terça-feira, 20 de agosto de 2013

O SOLO LUNAR

Segundo conclusões de cientistas da Nasa, agência espacial americana, os asteroides que se colidiram com a Lua, além de tornar a sua superfície repleta de buracos, também geraram profundas fraturas na crosta do satélite da Terra. As informações foram confirmadas por meio de medições realizadas pela missão Grail, em português Laboratório Interior e de Recuperação de Gravidade.
 A descoberta sobre as fraturas no solo lunar pode ajudar na compreensão sobre a existência de fraturas similares já detectadas no solo marciano. A Nasa desconfia que intensas colisões sobre o solo de Marte tenham causado a infiltração da água antes presente na superfície marciana para o subsolo profundo do planeta.
 Há vestígios confirmados que Marte já abrigou um antigo e extenso oceano; os cientistas ainda se perguntam para onde foi toda a água. Segundo o MIT  (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) a água marciana deve estar escondida na região subterrânea do solo marciano.
 Sobre as investigações a respeito do solo lunar, a missão Grail enviou duas sondas que orbitaram na região polar da Lua, as sondas realizaram medições precisas sobre o campo gravitacional da Lua, revelaram a divisão das massas, a espessura e composição dos estratos da Lua até o núcleo.
 Por meio dessa pesquisa, descobriram que a crosta lunar é mais fina do que as previsões anteriores, com espessura de 34 km a 43 km, de 6 km a 12 km a menos do que o se tinha calculado até antes.
 A composição da Lua é similar à composição da Terra, o que confirma a teoria de que a Lua foi formada a partir de material expelido pela Terra no processo de formação de nosso planeta, após um intenso impacto sofrido pela Terra. Em pesquisa anterior, segundo dados do Orbitador de Reconhecimento Lunar enviado pela Nasa, o gelo pode representar até 22% da superfície de uma cratera situada no polo sul da Lua. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista “Nature”.
Fernando Rebouças

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