quinta-feira, 29 de novembro de 2012

DESINDUSTRIALIZAÇÃO

A redução de instalações e capacidade industrial de um país é caracterizado como desindustrialização. A desindustrialização está envolvida com as mudanças sociais e econômicas resultante da macroeconomia. A partir do momento que um  país torna-se menos competitivo e mais caro para produzir algum bem, corre o risco de iniciar um processo de desindustrialização.
A desindustrialização torna-se mais grave quando um país ou região sofre a perda de atividade na indústria transformadores. A desindustrialização também pode ser entendimento como um processo oposto ao da industrialização.
Os fatores da desindustrialização começaram a ser percebidos no Brasil a partir dos anos 2010, quando a valorização do real e invasão dos produtos chineses no país desequilibrou o ritmo produtivo de nossas indústrias para o mercado interno e externo. A não produção de bens também gera atrofia na capacidade tecnológica de um país, o tornando dependente da plataforma produtiva de outros países, seja a mesma instalada em outro país ou em parte em seu território.
A desindustrialização que afeta as empresas nacionais também se refere à desnacionalização das plataformas de produção. Como citado no parágrafo anterior, quando o país mantém parte das plataformas produtivas, na maioria dos casos, as mesmas representam bases de produção instaladas e mantidas por grandes multinacionais que utilizam e aplicam conhecimento e tecnologia desenvolvida em outros países.
Esse cenário de perdas de instalação de indústrias nacionais pode gerar impactos negativos sobre o desenvolvimento socioeconômico, a geração de emprego, valorização salarial, saúde e interferir em outras questões sociais, como a violência. Por outro lado, a desindustrialização pode ser iniciada quando as instalações industriais de um país se encontram atrasadas e não integradas ,enfraquecendo a potencial produtivo.
A ausência de indústrias com capital nacional pode afetar a postura do país no cenário da política econômica e externa. O Brasil tem sentido os efeitos de uma inicial desindustrialização ao manter relações comerciais com a China, relações que afetam os produtor brasileiro num momento de baixa competitividade tecnológica, trabalhista e cambial em comparação às condições de produção das indústrias chinesas. É muito mais barato produzir na China e comprar da China do que produzir e exportar a partir do Brasil. O risco de desindustrialização tem sido percebido em outros países do Mercosul. Para que as importações não prejudique o fabricante local, torna-se necessário a aplicação de políticas que limitem as importações, protejas indústrias nacionais e a ajudem a alcançar altos níveis de competitividade.
Fernando Rebouças
 


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ASTERÓIDES

Recebem o nome de asteróides os objetos rochosos e metálicos que orbitam o Sol  mas não possuem o tamanho necessário para serem classificados como planetas. Considerados materiais remanescentes da formação do sistema solar, a teoria atualmente predominante sugere que tais corpos constituem materiais que nunca fundiram-se em um planeta. Outra ideia acerca da origem dos asteróides sugere que estes são os restos de um planeta que foi destruído em tempos remotos numa brutal colisão. “De fato, calculando-se a massa total de todos os asteróides, temos uma massa de 1.500 quilômetros (932 milhas) de diâmetro, equivalente a menos que a metade do diâmetro da Lua terrestre.” ¹
O asteróide de maior tamanho é 1 Ceres, que possui 933 km em diâmetro e contém cerca de 25% da massa de todos os asteróides conhecidos combinados. Outros corpos similares de destaque são 2 Pallas, 4 Vesta e 10 Hygiea que medem entre 400 e 525 km de diâmetro. Com exceção destes, todos os outros asteróides conhecidos tem menos que 340 km ou até mesmo a dimensão de pequenas pedras.
O início da pesquisa científica direcionada a estes corpos do sistema solar remonta a 1772, quando o matemático Johann Titus e o astrônomo Johann Bode elaboraram uma sequencia matemática que previa a possibilidade de existir um planeta que orbitaria Marte e Júpiter. A teoria inicia uma busca entre os estudiosos pelo suposto planeta, sendo que em 1801 o astrônomo Giuseppi Piazzi descobre um corpo na mesma área, ao qual imaginava ser um cometa. Ao definir melhor sua órbita, batizou-o com o nome de Ceres. Ceres, entretanto, demonstra características muito diferentes de Marte e Júpiter, levando à conclusão de que tinha dimensões muito menores que a de um planeta convencional. Mais tarde, outros corpos semelhantes foram descobertos próximos a Ceres, e receberam o nome de asteróides (palavra que significa semelhante a estrela, em grego).
Os asteróides são classificados de acordo com seus espectros (e consequentemente pela sua composição química) e por seu albedo:
 •tipo C, que inclui mais de 75% dos asteróides conhecidos; são extremamente escuros, de composição química similar à do Sol, exceto pela falta de hidrogênio, hélio e outros elementos voláteis;
 •tipo S, no qual estão 17% dos asteróides, relativamente luminosos, compostos de níquel-ferro metálico misturado a ferro e silicatos de magnésio.
 •tipo M, que engloba grande parte do restante dos asteróides, compostos de puro níquel-ferro;
 •além destes, registram-se cerca de uma dúzia de tipos raros de composição diferente dos demais.
Emerson Santiago
 


