terça-feira, 18 de novembro de 2014

INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO

A indústria de transformação  é responsável por transformar matérias e substâncias em nível físico, químico e biológico para a geração de novos produtos. Os componentes transformados são proveniente do cultivo e da extração, das áreas agrícolas, florestais, pesca, mineração e demais áreas industriais.
A indústria de transformação corresponde a uma importante etapa industrial, por meio de instalações industriais em fábricas munidas de máquinas e equipamentos de manipulação. É necessitada de planejamento, maquinário e energia.
 Abrange também a produção manual de transformação de materiais. A partir da etapa de transformação, o novo produto pode estar disponível em sua conclusão final ou semi-acabado para servir outra indústria.
 Numa mesma fábrica pode existir diferentes unidades de transformação, conforme a quantidade de extensão de etapas no local de produção, ou serem utilizadas unidades externas para conclusão de uma determinada etapa produtiva. Na maioria dos casos, esse tipo de indústria é responsável pela produção de bens tangíveis, referidos como “mercadorias”.
 A área de serviços também é considerada dentro desse setor, como os serviços industriais, a montagem de componentes, serviço de instalação e manutenção de máquinas. No Brasil, esse setor industrial sempre foi considerado uma área importante.
 Em 2012, segundo dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a indústria de transformação brasileira havia conseguido normalizar o seu nível de estoque de produtos, principalmente, as do segmento têxtil, plástico e mecânica.
 As indústrias brasileiras, depois de algumas perdas de estoque registradas entre 2010 e 2011, conseguiram normalizar seus estoques, porém, o percentual de empresas que consideravam os seus estoques como excessivos caiu de 6,4% em maio de 2012, para 6,1% em junho.
 O equilíbrio se reflete quando não há superestoques, pois isso significa o encalhe de produtos, queda do consumo e fraca reação econômica de um país. A normalização dos estoques significa equilíbrio entre as força produtiva e a demanda por insumos e produtos.
Fernando Rebouças.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

CLIMA EXTREMO

Ondas de calor, secas, invernos rigorosos, enchentes e furacões. Tudo nos últimos dez anos. Onde isso vai parar?
 Salvador Nogueira
O calor infernal nas regiões Sul e Sudeste no começo do ano parece um evento singular. Mas uma breve retrospectiva da história do planeta nos últimos anos mostra que esses episódios estão se tornando cada vez mais comuns. Pode apostar sem medo de errar: haverá outras ondas de calor tão fortes ou mais que essa ao longo das próximas décadas. Esses são os chamados eventos extremos. Nisso se enquadram a ampliação do número de furacões por temporada, as secas na Amazônia, as ondas de calor e os alagamentos, entre outros.
E aí, é claro, entram em cena aqueles que lembram que, enquanto nós estávamos sofrendo com um calor de deserto, americanos e canadenses encararam um dos invernos mais rigorosos de sua história. Chegou a fazer mais frio no Canadá do que em Marte. Onde estava o aquecimento global nessa hora?
O aumento da frequência dos eventos extremos é o principal sintoma das mudanças climáticas - que vão muito além do calor. É o que cientistas falam há anos.Pode parecer paradoxal, mas os modelos climáticos explicam como o aumento médio de temperatura da Terra leva a invernos mais rigorosos.
Sobre o Polo Norte, existe o que os cientistas chamam de vórtice polar. É um ciclone permanente que fica ali, girando. Em sua força normal, ele segura as frentes frias nessas altas latitudes. Mas, com a temperatura da Terra cada vez mais alta, existe uma tendência de que o vórtice polar se enfraqueça. Assim, as frentes frias, antes fortemente presas naquela região, se dissipam para latitudes mais baixas. E o friozão polar chega aos Estados Unidos. Mudança climática não é sinônimo puro e simples de aumento de temperatura média da Terra. Outros processos, que envolvem a possível savanização da Amazônia, o aumento dos desertos e o deslocamento das regiões mais propícias para a agricultura, também estão inclusos no pacote.

