segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A ATIVIDADE PESQUEIRA PELO MUNDO

Os oceanos e mares sempre foram extremamente importantes para a humanidade, principalmente em razão da atividade pesqueira, desenvolvida em todos os continentes. Para alguns países essa é uma das principais fontes de renda.
A relevância dessa atividade é provada quando verificamos que ela emprega cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo, número que supera a população de muitos países. Deste total, 95% são oriundos de países de economias frágeis, ou subdesenvolvidos.
 Atualmente, cerca de 35% da produção mundial de pescados é proveniente de países asiáticos, entre os quais se destacam: China, Índia, Vietnã, Indonésia, Bangladesh e Filipinas, essa enorme participação no mercado se deve ao aumento do número de frotas.
 Recentemente, inúmeros países passaram a investir em tecnologias empregadas na atividade pesqueira, isso com intuito de elevar a produtividade. Existe uma enorme disparidade entre as frotas pesqueiras dos países subdesenvolvidos e desenvolvidos, tendo em vista que nações ricas possuem embarcações munidas de câmara fria para armazenamento, radares para identificação de cardumes, GPS (Sistema de Posicionamento Global) e um moderno sistema de industrialização do pescado. Enquanto isso, nos países pobres a pesca é realizada de forma artesanal, com pequenos barcos, redes construídas pelos próprios pescadores, desprovidos de aparelhos de navegação e de um lugar adequado para armazenar os peixes, fatores que determinam uma produtividade modesta.
 Um dos principais problemas relacionados à atividade em questão é a pesca predatória, que não respeita os períodos de reprodução de muitas espécies de peixes. Essa prática tem comprometido a proliferação da vida marinha, colocando em risco o equilíbrio e a oferta de peixes para a própria atividade.
 Grande parte das reservas de peixes marinhos, cerca de 70%, se encontra em áreas onde há intensa exploração, diante desse fato percebe-se que o risco de interrupção do ciclo de reprodução dos peixes é agravado, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e a Alimentação).
 O principal problema da atividade pesqueira moderna é a existência de navios pesqueiros enormes que possuem grande arsenal tecnológico que favorece a captura de um elevado número de peixes. Entretanto, quando isso acontece, peixes de todos os tamanhos são apanhados. Os peixes que ainda não atingiram tamanho aceitável pela legislação ambiental, e não podem ser comercializados, são jogados no mar novamente, ocasionando um elevado índice de mortandade, desse modo, estima-se que somente 10% deles sobrevivem.
 Vários movimentos ambientalistas têm mobilizado governos acerca dos riscos que a pesca predatória pode causar nos ambientes marinhos, diante disso, já foram estabelecidos tratados de âmbito internacional que colocam restrições em regiões onde há intensa e predatória exploração de peixes.
 A atividade pesqueira é prejudicada também pela poluição dos oceanos e mares, especialmente nas costas de alguns países da Europa e no litoral japonês, a contaminação das águas oceânicas provoca uma diminuição na oferta de pescados. O Japão convive com esses dois problemas, por isso o destaque dessa atividade no país sofreu forte queda, tendo em vista que ele ocupava o primeiro lugar entre os grandes produtores e hoje está em terceiro lugar em nível mundial.
Eduardo de Freitas.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

TEMPESTADE DE AREIA

As tempestades de areia são comuns em regiões muito secas e que apresentam o solo desprovido de vegetação, como por exemplo, os desertos, a região norte da China e a região das Grandes Planícies nos EUA.
 A intensidade dos ventos pode variar muito de acordo com a região, ocasionando desde o que podemos chamar de levantamento de poeira até tempestades de areia propriamente dita com ventos que podem passar dos 100 km/h.
 Invariavelmente as tempestades ou levantamento de poeira interferem na visibilidade em maior ou menor grau. Quando a visibilidade se reduz para 1,5 km a 10 km diz-se que há formação de poeira, e quando esta é reduzida a menos de 1,5 km diz-se que há formação de poeira densa ou tempestade.
 Quando a umidade do ar atinge um patamar muito baixo em regiões que já possuem clima seco e, por isso tem o solo coberto por uma camada arenosa, ocorre a suspensão de partículas do solo que podem ser transportadas a quilômetros de distância pelos ventos. Quando há apenas queda da umidade relativa do ar, mas existe estabilidade, a poeira tende a permanecer perto do solo.
 Mas, quando existe grande instabilidade ocorre o levante da massa de poeira podendo ocorrer de duas formas: sem a presença de ventos horizontais significativos: assim, a poeira simplesmente sobe e espalha-se, formando uma camada parecida com névoa e que pode encobrir totalmente o sol; ou, podem ocorrer ventos fortes que carregam a poeira ocasionando as tempestades. Quando isso ocorre, a poeira, ou areia, forma uma espécie de muralha que vai avançando levada pelos ventos.
 Depois que ocorre a tempestade ou levante de poeira, esta se deposita. Se ocorrer alguma forma de precipitação (neve, granizo ou chuva), as partículas de poeira podem ser carregadas por estas ocasionando uma precipitação lamacenta ou colorida pelas partículas que antes estavam suspensas. Mas, pode ocorrer também a precipitação da poeira devido, simplesmente, ao cessar do vento. Quando acontece desta forma, a poeira simplesmente cai depositando toneladas de poeira, ou areia.
Caroline Faria.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

AS ÚLTIMAS COLONIAS DO MUNDO

O processo de colonização ocorreu no mundo, sobretudo entre os séculos XV e XIX, quando países europeus como Portugal, Espanha, Inglaterra, França entre outros saíram em busca de novas terras para explorar.
 As terras a serem exploradas são chamadas de colônias, dessa existem dois tipos distintos: colônia de exploração quando a única intenção é de obter riquezas e colônia de povoamento, nesse tipo as riquezas permanecem no país para o crescimento e desenvolvimento do mesmo.
 As colônias se encontravam na Oceania, Américas, Ásia e África. Apesar de aparentemente ser algo arcaico, ocorre até os dias atuais, existem hoje 16 territórios com configuração colonial.
 Somente o Reino Unido possui territórios como Anguilla, Bermudas, Ilhas Cayman, Ilhas Malvinas, essa reivindicada pela Argentina, Montserrat, Gilbraltar, Ilhas Pitcairn, Santa Helena, Ilhas Turks e Caicos, Ilhas Virgens Britânicas.
 Sob domínio norte-americano existe Samoa Americana, Guam, Ilhas Virgens, sob domínio da Nova Zelândia existe Tokelau e sob o francês a Nova Caledônia.
 Todos os territórios citados somam juntos uma população de aproximadamente 1,2 milhão de pessoas que ainda não adquiriram sua autonomia política integral e vivem subordinados às metrópoles.
 Passados praticamente meio século da reivindicação por parte da ONU (Organização das Nações Unidas) para extinção do colonialismo, o mundo ainda convive com esse processo, a consolidação da independência de todas as colônias remanescentes não ocorre em virtude da falta de comprometimento com a questão, como Estados Unidos e Reino Unido que não assinam a liberdade política de seus respectivos territórios. O último país a adquirir sua independência foi Timor-Leste no ano de 2002.
Eduardo Freitas (Mundo da Educação).

