segunda-feira, 31 de março de 2014

REFUGIADOS NA ÁFRICA

Em junho de 2009, a MSF (Médicos Sem Fronteiras), uma organização humanitária de atuação internacional, apresentou relatório a respeito das condições de saúde de refugiados na África, principalmente, nas proximidades da África do Sul. A MSF demonstrou preocupação em relação a migrantes e sobreviventes que tentavam se refugiar na África do Sul.
Na maioria dos casos, os refugiados estavam expostos à violência sexual, más condições de vida, agressão civil e policial, xenofobia e falta de acesso aos serviços essenciais. Historicamente, devido aos constantes conflitos no continente, tem sido frequente a existência de refugiados na África.
 Em 2011, num dos maiores acampamentos de refugiados do continente e do mundo, construído em 1981 em Dadaad, Quênia, viviam cerca de 90.000 mil pessoas sobreviventes da guerra civil da Somália. Porém, em 2011, a região registrou a presença de mais de 450.000 refugiados, a região recebe em  média, 41.000 refugiados ao ano.
 Além das condições de vida dos refugiados, essa região do Quênia sofre intensos períodos de seca, o que piora as condições de vida. Em 2011, a ONU alarmou a respeito da situação em todo o mundo.
 Analisando a situação dos refugiados africanos, incluindo os do Mali em 2012, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon declarou a respeito do alto custo humano de uma crise catastrófica. A própria MSF publicou um novo relatório em 2011, para demonstrar a situação real dos refugiados nos campos de Dadaab que, na realidade, é composto pelos acampamentos Dagahaley, Hagadera e Ifo.
 Nessa região, segundo a MSF, o índice de desnutrição entre crianças já era de 9%; e 60% das famílias chegam aos campos de refugiados com pelo menos um membro da família doente. Na maioria dos casos, as famílias chegavam a esperar 12 dias para receber uma porção de comida.  Esses campos também oferecem o perigo ambiental por estarem próximos de animais selvagens.
 Em março de 2013, durante os conflitos no Mali, os refugiados desse país se instalaram no noroeste de Níger, mas com o desejo de retornarem para as suas casas, para as suas profissões e não necessitar mais da ajuda alheia.
Fernando Rebouças.

sábado, 29 de março de 2014

A TERRA COMO INVENÇÃO: O ESPAÇO NO PENSAMENTO SOCIAL BRASILEIRO

Autor: João Marcelo Ehlert Maia 
Editora: Jorge Zahar 
Páginas: 224 
Ano: 2008


De forma original e bem fundamentada, este livro analisa o conceito de espaço no pensamento social brasileiro durante a Primeira República (1889-1930) e levanta questões curiosas. Atrás de respostas, o autor examina os escritos de alguns importantes intelectuais do período, como Euclides da Cunha e Vicente Licínio Cardoso. Obra vencedora do 1º Prêmio Jorge Zahar de Ciências Sociais.

