terça-feira, 28 de outubro de 2014

OS MAIORES TERREMOTOS DA HISTÓRIA

Tudo indica que o mais avassalador tenha sido o de Shensi, na China, no ano de 1556. Estamos falando de um tremendo chacoalhão em solo oriental que teria matado cerca de 830 mil pessoas. Apesar desse estrago, o terremoto de Shensi não foi o de maior magnitude. Especialistas estimam que ele atingiu 8,3 graus na escala Richter, que mede a quantidade de energia liberada em um tremor. É um valor altíssimo - terremotos que passam dos 8 graus costumam causar caos e morte em um raio de até 100 quilômetros de distância - mas não o maior já registrado - outras sacudidas já chegaram a 8,9 graus. Apesar disso, esses supertremores não fizeram tantas vítimas. Sabe por quê? Simples: eles aconteceram em lugares quase desabitados, como um grande abalo que sacudiu o Alasca em 1964. Por isso, na hora de organizar a lista dos maiores terremotos de todos os tempos, levamos em conta o número de mortos como critério principal. Como fonte, usamos o livro Earthquakes, do especialista em tremores Bruce Bolt. "Existem várias listas de terremotos, mas essa publicação é uma das mais confiáveis da sismologia, a área que estuda os tremores de terra", diz o geofísico Eder Cassola Molina, da Universidade de São Paulo (USP). Em geral, grandes desastres ocorrem quando as placas tectônicas se movem sob centros urbanos - e se as construções da cidade atingida forem pouco resistentes, o drama é ainda maior. As maiores tragédias aconteceram na Índia ou na China, formigueiros humanos com poucas construções adaptadas para os tremores. Esses dois países possuem cinco terremotos no nosso ranking, como você confere nestas duas páginas.

Balanço devastador
Os 10 tremores mais letais da humanidade mataram mais de 2 milhões
1. Shensi, China, 1556 - 830 mil mortos

Na região central da China, a terra tremeu em 23 de janeiro de 1556 para produzir o pior desastre natural de que se tem notícia. O terremoto atingiu oito províncias e arrebentou 98 cidades — algumas delas perderam 60% da população. A maior parte das pessoas morreu soterrada na queda de casas mal construídas

2. Calcutá, Índia, 1737 - 300 mil mortos

Relatos de época indicam que essa catástrofe de 11 de outubro de 1737 tenha sido um terremoto. Mas, como na época não existiam registros 100% confiáveis, alguns especialistas levantam a hipótese de que o estrago foi causado por um ciclone. Além dos mortos, o cataclismo deixou 20 mil barcos à deriva na costa

3. Tangshan, China, 1976 - 250 mil mortos

O tremor de 27 de julho de 1976 sacudiu o nordeste da China. A cidade toda dormia quando o chão mexeu, fazendo cerca de 800 mil feridos. Até hoje, especialistas suspeitam que o número de mortos possa ser muito maior que o divulgado pelo governo. Estima-se que o total de vítimas possa ter chegado a 650 mil

4. Kansu, China, 1920 - 200 mil mortos

Essa região situada no centro-norte do país não sentia um tremor havia 280 anos, mas esse de 16 de dezembro de 1920 botou para quebrar: atingiu uma área de 67 mil km2, arrasando dez cidades. A série de ondulações deformou a área rural e prejudicou uma das principais atividades econômicas da região, a agricultura

5. Kwanto, Japão, 1923 - 143 mil mortos

O megatremor de 1º de setembro de 1923 atingiu as principais cidades do Japão. Só em Tóquio e Yokohama, mais de 60 mil pessoas morreram nos incêndios causados pelo abalo. Logo depois desse terremoto, a profundidade da baía de Sagami, no sul de Tóquio, aumentou mais de 250 metros em alguns pontos

6. Messina, Itália, 1908 - 120 mil mortos

Em 28 de dezembro de 1908, o sul da Itália sofreu com um grande terremoto que devastou as regiões da Sicília e da Calábria. Para complicar ainda mais as coisas, o tremor foi seguido por tsunamis de até 12 metros de altura. A seqüência de enormes paredes de água quebrou na costa do país e amplificou os estragos

7. Chihli, China, 1290 - 100 mil mortos

Quase não há registros sobre esse chacoalhão de 27 de setembro de 1290 - apenas a certeza de que ele foi um dos mais mortais da história. A província de Chihli, que teve seu nome mudado para Hopei em 1928, inclui a cidade de Tangshan e é famosa pelos terremotos, que já teriam vitimado mais de 1 milhão de pessoas

