quinta-feira, 28 de março de 2013

SUPERÁVIT PRIMÁRIO


É chamado de superávit primário no cenário econômico  público a quantidade financeira economizada pelo Estado, desconsiderando os prejuízos com os juros da dívida pública.
Quando o governo arrecada mais dinheiro  do que gasta usa essa quantidade que sobra para pagar os juros da dívida. Isso é importante para manter controlado o aumento da dívida e evita um calote no futuro.
A dívida pública acontece de algumas formas. Uma delas é quando o governo vende títulos para aplicadores. Se a dívida aumenta muito, o governo fica sem condições de fazer o pagamento. Isso é o calote da dívida.
O superávit primário não tem só o seu lado positivo de fazer reserva para pagar dívidas. Normalmente, o governo aumenta a arrecadação e diminui os gastos em investimentos para poder poupar o dinheiro. Isso prejudica o crescimento da economia e da infra-estrutura de um país.
Juliana, Grupo Escolar.

 

quarta-feira, 27 de março de 2013

GROELÂNDIA

A Groenlândia, considerada a mais vasta ilha do Planeta, é uma região independente da Dinamarca, situada no continente americano  faz vizinhança do litoral norte do Canadá e do oceano Glacial Ártico; ao sul ela se limita com o Atlântico. Seu solo é recoberto por uma camada de gelo em pelo menos 84% de sua extensão, o que delimita inevitavelmente a prática econômica do povo que aí reside, localizando-a somente na esfera costeira. O gelo está tão presente nesta nação que apenas a Antártica a transcende neste ponto.
Habitada hoje por cerca de 57 mil pessoas, a Groenlândia era uma terra inexistente, do ponto de vista europeu, até a emergência do século X, quando os vikings da Islândia aí aportaram. Ela não era, porém, completamente desconhecida da Humanidade, pois populações da região ártica, conhecidas como esquimós e atualmente denominadas Inuit, já haviam ocupado este território antes, embora o tivessem abandonado pouco antes da chegada dos islandeses.
Os ascendentes dos inuítes – povos indígenas vinculados culturalmente ao Ártico, dotados de atributos físicos que os capacitam a viver em regiões frias – desembarcaram na Groenlândia por volta do início do século XIII. Eles permaneceram nesta ilha durante séculos, mas foram os antigos vikings que conquistaram, por meio de reivindicações dos dinamarqueses, o domínio do país, colonizando-o do século XVIII em diante, além do monopólio do comércio desta região.
O clima da ilha é muito gelado, o que justifica a quase inexistência de plantas; a pouca vegetação está disseminada por todo o país. A floresta mais importante está situada na cidade de Nanortalik, no sul desta área. Os verões são brandos e os invernos muito severos.
O norte do país apresenta o maior tesouro econômico da ilha, os múltiplos e abundantes minérios, particularmente minas de chumbo, minério de ferro, carvão, molibdênio, ouro, platina e urânio. A economia se alimenta tão somente da atividade mineral e da pesca. No mais, a Groenlândia, que se resume a uma extensão de 2,2 milhões de km², depende do suporte econômico dos dinamarqueses. Sua moeda oficial é a coroa da Dinamarca.
Durante a Segunda Grande Guerra, o país se libertou concretamente dos dinamarqueses, tanto nos aspectos sociais quanto nos econômicos. Após conquistar este feito, ele se aliou aos Estados Unidos e ao Canadá. Com o fim da conflagração bélica, porém, a ilha retornou ao domínio da Dinamarca, embora não mais como colônia, e sim como região independente, posição conquistada em 1979.
Neste novo contexto a Dinamarca não está mais vinculada à União Europeia, apesar de manter o estatuto de sócia da comunidade. Atualmente 88% dos seus habitantes constituem o grupo étnico inuíte ou a miscigenação destes nativos com a população da Dinamarca; os outros 12% englobam os europeus, que se ocupam da extração de minérios do solo da Groenlândia.
A principal religião da população é a luterana. As línguas oficialmente praticadas na ilha são a groenlandesa e a dinamarquesa. Sua capital é a cidade de Nuuk.
Ana Lucia Santana

sexta-feira, 22 de março de 2013

Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares

No ano de 1970 entrou em vigor o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O documento foi assinado por 189 países. Cinco deles (EUA, Rússia, Reino Unido, França e China) possuem armas nucleares e são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
A principal função do tratado é de propor limites ao uso e reprodução do armamento nuclear dos cinco países. Ficou acordado que os países armados não poderiam repassar as armas aos países desarmados.
As armas nucleares  podem destruir a civilização, por isso houve a necessidade de se fazer o tratado. Porém, ele é injusto, visto que cinco países possuem armas nucleares e os outros aceitaram seguir como países “não-nucleares”. Algumas nações ameaçaram descumprir o combinado, porém somente a Coréia do Norte se retirou do acordo, em 2003.
Os países que não possuem armas nucleares podem desenvolver a energia nuclear  para outros fins. Eles são fiscalizados pela Agência Internacional de Energia Atômica.
Três países que não fazem parte do tratado provavelmente possuem armas nucleares. São eles: Índia, Israel e Paquistão. Segundo as autoridades fiscais da Agência Internacional, esses países já fizeram testes com armas nucleares.
Recentemente, o programa de energia nuclear do Irã foi apontado pelo governo dos EUA como irregular e utilizado para fins bélicos. Isso provocou uma tensão mundial.
Em 2010, uma reunião de Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares decidiu pelo desarmamento, controle dos programas nucleares e utilização pacífica de energia atômica no Oriente Médio. Em 2012, outro encontro está programado para reavaliar os programas nucleares no Oriente Médio.
Juliana, Grupo Escolar
 