terça-feira, 17 de setembro de 2013

15-A FORMAÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA E MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS NO BRASIL

Durante os dois primeiros séculos da colonização portuguesa, a população do Brasil foi constituída por indígenas, africanos e portugueses. Houve ainda nesse período uma pequena participação de franceses, holandeses e ingleses. Dessa forma, a mestiçagem entre índios, negros e portugueses  foi imensa, formando a base cultural brasileira. Mais tarde surgiram a influencia de outros povos que pra cá imigraram, principalmente a partir do século XIX até a década de 1930, já no século XX, destacando-se italianos, espanhóis, alemães, poloneses, japoneses e árabes que se instalaram em diversas regiões do país. Nas últimas décadas do século XX e inicio do XXI, latino-americanos, chineses, coreanos, angolanos e outros povos africanos compõem os novos grupos de imigrantes que se deslocam para o Brasil. Historicamente todos esses povos tem contribuído para a formação da diversidade cultural de nosso país, o que reflete em modos de vida, ideias, normas e valores, tanto em seus aspectos materiais quanto imateriais.
Não há consenso entre os especialistas sobre o número de indígenas que ocupavam o território que seria o Brasil antes da chegada dos portugueses. A maioria, porém, defende que havia em torno de 6 milhões de índios pertencentes a várias nações e etnias. Apesar de uma conclusão não efetiva sobre o número de indígenas, é inquestionável, que depois de 1500 até os dias de hoje, os povos indígenas sofreram intenso genocídio (extermínio físico), principalmente por transmissão de doenças trazidas pelos europeus e pelas quais não tinham imunidade; e o etnocídio (destruição da própria cultura), pois passaram a falar outra língua, e professar uma nova religião, alteraram seus modos de vestimenta e alimentação, ou seja, passaram a fazer parte da sociedade implementada aqui pelos colonizadores. Além disso, foram travadas muitas guerras contra os colonizadores, que tentavam aprisionar os nativos como escravos, provocando milhares de morte. Havia ainda, a guerra entre as diferentes tribos, que se intensificavam quando fugiam das regiões ocupadas pelos europeus em direção as terras de outros povos. De acordo com a Funai (Fundação Nacional do Índio), em 2009, os descendentes indígenas estavam reduzidos a 460 mil indivíduos, o que equivale a 0,25% da população brasileira, concentrados principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste. Segundo ainda a mesma estimativa existem de 100 a 190 mil descendentes diretos de nativos fora das terras indígenas, em áreas urbanas e rurais e 63 referencias de grupos isolados, ou seja, que não estabeleceram contato com a sociedade brasileira. Somente a partir da metade do século XX, verificou-se uma tendência de aumento da população indígena, principalmente em função da delimitação de terras indígenas, que em 2009 ocupavam 12% do território nacional. Atualmente a taxa de crescimento da população indígenas é de 3,5% ao ano, bem superior à média nacional de 1%.

População Brasileira por cor
Cor
1950
1980
2010
Branca
61,7%
54,7%
48,4%
Negra
11,0%
5,9%
6,8%
Mestiça
26,5%
38,5%
43,8%
Amarela
0,6%
0,6%
0,7%
Indígena
0,2%
0,3%
0,3%
Como podemos observar na tabela ao lado, segundo o IBGE, na distribuição da população brasileira por cor/etnia, a população branca e negra vem diminuindo e a mestiça aumentando, o que demonstra que continua havendo miscigenação entre a população brasileira.
As Correntes Imigratórias
                Como a Coroa portuguesa não fazia registros oficiais, não existem dados de quantos escravos ingressaram no Brasil, quais os anos de maior fluxo, por qual porto entravam ou de que lugar vinham. Mas estimasse que ingressaram no país pelo menos 4 milhões de negros entre 1550 a 1850, principalmente de Angola, Ilha de São Tomé e da Costa do Marfim. Lembrando sempre que a imigração de africanos para o Brasil foi forçada através da escravidão. Entre as correntes imigratórias registradas e especificadas, a mais importante foi à portuguesa, que se iniciou efetivamente em 1530 e se estendeu até os anos de 1980. Além de numericamente mais significativos, os imigrantes portugueses se espalharam por todo o território nacional. A segunda maior corrente de imigrantes livres foi à italiana, seguida da espanhola e alemã. A partir de 1850 com a expansão dos cafezais pelo Sudeste; o fim do tráfico negreiro e a necessidade efetiva de povoar a  região Sul, levaram o governo brasileiro a criar medidas de incentivo à vinda de imigrantes europeus para substituir a mão-de-obra escrava. Entre as principais medidas adotadas e divulgadas na Europa, incluíam-se o financiamento da passagem e a garantia de emprego, moradia, alimentação e pagamento anual de salário. Embora atraente, a propaganda governamental era enganosa, pois escondia uma realidade perversa: a escravidão por divida. O imigrante ao fim de um período de trabalho duro nas lavouras de café, quando deveria receber seu pagamento, era informado de que seu salário não fora suficiente para pagar a moradia e os alimentos consumidos. Muitas vezes o salário dava se quer para pagar as despesas de transporte, que segundo o governo, seria gratuito. A saída do imigrante da fazenda só seria permitida quando a divida fosse quitada. Como não tinha condições de pagar o que devia, ficava aprisionado no latifúndio, vigiados por capangas. Na prática, tratava-se de uma escravidão por divida, comum até hoje em várias regiões do Brasil, especialmente na Amazônia. Mas muitos imigrantes conseguiam fugir e iriam para  a cidade de São Paulo, onde se tornariam a mão-de-obra da indústria nascente.
                Além dos cafezais da região Sudeste, outra grande área a de atração de imigrantes europeus, com destaque para portugueses, italianos e alemães, foi o Sul do país. Nessa região do país os imigrantes ganhavam a propriedade da terra, onde fundavam colônias de povoamento (pequenas e médias propriedades, com mão-de-obra familiar e produção policultura destinada ao mercado interno) que prosperaram bastante. Muitas dessas colônias, com o tempo transformaram-se em grandes cidades como Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC) fundadas por portugueses; Joinville e Blumenau (SC) alemães; Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibaldi (RS) por italianos, dentre dezenas de outras. Também podemos destacar na região sul a presença de eslavos (poloneses e ucranianos) e espanhóis. Além do objetivo de fornecer mão-de-obra para o Sudeste e povoar a região Sul, a imigração tinha um outro papel importante para o governo: o branqueamento da população.
                Em 1908, aportou em Santos a primeira embarcação trazendo colonos japoneses. O destino de quase todos foram às lavouras de café do estado de São Paulo; porém alguns se instalaram na região Norte. Assim como os demais imigrantes, sofreram com a escravidão por divida e tiveram dificuldades de adaptação e integração cultural. As diferenças como idioma, religião, alimentação, etc., associado ao receio de se verem escravizados, levaram os japoneses a criar núcleos de ocupação pouco integrados à sociedade. Desde meados dos anos 1960, muitos de seus descendentes, já adaptados ao cotidiano nacional fixaram na Grande São Paulo. A partir da década de 1980, outros descendentes começaram a fazer o caminho inverso de seus ancestrais e emigraram em direção ao Japão como trabalhadores (os chamados decasséguis), ocupando postos de trabalho negados por cidadãos japoneses, geralmente em linhas de produção industrial.