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

MAR NEGRO

Recebe o nome de mar Negro o mar interior situado entre a região mais a sudeste da Europa e as bordas extremo oeste do continente asiático. Excluindo seu braço norte, o Mar de Azov, o Mar Negro ocupa cerca de 436.400 km², uma área semelhante à dos estados de São Paulo e Paraná combinados.
Há várias teorias sobre a origem de seu nome, sendo que a denominação Negro passa a ser a mais famosa, que se acredita foi dada pelos turcos em tempos medievais. Seu nome talvez possa ser derivado de algumas de suas peculiaridades, como a de o nível de sua água permanecer sempre o mesmo. Devido à ausência de marés altas ou baixas, não há flutuação do nível, tornando-se um mar calmo, tranquilo e sereno na superfície. Outro fato intrigante é que os mortos parecem “resistir” às águas do Mar Negro: restos de navios, seres humanos e outros materiais perecíveis como cordas, madeira etc ainda podem ser encontrados no leito do mar, centenas de anos após a sua entrada naquelas águas. A explicação científica para isso é que, devido à natureza anóxica das camadas inferiores de água do mar (água desprovida de oxigênio dissolvido), o processo de decomposição é extremamente lento, explicando assim tal aspecto bizarro.
O mar Negro está limitado pelo sudeste do continente europeu, a península da Anatólia e o Cáucaso. Ele é conectado com o mar Mediterrâneo através do estreito de Bósforo, o mar de Mármara e o estreito de Dardanelos. O mar Negro se liga ao oceano Atlântico através dos mares Mediterrâneo e Egeu e de vários estreitos. O Estreito de Bósforo o liga ao mar de Mármara, e o estreito de Dardanelos conecta esse mar à região do Mar Egeu do Mediterrâneo, formando assim uma fronteira natural entre a Europa oriental e a Ásia ocidental. O mar Negro está ligado ainda ao mar de Azov pelo estreito de Kerch.
Este grande mar interior demarca ainda o litoral de seis países: Romênia e Bulgária a oeste, Ucrânia, Rússia e Geórgia ao norte e leste, e Turquia, a sul. Além disso, sua configuração é influenciada pelas águas de rios vindas de outras dez nações através dos cinco principais rios que desembocam no mar Negro, o maior dos quais é o rio Danúbio.
Ao longo dos tempos, o mar Negro tem sido de fundamental importância para o comércio e transporte regional. Hoje, este corpo d’água serve como uma via principal para o transporte de energia para a Europa, proveniente da Rússia e da Ásia ocidental, fazendo do mar Negro uma importante commodity. Ele é ainda uma das mais movimentadas vias do mundo, e em 2005 mais de 55.000 navios, incluindo quase 6.000 petroleiros passaram pelo Estreito de Bósforo, na sua maioria petroleiros russos.
Emerson Santiago
 