segunda-feira, 18 de março de 2013

A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS

Fatores Locacionais

                                             Os fatores locacionais são as vantagens que um determinado lugar oferece para a instalação de indústrias. No momento de investir, os empresários levam em consideração quais os fatores são mais importantes para aumentar a sua lucratividade. Os principais fatores que atraem indústrias, de modo geral são:
matérias-primas – minerais e agrícolas; energia – petróleo, gás, eletricidade, etc.; mão-de-obra – pouco qualificada (baixa remuneração), qualificada (alta remuneração); tecnologia – parques tecnológicos, universidades, centros de pesquisa e desenvolvimento; mercado consumidor – relacionado a quantidade de pessoas e poder aquisitivo; logística – disponibilidade de transporte, armazenamento e distribuição; rede de comunicações – telefonia, internet, etc.; complementaridade – proximidade das industrias afins; incentivos fiscais – redução ou isenção de impostos concedidos pelo Estado.
                                             Durante a primeira Revolução Industrial, do final do século XVIII até meados do século XIX, a proximidade das fontes de energia e das matérias-primas eram fundamentais para a instalação de uma indústria, pois os sistemas de comunicação e transportes ainda eram precários. Com a evolução dos meios de comunicação e dos transportes essa necessidade foi diminuindo. Com os posteriores investimentos em infraestruturas como rodovias, ferrovias e portos a logística para o armazenamento e o escoamento da produção tornou-se um ponto importante. Outros fatores que anteriormente eram muito importantes para a localização de muitas indústrias, sobretudo, as de bens de consumo, foram à disponibilidade de mão-de-obra e de mercado consumidor. É por isso que o fenômeno industrial esteve ligado às concentrações urbanas, culminando na formação de grandes cidades que se tornaram centros industriais.
                                             Um fator em especial, vem ganhando importância na hora da decisão sobre onde implantar uma indústria: os incentivos fiscais. Interessados em atrair novas fábricas, diversas esferas de governo concedem isenções de impostos as empresas que pretendem se instalar em seus territórios. Em geral fazem essas concessões a indústrias que tem efeito multiplicador, isto é, que atraem outras fábricas que, por sua vez, não terão incentivos. É comum também a doação de terrenos para a instalação de unidades produtivas, muitas vezes até com a instalação de uma infraestrutura básica já implantada. Por outro lado, as isenções fiscais geram a chamada “guerra fiscal” entre estados e entre cidades, cada uma procurando oferecer os melhores incentivos para atrair a instalação da fábrica para o seu território.

                                            
Desconcentração da Atividade Industrial

                                             Com a globalização e a Revolução Técnico-Cientifica, além dos consequentes avanços nos transportes e nas comunicações, as indústrias passaram a não precisar mais necessariamente a se instalar próximas ao mercado consumidor. Na verdade, para as grandes empresas, o mercado é o mundo todo. A Nike, por exemplo, produtora de material esportivo, está sediada nos Estados Unidos, mas contrata outras fábricas para produzir seu material (tênis, bolsas, camisas, etc.) em países de mão-de-obra barata, sobretudo, da Ásia, de onde seus produtos são exportados para o mundo inteiro. O grande ativo da Nike é a marca, que vai estampada em todos os seus produtos. No capitalismo informacional a marca é mais importante que o produto, que, em muitos casos pode ser fabricado por qualquer empresa terceirizada, localizada em qualquer lugar do mundo.

                                             O crescimento econômico e populacional das grandes cidades tem provocado o aumento dos custos de produção devido à forte alta no preço dos imóveis e dos impostos, aos enormes congestionamentos de transito e a elevação dos custos da mão-de-obra. Por conta disso, nas últimas décadas tem ocorrido uma reorganização da distribuição das indústrias no espaço geográfico nas escalas regional, nacional e mundial. A desconcentração industrial, que resulta da necessidade de buscar custos menores. Essa desconcentração foi viabilizada pela modernização dos meios de transportes e de comunicações, e nos métodos de gestão. Hoje, requer-se menos tempo para que mercadorias, pessoas e informações se desloquem pelo espaço terrestre. Desse modo, uma indústria automobilística japonesa pode conceber um projeto na sua sede e desenvolve-lo em outro país com as vantagens que esses oferecem, como mão-de-obra mais barata e garantir suas vendas em escala mundial.
                                             Globaliza-se assim, não só o mercado, mas também a produção. Essa dinâmica atual permite uma maior especialização da atividade industrial nos mais diversos países e regiões do mundo e a consequente intensificação das trocas comerciais em escala planetária. Porém, apesar da desconcentração em curso, o fenômeno industrial ainda está distribuído de maneira bastante desigual, predominando em algumas poucas regiões do espaço geográfico mundial.