OS MOVIMENTOS INTERNOS E A EMIGRAÇÃO
                Segundo dados do IBGE, cerca de 40% da população brasileira não são naturais do município de residência e 16% não são procedentes da unidade da federação em que moram. Os últimos censos detectaram que 75% dos movimentos migratórios realizados tinham como origem e destino áreas urbanas, 12,4% áreas rurais-urbanas, 7,7% urbano-rurais e 4,8% destinavam-se as áreas rurais. Esses números mostram que predominam movimentos migratórios dentro da unidade federativa de origem. E que há um crescimento entre os fluxos urbano-urbano e intrametropolitano, ou seja, aumenta o número de pessoas que migram de uma cidade para outra no mesmo estado ou numa determinada região metropolitana em busca de melhores condições de moradia. Mas ainda permanecem os movimentos interestaduais, de uma unidade da federação para outra. Outro ponto revelado pelos dados sobre os movimentos migratórios atuais é o dos fluxos de retorno, principalmente para o Nordeste. Apesar desse retorno de migrantes, os estados que apresentam maior emigração continuam sendo os nordestinos, principalmente PB, PI, PE e BA.
                Analisando a história brasileira, percebemos que desde o tempo da colonização os movimentos migratórios estão associados a fatores econômicos. Quando terminou o ciclo da cana-de-açúcar no Nordeste e se iniciou o do ouro nas Minas Gerais, houve um grande deslocamento de pessoas e um intenso processo de urbanização no novo centro econômico do país. Mais tarde com o ciclo do café e com o processo de industrialização, o eixo São Paulo-Rio de Janeiro se tornou o grande polo de atração de migrantes, que saiam de sua região de origem em busca de emprego e melhores salários. Somente a partir da década de 1970, com a desconcentração da atividade industrial e a criação de politicas públicas de incentivo a ocupação das regiões Norte e Centro-Oeste, a migração em direção ao Sudeste começou a apresentar significativa queda. Qualquer região do país que receba investimentos produtivos, que aumentem a oferta de emprego, receberá também pessoas dispostas a preencher os novos postos de trabalho. É o que acontece atualmente no estado de São Paulo. As cidades médias e grandes do interior, como Campinas, São José dos Campos, Sorocaba, Ribeirão Preto, assim como algumas menores apresentam índices de crescimento econômico maiores que os da Grande São Paulo, o que gera aumento populacional. Atualmente São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais cuja população menos cresce no Brasil.
                Em 1920 apenas 10% da população brasileira vivia em cidades. Cinquenta anos depois, em 1970, esse percentual já era de 56%. Hoje, 84% da população brasileira é urbana. Estima-se que entre 1950 e 2000, 50 milhões de pessoas migraram do campo para as cidades, fenômeno conhecido como êxodo rural. É importante lembrar que na maioria dos casos esses migrantes se deslocaram para as cidades, com pouquíssimo dinheiro e em condições muito precárias, consequência de uma politica agrária que modernizou o trabalho no campo e concentrou a posse a terra. Esse processo ocorreu associado a uma industrialização que permanecia concentrada nas principais regiões metropolitanas, que, por isso, tornava-se áreas muito atrativas. No entanto, como as cidades receptoras desse enorme contingente populacional não receberam investimentos públicos suficientes em obras de infraestrutura urbana, passaram a crescer desmesuradamente, com acelerada construção de subordinas e o surgimento de loteamentos (em grande parte clandestinos) em suas periferias. Esse processo reduziu os vazios demográficos que existiam entre uma cidade e outra e, somado, a outros fatores, colaborou para a formação de regiões metropolitanas. Entre as cidades que compõem cada região metropolitana ocorre um deslocamento diário da população, movimento conhecido como migração pendular. Pessoas que moram em uma cidade, mas trabalham ou estudam em outra.
                A partir da década de 1980, o Brasil começou a se tornar um país com fluxo migratório negativo, ou seja, o número de emigrantes passou a ser maior do que o de imigrantes. Do inicio da década de 1980 até a crise mundial de 2008, muitos brasileiros emigraram para os Estados Unidos, Japão e Europa (especialmente Portugal, Espanha, Inglaterra e França) entre outros destinos, em busca de melhores condições de vida, já que no Brasil os salários pagos são muito baixos se comparados ao desses países. Há também um grande número de brasileiros estabelecidos no Paraguai, quase todos os produtores rurais que para ali se dirigiram em busca de terras baratas e de uma carga tributária menor. Como a maioria dos emigrantes entra clandestinamente nos países que se dirigem, as estimativas são precárias sobre o volume total do fluxo migratório. Entretanto, desde a eclosão da crise econômica que afetou o mundo em 2008, o Brasil passou a receber muitos imigrantes de países latino-americanos, com destaque para bolivianos, peruanos e paraguaios, e muitos brasileiros que viviam no exterior retornaram. A partir desse ano o Brasil deixou de ser um país onde predominava a emigração e passou a receber um número maior de imigrantes. Tradicionalmente, os principais destinos dos emigrantes da América Latina são EUA e Espanha, porém, como a economia brasileira conseguiu enfrentar a crise com muito mais vigor que de muitos países desenvolvidos e existe grande facilidade deslocamento terrestre pra cá, muitos emigrantes latinos trocaram de destino. Uma das consequências dessa inversão, ou seja, com a redução no volume de emigração, aumento na entrada de imigrantes e retorno de brasileiros que viviam em outros países, vem diminuindo o envio de remessas de dinheiro ao país e aumentando a população. Em 1995, os brasileiros residentes no exterior enviavam 37 dólares para cada dólar que era remetido daqui para o exterior; em 2009 essa proporção tinha caído ao nível de 2,7 dólares para 1 dólar; o que demonstra claramente o aumento do retorno de brasileiros e, ao mesmo tempo, do numero de imigrantes que aqui residem. (Adaptado de SENE, Eustáquio. Geografia geral e do Brasil 3; p.134-144).
               

