terça-feira, 3 de setembro de 2013

MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS

O deslocamento de pessoas de um lugar para o outro é fenômeno tão antigo quanto o homem. Os movimentos migratórios são amplos e complexos, pois envolve as mais variadas classes sociais, culturas e religiões. Os motivos que levam a tais deslocamentos são diversos a apresentam consequências positivas e negativas, dependendo das condições e dos diferentes contextos socioeconômicos, culturais e ambientais em que ocorrem. Existem, por exemplo, causas religiosas, naturais, culturais, politico-ideológica e também as guerras, entre outras, associadas aos movimentos migratórios. Mas o que se verifica ao longo da história é que predominam os fatores econômicos, como principal causa dos movimentos migratórios humanos. Nas áreas de repulsão populacional, observam-se crescente desemprego, subemprego e baixos salários; já nas áreas de atração populacional, vislumbram-se melhores perspectivas de emprego e salário e, portanto, melhores condições de vida. É o caso da emigração para os países desenvolvidos com destaque para os EUA, Canadá, Japão, Austrália e países da Europa Ocidental, o que faz com que esses países tenham um elevado número de imigrantes.
                Os movimentos populacionais podem ser classificados em voluntário, quando o movimento é livre, espontâneo; forçado, como nos casos de escravidão, de perseguição étnica, religiosa, política ou alguma catástrofe natural; e controlado, quando o Estado controla numérica ou ideologicamente a entrada e saída de migrantes.
                Qualquer deslocamento de pessoas traz consequências demográficas (o número de pessoas aumenta nas áreas de atração e diminui nas de repulsão) e culturais (influencias em termos de língua, religião, costumes, culinária, arquitetura, artes, etc.) enquanto se limitam aos aspectos culturais, as consequências costumam ser positivas, pois ocorre à troca e o enriquecimento dos diferentes saberes e valores postos em contato.
                Segundo a ONU, mais de 200 milhões de pessoas residem fora de seu país de origem. Os países desenvolvidos abrigam 60% dos imigrantes do planeta e, portanto, 40% residem em países em desenvolvimento. A Europa é o maior receptor de imigrantes, seguido pela Ásia e a América do Norte. Por países, os EUA é o maior receptor de imigrantes. Em muitos casos esses imigrantes nos países desenvolvidos e em desenvolvimento são responsáveis por um importante ingresso de capital nos seus países de origem. Segundo a ONU, em 2008, eles repartiram cerca de 251 bilhões de dólares, com a intenção de ajudar suas famílias ou realizar poupança que lhes permitisse regressar no futuro; em contrapartida, os países de onde saem os emigrantes enfrentam a perda de trabalhadores, muitos deles qualificados, que poderiam contribuir para o crescimento econômico e melhoria das condições de vida. As regiões de maior fluxo de emigrantes é a África seguida da América Latina.
                Cerca de 7% dos migrantes do mundo (em torno de 15 milhões de pessoas) são refugiados. A maioria de refugiados é da Ásia e depois da África. A esse número devemos somar mais 27 milhões de pessoas que são refugiadas dentro do seu próprio país de origem. O que gera esse grande número de refugiados são as guerras, principalmente guerras civis, na África e no Oriente Médio (Ásia); em 2009, por exemplo, no Afeganistão eram 2,8 milhões de refugiados e no Iraque 1,9 milhões. (Adaptado de SENE, Eustáquio. Geografia geral e do Brasil 3; p.120-124).


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