terça-feira, 28 de maio de 2013

COLONATO

Colonato  é o nome que se dá a um sistema de exploração de grandes propriedades entre diversos colonos ou meeiros, que ficam incumbidos de cultivar uma determinada área e entregar parte da produção ao proprietário, conservando outra parte para seu próprio consumo.
Ao longo da história, temos vários exemplos do emprego do regime de colonato, quase sempre ligados a uma crise ou escassez de mão de obra escrava. Na formação do Império Romano, a constante expansão territorial e a exploração da mão de obra de escravos deram origem a uma rica economia. Os escravos eram obtidos nas guerras e enviados para as grandes propriedades, onde se produziam os alimentos que abasteciam o império.
A partir do século III o sistema mostra seus primeiros sinais de colapso, pois as autoridades não conseguiam aumentar a quantidade de trabalhadores. Tentando reverter a situação, muitos proprietários de terra decidiram implementar o sistema de colonato, onde grandes proprietários cediam parte de suas terras para pessoas pobres dos campos e das cidades. Em alguns casos, escravos eram convertidos à condição de colonos, pois seus donos não tinham condições de sustentá-los. Em troca do lote de terras, os colonos deveriam ceder parte de sua produção agrícola.
Na Europa medieval, o processo de êxodo urbano chega ao seu auge. Os líderes das tribos antes chamadas de bárbaras pelos romanos, tornam-se senhores de terra, e se aproveitam do trabalho dos camponeses, numa relação de servidão, baseada na auto-suficiência da grande propriedade, chamada de vila, onde o servo produzia para si e para o senhor. Este sistema de colonato se expande ainda mais com a ocupação árabe do Mediterrâneo  no século VIII, o que dificultou o comércio com o oriente. Com a diminuição do comércio as vilas se isolam, passando a produzir para a auto-suficiência, chegando mesmo a ter regras e um governo próprio, o que daria origem ao sistema feudal.
No Brasil, um processo semelhante ocorre com a proximidade da abolição da escravatura, em 1888. Os fazendeiros de café tiveram de utilizar o trabalho livre do imigrante, implantando o sistema de colonato. Gastos com transporte e despesas não constituíam dívida do imigrante e o sistema de remuneração era misto, composto por uma parte dos ganhos com a venda do café e outra por um salário fixo anual. Os colonos se comprometiam a cuidar da colheita de determinado número de pés de café e ganhavam uma área onde podiam plantar e manter as suas criações. Fora da época da colheita de café, ganhavam por dia para fazer outros serviços na fazenda, e o patrão cedia a casa para a família enquanto esta estivesse trabalhando em sua propriedade.
Atualmente, o colonato no Brasil funciona como uma relação contratual, com registro em carteira, o que dá ao colono caráter de trabalhador assalariado. Neste contrato, prevê-se a cessão pelo cafeicultor ao colono de uma parcela das terras para que este cultive cereais para consumo familiar.
Emerson Santiago

segunda-feira, 27 de maio de 2013

ARCO-ÍRIS

O arco-íris é um fenômeno ótico causado pela refração da luz solar nas gotas de água (chuva) presentes na atmosfera. A refração divide a luz solar, branca, em espectros coloridos que caracterizam o arco-íris.
O mesmo fenômeno pode ser reproduzido em outras situações através da refração de luz por um prisma de vidro.
Todos os objetos apresentam um determinado índice de refração e as gotas de chuva também. Elas funcionam como se fossem um prisma natural, mas precisam ter um tamanho e formato certos para formar o arco-íris.
A refração é o processo de desvio do feixe de luz que, ao passar de um meio material para outro (o ar, para a água da gota de chuva) sofre um atraso. Um lado da onda de luz desacelera primeiro que o outro, causando a separação das cores de acordo com a frequência. É isso que a gota de chuva faz com a luz. Ao passar do meio material do ar, para a água da gota de chuva, a luz sofre uma refração, desvia no interior da gota e depois sofre uma nova refração ao sair da gota de chuva.
Por que um arco?
Mas, se fosse só isto, veríamos então, ao invés de um arco-íris, vários feixes de luz colorida (com cada gota de chuva refletindo todas as cores do arco-íris: laranja, amarelo, vermelho, verde, anil, azul e violeta) e não todos eles arrumadinhos formando um arco.
A questão é que, quando a gota de chuva refrata a luz solar, as cores vão se separando de acordo com sua freqüência em ângulos diferentes com relação ao observador. Desta forma, apenas uma cor estará posicionada em um ângulo visível ao observador. E da mesma forma, todas as outras gotas ao redor desta, refratarão a mesma cor em direção ao observador, formando uma faixa larga de determinada cor que caracteriza o arco-íris.
Exemplificando: você está observando o arco-íris. A cor que você vê por cima, o vermelho, está sendo refratada por várias gotas de chuva que estão na mesma altura. Logo abaixo do vermelho, você vê a cor laranja, que está sendo refratada por gotas de chuva que estão logo abaixo das que estão refratando a cor vermelha e assim sucessivamente. Isso porque, as gotas de cima estão em um ângulo que permite que a cor vermelha seja refratada direto para você, enquanto as outras cores passam por baixo de seu campo de visão (ou por cima, dependendo da cor).
Caroline Faria
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

