segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

FÉRIAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


FELIZ NATAL E PRÓSPERO 2015 É O QUE DESEJA O GEOGRAFANDO A TODOS OS SEUS COLABORADORES, SEGUIDORES E VISITANTES!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

BOGOTÁ

Anteriormente conhecida como Santa Fé de Bogotá, é a capital e a maior cidade da Colômbia. Foi fundada em 1538 por Jiménez de Quesada, tendo sido a capital do Vice-Reino de Nova Granada até à independência. Como o principal centro financeiro, cultural, administrativo e urbano do país, Bogotá possui aproximadamente 7,2 milhões de habitantes (2010) residindo apenas em seu núcleo urbano, enquanto que a Região metropolitana de Bogotá, que engloba todas as cidades e povoados vizinhos, possui aproximadamente 8,5 milhões de habitantes.
 A cidade situa-se na Savana de Bogotá, sobre o altiplano cundiboyacense na Cordilheira Oriental dos Andes, à altitude de 2640 metros. A região onde está situada a cidade, que corresponde a placa tectónica sul-americana, apresenta uma importante atividade sísmica, que se evidencia com os terremotos que tem sofrido durante sua história, registrados em 1785, 1827, 1917 e 1948. Estes dois últimos, somados a vários incêndios, destruíram grande parte da zona colonial da antiga Santa Fé.
 A cidade possui Clima Temperado Marítimo tipo Cfb devido a sua altitude (afetado principalmente pela nebulosidade), que oscila entre os 7 °C e os 19 °C, com uma temperatura média em torno de 14 °C. Apesar da média precipitação anual, a umidade relativa do ar é alta por estar numa região equatorial e por ali receber umidade vinda dos Ventos Alíseos, e esse clima se modifica em detrimento de sua extrema elevação sobre a cordilheira dos Andes, com temperaturas praticamente constantes ao longo do ano dando à Bogotá um ar primaveril. Sem verões tépidos e invernos super rigorosos. As épocas mais secas são entre dezembro-março e junho-julho, e as mais chuvosas entre abril-maio e setembro-novembro, sendo o clima fortemente influenciado pelos fenômenos da La Niña e El Niño.
 Bogotá é o principal centro económico e industrial da Colômbia, aí convergindo a maioria dos capitais provenientes das restantes cidades. É o foco do comércio do país devido à sua grande população, recebendo investidores de toda a Colômbia e de outros lugares do mundo.
Fonte: Wikipédia.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

CIA

CIA é a sigla em inglês para Agência Central de Inteligência, e tem como missão coletar, avaliar e distribuir informações que sejam de uso da administração norte-americana na tomada de decisões sobre segurança nacional. Ela também pode se engajar em ações secretas, a pedido do presidente, mas não lhe é permitido espionar as atividades domésticas dos americanos ou participar de assassinatos, apesar de já ter sido acusada de tais atos.
CIANos EUA, as primeiras agências formais e organizadas não surgiriam antes dos anos 1880, quando são instituídos o Escritório da Inteligência Naval e a Divisão de Inteligência Militar do Exército. Por volta da Primeira Guerra Mundial, foi criada a Divisão de Investigação, precursora do FBI. A estrutura da inteligência continuou através de várias reestruturações.

Em 1947, o Presidente Harry Truman assina o Ato de Segurança Nacional, que criou a CIA. Apesar de a agência ter um histórico de envolvimento em falhas e escândalos de espionagem, o governo ainda depende muito desta para fornecer inteligência e segurança nacional.

A CIA responde tanto ao poder executivo como ao legislativo. Por muitos anos, a principal missão da agência era proteger os Estados Unidos contra o comunismo e a União Soviética durante a Guerra Fria. Atualmente, a agência tem um trabalho bem mais complexo: proteger os Estados Unidos das ameaças terroristas de todo o globo terrestre. A CIA está dividida em quatro equipes diferentes, cada uma com suas responsabilidades:

1 - Serviço Secreto Nacional (National Clandestine Service)
Nele que atuam os chamados "espiões", funcionários do NCS que, sob disfarce, coletam inteligência estrangeira (ou humana). Seus funcionários são pessoas com bom nível educacional, falam outros idiomas, gostam de trabalhar com pessoas de todo o mundo e podem se adaptar a qualquer situação, incluindo as que envolvem riscos. Familiares e amigos dessas pessoas jamais chegam a saber exatamente o que os funcionários do serviço secreto fazem.

2 - Diretório de Ciência e Tecnologia
Tal equipe atrai os interessados em ciência e engenharia, sendo responsável pela coleta inteligência pública ou de fonte aberta (informação vinda da TV, no rádio, revistas ou jornais, fotografia eletrônica e de satélite).

3 - Diretório de Inteligência
A informação recolhida pelas duas outras equipes é entregue ao Diretório de Inteligência, responsável por interpretar a informação e fazer relatórios sobre esta. Seus membros devem ter excelentes habilidades analíticas e de escrita, segurança na apresentação de informações para grupos e ter a capacidade de lidar com a pressão de prazos.

4 - Diretório de Apoio

Equipe que fornece apoio para o resto da organização, além de lidar com contratações e treinamento. É a área dos especialistas em um determinado campo, como um artista ou funcionário de finanças, generalistas, com muitos talentos diferentes.
Emerson Santiago

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

INTERIOR DA TERRA POR TER MEGARRESERVATÓRIO DE ÁGUA

Suposta reserva fica a 410 km de profundidade - e pode conter mais água do que todos os oceanos somados
Salvador Nogueira
 Olhando a Terra do espaço, não é difícil imaginar por que apelidaram nosso mundo de planeta-água. 71% da superfície terrestre é coberta por líquido. Mas talvez o planeta seja mais molhado por dentro do que por fora. Geólogos da Universidade de Alberta, no Canadá, dizem ter descoberto uma enorme reserva de água dentro do planeta. Tudo começou com um pequeno diamante, de apenas 0,1 grama, que foi encontrado em Juína, no Mato Grosso.
Como todo diamante, ele se forma sob a crosta terrestre. Mas este era diferente. Dentro dele, os cientistas encontraram um grãozinho de um minério raro, a ringwoodita, que tem moléculas de água dentro. A partir disso, eles puderam estimar o percentual de água contido no manto, na chamada zona de transição, que fica entre 410 e 660 km abaixo do solo. Se as contas estiverem certas, o interior do planeta pode conter uma reserva com 1,4 quintilhão de litros de água - uma quantidade maior do que todos os oceanos somados. "É um achado surpreendente do ponto de vista da formação dos planetas", diz o astrônomo Cassio Leandro Barbosa, da Universidade do Vale do Paraíba. "É difícil explicar de onde essa água poderia ter vindo."
Para os cosmologistas, não deveria existir água dentro da Terra. Toda a água do nosso planeta veio de cometas. Acontece que, quando o interior da Terra estava em formação, a água que existia por aqui deveria ter evaporado - por causa do impacto dos asteroides que formaram o resto do planeta. Seja como for, chegar até a reserva será extremamente difícil, ou impossível - porque seria preciso desenvolver brocas e canos capazes de suportar pressões altíssimas e temperaturas de até 4 mil graus Celsius.

