sexta-feira, 28 de junho de 2013

LATIFÚNDIO

Latifúndio  é um termo originário da língua latina, combinação de "lātus" (significa amplo, espaçoso, extensivo) e fundus (fazenda), e que atualmente serve para se referir à propriedade rural de grande extensão, constituída em sua maioria de terras não cultivadas e/ou exploradas com técnicas de baixa produtividade. Na Roma antiga, "latifúndio" era a grande propriedade agrária de um aristocrata, cuja produção estava baseada no trabalho escravo.
 No século XVI, em meio às explorações marítimas dos povos ibéricos, o latifúndio ganha novo ímpeto, com a adição de uma característica marcante, além de todas citadas acima: a monocultura de exportação. Este formato de exploração da terra influenciou de modo indelével a evolução das sociedades de praticamente todo o continente americano nos últimos 500 anos, inclusive a brasileira, e nos dias atuais costuma ser alvo de inúmeras críticas.
 Sem o comércio altamente desenvolvido da Ásia e sem a perspectiva de descoberta de grandes riquezas minerais, a alternativa para os colonizadores foi estabelecer o latifúndio no Brasil, que se tornou a base da estrutura de produção. Seu surgimento ocorre logo com a ocupação efetiva do território, desde a formação das capitanias hereditárias e as doações de sesmarias (grandes áreas desmembradas de uma capitania). As grandes propriedades derivam ainda de outros pontos a serem considerados na época, como a necessidade de ocupação efetiva da colônia, além das exigências criadas pela cana-de-açúcar, que possuía uma baixa produtivi­dade por unidade territorial de plantio, o que torna necessário extensas áreas de cultivo.
 Nos primeiros séculos, o modelo foi bastante eficaz, pois trazia lucros suficientes para os portugueses e garantia a ocupação da colônia, mas, com o passar do tempo, especialmente após a primeira revolução industrial, o latifúndio de monocultura cultivado por mão de obra escrava começa a se tornar obsoleto. Em primeiro lugar, a odiosa exploração do escravo ficava cada vez mais indefensável perante os setores da sociedade esclarecidos e humanistas. Ao mesmo tempo, produtos agrícolas se desvalorizavam ante os industrializados, salvo raras exceções.
 Mesmo assim, o modelo do latifúndio entrou com certa força pelo século XX adiante. Os grandes pensadores, porém, dentro e fora do Brasil, contestavam o modelo, que basicamente só trazia lucro para o dono do latifúndio. Pode-se dizer sem receio que o país, desde 1500 até sua industrialização nos anos 1930 foi uma enorme fazenda, ou uma coleção de latifúndios. A sociedade era basicamente rural, mais de 3/4 da população viveu no campo durante todo este tempo, e produzia para um consumidor que estava no estrangeiro, tendo pouco retorno pelo seu trabalho.
 Hoje, a ideia geral sobre as grandes propriedades é que estas são ineficientes, arcaicas, raramente produtivas e que seriam melhor aproveitadas se distribuídas entre pequenos produtores.
Emerson Santiago

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O SEPARATISMO NA REGIÃO DO CÁUCASO E NOS BÁLCÃS

Na década de 1990, ao mesmo tempo em que muitos Estados se empenhavam em fazer acordos de cooperação e maior integração econômica, social e política entre si, em outros ocorreu uma desintegração como o caso da antiga União Soviética e Iugoslávia. Em alguns desses novos países que surgiram se organizaram novos movimentos separatistas de minorias étnicas que também anseia por autonomia, como os chechenos na Rússia, os ossétios e abkhazes na Geórgia e os kosovares na Sérvia. Esses separatismos estão associados a movimentos nacionalistas que buscam o controle de um território e a formação de um Estado soberano. Em alguns desses casos são utilizados métodos terroristas tanto de parte dos grupos minoritários quanto pelo Estado que os oprime.
País pós-URSS
Etnia predominante
Outras etnias
Rússia
Russos 84%
16%
Estônia
Estonianos 65%
35%
Letônia
Letões 49%
51%
Lituânia
Lituanos 80%
20%
Bielorrússia
Bielorrussos 80%
20%
Moldávia
Moldávios 64%
36%
Ucrânia
Ucranianos 73%
27%
Geórgia
Georgianos 69%
31%
Armênia
Armênios 90%
10%
Azerbaijão
Azerbaijanos 78%
22%
Turcomenistão
Turcomanos 59%
41%
Uzbequistão
Uzbeques 89%
11%
Tadjiquistão
Tadjiques 59%
41%
Quirguistão
Quirguizes 48%
52%
Cazaquistão
Cazaques 40%
60%
                A principio pode parecer que os movimentos nacionalistas estão na contramão da História, já que a tendência do mundo globalizado é de crescente integração. Entretanto, antes da independência, a limitação da soberania desses povos era imposto pelo controle politico exercido por Moscou ( na então URSS, cujo governo era controlado pelos russos) e por Belgrado na antiga Iugoslávia, cujo poder central era exercido pelos sérvios. Coma fragmentação houve um rearranjo territorial. No caso da URSS, gerou 15 novos Estados independentes, onde geralmente a maioria étnica dá nome ao país. O que faz dessas novas nações, Estados multiétnicos. A própria Rússia continua sendo um país multiétnico, sujeito a movimentos separatistas, como o que ocorre na Chechênia, uma república localizada no Cáucaso, uma região extremamente diversificada do ponto de vista étnico e religioso. Por exemplo, os chechenos são mulçumanos e os russos são cristãos ortodoxos. A Guerra da Chechênia (1994-1996) ocorreu porque o governo russo não reconheceu o movimento nacionalista checheno que buscava a libertação de seu território e atacou militarmente os separatistas. Conflitos voltaram a ocorrer no final de 1999, resultando em nova intervenção de Moscou e em nova guerra. Desde então, o conflito está em estado latente e os guerrilheiros chechenos vem cometendo atentados terroristas contra alvos russos. O pior deles ocorrido em 2004 ocuparam uma escola de uma pequena cidade e fizeram reféns os estudantes, professores e funcionários. Depois de três dias sem acordo as forças russas invadiram a escola resultando na morte de 336 reféns, a maioria de crianças e de 30 terroristas. Na Geórgia também há movimentos separatistas: os ossétios (Ossétia do Sul) e abkhazes (Abkhazia) que lutam pela independência politica e são apoiados pela Rússia. Em 2008, houve um conflito armado entre a Rússia e a Geórgia no qual as tropas russas invadiram a Ossétia do Sul para desalojar tropas georgianas que tinham ocupado a província separatista.
                A antiga Iugoslávia é outro exemplo importante de país multiétnico que se fragmentou e nesse caso de forma violenta. A independência das antigas repúblicas iugoslavas foi marcada por sangrentas guerras étnica ao longo dos anos 1990 como a Guerra da Croácia, da Bósnia e de Kosovo. Assim, a Iugoslávia se fragmentou em várias novas nações: Croácia e Eslovênia, de maioria católica; Sérvia, Montenegro e Macedônia de maioria de cristãos ortodoxos e Bósnia-Herzegovina (muçulmanos e cristãos ortodoxos). A ainda o conflito em Kosovo (maioria muçulmano) que oficialmente pertence à Sérvia e lutam por sua independência. .(Adaptado de Eustáquio de Sene e João Carlos Moreira. Geografia Geral e do Brasil 2, p.90-94).