ATLAS GEOGRÁFICO


Atlas Geográfico é o nome que se dá a uma coleção de mapas das várias áreas da Terra, ou de uma região específica, porém atualmente podendo tratar-se também de mapas de outros planetas e corpos espaciais em geral. Estão disponíveis geralmente em formato de livro ou multimídia, e tratam dos aspectos geográficos, históricos, políticos e sociais das áreas que cobrem.
Projeção de Mercator
O primeiro a utilizar o nome atlas  referindo-se a uma coleção de mapas é o cartógrafo flamengo (de Flandres, na atual Bélgica) Gerardus Mercator, no século XVI. Ele fazia referência ao mítico rei Atlas da Mauritânia, reino bérbere que compreendia parte do norte dos atuais Marrocos e Argélia. Rei Atlas teria sido um distinto filósofo, matemático e astrônomo responsável pela confecção da primeira projeção do globo terrestre.
Importante notar que o nome de Mercator não é conhecido apenas por tal distinção, mas acima de tudo por ter projetado a mais popular versão de mapa-múndi desde sempre - a Projeção de Mercator  - ainda hoje utilizada frequentemente em livros de todas as espécies, incluindo atlas escolares e representações virtuais como o Google Earth.
Isso apesar dos erros que apresenta, em especial o fato de "achatar" e "esticar" as áreas mais distantes da Linha do Equador. Tome-se como exemplo o tamanho atribuído à ilha da Groenlândia, que apesar de ter cerca de 1/4 do tamanho do território do Brasil, surge na projeção de Mercator como tendo praticamente o mesmo tamanho deste (a Groenlândia possui pouco mais de 2 milhões de quilômetros quadrados de território, enquanto que o Brasil possui pouco mais de oito e meio). Tais distorções são compreensíveis e até certo ponto inevitáveis, parte do desafiador processo de tentar representar em dimensão plana (a do mapa) um corpo originalmente em formato esférico (o globo terrestre).
Projeção de Peters
Mais recentemente, em 1855, o clérigo escocês James Gall produziu um mapa-múndi que procurava corrigir as distorções da projeção de Mercator; seu trabalho foi revivido pelo alemão Arno Peters em 1973, atingindo certa popularidade com o nome de "projeção Gall-Peters". Porém, a versão de Mercator para a representação plana do globo terrestre é ainda a mais popular, sendo a que todos reconhecem no dia-a-dia.
Podemos classificar os diversos atlas existentes em:
a) de acordo com sua extensão
1.espaciais ou exoterrestres
2.universais ou mundiais;
3.nacionais
4.regionais
5.distritais
6.locais
b) de acordo com a natureza da informação
1.geográficos
2.temáticos
c) de acordo com o suporte
1.impresso em papel
2.mídia eletrônica
Basicamente um atlas tem sua utilidade na medida em que oferece uma síntese completa e eficiente da realidade das área tratada, em seus vários aspectos (econômico, físico, social, geopolítico, entre outros). Torna-se desse modo um compêndio de conhecimentos sobre o local abordado.
Emerson Santiago

ANDRÔMEDA

Formadas por muitas estrelas, poeira cósmica e outros objetos que interagem gravitacionalmente, as Galáxias são agrupamentos desses corpos no universo. A Galáxia de Andrômeda  possui formato espiral e sua localização é de 2,54 milhões de anos-luz do Planeta Terra, sua posição é próxima da Constelação de Andrômeda. Segundos pesquisadores e cientistas, é tida como a mais próxima da Via Láctea.
É assim chamada, de Andrômeda, devido a proximidade da Constelação de Andrômeda, cujo termo é oriundo da Princesa da mitologia Andrômeda, filha de Cefeu (Rei da Etiópia e da Cassiopéia). Sua extensão é a maior de todas as outras galáxias do chamado Grupo Local (composto pela Galáxia do Triângulo, Via Láctea e mais 30 de pequena dimensão). A massa da Galáxia de Andrômeda é praticamente a mesma da nossa, possuindo  7.1×1011  massas solares (massa solar = massa do nosso Sol, o que equivale a 332.946 Terras).
É um dos astros mais brilhantes e chamativos, com uma magnitude aparente de 3,4, registrado pelo astrônomo francês Charles Messier. Possui ainda de 180 a 220 mil anos-luz de diâmetro. Dentre as principais características, podemos citar que seu corpo celeste é muito estudado e possibilita enormes descobertas científicas, como a estrutura espiral e os conglomerados abertos, a matéria interestelar, o núcleo galáctico, a poeira interestelar entre outras formas impossíveis de serem detectadas na nossa Galáxia.
A Galáxia de Andrômeda foi catalogada como M31 no catálogo Messier, e no NGC 224 (Novo Catálogo Geral), em Outubro do ano de 1786, por John Herschel.
Com um diâmetro de 250 mil anos-luz, tem o dobro do tamanho da Via Láctea.
Muitos estudiosos relatam que a Galáxia de Andrômeda terá seu fim próximo, pois com o passar dos anos a Via Láctea e a Galáxia de Andrômeda se aproximam e possivelmente, entrarão em rota de colisão. Esta previsão é prevista para acontecer na mesma época do fim do Sol, em aproximadamente 4 bilhões de anos.
Anna Adami

quinta-feira, 23 de maio de 2013

GEOGRAFIA DA AUSTRÁLIA

A Austrália está entre os seis maiores países do mundo, com 7 686 850 km². Localiza-se entre os oceanos Pacífico e Índico, sendo que não possui fronteiras terrestres. A capital do país é Canberra (e não Sydney ou Melbourne).
Sem considerar a Antártica, a Austrália é o território mais plano e árido do mundo. O relevo é formado por um planalto e várias planícies. É uma terra de contrastes, de paisagens e de climas. Na costa sudeste e na fértil, porém estreita planície da costa leste vive a maior parte da população. O clima nessas regiões é temperado.
São três os fusos horários no país. O inverno no país ocorre entre os meses de junho e agosto, enquanto o verão entre dezembro e fevereiro.
A Austrália é dividida em seis estados e cinco territórios, dos quais apenas dois fazem parte do continente, pois os outros três são Ilhas. Os estados são os seguintes:
New South Wales – A capital do estado é Sydney, que é a cidade mais velha e maior de toda a Austrália. Na região sudeste, esse é o estado mais populoso e no qual se encontram as maiores indústrias do país. O clima no estado é temperado, sendo que a temperatura varia entre os 7° (no inverno) e 26° (no verão). Outra cidade importante do estado é Newcastle.
South Austrália – A capital do estado é Adelaide, conhecida como a capital cultural do país. Nesse estado são encontrados desertos e terras férteis (Vale de Barossa). O clima na região é mediterrâneo, com temperaturas entre 8° (no inverno) e 28° (verão). Em South Austrália existem os rios Flinders e Murray, e três lagos grandes, o Gardiner, o Torrens e o Eyre.
Western Austrália – A capital do estado é Perth. Embora seja o maior estado, é o menos povoado. A região é de mineração. Devido a grande extensão desse estado, ele encontra-se em diferentes zonas climáticas. As temperaturas variam entre 8° (inverno) e 40° (verão).
Queensland – A capital do estado é Brisbane, a terceira maior cidade do país. Localiza-se a nordeste do país. Queensland é o estado que concentra as praias mais populares, sobretudo nas regiões da Gold Coast e Sunshine Coast, banhadas pelo Oceano Pacífico. Na direção da costa de Queensland, embora fora dela, está o maior recife de corais do mundo, que se estende por aproximadamente dois mil quilômetros. O clima na região é subtropical, com temperaturas que variam entre 10° (inverno) e 38° (verão).
Victoria  – A capital do estado é Melbourne, segunda maior cidade do país. O estado localiza-se ao sul do estado de New South Wales. Victoria possui florestas e grandes lagos. O clima em Victoria é temperado, com temperaturas que variam entre 6° (inverno) e 40° (verão).
Tasmânia – A capital do estado é Hobart. A Tasmânia é uma ilha ao sul do continente, cercada por inúmeras ilhas menores. A região é montanhosa. O clima é temperado (marítimo), com temperaturas entre 4° (inverno) e 25° (verão).
Os territórios que fazem parte do continente são: Australian Capital Territory e Northern Territory.
Australian Capital Territory  – A capital do estado (e do país) é Canberra, sendo que o estado é como o Distrito Federal. Localiza-se “dentro” do estado de New South Wales. Como Brasília, Canberra foi planejada, e é muito sofisticada. A cidade foi construída ao redor de um grande lago artificial. O clima na região é mediterrâneo, com temperaturas entre 3° (inverno) e 27° (verão).
Northern Territory  – A capital do estado é Darwin. Ao norte, o estado é constituído por grandes dunas, lagoas e rios sinuosos, penhascos e vales maciços. No centro do estado encontra-se o maior monolito do mundo, chamado de Uluri (ou Ayers Rock). A vegetação no estado é de savanas ou de eucaliptos (temperada). O clima é tropical na costa, e quente no interior, com temperaturas que variam entre 19° (inverno) e 35° no verão.
Devido ao seu isolamento, a fauna da Austrália conta com espécies só encontradas lá, como o Coala, o Canguru, o Ornitorrinco e o Diabo da Tasmânia, entre outros.
Thais Pacievitch