 Revista SuperInteressante, maio de 2014.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO

A indústria de transformação  é responsável por transformar matérias e substâncias em nível físico, químico e biológico para a geração de novos produtos. Os componentes transformados são proveniente do cultivo e da extração, das áreas agrícolas, florestais, pesca, mineração e demais áreas industriais.
A indústria de transformação corresponde a uma importante etapa industrial, por meio de instalações industriais em fábricas munidas de máquinas e equipamentos de manipulação. É necessitada de planejamento, maquinário e energia.
 Abrange também a produção manual de transformação de materiais. A partir da etapa de transformação, o novo produto pode estar disponível em sua conclusão final ou semi-acabado para servir outra indústria.
 Numa mesma fábrica pode existir diferentes unidades de transformação, conforme a quantidade de extensão de etapas no local de produção, ou serem utilizadas unidades externas para conclusão de uma determinada etapa produtiva. Na maioria dos casos, esse tipo de indústria é responsável pela produção de bens tangíveis, referidos como “mercadorias”.
 A área de serviços também é considerada dentro desse setor, como os serviços industriais, a montagem de componentes, serviço de instalação e manutenção de máquinas. No Brasil, esse setor industrial sempre foi considerado uma área importante.
 Em 2012, segundo dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a indústria de transformação brasileira havia conseguido normalizar o seu nível de estoque de produtos, principalmente, as do segmento têxtil, plástico e mecânica.
 As indústrias brasileiras, depois de algumas perdas de estoque registradas entre 2010 e 2011, conseguiram normalizar seus estoques, porém, o percentual de empresas que consideravam os seus estoques como excessivos caiu de 6,4% em maio de 2012, para 6,1% em junho.
 O equilíbrio se reflete quando não há superestoques, pois isso significa o encalhe de produtos, queda do consumo e fraca reação econômica de um país. A normalização dos estoques significa equilíbrio entre as força produtiva e a demanda por insumos e produtos.
Fernando Rebouças.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

CLIMA EXTREMO

Ondas de calor, secas, invernos rigorosos, enchentes e furacões. Tudo nos últimos dez anos. Onde isso vai parar?
 Salvador Nogueira
O calor infernal nas regiões Sul e Sudeste no começo do ano parece um evento singular. Mas uma breve retrospectiva da história do planeta nos últimos anos mostra que esses episódios estão se tornando cada vez mais comuns. Pode apostar sem medo de errar: haverá outras ondas de calor tão fortes ou mais que essa ao longo das próximas décadas. Esses são os chamados eventos extremos. Nisso se enquadram a ampliação do número de furacões por temporada, as secas na Amazônia, as ondas de calor e os alagamentos, entre outros.
E aí, é claro, entram em cena aqueles que lembram que, enquanto nós estávamos sofrendo com um calor de deserto, americanos e canadenses encararam um dos invernos mais rigorosos de sua história. Chegou a fazer mais frio no Canadá do que em Marte. Onde estava o aquecimento global nessa hora?
O aumento da frequência dos eventos extremos é o principal sintoma das mudanças climáticas - que vão muito além do calor. É o que cientistas falam há anos.Pode parecer paradoxal, mas os modelos climáticos explicam como o aumento médio de temperatura da Terra leva a invernos mais rigorosos.
Sobre o Polo Norte, existe o que os cientistas chamam de vórtice polar. É um ciclone permanente que fica ali, girando. Em sua força normal, ele segura as frentes frias nessas altas latitudes. Mas, com a temperatura da Terra cada vez mais alta, existe uma tendência de que o vórtice polar se enfraqueça. Assim, as frentes frias, antes fortemente presas naquela região, se dissipam para latitudes mais baixas. E o friozão polar chega aos Estados Unidos. Mudança climática não é sinônimo puro e simples de aumento de temperatura média da Terra. Outros processos, que envolvem a possível savanização da Amazônia, o aumento dos desertos e o deslocamento das regiões mais propícias para a agricultura, também estão inclusos no pacote.

MUNDO DE INCERTEZAS
É possível atrelar cada um desses episódios, individualmente e sem sombra de dúvida, à mudança climática? Não. Fenômenos atmosféricos e de correntes marinhas têm componentes aleatórios e imprevisíveis. Por isso é possível ter flutuações de temperatura ano a ano que podem disfarçar a tendência de aquecimento.
Entender como isso, de forma geral, leva ao aumento da frequência desses eventos extremos não é complicado. Quando se tem mais energia armazenada na atmosfera, há múltiplas (e violentas) maneiras de dissipá-la. Antes dessa onda de calor desértico no verão brasileiro, podemos lembrar o furacão Catarina, que afetou a costa do sul do Brasil em 2004. Foi a primeira vez que um ciclone tropical atingiu com força nossa costa. É uma energia que não estava na atmosfera antes, mas agora está lá. Ou as chuvas e deslizamentos de terra no verão de 2011, na região serrana do Rio de Janeiro, que mataram cerca de mil pessoas - a maior tragédia natural da história do Brasil.
Aí temos a base do negócio. Entender detalhadamente - e prever quais são as tendências e modificações climáticas em cada lugar - é bem mais complicado. Uma iniciativa dedicada a investigar essa questão é o Projeto Primo, coordenado por José Marengo, climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). "O projeto quer aprofundar os conhecimentos relacionados às mudanças climáticas e aos desastres naturais no Brasil", diz. A ideia é compreender as variabilidades e as tendências climáticas diante de um mundo em transformação, apontando os efeitos que isso poderá ter. Um exemplo de fenômeno que exige maior investigação é justamente a onda de calor que nos assolou. Ela veio junto com um aumento de temperatura de até 3 ºC nas águas que banham a costa do Sudeste e do Sul, causado pela ausência de nuvens. O fenômeno aconteceu por conta de mudanças no padrão das correntes de ar sobre o Atlântico, que criou um bloqueio contra as frentes frias no continente. Por isso só chovia mais ao Sul, e na maior parte das vezes, no oceano. O resultado foi uma onda de calor atípica, pela intensidade e pela duração. Se os modelos climáticos estiverem certos, a tendência é que fenômenos como esse voltem a se repetir mais e mais vezes. Mesmo assim, não há como traçar a cadeia exata de eventos que liga o aquecimento global a esse episódio em particular.