Os Parques Tecnológicos

                                             No caso das indústrias típicas da Revolução Técnico-Cientifica, um fator fundamental para a escolha de sua localização é a existência de mão-de-obra altamente qualificada. Não é por acaso que indústrias de alta tecnologia (semicondutores, informática, telecomunicações, biotecnologia, entre outras) se concentram próximas a tecnopolos ou parques tecnológicos. Os tecnopolos são o exemplo mais acabado da geografia industrial do capitalismo informacional. Esses novos centros industriais estão associados à formação de profissionais qualificados e ao desenvolvimento de pesquisa realizado pelas universidades. A maioria dos tecnopolos situa-se nos países desenvolvidos, onde se reúnem fatores favoráveis para o seu desenvolvimento como renomadas universidades e institutos de pesquisa (boa qualidade educacional), mão-de-obra qualificada, empresas inovadoras, capital para investimentos, boa infraestrutura. Os tecnopolos concentram-se especialmente nos Estados Unidos, Japão e União Europeia, embora existam em outros países desenvolvidos e em alguns países emergentes. (Adaptado de Eustáquio de Sene e João Carlos Moreira. Espaço geográfico e globalização 2, p.128-134).

quinta-feira, 14 de março de 2013

LAVA E MAGMA

Fundida, quente ou liquefeita, as rochas localizadas profundamente debaixo da superfície da Terra são chamadas de magma.
Quando um vulcão estoura ou uma funda rachadura acontece na Terra, o magma sobe e transborda. Quando flui para fora do vulcão ou fenda, normalmente misturado com o vapor e suprimento de gás, é chamada de lava.
A lava fresca varia de 1,300º a 2,200º F (700º a 1,200º C) em temperatura e brilhos vermelho a branco quando flui.
Quantidades enormes de lava, bastante para inundar a zona rural inteira, pode ser produzida pela erupção de um vulcão principal.
Durante a erupção do vulcão Mauna Loa no Havaí em 1887, aproximadamente 2,3 milhões de toneladas métricas de lava por hora foi despejada para mais de seis dias.
Algumas lavas são bastante líquidas para fluir em declivo a 55 quilômetros por hora. Outros movem-se à taxa de só poucas polegadas por dia. A velocidade do fluxo depende da temperatura e composição do material da lava.
Todas as lavas contem uma alta porcentagem de sílica, uma combinação composta de elemento químico, silicone e oxigênio. Dependendo da quantidade de sílica existente na lava, ela pode ser classificada de seguinte forma:
• Lavas que contem de 65 a 75% de sílica são chamadas rhyolites. As lava rhyolites derretem a mais baixas temperaturas e estão mais leves em peso e cor que as formadas de balsatos. Lavas de Rhyolites são bastante viscosas, ou espessas, e contém grandes quantidades de gás. O gás ferve frequentemente e é lançado para fora com a força explosiva e expele quantias grandes de cinzas;
• As lavas com 50 a 65% de sílica são andesites;
• As lavas com menos de 50% de sílica são basaltos.
Porem, às vezes quando a lava é lançada mais lentamente surgem bolhas em sua superfície ou até mesmo quando a lava endurece. Quando estas bolhas são minúsculas e acumuladas muito próximas, formam-se um tipo de rocha mais leve chamada púmice, conhecida por nós como pedra pomes.
Qualquer tipo de lava pode se transforma em púmice, mas a maioria delas desenvolve-se em rhyolites.
A púmice é comercialmente usada para limpar e polir madeira, metal, e outras superfícies. Mais recentemente ela é usada em argamassa para a construção, revestimento de concreto, isolante, forração para paredes acústicas e gesso.


quarta-feira, 13 de março de 2013

O FORTALECIMENTO DO PODER LOCAL

O poder local é a esfera do Estado que mais se fortalece em quase todo o mundo nos dias atuais. Isso porque o avanço da globalização acarreta relativo esvaziamento do poder nacional (o mercado global torna-se mais importante que o nacional, as organizações e leis internacionais se multiplicam) e favorece o poder local, na medida em que muitas questões, como as relações de trabalho ou desemprego, a localização de uma indústria importante, a atração de turistas, a segurança da população, etc; antes nacionais, hoje são cada vez mais decididas no nível regional e, principalmente, municipal.

                Até por volta dos anos 1970, o nível fundamental do Estado era o nacional, mas com a globalização passou a ocorrer uma crescente polarização entre a escala global e a local. Isso não significa que o nível nacional tenha deixado de existir, evidentemente continua a existir e ainda é muito importante. Mas a expansão dos problemas globais o enfraquece e, ao mesmo tempo, torna o nível local cada vez mais importante. Além disso, ninguém vive de fato em um país ou estado (realidades mais abstratas). Todos vivemos concretamente em um local, em uma cidade. Os nossos problemas e afazeres do dia a dia – transporte, trânsito, poluição, abastecimento, água tratada, telefonia, segurança, coleta de lixo, relações com os vizinhos, escola, hospital, trabalho, são sem dúvida, realidades do local onde moramos.

                É por isso que nas sociedades democráticas (onde de fato a democracia é mais plena) o poder local recebe uma parcela do orçamento público maior que as demais esferas, e também é responsável por várias atribuições importantes como educação, saúde, segurança, etc.  Nos Estados Unidos, por exemplo, os hospitais públicos, as escolas e a policia (exceção do FBI e da CIA) estão subordinadas as autoridades locais e não aos governadores ou presidente da República.