LUTA PELA LIBERDADE NA CHINA NAS MÍDIAS SOCIAIS

Quando falamos em mídia na China, devemos considerar que os veículos de comunicação são estatais e públicos, dependem do Estado e do forte mercado chinês. Porém, o governo controla todo o conteúdo veiculado em seus meios de comunicação comprometendo a liberdade de imprensa e de acesso à informação. Por outro lado, a China não tem conseguido controlar o fluxo de informações e protestos publicados nas mídias sociais e em blogs independentes.
Segundo a legislação do estado comunista de economia aberta, as autoridades chinesas podem prender os jornalistas e manifestantes em qualquer região do país e a qualquer momento. A Internet tem sido considerada o único meio de publicação livre a respeito das questões e problemas enfrentados pela sociedade chinesa, apesar dos bloqueios e restrições ao acesso de alguns sites e plataformas de serviços globais para e-mails, blogs e redes sociais.
Considerando estimativas recentes, a China possui mais de 500 milhões de internautas que já expressam e acessam informações “descartadas” pelos canais de televisão e agências de notícias oficiais e mantidas pelo governo. Questões como más condições de trabalho nas fábricas chinesas, problemas ambientais, repressão à liberdade política e repressão aos movimentos de homosexuais são negligenciados pelas grandes mídias chineses, mas abordados por ativistas virtuais.
Durante a Primavera Árabe, os principais veículos chineses evitaram mencionar ou aprofundar o assunto, o governo chinês temia que a população do país pudesse se inspirar nas revoltas populares eclodidas nos países árabes e iniciar uma revolta política contra o comunismo chinês.
Na tentativa de controlar o acesso à conteúdo pela internet no país, o governo chinês utiliza o Great Firewall, um sistema virtual de censura que bloqueia páginas do Facebook, YouTube e Twitter que se referem à denúncias sociais e políticas relacionadas ao país.
Dentro da própria China, um governo local sempre se esforça para que uma denúncia a respeito de uma poluição hídrica ocorrida na própria cidade não chegue aos ouvidos do governo provincial ou nacional por meio de reclamações públicas nas redes sociais, somente, quando uma determinada poluição atinge cidades vizinhas. Porém, num país super populoso como a China, quando um grupo de pessoas se reúne nas redes sociais para protestar ou cobrar soluções, os grupos representam um conjunto de mais de 1 milhão de pessoas, dependendo da gravidade da situação. Perante o crescimento dos protestos e debates na internet, o governo chinês utiliza a censura prévia e o eufemismo de suas declarações para manter o controle e a calma no país.
Fernando Rebouças.

terça-feira, 21 de maio de 2013

O EXTRATIVISMO NA AMAZÔNIA


O interesse econômico pela Amazônia despertou-se no século XVIII mediante a procura das chamadas "Drogas do Sertão", plantas medicinais, óleos, resinas, cacau, peles, peixes e carnes secas. Embora, naquele período, tivessem sido estabelecidas, às margens dos grandes rios, fazendas para pecuária e agricultura, - cacau, café, algodão, - estas significavam muito pouco, quando comparadas com as atividades extrativas. A participação dos índios e caboclos muito contribuiu para o crescimento do extrativismo, mas os índios, na maioria dos casos, eram perseguidos e obrigados a trabalhar para os colonizadores. Não é significativa a participação do negro no extrativismo na Amazônia.
 
