quinta-feira, 31 de outubro de 2013

GEOGRAFIA DA INDONÉSIA



A Indonésia localiza-se no sudeste da Ásia. Trata-se do maior arquipélago do mundo, com mais de 17 mil ilhas de origem vulcânica, que ocupam uma área de 1.948.732 km².
 O país tem fronteiras terrestres com o Timor-Leste, com Papua-Nova Guiné e com a Malásia. A Indonésia está situada entre a Ásia e a Oceania, e é banhada pelos Oceanos Pacífico (Oriente) e Índico (sul e oeste).
 O arquipélago é formado por um grupo de ilhas maiores e trinta grupos de ilhas menores, sendo dividida pelos geólogos da seguinte forma:
 - Grandes Ilhas de Sonda – Java, Sumatra, Célebres (ou Sulawesi) e Bornéu (a maior parte da ilha pertence à Indonésia).
 - Pequenas Ilhas de Sonda – pequenas ilhas que se estendem por 1100 km, de Bali até a parte oeste do Timor.
 - Molucas – são as ilhas entre a ilha Célebes e Nova Guiné, nos dois lados do Equador.
 Na região oeste do arquipélago existem ilhas com densas florestas tropicais, com um ecossistema parecido com o do Sudeste Asiático. Já na região leste do arquipélago, as ilhas têm um ecossistema mais parecido com os países da Oceania. As cadeias montanhosas, assim como os vulcões são comuns a ambos os ambientes. Muitos dos vulcões estão ativos. Na costa de algumas ilhas os manguezais predominam. Entre a costa e a selva tropical são encontradas em algumas ilhas as marismas, ecossistemas de plantas herbáceas que nascem e vivem na água. Uma marisma é diferente de um pântano pelo fato de que na marisma não são encontradas as árvores, comuns nos pântanos.
 A capital da Indonésia é a cidade de Jacarta, na ilha de Java. O país está dividido em 33 províncias (três delas em regime especial). As províncias se subdividem em diversos distritos.
 O clima do país é tropical, ou seja, quente e úmido, sendo que dos meses de dezembro a março a estação é de chuvas, enquanto de junho a setembro o clima é seco, embora a maior parte do tempo a umidade esteja acima de 50%. A temperatura varia entre 28° e 35° o ano todo.
 Em Sumatra e Bornéu, existem elefantes e orangotangos e em Java são encontrados rinocerontes.Existem mais de cem vulcões ativos na região da Indonésia.(Thais Pacievitch).

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

TROVOADA

Os trovões são o barulho que ouvimos depois que ocorre uma descarga elétrica de uma nuvem (um raio).
 Toda descarga elétrica envolve calor. Só que no caso de um raio, a quantidade de energia é tamanha que, o calor produzido pela descarga de um raio é maior que o calor da superfície do sol.
                Esse calor intenso faz com que o ar se expanda de maneira muito rápida e repentina provocando uma explosão. A explosão provoca uma onde de compressão do ar ao redor que se propaga na forma de uma onda sonora.
 Muita gente pensa que o perigo do raio é apenas a descarga elétrica. Mas se engana quem pensa assim, a onda provocada pela explosão do ar é tão forte que, se você estiver perto o bastante do local da descarga, poderá senti-la.
 É mais ou menos como em uma explosão de uma bomba nuclear. A onda de compressão provocada pela explosão é a principal causadora de danos às estruturas. Devido à sua velocidade ela destrói tudo que estiver pelo caminho.
 Você já deve ter reparado que, embora o relâmpago e o trovão sejam fruto do mesmo evento, o trovão parece sempre mais atrasado. Isso ocorre porque a velocidade do som é menor que a velocidade da luz (o som viaja a 1,6km a cada 4,5 segundos enquanto que a luz viaja a 300 mil km a cada 1 segundo!). Por isso, vemos o clarão primeiro para depois escutar seu barulho.
           Aliás, é possível calcular a distância em que o raio caiu através da observação desses dois fenômenos: quando você vir um raio comece a contar os segundos e, assim que ouvir o trovão pare de contar e divida os segundos por três. Por exemplo, se levar 10 segundos para ouvir o trovão, o raio caiu a aproximadamente, 3 km. Mas, estes dados não são exatos porque, a velocidade do som varia de acordo com a umidade relativa do ar e com a temperatura.
Caroline Faria

terça-feira, 29 de outubro de 2013

PLANETA 581 C

O Planeta Gliese 581 c é o primeiro planeta possivelmente habitável encontrado na história.
 Distante 180 trilhões de Km do Planeta Terra, ou 20,5 anos-luz, o Planeta Gliese 581 c orbita a estrela anã vermelha Gliese 581, na constelação de Libra. A estrela que é orbitada pelo planeta possui apenas um terço da massa do nosso Sol e emite 50 vezes menos energia do que a estrela que o Planeta Terra orbita. O Gliese 581 c foi descoberto por astrônomos franceses, portugueses e suíços integrantes de uma equipe liderada por Stéphane Udry, do Observatório de Genebra, no dia 24 de abril de 2007. Usando a técnica da velocidade radial, que representa a velocidade com que um objeto de aproxima ou se afasta de um observador medida em graus de velocidade angular  por um terceiro observador, e pelo equipamento chamado HARPS do Observatório Europeu do Sul, que é localizado no Chile, os pesquisadores registraram o primeiro planeta extrassolar que pode conter água em estado líquido e, consequentemente, de possível habitação.
 O Gliese 581 c  é o primeiro Planeta com características semelhantes ao Planeta Terra. Fisicamente, possui um diâmetro 50% maior que o da Terra e é cinco vezes mais maciço. Essas características lhe renderam o apelido de Super Terra. Suas condições físicas fazem com que sua gravidade seja bem maior que a da Terra, algo em torno de 2,15 vezes mais forte. Os astrônomos que pesquisam o Planeta Gliese 581 c perceberam uma característica curiosa, aparentemente ele possui sempre a mesma face virada para a estrela que orbita, logo, uma parte de seu território viveria em noite eterna e a outra seria constantemente iluminada. Essa condição indica que deve haver grande diferença de temperatura ao longo da superfície do Planeta, sendo que o ambiente de transição deve apresentar um clima moderado, mais adequado para a vida.
 Considerando as descrições físicas do Planeta Gliese 581 c  e considerando que a própria circulação atmosférica possa redistribuir o calor em sua superfície, calcula-se que sua temperatura varie entre zero e 40º C, algo muito semelhante à realidade do Planeta Terra. Com essas condições, é muito provável que o novo planeta tenha água em estado líquido na sua superfície. Por isso, os cientistas da NASA estão atentos e empenhados em suas pesquisas. Há, contudo, certa precaução, pois outros planetas indicando condições de vida já haviam sido identificados em órbitas promissoras, revelando, mais tarde, serem gigantes gasosos, como Júpiter. A singularidade do Gliese 581 c que gera expectativas concretas para habitação dos seres humanos está no fato de ser o primeiro semelhante à Terra localizado na zona habitável de uma estrela.
Antonio Gasparetto Junior.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ALECRIM

 Localiza-se a uma latitude 27º39'18" sul e a uma longitude 54º45'50" oeste, estando a uma altitude de 311 metros.
Possui uma área de 320,1 km² e sua população estimada em 2004 era de 7 650 habitantes.
É um município que conta com as águas do rio Uruguai e que tem fronteira fluvial com a Argentina.

