segunda-feira, 13 de maio de 2013

Relações entre Coreia do Norte e Estados Unidos

Um dos adversários políticos e diplomáticos dos EUA, a Coreia do Norte sofre constantes sanções por parte dos EUA e de seus aliados por manter uma conduta política fechada e um programa nuclear desconhecido que põe em risco a paz no mundo.
O conflito político entre EUA e Coreia Norte iniciaria após a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA ajudaram a dividir a península coreana e guerrearam contra a Coreia do Norte nos anos 1950. Durante a Guerra Fria, Washington percebia o governo comunista de Pyongyang (capital norte-coreana) como uma ameaça, ameaça que se manteve depois da Queda do Muro de Berlim e da dissolução da URSS.
No início dos anos 1990, as relações entre os dois países pioram quando a Coreia do Norte decidiu expandir seu programa  nuclear e desenvolver armas do alto alcance e de destruição em massa. Diferente da Coreia do Sul, que possui mercado aberto e relações positivas com os EUA, a Coreia do Norte resiste num sistema comunista retrógrado que mantém a sua população distante da liberdade de expressão, de acesso amplo à informação e melhores condições sociais de vida. Apesar da Coreia do Norte manter relações estreitas com a China e de esboçar, a partir dos anos 2010, uma tentativa de abertura de mercado nos moldes de Pequim.
No ano de 2012, a Coreia do Norte assumiu possuir mísseis estratégicos que a permitiriam atingir o território dos EUA, o anúncio do governo de Pyongyang havia sido uma resposta às declarações dos EUA e da Coreia do Sul a respeito da alta capacidade de novos mísseis sul-coreanos.
As informações oficiais de Pyongyang são enunciadas pela KCNA, agência oficial norte-coreana a partir de informações liberadas pela Comissão de Defesa Nacional. O governo de Barack Obama resolveu adotar uma estratégia de paciência perante os testes atômicos realizados pela Coreia do Norte realizados entre 2006 e 2009 em áreas subterrâneas.
Entre conturbadas opiniões, segundo o grupo pró-desarmamento Ploughshares Fund, os EUA deveria tentar um diálogo com a Coreia do Norte, considerando a paciência como uma estratégia falida. Caso alguma arma de destruição de massa atinja os EUA, o governo de Washington  seria obrigado a invadir a Coreia do Norte e destituir o comunismo norte-coreano.
Fernando Rebouças.


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