                É no poder local que vem ocorrendo as mais inovadoras experiências de reinvenção do governo, novas formas de usar com mais eficiência e também com maior participação e controle da sociedade os recursos públicos. Isso porque é aí que a população pode ver, vigiar, falar e ser ouvida, enfim, participar diretamente.


O Poder Local no Brasil e suas Experiências

                A partir de meados da década de 1980 e principalmente a partir dos anos 1990, ocorreram em alguns municípios brasileiros algumas experiências possibilitaram uma maior participação e controle de seus cidadãos. Essas novas experiências foram possibilitadas por dois fatores principais: o fim da ditadura militar em 1985 e a distribuição pela União de uma maior parcela orçamentária aos municípios.

                As melhores e mais inovadoras experiências de administração publica no Brasil, de 1985 a 2005, ocorreram em alguns municípios, talvez em uma centena. Isso provavelmente porque neles a população pode participar mais diretamente, pode ver com mais facilidade o que está sendo feito com o dinheiro público; afinal, governantes apenas se preocupam com uma administração eficiente e democrática quando se sentem controlados ou até pressionados por organizações populares.

                Uma dessas experiências inovadoras foi o orçamento participativo, adotado em vários municípios. Resumidamente, ele implica na participação direta da população no controle da receita e dos gastos públicos. São realizadas inúmeras reuniões para que a população discuta as suas prioridades, que obras ou investimentos gostaria de ver realizados, desde que os recursos permitam, dos bairros até do município como um todo. Assim, ao invés da tradicional politica clientelista do favor, típica do populismo, força disfarçada de autoritarismo, na qual o politico atende algumas reivindicações populares desde que elas rendam votos, a própria população decide onde vai ser investido o dinheiro público, que obras ou atividades serão prioritárias naquele ano.

                Isso é um avanço na direção de uma democracia mais plena, na qual os políticos nada mais são do que representantes da população; assim, atender as reinvindicações populares não é um favor que eles prestam, mas a sua obrigação. E também representa um amadurecimento na cultura politica da população ao leva-la a refletir sobre as prioridades, mostrando que se deve decidir coletivamente o que é mais importante naquele momento. Porém, o grande entrave ao aprimoramento constante dessa experiência no Brasil são as leis federais e estaduais que obrigam os municípios a terem uma prefeitura e uma câmara de vereadores, que no final é quem vai decidir sobre a aplicação dos recursos públicos. Assim, o orçamento municipal tem de ser obrigatoriamente aprovado pelos vereadores e, infelizmente, quase sempre existem políticos clientelistas, contrários à participação popular nas decisões e que querem apenas continuar com obras meramente eleitoreiras ou, as vezes que favorecem os desvios de recursos, isto é, a corrupção. Isso significa, que no Brasil, o orçamento participativo é sempre parcial, nunca é inteiramente participativo de fato, pois nas negociações para as suas aprovações alguns vereadores conseguem determinadas mudanças em relação ao que a população queria. (Adaptado de José William Vesentini. Geografia: o mundo em transição 3, p. 160-166).

terça-feira, 12 de março de 2013

BAÍA DE JAMES

A Baía de James (em inglês: James Bay, em francês: Baie James) é uma grande baía que prolonga para sul a Baía de Hudson no Canadá. Ambas têm ligação com o Oceano Árctico.
As margens da Baía de James fazem o limite dos estados do Quebeque e Ontário, mas as ilhas na baía (a maior das quais a ilha Akimiski) fazem parte do território de Nunavut. A bacia da Baía de James é local de grandes projectos hidroeléctricos, e também destino turístico para amantes da natureza.
Centenas de rios desaguam na baía. A geografia da zona faz com que muitos tenham características similares. Tendem a ser muito largos e pouco profundos perto da baía (nas terras baixas), enquanto que a montante são mais estreitos e escarpados (já que correm sobre o Escudo Canadiano).
A Baía de Hannah é a parte mais meridional da baía de James. É nesta baía que o rio Kesagami e o rio Harricana desaguam. Cerca de 238 km² estão protegidos pela «Lei sobre Aves Migratórias» do Canadá («Migratory Birds Convention Act»).
Várias comunidades residem perto da Baía de James, incluindo algumas comunidades aborígenes, como os Kashechewan e nove comunidades pertencentes ao Grande Conselho dos Crees, do norte do Québec.
Fonte: Wikipédia.


