segunda-feira, 15 de abril de 2013

MORTE DAS ESTRELAS

Durante milênios, o homem acreditou que as estrelas eram eternas, no entanto, assim como os seres vivos, elas nascem e morrem. Em 1054, os chineses haviam registrado uma “estrela visitante” que, depois de alguns meses, não foi mais observada, desapareceu dos céus. Atualmente, na mesma posição os astrônomos encontram os restos de uma estrela, o resto de uma supernova hoje referida como nebulosa do Caranguejo.
Nebulosa planetária
Recentemente, a NASA, por meio dos telescópios Spitzer e Wise; e o Instituto de Tecnologia da Califórnia, através do Galaxy Evolution Explorer, detectaram a estrela anã branca “NGC 7293”, referida como Nebulosa da Hélice, em processo de falecimento.
A nebulosa foi observada a 650 anos-luz da Terra, situada na Constelação de Aquário. Ao ser descoberta ainda no século XVIII, os observadores da época a categorizaram como uma nebulosa planetária por ser parecida com um planeta gasoso. As nebulosas planetárias já eram conhecidas, mas hoje sabe-se que as nebulosas planetárias são restos de estrelas que um dia irradiavam luz como o sol.
Na maioria dos casos, essas estrelas, antes de se tornarem nebulosas, tiveram planetas e cometas em sua órbita. Ao deixar de queimar seu hidrogênio e explodir suas camadas exteriores, os seus planetas se chocaram uns com os outros e num processo de expansão houve uma tempestade de poeira cósmica.
Dependendo do tipo de estrela e de sua grandeza, uma estrela pode morrer bilhões de anos depois de nascer. A respeito do nosso Sol, acredita-se que o mesmo cumprirá seu tempo de vida assim como as demais estrelas. A teoria indica que a morte do sol será iniciada quando o seu núcleo não tiver mais hidrogênio, nessa fase o Sol se contrairá sob o peso da gravidade, havendo fusão de hidrogênio somente nas camadas superiores.
Nesse processo a temperatura da estrela se eleva nas camadas superiores gerando a expansão de sua matéria, posteriormente, a estrela se torna numa gigante vermelha com raios além da órbita da Terra. O hélio existente em seu núcleo se transformará em carbono, e o núcleo se resfriará, logo, somente restará uma nebulosa planetária.
Fernando Rebouças

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