quinta-feira, 29 de novembro de 2012

DESINDUSTRIALIZAÇÃO

A redução de instalações e capacidade industrial de um país é caracterizado como desindustrialização. A desindustrialização está envolvida com as mudanças sociais e econômicas resultante da macroeconomia. A partir do momento que um  país torna-se menos competitivo e mais caro para produzir algum bem, corre o risco de iniciar um processo de desindustrialização.
A desindustrialização torna-se mais grave quando um país ou região sofre a perda de atividade na indústria transformadores. A desindustrialização também pode ser entendimento como um processo oposto ao da industrialização.
Os fatores da desindustrialização começaram a ser percebidos no Brasil a partir dos anos 2010, quando a valorização do real e invasão dos produtos chineses no país desequilibrou o ritmo produtivo de nossas indústrias para o mercado interno e externo. A não produção de bens também gera atrofia na capacidade tecnológica de um país, o tornando dependente da plataforma produtiva de outros países, seja a mesma instalada em outro país ou em parte em seu território.
A desindustrialização que afeta as empresas nacionais também se refere à desnacionalização das plataformas de produção. Como citado no parágrafo anterior, quando o país mantém parte das plataformas produtivas, na maioria dos casos, as mesmas representam bases de produção instaladas e mantidas por grandes multinacionais que utilizam e aplicam conhecimento e tecnologia desenvolvida em outros países.
Esse cenário de perdas de instalação de indústrias nacionais pode gerar impactos negativos sobre o desenvolvimento socioeconômico, a geração de emprego, valorização salarial, saúde e interferir em outras questões sociais, como a violência. Por outro lado, a desindustrialização pode ser iniciada quando as instalações industriais de um país se encontram atrasadas e não integradas ,enfraquecendo a potencial produtivo.
A ausência de indústrias com capital nacional pode afetar a postura do país no cenário da política econômica e externa. O Brasil tem sentido os efeitos de uma inicial desindustrialização ao manter relações comerciais com a China, relações que afetam os produtor brasileiro num momento de baixa competitividade tecnológica, trabalhista e cambial em comparação às condições de produção das indústrias chinesas. É muito mais barato produzir na China e comprar da China do que produzir e exportar a partir do Brasil. O risco de desindustrialização tem sido percebido em outros países do Mercosul. Para que as importações não prejudique o fabricante local, torna-se necessário a aplicação de políticas que limitem as importações, protejas indústrias nacionais e a ajudem a alcançar altos níveis de competitividade.
Fernando Rebouças
 


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