quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

AS CORÉIAS DO NORTE E DO SUL: DOIS PARALELOS COM IDEOLOGIAS DIFERENTES

Analisando a história desses países podemos conhecer e aprender um pouco mais sobre os dois lados: um segue objetivos promissores com alianças importantes, enquanto o outro ainda continua vivenciando as influências do passado e seguindo um regime pós-guerra.
Apesar de poucos conhecerem as diferenças entre as duas Coreias, as histórias desses países dividem as forças políticas e econômicas do mundo até hoje, o que nos propicia a avaliação de questões que são temas de reflexão acerca de referências mundiais que tiveram sua gênese nas divergências entre as duas partes da península coreana.
 Os reflexos de uma luta que atravessou séculos foram dar na situação vivida pela Coreia do Norte, que é vista por muitos como um país artificial, devido às marcas deixadas pela Guerra Fria, na qual o país atuou sem razões claras e sem qualquer autonomia, além do fato de estar numa posição geoestratégico claras e sem qualquer autonomia, além do fato de estar , fator que ainda interfere no equilíbrio entre os dois países.
 A Coreia do Sul é a décima economia mundial. No caso de uma reunifi cação da península coreana, mesmo que a Coreia do Norte seja um estado de economia primitiva, pesquisadores defi nem que, a longo prazo, um novo polo de afi rmação econômica e tecnológica acabaria por nascer, podendo fazer frente de concorrência à economia nipônica. Com esta proposta, uma Coreia reunifi cada poderia não ser um adversário para o Japão, mas não deixaria de ter suas prioridades e autonomia numa conjuntura em que até mesmo o papel dos EUA – principal aliado do Japão – teria de ser redefi nido, a começar pela presença militar na península coreana.
Dois modelos de governos
Na Coreia do Norte, anos atrás, foi implantada uma ditadura comandada por Kim Il-Sung que durou até o ano de 1980, quando o poder passou às mãos de seu fi lho Kim Jong-Il. Assim o regime se tornou autoritário, repressivo e cada vez mais militarizado e com isso, a economia norte-coreana desandou. Considerada mais desenvolvida que seu vizinho do Sul até o começo da gestão Jong-Il, a Coreia do Norte vive em permanente crise econômica desde então.

Além do setor da Indústria entrar em declínio, o país tornou-se fundamentalmente agrícola, em condições geográficas adversas. Grande parte da sua população, cerca de 23 milhões de habitantes, depende do auxílio humanitário de outros países como medida de sobrevivência.
 Anteriormente, víamos uma Coreia ocupada durante centenas de anos pela China, tendo sido ajudada pelos japoneses, no ano de 1895, quando ocorreu uma rebelião contra os chineses que acabou por garantir a independência do país. Mas a tranquilidade durou pouco tempo, já que o império nipônico imperou em 1910, trazendo uma política neocolonialista e de expansionismo.
No entanto, no período da II Guerra Mundial, os coreanos lutaram com os chineses (país onde se encontrava o governo coreano no exílio) contra o domínio japonês, e a partir de 1943, na Conferência do Cairo , fi cou estabelecido o apoio à independência da Coreia.
No fi nal da guerra, ocorreu a divisão desta Península, que se defi niu em Yalta e Potsdan, pelo paralelo 38, em duas zonas de infl uência: o norte soviético e o sul a norteamericano, situação em que se proclama o início da “Guerra Fria”. Já no ano de 1947, formaram-se dois governos, apenas o do sul sendo reconhecido pela ONU. Já no ano seguinte constituíram-se em dois Estados autônomos: a República Popular Democrática da Coreia, localizada ao norte, com o sistema comunista e a República da Coreia, ao sul, com o sistema capitalista.