sexta-feira, 8 de março de 2013

LENÇÓIS FREÁTICOS E MANANCIAIS

 
Um manancial em seu estado natural é uma fonte de água que pode ser consumida pelos seres humanos. Um manancial é uma mina de água, um olho de água, uma nascente, que jorra água. Observe, a seguir, uma pequena lista de mananciais: Rio, Córrego, Lago, Lagoa, Represa, Riacho, Ribeiro.
Os lençóis freáticos também podem ser considerados mananciais e muitos deles desembocam numa mina ou bica de água.
A importância de se proteger esses mananciais é que deles depende o abastecimento de água em todo o território nacional.
A poluição dos mananciais por conta do descarte irregular do esgoto industrial e residencial é algo que deve deixar de ocorrer no mundo contemporâneo, superpopuloso.
Assim, os mananciais devem ser protegidos. E de que forma se pode fazer isso?
             Aumento da rede de coleta de esgoto por tubulação;
             Aumento da instalação provisória de fossas nos lugares que ainda não possuem captação de esgoto por tubulação;
             Instalação correta de fossas, de maneira a impedir a poluição de lençóis freáticos;
             Melhoria da eficiência das empresas desentupidoras e seus serviços de limpa fossa;
             Desenvolvimento de pesquisas e aplicação prática de resultados na limpeza de mananciais poluídos;
             Ações de combate à poluição, que devem partir dos governos, das empresas e da própria sociedade.
A proteção dos mananciais, bem como a melhoria dos sistemas de abastecimento de água, são importantes para que todas os cidadãos brasileiros possam receber a tão desejada água em seus lares, sem a necessidade de andar quilômetros até uma fonte.
Sendo assim, a importância de se proteger os mananciais está no fato de que a água é essencial para a manutenção da vida e nós não podemos nos dar ao luxo de contaminá-la, desperdiçá-la ou, simplesmente, não cuidar dela.


quinta-feira, 7 de março de 2013

A IMPORTÂNCIA E A CLASSIFICAÇÃO DAS INDÚSTRIAS

Indústria, segundo o dicionário de economia do século XXI é um conjunto de atividades produtivas que se caracterizam pela transformação da matéria-prima em um produto acabado. Existem indústrias de diversos tipos e com diferentes estágios de desenvolvimento tecnológico. Algumas utilizam tecnologia de ponta e atendem o mercado mundial, enquanto outras usam técnicas tradicionais e atendem apenas o marcado local, mas todas elas impulsionam a economia e dinamizam as atividades agrícolas e o setor de serviços do país onde estão instaladas.
                                             A atividade industrial é muito importante nas economias dos países desenvolvidos e de muitos países em desenvolvimento, especialmente dos emergentes. A atividade industrial dinamiza a atividade agrícola, o comércio e os serviços. A agricultura moderna utiliza ferramentas, sementes selecionadas, adubos, máquinas e diversos outros insumos que são produzidos industrialmente. As diversas lojas existentes nas cidades não teriam mercadorias para vender caso não existisse a indústria de bens de consumo. O mesmo se dá com as atividades de prestação de serviços. Não existiria a manutenção de diversos aparelhos, fornecimento de energia elétrica, água, as telecomunicações, os transportes, entre outros, não fosse às indústrias de bens de capital produzir os equipamentos necessários para esses serviços essenciais funcionarem. Sem contar que para uma indústria funcionar são necessários serviços de administração, limpeza, transporte, manutenção, alimentação, segurança, etc.; ou seja, a atividade industrial gera muitos empregos no setor de serviços. Esses exemplos mostram que a indústria é um setor fundamental na economia de diversos países e está fortemente inter-relacionada com os outros setores da economia.
                                             A crescente automação, especialmente nos países desenvolvidos tem reduzido relativamente o numero de pessoas empregadas nas indústrias. Hoje nos países industriais mais avançados a maioria dos trabalhadores está empregada no setor de serviços. Quanto mais avançada uma economia, menos trabalhadores são empregados na indústria e mais nos serviços.

Classificação das Indústrias
                                             As indústrias constumam ser classificadas de acordo com vários critérios. Entre eles, os mais comuns são quanto ao tipo de tecnologia empregada e a  finalidade da produção.
                                             De acordo com o tipo de tecnologia empregada no processo de produção, as indústrias podem ser classificadas como indústrias tradicionais, que são geralmente as mais antigas e caracterizam-se por maior uso da mão-de-obra e baixo índice de automatização e investimentos em ciência e tecnologia; as indústrias modernas tem maior quantidade de capital investido e seus métodos de produção fazem o uso intensivo de máquinas modernas, utilizam um numero menor de trabalhadores e a mão-de-obra costuma ser bastante qualificada; as indústrias de ponta, também conhecidas com indústrias de alta tecnologia, caracterizam-se por vultosos investimentos em ciências e tecnologia, uso de mão-de-obra altamente qualificada, alto índice de automatização e de uso de recursos tecnológicos.
                                          Segundo o critério de finalidade, as indústrias são classificadas em indústrias de beneficiamento, que são aquelas que preparam a matéria-prima para a sua utilização; indústria extrativa, é o caso das mineradoras por exemplo; construção civil e indústrias de transformação. Essa última é a mais importante e numerosa. Considerando o bem produzido, as indústrias de transformação são divididas em três categorias. Indústria de bens intermediários são aquelas que fabricam produtos semiacabados utilizados como matérias-primas por outros setores industriais; também chamada de indústria pesada por transformarem grande quantidade de matéria-prima, tendem a se localizar perto dos recursos naturais, ou de portos e ferrovias; são alguns exemplos à siderurgia, petroquímica, celulose e cimento. As indústrias de bens de capital são responsáveis por fabricarem equipamentos que serão utilizados por outras indústrias, tendem a se localizar próximas de indústrias consumidoras de seus produtos. As indústrias de bens de consumo, também chamadas de indústrias leves, são as mais dispersas espacialmente, estando localizadas em centros industriais de grande, médio e pequeno porte; é esse tipo de indústrias aquelas que fabricam bens duráveis como móveis, automóveis, eletroeletrônicos e bens não duráveis como vestuário, calçados, alimentos, remédios, etc.(Adaptado de Eustáquio de Sene e João Carlos Moreira. Espaço geográfico e globalização, p.122-127).