 
A ocupação da Amazônia foi motivada pelo extrativismo, especialmente durante a segunda metade do século XIX, quando ao redor de 400.000 famílias vindas do Nordeste, lá se instalaram, à procura da borracha, cuja demanda crescente, nos Estados Unidos e na Europa, exigia um rápido aumento de produção. Este foi o chamado "ciclo da borracha", que teve seus anos áureos na virada do século e seu declínio por volta de 1920.
Durante a segunda guerra mundial, incentivou-se novamente o extrativismo da borracha e milhares de famílias nordestinas foram transportadas para os seringais. Terminada a guerra, o governo procurou manter uma política de incentivo ao extrativismo da borracha, com financiamentos para a comercialização e o beneficiamento. Como os preços pagos ao produtor não eram atraentes, o extrativismo passou por diversas crises, fazendo com que nos últimos 10 anos grande número de famílias tenha abandonado a atividade.
O extrativismo da borracha sempre esteve ligado ao da castanha que é praticado nas mesmas áreas; o primeiro, na época menos chuvosa (maio a novembro) e o segundo, no período mais chuvoso (dezembro a março).
Caracterização do extrativismo da borracha e da castanha
O extrativismo da borracha e da castanha foi montado e se desenvolveu sobre dois grandes pilares: capital forâneo e latifúndio. Foram duas condicionantes porque:
a) O empreendimento exigia capital, formando uma corrente desde o exportador que financiava o comprador na cidade, que por sua vez financiava os compradores intermediários e estes aos seringalistas os quais forneciam mantimentos aos seringueiros.
b) Para ser rentável, a extração exigia o latifúndio, em razão da baixa densidade das seringueiras e castanheiras na floresta.
O "Seringal tradicional", expressão sócio-econômica da Região, tinha as seguintes características:
•exclusividade do extrativismo e ausência de agricultura;
•importação dos principais bens de consumo, deixando os seringueiros em total dependência do patrão;
•custo de produção garantido pelo patrão, porém sem deixar margem de lucro ao seringueiro; era uma maneira de não deixá-lo sair da atividade, pois sempre era mantido como devedor do seu patrão;
•descontos excessivos na pesagem da borracha e fixação de preços baixos.
Hoje existem poucos seringais funcionando no modelo tradicional. Com a abertura de estradas e ramais e com o avanço da fronteira agrícola, apareceram muitos intermediários e aos poucos foi desaparecendo a figura do único patrão, dono do seringal, o seringalista.
O extrativista tradicional
O extrativista tradicional da Amazônia mora no coração da floresta, vive da coleta das riquezas naturais, borracha, castanha e complementa sua renda com a caça, a pesca, a coleta de frutos como açaí, abacaba e patoá.
Devido às distâncias impostas pela dispersão das espécies produtivas (3 seringueiras ou castanheiras por hectare), ele vive isolado. Sua característica principal é a dependência total de patrões e comerciantes que lhe fornecem os bens de subsistência em troca de sua produção.
Quanto ao trabalho, ele não tem vínculo empregatício com o patrão, nem contrato de arrendamento; não é dono da terra, mas tem direito a praticar o extrativismo, contanto que troque a produção pelas mercadorias que o patrão lhe traz; na verdade, troca sua força de trabalho pelo abastecimento de bens não existentes na floresta.
O extrativista complementa sua renda com a venda de produtos agrícolas ou de criações, mas ela é drasticamente reduzida, em valores reais, devido aos preços elevadíssimos que é obrigado a pagar pelos gêneros adquiridos ao comerciante. Há casos em que o isolamento é tal que impossibilita a comercialização dos bens produzidos pela família, impedindo que a renda monetária familiar seja superior à renda do extrativismo.
A maior parte dos extrativistas da Amazônia mora em casas montadas como palafitas, com cobertura e paredes de paxiúba e/ou palha; por baixo habitam patos, galinhas e porcos, favorecendo a multiplicação dos insetos; em cima, a falta de proteção facilita a invasão por agentes transmissores de doenças. O quadro é agravado pela falta de hábitos higiênicos. As doenças mais comuns são gripes, diarréias, verminoses e malária.
Nas regiões extrativistas, afastadas das sedes municipais, não há escolas, e onde existem funcionam em precárias condições. Daí ser o índice de analfabetismo elevado (70%) e sem perspectivas de diminuição, porque as escolas não acompanham o crescimento vegetativo da população.
Quase todos os extrativistas da Amazônia pescam para completar sua alimentação; entretanto há famílias que se dedicam exclusivamente à pesca, de forma artesanal; estes podem ser considerados como extrativistas da fauna ictiológica e não devem ser confundidos com os pescadores industriais que chegam de outras regiões, com barcos equipados e praticam uma pesca com objetivos de comercialização nas grandes cidades. Os recursos pesqueiros e madereiros são os mais explorados da Amazônia, infelizmente por grandes grupos econômicos.
O extrativismo do babaçu
O babaçu, palmeiras dos gêneros Arbignya e Ahalea, é explorado especialmente no Estado do Maranhão, embora exista em outros Estados. Infelizmente, nas áreas de maior ocorrência, houve nos últimos 30 anos implantação de fazendas de gado, gerando problemas para as 400.000 famílias que auferem a maior parte da sua renda do extrativismo do babaçu. Antes da implantação das fazendas, a coleta do babaçu era uma atividade livre e espontânea; atualmente os fazendeiros além de derrubarem a maioria dos babaçuais, nos restantes proíbem a coleta. Surge a necessidade urgente de criar unidades de conservação que defendam tanto as espécies como, principalmente, permitam a sobrevivência das famílias.
A diminuição do extrativismo na Amazônia
Durante 20 anos, de 1965 a 1985, o Brasil praticou uma política de ocupação da Amazônia, e de expansão da sua fronteira agrícola. Para tanto abriu estradas, distribuiu terras, organizou colônias e deu inúmeros incentivos, especialmente de crédito subsidiado, para instalar fazendas agropecuárias e empreendimentos madereiros na região. Esta política de destruição da floresta aniquilou o extrativismo em várias regiões, como por exemplo, no estado do Pará, onde foram derrubados os castanhais mais ricos do pais, ou no estado de Rondônia, onde na área de influência da estrada BR 364, desapareceram seringais e castanhais. Desapareceram também diversas áreas extrativistas em Mato Grosso, Maranhão e Acre
Este avanço da fronteira agrícola sobre a Amazônia, desestruturou o extrativismo em diversas regiões, transformou áreas extrativistas em pasto para gado e extrativistas em peões ou pequenos agricultores.
O que impediu que continuasse a devastação foi a pressão dos próprios moradores, que expunham suas vidas em defesa da floresta, e a pressão de instituições internacionais e nacionais. O próprio governo, a partir de 1985, começou a tomar consciência da importância da conservação das florestas
A ação das madereiras na Amazônia
A extração de madeiras da Amazônia, para exportação, ou para consumo nos grandes centros urbanos nacionais, nunca foi uma atividade típica dos moradores da floresta. Foi sempre iniciativa de grandes empresas, que colocam na linha de frente intermediários. Estas empresas contam com o incentivo governamental que aos poucos vem diminuindo e muitas delas burlam a legislação ou abusam das concessões obtidas.
Os autênticos habitantes da floresta utilizam as madeiras, de forma artesanal, nas próprias moradias ou nos meios de transporte (pequenos barcos ou canoas); os colonos, fixados ali pelo governo, quando pressionados pelos madereiros, chegam a vender as madeiras a preços irrisórios. Os colonos instalados pelo INCRA no Pará, Rondônia e Acre até hoje vendem madeira aos intermediários.
Esta pressão dos madereiros tem aumentado muito e, infelizmente as pesquisas constatam que nas regiões de várzea, também os moradores tradicionais vendem madeiras aos intermediários (Whitesell, 1993).
O extrativismo mineral na Amazônia
Na Amazônia, devido ao seu rico potencial mineral, tanto o governo, como a iniciativa privada tem praticado o extrativismo mineral nos últimos 30 anos. Grandes projetos como Carajás e Rio Trombetas no Pará extraem ferro e bauxita; Serra do Navio no Amapá, extrai manganês, Serra Pelada no Pará, extrai ouro; em Porto Velho extrai-se a cassiterita. Porém em muitos rios e em áreas indígenas, clandestinamente é praticada a garimpagem, uma das maiores degradações ambientais na Amazônia, inclusive poluindo as águas; o governo constantemente está combatendo tais ações.
Trabalhosescolares/geografia

