntico berço do jihadismo. E que essa ameaça terrorista se enraizou em boa medida pelas costas dos serviços de inteligência do país.
Um alto funcionário da luta europeia contra o terrorismo considera infundadas as acusações e acrescenta que a Bélgica comunica a outros países –principalmente a França– um bom número de informações relacionadas com o terrorismo. Apesar disso, foram precisamente as autoridades francesas que enfatizaram que a captura de Abdeslam teve muito a ver com o envolvimento direto de sua polícia na investigação belga dos ataques de 13 de novembro.
Esse enorme esforço não conseguiu evitar o que na Bélgica é considerado como “o dia mais negro do país desde a Segunda Guerra Mundial”.





segunda-feira, 28 de março de 2016

2.A NOVA ORDEM MUNDIAL




Centro-Oeste produz cerca de 42% da safra brasileira de grãos

Região é hoje principal celeiro agrícola do país. Na safra 2014/2015, colheu 88 milhões de toneladas.
O Centro-Oeste respondeu por cerca de 42% da produção brasileira de grãos na safra 2014/2015, que atingiu 209 milhões de toneladas.  A produção da região alcançou 88 milhões de toneladas no ciclo agrícola concluído recentemente, com aumento de 7,7% em relação à temporada anterior (2013/2014), de 81,7 milhões de toneladas, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre os produtos mais cultivados no Centro-Oeste, estão a soja, o milho e o algodão, importantes itens da pauta de exportação do Brasil.
 
Os números da safra 2014/2015 mantêm o Centro-Oeste como a principal região agrícola do país, seguido do Sul (77,4 milhões de ton), Sudeste 19,1 milhões de ton), Nordeste (16,8 milhões de ton) e Norte (8 milhões de ton).  O CO ocupa essa posição desde a temporada 2011/2012, quando ultrapassou pela primeira vez o Sul, na série histórica da Conab, com uma produção de 71,1 milhões de ton, colhidas em uma plantada de 18,8 milhões de hectares.


Área plantada cresceu 3,6% na última safra no CO (Marcos Vergueiro/Fotos Públicas)
Ainda segundo os dados da estatal – responsável pelo acompanhamento da safra brasileira –, a área plantada do Centro-Oeste teve crescimento de 3,6% na safra 2014/2015, na comparação com o período 2013/2014, passando de 22 milhões de hectares para 22,86 milhões de hectares. Já a produtiva aumentou 3,9%, saindo de 3.704 quilos por hectare para 3.850 quilos por hectare.



terça-feira, 22 de março de 2016

Ridge A: O lugar mais frio do mundo

A estação de pesquisa Davis, no Território Antártico Australiano, nas proximidades do Ridge A
Recentes pesquisas trazem informações sobre a descoberta de um local na Terra em que o homem ainda não havia pisado. Ele fica no Pólo Sul, nunca foi visitado por ninguém e poderá revolucionar a Astronomia. O local foi identificado como "o mais frio, mais seco e mais calmo lugar da Terra". É o Ridge A (em inglês) ouCordilheira A.
Localizada a 4 mil metros de altitude e a 600 quilômetros do Pólo Sul, a Cordilheira A está situada em uma porção do Território Antártico Australiano, cobrindo 5.896.500 quilômetros quadrados da Antártida.
A principal característica desse lugar é a sua temperatura, cuja média, no inverno, é de -70°C. O local foi identificado por uma equipe de cientistas australianos e americanos que buscava uma área que servisse como o melhor observatório do mundo para a instalação de um telescópio.
Telescópio será construído por China e Austrália
A Cordilheira A possui um céu extremamente limpo, com poucas nuvens. Além disso, a umidade relativa do ar é praticamente zero. Todas essas características fazem dessa região uma área perfeita para a instalação de um telescópio. Os cientistas a consideram como o lugar da Terra que é mais próximo do espaço.
Um telescópio instalado na Cordilheira A verá imagens três vezes mais nítidas do que qualquer outro telescópio instalado no planeta. A primeira expedição para "Ridge A" está prevista para ser construído por China Austrália. Quando o telescópio ficar pronto, será controlado a distância por um sistema de computadores, uma vez que o lugar é hostil demais para se viver.
A fim de procurar o local ideal para a instalação do telescópio foi necessário um trabalho de investigação que incluiu dados de satélites e de estações terrestres, além de modelos de clima, com o objetivo de analisar todos os fatores que, de alguma forma, influenciam nos resultados das observações astronômicas: cobertura de nuvens, temperatura, brilho do céu, vapor de água, velocidade do vento e turbulências atmosféricas. Na Cordilheira A todos estes elementos se combinam de maneira promissora.