MUNDO DE INCERTEZAS
É possível atrelar cada um desses episódios, individualmente e sem sombra de dúvida, à mudança climática? Não. Fenômenos atmosféricos e de correntes marinhas têm componentes aleatórios e imprevisíveis. Por isso é possível ter flutuações de temperatura ano a ano que podem disfarçar a tendência de aquecimento.
Entender como isso, de forma geral, leva ao aumento da frequência desses eventos extremos não é complicado. Quando se tem mais energia armazenada na atmosfera, há múltiplas (e violentas) maneiras de dissipá-la. Antes dessa onda de calor desértico no verão brasileiro, podemos lembrar o furacão Catarina, que afetou a costa do sul do Brasil em 2004. Foi a primeira vez que um ciclone tropical atingiu com força nossa costa. É uma energia que não estava na atmosfera antes, mas agora está lá. Ou as chuvas e deslizamentos de terra no verão de 2011, na região serrana do Rio de Janeiro, que mataram cerca de mil pessoas - a maior tragédia natural da história do Brasil.
Aí temos a base do negócio. Entender detalhadamente - e prever quais são as tendências e modificações climáticas em cada lugar - é bem mais complicado. Uma iniciativa dedicada a investigar essa questão é o Projeto Primo, coordenado por José Marengo, climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). "O projeto quer aprofundar os conhecimentos relacionados às mudanças climáticas e aos desastres naturais no Brasil", diz. A ideia é compreender as variabilidades e as tendências climáticas diante de um mundo em transformação, apontando os efeitos que isso poderá ter. Um exemplo de fenômeno que exige maior investigação é justamente a onda de calor que nos assolou. Ela veio junto com um aumento de temperatura de até 3 ºC nas águas que banham a costa do Sudeste e do Sul, causado pela ausência de nuvens. O fenômeno aconteceu por conta de mudanças no padrão das correntes de ar sobre o Atlântico, que criou um bloqueio contra as frentes frias no continente. Por isso só chovia mais ao Sul, e na maior parte das vezes, no oceano. O resultado foi uma onda de calor atípica, pela intensidade e pela duração. Se os modelos climáticos estiverem certos, a tendência é que fenômenos como esse voltem a se repetir mais e mais vezes. Mesmo assim, não há como traçar a cadeia exata de eventos que liga o aquecimento global a esse episódio em particular.

FATOR SOLAR

Nos últimos tempos, os chamados "céticos do clima" têm apontado uma tendência à estabilização da temperatura média. Se analisarmos os últimos 15 anos, veremos flutuações ano a ano, mas sem uma curva clara de aumento. Aí mora o erro. Os pesquisadores do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC), órgão da ONU que consolida as descobertas sobre a transformação do clima, apontam que 15 anos é um período irrelevante. A análise de dados desde o século 19 revela um aumento de temperatura cada vez mais acentuado a partir da década de 1960.
Além disso, é preciso lembrar que há um consenso crescente entre os astrônomos de que o Sol está entrando numa fase de baixíssima atividade. Cogita-se que ele esteja no mesmo patamar da época da chamada "pequena era do gelo". Ocorrida entre 1645 e 1715, ela ficou marcada por invernos rigorosos na Europa e coincidiu com a baixa frequência de manchas solares. Ou seja, o calorão está de rachar mesmo com o Sol dando uma trégua.
Ainda não está claro como essas mudanças no ciclo de atividade solar influenciam o clima na Terra, mas é possível que o fenômeno possa ter ajudado a dar uma aplainada na tendência de aumento de temperatura.
Se o Sol estiver mesmo esfriando, trata-se de uma possível boa notícia. Com essa mãozinha de nossa estrela-mãe, talvez ganhemos algumas décadas para reduzir as emissões de gases-estufa antes que a temperatura volte a seguir a trajetória de aumento. Mas gases como CO2 permanecem pelo menos cem anos na atmosfera assim que os soltamos nela. Então, não há tempo a perder.

 Revista SuperInteressante, março de 2014.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

POEIRA ESTRELAR CONTÉM ÁGUA

Cientistas do governo americano descobriram que a poeira estelar (grãos de pó que estão presentes no espaço) contém moléculas de água - o que aumenta a possibilidade da existência de vida no Universo. Esse pó, que é formado principalmente por resíduos de cometas, contém moléculas de oxigênio.Conforme viaja pelo Universo, ele recebe íons de hidrogênio do Sol - e essa combinação entre oxigênio e hidrogênio resulta em H2O, ou seja, água. A poeira estelar também pode conter carbono, o outro ingrediente essencial para o surgimento de vida.
Revista SuperInteressante, março de 2014.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

TELESCÓPIO ESPIÃO VAI ENXERGAR 40% DA TERRA

Aparelho desenvolvido pelo Pentágono é oito vezes maior do que qualquer outro telescópio espacial
Marcos Ricardo dos Santos