A PRODUÇÃO DE ENERGIA NO BRASIL

O Brasil se destaca no cenário mundial por possuir grande participação de fontes renováveis em sua matriz energética e vem investindo na diversificação das fontes utilizadas. A descoberta de enormes reservas de petróleo na camada do pré-sal e o grande potencial de produção de biocombustíveis colocam novas perspectivas para o crescimento econômico do país.

O CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL
                O Brasil possui um potencial energético privilegiado se comparado com outros países. As possibilidades de aproveitamento hidrelétrico e a obtenção de energia utilizando a biomassa como fontes primárias são grandes, e a produção de petróleo e gás natural vem aumentando gradualmente. Da oferta interna de energia no Brasil, 45,4% são obtidos de fontes renováveis. Essa é uma das proporções mais altas do mundo muito superior à média mundial, de 12,9%.
                A partir da década de 1980 tem havido uma tendência à redução da dependência externa de energia no Brasil, apesar do crescimento do consumo, principalmente de 1995 em diante.
Brasil: Dependência externa de energia:
Ano
%
1970
25
1975
45
1980
27
1985
20
1991
25
1997
23
2000
20
2003
12
2008
10
Em 2008, o Brasil apresentou uma dependência de exportação de 10,4% do total da energia consumida no país, destacando as importações de gás natural da Bolivia e de energia elétrica do Paraguai, que é sócio do Brasil na usina de Itaipu. Para atingir a autossuficiência energética são necessários investimentos na produção, transporte e distribuição, além de modernização dos sistemas de transporte urbano, de cargas e da produção industrial visando a diminuição de consumo nesses setores.
                O consumo de energia no Brasil está assim distribuído: petróleo e derivados 37,3%; etanol 16,6%; hidráulica e eletricidade 13,9%; lenha 11,4%; gás natural 10,2%; carvão mineral 5,7%;urânio 1,5%; outras 3,4%.

Petróleo
                Somente em 1938 foi perfurado o primeiro poço de petróleo no Brasil na bacia sedimentar do Reconcavo baiano. Em 1953, apoiado em sua politica nacionalista, o então presidente Getúlio Vargas cria a Petrobrás e instituiu o monopólio estatal  na extração, transporte e refino do petróleo no Brasil. Esse movimento de cunho nacionalista, sob o slogam o “petróleo é nosso” questionava o domínio estrangeiro no  setor. O monopólio foi exercido até 1995. A partir de então o Estado passou a ter o direito de contratar empresas privadas ou estatais, tanto nacionais quanto estrangeiras, que queiram atuar no setor. Em 1997 foi criada a Agencia Nacional do Petróleo (ANP), uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia com a atribuição de regular, contratar e fiscalizar as atividades ligadas ao petróleo e gás natural no Brasil. Ações como licitações, exploração, importação, exportação, transporte, refino, política de preços, reajustes e controle de qualidade, entre outras atribuições, são conduzidas pela ANP, cujo presidente é indicado pelo ministro de Minas e Energia e empossado após seu nome ser aprovado pelo Congresso Nacional.
                Em 2009, a Petrobrás possuía 15 refinarias, 11 delas localizadas no Brasil, 1 nos EUA, 1 no Japão e 2 na Argentina. Desde 2006 o país importa apenas pequenas quantidades de derivados que não são produzidos internamente. Em caso de nova crise mundial no setor petrolífero, o Brasil estará sujeito a menos adversidades, já que a produção brasileira é suficiente para abastecer o mercado interno. A eliminação da dependência em relação ao exterior resultou no aumento da produção interna nas ultimas décadas, principalmente a descoberta de uma importante bacia petrolífera, a Bacia Sedimentar de Campos (RJ); essa bacia é responsável por mais de 80% da produção nacional. Em 2008, a Petrobrás anunciou a descoberta de enormes reservas de petróleo e gás natural na cama pré-sal da Bacia de Santos (SP). Segundo estimativas, essa bacia pode conter mais de 30 bilhões de barris, o que coloca o país como detentor de uma das maiores reservas mundiais de petróleo. As descobertas na Bacia de Santos se confirmadas deverão colocar o Brasil no mesmo patamar dos grandes produtores mundiais.
 