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

COMO SE FORMA O CICLO DA ÁGUA

Pode admitir-se que a quantidade total de água existente na Terra, nas suas três fases, sólida, líquida e gasosa, se tem mantido constante, desde o aparecimento do Homem. A água da Terra - que constitui a hidrosfera - distribui-se por três reservatórios principais, os oceanos, os continentes e a atmosfera, entre os quais existe uma circulação perpétua - ciclo da água ou ciclo hidrológico. O movimento da água no ciclo hidrológico é mantido pela energia radiante de origem solar e pela atração gravítica. Pode definir-se ciclo hidrológico como a sequência fechada de fenômenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera, na fase de vapor, e regressa àquele, nas fases líquida e sólida. A transferência de água da superfície do Globo para a atmosfera, sob a forma de vapor, dá-se por evaporação direta, por transpiração das plantas e dos animais e por sublimação (passagem direta da água da fase sólida para a de vapor).A quantidade da água mobilizada pela sublimação no ciclo hidrológico é insignificante perante a que é envolvida na evaporação e na transpiração, cujo processo conjunto se designa por evapotranspiração. O vapor de água é transportado pela circulação atmosférica e condensa-se após percursos muito variáveis, que podem ultrapassar 1000 km. A água condensada dá lugar à formação de nevoeiros e nuvens e a precipitação a partir de ambos. A precipitação pode ocorrer na fase líquida (chuva ou chuvisco) ou na fase sólida (neve, granizo ou saraiva). A água precipitada na fase sólida apresenta-se com estrutura cristalina no caso da neve e com estrutura granular, regular em camadas, no caso do granizo, e irregular, por vezes em agregados de nódulos, que podem atingir a dimensão de uma bola de tênis, no caso da saraiva. A precipitação inclui também a água que passa da atmosfera para o globo terrestre por condensação do vapor de água (orvalho) ou por congelamento daquele vapor (geada) e por intercepção das gotas de água dos nevoeiros (nuvens que tocam no solo ou no mar). A água que precipita nos continentes pode tomar vários destinos. Uma parte é devolvida diretamente à atmosfera por evaporação; a outra origina escoamento à superfície do terreno, escoamento superficial, que se concentra em sulcos, cuja reunião dá lugar aos cursos de água. A parte restante infiltra-se, isto é, penetra no interior do solo, subdividindo-se numa parcela que se acumula na sua parte superior e pode voltar à atmosfera por evapotranspiração e noutra que caminha em profundidade até atingir os lençóis aquíferos (ou simplesmente aquíferos) e vai constituir o escoamento subterrâneo. Tanto o escoamento superficial como o escoamento subterrâneo vão alimentar os cursos de água que deságuam nos lagos e nos oceanos, ou vão alimentar diretamente estes últimos. O escoamento superficial constitui uma resposta rápida à precipitação e cessa pouco tempo depois dela. Por seu turno, o escoamento subterrâneo, em especial quando se dá através de meios porosos, ocorre com grande lentidão e continua a alimentar os cursos de água longo tempo após ter terminado a precipitação que o originou. Assim, os cursos de água alimentados por aquíferos apresentam regimes de caudal mais regulares. Os processos do ciclo hidrológico decorrem, como se descreveu, na atmosfera e no globo terrestre, pelo que se pode admitir dividido o ciclo da água em dois ramos: aéreo e terrestre. A água que precipita nos continentes vai, assim, repartir-se em três parcelas: uma que é reenviada para a atmosfera por evapotranspiração e duas que produzem escoamento superficial e subterrâneo .Esta repartição é condicionada por fatores vários, uns de ordem climática e outros respeitantes às características físicas do local onde incide a precipitação: pendente, tipo de solo, seu uso e estado, e subsolo. Assim, a precipitação, ao incidir numa zona impermeável, origina escoamento superficial e evaporação direta da água que se acumula e fica disponível à superfície. Incidindo num solo permeável, pouco espesso, assente numa formação geológica impermeável, produz escoamento superficial (e, eventualmente, uma forma de escoamento intermédia - escoamento subsuperficial), evaporação da água disponível à superfície e ainda evapotranspiração da água que foi retida pela camada do solo de onde pode passar à atmosfera. Em ambos os casos não há escoamento subterrâneo; este ocorre no caso de a formação geológica subjacente ao solo ser permeável e espessa. A energia solar é a fonte da energia térmica necessária para a passagem da água das fases líquida e sólida para a fase do vapor; é também a origem das circulações atmosféricas que transportam vapor de água e deslocam as nuvens. A atração gravítica dá lugar à precipitação e ao escoamento. O ciclo hidrológico é uma realidade essencial do ambiente. É também um agente modelador da crosta terrestre devido à erosão e ao transporte e deposição de sedimentos por via hidráulica. Condiciona a cobertura vegetal e, de modo mais genérico, a vida na Terra. O ciclo hidrológico à escala planetária pode ser encarado como um sistema de destilação gigantesco, estendido a todo o Globo. O aquecimento das regiões tropicais devido à radiação solar provoca a evaporação contínua da água dos oceanos, que é transportada sob a forma de vapor pela circulação geral da atmosfera, para outras regiões. Durante a transferência, parte do vapor de água condensa-se devido ao arrefecimento e forma nuvens que originam a precipitação. O retorno às regiões de origem resulta da ação combinada do escoamento proveniente dos rios e das correntes marítimas. É o ciclo da água que alimenta e dá condições à vida no planeta. O sol aquece todas as águas superficiais do planeta, mudando seu estado físico para vapor, que por ser mais leve sobe até as camadas mais frias da atmosfera onde se condensa, formando nuvens. E essas, finalmente, acabam se precipitando, na forma de chuva, neve ou granizo. São as etapas de evaporação, condensação e precipitação. A atmosfera contém vapor de água que se evapora a cada dia, da superfície dos rios, e mares, pela ação simultânea do calor solar e do vento. Esse vapor é invisível como o ar, mas se torna visível quando se condensa. O vapor de água eleva-se na atmosfera, principalmente nos dias quentes, encontrando camadas mais frias do ar, condensa-se em gotículas de água muito leves que flutuam no ar sob a forma de nevoeiro. Se o resfriamento aumenta, as gotinhas se agrupam, avolumam-se e, quando atingem um peso suficiente, precipitam-se ao solo na forma de chuva, granizo ou neve. Ao voltar à superfície, a água escorre de volta para os cursos de água, ou infiltra-se até os lençóis freáticos (rios subterrâneos), alimentando os rios, mares, oceanos ou dando origem às nascentes fechando assim o ciclo.  Através dos rios, essa água retorna ao mar, onde novamente se evapora. Este é o ciclo da água. Desse ciclo tem importância fundamental a vegetação, constituída de plantas e florestas, sem os quais é impossível a retenção da água na superfície para a conservação da diversidade biológica, ecossistemas e habitats. A água é utilizada para uma grande variedade de atividades humanas, como higiene, agricultura, pecuária, indústria, lazer e produção de energia. O problema é que a água utilizada pelo homem nem sempre é devolvida em condições adequadas. Além disso, a atividade humana também interfere no ciclo da água, principalmente nas cidades, com o desmatamento e a impermeabilização desordenada do solo, para a construção de ruas e habitações. Através dos rios, essa água retorna ao mar, onde novamente se evapora. Este é o ciclo da água. O problema é que a água utilizada pelo homem nem sempre é devolvida em condições adequadas.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