quinta-feira, 27 de março de 2014

A RETOMADA DA INDÚSTRIA BÉLICA NO PAÍS

O Brasil possui riquezas naturais que exigem muita atenção e investimento governamental. No início de outubro de 2008, o Ministério da Defesa tornou público os recursos da Marinha, Exército e Aeronáutica, retidos no Tesouro Nacional e que somam R$ 1,8 bilhão. As dificuldades da indústria bélica estão perto do fim. No final de 2008, o governo federal decidiu ajudar as empresas do setor liberando créditos por meio de participação acionária. O apoio a esse setor está cada vez mais perto e promete um grande impulso à indústria bélica que se integrará à política industrial brasileira. Isso é um bom sinal para os fabricantes de aviões, veículos blindados, helicópteros, aviões, armamentos, embarcações e outras tecnologias, como radares.
 No final de 2008, o governo federal decidiu ajudar as empresas do setor bélico liberando créditos por meio de participação acionária.
 Além disso, existe também uma preocupação com a defesa de nossas fronteiras, a partir do "rugido antibrasileiro, que vem de alguns vizinhos, liderado por nações que pregam a redistribuição de riquezas", frase publicada em artigo na revista norte-americana Newsweek. O texto ainda dizia que o desenvolvimento do Brasil como potência desperta "agressividade" em vizinhos. Entre outras preocupações, está o nosso mar, chamado de "Amazônia Azul", que representa mais de 50% do território nacional e é riquíssimo em petróleo e gás.
 A edição da Medida Provisória (MP ) que liberou créditos para a indústria bélica deverá evitar o que ocorreu com a Engesa, empresa fabricante de produtos bélicos, na década de 1990. A extinta indústria produzia carros blindados de combate para o Exército brasileiro e também para exportação. A Engesa começou a desenvolver projetos de carros de combate leves e blindados no final da década de 1960.
 Depois da Segunda Guerra Mundial, o Brasil recebeu dos Estados Unidos vários blindados, entre eles o Carro de Combate Leve M-8. Porém, já na década de 1960, o equipamento estava completamente obsoleto. A Engesa, a partir de adaptações neste carro de combate, desenvolveu o Cascavel, com um novo sistema de propulsão no eixo traseiro que foi patenteado como "Engesa Boomerang". O sistema permitia ao veículo absorver perfeitamente os impactos dos terrenos acidentados e ultrapassar obstáculos com bastante facilidade.
 Outro veículo importante produzido pela empresa era o Urutu, um blindado de transporte de tropa anfíbio, totalmente brasileiro, que, junto com o carro de combate Cascavel, tornou-se sucesso internacional pelo alto desempenho técnico e operacional.
 Em 1982, a Engesa projetou um veículo de combate para satisfazer as necessidades do Exército brasileiro e que também pudesse ser exportado. Foi o EE -T1, batizado sob o nome de Osório, um tanque de guerra projetado para ser o principal carro de combate do Exército brasileiro. Por causa deste veículo, a empresa foi à falência. Não que a produção deste tanque tenha sido a causa, mas, sim, a falta de empenho e interferência governamental em uma negociação com a Arábia Saudita para a venda de 702 tanques em um contrato de US $ 7,2 bilhões.
 A negociação seria fechada entre os dois governos em uma reunião em Riad entre o então presidente Fernando Collor de Mello e o príncipe Sultan Azsiz Abdulazis. O encontro, inicialmente marcado para o mês de agosto de 1990, foi cancelado por um problema de saúde do príncipe.
 A nova data havia sido marcada para novembro do mesmo ano. Nesse intervalo, a Arábia Saudita anunciou que compraria os tanques dos Estados Unidos - e não mais do Brasil. Como a Engesa havia apostado todas as fichas na fabricação do tanque Osório, acabou contraindo uma dívida de US $ 53 milhões, da qual não recebeu apoio para refinanciamento do governo federal, que poderia absorver os tanques para o Exército brasileiro. A companhia quebrou e fechou seis mil postos de trabalho com graves consequências econômicas, sociais e também militares.
 A Medida Provisória, que se refere aos incentivos financeiros à indústria de equipamentos bélicos, é uma parte do tripé que o governo pretende conceder ao setor. Entre as outras medidas estão: isenções tributárias, linhas especiais de crédito e mecanismos de garantia dos contratos de exportação. Essas medidas deverão aquecer o setor, evitar o que ocorreu com a Engesa e, quem sabe, serão um estímulo para o fortalecimento das fronteiras cobiçadas de um gigante ainda pacífico.
 Existe também uma preocupação com a defesa de nossas fronteiras, a partir do "rugido antibrasileiro, que vem de alguns vizinhos, liderado por nações que pregam a redistribuição de riquezas", frase publicada em artigo na revista norteamericana Newsweek.
Marcelo Gonçalves.