Características geográficas
314,745 km² 2
7 045 hab. Censo IBGE/20103
22,38 hab./km²
311 m
Indicadores
0,743 alto PNUD/20004
R$ 65 122,628 mil IBGE/20085
R$ 8 824,20 IBGE/20085


Fonte: Wikipedia.www.somosdosul.com.br

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

SOMÁLIA VOLTA A SER RECONHECIDA PELO FMI

Após uma interrupção de 22 anos o Fundo Monetário Internacional volta a reconhecer governo Somaliano. O país ainda é detentor de uma dívida de cerca de US$ 352.000.000 para o fundo, logo, encontra-se fora das possibilidades de empréstimo financeiro. Deste modo, o reconhecimento, acorrido no dia 12 de abril de 2013, não visa o suporte financeiro ao país, e sim o apoio técnico junto à assessoria política.
 Com PIB Nominal estimado em US$ 2,4 bilhões em 2010 - última posição disponível em 25/10/2012 -, a Somália posicionou-se no 158º lugar entre as economias do mundo. O setor agrícola é o principal ramo de atividade e respondeu por 60% do PIB, empregando cerca de 71% da força de trabalho. O setor de serviços, responsável por 33% do PIB, emprega 29% da força de trabalho junto com as indústrias (MRE-DPR, 2012).
 Muitas nações têm voltado à mesa de negociações com o governo da Somália desde a eleição de seu mais atual presidente, Hassan Sheikh Mohamud em setembro de 2012, sucedendo Mohamed Osman Jawari. Os Estados Unidos reconheceram oficialmente o novo governo da Somália em janeiro de 2013, e têm dito que o atual governo tem feito progressos significativos na estabilização do país, principalmente em questões relacionadas ao combate à organização fundamentalista al-Shabab, grupo fundado em 2004 que atua primordialmente em solo somaliano.
Rogério Ramos

terça-feira, 22 de outubro de 2013

CIDADES MUNDIAIS

O termo “cidades mundiais ou globais” surgiu nos anos 80, com uma idéia de internacionalização de algumas cidades no mundo, não tem nada a ver com densidade demográfica.
 A expressão se refere ao grau de importância que essas cidades ocupam no cenário mundial, o destaque advém de sua importância econômica e política.
Econômica por que as cidades mundiais abrigam sedes de gigantescos impérios industriais e comerciais, as principais bolsas de valores, os grandes centros de difusão de informação, as melhores universidades do mundo, entre outros segmentos importantes e Político por ser sede das principais instituições internacionais financeiras, como o FMI, BIRD, BID, OMC, e também organizações como a ONU, então, isso significa que essas cidades representam o palco das decisões mundiais.
 Existem várias cidades que se inseriram nesses grupos, a grande maioria está nos países desenvolvidos, podemos destacar Nova Iorque, Tóquio, Frankfurt e Londres como importantes centros de decisões político-econômicos.
 As cidades mundiais já não possuem em sua malha urbana as chaminés das indústrias, e não estão voltadas à produção física, as fábricas estão em outras de menor importância “política”.
Nas importantes cidades estão localizadas as sedes e a diretoria das grandes empresas, essas tomam decisões no âmbito mundial, nelas estão presentes centros de produção de tecnologias, como criação de softwares, de novos modelos de carros e aviões.
 As cidades mundiais estão classificadas em importância internacional e cidades de importância regional, que tem certa importância em seu continente.
Eduardo Freitas

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

IMIGRAÇÃO ILEGAL NOS EUA

“Chega a quase 11 milhões o número de imigrantes ilegais nos Estados Unidos, dos quais cerca de seis milhões são mexicanos, segundo um estudo divulgado hoje pelo Centro Hispano Pew.”
 “Os imigrantes ilegais custam ao governo norte-americano mais de US$ 10 bilhões por ano, e esse montante pode quase triplicar se eles tiverem sua situação legalizada, afirmou um estudo. Estima-se que haja 10 milhões de imigrantes ilegais nos Estados Unidos.
 A pesquisa, feita pelo Centro para Estudos em Imigração, uma instituição de Washington que prega a redução da imigração legal e a repressão à imigração ilegal, comparou a renda gerada por imigrantes pelo pagamento de impostos com os gastos impostos ao governo pelos serviços que eles e suas famílias consomem.”     
 Fronteira entre México e EUAA fronteira entre o México e os Estados Unidos é na atualidade um dos mais claros limites entre o mundo rico e o mundo pobre. Em quase toda essa faixa fronteiriça, de cerca de 5 mil quilômetros, existe um muro intercalado por trechos de arame farpado, controlado diuturnamente pela guarda de fronteira norte-americana e por sofisticados sistemas eletrônicos cujo objetivo é impedir a todo o custo a entrada de imigrantes ilegais nos Estados Unidos.
 A cada dia, milhares de pessoas atraídas pela riqueza da maior potência econômica do mundo, tentam cruzar essa fronteira em busca de uma nova vida. Os que não conseguem, permanecem na região esperando uma nova oportunidade. Esta situação gerou uma verdadeira "explosão demográfica" no norte do México, já que além dos próprios mexicanos, multidões de quase toda a América Latina para lá se dirigem. Essa situação gerou enormes bolsões de pobreza que nada ficam a dever às favelas brasileiras. Situação semelhante se repete, em menor escala, no lado norte-americano, como é o caso de McAllen (Texas), considerada a cidade com os piores índices de pobreza em todo os Estados Unidos.
 Se o ritmo atual de imigração para o norte do México for mantido, analistas prevêem que, em cerca de 25 anos, mais ou menos 40% dos mexicanos estarão vivendo nos estados localizados junto à faixa de fronteira. Atualmente, já vivem na região quase 20% dos mexicanos. Em 1990, eles não chegavam a 15%.
Esse expressivo crescimento demográfico se explica também pelo fato de que foi nesta área que, nas últimas décadas, se instalaram quase 2 mil fábricas de empresas norte-americanas, aproveitando especialmente a baixa remuneração da mão-de-obra mexicana. Conhecidas como "maquiladoras", estas unidades fabris se localizam em cidades mexicanas junto à fronteira tendo do outro lado uma cidade "gêmea" dos Estados Unidos. De maneira geral, as maquiladoras funcionam da seguinte forma: do lado mexicano ficam as linhas de montagem e do outro lado da fronteira, os setores administrativos.
 Há cidades "gêmeas" ao longo de toda a fronteira, como são os casos de El Paso (EUA) e Ciudad Juarez (México), Laredo (EUA) e Nueva Laredo (México) entre outras. A geração de empregos pelas maquiladoras e a emigração para os Estados Unidos aparecem como alternativas para a melhoria de renda da população pobre.
 O crescimento das maquiladoras contribuiu também para a formação de uma dinâmica região industrial no México setentrional, atividade que anteriormente estava quase exclusivamente concentrada na região central do país.
 A cada dia cruzam a fronteira do México para os Estados Unidos cerca de 1 bilhão de barris de petróleo, 400 toneladas de pimenta, 240 mil lâmpadas, além de US$ 51 milhões de peças de todo o tipo. A fronteira é também uma faixa de tensão geopolítica devido ao tráfico de drogas, armas e dos fluxos de imigração ilegal.
 Escondidas em fundos falsos de caminhões, caminhonetes e vans viajam toneladas de remédios banidos por lei, sapatos feitos com pele de animais em extinção, armas de todos os tipos, além de heroína, maconha e cocaína. O combate aos cartéis do narcotráfico é um dos pontos centrais das relações entre México e os Estados Unidos.