Gás Natural
                O gás natural é a fonte de energia que vem apresentando as maiores taxas de crescimento na participação em nossa matriz energética. Entre 1998 e 2008 praticamente triplicou. O Rio de Janeiro é o maior produtor, seguido do Amazonas, mas há uma parcela considerável que é importada da Bolívia. O gás natural vem substituindo principalmente derivados de petróleo, como o gás liquefeito de petróleo (GLP) e o óleo combustível na indústria, o óleo diese e a gasolina nos transportes e vem sendo usado na geração de termeletricidade em usinas construídas nos últimos anos ao longo de 7198 km de gasoduto existentes no país.

Carvão Mineral
                O carvão encontrado em território brasileiro acha-se em uma fase menos avançada de transformação geológica. Não é usado na siderurgia, porque possui alto teor de enxofre e sua queima libera menos energia que o necessário para essa atividade, om que leva as empresas a importarem. Até 1990, as companhias siderúrgicas eram obrigadas a utilizar uma mistura de 50% de carvão nacional e 50% de carvão importado.  Com a revogação dessa obrigação, as empresas passaram a consumir somente o importado, cuja qualidade é superior, e a produção nacional de carvão mineral foi bastante reduzida. Embora existam jazidas de carvão em vários estados da federação, elas são muito pequenas e espessas. Apenas no RS, SC e PR as camadas de carvão apresentam viabilidade econômica para a exploração.

ENERGIA ELÉTRICA
                Em 2008, o Brasil contava com 1768 usinas para a produção de energia elétrica em operação. Desde total 706 eram hidrelétricas de diversos tamanhos, e 1042 eram térmicas utilizando gás, natural, biomassa e óleo combustível, duas eram nucleares e uma solar. Há também usinas de energia eólica, com destaque ao Ceará e Rio Grande do Sul, mas essas usinas eólicas são responsáveis apenas por 0,3% da eletricidade produzida no país. Entretanto, há a tendência de crescimento do uso dessa fonte de energia limpa e renovável. As usinas hidrelétricas que tem a maior capacidade instalada de produção no país são responsáveis por 74% da energia elétrica gerada. O restante é produzido pelas termelétricas, instaladas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, aproveitando a disponibilidade de carvão mineral existente na região. Há também concentração de termelétricas nas regiões que utilizam a biomassa como o etanol como São Paulo. O maior potencial hidrelétrico instalado no Brasil est[a na bacia do rio Paraná, onde, 72% da disponibilidade já foi aproveitada. Em seu rio principal localiza-se a usina de Itaipu. Já o maior potencial hidráulico do país se localiza na bacia do Amazonas, onde somente 1% foi aproveitado.

OS BIOCOMBUSTIVEIS
                Em 2008, a biomassa foi a segunda principal fonte de energia do Brasil, com participação de 31,5% na nossa matriz energética, superada apenas pelo petróleo e seus derivados.  O país dispõe de várias espécies de plantas oleaginosas que podem ser usadas na produção de biodiesel, com destaque para mamona, palma, girassol, babaçu, soja e algodão e é o segundo maior produtor de etanol no mundo.


terça-feira, 25 de junho de 2013

VENTOS ALISIOS

O aquecimento desigual da atmosfera  provoca um desbalanceamento da energia absorvida pela atmosfera. Nas zonas tropicais, que recebem mais energia do que emitem, há um balanço positivo, enquanto que nas zonas polares, que emitem mais calor do que recebem, há um balanço negativo. Essa diferença térmica ocasiona a movimentação das massas de ar  atmosféricas caracterizando o chamado efeito de “circulação geral da atmosfera”.
 Nesta circulação geral da atmosfera são gerados sistemas de ventos conhecidos como “estes polares”, “ventos de oeste” e “ventos alísios”.
 Os ventos alísios  são originados do deslocamento das massas de ar frio das zonas de alta (trópicos) para as zonas de baixa pressão (equador). Devido a um efeito ocasionado pelo movimento de rotação da Terra, o efeito de Coriolis, os ventos nas faixas intertropicais sopram no sentido leste-oeste no hemisfério sul, e no sentido oeste-leste no hemisfério norte.
 Na região da linha do Equador, devido ao aquecimento constante e quase uniforme é formada uma zona de baixa pressão (chamada de ZCIT – Zona de Convergência Intertropical) para a qual se deslocam os ventos alísios de sudeste, vindos do hemisfério sul, e os ventos alísios de nordeste, vindos do hemisfério norte. Ambos formam-se a latitudes de cerca de 30º em ambos os hemisférios.
 Ao chegar á zona de baixa pressão do equador, os ventos alísios ascendem provocando o resfriamento dos níveis mais altos e perdendo umidade por condensação e precipitação. É aí, então, que surgem os ventos “contra-alísios”, quando estes movem-se em sentido contrário até as zonas dos cinturões anticiclônicos mantendo-se assim, o sistema de circulação entre zonas tropicais e subtropicais e a zona equatorial.
 Os ventos alísios são os responsáveis por transportar umidade das zonas tropicais para a zona equatorial provocando chuvas nessa região. Enquanto que os ventos contra-alísios levam ar seco para as zonas tropicais, ficando , os maiores desertos da Terra justamente nessa zona, principalmente no hemisfério norte.
Caroline Faria.