quarta-feira, 26 de março de 2014

COLINAS DE GOLÃ

Anteriormente conhecidas pelo nome de colinas Sírias, as colinas de Golã (ou montes Golã) estão na região do Levante, que é uma grande faixa de terra localizada no Oriente Médio, fica na parte sul dos Montes Tauro, territorialmente limitada a leste pela Mesopotâmia e pelo Deserto da Arábia Setentrional; e ao oeste pelo mar Mediterrâneo.
colinas de golãO território das colinas de Golã tem sua configuração alterada de acordo com o tipo de desígnio: geopolítico ou biogeográfico/geológico. Se vistas como região do ponto de vista da geopolítica, as colinas de Golã são consideradas a região dominada pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias contra a Síria, tendo sido anexada pelo governo de Israel a partir do ano de 1981. Esta área apresenta 2/3 da parte ocidental geológica, sendo que ainda contempla um trecho do monte Hérmon. Desde o ano de 1967, a região das colinas de Golã tem sido ocupada e administradas pelo governo israelense, mas é reconhecida em escala internacional como um território da Síria. Depois do fim da guerra entre Síria e Israel, a Purple Line (em português, Linha Roxa), passou a ser o limite entre as duas nações.
 Do ponto de vista biogeográfico e geológico, os montes Golã apresentam características de um planalto basáltico, com definição de fronteiras a partir do uádi Raqqad,  ao leste, do já citado monte Hérmon, ao norte, do vale de Hula e do mar da Galileia, ao oeste e do rio Yarmouk, ao sul. Israel ocupa 2/3 da região ocidental, sendo que o restante, ao oriente, está sob controle sírio.
 A ocupação das colinas de Golã remete ao Paleolítico Superior. Segundo a Bíblia, os hebreus conquistaram uma região amorita localizada em Basã em meio ao reinado de Ogue. Os montes Golã, no período em que se passa o Antigo Testamento, eram considerados como o principal foco da disputa de poder travada pelos reis arameus (localizados próximos ao território atual de Damasco, capital da Síria) e os imperadores de Israel.
 A partir do século II a.C., os itureanos dominaram a área das colinas de Golã, tendo ficado na região até o fim do período bizantino. Ao final de 636 d.C., após os montes terem sido conquistados por povos árabes liderados por Ibn Al-Khattab, a região foi tomada por instalações judaicas. Já no século XVI, o território foi tomado pelo Império Otomano, tornado-se pertencente ao Vilaiete de Damasco. Essa configuração durou até 1918, quando a área passou a ser controlada pela França. Em 1946, as colinas de Golã integraram-se à República Árabe Síria, território que havia se tornado independente naquela época.

 Felipe Araújo

segunda-feira, 24 de março de 2014

PENÍNSULA DE YUCATÁN

Península de Yucatán é o nome dado a uma porção de terra no norte da América Central. Com uma área de aproximadamente 145 000 km², ela pertence ao México, e abriga os estados de Yucatán, Quintana Roo e Campeche. Yucatán serve também de limite entre o Golfo do México e o Mar do Caribe, e ainda demarca o limite territorial do México com seus vizinhos Guatemala e Belize.
peninsula de yucatan
 Os limites adjacentes do continente são, a sudoeste, a lagoa de Términos, no estado de Campeche; a noroeste, o estuário  de Celestún e o porto de Sisal no estado de Yucatán; a noroeste, o Cabo Catoche, no estado de Quintana Roo; a sudeste, a baía de Chetumal, no estado de Quintana Roo e o golfo de Honduras.
 A península de Yucatán consiste numa imensa placa de pedra calcária plana, com uma fina e superficial camada de solo que a recobre. Há poucos lagos e os rios são em sua maior parte, subterrâneos. O calcário poroso da zona criou cenotes que são a principal fonte de água para a área (cenote é um buraco profundo, uma dolina cheia de água, criada quando o telhado de uma caverna subterrânea desmorona). Isto dá origem a uma piscina natural que é preenchida pela chuva e água dos rios subterrâneos. A baixa altitude do Yucatán e o clima tropical contribuem para dias quentes e úmidos na maior parte do ano.
 No período colonial espanhol, a região correspondia, desde o início do século XVI ao início do século XIX, a Capitania Geral de Yucatán. A região abriga sítios arqueológicos mundialmente famosos, como por exemplo, Chichen Itza, Uxmal, Coba e Tulum, além de cidades coloniais, com destaque para Mérida, a capital do estado de Yucatán, Valladolid, próxima a Chichen Itza, e ainda a cidade de San Francisco de Campeche, no estado de Campeche, declarada patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO.
 A região é abundante ainda em parques e reservas naturais. É uma área considerada excelente para observação de pássaros, pois mais de 450 espécies de aves foram identificadas em Yucatán. Quanto aos parques e reservas, merecem citação o Parque Rio Celestun, onde há uma boa quantidade de flamingos, assim como muitas outras aves e animais, e que pode ser visitada a cerca de um dia de viagem de Mérida. Há ainda a Reserva da Biosfera Sian Ka'an, localizada ao sul de Tulum, plena de manguezais, lagoas, savanas, recifes de corais, florestas e com templos maias ainda pouco conhecidos.
 Segundo especialistas, teria sido em Yucatán o local do impacto do asteróide que dizimou os dinossauros há mais de 65 milhões de anos. Na figura ao lado, filtros especiais foram usados para gerar imagem da Cratera Chicxulub.
Emerson Santiago