Imigrantes ilegais - O tráfico de imigrantes ilegais tornou-se também um problema de segurança nacional no México. Seu "comércio", que movimenta cerca de US$ 5 bilhões anuais, é controlado por máfias com ramificações em todo o mundo. Os "guias" desses imigrantes ilegais, conhecidos como coiotes, chegam a cobrar 5 mil dólares por travessia. Nas últimas duas décadas não foram poucos os imigrantes que perderam a vida na tentativa de chegar aos Estados Unidos. Embora parte deles seja capturada pela polícia de fronteira norte-americana e mandada de volta para o México, estimativas apontam que a cada ano transitam pela fronteira cerca de 1 milhão de imigrantes ilegais.
 Entre outros fatores, é por isso que o Acordo de Livre Comércio da América Norte (Nafta), apenas refere-se aos aspectos de livre comércio entre os países membros. Em nenhum momento sugere a livre circulação de pessoas.”
 Riqueza, saúde, bem-estar, etc. Sao esses os fatores que atraem imigrantes ilegais para os Estados Unidos. Principalmente, do mexico e de paises latinos. Mais é isso que eles encontram lá?
 Um deserto, um rio, uma forte polícia na fronteira, muito calor de dia e muito frio a noite. Se eles conseguirem sobreviver a tudo isso, terão que passar por empregos que podem ter abusos de todo tipo, geralmente de baixa remuneracao, trabalhos pesados e até jornada diaria mais longa do que o permitido.
 Cenas da novela “America” mostraram todo esse sofrimento. Mas, nem sempre na vida real há um final feliz, como nas novelas: “Geralmente, os imigrantes morrem na fronteira ou são capturados. Várias pessoas gastam entorno de 10 mil reais para fazer uma viagem que não dará em nada e ainda tentam novamente.”

“É tentação demais para os mexicanos, que, desde que os americanos optaram por reforçar a fronteira californiana, passaram a ir para o Arizona, onde a divisa é pouco policiada, gerando uma situação cujo potencial explosivo só agora começa a ser avaliado. Na falta de guardas de fronteira, os fazendeiros da região, irritados com os imigrantes ilegais - que, garantem, cortam cercas, danificam bombas de água e deixam lixo em pastagens -, assumiram o policiamento.
 São várias as histórias de imigrantes ilegais que tentam entrar no país pelo Arizona e são mortos por fazendeiros. Um deles, atingido por um disparo na virilha ao se aproximar de um fazendeiro, implorando por um gole d'água, foi abandonado no deserto, onde sangrou até morrer. Um dos fazendeiros, Roger Barnett, proprietário de uma área na fronteira, chegou a capturar cerca de 3 mil imigrantes ilegais em apenas 5 meses. No Arizona, os imigrantes ilegais custam cerca de US$ 15,5 milhões anuais às cidades da fronteira, em despesas com processos envolvendo acusações de roubo e outros delitos.
 Os perigos, contudo, não desestimulam os candidatos a um emprego nos EUA, onde o salário, mesmo para quem não tem documentação, pode superar os US$ 6 por hora, contra US$ 2 ou menos por dia no México. Hoje em dia, um em cada nove mexicanos vive nos Estados Unidos. Imigrantes respondem por 31% da mão-de-obra não-especializada empregada no país. Mais da metade dos 2,5 milhões de trabalhadores rurais nos EUA são imigrantes ilegais.”
 “É com isso que sonham tantos brasileiros que vêm pros Estados Unidos: riqueza, conforto, segurança ou, no mínimo, um emprego com bom salário. Mas é a morte o que muitos encontram no caminho, como mostra um comercial da patrulha de fronteira americana.
 "Há muitas razões para cruzar a fronteira, nenhuma vale mais do que a sua vida", prega o comercial.
 “Deixei minha esposa, meu filho de dois meses e meio, minha mãe”, conta um brasileiro.
 “Passamos frio, fome, fomos maltratados, muito maltratados. Eu me perguntei diversas vezes o que eu estava fazendo ali. Por que depois que você chega ali é que você vê. Eu não tinha a necessidade de estar ali. Voltar era pior”, diz uma mulher.
 Estes brasileiros já haviam cruzado a fronteira quando os encontramos. Ao chegar aos Estados Unidos, exaustos, se entregaram à patrulha e foram presos.
 Durante 30 dias, sob um sol escaldante, atravessaram o México, passando por lugares infestados de cobras.
 “A mulher foi picada por uma cobra, os coiotes tiveram que assassinar ela. E perguntaram ao noivo dela e o noivo deixou que atirassem nela", relata o homem.
 Para os imigrantes ilegais, esta é a última etapa antes de entrar nos Estados Unidos: a fronteira com o México. O que os separa do sonho americano é apenas um rio. Menos de 50 metros de distância aqui neste ponto. É para atravessá-lo que tantos brasileiros arriscam tudo, inclusive a vida.
 Joe Aguillar é dono de uma fazenda bem na fronteira. Milhares de imigrantes passam pelas terras dele. Joe mostra as cercas derrubadas.
 “O senhor tem percebido se nos últimos tempos tem aumentado o número de brasileiros?”, pergunta o repórter.
 "Aumentou demais. Agora trazem crianças de quatro, cinco anos”, responde Aguillar.
 Mais de 15 mil agentes fiscalizam a fronteira. Toda a extensão do rio é monitorada por câmeras e iluminada durante a noite. Caminhões que entram nos Estados Unidos passam por aqui. Parece um prédio, mas é um gigantesco equipamento de raio-x que revela o que existe por trás até mesmo de metal. É para descobrir se, no compartimento de carga, há drogas, contrabando ou imigrantes.
 Os patrulheiros que percorrem o rio de barco vão armados com fuzis militares M-16. De vez em quando têm que enfrentar contrabandistas e traficantes de drogas. Mas uma das principais missões deles é salvar pessoas que caem no rio. Apesar de ser estreito, é bastante profundo. Num trecho são 20 metros de profundidade e em alguns pontos a correnteza é bem forte. Por isso, quem cai aqui corre o sério risco de se afogar. A cruz na beira é uma lembrança disso.
 No ano passado, 41 pessoas foram encontradas mortas pela patrulha nesta região. Este ano, já foram 14. Os patrulheiros sobem e descem o rio em busca dos lugares preferidos para travessia. Num dos trechos, eles avistam sinais. Encontram roupas, sacos com remédios, pertences deixados para trás na tentativa desesperada de entrar nos Estados Unidos.
 Por toda a região, a patrulha instalou sensores embaixo do solo. Quando alguém passa, o alarme dispara e os imigrantes são presos.
 Os brasileiros que encontramos na rodoviária de McAllen já haviam passado por tudo isso. Estavam esperando um ônibus para uma cidade no norte dos Estados Unidos. Eles tiveram os passaportes apreendidos e foram soltos, sob a condição de se apresentar à Justiça daqui a seis meses.
 “A maioria não se apresenta. Aí você passa a ser procurado. Aí a vida complica mais ainda”, diz um imigrante.
 Levarão uma vida de foragidos. Se forem encontrados, serão deportados ou irão para a cadeia.”