O TERRORISMO DA ALQAEDA E A GUERRA DO AFEGANISTÃO

A Al Qaeda, que em Árabe significa a “base”, foi o grupo responsável pelo maior ataque terrorista da História, ocorrido em 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. Após esse atentado se transformou no mais atuante e temido grupo terrorista da atualidade. A Al Qaeda nasceu em 1980, quando Osama Bin Laden ajudou a formar combatentes islâmicos que foram lutar no Afeganistão contra a ocupação soviética (9179-1989). Os mujahedins, como eram conhecidos receberam apoio financeiro de Bin Laden, de diversos países árabes, do Paquistão e dos EUA. Os estadunidenses ainda forneceram armas e treinamento militar.
                Com a expulsão dos soviéticos, instaurou-se uma luta pelo poder no Afeganistão até a vitória em 1996 do movimento Taleban, grupo fundamentalista islâmico. O Taleban foi  organizado nas escolas religiosas islâmicas do Paquistão e seu líder máximo é o mulá (titulo de líder religioso islâmico). No controle do Afeganistão, o Taleban passou a dar suporte à causa antiamericana de Bin Laden, que montou ali o quartel general da Al Qaeda, abrigando diversos centros de treinamentos terroristas.
                Após os ataques de 11 de setembro de 2001, o governo estadunidense exigiu do Afeganistão a entrega de Bin Laden. Como o mulá Mohammed Omar não cumpriu a exigência, em outubro do mesmo ano, os EUA, apoiados pelos ingleses, iniciaram um ataque aéreo contra o país. Paralelamente, deram apoio à Aliança do Norte, grupo guerrilheiro composto por diversas etnias que tinham em comum a oposição ao governo do Taleban. Com o apoio anglo-americano, a Aliança do Norte foi conquistando territórios até tomar a capital Cabul, em novembro de 2001. Omar fugiu para as montanhas do Paquistão e o Taleban acabou deposto. O líder moderado da etnia pasthun Hamid Karazai foi escolhido para governar o país. Em 2002 foi instituída a Missão das Nações Unidas de Assistência ao Afeganistão (Unama) e, em 2004 foram realizadas eleições diretas com a vitória de Karazai.
                Entretanto, o governo de Karazai não controlava o país totalmente, mas apenas a capital Cabul e algumas regiões próximas. Parte do território continuava controlada por milícias locais, sob a liderança de senhores da guerra de diversas etnias. Na fronteira com o Paquistão, militantes do Taleban e da Al Qaeda articularam uma resistência ao governo central e a ocupação estrangeira. O Paquistão, antes aliado do Taleban, após a sua queda passou a dar apoio aos EUA. Porém, com a captura de Bin Laden em território paquistanês em 2011, se colocou em dúvida o real lado do governo paquistanês que negou saber da existência de Bin Laden em seu território.

                A morte de Bin Laden não significou o fim da Al Qaeda que difere dos demais grupos terroristas por não possuir uma base territorial fixa. Atuam em rede, em células espalhadas em vários países, as quais se articulam para um ataque e depois se desfazem. Células da Al Qaeda foram responsáveis por diversos ataques terroristas pós 11 de setembro de 2001, entre os quais se destacam um ataque suicida num hotel em Monbasa no Quênia; uma bomba instalada em um resort em Bali, na Indonésia; explosão simultânea de quatro trens em Madri, na Espanha; três explosões provocadas no metrô e em ônibus de passageiros em Londres, na Inglaterra.(Adaptado de Eustáquio de Sene e João Carlos Moreira. Geografia Geral e do Brasil 2, p.88-90).

segunda-feira, 24 de junho de 2013

CURVA DE NÍVEL

A curva de nível é uma maneira de se representar graficamente as irregularidades, ou o relevo, de um terreno.
 Imagine uma montanha de 800 metros vista de cima. Seu formato é irregular, logo se traçarmos uma linha contornando-a a 700 metros o desenho do contorno (uma curva) será diferente, e menor, daquele que fizermos contornando-a a 100 metros, mais próximo da base. Esse desenho do contorno a uma dada altitude, que deve ser a mesma em todos os pontos da linha, é a chamada curva de nível e serve para representar o relevo de algum local nas plantas topográficas.
 Geralmente, em uma planta topográfica, usa-se como referência a altura média do mar para se traçar as curvas de nível chamadas de “mestras” que são representadas por traços mais grossos. Podemos usar também, as linhas chamadas de auxiliares ou intermediárias para facilitar a leitura da planta topográfica. Todas as curvas possuem também, a altura em que se situam.
 As curvas de nível são sempre paralelas entre si. Uma linha mestra jamais se cruzará com uma linha intermediária, por exemplo, mesmo que elas às vezes, cheguem bastante perto disso, e elas sempre se fecham sobre si mesmas (como um “O”, mas, na maioria das vezes, irregular). O que pode acontecer é de no papel, por causa de um efeito visual, as linhas se cruzarem, mas, na verdade, elas nunca se cruzam, uma vez que na realidade uma está embaixo da outra visto que cada curva de nível representa uma altitude. Nestes casos, costuma-se representar a linha, ou curva, debaixo com um tracejado.