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

AS POTÊNCIAS MUNDIAIS E AS POTÊNCIAS EMERGENTES

Uma grande potência é uma nação ou o estado que, pela sua grande força econômica, política e militar é capaz de exercer o poder por cima da diplomacia mundial. As suas opiniões são fortemente consideradas por outras nações antes de empreender uma ação diplomática ou militar. Caracteristicamente, eles têm a capacidade de intervir militarmente quase em qualquer lugar, e eles também têm o poder suave, cultural, muitas vezes na forma de investimento econômico em porções menos desenvolvidas no mundo. Também são os países onde se concentram as sedes das maiores conglomerados empresariais, as grandes multinacionais.
                Uma grande potência, logicamente, é um país desenvolvido e rico e exercem dominação econômica a nível global  ou em grandes áreas regionais. Apresentam uma estrutura industrial completa, produzindo todos os tipos de bens com elevado desenvolvimento cientifico e tecnológico. Possuem modernos meios de transportes e comunicação. As atividades agropecuárias utilizam modernas máquinas e mão-de-obra especializada, a população urbana é maior que a população rural, portanto, são países urbanizados. A população possui um elevado padrão de vida, com boas condições de alimentação, habitação e saneamento básico, elevada expectativa de vida, baixo crescimento demográfico e pequeno número de analfabetos. Isso não quer dizer, porém, que não existam pessoas pobres nestes países, pelo contrário, a pobreza está presente, só que numa parcela menor da população em relação com os países emergentes e subdesenvolvidos, onde parte da população pobre é maioria.
As sociedades desses países são altamente consumistas e isto é percebido sobretudo devido ao poder aquisitivo elevado da sociedade e a grande quantidade produtos com tecnologia avançada, que são lançados no mercado a cada ano. Se todas as nações do mundo passassem a consumir supérfluos com a mesma intensidade das nações desenvolvidas o mundo entraria em colapso, pois, não haveria matéria-prima suficiente para abastecer a todos os mercados. A luta por melhores condições de vida da população é visível, principalmente no que diz respeito a uma melhor distribuição de renda, não existindo grandes disparidades entre uma classe social e outra. Para que isso fosse possível foi necessário a participação direta da sociedade, exigindo dos seus governantes uma postura voltada para os interesses da população. Os governos passaram a cobrar mais impostos das classes sociais mais favorecidas em prol da sociedade. Os impostos cobrados são direcionados à construção de escolas, habitações, estradas, hospitais, programas de saúde, aposentadorias mais justas, etc., isto foi possível graças ao engajamento consciente de todos os cidadãos na formação do Estado Democrático. A democracia existe de fato nas nações desenvolvidas, e consiste num Estado de direito que resulta de reivindicações permanentes por parte dos cidadãos. 
                Entre as principais potências do mundo atualmente podemos destacar:
POTÊNCIA
CARACTERISTICAS
PIB 2011(em dólares)
Estados Unidos
Localizado na América do Norte, é a principal potência militar, política e econômica do planeta; é o centro financeiro do mundo, exercendo influencia por toda parte; possui uma economia ampla e diversificada e um vasto território que lhe possibilita uma diversidade de riquezas naturais; nos últimos anos vem vivendo séries crises econômicas que provocaram a diminuição do seu poder e influencia, mas ainda é a principal nação do planeta nas relações geopolíticas e econômicas.
15,1 trilhões
Japão
Situado no extremo Oriente do continente asiático, este arquipélago do banhado pelo Oceano Pacífico, possui indústrias com elevado padrão tecnológico, sendo líder no campo de pesquisa cientifica e tecnologia; assim como sua população possui desenvolvido padrão de vida, tendo uma das maiores expectativas de vida do planeta.
5,9 trilhões
Alemanha
Localizada na Europa Central, este país é a principal economia do continente, sendo atualmente o país mais influente da Europa; possui uma indústria moderna e diversificada. Após a reunificação seus índices sociais diminuíram na década de 1990, mas o padrão de vida alemão ainda é uma dos melhores do planeta.
3,5 trilhões
Inglaterra
Berço da Revolução Industrial, este país localizado na parte ocidental do continente europeu, na ilha da Grã-Bretanha é forte aliado dos EUA e possui uma das economias mais fortes do planeta.
2,4 trilhões
França
Também faz parte da Europa Ocidental, ainda exerce uma forte influencia politica no continente, possuindo um número elevado de grandes corporações multinacionais que atuam de forma global.
2,7 trilhões
Itália
Situado na península Itália, na parte meridional do continente, este país já teve uma economia mais forte; hoje a região norte do país é bem desenvolvida e rica; já o sul não tem o mesmo desenvolvimento; os escândalos políticos internos atrapalharam o desenvolvimento econômico, mas o país é integrante do G-7, o que ainda permite uma certa influencia deste país.
2,1 trilhões
               