terça-feira, 5 de março de 2013

O ESTADO BRASILEIRO

Costuma-se dividir os sistemas políticos de um Estado, sob o aspecto da organização político-territorial, em três modelos principais: Estado unitário, federativo e confederação. O Estado Unitário, como o próprio nome diz, é um Estado centralizado espacialmente, no qual o governo se concentra no governo nacional, ou seja, não existem divisões político-administrativas. Alguns exemplos são Luxemburgo, Costa Rica, Kuwait e Lituânia.
                A Federação é um Estado descentralizado, na qual existem várias unidades políticas, os estados, que se reúnem em uma União, o governo federal, sem perderem sua autonomia. Alguns exemplos atuais são os Estados Unidos, Suíça, Alemanha, Canadá e México.
                Confederação é uma reunião de Estados independentes em um sistema politico que visa alguns objetivos comuns, como o próprio nome diz não é um Estado nem federativo, nem unitário, mas uma confederação, ou seja, uma liga, uma associação de Estado. Um exemplo bem atual é a União Europeia.
                O Brasil é um Estado federativo como esta explicito em seu nome: República Federativa do Brasil. No sistema federativo, os estados reunidos formam a União, mas conservam uma autonomia muito grande. Porém, ao analisarmos o sistema federativo brasileiro, logo perceberemos que os estados federativos não possuem de fato esta autonomia. Ao verificarmos alguns critérios vamos perceber uma grande centralização de poder nas mãos do governo federal, ou seja, da União. A participação da União da arrecadação de impostos no país é cerca de 52%, enquanto os estados ficam com 30% e os municípios 18%. Essa concentração  fica ainda mais evidente porque a maior parte dos recursos estaduais e municipais é recolhida pelos órgãos do governo federal, que depois repassa aos membros federativos e aos municípios. Para piorar, na prática, esse repasse costuma ser lento e sujeito a interesses politcos-eleitorais.

Os Poderes Federal, Regional e Local

                Do ponto de vista espacial, existem no sistema politico brasileiro três esferas de poder: o federal, o  regional (estadual) e o local (municípios). Esses três níveis ou esferas da administração pública não devem ser confundidos com a divisão de poderes do Estado em podres executivo, legislativo e judiciário. Esta é uma divisão institucional do Estado, a separação do poder público em três partes, cujo objetivo é evitar a concentração de poder em uma única pessoa ou grupo.
                O poder federal representado pela União, é um poder que abrange todo o território nacional e se ocupa da defesa (manter a paz, declarar guerra, decretar estado de sitio ou decretar intervenção em estados e municípios); é responsável também pelo controle monetário (emitir moeda, fiscalizar as operações financeiras); das relações internacionais, dos planos de desenvolvimento, das diretrizes das politicas educacional, da saúde, transportes, agrícola e seguridade nacional.
                O poder estadual tem abrangência regional (no território do estado) e se ocupa essencialmente da segurança pública, do abastecimento de água, saúde, educação, transportes, etc. O poder local é aquele que se exerce no âmbito de um município e está voltado para a legislação e a administração de problemas locais )pavimentação de ruas, normas de construção, transporte coletivo, organização do transito, etc.).
                Como se percebe, os estados e também os municípios possuem no Brasil competências legais relativamente indefinidas ou imprecisas quando comparadas com a União. Não há nenhuma dúvida , por exemplo, que a defesa nacional é uma atribuição na União. Mas inúmeras atribuições são exercidas de forma mais ou menos indistintas pelos três níveis e, em alguns lugares não são realizadas por nenhum deles como saúde, educação, transportes, controle da poluição, etc. Essa imprecisão nas atribuições de cada nível do Estado brasileiro favorece a corrupção ao dificultar o controle social da administração pública. Isso ocorre, porque em muitos casos a população não sabe direito de quem é a responsabilidade. (Adaptado de José William Vesentini. Geografia: o undo em transição. Volume 3, p.157-162).

segunda-feira, 4 de março de 2013

IMPORTÂNCIA DO VULCANISMO

 O vulcanismo é um fenômeno naturais mais importantes que acontecem na crosta terrestre e principalmente no fundo dos oceanos, que cobrem 2/3 da superfície de nosso planeta são totalmente formados de lavas, onde também encontramos a mais colossal cadeia montanhosa com cerca de 70000 Km de comprimento, 1000 de largura e 3000 de altura a grande dorsal suboceânica, que é formada por uma ininterrupta sucessão de vulcões.
Sua importância torna-se ainda mais visíveis quando levamos em consideração que as lavas constituem o principal da crosta terrestre, os movimentos das placas rígidas que esta crosta e formada e que está estreitamente relacionada aos fenômenos vulcânicos, participando tanto dos tremores de terra como do fundo oceânico, da deriva dos continentes e na participação do erguimento de montanhas.
O vulcanismo teve papel determinante nos primórdios da formação geológica de nosso globo, além disso, ele também é responsável pelo aparecimento de novas terras e na subsistência de milhares de pessoas que vivem e cultivam as ricas terras de seus arredores. Sem a poeira e as cinzas vulcânicas, os solos seriam bem mais pobres e menos férteis, e sem fumarolas sulfurosas, existiriam menos jazidas metalíferas como as de cobre, zinco, magnésio, chumbo, mercúrio e outros, das quais a humanidade se aproveita.
Os vulcões provêm uma grande riquezas de recursos naturais. Emissão de pedra vulcânica, suprimento de gás a vapor são fontes de materiais industriais importantes e de substâncias químicas, como púmice, ácido bórico, amônia, e gás carbônico, além do enxofre. Na Islândia a maioria das casas em Reykjavik tem água aquecida proveniente dos vulcões. Estufas são aquecidas da mesma maneira podem prover legumes frescos e frutas tropicais para esta ilha de clima sulbático. Também é explorado o vapor geotermal como uma fonte de energia para a produção de eletricidade na Itália, Nova Zelândia, Estados Unidos, México, Japão e Rússia.
O estudo científico dos vulcões provê informação útil sobre os processos de mudança da Terra. Apesar do constante perigo e do destrutivo dos vulcões, as pessoas continuam a viver próximas aos mesmos devido à fertilidade do solo vulcânico. Elas também são atraídas pela energia geotérmica, abundante nestas regiões, além de fonte de turismo.