Pela proximidade das linhas pode-se verificar se o terreno tem um declive muito acentuado ou não. Se as linhas estiverem muito próximas entre si, significa que o declive é bastante acentuado (um pico, por exemplo), já se elas estiverem muito distantes entre si, significa que o declive é suave (uma planície com pequenas elevações, por exemplo).
 Mas, as curvas de nível não servem apenas para representar montanhas ou elevações no terreno. Se em uma planta topográfica com curvas de nível os valores da altitude referentes às curvas centrais forem menores do que os valores de altitude das curvas externas, significa que ali está representada uma depressão.
 Quando se vai fazer uma planta topográfica com curvas de nível, costuma-se primeiro, antes de desenhar as curvas, fazer o traçado da rede de drenagem do terreno com o fim de facilitar o desenho das curvas. Afinal, é a rede de drenagem (rios, ribeirões, riachos, cachoeiras...) que determina, de forma geral, a topografia do terreno.
 Outro conceito associado às curvas de nível (mas que não deve ser confundido) é o “plantio em curvas de nível”. Trata-se de uma técnica para plantio em terrenos acidentados que segue o traçado das curvas.
 Lembrando que a legislação ambiental brasileira proíbe o desmate e plantio em terrenos com declividade maior que 45° por se tratar de Áreas de Preservação Permanente (APP) devido a alta tendência a erosão, o plantio em curvas de nível é uma técnica quer visa diminuir a velocidade da enxurrada (arraste) e aumentar a infiltração da água no solo para, com isso, evitar que aconteçam erosões.
Caroline Faria 

FUTURAS MISSÕES PARA MARTE

No final de 2012, a NASA informou sobre o projeto de enviar um novo veículo para Marte em 2020. O envio de mais um carro robô reforça o objetivo de enviar uma missão tripulada ao solo marciano.
 A publicação desse projeto foi realizada durante novas conclusões a partir das pesquisas do jipe robô Curiosity  que tocou o solo marciano em 6 de agosto de 2012. No dia 4 de novembro de 2012, o Curiosity havia coletado do solo do planeta provas da presença de componentes importantes para a vida, como a água e o oxigênio.
 Além do Curiosity, circula em marte o Opportunity, outro projeto de jipe robô que investiga sobre o planeta. A nova missão a ser enviada em 2020, contará com as informações do Opportunity e de duas novas naves espaciais similares ao Stipendi, um veículo espacial projetado pelo programa espacial europeu para orbitar ao redor de Marte.
 Ao ser reeleito em 2012, o presidente norte-americano Barack Obama, se comprometeu no fortalecimento do programa de exploração do planeta Marte. Porém, antes de 2020, a Nasa pretende lançar mais duas missões não tripuladas, a “Maven” para estudara atmosfera, e a “InSight” para vasculhar o interior do solo do planeta vermelho.
 Caso esses projetos sejam postos em prática, os EUA se posicionará como líder na exploração de Marte. A Nasa, agência espacial norte-americana, pretende enviar a primeira missão tripulada para Marte em 2030.
 Na história da exploração e pesquisa humana sobre o espaço, o objetivo de explorar o planeta Marte começou em 1965, antes mesmo do homem pisar na Lua. No mesmo ano, a sonda Mariner 4 , uma aeronave projetada para explorar o sistema solar, conseguiu realizar um voo rasante no planeta Marte, realizando as primeiras fotos do planeta vermelho. Em 1969, depois que o homem pisou na Lua, os cientistas da Nasa passaram a considerar o solo marciano como um novo desafio para novas explorações tripuladas. Novas naves Mariner foram enviadas para Marte, a Mariner 9 alcançou o planeta e se tornou no primeiro satélite artificial a orbitar o planeta.
Fernando Rebouças.

terça-feira, 18 de junho de 2013

QUALIDADE DOS OCEANOS

Em agosto de 2012, foi divulgado um indicador inédito na área ambiental e científica, o Índice de Saúde do Oceano. O índice apresentou dados de análise realizada sobre as águas do litoral  de 171 países, ilhas e territórios.
 Nesse ano, o índice foi publicado pela revista “Nature”, no qual o Brasil ficou classificado em 35° lugar, considerando três ilhas desabitadas dos EUA e duas da França, além de três outros territórios da Grã-Bretanha e Austrália. Considerando somente os países, o Brasil é elevado para a 27ª posição. O Brasil obteve em 2012, a pontuação de 62 pontos, numa escala de 0 a 100 pontos.
 Em último lugar, ficou a Serra Leoa, do continente africano, com 36 pontos registrados. Em primeiro lugar, ficou o arquipélago de Seychelles, no oceano Índico, com 73 pontos. Os dados foram avaliados por 65 cientistas.
 O Índice de Saúde do Oceano é compreendido por dez metas, dentre as quais podemos destacar a biodiversidade, limpeza das águas, proteção ambiental da costa, oportunidades de pesca artesanal e oferta de turismo na região.
 No quesito “poluição” o Brasil registrou ter as águas mais poluídas em comparação com a média global, mas em nível de preservação das espécies o país ficou acima da média mundial, o bom resultado também foi obtido na proteção da costa.
 Em comparação aos principais países da América do Sul, o Brasil registrou ter as águas mais saudáveis do que as do Uruguai, Argentina, Chile e Venezuela. Os cientistas aconselharam que para se ter águas sadias é necessário que cada país tenha bons índices econômicos, governo estável e políticas ambientais de proteção e cuidado de seus litorais.
 Os piores índices foram detectados na costa oeste africana, causados pelos a baixos indicadores de desenvolvimento humano. A pesquisa teve a participação de diversas instituições científicas e universidades, com a ajuda da Conservação Internacional, a Fundação pela Vida no Oceano Pacífico e a sociedade National Geographic.
 As principais ameaças antrópicas à qualidade dos oceanos são a acidificação das águas, surgimento de zonas mortas, desaparecimento de mamíferos, marés vermelhas e a destruição do assoalho marinho.
Fernando Rebouças