AS POTÊNCIAS EMERGENTES
                O termo potência emergente é um reconhecimento da crescente influência econômica e política de um grupo de países que recentemente aumentaram a sua presença em assuntos globais, principalmente devido ao seu desenvolvimento econômico. Aspiram a papéis mais assertivos no cenário internacional. Embora não haja definição exata da adesão, o termo é frequentemente utilizado para incluir onze países (África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Indonésia, México e Turquia), que juntamente com os membros do G8, formam o G20. Entretanto, quatro países emergentes se destacam entre os demais. Estes países são denominados pela sigla BIRC (Brasil, Índia, Rússia e China). Devido as crises econômicas que afetaram o mundo nos últimos anos, a importância desses países ultrapassou a área econômica, tornando esses países forte geopoliticamente, ou seja, com influencia politica sobre as decisões mundiais. A enorme força do BIRC provém da enorme fatia da população mundial desses países: 2,7 bilhões de habitantes (38,5% da população mundial). O BIRC possui também um território enorme: a área dos quatro países corresponde a ¼ das terras do planeta. Neste grande território existem muitas riquezas naturais como petróleo (Brasil e Rússia), produtos agrícolas (Brasil), mão-de-obra farta e barata (China) e potencial para o desenvolvimento de mais produtos com inovações cientificas e tecnológicas(China e Índia).
                Estes países emergentes possui características comuns, como por exemplo, bom crescimento econômico. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, estes países não compõem um bloco econômico, apenas compartilham de uma situação econômica com índices de desenvolvimento e situações econômicas parecidas. Eles formam uma espécie de aliança que busca ganhar força no cenário politico e econômico internacional, diante da defesa de interesses comuns. A cada ano ocorre uma reunião entre os representantes destes países. Podemos destacar algumas características comuns entre as nações emergentes, como a estabilização da economia recentemente; situação política estável; mão-de-obra em grande quantidade e em processo de qualificação; níveis de produção e exportação em crescimento; boas reservas de recursos naturais; investimentos em setores de infraestrutura; PIB em crescimento; índices sociais em melhorias; diminuição, embora lenta, das desigualdades sociais; rápido acesso da população aos sistema de comunicação como, por exemplo, celulares e internet (inclusão digital); mercado de capitais recebendo grandes investimentos estrangeiros; e investimentos de empresas estrangeiras nos diversos setores da economia.
PIB DAS POTÊNCIAS EMERGENTES 2011
PAÍS
PIB (em dólares)
China
7,2 trilhões
Brasil
2,3 trilhões
Rússia
1,8 trilhões
Índia
1,6 trilhões
                Alguns fatores impulsionam a expansão econômica de cada um dos integrantes do BIRC e problemas que podem atrapalhar o crescimento desses países.
                O Brasil apresenta como vantagens um grande potencial para se tornar o maior fornecedor mundial de produtos agrícolas; tem grandes reservas de minerais e um parque industrial bem diversificado. Porém, apresenta uma carga tributária pesada e existe uma informalidade de empregos disseminadas em muitos setores; além disso, apesar de algumas melhorias, ainda possui uma infraestrutura precária como estradas, aeroportos e portos e uma educação deficiente. Também pesa contra o Brasil os altos índices de corrupção.
                A Rússia possui abundantes reservas de petróleo e gás natural; a população possui um bom nível educacional e a taxa de impostos no país é baixa. Entretanto, o país possui uma população muito envelhecida e baixas taxas de natalidade; e o país possui altos índices de corrupção e criminalidade.
                A Índia tem avançado nos últimos anos bastante em setores de tecnologia como a informática; possui uma população jovem e uma elite bem informada e atuante. Assim como o Brasil, possui uma infraestrutura precária, com áreas urbanas caóticas; uma população pobre muito numerosa e um sistema social arcaico organizado em castas que causa conflitos étnicos e religiosos.


                Sem dúvida nenhuma entre os integrantes do BIRC, o país que apresenta melhores condições para se tornar uma potencia mundial é a China. Este país possui o maior crescimento global da última década, tem grande capacidade industrial, possui o maior mercado consumidor do mundo e investimentos intensivos em infraestrutura e educação. Todavia, existem problemas como a tendência do envelhecimento da população chinesa, a grande devastação ambiental provocada pelo crescimento acelerado e um sistema político ditatorial. Entretanto, cabe lembrar que é esse mesmo sistema que transformou a China num gigante da economia global atualmente.(Adaptado de www.wikipédia; revista exame; www.terra.com.be/economia).

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

FAVELIZAÇÃO

A Favelização é o processo de surgimento e crescimento do número de favelas em uma dada cidade ou local. Trata-se de um problema social, pois tais moradias constituem-se a partir das contradições econômicas, históricas e sociais, o que resulta na formação de casas sem planejamento mínimo, oriundas de invasões e ocupações irregulares.
No entanto, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a favela não nasce “do nada”, ou “da preguiça” que as pessoas possuem em procurar trabalho, ou “da ignorância” delas em habitar zonas irregulares de moradia, como os morros. É preciso deixar de lado essa onda de preconceitos e desinformações para que se possa realmente compreender a questão.
A problemática da formação de favelas no espaço da cidade está diretamente ligada a dois principais fatores: a urbanização e a industrialização.
A relação entre a industrialização e a formação de favelas situa-se, principalmente, a partir da constituição do êxodo rural, que é a migração em massa da população do campo para a cidade. Esse fenômeno é decorrente dos processos de mecanização do meio rural e de concentração fundiária, ou seja, com a industrialização do campo, o homem foi substituído pela máquina e passou a residir e buscar emprego em áreas urbanas.
Além disso, a industrialização das grandes cidades também está diretamente ligada a tal ocorrência. Isso porque as pessoas – e isso é muito evidente no Brasil – passaram a buscar moradia e melhores condições de vida nas principais cidades do país, aquelas com maior industrialização, contribuindo para a sua rápida urbanização e para a ocorrência da macrocefalia urbana.
Não por acaso, as maiores cidades do Brasil são aquelas que apresentam o maior número favelas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mas não se engane: a formação desse tipo de moradia não é resultante do excesso de população, e sim de sua concentração em função de diversos fatores, além de ser uma consequência direta das desigualdades econômicas e históricas que se materializaram no processo de produção do espaço geográfico.
Conforme informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil já ultrapassou a marca de 11 milhões de pessoas morando em favelas, o que é equivalente a cerca de 6% da população total, um número superior à população total de Portugal. Desse contingente de pessoas, 80% delas são de regiões metropolitanas, o que nos ajuda a perceber como a urbanização está diretamente associada ao surgimento das favelas.
A origem das favelas, além de estar associada à industrialização e à urbanização das sociedades, também é uma consequência histórica do processo de escravismo que marcou a história do Brasil. Segundo uma pesquisa realizada pelo professor doutor em Geografia, Andrelino Campos, o final do tráfico negreiro e da escravidão estão diretamente associados à formação das primeiras ocupações irregulares nos morros cariocas. Segundo aponta o pesquisador, os ex-escravos, além da população mais pobre, passaram a habitar os morros por estes ficarem mais próximos de zonas que ofereciam vagas no mercado de trabalho.

