quarta-feira, 10 de abril de 2013

CRISE DOS ESTADOS E ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

Com o advento da globalização da revolução técnico-cientifica, o Estado nacional vive um declínio, mesmo que relativo. Ele ainda é preponderante nas relações internacionais e provavelmente ainda manterá este status durante o século XXI. Mas o Estado já divide uma boa parte de seu poder com outras organizações e instituições: o mercado global, as instituições financeiras, os mercados regionais, as empresas multinacionais, organizações internacionais e ONGs.
                Mesmo dentro do Estado, no que se refere as sociedades democráticas, existe uma progressiva descentralização do poder, dando mais ênfase para as questões locais. Cada vez mais as organizações e comunidades locais acumulam poderes. Isso vem acontecendo, porque na verdade, o Estado está muito distante das pessoas. Hoje a maior parte da população esclarecida quer opinar e participar das decisões nas localidades em que vivem. Assim,  os poderes locais aumentam a sua influencia em detrimento do poder central, isto é, o Estado nacional. Essa inverção de poder também ocorre devido a falta de muitos Estados em atender as necessidades de sua população.
                Por outro lado existem as organizações supranacionais, em que as fronteiras estão cada vez mais abertas, como por exemplo, a União Europeia. Os Estados que se associam a este tipo de organização tem de levar em conta as normas de conduta estabelecidas em comum. A globalização aumentou a mobilidade das pessoas e o patriotismo já não é tão importante. Uma empresa multinacional, por exemplo, está interessada em seus lucros e não em interesses políticos do seu país de origem. Assim, como os trabalhadores estão cada vez mais interessados em suas carreiras, interesses pessoais e familiares, mesmo que isso entre em choque com os interesses de seu Estado nacional.
As Organizações Internacionais
                A ONU –Organização das Nações Unidas – inclui praticamente todos os países, com raras exceções. Com o fim da Guerra Fria e da ordem bipolar, a ONU se tornou uma organização mais ativa. Ela vem se fortalecendo em consequência da globalização, da interdependência cada vez maior dos Estados e até mesmo dos problemas comuns da humanidade. Antes, a atuação da ONU estava limitada sobre os problemas mundiais devido a interferência das superpotências (EUA e URSS). No entanto, ainda existem problemas que interferem numa atuação mais ampla da organização. Seu principal órgão é o Conselho de Segurança que tem o poder de decisão sobre os diversos conflitos no mundo e é formado por 15 membros, dez deles provisórios com mandatos de dois anos e cinco permanentes (Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China) que possuem o chamado direito de veto, isto é, tem o poder de não concordar com qualquer decisão tomada pelo Conselho. A ONU atua em vários segmentos. Confira no quadro abaixo alguns deles:

OIT
Organização Internacional do Trabalho
FAO
Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Fome
UNESCO
Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura
OMS
Organização Mundial da Saúde
BIRD
Banco Mundial de Desenvolvimento
OMC
Organização Mundial do Comércio

                Outra organização internacional importante é o G-7 (bem mais restrito que a ONU) é constituído das sete maiores economias do mundo desenvolvido: Estados Unidos, Canadá, Japão, Inglaterra, Alemanha, França e Itália. Porém, é preciso salientar que o conceito de riqueza é relativo. Existem populações como da Noruega, Suécia, Suiça e Holanda que tem um padrão de vida bem melhor que a população destes países. Mas para o G-7, o importante é a produção total e não per capta. Mas aí também, alguns de seus membros não figuram mais entre as sete maiores economias, foram ultrapassados por exemplo pela China e pelo Brasil.        Em 1997, surge o G-8 que é constituído dos membros do G-7 mais a Rússia, um Estado considerado importante devido ao seu arsenal nuclear e influencia geopolítica. Assim, o G-7 se reúne para discutir questões econômicas internacionais e, o G-8 para tratar de questões politicas mundiais.
                Outras organizações mundiais importantes são:

OTAN
Organização do Tratado do Atlântico Norte
BRIC
Sigla que reúno os principais países emergentes do mundo atual: Brasil, Rússia, Índia e China.
OPEP
Organização dos Países Exportadores de Petróleo
UE
União Europeia
OEA
Organização dos Estados Americanos

                Um outro aspecto importante, tanto nas sociedades nacionais como nas questões internacionais, é o chamado Terceiro Setor. Ele é formado por movimentos ou organizações privadas sem fins lucrativos que tem como objetivo lutar por uma causa ou promover a expansão cultural, politica ou econômica de um local ou do setor para o qual atuam. Cooperativas, clubes, associações, igrejas e principalmente as ONGs são exemplo do terceiro setor. Atualmente existem milhares de ONGs que atuam em centenas de países nos mais diversificados setores como educação, meio ambiente, saúde, assistência social, política, etc. a expansão das ONGs representa mais um indicador do enfraquecimento do Estado, pois grande parte do que eles propõem ou realizam deveria ser preocupação e ação das próprias instituições públicas. (Adaptado de José William Vesentini. Geografia: o mundo em transição 1, p.154-159).

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