terça-feira, 10 de julho de 2012

ALASCA

A importância do Alasca, uma das unidades federadas que formam os Estados Unidos, está em suas reservas petrolíferas e em sua situação estratégica: menos de cem quilômetros o separam da Rússia, através do estreito de Bering.
O Alasca limita-se com o oceano Glacial Ártico ao norte, o oceano Pacífico ao sul e o Canadá a leste. Está situado no extremo norte-ocidental do continente americano e tem uma superfície de 1.530.693km2. A capital é Juneau.
Geografia física. Distinguem-se no Alasca três grandes regiões: (1) a área montanhosa do sul, prolongamentos das montanhas Rochosas, onde se encontra o monte McKinley, o mais alto da América do Norte (6.192m); (2) o planalto interior, entre as elevações do sul e a cadeia Brooks ao norte, uma área de amplos vales e elevações relativamente pequenas, onde se localizam os montes Ray e a península de Seward; e (3) a planície costeira, separada do vale do Yukon pela cadeia Brooks, rica em recursos petrolíferos, que na fronteira canadense atinge altitudes de 2.700m. No sul os rios são raros e pequenos. O interior é dominado, porém, pelo rio Yukon, que nasce no Canadá, corre para o noroeste até encontrar o Porcupine em Fort Yukon. O principal rio da planície setentrional é o Colville, mas nela existem inúmeros lagos salgados. As regiões banhadas pelo Pacífico, amenizadas pela presença da corrente cálida do Kuroshio, gozam de clima temperado; no interior predomina o clima tipo continental das altas latitudes, com fortes amplitudes térmicas. Se no litoral sudeste essas variações não chegam a 15o C, no interior atingem 60o C, sendo os invernos rigorosos e secos. No litoral norte são freqüentes temperaturas de -40o C. A floresta do parque nacional de Tongass inclui cicuta, abeto e cedro. As matas do interior são, na maioria, constituídas de abetos misturados a bétulas e choupos. A oeste dessa área crescem choupos, enquanto nas áreas úmidas dominam os bosques de amieiros e salgueiros. Na planície costeira e nas Aleutas predomina a tundra. Os principais representantes da fauna marinha são o linguado, o salmão, a baleia e a lontra marinha. No interior e no litoral sul existem ursos, alces e caribus. Entre os animais de peles valiosas destacam-se raposas, zibelinas, arminho, lontras, castores e ratos almiscarados.

Economia. A pesca tem sido a fonte de renda mais constante do estado, sendo o salmão o principal produto. A economia do Alasca torna-se cada vez mais dependente da indústria do petróleo e óleo natural. Desde a inauguração do oleoduto trans-Alasca, em 1977, o estado passou a segundo produtor de petróleo bruto dos Estados Unidos, superado apenas pelo Texas. Destaca-se também a produção de carvão, ouro e cobre.
Os longos dias de verão do Alasca são adequados ao cultivo de trigo, aveia, centeio, cevada e de batata, bem como de outros vegetais de clima frio. Os excelentes pastos favorecem a pecuária. A atividade industrial, estreitamente ligada aos recursos naturais do estado, abrange, além do petróleo e gás natural, o processamento de alimentos (principalmente peixe), beneficiamento de peles e madeira.
As ligações internas e externas são feitas principalmente por via aérea. Um serviço de barcas opera entre a maioria das comunidades costeiras. As cidades da região centro-sul são ligadas por estradas ao oeste do Canadá e ao restante do território dos Estados Unidos.
População. Metade da população indígena do Alasca era constituída de tlingits, haidas e tinnehs, a outra metade de esquimós e aleútes. Estes últimos diminuíram de número durante a ocupação russa. Antes da segunda guerra mundial o elemento escandinavo era considerável entre os brancos. Quando o Alasca foi vendido aos Estados Unidos, em 1867, sua população era de trinta mil habitantes, dos quais apenas mil eram brancos. Um século depois a população branca ascendia a 79% do total; indígenas e esquimós formavam 18%; e os negros, três por cento. Além da capital, as principais cidades são: Anchorage, Fairbanks, Spenard e Ketchikan.
Fonte: Enciclopédia Britânica.

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