sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PIERRE MONBEIG E A GEOGRAFIA HUMANA BRASILEIRA

Coletânea que reúne ensaios de historiadores e geógrafos brasileiros e franceses em torno da obra de Pierre Monbeig, um dos membros das missões francesas de fundação da Universidade de São Paulo e professor de geografia, que viveu no Brasil de 1935 a 1946.
Autora: Heliana Angotti Salgueiro 
Editora: Edusc 
Páginas: 342 
Ano: 2006

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

POPULAÇÃO DA AUSTRÁLIA

A população da Austrália é composta por pessoas de diversas origens. Pesquisas arqueológicas no noroeste da Austrália apontam a possibilidade de que uma pintura encontrada em uma rocha possa ter aproximadamente 175 mil anos. Os sítios arqueológicos encontrados até então apontam a presença do homem a mais de 40 mil anos na região. As tradições culturais da região estão entre as mais antigas do mundo.
 Como a colonização desse território teve início há pouco mais de dois séculos, o número de imigrantes no país ainda é grande, cerca de um imigrante para cada dois australianos de fato. O último censo ocorreu a mais de 10 anos, em 1996, e apontou que 92% da população são caucasianos, 7% são asiáticos. O 1% restante é composto pelos aborígines (povo nativo do continente) e por outras etnias. Em 2007, a população da Austrália foi estimada em 20.434.176 de habitantes.
 A taxa de crescimento da população é pequena, de 0,824% ao ano (2007), enquanto a expectativa de vida é grande, chegando aos 80,62 anos (mulheres: 83,63 anos, homens: 77,75 anos). O índice de natalidade foi de 1,76 filhos por mulher. A taxa de mortalidade infantil no país, em 2007, foi de 4,57 mortes a cada 1000 nascimentos.
 A grande maioria, cerca de 90% da população, vive nas grandes cidades ao longo da costa australiana. O restante habita no interior do país. Embora não haja uma diferença significativa em relação à renda das pessoas que moram nas cidades para as que vivem no interior, o clima é bem diferente.
 A irrisória taxa de analfabetismo no país é impressionante. Menos de 1% da população acima de 15 anos não sabe ler e escrever. Além disso, os serviços de saúde são gratuitos e de qualidade, a criminalidade é baixa e os índices de poluição entre os menores do mundo.
 A religião no país é livre. Embora existam pequenas comunidades de budistas, muçulmanos e judeus, a maioria da população é cristã.

 O povo australiano tem fama de ser informal, amigável e nem um pouco preconceituoso, seja com os imigrantes, seja com os homossexuais. Embora sua cultura seja baseada, em maior parte, na cultura europeia, a Austrália já apresenta identidade própria, consequência da mistura da cultura dos aborígines, dos imigrantes e das condições ambientais.
Thais Pacievitch

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

GRÃ BRETANHA

É comum encontrarmos em livros, revistas, artigos entre outros, o nome Grã-Bretanha, a maioria das pessoas não sabe ao certo o que designa essa palavra, desse modo, muitos consideram que Grã-Bretanha, Reino Unido e Inglaterra são a mesma coisa. Na verdade são distintos em relação ao espaço geográfico e político-administrativo.
 A Grã-Bretanha corresponde a uma ilha da Europa constituída por três diferentes nacionalidades, Inglaterra, Escócia e País de Gales. A área ocupada é de 229. 850 km2.
 O Reino Unido é considerado um país, constituído pelas nações da Grã-Bretanha, mais uma província da Irlanda do Norte. Esse grupo, do século XVIII até a Segunda Guerra Mundial, era a maior potência do planeta. Hoje integra o grupo do G-8. O Reino Unido possui a sede do governo em Londres, o regime de governo é formado por um sistema parlamentar.
 A Inglaterra é um dos países que compõe o Reino Unido, sua capital é a cidade de Londres. A área ocupada por esse país é de 130.395 km2, que abriga uma população de aproximadamente 50 milhões de habitantes. Em suma, Londres e o povo inglês exercem uma grande influência em todo o conjunto de ilhas Britânicas.
Eduardo Freitas