sexta-feira, 1 de março de 2013

.A CONSOLIDAÇÃO DO CAPITALISMO

O capitalismo apresentou grande dinamismo ao longo de sua história e foi se transformando à medida que os desafios à sua expansão foram surgindo. Com o tempo, sobrepôs outros sistemas de produção, até se tornar hegemônico. Considerando seu processo de desenvolvimento, costuma-se dividir o capitalismo em quatro fases: comercial, industrial, financeiro e informacional.

 Capitalismo Comercial
                                             A primeira etapa do capitalismo estendeu-se do fim do século XV até o século XVIII e foi marcada pela expansão marítima das potências econômicas da Europa Ocidental na época (Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Holanda). Nessa época as trocas comerciais proporcionaram grandes acumulo de capitais, por isso a primeira etapa desse novo sistema econômico é chamada de capitalismo comercial. A economia nesse período funcionava de acordo com a doutrina mercantilista. O mercantilismo defendia a intervenção do Estado na economia e o protecionismo. Seus objetivos principais era fortalecer o Estado e aumentar a riqueza nacional via acumulo de  metais preciosos e obtenção de superávits na balança comercial. Durante a fase mercantilista do capitalismo a exploração das colônias proporcionou grande acumulo de capitais nos países europeus. Esse acumulo inicial de capitais foi fundamental para a eclosão da Revolução Industrial e o inicio de uma nova fase capitalista.

 Capitalismo Industrial
                                             Predominantes entre os séculos XVIII e XIX, esta etapa do capitalismo é marcada pela Revolução Industrial que provocou profunda transformação na produção de mercadorias com a introdução do uso de máquinas, possibilitando, dessa forma, o aumento da produção de mercadorias em série gerando a frequente necessidade da ampliação do mercado consumidor em escala mundial. Esse período também foi marcado por uma crescente circulação de pessoas e mercadorias graças à expansão das redes de transportes e comunicações. A partir desse momento, o comércio não era mais a essência do sistema. Nessa nova fase, o lucro provinha principalmente da produção de mercadorias realizada por trabalhadores assalariados. Ao contrário do período mercantilista, nessa nova etapa era conveniente para os capitalistas que a economia funcionasse segundo a lógica do mercado. Dessa forma consolidou-se  a teoria liberal que defendia o direito a propriedade, a livre iniciativa e concorrência e principalmente defendia a não intervenção do Estado na economia que deveria ser regulada pela oferta e pela procura do mercado.

 Capitalismo Financeiro
                                          Uma das características mais importantes do crescimento acelerado da economia no final do século XIX foi à formação de grandes empresas industriais e comerciais, além do crescimento acelerado de bancos e empresas financeiras. A concorrência acirrada favoreceu as grandes empresas, levando a fusão e incorporações que resultaram na formação de monopólios e oligopólios em vários setores da economia. Com o crescente aumento da produção e industrialização expandindo-se para outros países acirrou-se a concorrência. Era cada vez maior a necessidade de garantir novos mercados consumidores, acesso a fontes de energia, matérias-primas e novas áreas de investimentos. Foi nesse contexto do capitalismo que ocorreu a expansão imperialista. A partilha imperialista estabelecida pelas potencias industriais consolidou a divisão internacional do trabalho, pela qual as colônias eram fornecedoras de matérias-primas baratas para os países industrializados. Esse modelo consolidou a subordinação dos países as potencias imperialistas. Também nesse período, os bancos assumiram um papel mais importante como financiadores da produção. Bancos incorporaram indústrias, que por sua vez  criavam bancos para lhes dar suporte financeiro. Por esse motivo tornou-se cada vez mais difícil distinguir o capital industrial do capital bancário, dando origem ao termo capital financeiro.
                                             No capitalismo financeiro o mercado passou a ser dominado pelas grandes corporações, portanto, o liberalismo permanecia muito mais como ideologia capitalista, pois na prática, a livre concorrência, característica da fase anterior, ficou bastante limitada. O Estado, por sua vez passou a intervir na economia, sobretudo como agente planejador, coordenador, como também produtor.  Essa atuação do Estado intensificou-se, principalmente após a crise mundial de 1929. Esse pensamento econômico denominado de keynesianismo (John M. Keynes) defendia a intervenção do Estado na economia para evitar as crises de superprodução. Propunha o aumento dos gastos públicos para estimular o crescimento econômico e a geração de empregos.