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

GEOGRAFIA DA NOVA ZELÂNDIA

A Nova Zelândia  (New Zealand, em inglês; Aotearoa em maori) é um país independente localizado no Pacífico sul, formado por duas ilhas, a Ilha Norte e a Ilha Sul, além de algumas outras bem menores. A capital do país é Wellington, e sua área é de 270.500 km², um pouco maior que o Estado de São Paulo. A população é de 4 milhões e 420 mil habitantes, sendo a maioria descendentes de europeus e nativos maori, povo polinésio. As principais religiões são o cristianismo, a crença tradicional maori, além de algumas religiões sincréticas. Como línguas oficiais, o país adota o inglês e o maori. A moeda é o dólar da Nova Zelândia. Os Maori chamam sua pátria “Aotearoa”, expressão que significa algo como “terra da longa nuvem branca”.
 Povos de ascendência polinésia já habitavam a atual Nova Zelândia cerca de 1000 anos antes da chegada dos maori, e posteriormente, dos europeus. Em 1642, o navegante holandês Abel Tasman foi o primeiro europeu a avistar as ilhas, chegando a realizar um esboço das costas ocidentais das duas ilhas principais. O capitão inglês James Cook explora todo o litoral do país em meio às suas três viagens ao Pacífico Sul a partir de 1769. No início do século XIX, o extrativismo, a caça às focas e baleias atrai um número moderado de colonos europeus à Nova Zelândia.

Em 1840 o Reino Unido assina um acordo com os chefes maori, o Tratado de Waitangi, no qual se firma a soberania britânica sobre as ilhas. No mesmo ano, é iniciado o processo de colonização europeu, e a sua gradual ocupação de terras leva ao conflito com os maori por volta de 1860. Durante esse período, muitos nativos morrerão devido às doenças e guerras.
 O governo constitucional é estabelecido na década de 1850 e os maori ganham o direito a cadeiras no parlamento neozelandês em 1867. A pecuária começa a se expandir, e os fundamentos da economia moderna tomam forma na Nova Zelândia. A virada do século traz amplas reformas sociais que serão a base da versão neozelandesa de estado de bem-estar social.
 A Nova Zelândia foi declarada um domínio da coroa britânica por meio de uma proclamação real, em 1907. Sua autonomia interna e externa foi conquistada através do Estatuto de Westminster em 1947, embora este tenha apenas formalizado uma situação que já existia de fato há muitos anos.
 Os Maori recuperam-se gradualmente do declínio de sua população e, através da interação e casamentos com os europeus, adotam muito de sua cultura. Nas últimas décadas, o povo maori conquistou importantes direitos em meio à sociedade neozelandesa, o que valorizou muito de suas tradições.
Emerson Santiago.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A AGROPECUÁRIA E OS PROBLEMAS AMBIENTAIS

O desmatamento é um dos grandes problemas ambientais provocados pela agropecuária.
 A agropecuária é o conjunto das atividades ligadas à agricultura e à pecuária. Apresenta grande importância para a humanidade e para a economia, visto que sua produção é destinada ao consumo humano e para a venda dos produtos obtidos. No entanto, vários problemas ambientais estão sendo desencadeados em virtude da expansão da agropecuária e da utilização de métodos para o cultivo e criação de animais.
 O desmatamento é uma prática muito comum para a realização da agropecuária. A retirada da cobertura vegetal provoca a redução da biodiversidade, extinção de espécies animais e vegetais, desertificação, erosão, redução dos nutrientes do solo, contribui para o aquecimento global, entre outros danos.
 As queimadas, método muito utilizado para a retirada da vegetação original, intensificam a poluição atmosférica, além de reduzirem os nutrientes do solo, sendo necessário usar uma quantidade maior de produtos químicos (fertilizantes) durante o cultivo de determinados alimentos, fato que provoca a poluição do solo.
 Outro agravante é a utilização de agrotóxicos (inseticidas e herbicidas), que contaminam o solo, o lençol freático e os rios. Esses produtos, destinados à eliminação de insetos nas plantações, infiltram-se no solo e atingem as águas subterrâneas. As águas das chuvas, ao escoarem nessas plantações, podem transportar os agrotóxicos para os rios, causando a contaminação da água.
 Na pecuária, além da substituição da cobertura vegetal pelas pastagens, outro problema ambiental é a compactação do solo gerada pelo deslocamento dos rebanhos. O solo compactado dificulta a infiltração da água e aumenta o escoamento superficial, podendo gerar erosões. Esses animais, através da liberação de gás metano, também contribuem para a intensificação do aquecimento global.
 Portanto, diante da necessidade de produzir alimentos para atender a demanda global e ao mesmo tempo preservar a natureza, é necessário que métodos sustentáveis sejam implantados na agropecuária, de forma a reduzir os problemas ambientais provocados por essa atividade. O pousio, por exemplo, é uma técnica que visa o “descanso” do solo até que haja a recuperação da sua fertilidade.
Wagner de Cerqueira e Francisco 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

PROBLEMAS ECONÔMICOS NOS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS

Produtos primários principais fontes de exportação de paises subdesenvolvidos.
Problemas econômicos ou mesmo dificuldades dessa ordem podem ocorrer em qualquer lugar do mundo, mesmo nos países centrais, no entanto, nos países periféricos as crises econômico-financeiras são mais freqüentes devido à fragilidade da economia entre outros fatores.
 Para explicar as causas dos problemas econômicos em países subdesenvolvidos é necessário realizar uma profunda abordagem, pois são vários os fatores Dentre os principais estão:

• Dependência econômica em relação às atividades primárias: corresponde à extrema dependência em relação às atividades como a agricultura, extrativismo e mineração. Os países subdesenvolvidos têm grande parcela da população envolvida no setor primário e os produtos desse são responsáveis pelo maior volume de exportação. O ponto negativo do processo é que produtos primários possuem pouco ou nenhum valor agregado, ou seja, é de baixo valor, além disso, o setor primário está propicio às variações do mercado. Enquanto que os produtos industriais possuem um valor agregado oriundo do trabalho ou das informações contidos na mercadoria.
 • Dependência econômica e tecnológica: isso é resultado da forte influência exercida pelas empresas multinacionais que são os principais centros produtivos nos países subdesenvolvidos, exemplo disso são as indústrias automobilísticas que são quase na totalidade estrangeira, em suma as economias dos países em questão dependem dos capitais internacionais. Essa realidade é negativa para os países menos desenvolvidos economicamente, pois as empresas transnacionais sempre vão buscar atender seus interesses e não dos países em que estão instaladas suas filiais, além disso, o resultado de suas atividades, o lucro, não permanece no país, pois migra para a nação sede, no qual eleva cada vez mais sua economia.
Eduardo de Freitas.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

