terça-feira, 31 de julho de 2012

AMAZÔNIA LEGAL


Amazônia Legal - região criada em 1953 objetivando o desenvolvimento social e econômico da área amazônica. Ampliada em 1966, é atualmente composta por 9 estados: AC,AP,AM,MT,PA, RO,RO,TO e parte do MA. Representa mais de 50% do território brasileiro. 

sábado, 21 de julho de 2012

Planeta não é sustentável sem controle do consumo e população , diz relatório

Estudo sugere oferecer contraceptivos a mulheres, cortar desperdício de comida e abandonar PIB como indicador de saúde econômica.
O consumo excessivo em países ricos e o rápido crescimento populacional nos países mais pobres precisam ser controlados para que a humanidade possa viver de forma sustentável.
A conclusão é de um estudo de dois anos de um grupo de especialistas coordenados pela Royal Society (associação britânica de cientistas).
Entre as recomendações dos cientistas estão dar a todas as mulheres o acesso a planejamento familiar, deixar de usar o Produto Interno Bruto (PIB) como um indicativo de saúde econômica e reduzir o desperdício de comida.
O relatório da Royal Society será um dos referenciais para as discussões da Rio+20, cúpula que acontecerá na capital fluminense em junho próximo.
"Este é um período de extrema importância para a população e para o planeta, com mudanças profundas na saúde humana e na natureza", disse John Sulston, presidente do grupo responsável pelo relatório.
"Para onde vamos depende da vontade humana - não é algo predestinado, não é um ato de qualquer coisa fora (do controle) da humanidade, está em nossas mãos".
John Sulston ganhou renome internacional ao liderar a equipe britânica que participou do Human Genome Project, projeto responsável pelo mapeamento do genoma humano.
Em 2002, ele foi ganhador, junto com outro cientista, de um prêmio Nobel de Medicina, e hoje é diretor do Institute for Science Ethics and Innovation, na Manchester University, em Manchester.
Discussão retomada
Embora o tamanho da população humana da Terra fosse no passado um importante ponto de discussão em debates sobre o meio ambiente, o assunto saiu da pauta de discussões recentemente.
Em parte, isso aconteceu porque alguns cientistas chegaram à conclusão de que a Terra seria capaz de suportar mais pessoas do que o imaginado. Além disso, países em desenvolvimento passaram a considerar a questão como uma cortina de fumaça criada por nações ocidentais para mascarar o problema do excesso de consumo.
Entretanto, o tema voltou à pauta de discussões após novos estudos terem mostrado que mulheres em países mais pobres, de maneira geral, desejam ter acesso ao planejamento familiar, o que traria benefícios à suas comunidades.
Segundo a projeção "média" da ONU, a população do planeta, atualmente com 7 bilhões de pessoas, atingiria um pico de pouco mais de 10 bilhões no final do século e depois começaria a cair.
"Dos três bilhões extra de pessoas que esperamos ter, a maioria virá dos países menos desenvolvidos", disse Eliya Zulu, diretora execuriva do African Institute for Development Policy, em Nairóbi, no Quênia. "Só na África, a população deve aumentar em 2 bilhões".
"Temos de investir em planejamento familiar nesses países - (desta forma,) damos poder às mulheres, melhoramos a saúde da criança e da mãe e damos maior oportunidade aos países mais pobres de investir em educação".
O relatório recomenda que nações desenvolvidas apoiem o acesso universal ao planejamento familiar - o que, o estudo calcula, custaria US$ 6 bilhões por ano.
Se o índice de fertilidade nos países menos desenvolvidos não cair para os níveis observados no resto do mundo - alerta o documento - a população do planeta em 2100 pode chegar a 22 bilhões, dos quais 17 bilhões seriam africanos.
Ultrapassando Fronteiras
O relatório é da opinião de que a humanidade já ultrapassou as fronteiras planetárias "seguras" em termos de perda de biodiversidade, mudança climática e ciclo do nitrogênio, sob risco de sérios impactos futuros.
Segundo a Royal Society, além do planejamento familiar e da educação universal, a prioridade deve ser também retirar da pobreza extrema 1,3 bilhão de pessoas.
E se isso significa um aumento no consumo de alimentos, água e outros recursos, é isso mesmo o que deve ser feito, dizem os autores do relatório.
Nesse meio tempo, os mais ricos precisam diminuir a quantidade de recursos materiais que consomem, embora isso talvez não afete o padrão de vida.
Eliminar o desperdício de comida, diminuir a queima de combustíveis fósseis e substituir economias de produtos por serviços são algumas das medidas simples que os cientistas recomendam para reduzir os gastos de recursos naturais sem diminuir a prosperidade de seus cidadãos.
"Uma criança no mundo desenvolvido consome entre 30 e 50 vezes mais água do que as do mundo em desenvolvimento", disse Sulston. "A produção de gás carbônico, um indicador do uso de energia, também pode ser 50 vezes maior".
"Não podemos conceber um mundo que continue sendo tão desigual, ou que se torne ainda mais desigual".
Países em desenvolvimento, assim como nações de renda média, começam a sentir o impacto do excesso de consumo observado no Ocidente. Um dos sintomas disso é a obesidade.
PIB
A Royal Society diz que é fundamental abandonar o uso do PIB como único indicador da saúde de uma economia.
Em seu lugar, países precisam adotar um medidor que avalie o "capital natural", ou seja, os produtos e serviços que a natureza oferece gratuitamente.
"Temos que ir além do PIB. Ou fazemos isso voluntariamente ou pressionados por um planeta finito", diz Jules Pretty, professor de meio ambiente e sociedade na universidade de Essex.
"O meio ambiente é de certa forma a economia... e você pode discutir gerenciamentos econômicos para melhorar as vidas de pessoas que não prejudique o capital natural, mas sim o melhore", completa.
O encontro do Rio+20 em junho deve gerar um acordo com uma série de "metas de desenvolvimento sustentável", para substituir as atuais metas de desenvolvimento do milênio, que vem ajudando na redução da pobreza e melhoria da saúde e educação em países em desenvolvimento.
Não está claro se as novas metas vão pedir o compromisso de que os países ricos diminuam seus níveis de consumo.
Publicado em www.estadao.com.br em abril de 2012.