Portanto, podemos dizer que o processo de favelização revela as consequências das desigualdades socioeconômicas que marcam a produção do espaço e contribuem para a segregação urbana e cultural das classes menos abastadas da sociedade.
Rodolfo F. Alves Pena 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

GEOGRAFIA DA ALEMANHA

A Alemanha está localizada na Europa central, é um país banhado pelo mar do Norte e Báltico. Possui fronteiras com os Países Baixos, Bélgica, Luxemburgo, França, Suíça, Áustria, República Tcheca, Polônia e Dinamarca.
 A área total do país é de 357.021 km², dividida em 13 estados e três estados livres, a capital é Berlim. O idioma oficial é o alemão. A localização do país é estratégica na região da planície da Europa Setentrional ao longo da entrada do mar Báltico.
O território alemão se estende desde as montanha dos Alpes no sul do país até a costa do mar do Norte e do mar Báltico no norte. Na área central há terras altas, florestas. No norte da Alemanha predominam as terras baixas.
Relevo
As terras baixas recebem os cursos dos rios Reno, Danúbio e Elba. O ponto mais elevado do país é o Zugspitze, com altura de 2962 metros no sul até às costas do mar do Norte e do mar Báltico no norte. O ponto mais baixo da Alemanha é o Neuendorfer/Wilstermarsch, com -3,54 metros, atravessado por pelos rios Reno, o Danúbio e o Elba.
O relevo da Alemanha é dividido em amplas planícies ao norte e montanhas que se estendem do centro ao sul do país. Nas áreas verdes há a vegetação de campo, pântanos e charnecas.
Há a região do maciço central com serras e planaltos perpassadas por diversos rios e recôncavos. O maciço Mittelgebirge estende-se de leste a oeste pelo centro da Alemanha
Clima
O clima na Alemanha é imprevisível. No ápice da estação do verão, o dia pode ser quente e ensolarado e o dia posterior frio e chuvoso. Há condições climáticas extremas, com ocorrência de secas severas, tornados, tempestades de granizo, frio e muito calor. Ocorreram duas grandes inundações nos últimos anos, sendo as inundações algo raro no país. Na Alemanha não há registros de terremotos.
Além de imprevisível, na Alemanha o clima é moderado, os verões são quentes e os invernos, frios, havendo a ocorrência rara de geada e neve. O país recebe grande volume pluviométrico, pois lá chove o ano todo, principalmente no mês de julho. No verão, as tempestades desencadeiam raios e trovões. No inverno, os lagos e canais do país congelam. A temperatura media é de 2ºC no inverno e 24ºC no verão.
Para quem viaja para a Alemanha, aconselha-se levar roupas leves no verão, e quentes no inverno, além de capa de chuva , independente da época do ano em que se está viajando.

 Fernando Rebouças.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

AGRICULTURA FAMILIAR

Segundo a Constituição brasileira, materializada na Lei nº 11.326 de julho de 2006, considera-se agricultor familiar aquele que desenvolve atividades econômicas no meio rural e que atende alguns requisitos básicos, tais como: não possuir propriedade rural maior que 4 módulos fiscais*; utilizar predominantemente mão de obra da própria família nas atividades econômicas de propriedade; e possuir a maior parte da renda familiar proveniente das atividades agropecuárias desenvolvidas no estabelecimento rural.
No ano de 2006, o IBGE realizou o Censo Agropecuário Brasileiro. Nele, verificou-se a força e a importância da agricultura familiar para a produção de alimentos no país.
Aproximadamente 84,4% dos estabelecimentos agropecuários do país são da agricultura familiar. Em termos absolutos, são 4,36 milhões de estabelecimentos agropecuários. Entretanto, a área ocupada pela agricultura familiar era de apenas 80,25 milhões de hectares, o que corresponde a 24,3% da área total ocupada por estabelecimentos rurais.
Isso revela uma concentração fundiária e uma distribuição desigual de terras no Brasil. Se realizarmos uma média do tamanho das propriedades familiares e não familiares, teríamos, respectivamente, 18,37 e 309,18 de hectares. Ou seja, é um abismo muito grande entre minifúndio e latifúndio.
Outro dado interessante é que dos 80,25 milhões de hectares de área da agricultura familiar, 45,0% destinavam-se às pastagens; 28,0% eram compostos de matas, florestas ou sistemas agroflorestais; e 22% de lavouras. 
Apesar da importância da agricultura familiar para o país, as políticas públicas adotadas ainda privilegiam os latifundiários. Como exemplo, cita-se o plano de safra 2011/2012, em que R$ 107 bilhões foram destinados à agricultura empresarial enquanto que apenas R$ 16 bilhões foram destinados aos produtores familiares. Apesar disso, a agricultura familiar gera, em média, 38% da receita dos estabelecimentos agropecuários do país e emprega aproximadamente 74% dos trabalhadores agropecuários do país.
O principal programa de incentivo à agricultura familiar é o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que financia projetos ao pequeno produtor rural, com baixas taxas de juros.
*O módulo fiscal é uma unidade territorial agrária, fixada por cada município brasileiro baseados na Lei Federal nº 6.746/79. O tamanho do módulo fiscal, para cada município, é determinado levando-se em consideração: o tipo de exploração predominante no município e a renda obtida com ela; outras explorações importantes (seja pela renda ou área ocupada) existentes no município; e o conceito de "propriedade familiar", definido pela Lei nº 6.746/79.
Regis Rodrigues de Almeida.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