Depois de montar um esquema de monitoramento da internet, os EUA se preparam para revolucionar sua outra grande arma de espionagem: os satélites. O Pentágono está desenvolvendo um satélite gigante - com lente oito vezes maior que a do Hubble, maior telescópio espacial da atualidade. Só que, em vez de ser apontado para o espaço, o novo satélite (batizado de Moire, abreviação em inglês para "membrana ótica de imagem para exploração em tempo real") ficará voltado para a Terra, vigiando tudo. Os EUA e outros países já possuem frotas de satélites espiões, mas cada um só enxerga, em média, 15 mil km2 (dez vezes a cidade de São Paulo). Já o Moire, graças a sua enorme lente, terá um olho capaz de cobrir 200 milhões de km2, 40% de toda a superfície terrestre - e enxergar qualquer coisa que meça pelo menos 1 metro. Tudo porque o supertelescópio usa um novo tipo de lente, feita de plástico. "Estamos quebrando as barreiras impostas pelo vidro", disse em nota o tenente-coronel Larry Gunn, que chefia o projeto. A lente de plástico irá dobrada, dentro do satélite, e só abrirá quando ele alcançar sua órbita, a 35 mil km de altura. A data de lançamento do supertelescópio não foi revelada pelos militares. Mas, quando ele estiver no espaço, a espionagem nunca mais será a mesma.(Revista Superinteressante - maio de 2014).

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ARROIO DO SAL

Localiza-se a uma latitude de 29º33'05" sul e a uma longitude de 49º53'20" oeste, estando a uma altitude de 6 metros. Sua população fixa foi estimada em 2004 em 7.423 habitantes. A população temporária na alta estação de veraneio alcança cerca de 90.000 habitantes. Possui uma área de 111,0 km².
 Localizado a cerca de 30 km ao sul de Torres e 30 km ao norte de Capão da Canoa, o balneário está aproximadamente na metade do litoral norte do estado, distando 175 km de Porto Alegre, com a qual se conecta pelas estradas BR 101 e BR 290. O município é servido ainda pela RS-389, a Estrada do Mar, que liga Arroio do Sal a Torres, Capão da Canoa e Osório.
 Nos seus 27 quilômetros de costa com o oceano Atlântico, Arroio do Sal abriga 60 balneários, entre eles a sede Arroio do Sal, Areias Brancas, Praia Pérola, ao lado, Bom Jesus, Figueirinha, Rondinha, São Pedro e Balneário Atlântico.
Características geográficas
Área120,939 km² 3
População8 641 hab. Censo IBGE/20144
Densidade71,45 hab./km²
Altitudem
ClimaNão disponível
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,813 muito alto PNUD/2000 5
PIBR$ 74 671,635 mil IBGE/20086
PIB per capitaR$ 10 503,82 IBGE/20086
Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

QUITO

É a capital e segunda maior cidade do Equador. Quito fica situado aproximadamente 35 km a sul da linha do Equador. Um monumento marca o local como "la mitad del mundo" (o meio do mundo). Devido à altitude e localização da cidade, o clima em Quito é razoavelmente constante, com uma temperatura máxima tipicamente ao redor dos 21ºC em qualquer dia do ano. Há somente duas estações em Quito, o verão (a estação seca) e o inverno (a estação chuvosa). Quito foi fundada em 6 de dezembro de 1534 pelo espanhol Sebastián de Benalcázar com o nome de San Francisco de Quito.
Quito fica situada no planalto norte do Equador, na bacia hidrográfica de Guayllabamba. A cidade foi construída sobre um platô a leste do vulcão Pichincha. Quito é rodeada por vulcões que podem ser vistos a partir da cidade em um dia claro. Alguns dos vulcões sobre a Cordilheira Central (Cordilheira Real), a leste de Quito, em torno do vale Guayllabamba são Cotopaxi, Sincholagua, Antisana e Cayambe. Alguns dos vulcões da Cordilheira Ocidental, a oeste do vale Guayllabamba, são Illiniza, Atacazo, Pichincha e Pululahua.

A temperatura anual média da cidade é de 13,7 °C. Apesar dos 2850 msnm, Quito conta com um clima primaveril a maior parte do ano, por estar localizada próxima à linha do Equador. De junho a setembro, o clima costuma ser mais quente, sobretudo durante o dia, enquanto no resto do ano o clima costuma ser mais frio. Nesta época do ano as montanhas e serras que rodeiam a cidade se cobrem de neve e são mais frequentes as quedas de granizo. Ainda que geralmente o clima seja agradavelmente moderado, o que contribui para a vida cultural da cidade e à instalação de cafés ao ar livre.
Fonte: Wikipédia.