terça-feira, 14 de maio de 2013

ACIDEZ NOS OCEANOS


A acidez dos oceanos inicia a partir da absorção do dióxido de carbono  pela água dos oceanos, na água marinha surge o ácido carbônico, diminuindo a quantidade de carbonato, substância essencial para a constituição de estruturas duras de organismos marinhos. Entre os anos 2002 e 2012, os estudos sobre a acidez nos oceanos foram aprofundados.
Os estudos têm revelado que a acidez é intensificada pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão, o petróleo e o gás. A queima desses combustíveis é capaz de deixar os oceanos 30% mais ácidos.
Desde a Revolução Industrial, a acidez tem avançado no meio marinho, mas, nos últimos anos, segundo pesquisadores do Laboratório de Oceanografia de Villefranche, na França, as condições dos oceanos tem mudado de maneira mais rápida. Segundo Jean-Pierre, as mudanças climáticas provocam acidez e elevação de temperatura nos mares.
Em setembro de 2012, foi realizado o The Ocean in a High-CO2 World: Ocean Acidification (O Oceano em um Mundo com Elevado Dióxido de Carbono: a Acidificação Oceânica), evento que reuniu cerca de 600 cientistas para apresentarem pesquisas e conclusões sobre o assunto.
Depois da formação do ácido carbônico no mar, a acidez oceânica reduz a disponibilidade de carbonato, impossibilitando a sobrevivência de organismos marinhos, afetando também as funções fisiológicas de diversas espécies.
Nos EUA, segundo pesquisas da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), a acidez tem comprometido o crescimento de recifes de corais e a sobrevivência de espécies marinhas. Em estudos da Universidade Columbia, os ecossistemas marinhos terão perdas irreversíveis, sendo difícil quantificar ao todo os reais impactos negativos futuros no meio marinho.
Os cientistas buscam decifrar o comportamento das águas oceânicas a partir de análise sobre registros climáticos que datam de 300 milhões de anos, o que permite estudar a extinção marinha e animal, além das mudanças evolutivas. Esse nível de análise permite uma visão mais profunda a respeito das mudanças climáticas modernas.
Mas, considerando os processos de acidificação atuais, o ritmo de alteração química tem sido mais intensa e única em comparação com períodos anteriores. Se permanecermos emitindo grandes quantidades de CO2 na atmosfera, poderemos ter um evento similar ao do Eoceno, ocorrido há 56 milhões de anos, quando o planeta teve alta extinção de organismos marinhos.
Fernando Rebouças

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