QUEDA DA INFLUENCIA DOS EUA NO MUNDO

A partir dos anos 2000, fatores como a queda das torres gêmeas, guerra  e invasões no Iraque e Afeganistão e a crise econômica iniciada com a bolha imobiliária americana frearam a força econômica e produtiva, principalmente entre os anos 2008 e 2012, e comprometeu o sucesso do governo de Barack Obama, sucessor de George W. Bush.
A partir de 2010, com o crescimento das economias emergentes e do fortalecimento da moeda chinesa, a influência econômica e política dos EUA no mundo começou a ser questionada. Porém,  a manutenção da centralidade do dólar, do poderio militar e a força da indústria cultural norte-americana tem frustrado a opinião dos cientistas políticos que se apressaram a profetizar a rápida queda do império de Tio Sam.
No cenário geopolítico, percebemos o aprofundamento da crescente influência de grupos privados em diferentes países, comprometendo a força do Estado e pondo em risco a soberania das nações. A tendência geopolítica pós-crise 2008-2012 seria o fortalecimento de setores ultraliberais conservadores.
Para alguns estudiosos acadêmicos brasileiros, a queda do império norte-americano teria seu inicio ainda nos anos 1970, com perdas, ganhos e processo de recuperação, porém, nos dias atuais, a base industrial dos EUA se demonstrou antiga, forçando o governo de Obama a investir mais em tecnologia e em parcerias com economias asiáticas e sul-americanas.  Apesar do momento de crise global, 20% da economia mundial ainda era representada pela economia norte-americana.
Na história do século XX, um dos momentos auge dos EUA ocorreu durante o governo de Dwight Eisenhower, entre 1953 e 1961, nesse período o país derrubou governos, invadiu países e se colocou como única superpotência do mundo, ainda nos tempos da Guerra-Fria.
A economia americana, apesar do crescimento do PIB chinês nos anos 2000, manteve-se como a primeira economia do mundo, mas começou a demonstrar nível de incapacidade perante seus credores internacionais, passando por rebaixamento no quesito da nota de qualificação de crédito internacional Standard & Poor’s.
O mundo manteve o dólar como moeda base nas relações comerciais internacionais, o setor de crédito dos EUA manteve-se como o maior do mundo, caso a economia do mundo perdesse muita força e capacidade produtiva, isso geraria uma profunda crise no sistema monetário global. A lenta recuperação da economia norte-americana e a lenta criação de empregos começaram a ameaçar o índice de aceitação popular do governo Obama e sua reeleição.
Fernando Rebouças.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CONDIÇÕES DAS ESTRADAS NO BRASIL