FATOR SOLAR

Nos últimos tempos, os chamados "céticos do clima" têm apontado uma tendência à estabilização da temperatura média. Se analisarmos os últimos 15 anos, veremos flutuações ano a ano, mas sem uma curva clara de aumento. Aí mora o erro. Os pesquisadores do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC), órgão da ONU que consolida as descobertas sobre a transformação do clima, apontam que 15 anos é um período irrelevante. A análise de dados desde o século 19 revela um aumento de temperatura cada vez mais acentuado a partir da década de 1960.
Além disso, é preciso lembrar que há um consenso crescente entre os astrônomos de que o Sol está entrando numa fase de baixíssima atividade. Cogita-se que ele esteja no mesmo patamar da época da chamada "pequena era do gelo". Ocorrida entre 1645 e 1715, ela ficou marcada por invernos rigorosos na Europa e coincidiu com a baixa frequência de manchas solares. Ou seja, o calorão está de rachar mesmo com o Sol dando uma trégua.
Ainda não está claro como essas mudanças no ciclo de atividade solar influenciam o clima na Terra, mas é possível que o fenômeno possa ter ajudado a dar uma aplainada na tendência de aumento de temperatura.
Se o Sol estiver mesmo esfriando, trata-se de uma possível boa notícia. Com essa mãozinha de nossa estrela-mãe, talvez ganhemos algumas décadas para reduzir as emissões de gases-estufa antes que a temperatura volte a seguir a trajetória de aumento. Mas gases como CO2 permanecem pelo menos cem anos na atmosfera assim que os soltamos nela. Então, não há tempo a perder.

 Revista SuperInteressante, março de 2014.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

POEIRA ESTRELAR CONTÉM ÁGUA

Cientistas do governo americano descobriram que a poeira estelar (grãos de pó que estão presentes no espaço) contém moléculas de água - o que aumenta a possibilidade da existência de vida no Universo. Esse pó, que é formado principalmente por resíduos de cometas, contém moléculas de oxigênio.Conforme viaja pelo Universo, ele recebe íons de hidrogênio do Sol - e essa combinação entre oxigênio e hidrogênio resulta em H2O, ou seja, água. A poeira estelar também pode conter carbono, o outro ingrediente essencial para o surgimento de vida.
Revista SuperInteressante, março de 2014.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

TELESCÓPIO ESPIÃO VAI ENXERGAR 40% DA TERRA

Aparelho desenvolvido pelo Pentágono é oito vezes maior do que qualquer outro telescópio espacial
Marcos Ricardo dos Santos


Depois de montar um esquema de monitoramento da internet, os EUA se preparam para revolucionar sua outra grande arma de espionagem: os satélites. O Pentágono está desenvolvendo um satélite gigante - com lente oito vezes maior que a do Hubble, maior telescópio espacial da atualidade. Só que, em vez de ser apontado para o espaço, o novo satélite (batizado de Moire, abreviação em inglês para "membrana ótica de imagem para exploração em tempo real") ficará voltado para a Terra, vigiando tudo. Os EUA e outros países já possuem frotas de satélites espiões, mas cada um só enxerga, em média, 15 mil km2 (dez vezes a cidade de São Paulo). Já o Moire, graças a sua enorme lente, terá um olho capaz de cobrir 200 milhões de km2, 40% de toda a superfície terrestre - e enxergar qualquer coisa que meça pelo menos 1 metro. Tudo porque o supertelescópio usa um novo tipo de lente, feita de plástico. "Estamos quebrando as barreiras impostas pelo vidro", disse em nota o tenente-coronel Larry Gunn, que chefia o projeto. A lente de plástico irá dobrada, dentro do satélite, e só abrirá quando ele alcançar sua órbita, a 35 mil km de altura. A data de lançamento do supertelescópio não foi revelada pelos militares. Mas, quando ele estiver no espaço, a espionagem nunca mais será a mesma.(Revista Superinteressante - maio de 2014).

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ARROIO DO SAL

Localiza-se a uma latitude de 29º33'05" sul e a uma longitude de 49º53'20" oeste, estando a uma altitude de 6 metros. Sua população fixa foi estimada em 2004 em 7.423 habitantes. A população temporária na alta estação de veraneio alcança cerca de 90.000 habitantes. Possui uma área de 111,0 km².
 Localizado a cerca de 30 km ao sul de Torres e 30 km ao norte de Capão da Canoa, o balneário está aproximadamente na metade do litoral norte do estado, distando 175 km de Porto Alegre, com a qual se conecta pelas estradas BR 101 e BR 290. O município é servido ainda pela RS-389, a Estrada do Mar, que liga Arroio do Sal a Torres, Capão da Canoa e Osório.
 Nos seus 27 quilômetros de costa com o oceano Atlântico, Arroio do Sal abriga 60 balneários, entre eles a sede Arroio do Sal, Areias Brancas, Praia Pérola, ao lado, Bom Jesus, Figueirinha, Rondinha, São Pedro e Balneário Atlântico.
Características geográficas
Área120,939 km² 3
População8 641 hab. Censo IBGE/20144
Densidade71,45 hab./km²
Altitudem
ClimaNão disponível
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,813 muito alto PNUD/2000 5
PIBR$ 74 671,635 mil IBGE/20086
PIB per capitaR$ 10 503,82 IBGE/20086
Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

QUITO

É a capital e segunda maior cidade do Equador. Quito fica situado aproximadamente 35 km a sul da linha do Equador. Um monumento marca o local como "la mitad del mundo" (o meio do mundo). Devido à altitude e localização da cidade, o clima em Quito é razoavelmente constante, com uma temperatura máxima tipicamente ao redor dos 21ºC em qualquer dia do ano. Há somente duas estações em Quito, o verão (a estação seca) e o inverno (a estação chuvosa). Quito foi fundada em 6 de dezembro de 1534 pelo espanhol Sebastián de Benalcázar com o nome de San Francisco de Quito.
Quito fica situada no planalto norte do Equador, na bacia hidrográfica de Guayllabamba. A cidade foi construída sobre um platô a leste do vulcão Pichincha. Quito é rodeada por vulcões que podem ser vistos a partir da cidade em um dia claro. Alguns dos vulcões sobre a Cordilheira Central (Cordilheira Real), a leste de Quito, em torno do vale Guayllabamba são Cotopaxi, Sincholagua, Antisana e Cayambe. Alguns dos vulcões da Cordilheira Ocidental, a oeste do vale Guayllabamba, são Illiniza, Atacazo, Pichincha e Pululahua.