segunda-feira, 20 de maio de 2013

AS MUDANÇAS NO MILITARISMO E NA GUERRA

O poderio militar vem se modernizando a partir da revolução técnico cientifica, pelo menos nos países desenvolvidos, a começar pelos EUA. No lugar de armamentos de destruição em massa, como a bomba atômica, armas químicas e biológicas, etc.; começam a predominar nos dias de hoje as chamadas “armas inteligentes”. Elas consistem na aplicação da informática (chips e programas) e das telecomunicações (satélites, GPS) nas armas, que se tornam mais precisas, atingindo o alvo com maior eficácia. Em vez de exterminar milhões de pessoas de forma indiscriminada, esses armamentos “inteligentes” procuram na medida do possível “dobrar” o inimigo com a destruição de alvos estratégicos como prédios governamentais, aeroportos, meios de comunicação, pontes e estradas, depósitos de armas, etc. Com isso, no lugar da quantidade ou mesmo da força bruta, o mais importante passa ser a qualidade, a tecnologia. Existe dessa forma a necessidade de um número bem menor de militares, porém, mais qualificados, daí a incorporação crescente de mulheres nas Forças Armadas. Assim equipamentos mais tecnológicos e militares mais qualificados e especializados representam um menor desperdício de munição e também menos baixas.

                Na verdade, a maneira como os povos fazem a guerra depende de sua economia e, em especial de sua evolução técnica. Nas sociedades tradicionais agrícolas, as guerras tinham por base a habilidade manual dos soldados. A técnica era precária, e na maioria dos exércitos o pagamento de um soldado era irregular, geralmente em bens e não em dinheiro. O combate era corpo a corpo. As armas com alcance a distancia eram poucas e precárias. Durante milhares de anos, o combate envolvia a matança cara a cara, e as armas como espadas, lanças e machados dependiam da força muscular do soldado. Com a Revolução Industrial e o surgimento da sociedade moderna, passou a existir um novo tipo de guerra, com novos armamentos – fuzis automáticos, metralhadoras, tanques e mais tarde no século XX aviões e, por ultimo, as bombas nucleares. Assim como a produção em massa passou a ser o principio central da produção, a destruição em massa tornou-se o objetivo da guerra. Os exércitos mercenários que predominou até o fim do século XVIII, foram substituídos pelos exércitos profissionais e permanentes, pagos com dinheiro público e teoricamente leais a um patriotismo.  Antes da Revolução Industrial a guerra era um choque entre governantes (reis, imperadores); depois, passou a ser um choque entre nações.

                Hoje, desde a revolução técnica cientifica, a concepção e os instrumentos de guerra começaram a mudar. No lugar de armas de destruição em massa (que ainda existem) passou a se dar mais importância às armas “inteligentes”, que não destroem tudo, apenas alvos selecionados. Este tipo de guerra deverá predominar no século XXI, pelo menos nos conflitos que envolverem países desenvolvidos. A primeira guerra desse tipo foi a Guerra do Golfo. O mundo ficou estupefato com as imagens transmitidas ao vivo pela televisão. Pela primeira vez na História, a tv transmitia ao vivo as imagens de misseis e bombas guiadas procurando e atingindo seu alvo com impressionante precisão. Outra novidade desse tipo de guerra foi o fim das “frentes de batalha”.

                Existe uma mudança na atualidade que coloca o conhecimento, e não mais a força bruta ou a destruição em massa, no centro do poderio militar. Um dos indicadores disso é a informatização: na Guerra do Golfo havia mais de três mil computadores nos Estados Unidos conectados aos computadores e monitores da zona da guerra. No lugar do soldado durão, o importante agora é um soldado técnico com conhecimento de informática. No lugar dos antiquados valores da força bruta e do machismo, a nova guerra valoriza a educação, o conhecimento e a perícia. Assim, como na economia e no mercado de trabalho, em que a necessidade de uma elevada escolaridade é uma exigência cada vez maior, também na guerra isso ocorre. Um pequeno numero de pessoas com conhecimento em tecnologia avançada pode realizar muito mais do que um grande numero de pessoas com as ferramentas da força bruta do passado. Por isso, o serviço militar obrigatório em muitos países vem sendo substituído pelo recrutamento de pessoas, principalmente aquelas com ensino médio e com curso superior, que vão encarar isso como uma profissão remunerada e não mais um serviço obrigatório.

A Guerra Cibernética

                O ciberespaço ou espaço virtual tornou-se fundamental na guerra, por causa da enorme importância militar dos computadores e suas redes para a circulação de informações ou ordens, para ligar aviões aos navios ou as bases locais de apoio, e estes aos centros estratégicos localizados no país de origem, etc.  a informação hoje é fundamental para o sucesso da guerra. Basta lembrar os satélites que detectam o deslocamento de tropas inimigas, ou a localização de depósitos de armamentos, por exemplo. Geralmente estas informações circulam por redes de computadores, através de fios ou do que é mais comum, de ondas ou espectros de satélites ou de rádios. Tentar invadir essas redes, seja para descobrir segredos, seja para inutiliza-la é o objetivo do que se chama hoje de guerra cibernética.

                As Armas Nucleares

                As armas de destruição em massa, que mataram milhares ou milhões de pessoas de forma indiscriminada, como as armas nucleares, químicas ou biológicas estão sendo progressivamente banidas ou proibidas. Existem inúmeros tratados internacionais, todos criados nas ultimas décadas, que procuram eliminar a fabricação e o uso de armas químicas (substâncias e gases tóxicos ) e biológicas (vírus, bactérias criadas em laboratório). Os armamentos nucleares não foram totalmente banidos, mas existe uma tentativa de controla-los, de impedir novas fabricações e novos testes e, ao mesmo tempo, uma tentativa de diminuir as ogivas que existem nos países que já produziram.

Arsenal de Bombas Nucleares pelo Mundo
PAÍS
Nº DE OGIVAS
Estados Unidos
10.600
Rússia
8.000
China
400
França
350
Inglaterra
200
Israel
200
Índia
60
Paquistão
40
Coreia do Norte
2(?)