Segundo dados recentes, nas estradas e rodovias brasileiras  circulam 17,9 milhões de automóveis, sendo 3,087 milhões de veículos comerciais leves; 1,17 milhão de caminhões; e  260.000 ônibus. No Brasil, a rodovia é utilizada por mais de 60% de todo o transporte de carga. Segundo o DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), o Brasil possui cerca de 1,7 milhões de quilômetros de estradas, porém, somente 10% são pavimentadas, equivalente a 172.897 quilômetros.
Considerando esse número, 57.211 quilômetros são de estradas federais; 94.753 de estaduais; e 20.914 de municipais. A maioria das estradas pavimentadas possuem mais de dez anos sem reformas.
Em diferentes regiões do Brasil, as condições de conservação, pavimentação e sinalização da rodovias é irregular ou deficiente. Alguns trechos apresentaram melhoras, referente a 5,5 mil quilômetros privatizados. Entre os anos 2011 e 2012, o Ministério dos Transportes e o DNIT estiveram sob o alvo de suspeitas de corrupção, gerando demissões e deixando os nossos motoristas e pedestres utilizando estradas em péssimas condições.
 
As condições de nossas rodovias compromete a expansão econômica do Brasil, tornando mais caro e mais inseguro o transporte de mercadorias para o mercado interno e externo, diminuindo a capacidade concorrencial do Brasil e a qualidade de seus serviços logísticos. As irregularidades e péssimas condições detectadas em nossas estradas deixa o Brasil aquém de outras nações emergentes na economia global. Segundo dados do DNIT, em 2010, do 1,5 milhão de quilômetros de estradas, somente 212.000 quilômetros eram pavimentadas, equivalente a 13% de nossa malha rodoviária.
O setor privado indica que, além da ausência de pavimentação, a falta de manutenção tem sido outro preocupante problema. Segundo estudos do instituto Ilos, seriam necessário 64,7 bilhões de reais para projetos de recuperação e de 747 bilhões para a pavimentação de estradas já existentes.
Na história do Brasil, a primeira estradas foi pavimentada em 1950, a Rodovia Presidente Dutra. Em outros países, a pavimentação foi iniciada ainda no século XIX. As principais reclamações dos motoristas são os buracos (que prejudicam pneus e peças dos veículos), ausência ou falha nas sinalizações, falta de fiscalização, segurança e orientação.
Dentro do governo federal, o Ministério dos Transportes se justifica pelos crescentes investimentos realizados no sistema rodoviário, as verbas têm aumentado anualmente. Em 2010, o governo investiu R$ 11 bilhões no setor. Até junho de 2012, foram aplicados R$ 4,4 bilhões, e a previsão é que mais R$ 13 bilhões sejam gastos.
Fernando Rebouças

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

ESTADOS FEDERADOS DA MICRONÉSIA

Os Estados Federados da Micronésia (Federated States of Micronesia, em inglês) é um pequeno estado independente do Pacífico Sul, localizado a leste das Filipinas e a norte de Papua Nova Guiné. Sua área é de 702 km², equivalente ao município paulista de Mogi das Cruzes, e tem como capital a cidade de Palikir, na ilha de Pohnpei. A maioria dos 111.100 habitantes, cerca de 52% da população, segue o cristianismo, de ramo católico, sendo que boa parte do restante segue correntes protestantes.
A Micronésia é uma confederação com um governo central que concentra poucos poderes. Os governos estaduais manter um poder considerável, particularmente em relação à implementação de políticas orçamentais. Cada um dos quatro estados do país possuem a sua própria constituição e realizam eleições para governador. A moeda local é o dólar norte-americano e a língua oficial é o inglês, mas várias línguas locais são utilizadas no cotidiano da população, em especial o chuquês, o yapês, o kosreano e o ponpeiano. Os Estados Federados da Micronésia são compostos por 607 ilhas. Apesar do território diminuto, este conjunto de ilhas se estende através de 2.600.000 km², uma área do tamanho dos estados do Amazonas e Pará combinados. Apenas cerca de 100 ilhas são habitadas.
O território do país está dividido em quatro estados, que reúnem um conjunto de ilhas cada um. São estes: Pohnpei, Chuuk, Yap, além da ilha de Kosrae. A população indígena é composta de vários grupos etno-linguísticos, e a taxa de natalidade permanece elevada, em mais de 3%, mas tal crescimento é compensado pela alta taxa de emigração.
Acredita-se que os ancestrais dos atuais habitantes da Micronésia ocuparam as Ilhas Carolinas (hoje divididas entre Palau e Micronésia) mais de 4.000 anos atrás. Um sistema descentralizado de poderio dos chefes locais acabou por dar origem a um império baseado em Yap e Pohnpei. Os exploradores europeus, primeiro os portugueses, navegando em busca das Ilhas das Especiarias e depois os espanhóis chegam às Carolinas, no século XVI, sendo que estes últimos declaram soberania sob a região.
A Micronésia passa para o controle alemão em 1899, e em seguida, através do Tratado de Versalhes, para os japoneses em 1919. Após a Segunda Guerra Mundial  as ilhas passam a fazer parte do Território Fiduciário das Nações Unidas das Ilhas do Pacífico, administrado pelos Estados Unidos. A 10 de maio de 1979, quatro dos distritos do território ratificam uma nova Constituição, dando origem aos Estados Federados da Micronésia. Palau, Ilhas Marshall e Ilhas Marianas do Norte, que também compunham o território administrado pelos norte-americanos optaram por não participar. A Micronésia assina um pacto de livre associação com os Estados Unidos em 1986.
Emerson Santiago
 