terça-feira, 1 de março de 2016

Fronteiras brasileiras: Os limites do nosso território

A cidade de Cobija, na Bolívia, liga-se ao município de Brasileia, no Brasil, por meio da ponte Wilson Pinheiro. A fronteira entre os dois países estende-se de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, até Assis Brasil, no Acre, totalizando 3.400 Km
Brasil é o maior país da América do Sul, com um território que se estende por cerca de 47% da porção centro-oriental do continente sul-americano. Banhado a leste pelo oceano Atlântico, o Brasil possui 23.102 km de fronteiras, sendo 15.735 km terrestres e 7.367 km marítimas.
Com uma área superior a 8.500.000 quilômetros quadrados, antes mesmo de ser uma nação soberana, nosso território começou a ser delimitado pelos tratados de Madri (1750) e Santo Ildefonso (1777), que estabeleciam a separação das terras espanholas e portuguesas na América.
A formação do atual território do Brasil, contudo, remonta ao século 14, início da chamada Era dos Descobrimentos, quando as monarquias ibéricas mostravam-se pioneiras nas grandes navegações.
Nossas fronteiras foram definidas com base nas características naturais da paisagem, como rios e lagos, ou em acidentes topográficos, como montanhas, serras e picos elevados. Somente nos lugares em que não havia possibilidade de se aplicar esse recurso demarcatório é que foram utilizadas as linhas geodésicas, que correspondem às linhas traçadas no terreno tendo como referências as coordenadas geográficas: paralelos e meridianos.
A determinação dos nossos limites territoriais - tanto os que separam internamente os estados, quanto os que marcam a separação do Brasil de seus vizinhos - é definida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desde 1944. A partir de 1991, com a modernização da tecnologia, os limites passaram a ser determinados por satélites de posicionamento, com a criação do GPS (Sistema de Posicionamento Global).
Os definidores das fronteiras brasileiras são: rios = 50%; serras = 25%; lagos = 5%; linhas geodésicas = 20%.
Fronteira terrestre
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No encontro dos rios Paraná e Iguaçu, é possível ver as fronteiras de Brasil, Argentina e Paraguai, com os respectivos obeliscos sinalizados pelas cores das bandeiras nacionais
A fronteira terrestre representa cerca de 68% de toda a extensão dos limites territoriais brasileiros, colocando o Brasil em contato com dez outras nações sul-americanas. Com exceção do Chile e do Equador, todos os países da América do Sul fazem fronteira com o Brasil:
·         Ao norte: SurinameGuianaVenezuela e um território pertencente à França, aGuiana Francesa.
·         A noroeste: Colômbia.
·         A oeste: Peru e Bolívia.
·         A sudoeste: Paraguai e Argentina.
·         Ao sul: Uruguai.
·         Os mais de 15.000 km de fronteiras continentais abrangem terras de três grandes regiões brasileiras, sendo a maior delas a Região Norte, que corresponde a cerca de dois terços de toda essa extensão. Os estados que mais se destacam são oAmazonas e o Acre.
A segunda região em destaque é a Região Sul, com uma extensão fronteiriça de quase 2.500 km no continente, tendo como estado que mais se destaca o Rio Grande do Sul. A terceira é a Região Centro-Oeste, sendo o estado de maior extensão fronteiriça o Mato Grosso do Sul.
Fronteira marítima
A fronteira marítima estende-se da foz do rio Oiapoque, no cabo Orange, na divisa do Amapá com a Guiana Francesa, ao norte, até o arroio Chuí, na divisa do Rio Grande do Sul com o Uruguai, ao sul.
A linha costeira do Brasil tem uma extensão de 7.367 km, constituída principalmente de praias de mar aberto, e corresponde a 32% de toda a extensão fronteiriça nacional, o que representa um fator propício ao desenvolvimento econômico, pois a grande diversidade de paisagens litorâneas favorece a instalação de portos, o desenvolvimento da pesca e a exploração de recursos energéticos encontrados nas profundezas marinhas, como petróleo e gás natural.
Com exceção da Região Centro-Oeste, todas as outras regiões têm fronteiras no Atlântico; sendo a Região Nordeste a que tem maior extensão litorânea. O estado brasileiro com o litoral mais extenso é a Bahia, e o que possui menor extensão litorânea é o Piauí. A segunda região de maior extensão litorânea é a Região Sudeste.
Para tratar dos assuntos de limites internacionais, o Ministério das Relações Exteriores mantém na Secretaria de Estado (em Brasília) a Divisão de Fronteiras (DF), que coordena as atividades de duas Comissões Técnicas:
- a Primeira Comissão Brasileira Demarcadora de Limites (PCDL), sediada em Belém (Pará), encarregada das atividades nas fronteiras do Brasil com Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa; e
- a Segunda Comissão Brasileira Demarcadora de Limites (SCDL), sediada no Rio de Janeiro, encarregada das atividades nas fronteiras do Brasil com o Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia.