terça-feira, 30 de outubro de 2012

PASSAGEM DO NOROESTE

Considerada uma rota formada por estreitos sequenciais na região norte da América, a Passagem do Noroeste localiza-se próxima ao Círculo Polar Ártico, possibilitando a junção do Estreito de Bering ao Estreito de Davis. Desta forma, faz uma conexão entre dois oceanos: o Pacífico e o Atlântico. Na região da passagem existem diversos canais profundos localizados entre as ilhas que formam o Arquipélago Ártico Canadiano, que fica no Oceano Ártico, ao norte do país.
Como as ilhas que se encontram na parte norte do Canadá estão sempre encobertas e cheias de gelo em seu entorno, a Passagem do Noroeste é considerada uma rota possível para a região. Segundo alguns especialistas, com o advento do aquecimento global, pode ocorrer o degelo da passagem. Com isso, ela se abriria e causaria uma diminuição do curso marítimo entre o continente asiático e o europeu.
De acordo com informações da ESA, European Space Agency, imagens feitas por satélites no ano de 2007 mostraram que a Passagem do Noroeste encontra-se limpa das geleiras e aberta. Porém, antes disso, a passagem pela rota só era possível quando feita com navios potentes, desenvolvidos especialmente para a quebra do gelo. A travessia podia ser feita na época dos meses mais quentes de verão no Oceano Ártico.
Em comparação com o ano de 2006, em 2007 o gelo do Ártico teve um derretimento dez vezes maior. Apesar dos cientistas acreditarem que tal fenômeno só fosse possível em um período gradual que duraria duas décadas, o degelo rápido fez com que uma abertura inesperada se formasse na Passagem do Noroeste.
Empresas envolvidas no segmento de transporte internacional de mercadorias especulavam que a navegabilidade da região poderia melhorar cada vez mais até o ano de 2020. Desta forma, a Passagem do Noroeste seria um ponto estratégico e uma rota que poderia substituir trajetos feitos pelo Canal de Suez e pelo Canal do Panamá.
Para se ter uma ideia da facilidade que a passagem traz, basta comparar o trajeto entre Londres e Osaka. Pelo Canal do Panamá, o caminho é de 23.300 quilômetros, pelo Canal de Suez, fica em 21.200 quilômetros. Porém, o trajeto feito pela Passagem do Noroeste é de somente 15.700 quilômetros. Caso a abertura verificada no ano de 2007 mantenha-se a crescer, é provável que daqui a alguns anos aconteça uma mudança drástica no que se refere às rotas
Felipe Araújo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

ÁFRICA DO SUL

Pais meridional do continente africano, banhado pelos oceanos Atlântico e Índico. Possui fronteira com Namíbia, Botsuana, Zimbábue, Moçambique e Suazilândia. A África do Sul  possui três capitais, Pretória (capital administrativa), Cidade do Cabo (capital legislativa) e Bloemfontein (capital judicial).
O pais fora descoberto em 1485, por Diogo Cão , e em 1488 por Bartolomeu Dias. No século XVII, inicia-se uma colonização permanente.
Possui onze línguas oficiais, sendo o inglês a língua principal. A população possui características culturais diversas, 79, 6 % é negra, mas não homogênea, pois está repartida em grupos e línguas diferentes.
Em 2007, a população era de 47,9 milhões de pessoas. De 1948 e 1990, o pais viveu sob o regime do apartheid, pelo qual era mantida a discriminação racial que garantia a dominação da minoria branca do pais.
O apartheid deixou de vigorar a partir do governo de F.W. de Klerk, que libertou Nelson Mandela, líder da ANC. Como primeiro negro a alcançar o poder no pais, Nelson Mandela eleito presidente da África do Sul em 1994, nas primeiras eleições democráticas.
O governo sul-africano é regido por um sistema parlamentar, onde o presidente pode exercer ao mesmo tempo o cargo de chefe de estado e chefe de governo. Cidade do Cabo é a capital legislativa, Pretória assume a importância administrativa e Blomfontein é a capital do poder judiciário.
Fernando Rebouças

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

POR QUE O MODELO DE REFORMA AGRÁRAIA DO BRASIL FRACASSA

Eles reapareceram nos últimos meses ocupando postos de pedágio, saqueando caminhões de comida, invadindo prédios públicos e denunciando o governo por sua lentidão em promover as desapropriações e assentamentos. Depois de um período de trégua, quando foram saindo do noticiário, os sem-terra retornaram à cena pública - e seu problema, apesar dos progressos obtidos nos últimos anos, continua do mesmo tamanho. Antes da posse de Fernando Henrique Cardoso havia 40.000 famílias acampadas esperando terra; foram assentadas mais de 600.000, e ainda existem 80.000 na fila - ou seja, a conta não fecha. Considerando o ritmo de assentamentos, seria de esperar que os sem-terra estivessem desaparecendo lentamente da paisagem, integrando-se à economia, como aconteceu em todos os países que adotaram a reforma agrária em algum momento de sua História para reorganizar a propriedade no campo. Mas sobram indícios de que o processo de assentamentos veio tarde demais no Brasil e não atende exatamente quem tem competência para se beneficiar dele.
De acordo com as pesquisas mais detalhadas sobre o tema, o sistema defendido pelo MST e geralmente adotado pelo governo - desapropriação e distruibuição da terra em pequenos assentamentos - tem pouca chance de sucesso, já que caminha na contramão da História. Sem competitividade no mercado nem estrutura para engrenar a produção, os pequenos produtores que ganham terras acabam fracassando - e retornando à fila da exclusão no país. A reforma agrária brasileira, cujo modelo atual funciona há mais de vinte anos com velocidade variável de assentamentos, tem sido usada em grande parte para mandar, ou devolver para o campo, desempregados urbanos e legiões de excluídos da atividade rural pelos processos de modernização da agricultura. Uma pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi em 1996 detectou vários sinais dessa situação. De um lado, encontrou-se entre os assentados gente com profissões anteriores, como alfaiate, professor primário, militar, encanador e bancário - sem nenhuma intimidade com a terra. De outro, constatou-se que 67% dos entrevistados tinham mais de 40 anos de idade, ultrapassando, portanto, aquele limite que costuma ser considerado um marco perverso da exclusão do emprego braçal. Por fim, 91% dos assentados pesquisados declararam ter sido, anteriormente, arrendatários, donos, meeiros ou parceiros na exploração de atividade agrícola. Ou seja, com altíssima probabilidade de terem fracassado antes na condução de empreendimentos rurais.
Há outros sinais concretos de que a reforma agrária brasileira funciona equivocadamente. "Apenas um quinto dos que recebem terra consegue gerar renda suficiente para se manter no campo", informa o pesquisador Eliseu Roberto Alves, ex-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. "Os outros abandonam a terra num período máximo de dez anos." O fenômeno do esvaziamento populacional no campo, aliás, é absolutamente natural e faz parte da História da maioria dos países desenvolvidos neste século. Nos Estados Unidos, resta apenas 1,5% da população trabalhando no campo. Na França, há 6%, mas isso custa bastante em termos de subsídios. No caso do Brasil, a massa que vai sendo derrotada pela tecnologia ganha o rótulo de excluída e acaba abastecendo iniciativas que parecem exigir que o planeta gire ao contrário.
Se há uma vantagem no modelo atual, ela é do MST, que continua vendo crescer o número de cabeças disponíveis para seguir discursos inflamados como os do líder José Rainha, comandante popular com carisma e poder de persuasão. Em contrapartida às dificuldades nos projetos de reforma agrária, existe no Brasil o sucesso do modelo de cooperativas de pequenos proprietários. Em alguns casos, as cooperativas respondem por mais de 30% da produção nacional de determinada cultura. O problema é que, para ligar uma coisa com a outra, se depende da familiaridade e da aptidão do assentado para o trabalho na terra, habilidades pouco comuns entre os integrantes das fileiras do MST.
Revista Veja.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ESTIMATIVA DEMOGRÁFICA DO BRASIL 2012

Segundo estimativa apresentada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2012, o Brasil possui 193.946.886 de habitantes. Esse número foi calculado em 1° de julho de 2012.
Em comparação ao cálculo feito em 2010, o Brasil passou a ter mais 3.191.087 habitantes, quando o Brasil registrou  190.755.799 habitantes. O novo  resultado compõe a estimativa demográfica brasileiros de 2012. Segundo o IBGE, São Paulo é o estado mais populoso com 41.901.219 habitantes. Depois de São Paulo, em segundo lugar, está o estado de Minas Gerais com 19.855.332 pessoas.
Em terceiro lugar, o Rio de Janeiro, apresentou o número de 16.231.365 habitantes, seguido pelo estado da Bahia, com 14.175.341 moradores. O estado menos populoso é o de Roraima com 469.524 habitantes.
Segundo o governo federal, os dados do Censo Demográfico 2010 não foram completamente trabalhados, o que justifica a existência de dados de 2008 ainda presentes no Sistema de Projeções da População do Brasil, a perspectiva é que a atualização esteja completada a partir de 2013.
Em 2013, o sistema de projeções do IBGE apresentará novas informações sobre a dinâmica demográfica de cada município e variáveis como fatores econômicos e sociais locais. A projeção populacional é feita anualmente a pedido do TCU (Tribunal de Contas da União) como base de dados para o repasse de recursos para os municípios, referente ao Fundo de Participação de Estados e Municípios.
Na lista demográfica das cidades, a cidade de São Paulo lidera a lista com 11.376.685 habitantes. Desconsiderando as capitais, as cidades mais populosas são Guarulhos/SP (1,24 milhão), Campinas/SP (1,09 milhão), São Gonçalo/SP (1,01 milhão), Duque de Caxias/RJ (867,06 mil), Nova Iguaçu/RJ (801,74 mil) e São Bernardo do Campo/SP (774,88 mil). As cidades menos populosas são Borá, no estado de São Paulo, e Serra da Saudade, em Minas Gerais, com 807 habitantes. Na região Sul, Curitiba é a cidade mais populosa com 1.776.761 habitantes.
No caso das cidades de Borá e Serra da Saudade, ambas são as únicas cidades do Brasil a possuírem menos de 1.000 habitantes.
Considerando as capitais, elas somas 40,75 milhões de pessoas, a lista com as principais capitais  ficou configurada da seguinte maneira:
 •São Paulo: 11,37 milhões de habitantes;
 •Rio de Janeiro: 6,39 milhões;
 •Salvador: 2,71 milhões;
 •Brasília: 2,64 milhões;
 •Fortaleza: 2,5 milhões.
Fernando Rebouças.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

ECONOMIA DA AUSTRÁLIA

A economia da Austrália  é considerada estável. O país é rico em minerais, têm a agricultura e turismo fortes e a indústria cresce ano a ano, inclusive pelo fato de que o país passou a sediar filiais regionais das grandes multinacionais, para da Austrália, invadir os mercados da Ásia e da Oceania.
A Austrália é a maior exportadora mundial de diamantes, alumínio e de carvão. Além desses, exporta os seguintes minérios: ouro, chumbo, minério de ferro, níquel, bauxita, cobre, zinco, gás natural, manganês, areias minerais e petróleo bruto.
A produção agrícola do país é diversificada, sendo os produtos mais importados o açúcar, o trigo, o algodão, a cevada e a uva  entre outras frutas. A criação de gado para corte e de ovinos é relevante para a economia, inclusive em relação à produção de lã, da qual a Austrália é a maior produtora do mundo.
O turismo na Austrália deve seu sucesso ao crescente número de estudantes que participam de programas de intercâmbio. Embora o objetivo do intercâmbio sejam os estudos, os estudantes são turistas nas horas vagas que, além de permanecer maior tempo no país, trazem seus parentes para visitas periódicas ao país.
A indústria australiana é diversificada, produz alimentos, papel, máquinas/equipamentos, entre vários outros produtos. O destaque nas exportações do país têm sido os produtos com tecnologia de ponta. As exportações da Austrália são, em sua maior parte, para países da Ásia. Em 2006 não houve crescimento na produção industrial da Austrália. Uma explicação possível para esse fato é a crescente entrada dos produtos chineses no mercado daquele país, produtos estes com boa qualidade e preços imbatíveis.
Dessa forma, o PIB da Austrália, em 2006, girou em torno de U$674,6 bilhões. A oferta de empregos no país é grande, portanto o índice de desemprego é baixo. O PIB per capita, em 2006, foi de US$ 33,300. Naquele mesmo ano, a taxa de juros foi de 3,8%.
A Austrália é membro da Associação de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), um mercado internacional no estilo da ALCA ou do Mercosul, mas que envolve, além da Austrália, os seguintes países: EUA e Canadá (Nafta), Japão, Hong Kong, China Popular, Nova Zelândia, Cingapura, Taiwan, Coréia do Sul (Tigres Asiáticos), Tailândia, Malásia e Indonésia, Brunei, Filipinas e Vietnã. O Chile e o México foram recém admitidos na APEC. O fator determinante, ou seja, o que esses países tem em comum uns com os outros é o fato de todos serem banhados pelo Oceano Pacifico.
Thais Pacievitch

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

BÁLCÃS

Balcãs ou Bálcãs ou ainda península balcânica  é o nome dado a uma região peninsular a sudeste da Europa caracterizada pela enorme diversidade étnica, cultural e religiosa dos povos que a habitam, além dos drásticos conflitos que há séculos preenchem a história da região, derivados de tal pluralidade.
Seu nome é derivado da Cordilheira dos Balcãs, localizada entre Bulgária e Sérvia. Está delimitada pelos rios Danúbio, Sava e Kulpa a norte, pelo mar Negro a leste, pelo mar Egeu a sudeste, pelo mar Mediterrâneo a sul, pelo mar Jônio a sudoeste, e pelo mar Adriático a oeste. Do tamanho do estado de Minas Gerais, vários são os países independentes presentes na região: Albânia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Grécia, Macedônia, Moldávia, Romênia, Eslovênia, Sérvia, Montenegro, além do Kosovo, uma região especial da Sérvia que luta por reconhecimento internacional como nação independente.
Os Bálcãs caracterizam-se por ser uma região montanhosa, com clima mediterrânico no litoral e temperado continental no interior. Situada a sudeste do continente europeu, num ponto de interseção entre a Europa e o Oriente Médio, a península balcânica foi também o caminho por onde trafegaram exércitos guerreiros em suas campanhas de conquistas desde a idade antiga.
A história de ocupação da península começa no século I, com a fundação de um reino pelos teutões, um povo germânico. No século VI chegam os croatas, católicos, e os sérvios cristãos ortodoxos, que pela diferença religiosa fundam reinos separados.
No século XI as primeiras soberanias eslavas estavam instituídas: o Reino dos Croatas, Reino da Bósnia, e Reino dos Sérvios, mas as fronteiras variavam permanentemente. No século XIII chegam os turcos otomanos, que introduzem a religião islâmica.
A situação assume contornos mais radicais no final do século XIX, quando os otomanos perdem terreno para os austríacos e para o nacionalismo sérvio. Os desdobramentos políticos da região serão decisivos na deflagração da Primeira Guerra Mundial.
No final da guerra, em 1918, apesar de austríacos e turcos se retirarem da área, vários sentimentos nacionalistas se sobrepõem. A difusão de governos socialistas na área, com exceção da Grécia, de alguma forma abafa o nacionalismo, mas com o fim da União Soviética em 1991, os problemas locais voltam a ser relevantes, em especial na Iugoslávia, estado criado a partir da Segunda Guerra, que reunia vários povos eslavos cristãos e muçulmanos. O estado iugoslavo é fragmentado em vários estados nacionais que passam a lutar entre si por disputas de fronteiras e por questões étnicas. A Europa sofre durante toda a década de 90 com este conflito, o primeiro desde a Segunda Guerra no continente, sendo que seus desdobramentos ainda estão sem solução, como é o caso da situação de Kosovo, que está entre a plena independência e o controle sérvio.
Emerson Santiago


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

ASPECTOS TERRITORIAIS E FÍSICOS DA CHINA

A leste do continente asiático e situado a oeste do oceano pacífico existe um grande país chamado República Popular da China. Sua superfície é de 9.596.960 km², dos quais 9.326.410 km ² são de terra firme e 270.550 km² são de água. Trata-se do terceiro maior país do globo, ficando atrás da Rússia e Canadá. A China conta com mais de 2900 ilhas costeiras, sendo que a maior delas é Taiwan (com área total de 36.000km²) e a segunda maior é Hainan (34.000km²), no mar da China meridional.
A China é o maior país da Ásia Oriental, faz fronteira com o Vietnã, Laos, Mianmar, Índia, Nepal e Paquistão (sul), Afeganistão, Tadjiquistão, Kirgistão, Kazaquistão (oeste), Rússia e Mongólia (norte) e Coréia do Norte e Oceano Pacífico (leste). Pra ter uma idéia do tamanho deste país é preciso lembrar que desde o extremo oriental (província de Heilongjiang) até o extremo ocidental (em Xinjiang) há uma faixa de terra de 5200 km. Do extremo setentrional (também em Heilongjiang) até o meridional (Ilhas Nansha) a distância é de 5500 km.
A superfície da China está formada por uma série de níveis descendentes desde o oeste, onde está localizada a planície de Qinghai-Tibet, com uma altitude média de 4000m, passando pelas planícies da Mongólia, a de Loess, as de Yunnan e Guizhou (entre 1000 e 2000 m de altitude), para acabar nas planícies do nordeste e do curso médio e inferior do rio Yangtzé com uma elevação entre 1000 e 500 m sobre o nível do mar. Aproximadamente 65% do território chinês estão ocupados por montanhas, planícies e colinas, lá existem 5 cordilheiras principais (dentre as quais a do Himalaya). 7 montanhas chinesas ultrapassam os 8000 m de altitude (dentre elas o Monte Everest, montanha mais alta do mundo com 8850 m).
Devido a sua extensão territorial, a China apresenta uma grande variedade de paisagens e zonas climáticas. No este, ao longo da costa do mar Amarelo, há planícies aluviais densamente povoadas. A zona costeira do mar da China meridional é mais montanhosa e no sul prevalecem as colinas e as pequenas cordilheiras. Na zona central do país estão os deltas dos maiores rios: o amarelo e o Yangtzé. No oeste predominam as grandes cordilheiras e os planaltos onde são encontrados desertos como o de Gobi e o Tekla-Makan, onde as tormentas de areia são comuns e chegam a atingir a Coréia do Norte e o Japão.
Thais Pacievitch

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ESTREITO DE MAGALHÃES

Em hidrografia, termo “estreito” significa um canal de água que une dois mares e por sua vez separa dois pedaços de terra. Por vezes fazem parte de rotas comerciais importantes e por isso têm uma relevância estratégica, que é o caso do Estreito de Magalhães, localizado entre o continente da América do Sul, a chamada Terra do Fogo (arquipélago formado por três ilhas) e o Cabo Horn. O Estreito de Magalhães é uma passagem navegável de 600km de extensão e tida como a mais importante entre os Oceanos Pacífico e Atlântico.
O Estreito de Magalhães leva este nome em honra ao navegador europeu Fernão de Magalhães, que tinha o sonho de descobrir um caminho marítimo até a Índia e por fim, provar que a Terra é redonda. Portanto, durante a primavera de 1520, a serviço do Rei da Espanha, Fernão de Magalhães comandou a expedição denominada Armada das Molucas, com destino ao Oceano Pacífico e passou pelo estreito. Por longas semanas o navegador percorreu as água geladas e o frio extremo da região, para finalmente descobrir uma passagem que ninguém sonhava existir. Mas infelizmente, o navegador português veio a falecer em Mactan, nas Filipinas, em combate com nativos, durante o curso da viagem que durou três anos. Fernão de Magalhães ficou conhecido como o navegador que empreendeu a primeira circunavegação da Terra. Mesmo a expedição tendo usado técnicas avançadas para a época, apenas 18 tripulantes sobreviveram.
Dentre as características gerais, a profundidade da água do Estreito de Magalhães varia de 1.000 m a 4.000 m, e o canal é formado por infinitas enseadas, fiordes, bancos de areias, falsas passagens e baías. A passagem possui de 3 a 32 km de largura, é de difícil circulação, possui um curso cheio de obstáculos, ventos fortes de 55-60 nós, além do clima instável e suscetível a constantes tempestades, por isso o Estreito é tido como uma região de complicada navegação. Antes da construção do Canal do Panamá, o Estreito era o caminho mais rápido para se atravessar os Oceanos, sem passar pelo perigoso Cabo Horn, que separa a América do Sul do continente Antártico.
Também chamado de Região dos Magalhães, é dividido por águas territoriais do Chile e da Argentina, região situada entre a zona continental e a zona antártica, mais tarde foi rota para famosos pesquisadores e cientistas como Francis Drake e Charles Darwin, a bordo do barco Beagle que percorreu inúmeras regiões por quatro anos e nove meses, estudando variedades geológicas, fósseis e organismos vivos, e que deu origem a Teoria da Evolução das Espécies, utilizada até hoje.
Atualmente a família de navegadores experientes, Schürmann, seguindo a mesma rota do navegador Fernão de Magalhães pelos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico, fez a mesma rota do navegador, passando pelo Estreito de Magalhães, em uma expedição que durou dois anos entre geleiras e ilhas tropicais.
 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

REFORMA AGRÁRIA - BRASIL PARADO POR 500 ANOS

Em 500 anos de História, o Brasil nunca dividiu a terra. É o único país de extensão continental, em todo o mundo, com estrutura fundiária semelhante à da sua fundação. O primeiro regime de propriedade, o das sesmarias, durou três séculos e dividia as doze capitanias hereditárias em extensões maiores que Fortaleza e Belo Horizonte juntas. Em 1822, às vésperas da Independência, foi revogada a legislação das sesmarias, e o Brasil ficou quase trinta anos sem nenhuma lei sobre a propriedade rural. De 1850 para cá, pouco se mexeu na estrutura da terra no país - apesar do fim do tráfico de escravos, da abolição, da proclamação da República, da Revolução de 30, do golpe de 64 e da Nova República. Em toda a História do Brasil houve agitações no campo, luta pela divisão das fazendas e até zonas liberadas, como os quilombos. Mas, só neste século, nos anos 20, o movimento tenentista agitou a bandeira da reforma agrária, tal como é concebida hoje. A agitação voltou nos anos 60, com o movimento pelas reformas de base do presidente João Goulart, foi derrotada pelos militares em 1964 e ressurgiu com as ocupações de fazendas pelos sem-terra. E, grosso modo, em termos de propriedade rural, o Brasil continuou o país do latifúndio, das vastas extensões de terra pouco produtiva e do minifúndio nordestino pobre e tacanho.
Gabinetes liberais e conservadores, no Império e na República, fosse o presidente Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Figueiredo ou José Sarney - os governos brasileiros primaram por deixar a terra dormindo em berço esplêndido. Com as caravelas de Pedro Álvares Cabral, desembarcou no Brasil uma política de terras - a lei de sesmarias - que não tinha nenhum parentesco com a realidade da colônia. Criada em 1375 por dom Fernando, então rei de Portugal, a lei foi pensada para povoar o interior de Portugal. Lá, as sesmarias funcionaram, tanto que conseguiram alimentar o país. Mas, aqui, numa terra dezenas de vezes maior, o mesmo regime dificilmente poderia dar certo. Com território tão vasto, as sesmarias produziram grande balbúrdia. Pela lei escrita, recebia-se um latifúndio junto com o compromisso de cultivá-lo. Quem não o fizesse dentro de cinco anos, no máximo, deveria devolver a terra à Coroa. Imagine-se, só por ironia, como era a fiscalização da produtividade da terra naquele tempo - nunca se devolveu nada.
As sesmarias eram enormes. Uma delas foi a Ilha de Itaparica inteira. Brás Cubas recebeu uma fatia de terra que tomava boa parte da área que, hoje, forma os municípios de Santos, Cubatão e São Bernardo. Havia, já, os espertalhões que recebiam sesmaria para revendê-la retalhada. Havia quem levasse uma sesmaria para si, outra para a mulher, outra para o filho. Os limites eram imprecisos. Em documentos históricos, existem terras que terminam "onde mataram o Varela". Há outra fazenda que ia até "a casa onde estão uns cajus grandes". Às vezes, para medir a terra, acendia-se um cachimbo, montava-se no cavalo e ia-se em frente. Quando o cachimbo apagasse, acabado o fumo, marcava-se 1 légua. "A origem do latifúndio é a lei de sesmarias", afirma a professora Ligia Osorio Silva, da Universidade de Campinas. "Mas elas não são a razão de o latifúndio durar até hoje, pois a lei foi revogada há mais de 170 anos."
Com o fim das sesmarias, em 1822, o país ficou sem nenhuma lei sobre a propriedade da terra. Quase trinta anos depois, com a Lei de Terras, quando a pressão britânica pelo fim da escravidão estava no auge, definiu-se que só se poderia ter terra pagando por ela, e pagando caro. Como se pretendia manter os negros libertos como mão-de-obra disponível e barata nas fazendas, não se queria transformá-los em pequenos proprietários. No Sul, as terras valiam menos. Em função do clima temperado, eram imprestáveis para a grande agricultura de exportação, como açúcar e café. Em função disso, ali foi possível iniciar a partilha da terra e criar uma estrutura agrária mais eqüitativa.
Em 1945, a reforma agrária preconizada pelos tenentes foi sepultada por meio de uma legislação que dizia que as desapropriações tinham de ser feitas mediante pagamento à vista e em dinheiro. De lá para cá, o único presidente civil que tentou enfrentar o assunto de verdade foi João Goulart, que acabou deposto em 1964 - ele só pretendia desapropriar terras próximas de ferrovias, estradas e açudes da União. Castello Branco, o primeiro presidente do ciclo militar, vinha do interior do Ceará, conhecia algo da miséria rural e tinha apreço especial pela questão agrária. Com as Ligas Camponesas de Francisco Julião derrotadas, Castello fez o Estatuto da Terra. Até hoje, ele é considerado um bom instrumento jurídico para fazer reforma agrária. Mas o Estatuto tinha uma parte sobre reforma agrária e outra sobre política agrícola - e só esta segunda saiu do papel. "Na prática, o Estatuto só foi usado para reduzir as tensões sociais no campo, e não para fazer a reforma agrária", diz o professor José de Souza Martins, da USP. "Nas emergências, permitia que se fizesse uma desapropriação aqui, outra ali."
Nos anos 60 e 70, o governo seguiu estimulando a exportação, também distribuiu crédito subsidiado para que as terras pudessem ser adquiridas por grandes grupos econômicos. "O regime se definiu por uma modernização que excluiu pequenos agricultores", afirma o professor José Tavares dos Santos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Na prática, as grandes lavouras produtivas, como o café, a soja e a cana, cresceram, mas a esmagadora maioria do campo brasileiro continuou a marcar passo. No governo de José Sarney, fez-se um plano para assentar 1,4 milhão de famílias até o fim do mandato, em 1990. Mas também não saiu do papel. Acabou assentando apenas 90.000. "No início, Sarney contava até 10 antes de assinar um decreto de desapropriação. Depois, contava até 100. Depois, até 1.000", relembra o seu ex-ministro da Reforma Agrária Nelson Ribeiro. "Quando os decretos na gaveta passaram de oitenta, saí do governo."
Comparado a seus antecessores, Fernando Henrique Cardoso teve muitas realizações: retalhou 18 milhões de hectares, uma área maior que o Uruguai e equivalente a metade do território da Alemanha, e neles assentou 635.000 famílias. Quase 2 milhões de brasileiros receberam terras entre 1995 e 2002. Para isso, o antigo governo FHC gastou 25 bilhões de reais na aquisição de terra e na instalação de assentamentos. No programa de governo de Fernando Henrique Cardoso, a reforma agrária entrava sem destaque, de maneira retórica. Ela só entrou na agenda do governo por força e pressão do MST, com projetos destinados a assentar, ou a emancipar quem está assentado ou a viabilizar a compra da terra. Ou seja, iniciativas que se destinavam a acalmar os ânimos dos sem-terra. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu sucessor, foi o primeiro candidato eleito com apoio de setores dos movimentos sem-terra. A trégua dos grupos ao seu governo, porém, durou somente três meses - os conflitos recomeçaram quando Lula demorou a cumprir suas promessas sobre o campo.
Revista Veja.

 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CONFLITOS NA CAXEMIRA

Identificação geográfica da área do conflito
A Caxemira consiste num território montanhoso localizado entre o norte da Índia, o nordeste do Paquistão e o sudoeste da China. Sua extensão territorial é de 220 mil quilômetros quadrados, sendo áreas de influência da Índia (100 mil km²), Paquistão (80 mil km²) e China (40 mil km²).
Historicamente, esse território tem sido alvo de disputas entre esses três países desde 1947, quando ocorreu a fragmentação das Índias Britânicas, e o consequente processo de descolonização do subcontinente, dando origem a dois países: Paquistão (com maioria da população mulçumana) e Índia (população hinduísta). Além da localização estratégica, o domínio da Caxemira proporciona o controle das águas do curso médio do rio Indo.
Após divisão territorial, as centenas de estados que formavam a gigantesca região das Índias Britânicas anexaram-se ao Paquistão ou à Índia. No entanto, a Caxemira era governada por hindus, e sua população de 5 milhões de habitantes, dos quais 80% eram mulçumanos, dificultou uma decisão a respeito de qual país a Caxemira seria anexada.
Portanto, foi decidido que a Caxemira iria continuar como um território autônomo, ou seja, se tornou um estado independente. Essa decisão desencadeou uma grande rebelião dos mulçumanos (maioria da população) contra o governo hindu (minoria da população).
A insatisfação dos mulçumanos contra o governo da Caxemira proporcionou uma série de atentados violentos, fazendo com que o governo local solicitasse auxílio da Índia. O Paquistão, por sua vez, enviou tropas em ajuda aos mulçumanos na Caxemira. O confronto durou mais de um ano e o território foi divido por uma linha que estabeleceu um lado hindu e um lado mulçumano.
Os conflitos entre Índia e Paquistão intensificaram-se durante a década de 1990. O Parlamento indiano declarou que a Caxemira (inclusive a parte de influência do Paquistão) pertencia à União Indiana. Entre 1990 e 1995, aproximadamente 10 mil pessoas foram mortas nos confrontos.
Uma guerra entre os dois países pode levar a um combate com utilização de armas nucleares, pois as duas naçõespossuem tecnologia para a fabricação desse tipo de armamento. Tanto a Índia quanto o Paquistão já realizaram testes de seus arsenais atômicos.
Além do Paquistão e da Índia, a China também possui interesse pela Caxemira, pois o território disputado é de grande importância estratégica para o país. Sua localização geográfica facilita o acesso chinês ao Tibete e à região de Sinkiang, ambas sob o domínio chinês.
Fronteiras: Índia x Paquistão
A fronteira entre Índia e Paquistão é a linha que limita os territórios da Índia e do Paquistão, estabelecida a partir da independência dos dois estados a partir do Raj Britânico, em 1947. As relações entre os dois estados são muito tensas e a passagem na fronteira de pessoas e bens é estritamente limitada. A principal fonte desta discórdia relaciona-se com a questão de Caxemira: nesta região, não há consenso sobre o traçado da linha de fronteira. Em Caxemira o traçado da fronteira está por definir. A Índia reclama soberania sobre as províncias de Caxemira Livre e Áreas do Norte, atualmente sob controle paquistanês. O Paquistão considera-se soberano sobre a zona do glaciar de Siachen, controlado pela Índia desde o conflito de Siachen em 1984. A região não tem nenhuma fronteira no sentido internacional, mas apenas uma linha de cessar-fogo, a Line of Control, limite das posições militares aquando do fim da Primeira Guerra Indo-paquistanesa em 1949. Esta linha de controle está materializada na quase totalidade do seu traçado por uma fileira dupla de arame farpado rodeado por campos minados. Conflitos entre os dois exércitos são regulares. 
 Caracterização socioeconômica e cultural da área de ocorrência entre os conflitos
Sobre a Índia:
 A Índia é considerada a 10º maior economia do mundo. O PIB do país, em 2007, chegou à casa dos U$800 bilhões, com um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. A economia indiana é a 2ª que mais cresce no mundo. Contudo, a desigualdade social no país, ao invés de diminuir, aumenta cada vez mais. O PIB per capita da população indiana, em 2007, foi de U$2,700.
