terça-feira, 13 de novembro de 2012

QUEDA DA INFLUENCIA DOS EUA NO MUNDO

A partir dos anos 2000, fatores como a queda das torres gêmeas, guerra  e invasões no Iraque e Afeganistão e a crise econômica iniciada com a bolha imobiliária americana frearam a força econômica e produtiva, principalmente entre os anos 2008 e 2012, e comprometeu o sucesso do governo de Barack Obama, sucessor de George W. Bush.
A partir de 2010, com o crescimento das economias emergentes e do fortalecimento da moeda chinesa, a influência econômica e política dos EUA no mundo começou a ser questionada. Porém,  a manutenção da centralidade do dólar, do poderio militar e a força da indústria cultural norte-americana tem frustrado a opinião dos cientistas políticos que se apressaram a profetizar a rápida queda do império de Tio Sam.
No cenário geopolítico, percebemos o aprofundamento da crescente influência de grupos privados em diferentes países, comprometendo a força do Estado e pondo em risco a soberania das nações. A tendência geopolítica pós-crise 2008-2012 seria o fortalecimento de setores ultraliberais conservadores.
Para alguns estudiosos acadêmicos brasileiros, a queda do império norte-americano teria seu inicio ainda nos anos 1970, com perdas, ganhos e processo de recuperação, porém, nos dias atuais, a base industrial dos EUA se demonstrou antiga, forçando o governo de Obama a investir mais em tecnologia e em parcerias com economias asiáticas e sul-americanas.  Apesar do momento de crise global, 20% da economia mundial ainda era representada pela economia norte-americana.
Na história do século XX, um dos momentos auge dos EUA ocorreu durante o governo de Dwight Eisenhower, entre 1953 e 1961, nesse período o país derrubou governos, invadiu países e se colocou como única superpotência do mundo, ainda nos tempos da Guerra-Fria.
A economia americana, apesar do crescimento do PIB chinês nos anos 2000, manteve-se como a primeira economia do mundo, mas começou a demonstrar nível de incapacidade perante seus credores internacionais, passando por rebaixamento no quesito da nota de qualificação de crédito internacional Standard & Poor’s.
O mundo manteve o dólar como moeda base nas relações comerciais internacionais, o setor de crédito dos EUA manteve-se como o maior do mundo, caso a economia do mundo perdesse muita força e capacidade produtiva, isso geraria uma profunda crise no sistema monetário global. A lenta recuperação da economia norte-americana e a lenta criação de empregos começaram a ameaçar o índice de aceitação popular do governo Obama e sua reeleição.
Fernando Rebouças.

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