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ABECÁSIA

Abecásia (Apsny em abecásio) é uma das duas repúblicas separatistas da Geórgia, de reconhecimento internacional bastante limitado. Seu nome é a forma como os abecásios denominam seu território, e significa “Terra dos Apsianos”. Originalmente, a Abecásia fazia parte do antigo reino Cólquida, embrião da moderna Geórgia. Mais tarde, a área constitui um reino próprio, chamado de Egrisi. Os gregos instalariam colônias no litoral por volta de 1000 a 550 a.C. Seguiram-se os romanos e bizantinos até que por volta de 780 surgiu um reino independente autodenominado Abecásia, que chegou a dominar a área da atual capital georgiana, Tbilisi. Segue-se uma fase de unificação sob uma monarquia georgiana, até o século XVI, quando surge o principado da Abecásia. Pouco depois os turcos otomanos ocupam o território e convertem a população ao islamismo. No século XIX crescem as disputas entre turcos otomanos e Rússia por terras naquela área, o que faz com que a Rússia absorva a Abecásia.
Com a presença russa, boa parte da população muçulmana migra para a atual Turquia e a região passa a receber população de áreas cristãs do Cáucaso. A Geórgia declara-se independente em 1918 e inclui a Abecásia como parte do novo estado. Pouco depois, a Rússia (prestes a se tornar União Soviética) retoma o controle sobre a Geórgia, transformando-a numa república soviética (a Abecásia ganha o mesmo status, mas é administrada em conjunto com a Geórgia). Um ano depois, a Geórgia passa a integrar a República Socialista Federativa Soviética Transcaucasiana, que é dissolvida em 1936, voltando a vigorar o arranjo anterior. A partir de 1957 até o fim da URSS, a Abecásia, ainda dentro da Geórgia, passa ao status de República soviética autônoma, ou seja, é reconhecida como uma etnia em separado, que é administrada por outra etnia maior, e com esta forma uma república soviética dentro da URSS. Às vésperas do colapso soviético, os abecásios temem pela perda de seu status de autonomia, e lutam para constituir uma república soviética em separado, enquanto a Geórgia prepara-se para a independência, incluindo a Abecásia em seu território. Logo após a separação da Geórgia, começam os conflitos na região, que passa a buscar sua própria emancipação.
Segue-se uma guerra civil em 1992 e as tropas georgianas sofrem vários revezes, sendo estabelecido um cessar-fogo em 1994. A partir daí, cerca de 83% do território permanece na mão dos separatistas enquanto que o restante é administrado pela República Autônoma da Abecásia, reconhecida pela Geórgia. Em 2008 a Rússia anunciou o reconhecimento da Abecásia e da Ossétia do Sul, mas os dois conflitos seguem sem solução. Com sua capital em Sukhumi e pouco reconhecimento internacional, os separatistas dependem quase que exclusivamente da Rússia para manter o movimento até os dias de hoje.
Além da Rússia, decidiram por reconhecer o novo estado Nicarágua, Venezuela, Nauru e Tuvalu. Além destes, outro estado de reconhecimento parcial considera a Abecásia um país emancipado, a Ossétia do Sul, a outra região separatista da Geórgia. Finalmente, mais outros dois estados sem reconhecimento internacional consideram a Abecásia independente, sendo um deles Nagorno-Karabakh, outra área separatista no Cáucaso, parte integrante da República do Azerbaijão, cuja população é de origem armênia e que se declara uma república independente; o segundo é a Transnístria, parte integrante do território da República da Moldávia, mas povoada em sua maioria por ucranianos e russos.
Emerson Santiago
 