O principal responsável pelo crescimento econômico na Índia é o setor de serviços, embora seja o setor agrícola o responsável por 3 em cada 5 empregos no país. Os produtos agrícolas mais comuns são: arroz, trigo, algodão, chá, cana-de-açúcar, juta, sementes oleaginosas, especiarias, legumes e verduras. As criações de aves, cabras, ovelhas, búfalos e peixes também são bem comuns na Índia. O principal produto de mineração é o minério de ferro, embora sejam explorados também: carvão, diamante, cromita e asfalto natural.
Sobre o Paquistão:
Paquistão, um país pobre e subdesenvolvido, sofreu durante décadas com disputas políticas internas e reduzido investimento estrangeiro. No entanto, durante os anos 2001 e 2007 o nível de pobreza diminuiu 10%, com ajuda do gasto público.Entre os anos 2004 e 2007 o PIB cresceu entre 5 e 8% ao ano, com a expansão do setor industrial mas entre os anos 2008 e 2009 o crescimento diminuiu e o desemprego aumentou.
 Contextualização histórico-temporal ressaltando as causas do conflito (territorial, religioso, étnico) e envolvimento da população local.
Na raiz da maioria dos conflitos está a Caxemira e o modo pelo qual o seu alinhamento político foi decidido após a partilha da Índia britânica em 1947. A Caxemira, de população majoritariamente muçulmana, era governada por um marajá hindu que decidiu, na ocasião da partilha, declarar a independência de seu principado. Uma invasão de unidades não-regulares paquistanesas, apoiadas por algumas tropas regulares, fez com que o marajá aceitasse unir-se à Ìndia para repelir os invasores. O resultado imediato foi o irrompimento da Primeira Guerra Caxemira entre Paquistão e Índia. O conflito durou mais de um ano cada uma das partes logrou avançar de maneira significativa no território da outra. Quando do cessar-fogo determinado pela ONU, a Índia havia assegurado pouco menos de três-quintos da Caxemira, inclusive o fértil Vale da Caxemira.
A Segunda Guerra Caxemira começou com uma infiltração instigada pelo Paquistão, que provocou uma rebelião em Jammu e Caxemira contra o governo indiano. Em retaliação, a Índia desfechou um ataque contra o território paquistanês. A guerra terminou num impasse.
A terceira guerra indo-paquistanesa não envolveu a Caxemira e sim o Paquistão Oriental (o futuro Bangladesh). Após meses de conflito interno ali, a Índia decidiu apoiar os bengaleses e, em quinze dias, o exército indiano havia derrotado as tropas paquistanesas, com a ajuda dos rebeldes, e levado o Paquistão à rendição.
As hostilidades mais recentes, conhecidas como Guerra de Kargil, são consideradas um conflito menor, embora tenha causado emoções fortes em ambos os lados, numa época de maior cobertura de mídia. A guerra terminou com a Índia de posse de Kargil (um distrito do estado indiano de Jammu e Caxemira).
Consequências do conflito
Guerrilha acompanhada por uma série de atentados terroristas contra a presença indiana no restante da Caxemira visando a integração futura dela no Paquistão.
O resultado é que essa disputa entre muçulmanos e indus levou os dois países a duas outras guerras, uma em 1965 e outra em 1971.  Principal responsável pela corrida armamentista nuclear do presente.
O subcontinente indiano viu-se as portas do início de uma corrida nuclear numa das áreas mais pobres do mundo.
A Ásia que parecia acenar para o século XXI com uma era de paz e prosperidade, foi varrida naquela ocasião por uma dupla tempestade: a financeira, que devastou os Tigres e Dragões econômicos.
 Desmanchou a curto prazo sonos de propriedade, a das explosões atômicas que fez com que se abalasse as perspectivas de paz.
Considerações finais
Terríveis conflitos separam as duas comunidades religiosas. Matanças entre hindus e muçulmanos fazem com que a independência da Índia nasça manchada de sangue indiano. Inicia-se a luta em torno da posse da Província da Caxemira, que conduzirá às Guerras de 1965 e 1971 (esta motivada pelo separatismo do Paquistão Oriental, hoje Bangladesh).
Enquanto o Paquistão conhece períodos alternativos de governo parlamentar e de ditaduras, a Índia orgulha-se de ser a maior democracia do mundo (com a alternância dos dois partidos: o Partido do Congresso e o Partido Janata). A Índia fez sua primeira experiência nuclear em 1974 e o Paquistão em 1998. As maiores lideranças pós-independência da Índia foram Nehru e sua filha Indira Gandhi, e Ali Butho representando o Paquistão. Além de  que essas catástrofes naturais criam por vezes condições políticas para a paz que a natureza não conhece fronteiras e que só unindo de forma sustentável as suas acções é que o Paquistão e a Índia poderão oferecer à população da Caxemira a esperança de reconstruir o seu futuro;