8. Shemakha, Azerbaijão, 1667 - 80 mil mortos

Por estar situada em cima de uma zona sujeita a abalos, essa cidade foi destruída por vários terremotos. O primeiro — e mais mortal — foi esse de novembro de 1667. Depois do susto, a tranqüilidade não durou muito: registros da época indicam que a terra voltou a tremer por lá dois anos depois

9. Lisboa, Portugal, 1755 - 70 mil mortos

Em apenas 3 horas, a capital portuguesa foi atingida por três tremores distintos, que destruíram 85% da cidade. Gigantescas ondas atingiram a região, a água subiu 5 metros acima do nível normal e um incêndio consumiu casas, igrejas, palácios e bibliotecas. A tragédia aconteceu em 1º de novembro de 1755

10. Yungay, Peru, 1970 - 66 mil mortos


Esse terremoto de 31 de maio de 1970 fez desabar um enorme pico de gelo na cordilheira dos Andes. Em poucos minutos, a cidade de Yungay estava debaixo de uma massa de neve e detritos que desceram a encosta a mais de 300 km/h. Para piorar a situação, as inundações subiram o prejuízo para 530 milhões de dólares.( Suzana Paquete | Edição 29/Revista Mundo Estranho).

terça-feira, 21 de outubro de 2014

ILHAS CANÁRIAS

É conhecido pelo nome de Ilhas Canárias um arquipélago localizado no continente africano, a pouca distância do litoral marroquino.  Com uma área de 7446 km ²,  ligeiramente maior que a do Distrito Federal, as ilhas constituem uma comunidade autônoma espanhola, cuja capital administrativa é partilhada entre duas cidades: Las Palmas de Gran Canaria e Santa Cruz de Tenerife.
O conjunto possui ao todo sete ilhas e seis ilhotas. As ilhas são: El Hierro, La Gomera, La Palma, Tenerife, Fuerteventura, Gran Canaria e Lanzarote. Ao norte desta última se encontra o arquipélago de cinco ilhas denominado Chinijo: La Graciosa, Alegranza, Montañailhas canarias Clara, Roque del Este e Roque Oeste; finalmente, a dois quilômetros a nordeste de Fuerteventura localiza-se a ilhota de Lobos. A maior ilha do arquipélago é a de Tenerife (2.034,38 km ²) e a menor é El Hierro (268,71 km ²). As Canárias possuem origem vulcânica e fazem parte da ecorregião da Macaronésia, nome dado às ilhas situadas no Atlântico Norte, perto da África (Açores, Madeira, Cabo Verde e Canárias).
 Ilhas Afortunadas, Campos Elíseos, ou Jardim das Hespérides são alguns dos nomes encontrados em antigos escritos gregos e romanos com referência sobre as Canárias. O nome atual é derivado do latim canis (cão), resultando em "ilha dos cães". De acordo com Plínio, o velho, o nome foi dado às ilhas como referência a dois grandes mastins que emissários do rei Juba II da Mauritânia lá capturaram e, posteriormente, trouxeram à Mauritânia (antigo reino aliado a Roma, sem relação com a atual Mauritânia). A imagem dos cães ainda hoje está conservada no brasão das Canárias.
 Até o século XIV as Canárias eram habitadas pelos guanches, um povo associado aos berberes, grupo ainda hoje predominante no norte da África. Eles ocupavam os penhascos, cavernas ou formavam ainda pequenas aldeias com casas circulares.
 Em 1496 as ilhas são formalmente anexadas à Espanha, após uma série de lutas com o povo nativo. Com o tempo, o povo guanche seria extinto, tanto por meio da perseguição quanto da assimilação pelos emigrantes espanhóis. Com as grandes navegações do século XVI, o arquipélago torna-se importante centro de abastecimento de galeões espanhóis, o que atrairá também a pirataria. Mais tarde, com a independência das colônias espanholas, a economia do território entra em declínio, o que força boa parte da população a emigrar para outras regiões. Atualmente, a maior fonte de renda das Canárias é o turismo. Como comunidade autônoma, as Canárias são administradas por meio de um governo autônomo (equivalente ao executivo), representado pelo presidente, além de um parlamento regional (legislativo).