sábado, 22 de março de 2014

ÁFRICA ATLÂNTICA

A área costeira ocidental do continente africano, banhada pelo oceano Atlântico, é denominada África Atlântica. Esta região influenciou fortemente a colonização e formação étnico-cultural das Américas, pois dela eram retirados os escravos para o trabalho no Novo Mundo.
Os países que formam a África Atlântica são: República Democrática do Congo, Angola, Congo, Gabão, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial, Camarões, Nigéria, Benin, Togo, Gana, Costa do Marfim, Libéria, Serra Leoa, Guiné, Guiné Bissau, Gâmbia, Senegal e Mauritânia. Por esta área, que corta o continente de norte a sul, havia o Império de Gana, que foi um dos maiores reinos da História. Entre suas práticas, estavam atividades de mineração, tráfico de escravos e outras transações comerciais.
 Um dos fatores que faziam do Império de Gana uma organização poderosa era sua localização, pois estavam em uma região de intensa movimentação entre áreas subsaarianas  e atlânticas. Por ali, era possível manter contato com diversos povos e, desta forma, as negociações de escravos eram facilitadas. Sob o controle de Gana, estavam muitos reinos da África Atlântica, que foram entrando em um processo gradual de declínio no século XIII, após a invasão islâmica.
 Outro reino que fazia parte da África Atlântica era o Reino de Mali, que se desenvolveu com atividades comerciais e adotou o islamismo. Entre outras características, apresentavam vida urbana em cidades como Tombuctu. Um fator que impulsionou o comércio nos reinos de Mali e de Gana foi a presença de rios, canais de navegação, além do grande fluxo de mercadorias e pessoas de todos os lados do continente.
 Na região, havia a prática da escravidão entre os habitantes. Imagens coletadas por historiadores, além de relatos de escravos que foram para as Américas, comprovam que o escravismo era uma atividade comum na África Atlântica e remete à cultura das mais antigas civilizações africanas. Quando as grandes navegações europeias entraram em contato com os países do continente, a escravidão desenvolve-se ainda mais com o fluxo de africanos para as Américas através do dos navios negreiros. Quase 100% dos escravos que foram levados para as Américas eram de origem atlântico-africana.
Felipe Araújo

sexta-feira, 21 de março de 2014

MONOCULTURA DE EXPORTAÇÃO

Recebe o nome de monocultura de exportação ou plantation, o sistema de exploração agrícola que se concentra em apenas uma cultura, a qual é destinada a mercados exteriores. Tal sistema marcou a economia do continente americano por séculos, sendo aplicado à exaustão durante a colonização europeia, e mais tarde foi levado para África e Ásia. Hoje, é prática típica de países subdesenvolvidos. O modelo agrário-exportador modificou indelevelmente a organização do espaço rural latino-americano, pois a vegetação natural foi, em várias regiões, substituída por imensos latifúndios, que ainda hoje se destacam nas paisagens de muitos países.
monocultura de exportacaoA monocultura de exportação está presente no Brasil desde o século XVI, quando os portugueses desenvolveram a produção açucareira  ao longo da faixa litorânea do nordeste, aproveitando os solos férteis de massapé. Já na América espanhola, a agricultura ganhou impulso entre os séculos XVII e XVIII, com a queda da produção mineral, em especial no Peru.
 A implantação da monocultura de exportação depende de uma extensa propriedade, onde será cultivado um único gênero, cujo destino é a exportação, já que o mercado interno é incipiente ou saturado. Para o dono das terras, é uma forma rápida de obter o retorno de seu investimento. Por outro lado, a comunidade em seu entorno fica dependente da produção dessa grande propriedade. Outros gêneros que poderiam gerar trocas regionais são descartados para se plantar o lucrativo gênero de exportação e os empregos acabam todos ligados e dependentes do sucesso dessa mesma cultura.
 A longo prazo, ao trocar os dividendos da lavoura por outros bens, todos aqueles dedicados à monocultura gradativamente perdem seu poder aquisitivo, devido à uma provável saturação que a monocultura de exportação acaba por provocar.
 Apesar de ser considerado notoriamente ineficaz nos dias de hoje, economias frágeis ainda se valem deste sistema, contando com mão-de-obra assalariada ou utilizando até mesmo trabalho escravo ilegal. No Brasil, a monocultura de exportação é aplicada em vastas porções do território nacional, principalmente para cultivo de café, cana-de-açúcar, e mais recentemente, de soja.
 Todas essas características negativas não significam propriamente que a monocultura de exportação foi sempre um método arcaico e danoso. Talvez a reflexão mais lúcida que se possa realizar sobre esta prática é de que ela teve seu tempo e local, e não se encaixa no mundo contemporâneo, especialmente se levarmos em conta que hoje é cada vez mais importante a utilização de terras cultiváveis para a produção de alimentos de natureza essencial, para que se possa prover a imensa população do planeta, que já ultrapassa os sete bilhões.
Emerson Santiago