BALANÇA COMERCIAL

Há muito tempo os países realizam transações comerciais entre si, essas são provenientes da compra e venda de uma infinidade de produtos, esse fluxo comercial corresponde a quem compra ou importa, denominado de importação; e quem vende ou exporta, chamado de exportação.
As trocas comerciais acontecem por diferentes motivos como, por exemplo, o climático, na Europa o clima é temperado, desse modo é inviável a produção de cana-de-açúcar (matéria-prima na produção do açúcar) que é uma cultura de clima tropical, assim é mais conveniente importar de países que possuem tais características e que são produtores.
 Essa constante troca comercial deriva o processo da balança comercial, desse modo quando um determinado país gera um volume financeiro oriundo de exportação que supera o da importação, sua balança comercial é positiva, conhecido de superávit.
 Por outro lado, se o valor das importações se tornarem superiores aos das exportações a balança comercial é negativa, pois entrou mais produtos do que saiu, é como se um trabalhador em um determinado mês gastasse um valor que excedesse seu salário, ficando endividado ou negativo financeiramente. Para se obter um resultado acerca da balança comercial é necessário o total das exportações subtraído pelo total das importações, desse modo o saldo pode ser deficitário ou superavitário.
 Ao decorrer de várias décadas o que acontecia no mundo nesse sentido era que os países que ainda não haviam se industrializado negociavam produtos industrializados dos países desenvolvidos, pagando um valor elevado por tais mercadorias e, em contrapartida, os países pobres vendiam produtos primários com valor extremamente inferior, resultando em uma enorme disparidade comercial, contribuindo para o enriquecimento de importantes nações e gerando um déficit muito grande nos países pobres.

Assim, esse processo se torna totalmente favorável aos países industrializados, na segunda metade do século passado houve uma evolução nesse sentido com a dispersão das empresas transnacionais pelo mundo e possibilitou aos países subdesenvolvidos exportar produtos industrializados e dessa maneira equilibrou a balança comercial.
Eduardo Freitas.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

PREVISÃO DO TEMPO

Poder realizar previsões e entender todo o funcionamento ocorrido na atmosfera e todos os aspectos climáticos nos mais distintos lugares do planeta foi e é uma importante conquista da humanidade.
 Atualmente temos acesso a informações acerca do comportamento atmosférico através da previsão do tempo. Em decorrência das facilidades da telecomunicação temos contato por meio da televisão, jornais, rádio, internet entre outros. Se temos essas previsões é devido a meteorologia, que corresponde a uma ciência que tem como objeto de estudo a atmosfera e seus respectivos fenômenos.
 O profissional que realiza tal estudo é o meteorologista, que a partir das análises de dados como a temperatura diária, umidade, pressão e ventos conseguem realizar um cruzamento de dados desses elementos e fazer a previsão do tempo e assim fornece informações dos dias que vão chover, fazer sol e qualquer outra variação climática.
 A coleta das informações ou dados são feitas nas inúmeras estações meteorológicas dispersas em distintos lugares do mundo, esses são lugares específicos para realização da previsão do tempo onde estão instalados os aparelhos como termômetro (mede as temperaturas), anemômetro (mede a velocidade do vento), pluviômetro (mede quantidade de chuvas), higrômetros (mede a variação da umidade relativa do ar) e barômetro.
 Além das estações meteorológicas esses aparelhos são instalados também em navios, aviões e balões-sondas que registram todas as condições do tempo atmosférico nos continentes, oceanos e em grandes altitudes.
 Para realização das previsões utilizam-se também satélites, esses enviam informações mais precisas uma vez que tem uma visão dos deslocamentos das massas de ar. A partir de todas as informações os meteorologistas concebem a previsão do tempo e fornecem para os meios de comunicação.
 Aparentemente a previsão do tempo não tem muita importância, no entanto, esse trabalho é relevante para a sociedade em suas atividades econômicas ou mesmo no cotidiano das pessoas.
 Na agricultura a previsão do tempo é utilizada para o planejamento do plantio e colheita de lavoura e também para prevenir contra a chegada de geadas, granizo e secas.
 Em lugares que ocorrem fenômenos de maior magnitude como furacões, enchentes os serviços meteorológicos permite a retirada de pessoas e antecipar os possíveis contratempos. Outra finalidade desse tipo de serviço é de auxiliar o transporte aéreo e marítimo em suas respectivas trajetórias evitando acidentes.
Eduardo Freitas (Mundo da educação).

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

KAPPA ANDROMEDAE

O corpo celeste Kappa Andromedae se mantém em orbita como uma enorme estrela, da constelação Andromeda, de tonalidade branca e azul, cuja distância é de 170 anos-luz do Planeta Terra. Com magnitude aparente de mais de 4,15, possui 13 vezes mais massa do que Júpiter, considerada uma estrela de Classe B (cujo parâmetro se baseia na temperatura da fotosfera). Foi fotografado em Novembro do ano de 2012, pelo Telescópio Subaru. Alguns cientistas afirmam se tratar de um Exoplaneta (nome designado a planetas que pertencem a um sistema planetário divergente da Terra - estima-se que existam mais de 800 Exoplanetas em órbita), outros o caracterizam como Anã Marrom (mais conhecidos como "elo perdido", pois são objetos de baixa luminosidade, sendo incapazes de gerar hidrogênio devido a sua enorme massa).
 Além de Andromedae, no chamado Céu Profundo existem outros objetos e constelações como a conhecida M31, cujo núcleo é oval, a M32, cujo brilho é o mais intenso de todos, com formato elíptico é a que se sobressai e melhor visualizada por grandes telescópios. A M110 ou NGC 205, é uma galáxia menor e menos brilhante, a NGC 752 cuja localização está a 4 graus de Andromedae, a NGC 891, com formato espiral e a NGC 7662, chamada de "A Bola de Neve Azul", por ter tonalidades azul e verde, e ser de fácil visibilidade, encontra-se do lado Oeste de Andromedae.
 O termo Andromedae é derivado de uma estrela maior, chamada Alpheratz, em referência a cabeça de Andrómeda (princesa da mitologia que mais brilha). Para se formar os nomes das estrelas, utiliza-se o genitivo Andromedae. Kappa Andromeade já foi chamado de Super-Júpiter , faz parte do chamado Grupo de Estrelas Duplas, juntamente com Gamma1 e Gamma2, de magnitude de 5.5 a 6.3, de coloração azul e dourada, Pi Andromedae, de vastos 4.4 de magnitude, Tau Andromedae com 5.10, Omega Andromedae com 5.12 e Phi Andromedae cuja órbita possui mais de 370 anos e 6.5 de magnitude.
Ana ADami.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A POLUIÇÃO NAS GRANDES CIDADES

