segunda-feira, 31 de março de 2014

REFUGIADOS NA ÁFRICA

Em junho de 2009, a MSF (Médicos Sem Fronteiras), uma organização humanitária de atuação internacional, apresentou relatório a respeito das condições de saúde de refugiados na África, principalmente, nas proximidades da África do Sul. A MSF demonstrou preocupação em relação a migrantes e sobreviventes que tentavam se refugiar na África do Sul.
Na maioria dos casos, os refugiados estavam expostos à violência sexual, más condições de vida, agressão civil e policial, xenofobia e falta de acesso aos serviços essenciais. Historicamente, devido aos constantes conflitos no continente, tem sido frequente a existência de refugiados na África.
 Em 2011, num dos maiores acampamentos de refugiados do continente e do mundo, construído em 1981 em Dadaad, Quênia, viviam cerca de 90.000 mil pessoas sobreviventes da guerra civil da Somália. Porém, em 2011, a região registrou a presença de mais de 450.000 refugiados, a região recebe em  média, 41.000 refugiados ao ano.
 Além das condições de vida dos refugiados, essa região do Quênia sofre intensos períodos de seca, o que piora as condições de vida. Em 2011, a ONU alarmou a respeito da situação em todo o mundo.
 Analisando a situação dos refugiados africanos, incluindo os do Mali em 2012, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon declarou a respeito do alto custo humano de uma crise catastrófica. A própria MSF publicou um novo relatório em 2011, para demonstrar a situação real dos refugiados nos campos de Dadaab que, na realidade, é composto pelos acampamentos Dagahaley, Hagadera e Ifo.
 Nessa região, segundo a MSF, o índice de desnutrição entre crianças já era de 9%; e 60% das famílias chegam aos campos de refugiados com pelo menos um membro da família doente. Na maioria dos casos, as famílias chegavam a esperar 12 dias para receber uma porção de comida.  Esses campos também oferecem o perigo ambiental por estarem próximos de animais selvagens.
 Em março de 2013, durante os conflitos no Mali, os refugiados desse país se instalaram no noroeste de Níger, mas com o desejo de retornarem para as suas casas, para as suas profissões e não necessitar mais da ajuda alheia.
Fernando Rebouças.

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