quinta-feira, 20 de março de 2014

INDÚSTRIAS DE BENS DE PRODUÇÃO

O setor industrial de bens de produção  é responsável pela transformação de matérias-primas do estado bruto para bens de produção e de consumo. Os bens de produção são máquinas, equipamentos e demais instalações industriais utilizadas nessa transformação.
Quando falamos em matérias-primas também podemos nos referir à energia condicionada em forma de serviço, essas indústrias costumam se localizar próximo às fontes de matéria-prima e de modais que facilitem o transporte de escoamento da matéria transformada.
 Geralmente, a matéria-prima é retirada da natureza na forma bruta. Esse setor industrial também produz e fornece máquinas específicas para tais transformações em setores como o siderúrgico, mineração, químicos, entre outros. Abrange também indústrias relacionadas a área de infraestrutura em setores estratégicos como o de transporte, energia, saneamento e construção civil.
 Essa modalidade industrial serve de base para o surgimento e desenvolvimento de outros tipos de indústria. Também é referida como indústria pesada quando relacionada à transformação de matéria bruta em grandiosa quantidade.
 As siderúrgicas, por exemplo, transformam metais extraídos da natureza (solo, minas e galerias rochosas) em aço e chapas de ferro, geralmente, são extraídos minério de ferro. O setor metalúrgico utiliza o aço e as chapas de ferro na fabricação de peças que serão utilizadas pela indústria automobilística. O carro é produzido pelas indústrias de bens de consumo.
 Numa visão geral, ao transformar a matéria-prima bruta num bem a ser utilizado por outros tipos de indústria, principalmente, a de bem de consumo, o setor industrial de bens de produção trata a matéria para a obtenção de um insumo cuja qualidade e eficiência de aplicação é fundamental para a produção de material, peças e maquinaria essencial para toda a cadeira industrial.
 É um setor estratégico, necessitado de constantes inovações tecnológicas, de normas de segurança do trabalho e, principalmente, que seja regido pelos aspectos de sustentabilidade em respeito ao meio ambiente, fonte de toda a matéria-prima.
Fernando Rebouças

quarta-feira, 19 de março de 2014

SERENO

O sereno, ou orvalho, é um fenômeno que ocorre como consequência do resfriamento noturno, causando a saturação do ar e formando pequenas gotas de água em cima de qualquer objeto.
 Durante todo o dia os objetos (ou seres) perdem calor para a atmosfera, mas este calor retorna para os objetos ou seres através da radiação solar. À noite isso continua acontecendo embora com bem menos freqüência, o que faz com que os objetos, percam mais calor do que estão ganhando, resfriando-se.
 Isso costuma ocorrer após noites de céu limpo e calmo quando as superfícies dos objetos ficam mais frias do que o ar que está em volta delas, resfriando-o também e deixando-o saturado.
 Assim, se o ar ficar mais frio que o ponto de congelamento, ocorre o que chamamos de geada, mas, se ele ficar acima do ponto de congelamento, o vapor de água presente ao redor do objeto se condensa formando o orvalho.
 Logo, podemos concluir também que, tanto a geada, quanto o orvalho, não “caem”, como a chuva. Eles se formam no local, sobre os objetos.
 Tanto é que, a temperatura em que o ar deve ser resfriado, sob pressão constante, para que haja saturação é chamada de “ponto de orvalho”. E quando essa saturação ocorre a uma temperatura de 0º C ou menos, chamamos de “ponto de geada
Caroline Faria.