Toda cidade é caracterizada pela aglomeração de pessoas,. Nas grandes cidades a concentração de pessoas gera vários detritos ou sujeiras provocadas pelas relações sociais (industriais, comerciais, culturais e residenciais).
O problema da poluição urbana ocorre desde o século XIX, na Inglaterra no início da revolução industrial, hoje, depois que o mundo passou por três revoluções industriais e pelo crescimento populacional, esse se encontra com uma população de mais ou menos 6 bilhões de pessoas consumindo e gerando lixo e poluição.
 O lixo é um dos principais problemas nos grandes centros urbanos, principalmente nos países de primeiro mundo, um exemplo é os EUA que produzem cerca de 10 bilhões de toneladas de lixo sólido ao ano, um dos principais agentes poluidores são as embalagens descartáveis. Uma maneira de diminuir a quantidade de lixo é aplicando medidas para amenizar e reduzir, o consumo, reutilizando e reciclando produtos.
 Os lixões são grandes depósitos de lixo a céu aberto, são ambientes com grande probabilidade de contração de doenças, o mau cheiro chega a ser insuportável, por causa do estágio de decomposição dos elementos ali depositados, além de produzir chorume, que é um líquido resultante do lixo, esse possui coloração escura e é bastante ácido.
 Tempo para decomposição de alguns materiais na natureza.
 - Garrafa de vidro: 400 anos ou mais
- Garrafa de plástico: mais de 100 anos
- lata de refrigerante: 10 anos
- Chiclete mascado: 5 anos
- Papel: 3 meses
- Frutas: 6 a 12 meses
 Poluição do Ar
 A poluição do ar é proveniente da emissão de gases no ar (monóxido de carbono, dióxido de enxofre e dióxido de carbono). Esses gases comprometem a composição original da atmosfera provocando uma diminuição da qualidade do ar que os moradores vão respirar, levando as pessoas a contrair doenças respiratórias.
Os agentes poluidores do ar são: as indústrias, a queima de combustíveis fósseis e as usinas termoelétricas.
 Chuvas ácidas
 São originadas pelo agrupamento de algumas substâncias na atmosfera, como o óxido de nitrogênio e de enxofre com vapor d`água dá origem aos ácidos nítricos e sulfúricos. Gerando um dos principais aborrecimentos das construções, que é a corrosão, destacando os monumentos históricos que sentem esse efeito.
 Ilha de calor
 As regiões urbanizadas possuem um clima mais elevado em relação às áreas periféricas, isso é provocado pelas construções (edifícios, pavimentação, calçadas, concretos) que retém e irradia calor aumentando assim a temperatura, a diferença entre um centro urbano e a zona rural pode variar entre 2o a 4o C. Nas áreas de ilha de calor o índice pluviométrico se elevada em relação à zona rural.
 Enchentes
 As enchentes são comuns nos grandes núcleos urbanos, principalmente no período chuvoso, pelo fato das cidades serem construídas com concretos e asfaltos, o que diminui drasticamente a impermeabilização do solo, como a água não consegue infiltrar, ela se armazena nas ruas provocando vários inconvenientes e transtornos, como a invasão da água em empresas e residências, trazendo prejuízos financeiros e provocando até mortes. As enchentes também são decorrentes de lixo nas galerias fluviais e construções próximas a rios que transbordam aumentando o agravante.
Eduardo de Freiras (Mundo da Educação).

terça-feira, 3 de setembro de 2013

MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS

O deslocamento de pessoas de um lugar para o outro é fenômeno tão antigo quanto o homem. Os movimentos migratórios são amplos e complexos, pois envolve as mais variadas classes sociais, culturas e religiões. Os motivos que levam a tais deslocamentos são diversos a apresentam consequências positivas e negativas, dependendo das condições e dos diferentes contextos socioeconômicos, culturais e ambientais em que ocorrem. Existem, por exemplo, causas religiosas, naturais, culturais, politico-ideológica e também as guerras, entre outras, associadas aos movimentos migratórios. Mas o que se verifica ao longo da história é que predominam os fatores econômicos, como principal causa dos movimentos migratórios humanos. Nas áreas de repulsão populacional, observam-se crescente desemprego, subemprego e baixos salários; já nas áreas de atração populacional, vislumbram-se melhores perspectivas de emprego e salário e, portanto, melhores condições de vida. É o caso da emigração para os países desenvolvidos com destaque para os EUA, Canadá, Japão, Austrália e países da Europa Ocidental, o que faz com que esses países tenham um elevado número de imigrantes.
                Os movimentos populacionais podem ser classificados em voluntário, quando o movimento é livre, espontâneo; forçado, como nos casos de escravidão, de perseguição étnica, religiosa, política ou alguma catástrofe natural; e controlado, quando o Estado controla numérica ou ideologicamente a entrada e saída de migrantes.
                Qualquer deslocamento de pessoas traz consequências demográficas (o número de pessoas aumenta nas áreas de atração e diminui nas de repulsão) e culturais (influencias em termos de língua, religião, costumes, culinária, arquitetura, artes, etc.) enquanto se limitam aos aspectos culturais, as consequências costumam ser positivas, pois ocorre à troca e o enriquecimento dos diferentes saberes e valores postos em contato.
                Segundo a ONU, mais de 200 milhões de pessoas residem fora de seu país de origem. Os países desenvolvidos abrigam 60% dos imigrantes do planeta e, portanto, 40% residem em países em desenvolvimento. A Europa é o maior receptor de imigrantes, seguido pela Ásia e a América do Norte. Por países, os EUA é o maior receptor de imigrantes. Em muitos casos esses imigrantes nos países desenvolvidos e em desenvolvimento são responsáveis por um importante ingresso de capital nos seus países de origem. Segundo a ONU, em 2008, eles repartiram cerca de 251 bilhões de dólares, com a intenção de ajudar suas famílias ou realizar poupança que lhes permitisse regressar no futuro; em contrapartida, os países de onde saem os emigrantes enfrentam a perda de trabalhadores, muitos deles qualificados, que poderiam contribuir para o crescimento econômico e melhoria das condições de vida. As regiões de maior fluxo de emigrantes é a África seguida da América Latina.
                Cerca de 7% dos migrantes do mundo (em torno de 15 milhões de pessoas) são refugiados. A maioria de refugiados é da Ásia e depois da África. A esse número devemos somar mais 27 milhões de pessoas que são refugiadas dentro do seu próprio país de origem. O que gera esse grande número de refugiados são as guerras, principalmente guerras civis, na África e no Oriente Médio (Ásia); em 2009, por exemplo, no Afeganistão eram 2,8 milhões de refugiados e no Iraque 1,9 milhões. (Adaptado de SENE, Eustáquio. Geografia geral e do Brasil 3; p.120-124).