sexta-feira, 7 de junho de 2013

MARESIA

Maresia  é o nome dado a uma névoa fina, úmida e salgada que às vezes paira sobre as cidades do litoral, flutuando ao longo da costa.  Esse spray é formado por bilhões e bilhões de gotículas de água do mar, que sobem ao ar toda vez que uma onda arrebenta na praia. Pelo fato das gotículas não serem constituídas por água pura (afinal, o oceano é um caldo com um pouco de tudo dentro, principalmente sais) a maresia é responsável por enferrujar carros, emperrar portões, rachar vigas de concreto e pela deterioração de cadeiras de praia, assim como qualquer outra estrutura de ferro, concreto ou similar.
Para que ocorra e fenômeno da ferrugem, é preciso que átomos de ferro se unam ao oxigênio do ar, em uma reação conhecida como oxidação. Para esse processos se iniciar, é necessário que alguma substância crie um caminho para que os elétrons dos átomos de ferro se liguem aos de oxigênio. A presença dos sais na composição da maresia acelera a formação da ferrugem, devido ao fato de aumentar a condutividade elétrica do sistema.
Outro prejuízo causado ao ser humano e seu patrimônio pelo fenômeno da maresia é o crescimento de mofo no interior das casas, onde as gotículas da maresia aumentam os níveis de umidade, combinado com o ar molhado e as altas temperaturas do litoral, que criam um ambiente propício aos fungos e bolores. Por isso, para evitar prejuízos, é indicado o uso de tintas especiais com fungicidas na fórmula, assim como a aplicação de revestimentos antioxidantes em portões e grades, onde as áreas de ferro exposto ou de pintura desgastada ficam mais vulneráveis à ação da ferrugem, podendo emperrar. Nos carros, o ideal é nunca deixar áreas danificadas sem pintura e lavar sempre o veículo para remover o sal, pois o seu maior inconveniente é o risco de ferrugem em partes expostas da lataria, em especial, as áreas onde ocorreram riscos ou batidas.
Há ainda o problema das estruturas de concreto, que tem constituição porosa, que exatamente por essa característica permite a penetração de gotículas de sais em seu interior, enferrujando as estruturas metálicas internas, fazendo com que estas aumentem de tamanho. Como consequencia, o concreto não suporta esse crescimento e começa a rachar. A solução é pintar as paredes com produtos impermeabilizantes, que evitam a penetração dos sais.
Emerson Santiago

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