CATEDRAL DE COLÔNIA - ALEMANHA


segunda-feira, 17 de junho de 2013

RESERVATÓRIOS DAS HIDRELÉTRICAS NO BRASIL

Quando nos referimos à geração de energia elétrica a partir das hidrelétricas, devemos considerar que as mesmas necessitam de altos níveis de reservatórios hídricos para manter o ritmo de produção de energia. Na usina hidrelétrica de Balbina, construída antes da de Belo Monte, houve abusos nas obras que geraram inundações excessivas em áreas florestais.
 Apesar dos intensos protestos ambientais, apenas um maior rigor por parte do IBAMA, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, foi estabelecido para limitar a inundações de ecossistemas, e por parte da Funai, Fundação Nacional do Índio, para que as reservas indígenas fossem respeitadas.
 Atualmente, quando se planeja a construção de uma hidrelétrica, duas prioridades são estabelecidas: a mitigação dos efeitos ambientais e da segurança energética para o Brasil, porém, nem sempre as duas se tornam compatíveis.
 No caso das hidrelétricas, a segurança energética se refere a um determinado volume de água armazenado para a geração e consumo de energia num determinado período de tempo. A demanda por energia elétrica é diária, tornando necessária a manutenção dos níveis dos reservatórios de água, muitas vezes, dependentes das chuvas.
 Quando há pouca chuva ou pouca renovação natural dos cursos dos rios que mantêm os reservatórios, a produção hidrelétrica é substituída por um período pelas termelétricas. O mesmo ocorre com a produção de energia eólica, nos períodos de menor incidência de ventos, a produção deve ser compensada com outra fonte de energia.
 A respeito dos níveis dos reservatório das hidrelétricas, no decorrer do ano de 2012, por exemplo, foram registradas quedas nos níveis dos reservatórios, apesar das chuvas que caíram em diferentes épocas do ano. Em 2012, os níveis dos reservatórios atingiram níveis comparáveis aos de 2000. Considerando as regiões do Brasil, o nível dos reservatórios ficaram em 34,6% no Sudeste/Centro-Oeste; 34,6%; no Norte, 39,6%; e no Sul, 40,7%. O Nordeste registrou 32,3%, o pior nível do país.
 Em janeiro de 2013, os níveis em todo o país apresentaram elevação, segundo dados da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). A região Sudeste-Centro Oeste registrou elevação de 32,09%.
 No link http://www.ons.org.br/tabela_reservatorios/conteudo.asp é possível acompanhar os níveis diariamente.
Fernando Rebouças.

