segunda-feira, 8 de julho de 2013

RIOS SUSPENSOS DA AMAZÔNIA

Considerada a maior bacia hidrográfica  do mundo, a Bacia Amazônica de formação terciário-quaternário é responsável pela drenagem de cerca de 1/4 da região da América do Sul, e escoa 1/5 da água doce do planeta Terra. Nela encontramos o maior arquipélago fluvial do mundo, Mariuá, onde há mais de 700 ilhas, na região do Rio Negro.
 Possui aproximadamente 1.700 rios, mas, nos últimos tempos o que tem atraído novas percepções dos pesquisadores são outros tipos de rios, os rios suspensos da Amazônia. Esses rios suspenso seriam, ao pé da letra, rios voares que pairam sobre a floresta Amazônica.
 Pesquisadores afirmam que, em virtude da existência desses rios evaporados sobre a floresta, o Brasil não é um imenso deserto, e as chuvas e ventos são distribuídas em toda a América do Sul. A tese dos rios suspensos da Amazônia é defendida no Brasil pelo climatologista Antônio Donato Nobre, segundo ele, esses rios são invisíveis, mas reais.
 O desajustes e variações nesses rios suspensos geram desequilíbrio ambiental em todo o mundo. O climatologista brasileiro identificou os rios suspensos a partir de pesquisas realizadas durante 25 anos, em que estudou as interações entre as florestas e a atmosfera. A ausência desses rios invisíveis comprometeria a existência da própria floresta e o equilíbrio climático em todo o mundo. Leia a seguir, a opinião do climatologias sobre a existência dos rios suspensos da Amazônia:
 “As imagens de satélite mostram esse vapor sobre a floresta como fluxos nas artérias do ciclo da água, em contínua pulsação. Esses deslocamentos atmosféricos de umidade, invisíveis para quem está aqui embaixo, são verdadeiros rios voadores(...) quando eles pararem de funcionar não poderemos consertá-los. Não é porque não os enxergamos, nem tomamos banho nesses rios, que eles não existem. São tão reais que regulam o clima em grande parte da América do Sul. É por causa deles que o Centro-oeste, Sul e Sudeste do Brasil não são desertos, ao contrário de outras regiões no globo, situadas em torno dos trópicos de Câncer e Capricórnio.Eles também geram importantes correntes de vento, por meio de um mecanismo revolucionário, chamado bomba biótica. Conforme o vapor d’água sobe para a atmosfera, ele encontra camadas de ar frio e se condensa em gotículas, formando nuvens que, em seguida, se precipitam em chuvas. Mas, quando condensa, o vapor deixa um ‘vazio’ no ar e é aí que a bomba começa a funcionar. Nesse momento a pressão cai lá em cima e ‘puxa’ o ar das regiões inferiores. A evaporação d’água nas matas é maior que nos oceanos. Daí vêm os ventos que importam o ar úmido do oceano para o interior do continente.”
Fernando Rebouças.

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