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

LA PAZ

La Paz é a cidade mais populosa  da Bolívia. Localiza-se no oeste do país, a 3660 metros de altitude. Tem aproximadamente 2 087 597 habitantes. Embora Sucre continue legalmente a ser a capital do país, La Paz é a sede do governo da Bolívia desde 1898. E é ainda capital do departamento de La Paz.
La Paz está entre um vale profundo rodeado por montes e montanhas de grande altitude pertencentes à Cordilheira dos Andes; entre a elevada Meseta andina e os vales mais baixos.
 A parte sul (Zona Sur) tem uma geografia similar, com montes menos elevados e encontra-se a menor altitude que o resto da área urbana.
 Na Cordilheira dos Andes (a este da cidade) encontra-se o Illimani (6.465 msnm), cuja silhueta formou o emblema da cidade desde a sua fundação.
La Paz recebe uma grande quantidade de turistas do mundo todo, mochileiros, casais em lua-de-mel. Possui uma boa infra-estrutura para receber turistas, de hotéis de luxo à albergues com diárias menores que quatro dólares.
 Possui muitos atrativos, faz parte da rota conhecida por muitos mochileiros Rota Bolívia-Peru-Chile.
 Entre as atrações turísticas encontram-se:
 Praça Murillo (Plaza Murillo): principal espaço público da cidade, aqui se localiza o Palacio Quemado, sede do executivo boliviano, além do Parlamento da Bolívia e da catedral da cidade;
Catedral Metropolitana de La Paz: edifício neoclássico construído a partir de 1835, localiza-se na Praça Murillo, ao lado do Palacio Quemado;
Igreja e Convento de São Francisco de La Paz: convento fundado ainda no século XVI, a igreja atual data do século XVIII e é uma importante obra barroca colonial;
Museu Nacional de Arte de La Paz: importante coleção de arte do antigo Alto Peru;
Chacaltaya: a estação de esqui mais alta do mundo;
Valle de la Luna:

Sítio arqueológico de Tiwanaku
Fonte: Wikipédia.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

OCEANO QUENTE

Segundo o Guinness, o "livro dos recordes", a maior temperatura já registrada no oceano é 404 ºC. Só para dar uma idéia, o fogão da sua casa não passa de 300 ºC! Esse calor infernal foi medido no oceano Pacífico, a cerca de 480 quilômetros da costa oeste dos Estados Unidos. Mas você nunca vai conseguir nadar nessa temperatura escaldante. Isso porque o recorde foi medido a mais de 2 mil metros de profundidade, junto a uma fonte hidrotermal, um lugar em que o magma vulcânico fica muito próximo do leito do oceano, aquecendo brutalmente a água. Se você estiver a fim de dar um tibum nas águas de superfície mais quentes do planeta, pegue um avião até a região onde ficam países como Filipinas, Indonésia, Brunei e Timor Leste. Por lá, em qualquer época do ano você pode se banhar em águas que passam dos 30 ºC. Se você não quiser ir tão longe, dê uma chegadinha até o canal de Moçambique, entre o leste africano e a ilha de Madagascar. Nessa área, a água também costuma atingir temperaturas acima de 27 ºC - no sudeste do Brasil, por exemplo, a temperatura média é de 24 ºC. Tanto no sudeste asiático quanto na costa leste da África, a a água é quentinha porque as correntes marítimas que banham a região percorrem uma longa distância, partindo da costa oeste das Américas. Como boa parte do percurso rola na zona equatorial, as correntes recebem um monte de luz solar durante o trajeto. No final da viagem, as águas estão bem mais quentes que no resto do planeta.

Viviane Palladino | Edição 47 Revista Mundo Estranho.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

MICRONAÇÕES

Os dez maiores nanicos
Grande parte das micronações importa recursos básicos, mas mantém o charme com o turismo
1 - VATICANO (0,44 KM2)
 Considerado um enclave religioso em Roma, capital da Itália, o menor país do mundo tem cerca de 900 habitantes, todos membros da Igreja ou funcionários do clero. A cidade tem seu próprio sistema de telefone, correio, estação de rádio, sistema bancário, farmácias e um batalhão de guardas suíços que cuida da segurança do papa desde 1506. Em compensação, suprimentos como água, comida, eletricidade e gás precisam ser importados da Itália. Para conseguir se manter, o Vaticano depende das doações de fiéis e da renda do turismo — o lugar é um dos pontos mais visitados da Europa.