terça-feira, 6 de novembro de 2012

SIBÉRIA

Povos datados antes da era cristã estão entre os formadores da Sibéria. São eles os citas e os xiongnu, duas civilizações nômades de extrema importância para a formação da região. Ao sul do território siberiano, a região de estepes presenciou diversos impérios nômades se sucedendo, entre eles o Império Mongol e o Turco. Neste panorama, o budismo lamaísta foi expandido, no fim da Idade Média, nas áreas localizadas ao sul do Baikal, considerado o maior lago de água doce da Ásia.
Entre os séculos XVI e XVII, os russos chegaram nesta região e mudaram os rumos da história do local. De acordo com alguns historiadores, a chegada dos russos à Sibéria aconteceu na mesma época que os europeus chegaram ao continente americano. No período imperial da história da Rússia, a Sibéria era uma região agrícola utilizada para exilar alguns cidadãos, entre eles encontravam-se Dostoievski, autor do célebre Crime e Castigo, Avvakum e os Dezembristas, responsáveis por um levante militar dos membros da alta nobreza.
No século XIX ocorreu uma das construções mais emblemáticas da Sibéria. Naquela época, foi iniciada a Ferrovia Transiberiana, que faz a conexão entre a Rússia Europeia e outras províncias do extremo oriente do país. Neste mesmo período, ocorreu a industrialização e foram descobertos diversos recursos minerais na área.
Na Sibéria, além da construção da ferrovia, diversos outros aspectos chamam a atenção por tratarem de maneira diferente alguns ritos tradicionais. Um exemplo são os rituais funerários, sendo que o clima do lugar impedia que fossem abertas campas no solo congelado e encharcado. Desta forma, algumas culturas da Sibéria não enterravam os falecidos. Em vez de escavar a terra, povos como os chukchis e os koryaques faziam a prática da dissecação.
No caso dos yukaghires, os corpos dos mortos eram desmembrados e, após as partes secarem, eram entregues aos familiares mais próximos. Tais partes dos corpos ganhavam o apelido de “avós” e tinham uma função de proteção. Na cultura dos kamchadales, um ponto priorizado era o transporte que os mortos precisariam no além. Por isso, eles davam os defuntos para os cachorros comerem. Assim, os mortos já teriam uma matilha que lhe puxasse os trenós após a morte.
Este tipo de costume fez com que os russos, acostumados aos ritos tradicionais do cristianismo, denominassem estes povos de bárbaros. Nesta mesma época, os povos da região ocidental da Europa viam o czar e os seus súditos da mesma forma. Entretanto, os cossacos, nativos das estepes de regiões do sudeste da Europa, não desprezaram os conhecimentos acumulados pelos siberianos, passados de geração em geração no que se refere a soluções para sobreviver em climas extremamente frios e sem recursos. Alguns hábitos dos siberianos, principalmente na alimentação, são utilizados até hoje.
Felipe Araújo