9 – A PRODUÇÃO DE ENERGIA NO MUNDO

O PETRÓLEO
Maiores reservas de petróleo
País
%
1.Arábia Saudita
21,0
2.Irã
10,9
3.Iraque
9,1
4.Kuwait
8,1
5.Venezuela
7,9
6.Emirados Árabes
7,8
7.Rússia
6,3
8.Líbia
3,5
9.Casaquistão
3,2
10.Nigéria
2,9
11.EUA
2,4
17.Brasil
1,0
O petróleo é um hidrocarboneto fóssil de origem orgânica encontrado em bacias sedimentares resultantes do soterramento de antigos ambientes aquáticos. Seus diversos subprodutos se apresentam em todos os estados de agregação: sólido (asfalto e plástico), líquido(óleos lubrificantes, gasolina, e outros combustíveis) e gasoso (gás combustível). Desde 1930, com a criação das primeiras industrias petroquímicas, o petróleo é uma matéria-prima importantíssima, pois dele se extraem vários substância que se tornam  fontes de matéria-prima para combustíveis, fertilizantes, tintas, plásticos, materiais de construção, produtos farmacêuticos, etc. sua utilização como fonte de energia se iniciou em 1859, na Pensilvânia (EUA)       , onde era utilizado na iluminação pública.
                Por ser líquido, o petróleo apresentou maior facilidade de transporte que o carvão mineral e passou a ser consumido em quantidades crescentes a cada ano. A partir do século XX, com a segunda fase da Revolução Industrial o petróleo se torna a principal fonte de energia no mundo. O aumento do consumo foi acompanhado pelo surgimento de centenas de companhias petrolíferas que atuavam em todas as quatro fases econômicas de sua exploração: extração, transporte, refino e distribuição. Com a invenção do motor a explosão e o seu uso em veículos, o consumo mundial de petróleo disparou. As empresas petrolíferas cresceram no mesmo ritmo de consumo, principalmente nos EUA e na Europa. Algumas dessas empresas se tornaram multinacionais e deram oportunidades para a formação de cartel no setor petrolífero em escala mundial. Em 1928, as sete maiores empresas do setor formaram um cartel conhecido como as “Sete Irmãs”, que dividiu o planeta em áreas de influencia, controlando a extração, transporte, refino e distribuição do produto pelo globo.
Maiores Exportadores
País
Milhões de toneladas
1.Arábia Saudita
399
2.Rússia
256
3.Irã
130
4.Nigéria
112
5.Emirados Árabes
105
6.Noruega
97
7.México
89
8.Angola
83
9.Kuwait
82
10.Iraque
81
O controle das “Sete Irmãs” sobre a produção petrolífera gerou grande reação em vários países do mundo que dependiam da importação do produto. Na tentativa de evitar o oligopólio das “Sete Irmãs”, diversas empresas estatais foram criadas e passaram a atuar diretamente nas quatro fases econômicas da exploração ou em uma delas. Entre os exemplos mais significativos estão  a Pemex (México), a PDVSA (Venezuela) e a ENI (Itália), além da Petrobrás, no Brasil. No inicio da década de 1960 na tentativa de diminuir o poder das “Sete Irmãs” foi criada a OPEP (organização dos Países Exportadores de Petróleo), fundada pelo Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela. em 1973, os países membros da OPEP promoveram um drástico aumento no preço do barril de petróleo (159 litros) de U$ 2,70 para U$ 11,20. Esse foi o “primeiro choque do petróleo”, que provocou crises econômicas em muitos países. A partir de então as “Sete Irmãs” perderam sua hegemonia sobre a exploração do petróleo e a OPEP passou a controlar, principalmente o preço do produto. Os países da OPEP passaram a utilizar o preço do petróleo para barganhar interesses políticos, provocando crises econômicas e  instabilidade geopolítica, principalmente no Oriente Médio, região com as maiores reservas mundiais.
                Na década de 1980 e 1990 com o aumento da produção mundial e com a substituição do petróleo por outras fontes de energia, envolvendo desta vez novos países exportadores e países importadores que diminuíram seu nível de compra, a cotação do barril de petróleo começou a cair, assim como o poder de influencia dos países membros da OPEP sobre a produção petrolífera. A partir de 1986, disputas internas na OPEP tornavam cada vez mais difícil estabelecer um acordo de preços e cotas de produção entre os países membros. Além disso, os EUA conseguiram fragilizar ainda mais a organização pro meio de favorecimentos comerciais com a Arábia Saudita (maior produtora mundial) e o Kuwait. Após a Guerra do Golfo em 1990, a Opep praticamente influencia muito pouco, porém isso não quer dizer que o mundo está livre de crises provocadas pela instabilidade do preço dos barris de petróleo que em consequência das crises de 2008 e 2009 chegou a custar 93 dólares.

CARVÃO MINERAL
                O carvão mineral foi a principal fonte de energia na primeira da Revolução Indústria durante os século XVIII e XIX. Entre as fontes não renováveis, o carvão é a mais abundante. Suas reservas conhecidas giram em torno de 826 bilhões de toneladas, enquanto o petróleo atinge 170 bilhões de toneladas. Entretanto, o uso do carvão mineral, acarreta sérios prejuízos ambientais, pois sua estrutura molecular contem enorme quantidade de carbono e enxofre que após a queima, são lançadas na atmosfera na forma de gás carbônico que agrava o efeito estufa, e dióxido de enxofre, grande responsável pela chuva ácida.
                O carvão mineral é uma rocha metamórfica e não deve ser confundido com o carvão vegetal, obtido da madeira carbonizada em fornos. No que se refere a sua utilização prática, o carvão mineral é utilizado em atividades siderúrgicas e na produção de energia elétrica em usinas termelétricas. Além de se constituir em fonte de energia, o carvão mineral é fonte de matéria-prima da indústria de produtos químicos orgânicos, como piche, asfalto, corantes, plásticos, inseticidas, tintas, náilon, entre outros. A China. A Austrália, a Rússia e a Índia são os mais produtores de carvão mineral no mundo, sendo que as maiores reservas se encontram na Rússia, China e América do Norte.

GÁS NATURAL
                Entre os combustíveis fósseis, o gás natural é o mais barato e apresenta uma queima quase limpa, que polui muito pouco a atmosfera, em comparação ao carvão mineral e ao petróleo. É uma fonte de energia muito versátil, que pode ser utilizada na geração de energia elétrica, nas máquinas e altos-fornos industriais, nos motores de veículos, nos fogões e nos aquecedores residenciais, entre outros. Dessa forma, vem sendo cada vez mais utilizado nos transportes, nas termelétricas, na produção industrial e no consumo doméstico. As maiores reservas mundiais de gás natural se encontram no oriente Médio e na Europa e seus maiores produtores mundiais são a Rússia, Estados Unidos e Canadá; e seus maiores consumidores a própria Rússia, EUAS e Canadá e os países do norte europeu.