ALTO ALEGRE



Características geográficas
114,523 km² 2
1 848 hab. Censo IBGE/20103
16,14 hab./km²
370 m
Indicadores
0,797 alto PNUD/2000 4
R$ 29 304,118 mil IBGE/20085
R$ 14 913,04 IBGE/20085

quinta-feira, 13 de março de 2014

MINIFÚNDIO

É chamado de minifúndio todo o imóvel com área cultivável inferior ao módulo rural. Além do aspecto técnico, a palavra também serve para indicar uma propriedade rural que possua a menor dimensão possível. O termo é uma combinação de duas palavras da língua latina: "minimus", que significa pequeno, ou o menor, e fundus, fazenda.
minifundioO minifúndio tem sua origem em vários fatores, como a situação regional, a destinação econômica e a produtividade. Na história do Brasil, o minifúndio já se fazia presente no período anterior à ocupação portuguesa: os indígenas mantinham pequenas roças com as culturas que mais apreciavam, realizado trocas eventuais com as tribos vizinhas. Com a colonização, surgem minifúndios cultivados pelos escravos africanos. Eram pequenos pedaços de terra concedidos pelos senhores brancos, onde podiam desenvolver uma cultura para ganho próprio, à qual se dedicavam em um dia da semana, geralmente domingo, quando eram poupados do trabalho na lavoura. Tal sistema foi adaptado para os trabalhadores imigrantes após o fim do regime de escravidão, e hoje presenciamos uma disseminação do minifúndio, resultado do grande surto de loteamentos, seja nos arredores das grandes cidades, ou em zonas férteis do interior do país.
 Propriedade de dimensão mínima, ele é o oposto do latifúndio, baseado em terrenos enormes, que produzem proporcionalmente muito pouco, e onde impera uma cultura apenas. As pequenas propriedades agrícolas, por outro lado, são exploradas ao máximo, apresentam cultivo altamente diversificado e rendimento baixo, limitando-se, quando possível, a comercializar um eventual excedente em feiras ou armazéns. Na prática, seu aproveitamento agrícola é antieconômico, servindo apenas para frear o desenvolvimento de uma região, e até mesmo, de um país, pois, seu sistema não estimula a troca de bens.
 Na maioria dos casos, o minifúndio serve apenas ao sustento de seus proprietários, sendo caracterizado como um modelo insuficiente de manutenção de uma pequena família, onde seus componentes trabalham em auxílio ao proprietário. Muitas vezes, sua produção é insuficiente, e o minifúndio assume a feição de horta ou granja.
 Diferente do que ocorre com o latifúndio, a caracterização da área ocupada de um minifúndio não pode se limitar a definições matemáticas rígidas, embora se estabeleça que este não deve ter mais que cinco hectares. De acordo com as instruções contidas no Estatuto da Terra, “minifúndio é o imóvel rural de área e possibilidades inferiores às da propriedade familiar”; propriedade familiar,por sua vez, é conceituada como “imóvel rural que, direta ou pessoalmente explorado pelo agricultor e sua família, lhes absorva toda a força de trabalho, garantindo-lhes a subsistência e o progresso social e econômico, com área máxima fixada para cada região e tipo de exploração e, eventualmente, trabalhando com a ajuda de terceiros”.