BUENOS AIRES

 Buenos Aires (lit. "Bons Ares" em português) é a capital, bem como a maior e mais importante cidade da Argentina, figurando como a segunda maior área metropolitana da América do Sul, depois da Grande São Paulo. A cidade é, indiscutivelmente, o maior, mais importante e desenvolvido centro urbano, financeiro, cultural, administrativo, político, industrial e comercial da Argentina. A cidade está localizada na costa ocidental do Rio da Prata, na costa sudeste do continente sul-americano.
A Grande Buenos Aires, como é chamada sua região metropolitana, é a terceira maior aglomeração urbana da América Latina, com mais de 13 milhões de habitantes (2010), superada somente pela Grande São Paulo e pela Grande Cidade do México2 Buenos Aires é considerada uma cidade global alfa pelo inventário de 2008 da Universidade de Loughborough (GaWC).
Após os conflitos internos do século XIX, Buenos Aires foi federalizada e removida da Província de Buenos Aires em 1880. Os limites da cidade foram ampliadas para incluir as antigas cidades de Belgrano e Flores, que agora são bairros da cidade.
O setor de maior importância na economia é o dos serviços, que representa 74% do Produto Interno Bruto (PIB) nominal da capital argentina. A indústria manufatureira é o segundo, tendo gerado em 2006 $26.454 milhões - cerca de 17% do PIB.
A cidade é também o centro cultural de maior importância da Argentina e um dos principais da América Latina. A importante oferta cultural encontra-se representada na grande quantidade de museus, teatros e bibliotecas, sendo alguns deles os mais representativos do país. Também se destaca a atividade acadêmica, já que algumas das universidades mais importantes da Argentina têm sua sede em Buenos Aires. Deve destacar-se que a cidade foi eleita pela UNESCO como Cidade do Design em 2005.
Buenos Aires foi originalmente nomeada após o santuário de "Nostra Signora di Bonaria" (italiano para "Nossa Senhora de Bonaria"), em Cagliari, na Sardenha. Na Constituição de 1994, a cidade tornou-se autônoma, daí o seu nome formal: Ciudad Autónoma de Buenos Aires, em Português, Cidade Autônoma de Buenos Aires. Pessoas nascidas em Buenos Aires são chamadas de "porteños".
Fonte: Wikipédia.





quinta-feira, 10 de outubro de 2013

MONÇÕES

As monções são um fenômeno típico da região sul e sudeste da Ásia, onde o clima é condicionado por massas de ar que ora viajam do interior do continente para a costa, monção continental, ora da costa para o continente, monção marítima.
 Devido às diferenças de temperatura e pressão das massas de ar sobre o continente e o mar o clima de países como a Índia e o Paquistão é inteiramente afetado pelo regime das monções.
 Durante o verão, que vai de junho a agosto, o calor aquece rapidamente terra do continente que absorve calor bem mais rápido do que o oceano (a terra pode chegar a 45ºC). Com o aquecimento da terra, as massas de ar sobre o continente também ficam mais quentes e sobem dando lugar a uma rajada de ventos vindos do oceano Índico, que, como toda massa de ar que se forma sobre os oceanos, vem carregada de umidade. Essa umidade é despejada (praticamente toda a taxa de precipitação anual) sobre o continente em chuvas torrenciais que podem durar dias. Esse é o período das monções marítimas que todo ano causam enchentes nessas regiões.
 Após essa fase úmida, no inverno, ocorre o inverso, as massas de ar do continente esfriam mais que as massas oceânicas e é a vez dos ventos vindos das cordilheiras do Himalaia, descerem rapidamente em direção ao Índico, empurrando as massas úmidas do oceano para longe e ocasionando um longo período de estiagem que chega a ceifar centenas de vidas. Essas são as monções continentais que acabam influenciando também o clima da Oceania.
 Monções
 Assim, a cada ano as monções marítimas e continentais vão se revezando ora trazendo, ora empurrando a umidade. O problema é que às vezes a monção marítima atrasa deixando estas regiões da Ásia em uma séria crise por causa da seca. Na década de 70, num dos piores períodos de seca da região, as monções se atrasaram e cerca de 10 milhões de pessoas, só na Índia, morreram por causa da falta de água.
 É claro que o regime das monções é bem mais complexo do que como está descrito acima. As monções influenciam o clima do mundo todo, principalmente das regiões tropicais. Para se ter uma idéia, cientistas estimam que as monções marítimas na Ásia sejam as responsáveis pelo frio na América do Norte (!).
Caroline Faria.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

MARS ONE

Para muitos uma aventura inusitada mas para o engenheiro mecânico Bas Lansdorp, com o apoio de Gerard't Hooft (vencedor do prêmio Nobel de Física), o projeto Mars One é um sonho que poderá se concretizar em um futuro breve. A ideia inicial do projeto é a de planejar uma colônia humana no planeta Marte,  sendo que a missão da primeira tripulação é a de povoar o planeta a partir do ano de 2023. O projeto é amparado por custos de diversas agências espaciais e instituições privadas, e o valor do investimento inicial é de 6 bilhões de dólares. A tecnologia utilizada é baseada no projeto de componentes tecnológicos, desenvolvidos pela SpaceX (Space Exploration Technologies Corporation), que é uma empresa especializada em transporte espacial, com sede na Califórnia.
 O escopo inicial do projeto é a ideia de explorar a já denominada, expedição espacial, e divulgá-la com base no modelo de reality show. Para tanto o projeto é custeado apenas por instituições privadas, sem o aporte de nenhum órgão governamental, mas contando com o apoio de publicidade e peças de merchandising, que inclui a venda de materiais promocionais com o logotipo do projeto e demais propagandas relacionadas.
 O projeto MarsOne tem potencial para se tornar o mais visto e difundido evento midiático da história, com início no ano de 2016 (ano que serão enviados diversos satélites para comunicação com a Terra) e toda montagem e infra-estrutura necessária para abrigar seres humanos na atmosfera do planeta vermelho. O planejamento prevê que no ano de 2018, aconteça a primeira expedição humana, com o intuito de selecionar qual o melhor local para a construção das habitações e as chamadas Vilas, e apenas dois anos após esta sondagem, em 2020, serão montadas e construídas estas estruturas, chamadas de módulo de base (Lander).
 A primeira turma que viajará a Marte com a expedição Mars One viajará por sete meses até chegar ao destino final, sendo que a cada dois anos, será enviado um novo grupo de moradores espaciais, que habitarão os módulos de base. Os módulos de base são basicamente cápsulas devidamente construídas para suportar as condições climáticas no planeta Marte, estas serão lançadas da Terra pelo lançador Falcon 9, sendo composto pot 5 dipositivos o Módulo de Armazenamento que contém alimentos, o Módulo de Suporte de Vida o qual contém painéis solares capazes de produzir eletricidade, extratores capazes de aquecer cristais e evaporá-los para recuperar água, o Módulo de Habitação com banheiro, cozinha e demais dependências necessárias para sobrevivência, o Módulo de Aterrissagem que está vinculado a cápsula Marte Vehicle Transit, que é interligada a outros módulos essenciais para a expedição e o Módulo de Rovers, projetados para se conectar as bases previamente instalada sno planeta Marte.
Anna Adami.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A INFLUÊNCIA DA ONU