2 - MÔNACO (1,9 KM2)
 O principado ocupa uma estreita faixa na costa sul da França e tem fronteiras polêmicas. Algumas das mansões do lugar têm a sala em Mônaco e o quarto na França. De seus 30 mil habitantes, só 5 mil nasceram por lá — os demais são franceses, italianos e ingleses, atraídos pelo glamour desse famoso complexo turístico.

3 - NAURU (21 KM2)
 Essa pequena ilha no Pacífico Sul sobrevive da exportação de guano, um fosfato de cálcio composto pelo cocô solidificado de pássaros pré-históricos, que usavam a ilha como banheiro há milhares de anos. Boa parte do mineral, que cobre cerca de 70% da ilha, é trocado por água importada, porque o país não possui nenhum rio ou nascente natural.

4 - TUVALU (26 KM2)
 Arquipélago do Pacífico Sul que pode sumir por causa da subida no nível do mar, Tuvalu tem solos pobres para a agricultura. Para piorar, o aumento do nível do oceano também contamina a água potável e prejudica as plantações de coco, a maior fonte de renda dos 11 mil habitantes, agravando a dependência de comida importada.

5 - SAN MARINO (61 KM2)
 Segundo a tradição, essa nação, localizada em um pico de calcário na região central da Itália, nasceu no século 4, quando um grupo de cristãos se estabeleceu por lá para escapar da perseguição romana. A partir de 1862, depois da formação das atuais fronteiras da Itália, uma série de tratados confirmou a independência da nação.

6 - LIECHTENSTEIN (160 KM2)
 O soberano da nação, o príncipe Hans-Adam II, aparece na famosa lista da revista americana Forbes como terceiro governante mais rico. Espremido num território com poucos recursos naturais, Liechtenstein é o país campeão da ecologia: todas as florestas são áreas de proteção ambiental e não há indústrias pesadas por lá.

7 - ILHAS MARSHALL (181 KM2)
 O arquipélago ganhou fama a partir de 1946, quando os atóis de Bikini e Enewetak foram palco para testes nucleares americanos durante 12 anos. Em 1983, 23 anos depois do início da descontaminação, os Estados Unidos aceitaram pagar indenizações aos habitantes do lugar como compensação pelos danos causados pelas explosões.

8 - SÃO CRISTÓVÃO E NÉVIS (269 KM2)
 As duas pequenas ilhas de origem vulcânica foram visitadas por Cristóvão Colombo durante sua segunda viagem para a América, em 1493. Grande parcela da população emigra para outros países em busca de emprego, fazendo com que a remessa de salários obtidos no exterior seja uma das principais fontes de renda do arquipélago.

9 - MALDIVAS (298 KM2)
 Composta por mais de 1 300 ilhas de coral, Maldivas é um dos mais pobres — e mais estranhos — países do mundo. Só para dar uma idéia, os moradores são campeões mundiais de divórcios. Por lá, só é preciso repetir três vezes a intenção de se separar para que o divórcio seja consumado sem apelação.

10 - MALTA (316 KM2)
 Como os malteses são um dos mais antigos povos católicos do mundo, a vida no arquipélago é fortemente influenciada pela religião: há 365 igrejas nas ilhas, uma para cada dia do ano. O maltês, a língua oficial do país, é uma fusão entre o árabe falado no norte da África e o italiano da Sicília, de onde a ilha fica a apenas 96 quilômetros.
Revista Mundo Estranho

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O SISTEMA DE CAVERNAS DE MAMMOTH CAVE

O sistema Mammoth Cave, com uma extensão de quase 580 quilômetros, é o mmaior complexo de cavernas do mundo.  Isso é o que foi mapeado até agora - pode ser que ela seja ainda maior. Situada no estado americano de Kentucky, a caverna recebeu o nome de "mamute" justamente por causa do tamanho. Em torno do complexo foi construído um parque nacional para preservar e, claro, tirar proveito da beleza natural. No parque, o visitante pode fazer passeios, como o histórico e o "selvagem", a partir de 5 dólares, bem como acampar, reservar quartos no hotel e comprar lembrancinhas. As cavernas são formadas principalmente pela dissolução das rochas calcárias pela água da chuva e dos rios. "Esse processo demora entre 10 mil e 10 milhões de anos", diz o geólogo Ivo Karmann, professor do Instituto de Geociências da USP. Segundo a União Internacional de Espeleologia (ciência que estuda as cavernas), pode-se considerar que um buraco merece o nome de caverna quando é uma cavidade natural acessível ao homem, com mais de 10 metros de comprimento!


Fonte de Texto: Revista Muito Estranho.