Existe assim o chamado clube atômico, ou seja, o conjunto de países que dispõem de bombas nucleares. Toda esse arsenal nuclear oferece o risco de uma guerra nuclear sem a participação de uma grande potência, algo inimaginável até a década de 1980. Isso quer dizer que até a guerra entre países pobres, algo infelizmente comum, em alguns caso no Oriente Médio, no sul e no leste da Ásia, poderão utilizar armamentos nucleares, o que muito perigoso para toda a humanidade e para o meio ambiente planetário, pois pode causar uma destruição sem precedentes. Ainda mais que a manutenção dessas ogivas nucleares nos países mais pobres é deficitária e muitas vezes não confiável. (Adaptado de José W. Vesentini. Geografia: o mundo em transição 1, p. 169-174).

CÁUCASO

É conhecida como Cáucaso a área geográfica que divide a Europa Oriental e a Ásia Ocidental, e que toma emprestado seu nome à cordilheira que ocupa boa parte da região. A cordilheira vai desde as margens do Mar Negro até a costa do Mar Cáspio, ou seja, de um lado ao outro da região. Ali vivem cerca de 21 milhões de indivíduos, distribuídos entre três países independentes, Geórgia, Armênia e Azerbaijão, além de algumas repúblicas da Rússia (Chechênia, Inguchétia, Adiguésia, Cabárdia-Balcária, Carachai-Circássia, Ossétia do Norte, Krai de Krasnodar e Krai de Stavropol). Partes da Turquia e do Irã são por vezes consideradas como parte do Cáucaso.
Geórgia e Armênia são considerados integrantes do continente europeu, enquanto que o Azerbaijão é tradicionalmente classificado como um país asiático. Além destes estados, algumas das repúblicas russas mais problemáticas do ponto de vista político estão localizados no Cáucaso, bem como regiões separatistas de Geórgia e Azerbaijão.
Como ponto limítrofe entre Europa e Ásia, a área assume uma real importância estratégica e política, além de abrigar grandes jazidas de petróleo. Tal situação faz do Cáucaso uma região explosiva, de constantes mudanças políticas e sociais e que é alvo dos interesses dos vizinhos Irã, Turquia e Rússia, países que estão constantemente interferindo nos assuntos domésticos das nações locais.
Além dos fatores externos, a enorme diversidade encontrada no Cáucaso também não contribui muito para uma convivência pacífica, pois a área é lar de cerca de 100 etnias com seus próprios costumes e línguas, e que resulta na maior diversidade linguística no mundo.
Não bastasse tamanha pluralidade, o Cáucaso é uma área de encontro entre as religiões cristã e muçulmana (além de algumas minorias budistas) o que por si só não gera conflitos em meio aos vários povos, mas serve ao menos para criar um clima de distanciamento entre os adeptos de diferentes religiões.
Na Antiguidade clássica, várias colônias gregas estavam instaladas na região. Posteriormente, outros povos tentaram dominar a área, a custo de grande instabilidade social. O Cáucaso passou pelo domínio persa e bizantino, e no século VII Geórgia e Armênia são conquistadas pelos árabes. No século XI povos turcos oriundos da Ásia Central irão se instalar na região vizinha da península da Anatólia, e iniciam uma disputa que perdura por vários séculos. No século XIX a Rússia começa uma expansão pelo Cáucaso, e o seu sucessor, a União Soviética, inicia um processo de unificação dos diferentes povos locais sob a cultura predominante russa.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Cáucaso foi um alvo alemão, e posteriormente, centenas de milhares de chechenos e inguches foram deportados para a Sibéria, acusados pelo então líder soviético Josef Stalin, de origem georgiana, de colaboracionismo com os invasores nazistas.
Com o fim da União Soviética, em 1991, explodem os conflitos nacionalistas, envolvendo inguches e ossetianos, ossetianos e georgianos, chechenos e russos, arménios e azeris, fundamentalistas contra as autoridades do Daguestão, e movimentos independentistas em diversas repúblicas da ex-URSS.
Emerson Santiago


quinta-feira, 16 de maio de 2013

GEOGRAFIA DA ÍNDIA


A república federal da Índia está situada no sul da Ásia. É o segundo país mais populoso do mundo (depois da China) e o sétimo maior em extensão territorial (3.287.590 Km²). Ao norte faz fronteira com o Nepal, Afeganistão, Tibet e Butão, ao sul com o estreito de Palk e o golfo de Mannar, ao leste com o golfo de Bengala, Birmânia e Bangladesh e ao oeste com o Paquistão e o Mar da Arábia. Os três principais rios indianos são: o Indo, o Ganges e o Brahmaputra.
A capital da Índia é Nova Delhi, outras importantes cidades são: Mumbay (Bombain), Kolkata (Calcutá) e Chemay (Madras). A Índia se divide em quatro grandes regiões, são elas: o Himalaya, as planícies fluviais do norte, o planalto do Decan e os Gates oriental e ocidental. O sistema montanhoso mais importante daquele país é a cordilheira do Himalaya.
Como sabemos o clima é amplamente influenciado pelas diferentes altitudes, longitudes e latitudes. É o que ocorre na Índia, além disso, seu clima é influenciado pelas monções (ventos que, no verão, sopram do mar em direção a terra e, no inverno, sopram da terra para o mar e dão origem a muitas chuvas). Na Índia é possível encontrar regiões tropicais e subtropicais, regiões temperadas e alpinas (neve em abundância).
O clima variado está diretamente relacionado com a diversidade da vegetação. Nas ladeiras do Himalaya podemos encontrar florestas tropicais, com sua riquíssima vegetação. Mas na Índia há três principais espécies de vegetação: bosques secos tropicais ou savanas, bosques tropicais úmidos e desertos. Os bosques secos tropicais são os mais predominantes naquele país, sua vegetação é herbácea (principalmente gramíneas que podem chegar a 2 m de altura). Seu solo é argiloso e impermeável. As poucas árvores que lá existem são, na maioria dos casos, acácias e baobás. Nos bosques tropicais úmidos, abundam gramíneas e arbustos. Nos desertos a vegetação tem de suportar altas temperaturas e secas prolongadas, bulbos e tubérculos são abundantes.
A fauna indiana é muito variada, lá existem cerca de 350 espécies de mamíferos e 1200 tipos de pássaros. Muitas espécies compartilham o mesmo habitat, cada região tem algo de especial. Dois dos animais mais impressionantes da Índia são o elefante asiático e o tigre de bengala.
Thais Pacievitch