É constatada a diminuição da incidência de guerras declaradas nos últimos anos, processo que ganhou força principalmente após o término da Guerra Fria, essa alterou e fez surgir um novo tipo de conflito, os de níveis regionais que são mais fáceis de serem percebidos.
A instituição supranacional, ONU (Organização das Nações Unidas), tem como objetivo várias ações internacionais que são flexíveis em diversos assuntos (fome, mortalidade infantil e muitos outros), e dentre essas temáticas tem como finalidade conter ou intermediar, de forma diplomática, possíveis conflitos entre as nações mundiais.
Quando a ONU é acionada para realizar algum tipo de trabalho, um grupo é enviado para o local de conflito, são as “forças de paz”, essas forças têm como função primordial a execução de acordos firmados entre os adversários, além disso, se comprometem a proteger a população civil, que em geral são as mais afetadas, as missões não permitem massacres por parte do grupo mais bem armado e equipado, e nem um tipo de revanche.
A face mais obscura dos conflitos corresponde às agressões e hostilidades que deixam a população civil exposta ao sofrimento que sempre é resultado das guerras, as missões da ONU levam para as pessoas de áreas conflituosas auxílio humanitário.
A ONU é dirigida, em geral, por potências mundiais que possuem poder político para desempenhar decisões no Conselho de Segurança da instituição. Apesar da ONU ter como essência a imparcialidade e neutralidade nas discussões e negociações em relação aos conflitos em nível planetário e regionalizado, no entanto, quase sempre os interesses das nações centrais prevalecem.
Os Estados Unidos, no decorrer da década de 90, atuaram de forma autônoma e agiram como dirigente do mundo, essas ações colocaram em questão a qualidade crível da ONU.
A evidente não credibilidade da ONU por parte dos Estados Unidos e Inglaterra veio à tona em 1998, quando esses resolveram lançar várias bombas sobre o território iraquiano, sem antes ter recebido a permissão do Conselho de Segurança. Em 1999, novamente a OTAN, liderada pelos norte-americanos, realizou vários bombardeios na Iugoslávia, essa foi uma atitude tomada para sanar os interesses puramente norte-americanos, sem uma discussão prévia no plenário da ONU.

As instituições supranacionais de uma forma geral quase sempre tendem a se deixar levar pelos interesses de nações ricas, essas detêm uma grande influência geopolítica no cenário mundial, até porque são eles os responsáveis pelas decisões e que dirigem todo o processo. Aos poucos as instituições como a ONU podem perder sua principal finalidade que é de servir de forma neutra os mais necessitados, passando a atender as vontades apenas dos grandes. (Eduardo Freitas).

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

OS DESAFIOS GEOPOLÍTICOS DO SÉCULO XXI

Muitas vezes o conceito de geopolítica é confundido com o de geografia política, mas há sutis diferenças entre eles. A geopolítica é considerada um saber prático, comprometido com as estratégias de poder dos Estados e as suas relações de poder na dimensão espacial. Já a Geografia Política estuda a distribuição dos Estados pela superfície terrestre, suas formas de organização do território e do estabelecimento das fronteiras.

Geopolítica dos Recursos Naturais
                Embora o volume de água no mundo tenha sido sempre o mesmo, a água é um recurso natural muito vulnerável à ação humana. Ao longo do tempo a intervenção do homem na natureza vem comprometendo a qualidade da pouca água potável disponível. Lembrando de que toda a água existente no planeta, apenas cerca de 1% é potável. A acelerada urbanização e a adoção de novos hábitos de consumo levaram a um aumento vertiginoso da utilização mundial da água, principalmente após os anos 1950. Além de escassa a água potável encontra-se irregularmente distribuída pelo planeta. A escassez afeta principalmente regiões como o Oriente Médio, norte da África e Ásia Central, penalizando em geral, uma população muito pobre. Já a América do Sul e do Norte tem reservas abundantes de água potável. Existem regiões onde a fronteira entre países separa a nascente de grandes bacias hidrográficas da sua foz, o que pode levar a conflitos internacionais. Existem também aquíferos subterrâneos que também abrangem vários países. Essa situação leva a disputa pelo controle e uso da água, causando um impacto na qualidade da mesma devido à forma que uma nação utiliza afeta a qualidade do recurso que chega a outros países. Uma barragem feita em um país, por exemplo, gera maior deposição de sedimentos nos reservatórios e isso impede de que as planícies de outros países sejam fertilizadas. Os rios também podem transportar a poluição de um país para o outro. Essa situação de águas compartilhadas forçam os países a estabelecer acordos diplomáticos para gestão e proteção do recurso compartilhado, procurando evitar assim o uso da água como instrumento de poder de uma nação sobre a outra. Vários países não dispõem de mananciais dentro de suas fronteiras e, por isso dependem exclusivamente de seus vizinhos. A fim de evitar essa dependência e avisando à segurança hídrica de sua população, os países afetados desenvolvem ações para prevenir a escassez e abastecer a população, indústria e a agricultura. Existem também regiões onde os rios, mares e lagos fazem a fronteira entre os países, são as chamadas águas transfronteiriças, que também podem levar a tensões diplomáticas. As águas de rios que dividem os países são, por convenção, internacionais, consideradas compartilhadas. Qualquer obra de engenharia nessas águas deve ser fruto de acordos de cooperação internacional. À medida que a água transfronteiriça vai ficando escassa em relação à procura, a competição pela partilha de rios e outros recursos hídricos aumenta. É possível que as dificuldades de acesso à água gerem guerras entre povos e países.
                O ser humano sempre buscou explorar os recursos naturais como modo de superar as limitações impostas pela natureza. Assim, os recursos minerais e energéticos foram e continuam sendo de grande importância para a organização e desenvolvimento das sociedades humanas. Assim, à medida que determinados Estados passaram a se interessar por recursos existentes em outros países, a gestão e o controle dos recursos naturais passou a ser uma questão geopolítica. Como muito dos recursos naturais são finitos em relação a sua exploração econômica, gerou a necessidade de pensa-los como estratégico para o desenvolvimento econômico de um país. Para um país que possui em abundância determinado recurso natural é fundamental sabe-lo utiliza-lo e defende-lo. Manter o controle de suas próprias reservas naturais significa manter também sua autonomia. Apesar de todos os recursos naturais  e energéticos serem importantes, sem dúvida nenhuma, o petróleo é o que gera mais tensões e, por consequência mais conflitos entre os países. O petróleo é uma fonte de energia e de matéria-prima que oferece alta lucratividade e por isso, de enorme interesse econômico para as nações. O controle dos poços de petróleo, da sua extração, produção e distribuição garantem aos países grande poder geopolítico. O petróleo é fundamental para o desenvolvimento industrial de um país, pois além de ter alta lucrativade, fornece matéria-prima para a produção de variados produtos, praticamente todos os setores industriais o utilizam direta ou indiretamente. Como as maiores reservas de petróleo conhecidas estão localizadas no Oriente Médio, as grandes potências mundiais procuram exercer controle sobre a região que é uma das mais conflituosas do planeta. Os conflitos no Oriente Médio não estão somente relacionados à questão do petróleo, a problemas em relação à água e principalmente questões étnicas, religiosas e culturais, mas a interferência das grandes potencias mundiais nos assuntos locais (como a luta do Ocidente contra as ditaduras, contra o uso de armas químicas e o desejo de levar a democracia e a liberdade para região) são apenas justificativas para tentar encobrir o real interesse: o petróleo.

