quarta-feira, 27 de agosto de 2014

INDÚSTRIAS DE BENS NÃO DURÁVEIS

A indústria de bens não duráveis teve seu surgimento na invenção do tear mecânico e é responsável pela produção de mercadorias de baixo custo unitário e de curta duração de tempo em seu período de disponibilização no mercado e de consumo. Essa indústria depende da proximidade de consumidores, por meio da presença de atacadistas e varejistas que auxiliem no escoamento de seus produtos.
Os bens não duráveis demandam de menor quantidade de energia e de processos industriais em comparação aos bens duráveis e semi duráveis, possuem rapidez para serem produzidos, disponibilizados e consumidos. Atendem a um nível de consumo, muitas vezes, generalizado, de primeira necessidade ou de alta procura.
 Para o bem não durável permanecer no mercado é necessário um alto ritmo de produção e de reposição do mesmo, pois é um tipo de produto de fácil e rápido consumo. A indústria de bens não duráveis costuma reunir o maior número de pequenos e médios investidores, pois é um setor industrial que exige menor volume de investimentos, o que não compromete a presença de grandes investidores mantenedores de linhas de produtos.
 Quando falamos em bens não duráveis sempre nos lembramos de grandes marcas e de grandes fabricantes como a Nestlé, Unilever, Johnson`s & Johnson`s e Coca-Cola Company, que dominam a produção de produtos não duráveis em diferentes países nos setores de alimentos, perfumes, bebidas, e artigos de higiene pessoal.
 Esse setor apresenta a presença de pequenas e médias empresas, mas o predomínio de grandes conglomerados.  Em 2010, no Brasil, segundo estimativa apresentada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), esse setor calculava um crescimento de 10,6% superior ao registrado em 2009 em seu faturamento, acima da expectativa média de todo o setor industrial, considerando o crescimento do poder de compra da classe média brasileira.
 Porém, além do ritmo de consumo interno, a indústria nacional de bens não duráveis também depende da influência da demanda interna em 20%, considerando que 80% desse mercado é voltado ao mercado interno, fator essencial para o crescimento do setor no país.
Fernando Rebouças

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