terça-feira, 14 de maio de 2013

ACIDEZ NOS OCEANOS


A acidez dos oceanos inicia a partir da absorção do dióxido de carbono  pela água dos oceanos, na água marinha surge o ácido carbônico, diminuindo a quantidade de carbonato, substância essencial para a constituição de estruturas duras de organismos marinhos. Entre os anos 2002 e 2012, os estudos sobre a acidez nos oceanos foram aprofundados.
Os estudos têm revelado que a acidez é intensificada pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão, o petróleo e o gás. A queima desses combustíveis é capaz de deixar os oceanos 30% mais ácidos.
Desde a Revolução Industrial, a acidez tem avançado no meio marinho, mas, nos últimos anos, segundo pesquisadores do Laboratório de Oceanografia de Villefranche, na França, as condições dos oceanos tem mudado de maneira mais rápida. Segundo Jean-Pierre, as mudanças climáticas provocam acidez e elevação de temperatura nos mares.
Em setembro de 2012, foi realizado o The Ocean in a High-CO2 World: Ocean Acidification (O Oceano em um Mundo com Elevado Dióxido de Carbono: a Acidificação Oceânica), evento que reuniu cerca de 600 cientistas para apresentarem pesquisas e conclusões sobre o assunto.
Depois da formação do ácido carbônico no mar, a acidez oceânica reduz a disponibilidade de carbonato, impossibilitando a sobrevivência de organismos marinhos, afetando também as funções fisiológicas de diversas espécies.
Nos EUA, segundo pesquisas da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), a acidez tem comprometido o crescimento de recifes de corais e a sobrevivência de espécies marinhas. Em estudos da Universidade Columbia, os ecossistemas marinhos terão perdas irreversíveis, sendo difícil quantificar ao todo os reais impactos negativos futuros no meio marinho.
Os cientistas buscam decifrar o comportamento das águas oceânicas a partir de análise sobre registros climáticos que datam de 300 milhões de anos, o que permite estudar a extinção marinha e animal, além das mudanças evolutivas. Esse nível de análise permite uma visão mais profunda a respeito das mudanças climáticas modernas.
Mas, considerando os processos de acidificação atuais, o ritmo de alteração química tem sido mais intensa e única em comparação com períodos anteriores. Se permanecermos emitindo grandes quantidades de CO2 na atmosfera, poderemos ter um evento similar ao do Eoceno, ocorrido há 56 milhões de anos, quando o planeta teve alta extinção de organismos marinhos.
Fernando Rebouças

segunda-feira, 13 de maio de 2013

7.A FASE ATUAL DA INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA

Como já sabemos o Brasil é um país de industrialização tardia, isto é ingressou com mais de um século atrasado na Primeira Revolução Industrial e cerca de 50 anos atrasado em relação à Segunda Revolução Industrial, aquela que promoveu o desenvolvimento das indústrias automobilística, metalúrgica, siderúrgica, eletroeletrônicos e petroquímica. Essa segundo fase da industrialização começou no Brasil por volta dos anos 1930 e somente se consolidou no final dos anos de 1950.
O grande dilema da industrialização brasileira atualmente é como enfrentar de forma satisfatória a Terceira Revolução Industrial ou Revolução Técnico-Cientifica, isto é, a nova fase da industrialização na qual predominam as indústrias de informática, robótica, microeletrônica, biotecnológicas, de telecomunicações e outras. Essa nova fase da industrialização requer tecnologia mais complexa e mão-de-obra mais qualificada, com elevado nível de escolaridade.  As indústrias tecnológicas, ao contrário dos setores importantes das indústrias da primeira e da segunda revolução industrial, não valorizam a força de trabalho barata ou mesmo a especializada de ensino médio, que gradativamente vai sendo substituída por robôs. O importante agora é a força de trabalho qualificada, de preferenciam com nível superior.
Nesses termos, o fundamental para o avanço do processo industrial não é mais a disponibilidade de matérias-primas ou de mão-de-obra barata, elementos importantes até os anos de 1970, mas a mão-de-obra qualificada, que requer ótima sistema educacional, mercado consumidor significativo e centros de produção de tecnologia avançados (tecnopolos), o que significa basicamente ótimas universidades e centros de pesquisa. Em um mercado consumidor significativo pressupõe uma distribuição social de renda mais justa, para que os trabalhadores tenham bom poder aquisitivo para acessar aos serviços de qualidade, a tecnologia e a cultura, como ocorre nos países desenvolvidos.

Relações entre Coreia do Norte e Estados Unidos

Um dos adversários políticos e diplomáticos dos EUA, a Coreia do Norte sofre constantes sanções por parte dos EUA e de seus aliados por manter uma conduta política fechada e um programa nuclear desconhecido que põe em risco a paz no mundo.
O conflito político entre EUA e Coreia Norte iniciaria após a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA ajudaram a dividir a península coreana e guerrearam contra a Coreia do Norte nos anos 1950. Durante a Guerra Fria, Washington percebia o governo comunista de Pyongyang (capital norte-coreana) como uma ameaça, ameaça que se manteve depois da Queda do Muro de Berlim e da dissolução da URSS.
No início dos anos 1990, as relações entre os dois países pioram quando a Coreia do Norte decidiu expandir seu programa  nuclear e desenvolver armas do alto alcance e de destruição em massa. Diferente da Coreia do Sul, que possui mercado aberto e relações positivas com os EUA, a Coreia do Norte resiste num sistema comunista retrógrado que mantém a sua população distante da liberdade de expressão, de acesso amplo à informação e melhores condições sociais de vida. Apesar da Coreia do Norte manter relações estreitas com a China e de esboçar, a partir dos anos 2010, uma tentativa de abertura de mercado nos moldes de Pequim.
No ano de 2012, a Coreia do Norte assumiu possuir mísseis estratégicos que a permitiriam atingir o território dos EUA, o anúncio do governo de Pyongyang havia sido uma resposta às declarações dos EUA e da Coreia do Sul a respeito da alta capacidade de novos mísseis sul-coreanos.
As informações oficiais de Pyongyang são enunciadas pela KCNA, agência oficial norte-coreana a partir de informações liberadas pela Comissão de Defesa Nacional. O governo de Barack Obama resolveu adotar uma estratégia de paciência perante os testes atômicos realizados pela Coreia do Norte realizados entre 2006 e 2009 em áreas subterrâneas.
Entre conturbadas opiniões, segundo o grupo pró-desarmamento Ploughshares Fund, os EUA deveria tentar um diálogo com a Coreia do Norte, considerando a paciência como uma estratégia falida. Caso alguma arma de destruição de massa atinja os EUA, o governo de Washington  seria obrigado a invadir a Coreia do Norte e destituir o comunismo norte-coreano.
Fernando Rebouças.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Condições dos rios brasileiros