A temperatura anual média da cidade é de 13,7 °C. Apesar dos 2850 msnm, Quito conta com um clima primaveril a maior parte do ano, por estar localizada próxima à linha do Equador. De junho a setembro, o clima costuma ser mais quente, sobretudo durante o dia, enquanto no resto do ano o clima costuma ser mais frio. Nesta época do ano as montanhas e serras que rodeiam a cidade se cobrem de neve e são mais frequentes as quedas de granizo. Ainda que geralmente o clima seja agradavelmente moderado, o que contribui para a vida cultural da cidade e à instalação de cafés ao ar livre.
Fonte: Wikipédia.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

OS MAIORES TERREMOTOS DA HISTÓRIA

Tudo indica que o mais avassalador tenha sido o de Shensi, na China, no ano de 1556. Estamos falando de um tremendo chacoalhão em solo oriental que teria matado cerca de 830 mil pessoas. Apesar desse estrago, o terremoto de Shensi não foi o de maior magnitude. Especialistas estimam que ele atingiu 8,3 graus na escala Richter, que mede a quantidade de energia liberada em um tremor. É um valor altíssimo - terremotos que passam dos 8 graus costumam causar caos e morte em um raio de até 100 quilômetros de distância - mas não o maior já registrado - outras sacudidas já chegaram a 8,9 graus. Apesar disso, esses supertremores não fizeram tantas vítimas. Sabe por quê? Simples: eles aconteceram em lugares quase desabitados, como um grande abalo que sacudiu o Alasca em 1964. Por isso, na hora de organizar a lista dos maiores terremotos de todos os tempos, levamos em conta o número de mortos como critério principal. Como fonte, usamos o livro Earthquakes, do especialista em tremores Bruce Bolt. "Existem várias listas de terremotos, mas essa publicação é uma das mais confiáveis da sismologia, a área que estuda os tremores de terra", diz o geofísico Eder Cassola Molina, da Universidade de São Paulo (USP). Em geral, grandes desastres ocorrem quando as placas tectônicas se movem sob centros urbanos - e se as construções da cidade atingida forem pouco resistentes, o drama é ainda maior. As maiores tragédias aconteceram na Índia ou na China, formigueiros humanos com poucas construções adaptadas para os tremores. Esses dois países possuem cinco terremotos no nosso ranking, como você confere nestas duas páginas.

Balanço devastador
Os 10 tremores mais letais da humanidade mataram mais de 2 milhões
1. Shensi, China, 1556 - 830 mil mortos

Na região central da China, a terra tremeu em 23 de janeiro de 1556 para produzir o pior desastre natural de que se tem notícia. O terremoto atingiu oito províncias e arrebentou 98 cidades — algumas delas perderam 60% da população. A maior parte das pessoas morreu soterrada na queda de casas mal construídas

2. Calcutá, Índia, 1737 - 300 mil mortos

Relatos de época indicam que essa catástrofe de 11 de outubro de 1737 tenha sido um terremoto. Mas, como na época não existiam registros 100% confiáveis, alguns especialistas levantam a hipótese de que o estrago foi causado por um ciclone. Além dos mortos, o cataclismo deixou 20 mil barcos à deriva na costa

3. Tangshan, China, 1976 - 250 mil mortos

O tremor de 27 de julho de 1976 sacudiu o nordeste da China. A cidade toda dormia quando o chão mexeu, fazendo cerca de 800 mil feridos. Até hoje, especialistas suspeitam que o número de mortos possa ser muito maior que o divulgado pelo governo. Estima-se que o total de vítimas possa ter chegado a 650 mil

4. Kansu, China, 1920 - 200 mil mortos

Essa região situada no centro-norte do país não sentia um tremor havia 280 anos, mas esse de 16 de dezembro de 1920 botou para quebrar: atingiu uma área de 67 mil km2, arrasando dez cidades. A série de ondulações deformou a área rural e prejudicou uma das principais atividades econômicas da região, a agricultura

5. Kwanto, Japão, 1923 - 143 mil mortos

O megatremor de 1º de setembro de 1923 atingiu as principais cidades do Japão. Só em Tóquio e Yokohama, mais de 60 mil pessoas morreram nos incêndios causados pelo abalo. Logo depois desse terremoto, a profundidade da baía de Sagami, no sul de Tóquio, aumentou mais de 250 metros em alguns pontos

6. Messina, Itália, 1908 - 120 mil mortos

Em 28 de dezembro de 1908, o sul da Itália sofreu com um grande terremoto que devastou as regiões da Sicília e da Calábria. Para complicar ainda mais as coisas, o tremor foi seguido por tsunamis de até 12 metros de altura. A seqüência de enormes paredes de água quebrou na costa do país e amplificou os estragos

7. Chihli, China, 1290 - 100 mil mortos

Quase não há registros sobre esse chacoalhão de 27 de setembro de 1290 - apenas a certeza de que ele foi um dos mais mortais da história. A província de Chihli, que teve seu nome mudado para Hopei em 1928, inclui a cidade de Tangshan e é famosa pelos terremotos, que já teriam vitimado mais de 1 milhão de pessoas

8. Shemakha, Azerbaijão, 1667 - 80 mil mortos

Por estar situada em cima de uma zona sujeita a abalos, essa cidade foi destruída por vários terremotos. O primeiro — e mais mortal — foi esse de novembro de 1667. Depois do susto, a tranqüilidade não durou muito: registros da época indicam que a terra voltou a tremer por lá dois anos depois

9. Lisboa, Portugal, 1755 - 70 mil mortos

Em apenas 3 horas, a capital portuguesa foi atingida por três tremores distintos, que destruíram 85% da cidade. Gigantescas ondas atingiram a região, a água subiu 5 metros acima do nível normal e um incêndio consumiu casas, igrejas, palácios e bibliotecas. A tragédia aconteceu em 1º de novembro de 1755

10. Yungay, Peru, 1970 - 66 mil mortos


Esse terremoto de 31 de maio de 1970 fez desabar um enorme pico de gelo na cordilheira dos Andes. Em poucos minutos, a cidade de Yungay estava debaixo de uma massa de neve e detritos que desceram a encosta a mais de 300 km/h. Para piorar a situação, as inundações subiram o prejuízo para 530 milhões de dólares.( Suzana Paquete | Edição 29/Revista Mundo Estranho).

