sexta-feira, 14 de junho de 2013

ARMAS QUÍMICAS NA SÍRIA

Em setembro de 2012, o exército da Síria foi acusado de ter utilizado armas químicas no final do mês de agosto, na região de Safira, a Oriente de Alepo. A informação, publicada pela revista alemã “Der Spiegel”, abriu um novo precedente militar sobre o uso de armas químicas no Oriente Médio.
 Segundo a descrição do caso, foram utilizados de cinco a seis obuses (tipo de granada lançada por equipamentos de artilharia) numa sequência de ataques direcionados à Diraiham, nos arredores de Chanasir. Essa região é desértica e muito utilizada pelo governo Sírio para realização de testes de armas químicas no país.
 No local existe o Centro de Investigação Científica, instituição oficial do governo designada para testes de armas químicas. A Síria é acusada de desenvolver essas armas com a ajuda de técnicos iranianos e norte-coreanos, principalmente, no intuito de produzir gases mortais como o sarin e o gás mostarda.
 Porém, no dia 3 de maio de 2013, a Força Aérea de Israel, sem invadir o espaço aéreo sírio, lançou mísseis contra alvos na Síria no objetivo de impedir a distribuição de armas para o Hezbollah, grupo político-militar opositor à Israel. Segundo o governo Barack Obama, dos EUA, a Força Aérea Israelense teria atingido o centro de produção de armas químicas da Síria.
 Oficialmente, a embaixada israelense em Washington e a Força Aérea do país não relatou detalhes da operação, mas assumiu a posição de impedir a transferência de armas químicas e outros tipos de armas da Síria para terroristas contrários à Israel. Até maio de 2013, os EUA não sinalizou sobre a possível invasão na Síria.
 No mesmo mês, grupos de opositores ao governo sírio, reconhecidos internamente como rebeldes paramilitares, também foram acusados pela ONU de utilizarem armas químicas durante a guerra civil eclodida recentemente no pais.A oposição rebelde também utilizou gás sarin.
 O gás sarin é conhecido pelo seu poder neurotóxico. Desde 1991, segundo a ONU, é um gás considerado como arma de destruição em massa, pois, ao ser absorvido pela respiração humano ou pela pele e mucosas, invade a corrente sanguínea, consequentemente, a vítima sofre desmaios e bloqueio dos impulsos nervosos, na última etapa falecendo por parada cardiorrespiratória.
Fernando Rebouças 

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