Dois anos depois, em 1949, a maior parte das tropas estrangeiras retirou-se do país e em 1950 as tropas do norte invadiram o sul, conquistando Seul, o que motivou os EUA a enviarem tropas para ajudarem. Sendo assim, os americanos conquistaram o norte e avançaram até à fronteira com a China, o que motivou o seu apoio aos norte- coreanos e à sua entrada na guerra.
 Em 1952, os EUA adotaram para este fi m, uma política defensiva que era centrada em preservar a sua influência na Coreia do Sul e aceitaram a divisão com o norte. Assim podemos entender a história deste cisma, onde o armistício de 27 de Julho de 1953 ditou a separação das duas Coreias.
As divergências entre as duas Coréias
 Pyongyang
Pyongyang é a maior capital e maior cidade com cerca de 3.858.000 habitantes, fundada em 2.333 a.C. Situada na parte Ocidental do país, está localizada na parte inferior do Rio fl uxo Tedong. A cidade exposição como é chamada está dividida em parte ocidental e não olha para a parte oriental, que foi ocupada por unidades Pyongyang Soviéticas. Construída em glória à revolução que instaurou o regime, Pyongyang, à beira do majestoso rio Taedong, é conhecida como a “cidade dos salgueiros”.
 A relação das duas Coreias conheceu momentos de crises esporádicas. Mesmo assim, os dois países aderiram à ONU em 1991, assinando tratados de desnuclearização da península. Desde 1998, entretanto, tornou-se fato notório que a Coreia do Norte desenvolvia tecnologia nuclear com fi ns militares.
 Analistas do cenário internacional acreditam que, uma vez comprovada a capacidade do país de produzir armamento nuclear, o ditador Kim Jong-il usará seu arsenal como estratégia de negociação com os Estados Unidos. Ele pretenderia, assim, forçar um acordo e derrubar as sanções econômicas impostas a Pyongyang  forçar um acordo e derrubar as sanções Pyongyang pela ONU em 2006, após a realização dos primeiros testes nucleares.
 Devido a questões históricas, ao desrespeito ao direito internacional e aos arroubos militares do ditador Kim Jong-il, a Coreia do Norte é vista com desconfi ança pelos países vizinhos, a Coreia do Sul; Japão e Taiwan, que podem se ver forçados a iniciar uma corrida armamentista naquela região da Ásia.
A evolução da Coréia do Sul diante dos conflitos

Já a Coreia do Sul, que viveu sob ditaduras militares de direita dos anos 1960 até o fi m dos anos 1980, quando evoluiu em direção à democracia, ao mesmo tempo em que, promovendo uma revolução educacional - tornou-se um país altamente industrializado e rico, ingressando no grupo de países conhecidos como Tigres Asiáticos.
 Programa nuclear
O filme Dr. Fantástico, do ano de 1964, é um clássico do cinema do diretor Stanley Kubrick, que conta a história de um general norte-americano que fi ca louco e ameaça bombardear a ex-União Soviética, detonando a Terceira Guerra Mundial.
 Vale salientar que o terrorismo não cedeu ainda, não houve uma paz fi rmada seriamente entre as partes. Segundo especialistas da área, as células estão em ação e são perigosas porque são silenciosas e quando atuam causam danos graves, sérios e atingem todos os povos do mundo.
Ainda no ano de 2009, a Coreia do Norte já testou seis mísseis de curto alcance, em apenas três dias. Algumas horas após ter testado o sexto míssil, o regime ameaçou atacar a Coreia do Sul, caso o país se venha a intrometer na soberania norte-coreana. Com isso, a Coreia do Sul juntou-se à iniciativa liderada pelos Estados Unidos, a designada PSI (Segurança contra a Proliferação), cujo objetivo atual é interceptar quaisquer navios suspeitos de transportarem armas de destruição massiva. A posição tomada pelos sul-coreanos desencadeou a ameaça da Coreia do Norte, pois tal ação é considerada por este estado como uma imperdoável interferência na soberania do regime.
 Ainda em outubro de 2009, aconteceu em Pequim, uma reunião com os primeiros- ministros chinês e japonês e o presidente da Coreia do Sul, cuja intenção é a de traçar uma estratégia que resulte no fi m do programa nuclear traçar uma estratégia que resulte no fi m do programa nuclear  norte-coreano.
 É importante lembrar que, anteriormente este modelo de acordo já citado, que envolveu a China, as duas Coreias, o Japão, a Rússia e os EUA, foi cancelado depois da ONU ter aprovado novas sanções contra o regime norte-coreano que pretenderam castigar a decisão da Coreia do Norte em realizar novos testes de mísseis nucleares.(Revista Geográfica Conhecimento e Prática).





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