terça-feira, 21 de outubro de 2014

ILHAS CANÁRIAS

É conhecido pelo nome de Ilhas Canárias um arquipélago localizado no continente africano, a pouca distância do litoral marroquino.  Com uma área de 7446 km ²,  ligeiramente maior que a do Distrito Federal, as ilhas constituem uma comunidade autônoma espanhola, cuja capital administrativa é partilhada entre duas cidades: Las Palmas de Gran Canaria e Santa Cruz de Tenerife.
O conjunto possui ao todo sete ilhas e seis ilhotas. As ilhas são: El Hierro, La Gomera, La Palma, Tenerife, Fuerteventura, Gran Canaria e Lanzarote. Ao norte desta última se encontra o arquipélago de cinco ilhas denominado Chinijo: La Graciosa, Alegranza, Montañailhas canarias Clara, Roque del Este e Roque Oeste; finalmente, a dois quilômetros a nordeste de Fuerteventura localiza-se a ilhota de Lobos. A maior ilha do arquipélago é a de Tenerife (2.034,38 km ²) e a menor é El Hierro (268,71 km ²). As Canárias possuem origem vulcânica e fazem parte da ecorregião da Macaronésia, nome dado às ilhas situadas no Atlântico Norte, perto da África (Açores, Madeira, Cabo Verde e Canárias).
 Ilhas Afortunadas, Campos Elíseos, ou Jardim das Hespérides são alguns dos nomes encontrados em antigos escritos gregos e romanos com referência sobre as Canárias. O nome atual é derivado do latim canis (cão), resultando em "ilha dos cães". De acordo com Plínio, o velho, o nome foi dado às ilhas como referência a dois grandes mastins que emissários do rei Juba II da Mauritânia lá capturaram e, posteriormente, trouxeram à Mauritânia (antigo reino aliado a Roma, sem relação com a atual Mauritânia). A imagem dos cães ainda hoje está conservada no brasão das Canárias.
 Até o século XIV as Canárias eram habitadas pelos guanches, um povo associado aos berberes, grupo ainda hoje predominante no norte da África. Eles ocupavam os penhascos, cavernas ou formavam ainda pequenas aldeias com casas circulares.
 Em 1496 as ilhas são formalmente anexadas à Espanha, após uma série de lutas com o povo nativo. Com o tempo, o povo guanche seria extinto, tanto por meio da perseguição quanto da assimilação pelos emigrantes espanhóis. Com as grandes navegações do século XVI, o arquipélago torna-se importante centro de abastecimento de galeões espanhóis, o que atrairá também a pirataria. Mais tarde, com a independência das colônias espanholas, a economia do território entra em declínio, o que força boa parte da população a emigrar para outras regiões. Atualmente, a maior fonte de renda das Canárias é o turismo. Como comunidade autônoma, as Canárias são administradas por meio de um governo autônomo (equivalente ao executivo), representado pelo presidente, além de um parlamento regional (legislativo).

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

LA PAZ

La Paz é a cidade mais populosa  da Bolívia. Localiza-se no oeste do país, a 3660 metros de altitude. Tem aproximadamente 2 087 597 habitantes. Embora Sucre continue legalmente a ser a capital do país, La Paz é a sede do governo da Bolívia desde 1898. E é ainda capital do departamento de La Paz.
La Paz está entre um vale profundo rodeado por montes e montanhas de grande altitude pertencentes à Cordilheira dos Andes; entre a elevada Meseta andina e os vales mais baixos.
 A parte sul (Zona Sur) tem uma geografia similar, com montes menos elevados e encontra-se a menor altitude que o resto da área urbana.
 Na Cordilheira dos Andes (a este da cidade) encontra-se o Illimani (6.465 msnm), cuja silhueta formou o emblema da cidade desde a sua fundação.
La Paz recebe uma grande quantidade de turistas do mundo todo, mochileiros, casais em lua-de-mel. Possui uma boa infra-estrutura para receber turistas, de hotéis de luxo à albergues com diárias menores que quatro dólares.
 Possui muitos atrativos, faz parte da rota conhecida por muitos mochileiros Rota Bolívia-Peru-Chile.
 Entre as atrações turísticas encontram-se:
 Praça Murillo (Plaza Murillo): principal espaço público da cidade, aqui se localiza o Palacio Quemado, sede do executivo boliviano, além do Parlamento da Bolívia e da catedral da cidade;
Catedral Metropolitana de La Paz: edifício neoclássico construído a partir de 1835, localiza-se na Praça Murillo, ao lado do Palacio Quemado;
Igreja e Convento de São Francisco de La Paz: convento fundado ainda no século XVI, a igreja atual data do século XVIII e é uma importante obra barroca colonial;
Museu Nacional de Arte de La Paz: importante coleção de arte do antigo Alto Peru;
Chacaltaya: a estação de esqui mais alta do mundo;
Valle de la Luna:

Sítio arqueológico de Tiwanaku
Fonte: Wikipédia.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

OCEANO QUENTE

Segundo o Guinness, o "livro dos recordes", a maior temperatura já registrada no oceano é 404 ºC. Só para dar uma idéia, o fogão da sua casa não passa de 300 ºC! Esse calor infernal foi medido no oceano Pacífico, a cerca de 480 quilômetros da costa oeste dos Estados Unidos. Mas você nunca vai conseguir nadar nessa temperatura escaldante. Isso porque o recorde foi medido a mais de 2 mil metros de profundidade, junto a uma fonte hidrotermal, um lugar em que o magma vulcânico fica muito próximo do leito do oceano, aquecendo brutalmente a água. Se você estiver a fim de dar um tibum nas águas de superfície mais quentes do planeta, pegue um avião até a região onde ficam países como Filipinas, Indonésia, Brunei e Timor Leste. Por lá, em qualquer época do ano você pode se banhar em águas que passam dos 30 ºC. Se você não quiser ir tão longe, dê uma chegadinha até o canal de Moçambique, entre o leste africano e a ilha de Madagascar. Nessa área, a água também costuma atingir temperaturas acima de 27 ºC - no sudeste do Brasil, por exemplo, a temperatura média é de 24 ºC. Tanto no sudeste asiático quanto na costa leste da África, a a água é quentinha porque as correntes marítimas que banham a região percorrem uma longa distância, partindo da costa oeste das Américas. Como boa parte do percurso rola na zona equatorial, as correntes recebem um monte de luz solar durante o trajeto. No final da viagem, as águas estão bem mais quentes que no resto do planeta.

Viviane Palladino | Edição 47 Revista Mundo Estranho.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

MICRONAÇÕES

Os dez maiores nanicos
Grande parte das micronações importa recursos básicos, mas mantém o charme com o turismo
1 - VATICANO (0,44 KM2)
 Considerado um enclave religioso em Roma, capital da Itália, o menor país do mundo tem cerca de 900 habitantes, todos membros da Igreja ou funcionários do clero. A cidade tem seu próprio sistema de telefone, correio, estação de rádio, sistema bancário, farmácias e um batalhão de guardas suíços que cuida da segurança do papa desde 1506. Em compensação, suprimentos como água, comida, eletricidade e gás precisam ser importados da Itália. Para conseguir se manter, o Vaticano depende das doações de fiéis e da renda do turismo — o lugar é um dos pontos mais visitados da Europa.

2 - MÔNACO (1,9 KM2)
 O principado ocupa uma estreita faixa na costa sul da França e tem fronteiras polêmicas. Algumas das mansões do lugar têm a sala em Mônaco e o quarto na França. De seus 30 mil habitantes, só 5 mil nasceram por lá — os demais são franceses, italianos e ingleses, atraídos pelo glamour desse famoso complexo turístico.

3 - NAURU (21 KM2)
 Essa pequena ilha no Pacífico Sul sobrevive da exportação de guano, um fosfato de cálcio composto pelo cocô solidificado de pássaros pré-históricos, que usavam a ilha como banheiro há milhares de anos. Boa parte do mineral, que cobre cerca de 70% da ilha, é trocado por água importada, porque o país não possui nenhum rio ou nascente natural.