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

MECANIZAÇÃO NO CAMPO

A Mecanização no Campo mudou a rotina da produção e as relações de trabalho nas zonas rurais.
mecanizacao no campoO homem sempre foi dependente da natureza e da produção vinda do campo. Durante a maior parte de nossa história, a humanidade viveu atrelada aos fatores relacionados à produção no campo e buscando formas de aumentar sua produtividade. Mas esse avanço se deu, sobretudo, quando foram inventadas máquinas capazes de potencializar as tarefas. É a isso que se chama Mecanização do Campo, o que fez avançar enormemente nossas capacidades produtivas e que está sempre em constante evolução, respondendo a novas pesquisas e tecnologias.
 Desde que as máquinas passaram a fazer parte da realidade do campo, este nunca mais foi o mesmo. As novidades surgiram em consequência da Revolução Industrial, no século XVIII, que não só criou indústrias em centros urbanos, mas desenvolveu tecnologias que foram aplicadas à agricultura. A Mecanização no Campo adotou ferramentas que substituíram o trabalho de seres humanos ou facilitou suas atividades. Embora essa mecanização tenha gerado o desemprego de trabalhadores rurais, pode-se dizer que foi responsável por boa parte do desenvolvimento humano, pois, caso não houvesse modernização, o trabalho humano não daria conta de sustentar a população mundial de hoje.
 A Mecanização no Campo ao longo da história adotou máquinas como tratores, colheitadeiras e semeadeiras, tecnologias que aumentaram a produção em grande escala. A mecanização ajuda o produtor a preparar o solo para a plantação, faz a manutenção da lavoura, revoluciona o plantio e a colheita com operações rápidas e eficientes. Na agricultura moderna, o trator  é o grande símbolo de tecnologia aplicada. Faz-se, inclusive, a distinção de regiões mais mecanizadas de menos mecanizadas pela contagem do número de tratores existentes e pela avaliação da qualidade que apresentam.
 Por consequência dessa mecanização, o comércio de suas tecnologias se tornou um mercado milionário em todo o mundo, pois elas são fundamentais para a própria existência e sobrevivência do homem. Para se ter uma ideia, acreditava-se que no ano 2000 a produção de alimentos não seria suficiente para o crescimento populacional verificado, resultando em fome global. A melhoria das técnicas de plantio e a mecanização, contudo, impediram que testemunhássemos uma tragédia como essa. É público e notório que algumas regiões do mundo sofrem com a fome, especialmente o continente africano, mas não se trata de insuficiência de alimentos no mundo, e sim do desequilíbrio entre países ricos e países pobres, que, dentre outras coisas, evidenciam a péssima divisão da riqueza mundial.
Antonio Gasparetto Junior  

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

INDÚSTRIA DE ALTA TECNOLOGIA

O setor industrial de alta tecnologia  exige  mão de obra altamente qualificada, uso de equipamentos de produção precisos e eficazes e intenso investimento em inovação tecnológica e criativa. Abrange, por exemplo, as indústria que produzem aviões, equipamentos médico-hospitalares, relógios, computadores, televisores, chips, entre outras.
Em 2011, segundo informação do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) que utilizou dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)), o crescimento industrial brasileiro variou considerando o nível de complexidade tecnológica.
 Os tipos de indústria citados no primeiro parágrafo são setores que utilizam quantidade demasiada de tecnologia, e obtiveram um aumento de produção de 6,6% no último semestre de 2011, dado comparado com a produção registrada no primeiro semestre de 2010. Indústrias de baixo envolvimento tecnológico registraram queda de 1,6%. No geral, no Brasil, os segmentos de média-alta tecnologia cresceram 2,5%; e a indústria de média-baixa tecnologia cresceu 2,3%.
 A indústria brasileira de alta tecnologia foi beneficiada pelo câmbio e pela estabilidade de preços do mercado internacional, sendo um setor industrial que demanda de peças e componentes importados. Por outro lado, indústria de menor intensidade tecnológica é afetada pela queda do dólar, por não conseguir concorrer com melhores condições no mercado interno e externo.
 Porém, beneficiar a indústria nacional de alta tecnologia por meio do câmbio pode gerar o risco de desindustrialização, pois, quando determinado fabricante importa importantes peças de fabricantes estrangeiros há o desestímulo ao fabricante nacional de peças. A longa  valorização cambial desestimula as exportações e o desenvolvimento industrial de um país.
 Para incentivar a indústria de alta intensidade tecnológica, o governo brasileiro tem incentivado a compra de fármacos fabricados no Brasil pelo Ministério da Saúde, e a inclusão do tablet na Lei do Bem, lei aplicada para a incentivar a inovação tecnológica no país.
 Em 2011, o Brasil havia ocupado a sétima posição no mercado mundial de tecnologia de informática e comunicação que movimentou 165 bilhões de dólares em todo o mundo. No início de 2012, as indústrias nacionais de alto e médio nível de tecnologia registraram queda de 7,3% no nível produzido.
Fernando Rebouças.