Em 2013, segundo declarações do DRH (Departamento de Recursos Hídricos), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, os principais rios brasileiros poderiam ser encontrados e navegados em ótimas condições. Segundo o Ministério, no governo há diferentes iniciativas favoráveis ao saneamento básico, contra a perda das nascentes e de coberturas florestais no país.
Devemos considerar as nascentes e as florestas como fundamentais para manutenção dos recursos hídricos que, por sua vez, são essenciais para a vida e para o desenvolvimento econômico. Nas cidades onde há carência de água também há evasão de investimentos, prejudicando a economia local.
O Brasil possui 170 sistemas aquíferos no seu subsolo, dos rios do país cerca de 73% dos principais apresentam boas condições, porém, o governo assume a existência de problemas na relação entre a oferta e demanda de recursos hídricos, um problema não atrelado a má distribuição, mas de distribuição na natureza.
O Brasil possui mais de 70 rios de águas fronteiriças e transfronteiriças. As nossas bacias mais importantes são a da Amazônia e do Prata.
No país, todas as 26 unidades da Federação possuem conselhos de gestão e leis estaduais para os recursos hídricos; são dez comitês de bacias hidrográficas  e 170 núcleos estaduais. Nos últimos anos, o Ministério do Meio Ambiente trabalha por meio da SRHU, Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, no desenvolvimento de vários programas de preservação de recursos hídricos brasileiros.
Porém, segundo entidades do terceiro setor, os rios brasileiros apresentam péssima qualidade e problemas relacionados à poluição. Entre 2009 e 2010, a ONG SOS Mata Atlântica coletou a água de 69 rios distribuídos por 70 municípios em 15 estados do país. Análise sobre a qualidade dos rios brasileiros detectou a presença do esgoto doméstico sem tratamento, com baixo índice de tratamento do esgoto, fator que oferece riscos de transmissão de doenças pela água e impacto sobre os ecossistemas onde os rios se localizam. A poluição e a ausência de saneamento básico em diferentes regiões do país compromete a qualidade da água dos rios, compromete a vitalidade das espécies no meio ambiente e compromete os serviços ambientais prestados pelo rio e pelos ecossistemas.
Fernando Rebouças





quinta-feira, 9 de maio de 2013

Geografia da Argentina

A Argentina é o quarto maior país do continente Americano e o sétimo maior país do mundo. Está localizada na porção mais austral da América do Sul. Uma pequena parte da superfície argentina, no extremo sul, pertence ao continente antártico.
A Argentina faz fronteira com cinco países: Chile, Brasil, Paraguai, Bolívia, e Uruguai. Com o Chile têm sua fronteira mais extensa, ao longo de toda a Cordilheira dos Andes. Ao norte limita-se com a Bolívia e o Paraguai, a oeste com o Chile, a leste com o Oceano Atlântico e a nordeste com o Uruguai e o Brasil.
A geografia da Argentina é muito variada, tendo destaques as seguintes vegetações e climas:
Mesopotâmia: situada mais ao nordeste, a Mesopotâmia está situada entre os rios Paraná e Uruguai, na bacia hidrográfica formada pelos mesmos. A vegetação é de selva subtropical, sendo o clima também subtropical.
Pampa: Ocupa a região central e leste da Argentina, em torno de 25% do território do país. Os pampas são planícies férteis, cobertas por vegetação do tipo gramíneas, com o solo conhecido por ser o mais rico do mundo, o que torna a região muito produtiva. O clima nos pampas é temperado e úmido.
Patagônia: Planalto ao sul do país. A região é marcada pelas geleiras, por lagos e bosques compostos por uma vegetação com poucas árvores e arbustos. O clima é frio e úmido.
Cuyo: Região oeste, próxima aos Andes, onde as montanhas férteis são apropriadas para a cultura da uva e produção do vinho. É nessa região que está o ponto mais alto do hemisfério ocidental: o Pico Aconcágua, que tem 6960 metros de altitude. O clima na região do cuyo é temperado.
Nordeste: Região das planícies do Chaco argentino, região rica em madeira. A vegetação é composta por florestas e o clima é quente e úmido.
Noroeste: região montanhosa. Clima quente e desértico.
Os Rios Paraná, Uruguai e Paraguai são os maiores rios da Argentina. O sistema fluvial do Rio da Prata, o segundo maior sistema fluvial da América do Sul, é formado principalmente por esses rios. O sistema fluvial do Rio da Prata só perde para o sistema fluvial formado pelo Rio Amazonas e seus afluentes.
Thais Pacievitch


terça-feira, 7 de maio de 2013

África Austral

A África Austral é a região sul do continente africano, é margeada pelo Oceano Índico na costa oriental e pelo Atlântico no ocidental. Também é conhecida como África Meridional e é formada por África do Sul, Angola, Botswana, Lesoto, Madagascar, Malawi, Maurícia, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.
Os estudiosos dizem que há dois modos diferentes de vida nesses países, um antes da colonização europeia e outro depois da independência desses países, porém, nos dias atuais, nota-se uma conexão entre as culturas distintas de cada modo de vida. Essa união de heranças está construindo uma nova identidade e um novo olhar na África Austral.
Entre os costumes religiosos e culturais da raiz africana se faz presente o processo de urbanização e industrialização que gera novos costumes “importados do ocidente” pelas empresas e seus investidores, e pelos veículos de comunicação, muitas vezes, monitorados de perto pelos governos locais, onde a democracia demonstra imaturidade ou heranças de fases de ditaduras pós-colonização implantadas ainda nos processos de independência política desses países.
Tradicionalmente, antes da colonização europeia, os grupos tradicionais da África não adotavam padrões de medidas para o tempo, distância geográfica, peso e para outros cálculos do dia a dia, não havia o entendimento do tempo como uma linha marcada pelo passado , presente e futuro, essa visão foi inserida pelos europeus, antes os africanos consideravam a concepção de um passado remoto de seus ancestrais e de um futuro imediato ligado somente ao presente.
Em relação ao setor da saúde, os governos desses países recebem ajuda externa, como da ONU, para combater doenças, formar médicos e implantar sistemas de saúde, porém, tradicionalmente, muitas comunidades buscam os curandeiros locais como única alternativa , misturando a medicina tradicional com a feitiçaria. Para os africanos, o feiticeiro é aquele que possui capacidade para se comunicar com os antepassados dentro das crenças das religiões africanas.
Apesar das dificuldades sociais, essa região africana reúne economias emergentes como as da África do Sul e Angola, que possuem reservas de petróleo, gás e diamantes. Porém, países de baixo nível de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) como Moçambique, Madagascar e Namíbia.
Fernando Rebouças