4 - TUVALU (26 KM2)
 Arquipélago do Pacífico Sul que pode sumir por causa da subida no nível do mar, Tuvalu tem solos pobres para a agricultura. Para piorar, o aumento do nível do oceano também contamina a água potável e prejudica as plantações de coco, a maior fonte de renda dos 11 mil habitantes, agravando a dependência de comida importada.

5 - SAN MARINO (61 KM2)
 Segundo a tradição, essa nação, localizada em um pico de calcário na região central da Itália, nasceu no século 4, quando um grupo de cristãos se estabeleceu por lá para escapar da perseguição romana. A partir de 1862, depois da formação das atuais fronteiras da Itália, uma série de tratados confirmou a independência da nação.

6 - LIECHTENSTEIN (160 KM2)
 O soberano da nação, o príncipe Hans-Adam II, aparece na famosa lista da revista americana Forbes como terceiro governante mais rico. Espremido num território com poucos recursos naturais, Liechtenstein é o país campeão da ecologia: todas as florestas são áreas de proteção ambiental e não há indústrias pesadas por lá.

7 - ILHAS MARSHALL (181 KM2)
 O arquipélago ganhou fama a partir de 1946, quando os atóis de Bikini e Enewetak foram palco para testes nucleares americanos durante 12 anos. Em 1983, 23 anos depois do início da descontaminação, os Estados Unidos aceitaram pagar indenizações aos habitantes do lugar como compensação pelos danos causados pelas explosões.

8 - SÃO CRISTÓVÃO E NÉVIS (269 KM2)
 As duas pequenas ilhas de origem vulcânica foram visitadas por Cristóvão Colombo durante sua segunda viagem para a América, em 1493. Grande parcela da população emigra para outros países em busca de emprego, fazendo com que a remessa de salários obtidos no exterior seja uma das principais fontes de renda do arquipélago.

9 - MALDIVAS (298 KM2)
 Composta por mais de 1 300 ilhas de coral, Maldivas é um dos mais pobres — e mais estranhos — países do mundo. Só para dar uma idéia, os moradores são campeões mundiais de divórcios. Por lá, só é preciso repetir três vezes a intenção de se separar para que o divórcio seja consumado sem apelação.

10 - MALTA (316 KM2)
 Como os malteses são um dos mais antigos povos católicos do mundo, a vida no arquipélago é fortemente influenciada pela religião: há 365 igrejas nas ilhas, uma para cada dia do ano. O maltês, a língua oficial do país, é uma fusão entre o árabe falado no norte da África e o italiano da Sicília, de onde a ilha fica a apenas 96 quilômetros.
Revista Mundo Estranho

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O SISTEMA DE CAVERNAS DE MAMMOTH CAVE

O sistema Mammoth Cave, com uma extensão de quase 580 quilômetros, é o mmaior complexo de cavernas do mundo.  Isso é o que foi mapeado até agora - pode ser que ela seja ainda maior. Situada no estado americano de Kentucky, a caverna recebeu o nome de "mamute" justamente por causa do tamanho. Em torno do complexo foi construído um parque nacional para preservar e, claro, tirar proveito da beleza natural. No parque, o visitante pode fazer passeios, como o histórico e o "selvagem", a partir de 5 dólares, bem como acampar, reservar quartos no hotel e comprar lembrancinhas. As cavernas são formadas principalmente pela dissolução das rochas calcárias pela água da chuva e dos rios. "Esse processo demora entre 10 mil e 10 milhões de anos", diz o geólogo Ivo Karmann, professor do Instituto de Geociências da USP. Segundo a União Internacional de Espeleologia (ciência que estuda as cavernas), pode-se considerar que um buraco merece o nome de caverna quando é uma cavidade natural acessível ao homem, com mais de 10 metros de comprimento!


Fonte de Texto: Revista Muito Estranho.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A CIDADE MAIS VIOLENTA DO BRASIL


Dá para dizer que duas cidades disputam esse título infeliz: a pequena Juruena, no Mato Grosso, e Serra, um dos maiores municípios do Espírito Santo. Na estatística pura e simples, Juruena seria a mais violenta: ela tem um índice de 139,7 pessoas assassinadas por ano para cada 100 mil habitantes. O problema dessa estatística é que o número-base de 100 mil habitantes (usado em pesquisas mundiais) pode gerar distorções em municípios como Juruena, que tem apenas 6 mil moradores. "Essa taxa de mortes por 100 mil habitantes não funciona muito bem em cidades pequenas. Um município com 10 mil pessoas pode ter tido uma chacina de 10 indivíduos em um ano e não ter nenhum assassinato no outro", diz o economista Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão que produziu o estudo com esses dados sobre a violência no país. É por isso que os especialistas preferem considerar nesse ranking as cidades com mais de 300 mil habitantes. E, dentro desse grupo de municípios de médio a grande porte, Serra, na região metropolitana de Vitória (ES), é o campeão de violência, com 97,62 assassinatos por ano para cada 100 mil habitantes. As maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, têm muitas mortes em números absolutos, mas proporcionalmente não são tão violentas assim - as duas não ficam nem entre as 20 cidades mais perigosas do país entre aquelas com mais de 300 mil habitantes.
 Rankings de vida e morte Entre as cidades com mais de 300 mil habitantes, Serra (ES) é a mais perigosa
 MAIS VIOLENTAS
 1º Serra (ES) - 97,62*
 2º Olinda (PE) - 95,29
 3º Cariacica (ES) - 91,99
 4º Jaboatão dos Guararapes (PE)- 88,35
 5º Diadema (SP)- 73,15
 6º Duque de Caxias (RJ)- 69,62
 7º Vila Velha (ES) - 69,31
 8º Nova Iguaçu (RJ) - 68,54
 9º São João de Meriti (RJ) - 67,65
 10º Recife (PE)- 66,38

MENOS VIOLENTAS
 1º Maringá (PR)- 7,94
 2º Joinville (SC) - 8,03
 3º Juiz de Fora (MG) - 8,16
 4º Pelotas (RS)- 8,72
 5º Franca (SP) - 8,83
 * Nº de assassinatos por ano para cada 100 mil habitantes (Marina Motomura,Mundo Estranho, ed. 45).
 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PAÍS BASCO

É um território que, apesar do nome, não é um país independente, mas uma área de 20 mil quilômetros quadrados entre a Espanha e a França onde vivem os bascos. Estabelecido ali há mais de 4 mil anos, esse povo conservou boa parte dos seus traços culturais originais, especialmente o nacionalismo e a língua, que não tem parentesco com nenhuma outra. "Ao longo de todo esse tempo, os bascos tiveram seu território ocupado por romanos, visigodos, mouros e francos. A Espanha e a França pegaram sua fatia por volta do século 15", afirma a historiadora Maria Guadalupe Pedrero-Sánchez, da Unesp de Assis (SP). No século 17, a demarcação definitiva das fronteiras dividiu de vez esse povo em dois Estados. "Na Espanha, onde estão 90% do território basco, a integração foi mais difícil que na França", diz o geógrafo André Martin, da Universidade de São Paulo (USP).
 Durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), eles lutaram contra o general Francisco Franco, o líder nacionalista que implantou uma sangrenta ditadura. Em represália, o general acabou com a relativa autonomia política basca, alimentando ainda mais o nacionalismo daquele povo e fazendo surgir organizações terroristas que defendiam a criação de um Estado independente. O mais famoso desses grupos, o ETA (sigla de Euskadi Ta Askatasua, ou "pátria basca e liberdade"), apareceu em 1959. Ao longo das últimas quatro décadas, os terroristas organizaram atentados contra o governo central em nome da independência. Uma pequena trégua na luta aconteceu em 1978, com a promulgação de uma nova Constituição espanhola que favorecia a autonomia do País Basco. Desde 1980, a nação conta com um Parlamento próprio, mas ainda não tem território.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