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

MERCADO DE ENERGIA SOLAR

Em todo o mundo tem crescido a quantidade de instalações para geração de energia solar/fotovoltaica. A energia solar tem sido considerada uma importante fonte de energia renovável, limpa e alternativa em diferentes países. O aumento do interesse pela energia solar é devido da crescente preocupação por parte da sociedade e das empresas pelas questões ambientais.
A energia solar permite a geração de energia elétrica em estabelecimentos comerciais e domicílios; aquecimento de água; fonte de aquecimento para a cozinha; e ser desenvolvida a partir de instalações mais simplificadas e mais acessíveis. Nos anos 1990, a tecnologia para a obtenção da energia solar era considerada cara e carente de subsídios a serem adotados por governos.
Com o avanço tecnológica e implementação de programas estatais e privados para inserção da energia solar na vida das pessoas, houve um importante amadurecimento do mercado de energia solar no mundo.Atualmente, o mercado oferece diferentes tipos de equipamentos em países como Austrália, Israel, Japão, Brasil, Chile e EUA.
Entre os insumos mais utilizados na composição das placas fotovoltaicas, o cobre está presente em todo o processo de captação da energia solar, compreendendo desde a captação, transferência e condução de fluidos de alta temperatura. As tubulações de cobre também permitem uma ação antibactericida, permitindo a higiene dos equipamentos.
Na cidade de Tauá, estado do Ceará, a empresa GE Energy forneceu todos os equipamentos e sistemas de energia solar para duplicar a capacidade de energia na região. Na localidade, cada Megawatt gerado é capaz de abastecer 1.500 famílias. Boa parte dos equipamentos ainda são importados, mas a empresa tem projetos para a construção de parques solares no Brasil e também no México.
Outras empresas junto com a ICA (Internacional Copper Association) estão trabalhando para popularizar e baratear o acesso à energia solar na América Latina, promovendo a construção de “telhados energéticos” em casas com placas de captação de energia solar em seus telhados.
Em todo o mundo, segundo relatório da EPIA (Associação Europeia da Indústria Fotovoltaica), a energia solar cresceu de 16,6 GW em 2010, para 27,7 GW em 2011, registrando um aumento de 70%. Desse total, 21 GW eram gerados na Europa, com forte potencial mercadológico na Alemanha, França e Itália. A Itália é a líder mundial em capacidade instalada desde 2008, mas com a Alemanha com forte potencial para ocupar a liderança.
Fernando Rebouças

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A NOVA CONQUISTA DO ESPAÇO

Na era das grandes navegações, o europeu encontrou no novo continente, a América; e no novíssimo continente, a Austrália e Oceania, a principal solução para uma Europa enfraquecida, tomada pela peste, sem meio ambiente e recursos naturais para se manter nas esferas econômica, social e cultural.
No século XXI, em tempos de super consumo, enfraquecimento ambiental do planeta, crise climática e econômica, teríamos a capacidade de rever nossos hábitos consumistas a tempo de manter o nosso planeta equilibrado? Ou teremos a necessidade de descobrir um novo planeta com os recursos naturais necessários para mantermos o nível de vida que as três revoluções industriais e o “american way life” inseriram no cotidiano humano, mais notadamente, no século XX?
Caso não consigamos rever nossos padrões de vidas seremos lembrados na memória de Deus como uma espécie que evoluiu destruindo o planeta Terra e seus próprios sentimentos. E para sobrevivermos, teremos, ainda no século XXI, que descobrir uma tecnologia de transporte espacial que nos permita viajar mais rápido nesse amplo universo de estrelas para explorar planetas similares à Terra. Nesse caso, não seríamos invadidos como no filme “Independence Day”, mas invasores e genocidas como em “Avatar”.
Parece imaginação de escritor, mas essa possibilidade poderá acontecer. Segundo a revista acadêmica “Astrobiology”, o exoplaneta Gliese 581g está entre os corpos celestes que representam maior possibilidade de possuir vida extraterrestre com condições similares à da Terra, o planeta está fora do sistema solar a 20 anos luz da nossa Terra.
Segundo os cientistas, há outras possibilidades mais próximas de nós, a lua de Saturno Titã que orbita ao redor de Saturno. O satélite de Saturno está em primeiro lugar no Índice de Similaridade com a Terra, em segundo lugar está a lua Europa, que orbita Júpiter. Ambos apresentam vestígios de presença de água.
As pesquisas visam, inicialmente, a descoberta de vida extraterrestre em níveis inteligentes e não inteligentes, mas, em tempos de crise planetária em nossa Terra, essa busca poderá amadurecer o domínio de novos terrenos para obtenção de recursos naturais para o avançado e tecnológico capitalismo humano.
Porém, se isso ocorrer, além de enfraquecer a nossa Terra, correremos o risco de perder a nossa ética e nos tornarmos em nações extraplanetárias de filmes de ficção científica, capazes de invadir, submeter, escravizar e destruir por meio de aculturação e devastação do meio ambiente extraterreno.
Pode parecer previsão de filme científico, mas, se observarmos o comportamento humano, a humanidade já realizou algo parecido há mais de 500 anos, atos que até os dias de hoje deixaram preconceitos, individualismo e desrespeito ambiental como heranças, legados negativos que começamos a questionar tardiamente depois das duas Grandes Guerras Mundiais e da queda do Muro de Berlim. Falar de igualdade social e sustentabilidade era algo ainda raro até meados do século XX, quando o homem ainda dava seus primeiros passos na lua.
Fernando Rebouças