quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A NOVA CONQUISTA DO ESPAÇO

Na era das grandes navegações, o europeu encontrou no novo continente, a América; e no novíssimo continente, a Austrália e Oceania, a principal solução para uma Europa enfraquecida, tomada pela peste, sem meio ambiente e recursos naturais para se manter nas esferas econômica, social e cultural.
No século XXI, em tempos de super consumo, enfraquecimento ambiental do planeta, crise climática e econômica, teríamos a capacidade de rever nossos hábitos consumistas a tempo de manter o nosso planeta equilibrado? Ou teremos a necessidade de descobrir um novo planeta com os recursos naturais necessários para mantermos o nível de vida que as três revoluções industriais e o “american way life” inseriram no cotidiano humano, mais notadamente, no século XX?
Caso não consigamos rever nossos padrões de vidas seremos lembrados na memória de Deus como uma espécie que evoluiu destruindo o planeta Terra e seus próprios sentimentos. E para sobrevivermos, teremos, ainda no século XXI, que descobrir uma tecnologia de transporte espacial que nos permita viajar mais rápido nesse amplo universo de estrelas para explorar planetas similares à Terra. Nesse caso, não seríamos invadidos como no filme “Independence Day”, mas invasores e genocidas como em “Avatar”.
Parece imaginação de escritor, mas essa possibilidade poderá acontecer. Segundo a revista acadêmica “Astrobiology”, o exoplaneta Gliese 581g está entre os corpos celestes que representam maior possibilidade de possuir vida extraterrestre com condições similares à da Terra, o planeta está fora do sistema solar a 20 anos luz da nossa Terra.
Segundo os cientistas, há outras possibilidades mais próximas de nós, a lua de Saturno Titã que orbita ao redor de Saturno. O satélite de Saturno está em primeiro lugar no Índice de Similaridade com a Terra, em segundo lugar está a lua Europa, que orbita Júpiter. Ambos apresentam vestígios de presença de água.
As pesquisas visam, inicialmente, a descoberta de vida extraterrestre em níveis inteligentes e não inteligentes, mas, em tempos de crise planetária em nossa Terra, essa busca poderá amadurecer o domínio de novos terrenos para obtenção de recursos naturais para o avançado e tecnológico capitalismo humano.
Porém, se isso ocorrer, além de enfraquecer a nossa Terra, correremos o risco de perder a nossa ética e nos tornarmos em nações extraplanetárias de filmes de ficção científica, capazes de invadir, submeter, escravizar e destruir por meio de aculturação e devastação do meio ambiente extraterreno.
Pode parecer previsão de filme científico, mas, se observarmos o comportamento humano, a humanidade já realizou algo parecido há mais de 500 anos, atos que até os dias de hoje deixaram preconceitos, individualismo e desrespeito ambiental como heranças, legados negativos que começamos a questionar tardiamente depois das duas Grandes Guerras Mundiais e da queda do Muro de Berlim. Falar de igualdade social e sustentabilidade era algo ainda raro até meados do século XX, quando o homem ainda dava seus primeiros passos na lua.
Fernando Rebouças

 

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