ENERGIA ELÉTRICA
                A energia elétrica é produzida principalmente em hidrelétricas, termelétricas e termonucleares. Em qualquer dessas usinas ela é produzida por uma turbina, que consiste, essencialmente, num conjunto cilíndrico de aço, que gira em torno de seu eixo no interior de um receptáculo imantado. Na turbina, portanto, a energia cinética (de movimento) é transformada em energia elétrica. Nos diferentes tipos de usinas o que difere é a fonte de energia primária utilizada para mover as turbinas.
                Os rios que apresentam desníveis acentuados em seu percurso, chamados rios de planalto, tendem a apresentar potencial hidrelétrico aproveitável, principalmente se seu suprimento de água for garantido por clima e hidrografia favoráveis. Não é necessários quedas de água, mas desníveis que permitam a construção de uma barragem que forme uma represa e crie uma queda artificial. Trata-se de uma forma não poluente, barata e renovável de obtenção de energia, embora haja grande impacto ambiental por causa da construção das barragens e do consequente represamento da água. Os maiores produtos de energia hidrelétrica são a China, Brasil, Canadá, Estados Unidos e Rússia.
                A obtenção de energia elétrica por uma termelétrica é feita com maiores custos e com maior impacto ambiental, mas a construção de uma usina termelétrica requer investimentos menores do que uma hidrelétrica. O que faz a turbina funcionar em uma termelétrica girar é a pressão do vapor de água obtido pela queima de carvão mineral, gás e combustíveis derivados do petróleo, que aquece uma caldeira contendo água. Enquanto a fonte primária de uma hidrelétrica é a água, disponível no local onde está é instalada, a das termelétricas tem de ser extraída e transportada, o que encarece o produto final: a energia elétrica. Sua vantagem sobre a hidrelétrica é que ela pode ser instalada perto do mercado consumidor e não depende do relevo e da hidrografia, o que possibilita gastos menores na transmissão.
                Em 2007, as usinas nucleares foram responsáveis por cerca de 13,8% de toda a energia elétrica produzida no mundo. Apesar de não emitir gases poluentes a energia nuclear sofre forte pressão da opinião pública contrária a instalação de novas centrais, por problemas de segurança e do alto custo da destinação final dos rejeitos nucleares, o lixo atômico. Assim como no caso de uma termelétrica o que movimenta a turbina em uma usina nuclear é o vapor de água. Nesse caso, o que muda é a forma de aquecimento da água para a produção do vapor: em vez da queima de combustíveis minerais fósseis; é a utilizada a fissão (quebra) de átomos de uranio no interior de um reator. Países como França, Ucrânia, Coreia do Sul, Alemanha, Japão e EUA, apesar do custo elevado de instalação, funcionamento e conservação, é grande a produção de energia elétrica em usinas nucleares. Isso é resultado da impossibilidade de produção hidrelétrica devido as questões geográficas  de seus territórios, com exceção dos EUA. Apesar de apresentarem algumas vantagens em relação a outros tipos de usinas, as nucleares são potencialmente muito mais perigosas por utilizarem fontes primárias radiativas.
                Diversas formas de obtenção de energia elétrica vem sendo pesquisada e desenvolvida por vários países, mas a sua instalação e produção em larga escala ainda dependem da redução de custos como a energia solar, geotérmica, eólica, variação das marés, etc. A energia solar é utilizada na geração de eletricidade e no aquecimento de água, basicamente como fonte de luz e de calor, sendo uma ótima opção para atender a população que mora em localidades rurais sem acesso a rede de energia. Nas cidades, seu uso vem se intensificando nas residências, hotéis, hospitais, clubes e outros que buscam a redução da conta de eletricidade. Sua captação é realizada por coletores para o aquecimento e por células fotovoltaicas para converter a energia solar em eletricidade. Outra opção de produção de eletricidade alternativa é a energia eólica obtida do movimento dos ventos e das massas de ar. É uma forma limpa e renovável de obtenção de energia que está disponível em muitos lugares do planeta. A energia dos ventos é captada pelas turbinas eólicas, também chamadas de aerogeradores. Cada turbina conta com hélices de até três pás. Embora não sejam poluentes, as turbinas eólicas também provocam impacto ambiental, pois muitas vezes se localizam na rota de migração de pássaros.

BIOMASSA

                Biomassa é qualquer tipo de matéria orgânica não fóssil, vegetal ou animal, que possibilite obtenção de energia. Entres os produtos mais utilizados destacam o etanol obtido da cana-de-açúcar, da beterraba, do milho; o lixo orgânico que produz biogás; e os diversos tipos de óleos vegetais que podem ser transformados em biodiesel como a soja, dendê, mamona, algodão e trigo.  A utilização de biomassa como fonte de energia é muito antiga, remonta ao tempo em que o ser humano controlou o fogo e começou a queimar lenha. Atualmente, vem aumentando bastante o seu consumo por causa da instabilidade do preço do petróleo e, por em geral, apresentar uma queima menos poluente que a dos combustíveis fósseis. Hoje em dia ela considerada uma das principais alternativas na busca por uma maior diversificação na matriz energética viando reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, porque possibilita a obtenção de energia elétrica e de biocombustíveis. O etanol e o biodiesel são combustíveis não tóxicos e biodegradáveis, além disso, por serem isentos de enxofre em sua composição não causam chuva ácida. A expansão da produção e do consumo dos biocombustíveis depende muito do preço do petróleo. Quando aumenta o preço deste, há a tendência de busca de fontes mais baratas e os biocombustíveis ganham competitividade: ao contrário na época em que cai o preço do petróleo, os biocombustíveis perdem mercado. Um dos aspectos negativos da biomassa é que ela pode elevar o preço dos alimentos, já que sua matéria-prima também é fonte da indústria alimentícia e, a disputa entre usinas e essas indústrias podem elevar o preço dos alimentos.