BÔERES

Entre o final do século XVII e início do XVIII, um grupo de fazendeiros de origem holandesa lutou contra o domínio dos ingleses em territórios africanos. Conhecidos como Böers (Bôeres, em português), parte deste grupo também descendia de calvinistas franceses, alemães e escandinavos e localizavam-se na região do Cabo (África do Sul), onde mantinham suas colônias e criaram o africâner (idioma neerlandês com inglês e malaio).
Durante o século XVIII, os Böers sofreram pressões das autoridades locais e foram obrigados a se deslocar para uma região localizada depois do rio Orange. Durante esta mudança de área, chamada de “A Grande Viagem”, os Böers travaram muitas batalhas e conseguiram fundar duas repúblicas: Transvaal e Orange. Nestes locais, aplicaram políticas segregacionistas que determinavam desigualdade econômica e social, utilizando os negros como força de trabalho.
 Dentro deste contexto, ocorreram as Guerras dos Bôeres, que foram confrontos entre os böers e os britânicos. Na época, o exército da Grã-Bretanha tentava dominar as minas de ouro e diamante que foram encontradas no território bôer. O primeiro conflito (Primeira Guerra dos Bôeres) durou de 1880 a 1881 e a independência do Transvaal foi conquistada. Porém, na Segunda Guerra dos Bôeres (1899-1902), houve a retaliação britânica com a criação da União Sul-Africana.
 Um dos fatores preponderantes para a vitória dos britânicos na Segunda Guerra dos Bôeres foi que, naquele período, a Grã Bretanha passava pela Revolução Industrial e a produção de materiais da indústria bélica  encontrava-se em plena expansão, o que ajudou na conquista contra os böers.
 Como consequência, as repúblicas de Orange e do Transvaal foram anexadas ao grupo de colônias britânicas de Natal e do Cabo. Segundo alguns historiadores, durante estes conflitos, os britânicos confinaram os böers em diversas áreas de concentração e executaram os prisioneiros que se rebelavam. O fim do conflito veio apenas com o Tratado de Vereeniging, que colocou o território da África do Sul sob domínio da Grã Bretanha.
 Os böers tem uma importância histórica controversa na África do Sul, apesar de terem criado as bases da sociedade que se tornou o apartheid africano, foram importantes para as descobertas de minérios que trouxeram desenvolvimento econômico para a região. Atualmente, o termo bôer não é mais utilizado na África Austral, tendo sido substituído por africâner.
Felipe Araújo.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

PLANO NACIONAL DE AGROECOLOGIA E PRODUÇÃO ORGÂNICA

O Planapo (Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica) é um programa instituído pelo governo federal para o estabelecimento de projetos estratégicos para serem implementados no campo, abrangendo a produção e a normatização dos produtos orgânicos e agroecológicos e seus insumos. Na agricultura, espera-se a obtenção de retornos favoráveis para a produção de alimentos e para a preservação dos agroecossistemas, incluindo a conservação dos recursos naturais.
Em seu processo de implementação, o Planapo depende não somente de incentivos do governo federal, mas também de órgãos governamentais regionais e organizações não-governamentais. A declaração inicial para o início do Planapo nas propriedades produtoras do pais foi dada por Pepe Vargas, Ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Dilma Rousseff, durante Seminário Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica realizado em maio de 2013.

O Planapo está interligado ao Pnapo (Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica), instituído em 2012, através do Decretor n° 7.794. O Planapo seguiu após o Pnapo num processo de aprovação por um conselho de ministros do governo federal. Inicialmente, o Pnapo foi lançado com verba de 7 bilhões de reais para concessão de crédito e apoio à pesquisa, sendo considerado uma importante iniciativa para a agricultura brasileira nos anos 2010.

O Planapo, em sua execução, ajudará na ampliarão do crédito para o campo, no registro de produtos, infraestrutura e melhoria técnica nos processos de produção, incluindo a redução do uso de agrotóxicos por meio de novos métodos de plantio que incluem a produção de orgânicos.

Leia os primeiros parágrafos do decreto DECRETO Nº 7.794, DE 20 DE AGOSTO DE 2012:

Art. 1º  Fica instituída a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - PNAPO, com o objetivo de integrar, articular e adequar políticas, programas e ações indutoras da transição agroecológica e da produção orgânica e de base agroecológica, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população, por meio do uso sustentável dos recursos naturais e da oferta e consumo de alimentos saudáveis.

Parágrafo único. A PNAPO será implementada pela União em regime de cooperação com Estados, Distrito Federal e Municípios, organizações da sociedade civil e outras entidades privadas.

Art. 2º  Para fins deste Decreto, entende-se por:

I - produtos da sociobiodiversidade - bens e serviços gerados a partir de recursos da biodiversidade, destinados à formação de cadeias produtivas de interesse dos beneficiários da Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006, que promovam a manutenção e valorização de suas práticas e saberes, e assegurem os direitos decorrentes, para gerar renda e melhorar sua qualidade de vida e de seu ambiente;
II - sistema orgânico de produção - aquele estabelecido pelo art. 1º da Lei nº 10.831, de 23 de dezembro de 2003, e outros que atendam aos princípios nela estabelecidos;
III - produção de base agroecológica - aquela que busca otimizar a integração entre capacidade produtiva, uso e conservação da biodiversidade e dos demais recursos naturais, equilíbrio ecológico, eficiência econômica e justiça social, abrangida ou não  pelos mecanismos de controle de que trata a Lei nº 10.831, de 2003, e sua regulamentação; e

IV - transição agroecológica - processo gradual de mudança de práticas e de manejo de agroecossistemas, tradicionais ou convencionais, por meio da transformação das bases produtivas e sociais do uso da terra e dos recursos naturais, que levem a sistemas de agricultura que incorporem princípios e tecnologias de base ecológica.
Fernando Rebouças.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

