quinta-feira, 27 de março de 2014

A RETOMADA DA INDÚSTRIA BÉLICA NO PAÍS

O Brasil possui riquezas naturais que exigem muita atenção e investimento governamental. No início de outubro de 2008, o Ministério da Defesa tornou público os recursos da Marinha, Exército e Aeronáutica, retidos no Tesouro Nacional e que somam R$ 1,8 bilhão. As dificuldades da indústria bélica estão perto do fim. No final de 2008, o governo federal decidiu ajudar as empresas do setor liberando créditos por meio de participação acionária. O apoio a esse setor está cada vez mais perto e promete um grande impulso à indústria bélica que se integrará à política industrial brasileira. Isso é um bom sinal para os fabricantes de aviões, veículos blindados, helicópteros, aviões, armamentos, embarcações e outras tecnologias, como radares.
 No final de 2008, o governo federal decidiu ajudar as empresas do setor bélico liberando créditos por meio de participação acionária.
 Além disso, existe também uma preocupação com a defesa de nossas fronteiras, a partir do "rugido antibrasileiro, que vem de alguns vizinhos, liderado por nações que pregam a redistribuição de riquezas", frase publicada em artigo na revista norte-americana Newsweek. O texto ainda dizia que o desenvolvimento do Brasil como potência desperta "agressividade" em vizinhos. Entre outras preocupações, está o nosso mar, chamado de "Amazônia Azul", que representa mais de 50% do território nacional e é riquíssimo em petróleo e gás.
 A edição da Medida Provisória (MP ) que liberou créditos para a indústria bélica deverá evitar o que ocorreu com a Engesa, empresa fabricante de produtos bélicos, na década de 1990. A extinta indústria produzia carros blindados de combate para o Exército brasileiro e também para exportação. A Engesa começou a desenvolver projetos de carros de combate leves e blindados no final da década de 1960.
 Depois da Segunda Guerra Mundial, o Brasil recebeu dos Estados Unidos vários blindados, entre eles o Carro de Combate Leve M-8. Porém, já na década de 1960, o equipamento estava completamente obsoleto. A Engesa, a partir de adaptações neste carro de combate, desenvolveu o Cascavel, com um novo sistema de propulsão no eixo traseiro que foi patenteado como "Engesa Boomerang". O sistema permitia ao veículo absorver perfeitamente os impactos dos terrenos acidentados e ultrapassar obstáculos com bastante facilidade.
 Outro veículo importante produzido pela empresa era o Urutu, um blindado de transporte de tropa anfíbio, totalmente brasileiro, que, junto com o carro de combate Cascavel, tornou-se sucesso internacional pelo alto desempenho técnico e operacional.
 Em 1982, a Engesa projetou um veículo de combate para satisfazer as necessidades do Exército brasileiro e que também pudesse ser exportado. Foi o EE -T1, batizado sob o nome de Osório, um tanque de guerra projetado para ser o principal carro de combate do Exército brasileiro. Por causa deste veículo, a empresa foi à falência. Não que a produção deste tanque tenha sido a causa, mas, sim, a falta de empenho e interferência governamental em uma negociação com a Arábia Saudita para a venda de 702 tanques em um contrato de US $ 7,2 bilhões.
 A negociação seria fechada entre os dois governos em uma reunião em Riad entre o então presidente Fernando Collor de Mello e o príncipe Sultan Azsiz Abdulazis. O encontro, inicialmente marcado para o mês de agosto de 1990, foi cancelado por um problema de saúde do príncipe.
 A nova data havia sido marcada para novembro do mesmo ano. Nesse intervalo, a Arábia Saudita anunciou que compraria os tanques dos Estados Unidos - e não mais do Brasil. Como a Engesa havia apostado todas as fichas na fabricação do tanque Osório, acabou contraindo uma dívida de US $ 53 milhões, da qual não recebeu apoio para refinanciamento do governo federal, que poderia absorver os tanques para o Exército brasileiro. A companhia quebrou e fechou seis mil postos de trabalho com graves consequências econômicas, sociais e também militares.
 A Medida Provisória, que se refere aos incentivos financeiros à indústria de equipamentos bélicos, é uma parte do tripé que o governo pretende conceder ao setor. Entre as outras medidas estão: isenções tributárias, linhas especiais de crédito e mecanismos de garantia dos contratos de exportação. Essas medidas deverão aquecer o setor, evitar o que ocorreu com a Engesa e, quem sabe, serão um estímulo para o fortalecimento das fronteiras cobiçadas de um gigante ainda pacífico.
 Existe também uma preocupação com a defesa de nossas fronteiras, a partir do "rugido antibrasileiro, que vem de alguns vizinhos, liderado por nações que pregam a redistribuição de riquezas", frase publicada em artigo na revista norteamericana Newsweek.
Marcelo Gonçalves.

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