 Emerson Santiago

quarta-feira, 12 de março de 2014

INDÚSTRIA DE BASE

A indústria de base, também referida de indústria de bens intermediários ou pesada, é responsável pela produção de matéria-prima para fornecer para outra indústria, é formada, principalmente, pelos setores da siderurgia, metalurgia, petroquímica e cimento.
São capazes de transportar imensas quantidades de matéria-prima, na maioria dos casos, estão localizadas nas proximidades de estradas, portos, ferrovias e fontes de extração de matéria-prima in natura. Num exemplo bastante simples, podemos citar a metalúrgica que fabrica o aço a ser utilizado pela indústria automotiva (indústria de bens duráveis).
 Nos últimos anos, no Brasil e no mundo, esse segmento industrial alcançou crescimento. Porém, tem gerado desafios para os países emergentes, onde os custos de produção são mais baixos, mas o nível de capacitação ainda não é igual ao de países desenvolvidos.
 Assim como em toda indústria, na de base é necessário que o material produzido tenha qualidade e bom preço para alcançar bom nível de competitividade, podendo contar com uma plataforma de inovação tecnológica para gerar diferenciação. No setor industrial, os custos inferem diretamente na capacidade de se competir no mercado nacional e internacional.
 Nos países emergentes, a indústria de base tem mantido os custos de produção mais baixos e avançado no treinamento de seus trabalhadores e na engenharia. No Brasil, esse tipo de indústria fornece insumo para todos os setores de produção, abrangendo a mineração, a siderúrgica, a metalúrgica e a de cimentos.
 Em 2011, a produção de aço bruto no país atingiu o patamar de 35,3 milhões de toneladas, um aumento de 7,2% em comparação com o ano de 2010. O consumo aparente do aço no Brasil foi de 25 milhões de toneladas em 2011, 4% abaixo do consumido em 2010. Em 2011, as exportações do aço brasileiros atingiram um aumento de 26%.
 A indústria de base brasileira investiu 5,52 bilhões de reais em 2011, 55% a mais em comparação ao ano de 2010. Por setor, os investimentos foram registrados da seguinte maneira: a mineração elevou de 31,7% para 54,1%; a siderurgia de 52,9% para 32,6%; e cimento de 15,4% para 13,4%, em valores absolutos.
Fernando Rebouças.

terça-feira, 11 de março de 2014

NEBLINA

A neblina ocorre quando há formação de nuvens muito baixas. Ela nada mais é do que o acúmulo de vapor de água perto do solo, que resfria e condensa diminuindo a visibilidade.
 Também chamada de “névoa”, “nevoeiro” ou “chuvisco”, ela é muito comum em regiões altas e frias, ou então próximas a rios, represas, etc.
 Um tipo de neblina, porém, mais intensa é a “cerração” quando a visibilidade não ultrapassa os 500 metros de distância.
 A neblina pode ocorrer também, devido a fatores como relevo, proximidade de corpos d’água, ou pela influência de uma frente fria.
 No primeiro caso (relevo), a neblina costuma ocorrer em vales, nos sopés das montanhas, por causa do acúmulo de umidade que se resfria e condensa. Quando há algum corpo d’água por perto (um lago ou rio) costuma haver a neblina noturna, por causa da evaporação do corpo d’água que é mais intensa durante o dia e que se resfria durante a noite.
 Outro tipo de neblina comum é a que ocorre em regiões costeiras. Quando um vento glacial atinge a costa, ele faz com que o vapor presente ali se condense. Ou então, quando o vapor sobe a serra e se resfria depois de uma certa altitude (auto-resfriamento).
Caroline Faria.

quinta-feira, 6 de março de 2014

ASSUNÇÃO

Nossa Senhora Santa Maria da Assunção ou simplesmente Assunção (em castelhano: Asunción) é a capital e maior cidade da República do Paraguai. É um município autônomo e Distrito Capital independente, isto quer dizer que não está integrado formalmente a nenhum departamento ou estado. Está localizada junto a Baía de Assunção, na margem esquerda do Rio Paraguai frente a confluência com o Rio Pilcomayo. Em 2010, segundo a Direção Geral de Estatísticas, Pesquisas e Censos (DGEEC), tinha uma população aproximada de 742 023 habitantes, o que a converte na maior e mais populosa aglomeração urbana do Paraguai. Sua área metropolitana, denominada Grande Assunção, inclui as cidades de San Lorenzo, Lambaré, Fernando de la Mora, Capiatá, Luque, Mariano Roque Alonso, Ñemby, Villa Elisa, Villa Hayes e San Antonio, a qual incrementa sua população periférica em mais de 2 529 061 habitantes. Sua superfície é de 117 km² na cidade, e 1000 km² na Grande Assunção, seus comércios e indústrias são muito fortes e seu PIB chega a 21000 milhões de dólares sendo umas das capitais e cidades mais importantes da América Latina, e Seu IDH é alto (0,837).
A capital é a sede dos três poderes da Nação (Executivo, Legislativo, Judiciário), o principal porto fluvial (Direção General de Aduanas) e o centro cultural do país. Apesar de algumas variantes no decurso do tempo, desde sua fundação e até nossos dias, Assunção é o centro da atividade nacional. Da capital partem as principais resoluções e projetos dos poderes do Estado, e se centralizam o banco, as entidades econômicas, culturais, diplomáticas, sociais, gremiais e industriais do país.
Fonte: Wikipédia.