SOL - O ASTRO REI

O Sol é basicamente constituído de  átomos de gases batendo uns nos outros, gerando outros gases e liberando energia na forma de luz e calor. Um bruta calor, que no centro do Sol chega a 15 milhões de graus Celsius! Essa fornalha é alimentada pelas chamadas reações nucleares, que transformam hidrogênio em hélio. Aliás, o hidrogênio é, de longe, o principal componente do Sol, respondendo por 92,1% de sua massa. Em seguida vem o hélio, com 7,8% da massa solar. Como essa reação também produz energia, pode-se dizer que o Sol está, de fato, queimando - e deve continuar assim por 5 bilhões de anos. Quando o hidrogênio acabar, o núcleo do Sol passará a fundir o hélio com metais mais pesados do núcleo. Esse processo o transformará numa estrela gigante vermelha, que engolirá o sistema solar. Em seguida, o Sol vai colapsar e se transformar numa anã branca, esfriando-se por completo depois de 1 trilhão de anos.
 Chapa quente
O calor de hoje saiu do centro do Sol há 1 milhão de anos
1. O calor e a luz solar são produzidos por milhares de reações nucleares que rolam a cada segundo no centro do Sol. Nessas reações, quatro átomos de hidrogênio se fundem para formar um hélio. A massa do hélio corresponde a cerca de 70% da massa dos quatro hidrogênios. Os outros 30% são liberados na forma de luz e calor
 2. Toda essa energia resultante das reações nucleares passa a viajar em direção à superfície do Sol. Esse caminho até a borda solar dura cerca de 1 milhão de anos. Não é fácil para essa energia vencer uma pressão 340 bilhões de vezes superior à da Terra
 3. Quando a luz chega à superfície, os raios luminosos encontram apenas o vácuo espacial (ou seja, ausência de pressão atmosférica). Em apenas oito minutos, a luz viaja 150 milhões de quilômetros e chega ao nosso planeta
 É o cara!
Compare os exemplos de poder do astro rei
MASSA TOTAL
 2 x 1030 kg (2 nonilhões de quilos) = 98% do sistema solar 332 mil Terras
 QUEIMA DE HIDROGÊNIO POR HORA
 700 milhões de toneladas = 4,6 milhões de baleias-azuis (maior animal do mundo)
 ENERGIA PRODUZIDA POR HORA
 13 x 1021 kWh (13 sextilhões de quilowatts-hora) = 1 sextilhão de hidrelétricas de Itaipu (maior usina do mundo)
Fernando Badô  (Edição 51 - Mundo Estranho).


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

RETRATOS DA BÓSNIA

“Começou em Kosovo e em Kosovo vai terminar.”
Lembrei-me dessas palavras sobre o conflito nos Bálcãs, ditas em 1991 por meu amigo Futy, um fotógrafo esloveno, no dia em que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) iniciou seus ataques aéreos, em março de 1999. Eu estava em Pristina, a capital de Kosovo, onde grupos paramilitares sérvios percorriam as ruas, espancando os albaneses étnicos. Todos sabiam que não havia possibilidade de acordo e que a guerra estava para eclodir. Então Futy tinha razão, pensei. A luta voltara a Kosovo.
Quando o conheci, há nove anos, Futy percebera as velhas rivalidades fervilhando sob as águas paradas da ex-Iugoslávia comunista. Elas emergiram nessa pequena província, pátria de cerca de 2 milhões de pessoas (90% das quais albaneses étnicos) e parte da Iugoslávia dominada pelos sérvios.
Sob o comunismo, Kosovo gozava de certa autonomia em relação ao governo central, sediado em Belgrado. Mas os nacionalistas sérvios sempre a viram como berço da cultura sérvia e, em 1989, Slobodan Milosevic, o líder do Partido Comunista sérvio, decidiu endurecer e rescindir a autonomia de Kosovo. Diante dos protestos da população, o governo central enviou tropas à província para ajudar a polícia. Mais de 20 pessoas foram mortas e centenas feridas, numa onda de violência que se estendeu por meses a fio.
Um dos poucos fotojornalistas que cobriram o confronto, Futy teve os dentes quebrados a pontapés durante um dos tumultos. Ficou desdentado, mas nem por isso deixou de rir furiosamente do caráter surrealista da guerra que tomava conta dos Bálcãs.
Nos anos seguintes, acabei acompanhando essa guerra até me fartar, testemunhando a mesma insanidade vezes sem conta, enquanto os sérvios tentavam manter seu domínio sobre as repúblicas que se separavam da Iugoslávia: primeiro a Eslovênia, depois a Croácia, por fim a Bósnia. Nesse processo, minha visão da humanidade tornou-se mais sombria e complexa. Depois de ver as atrocidades cometidas pelas tropas sérvias em Vukovar, na Croácia – e a retaliação das forças croatas –, tomei plena consciência da presença do mal na face da Terra. Na Bósnia foi ainda pior: como uma boca imensa devorando as pessoas. E foi em Sarajevo que Futy desapareceu em 1993, após ser detido por uma patrulha sérvia. Não havia motivo para matá-lo, mas tenho certeza de que o fizeram, porque é assim que as coisas acontecem nessa parte do mundo. Aliás, seu corpo nunca foi encontrado.
Na primavera de 1998, fui a Kosovo, logo depois do grande massacre de kosovares albaneses em Likosane – o primeiro de uma série de ataques para eliminar os “terroristas” do Exército de Libertação de Kosovo (ELK), mas que, com freqüência, dizimavam homens, mulheres e crianças inocentes. Viajando quase sempre por estradas secundárias, vários colegas e eu cobrimos a loucura – e uma triste sucessão de enterros – de aldeia em aldeia.
Nas colinas de Drenica, baluarte do ELK, encontramos milhares de kosovares albaneses que tinham sido expulsos de suas casas, famílias inteiras vivendo em cabanas feitas de galhos e pedaços de plástico. Muitos homens dessas famílias estavam longe dali, lutando contra os sérvios, e os que se instalaram nas colinas – em sua grande maioria adolescentes e velhos – também se preparavam para o combate. Eles costuravam na roupa o emblema com a águia de duas cabeças que caracteriza a bandeira albanesa e armavam-se com fuzis automáticos Kalashnikov.
O massacre que afinal indignou o mundo ocorreu em janeiro de 1999, em RacŠak, onde as forças sérvias assassinaram cerca de 40 pessoas. Ali vi a brutalidade dos Bálcãs com nova e terrível clareza. Quem vive num país que nunca passou por uma guerra ainda consegue assistir pela TV à versão pasteurizada do conflito e pensar que, no fundo, o mundo é bom e decente. Os habitantes de RacŠak têm outra história para contar.
Dois meses depois, quando as conversações de paz desandaram e a Otan iniciou o bombardeio, fui um dos últimos jornalistas a deixar Kosovo. Nunca esquecerei o desespero nos olhos dos albaneses kosovares que, nesse dia, passaram por nós na estrada. Eles sabiam o que nossa partida significava. Não haveria mais testemunhas do horror que logo os engoliria. A morte estava à solta nos Bálcãs, e eu quase ouvi a risada de Futy, o louco.(Alexandra Boulat, agosto de 2011).