sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

INVASÃO DE PRODUTOS CHINESES NO BRASIL

A partir dos anos 2000, a China se tornou no principal parceiro comercial do Brasil, porém, além de comprar as commodities brasileiras, passou a vender mais para o nosso país. Esse cenário comercial entre China e Brasil começou a preocupar a indústria brasileira.
A invasão de produtos importados foi iniciada após o lançamento do Plano Real em meados dos anos 1990, e intensificada nos anos 2000 com a estabilidade econômica brasileira e a depreciação do dólar a partir da crise financeira dos EUA em 2008. Com o real mais valorizado, as empresas nacionais se tornaram menos competitivas perante os produtos importados da China no mercado externo e interno.
Apesar da questão monetária, a China é um país que produz com baixo custos tributários, e com baixo nível de barreiras comerciais em comparação ao Brasil. Segundo relatório da Cdib (Comissão de Defesa da Indústria Brasileira), nos anos 2000, diversas empresas nacionais fecharam a partir do crescimento das importações chinesas.
A falência atingiu empresas de diferentes setores: peças, tecidos, brinquedos, ferramentas, eletroeletrônico e até de escovas de dentes (higiene pessoal). Segundo a instituição, a falência de uma fábrica gera perda de postos de trabalhos para técnicos e especialistas. Para os economistas, o Brasil pode estar iniciando um processo de desindustrialização.
Quando um produto chinês é comprado, um produto brasileiro encalha e se exclui a possibilidade de emprego no Brasil. A compra de um produto chinês gera emprego na China. Mas, a escolha de um produto chinês, é incentivada pelo preço final do produto importado.
O Brasil possuía três empresas de produção de ímã ferrite, muito utilizado em alto-falante, a partir da importação dessa peça da China, hoje, no Brasil,resta apenas uma fábrica nesse setor. No início de 2012, foi realizada uma reunião para analisar a invasão de produtos chineses no mercado latino-americano, o evento foi organizado pelo Conselho Empresarial Brasil-Argentina, com o aval da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
O Conselho Empresarial Brasil-Argentina foi criado pelos governos do Brasil e Argentina para tentar barrar o avanço dos produtos chineses na América do Sul, o conselho é formado por representantes da CNI e da instituição similar argentina, a UIA (União Industrial Argentina).
Fernando Rebouças
 


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