A Geopolítica dos Alimentos
                Todo recurso pode ser objeto de análise sob a ótica do poder. Nesse sentido, a soberania de um país tem relação direta com seu potencial produtivo, em que a obtenção autônoma de recursos necessários ao bem estar da população cumpre um papel fundamental. Atualmente, garantir a sua autonomia e soberania alimentar é cada vez mais importante para os países. Por segurança alimentar entende-se a possibilidade de acesso permanente a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para promover a saúde da população. A soberania alimentar reflete não apenas a capacidade dos povos de produzir e tornar acessíveis os alimentos a toda à população, mas o de alcançar esses objetivos através de meios sustentáveis, diversos e adequados as culturas locais. Portanto, tem relevância estratégica para os países a busca de uma produção de alimentos que seja suficiente para manter a menor dependência possível do exterior, o que contribui para fortalecer a sua própria soberania como nação. E, como no mundo atual os países não dependem apenas dos alimentos advindos diretamente da agricultura, a soberania alimentar também espelha a capacidade de processamento dos produtos agrícolas e das redes de distribuição.
                A produção de alimentos no mundo dá-se de forma bem dispersa. Alguns países com grande capacidade de produção e baixo consumo acabam se tornando grandes exportadores mundiais de alimentos como a Argentina e a Austrália. Outros grandes exportadores como os EUA, mesmo possuindo populações numerosas, passaram a se destacar no mercado mundial de alimentos, entre outros fatores em função dos avanços tecnológicos que estimulam a produtividade. Os países mais desenvolvidos foram grandes exportadores de alimentos até meados dos anos 1980. Desde então, com o aumento da globalização e a expansão das multinacionais, a situação se inverteu e eles se transformaram em grandes importadores. Essa mudança, porém, não significou enfraquecimento econômico ou dependência. A estratégia da expansão de suas empresas alimentícias transformaram os outros países em extensões de suas áreas produtivas. A atuação das multinacionais nos países exportadores hoje possibilita o seu domínio sobre o comércio mundial de alimentos. Assim, fica garantido o controle da produção e do comércio por parte dos países desenvolvidos, pois são sedes das empresas que controlam a produção de alimentos.
                Suprir as necessidades alimentícias das populações tem disso um desafio desde o principio da humanidade. Porém, o que torna peculiar a ocorrência da fome nos tempos atuais é o fato de ela coexistir com os recursos tecnológicos que fazem da abundancia de alimentos uma realidade. A fome é um problema social grave, que pode até levar pessoas à morte por inanição ou por agravamento de doenças, e ainda agravar conflitos e causar guerras. Os efeitos da fome no mundo suscitaram debates políticos e acadêmicos e permitiram evidenciar o seu caráter social. Reconhecer a fome como um problema social é importante, pois abre possibilidades e combate-la por meios políticos. Os conflitos motivados pelo domínio de fontes de alimentos ou a posse dessas fontes como arma para enfraquecer o inimigo nas disputas territoriais estiveram presentes ao longo da história. O controle sobre a produção de alimentos essenciais para o consumo humano já foi utilizado como arma por nações poderosas, por meio de bloqueios econômicos e embargos de alimentos. Dessa forma, os embargos econômicos, a destruição de plantações e de infraestrura de transportes e a restrição do comércio mundial associada aos interesses comercias das grandes multinacionais alimentícias são os grandes promotores da fome no mundo.

