segunda-feira, 4 de novembro de 2013

FUGA DO IRAQUE

A história espetacular de um homem que escapou do caos

Aos dezoito anos, Lewis Alsamari foi convocado a servir o exército em sua terra natal, o Iraque. Quando seus superiores descobriram sua habilidade para falar inglês, as coisas começaram a piorar. Alsamari foi então selecionado para fazer parte do grupo de elite de Saddam Hussein, o serviço secreto de inteligência iraquiano. Era uma oferta que literalmente ele não podia recusar; não pelo prestígio ou pelo dinheiro, e sim porque, se não comparecesse ou aceitasse o encargo, seria considerado desertor e ofensor do regime de Saddam. Sua única opção: fugir de sua terra natal e deixar sua família para trás.
Ao escapar da base militar na qual servia, Lewis foi avistado e atingido com um tiro de fuzil na perna. A partir deste momento, o livro entra numa sequência frenética de acontecimentos através do deserto, à noite, numa caravana de beduínos e à mercê de lobos vorazes.
Surpreendentemente, Alsamari (sempre escrevendo sob a alcunha de Sarmed, seu nome de nascimento) consegue chegar à fronteira com a Jordânia, onde pede asilo à Inglaterra, país no qual passou sua infância.
Porém, ainda lhe restava um problema, um grande problema: assim que sua fuga se tornou conhecida pela elite de Saddam, sua mãe e seus irmãos foram capturados. A única coisa que conseguiria salvá-los agora seria uma enorme quantidade de dinheiro, coisa que Alsamari não tinha.
A partir deste momento, vemos a engenhosidade do ser humano em momentos de desespero para salvar justamente aquilo que lhe é mais caro.
Como num romance de suspense, as cenas de tirar o fôlego narradas por Alsamari mostram o melhor e o pior do homem. Esta empolgante narrativa estende- se por Iraque, Jordânia, Malásia e Reino Unido e ajuda o leitor a compreender os bastidores e a vida cotidiana sob um regime despótico.
Fonte: Revista Geografia: Prática e Conhecimento.

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