 Capitalismo Informacional
                                             Com o início da Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-Cientifica ou Revolução Informacional, o capitalismo atingiu a sua fase informacional. Essa nova etapa começou a se gestar pós-Segunda Guerra, mas se desenvolveu, sobretudo a partir dos anos 1980, quando gradativamente, disseminaram-se nas empresas o uso de robôs, computadores, satélites, telefones digitais, internet, etc.; ou seja, avanços tecnológicos responsáveis pelo aumento da produtividade econômica e pela aceleração dos fluxos de capitais, mercadorias, informações e pessoas. Nessa etapa capitalista os avanços tecnológicos potencializaram a produção industrial e o sistema financeiro. Além disso, os avanços tecnológicos permitiram que os fluxos financeiros ocorressem sem a necessidade física do dinheiro, possibilitando um enorme crescimento do setor financeiro globalizado. Entretanto, a característica fundamental dessa etapa do desenvolvimento capitalista é a crescente importância do conhecimento. Os produtos e serviços tem um conjunto cada vez maior de conhecimentos a eles agregados. A fabricação de uma televisão ou um automóvel, por exemplo, envolve uma série de conhecimentos específicos, além dos materiais e da mão-de-obra, esta possua vez, tende a ser cada vez mais qualificada. Produtos e serviços, portanto, tem uma nova característica: seu crescente teor informacional.
                                             O capitalismo informacional está alinhado à teoria econômica neoliberal, que busca aplicar os conceitos clássicos do liberalismo no capitalismo atual. Porém, os neoliberais não acreditam na regulação espontânea do sistema, por isso, para disciplinar a economia de mercado aceitam uma pequena intervenção do Estado para assegurar a estabilidade monetária e a livre concorrência. Também defendem a abertura econômica, financeira e a privatização de estatais. Com a aceleração atual, o capitalismo atingiu seu estágio planetário, a atual fase da globalização. Desenvolve-se num mundo cada vez mais integrado por modernos meios de transportes e telecomunicações. Por isso, podemos dizer que vivemos em um capitalismo informacional global. Entretanto, a globalização e seus fluxos abarcam o espaço geográfico mundial de forma bastante desigual, pois alguns países e regiões estão mais integrados que outras e os “comandantes” desse processo estão concentrados em poucos lugares. (Adaptado de Eustáquio de Sene e João Carlos Moreira. Geografia geral e do Brasil. Volume 2, p.12-27).

O ESTADO E A PRODUÇÃO DO ESPAÇO

O Estado é o grande “produtor” do espaço geográfico na sociedade moderna. O Estado é o conjunto das instituições que formam a organização politico administrativa de um povo ou nação: o governo, as forças armadas, a polícia, os tribunais, as escolas, os hospitais públicos, etc.
                O governo é a cúpula administrativa que controla o Estado. Apesar de exercer o poder sobre o Estado, o governo é somente uma parte do Estado.
                Cada Estado corresponde geralmente a um povo ou nação: o Estado italiano, o Estado mexicano, o Estado brasileiro. Daí, deles serem chamados de Estados-Nações. Contudo existem exceções. Existem Estados binacionais ou multinacionais, isto é, Estados que englobam dois povos culturalmente diversos. O Canadá, por exemplo, é constituído de população de origem francesa e outra de origem inglesa.
                Existem ainda, povos que não constituem Estado como os bascos, os tibetanos, curdos, palestinos, entre outros. Esses povos ocupam áreas controladas por Estados diferentes de sua cultura e costumes e lutam por sua autonomia, ou seja, o desejo de se constituir como uma Estado-nação com governo próprio, leis e instituições próprias.
                O Estado engloba todas as funções que não são privadas e sim públicas ou coletivas. Nesse sentido a principal função do Estado é servir a sociedade. Ele existe para aplicar a lei e a ordem, para defender o território de ameaças externas e para organizar serviços básicos a sua população: educação, saúde, segurança, etc. Para garantir a execução desses serviços, o Estado cobra impostos da população, que são arrecadados e administrados pelos governos. O governo é o representante do Estado, que representa a nação nas relações exteriores que podem ser diplomáticas, culturais, comerciais, militares, etc. o Estado, portanto, é que faz a geopolítica, representando a sociedade nacional nas relações internacionais.
                Como o Estado representa o poder público de uma sociedade, praticamente todas as grandes obras, aquelas que ocasionam as maiores modificações nas paisagens, como construções de rodovias, projetos de urbanização e infraestrutura são gerenciadas pelo Estado, que pode delegar a iniciativa privada a execução dessas obras.
                Ao longo do tempo o Estado se modificou, se tornando cada vez mais importante e aumentando o seu controle sobre a sociedade. Ideologicamente existem vários tipos de Estados que permitem maior ou menor participação da sociedade. Atualmente, o Estado democrático de direito é o mais comum deles. Este tipo de Estado está baseado numa Constituição (conjunto de leis que regem a vida da sociedade) e os seus cidadãos podem eleger os seus representantes no governo, ou seja, aqueles que vão controlar o Estado. (Adaptado de José William Vesentini. Geografia: o mundo em transição. Volume 1, p.137-143).