A Geopolítica da Produção

O Poder Bélico
                Um dos fatores mais representativos na comparação do poder dos Estados nacionais é a sua capacidade bélica. Possuir armas potentes ou a capacidade de produzi-las rapidamente pode ser decisivo em uma guerra. Alguns conflitos nem se quer chegaram a acontecer por conta do poder das armas demonstradas pelas potências. A corrida armamentista do fim do século XIX e início do XX trouxe o desenvolvimento de novos armamentos, que foram usados durante da I Guerra Mundial. Na II Guerra Mundial, várias dessas armas passaram por grandes aperfeiçoamentos. Os tanques de guerra tornaram-se mais potentes, houve aprimoramento nos fuzis e metralhadoras, e os aviões, que antes tinham pequeno poder destrutivo, tornaram-se verdadeiras fortalezas voadoras, com grande capacidade de destruição. Com o fim da II Guerra Mundial e o início da Guerra Fria, a venda de armamentos tornou-se um dos pontos centrais para as potências bélicas. Os Estados Unidos vendiam armamentos para várias partes do globo com o argumento de que os países precisavam se armar para se defender da expansão soviética. Além disso, com o processo de descolonização da África e da Ásia, as várias guerras civis transformaram essas áreas em grandes mercados para os armamentos fabricados pelas duas grandes potências. Os chamados gastos de defesa, ou seja, os gastos para a compra de armamentos e manutenção das forças armadas chegam a ser superiores, muitas vezes, aos gastos com a saúde ou educação. Mesmo alguns países muito pobres acabam destinando uma grande fatia do PIB aos gastos militares.
DESPESAS EM % DO PIB
País
Saúde
Educação
Saúde
Omã
2,4
3,6
11,9
Israel
6,1
6,9
9,7
Arábia Saudita
2,5
6,8
8,2
Iêmen
1,9
9,6
7,0
Irã
3,2
4,7
5,8
Angola
1,5
2,6
5,7
Jordânia
4,7
4,9
5,3
Kuwait
2,2
5,1
4,8
Líbano
3,2
2,6
4,5
EUA
6,9
5,9
4,1
Rússia
3,7
3,6
4,1
                Durante a Segunda Guerra Mundial, várias empresas estadunidenses passaram a produzir equipamentos militares no que ficou conhecido como esforço de guerra. Com o fim do conflito, a indústria de armamentos dos EUA tornou-se uma das mais poderosas do mundo e várias empresas que participaram do esforço de guerra passaram a atuar no setor bélico como fornecedores do governo estadunidense e de grandes exportadoras. O argumento da defesa contra os comunistas, durante a Guerra Fria, ou contra o terrorismo internacional, mais recentemente, foi usado para que os EUA garantissem recursos para a sua máquina de guerra. Não é só da venda legal de armamentos que a indústria bélica obtém seus lucros. Ela se beneficia também do comércio ilegal. O tráfico de armas tem sido um dos ramos do crime organizado mais lucrativos do globo, assemelhando-se ao tráfico de drogas. Fornecer armamentos para os países em guerra civil, para traficantes de drogas, para milícias ilegais em países com forte conturbação social é uma grande fonte de lucros para os traficantes e, consequentemente, para as empresas fabricantes.
                A energia nuclear pode ser utilizada para fins pacíficos e militares. Os armamentos nucleares são aqueles que, ao serem detonados, liberam grande quantidade de energia proveniente da fissão nuclear, capaz de destruir tudo a sua volta. As bombas atômicas lançadas pelos EUA em 1945 no Japão em Hiroshima e Nagasaki arrasaram essas cidades provocando a morte de mais de 100 mil  civis. Durante a Guerra Fria foram construídas bombas com poder de destruição muito maior do que as lançadas no Japão. Depois dos EUA, a URSS desenvolveu sua bomba atômica em 1949, seguida pela Inglaterra (1950), França (1960), China (1964) e Israel (década de 1960). Esses países formaram o chamado “clube nuclear”. Na década de 1970, países pobres como a Índia e o Paquistão envolvidos em disputas territoriais também desenvolveram suas bombas atômicas. O temor de que a proliferação de armas nucleares pudesse levar a uma situação descontrolada, aumentando o risco de uma guerra nuclear, levou a ideia de um tratado internacional, intermediado pela ONU. Em 1970, foi assassinado o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), cujos objetivos eram impedir maior disseminação das armas nucleares e parar a corrida armamentista entre os EUA e a URSS. Assim, seria interrompido o equilíbrio do terror e incentivada à cooperação internacional para a utilização civil da energia nuclear. Pelo TNP, todos os estoques seriam eliminados, assim, como os arsenais nacionais de armas nucleares. Em 2002, o tratado foi ratificado por 188 países, incluindo as cinco maiores potencias nucleares. Nos termos do tratado, as potências comprometem-se a não transferir armas nucleares para ninguém ajudar qualquer país a adquiri-la. Índia, Paquistão e Israel negaram-se a assinar o acordo, aliás, Israel sempre negou possuir arsenal nuclear. O tratado contém também o compromisso dos países que não possuem armas nucleares de não desenvolve-las nem compra-las. Em compensação, garante o acesso ao uso do pacifico da energia atômica, condicionada ao controle da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).
                Irã e Coréia do Norte assinaram o TNP, porém a Coréia do Norte saiu do tratado contra as sanções internacionais motivadas pela desconfiança de que o país estivesse produzindo energia nuclear para fins militares. Em 2006, anunciou um teste de uma arma atômica, ampliando as tensões na região. Em maior de 2009, promoveu um segundo teste, provocando sanções do Conselho de Segurança da ONU. A Coreia do Norte é vizinha de dois países que participam do clube atômico (China e Rússia) e também está muito próxima do Japão. Além disso, tem rivalidades regionais com a Coréia do Sul. O Irã desenvolveu um programa nuclear para fins pacíficos, mas é também suspeito de produzir energia nuclear para a construção de ogivas nucleares, o que tem sido negado pelos representantes do seu governo. A região do Oriente Médio é estratégica por causa de suas enormes reservas de petróleo e também por obrigar conflitos étnico-religiosos. A possibilidade de o Irã possuir armas nucleares desagrada particularmente Israel, uma potência nuclear não declarada, e os EUA, que temem perder o controle político e militar sobre a região.
A Geopolítica do Conhecimento
                A ciência e a tecnologia podem ser consideradas os pilares da sociedade moderna. Nesse sentido, o acesso ao saber, à inovação e, principalmente, à produção de conhecimento é uma etapa para a autonomia e a autodeterminação dos povos. Além disso, a ciência e a tecnologia são as principais responsáveis pelas inovações na indústria e são utilizados nos produtos que chegam aos consumidores em todo o mundo. Possuir tecnologia é uma vantagem econômica, mas também geopolítica. Sua importância é tão grande que a ONU, por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), classificou os países tendo como critérios a produção e o acesso ao conhecimento. Para isso criou o Índice de Realização Tecnológica (IRT). Esse índice baseia-se na criação de tecnologias, na difusão de criações recentes e antigas e na qualificação da mão de obra. Os países são classificados como líderes, líderes potenciais, seguidores dinâmicos e marginalizados.
A Produção de Pesquisa no Mundo

Países
Despesas com pesquisa em % do PIB
Número de pesquisadores
Reino Unido
1,9
2.706.000
EUA
2,7
4.605.000
Japão
3,1
5.287.000
Canadá
1,9
3.557.000
França
2,2
3.213.000
Alemanha
2,5
3.261.000
Itália
1,1
1.213.000
Rússia
1,2
3.319.000
China
1,4
708.000
Brasil
1,0
344.000
A produção do conhecimento tecnológico é fruto de toda a sociedade, não apenas da genialidade de um individuo. Mesmo os grandes inventores só conseguiram criar suas invenções porque tinham o conhecimento acumulado de vários outros que viveram anteriormente. Assim, o conhecimento pode se considerado um bem de toda a humanidade, e não apenas de alguns. A sociedade capitalista moderna atingiu um alto grau de produtividade por aplicar a ciência e a tecnologia na esfera produtiva. Como grande parte das invenções está concentrada nos países industrializados, estes obtêm vantagens econômicas e geopolíticas em relação aos demais. O processo de dominação entre as nações também se dá na esfera tecnológica e do conhecimento. A inovação tecnológica normalmente está ligada aos laboratórios das grandes empresas empreendedoras e também nos polos tecnológicos educacionais (escolas e universidades). Vários países incentivam a inovação e a produção tecnológica como forma de atingir crescimento econômico e melhorar o nível de vida da população. Convém lembrar que as vantagens da tecnologia nem sempre estão acessíveis a toda a população, e a ideia de que ela pode resolver todos os problemas também é equivocada. Muitas vezes o uso a tecnologia contribuiu para manter a desigualdade entre os povos ou internamente em um país, entre as pessoas e as regiões.

                A indústria farmacêutica tem um papel extremamente importante do ponto de vista estratégico, uma vez que envolve a saúde da população. Ter acesso à pesquisa e aos medicamentos desenvolvidos a partir dela, evitando a dependência econômica desses produtos, é fundamental para qualquer nação. Todos os anos novos produtos são lançados com o objetivo de tentar resolver problemas relacionado à saúde das pessoas. Mas nem sempre os interesses das empresas farmacêuticas são compatíveis com as necessidades de saúde da população, sobretudo, nos países menos desenvolvidos. Outro fator importante é que o preço dos medicamentos acabam sendo excessivamente elevados. As mais recentes descobertas da ciência possibilitam a elaboração de novos remédios, mas estes costumam custar muito mais caro dos que já estão no marcado, tornando-se inacessível a maioria das pessoas. Além disso, existe a formação de cartéis pela empresas farmacêuticas e fusões, o que faz que poucas empresas controlem o mercado mundial, diminuindo a concorrência e facilitando esquemas de combinação de preços. Atualmente, a indústria farmacêutica despende muito dinheiro para fomentar a pesquisa de novos medicamentos. A propriedade intelectual é protegida por lei de patentes, segundo a qual todos os consumidores devem pagar por essas inovações. Alguns poucos países, como o Brasil, em nome do interesse de toda a sociedade, aprovam leis que quebram as patentes e autorizam a produção de medicamentos genéricos. Cabe aqui esclarecer que houve um debate internacional na ONU, que culminou com o reconhecimento do direito à saúde como um direito humano, o que possibilita a quebra oficial de uma patente em caso de emergência social que envolva a saúde. No entanto, muitos países não tem força politica para enfrentar as empresas detentoras das patentes de remédios e não aprovam leis que quebrem as patentes de interesses humanitários. Além disso, não possuem capacidade econômica, nem tecnológica e nem de conhecimento para produzir seus próprios medicamentos.