quinta-feira, 19 de julho de 2012

NAFTA

O NAFTA (North American Free Trade Agreement ou Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) é um bloco econômico formado por Estados Unidos, Canadá e México. Foi ratificado em 1993, entrando em funcionamento no dia 1º de janeiro de 1994.
Objetivos do NAFTA
- Garantir aos países participantes uma situação de livre comércio, derrubando as barreiras alfandegárias, facilitando o comércio de mercadorias entre os países membros;
- Reduzir os custos comerciais entre os países membros;
- Ajustar a economia dos países membros, para ganhar competitividade no cenário de globalização econômica;
- Aumentar as exportações de mercadorias e serviços entre os países membros;
Funcionamento do NAFTA (vantagens para os países membros)
- Empresas dos Estados Unidos e Canadá conseguem reduzir os custos de produção, ao instalarem filiais no México, aproveitando a mão-de-obra barata;
- O México ganha com a geração de empregos em seu território;
- O México exporta petróleo para os Estados Unidos, aumento a quantidade desta importante fonte de energia na maior economia do mundo;
- A produção industrial mexicana, assim como as exportações, tem aumentado significativamente na última década.
- A geração de empregos no México pode ser favorável aos Estados Unidos, no sentido em que pode diminuir a entrada de imigrantes ilegais mexicanos em território norte-americano;
- Negociando em bloco, todos países membros podem ganhar vantagens com relação aos acordos comerciais com outros blocos econômicos.
Dados econômicos do NAFTA
- População: 418 milhões de habitantes
- PIB (Produto Interno Bruto): 10,3 trilhões de dólares
- Renda per Capita (em US$): 25.341
  (fonte: Banco Mundial)
Curiosidade: 
- O Chile está em fase de estruturação para fazer do NAFTA. As relações comerciais entre este país e o bloco econômico estão aumentando a cada ano. Breve, o Chile poderá ser um membro efetivo do NAFTA.
SUA PESQUISA

quarta-feira, 18 de julho de 2012

CLIMA SUBTROPICAL

O clima subtropical está presente nas seguintes regiões do planeta Terra: sul da América do Norte, sudeste da América, regiões do Centro, norte e Sul do continente africano, Austrália, sudeste da China, Península Arábica e norte da Índia.
No Brasil, o clima subtropical esta presente na região metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, Campinas, Paraná, Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul e sul do Mato Grosso do Sul.
O clima subtropical possui as seguintes características:
- Nas áreas de clima subtropical o verão costuma ser curto, porém com temperaturas elevadas. Já o inverno é bastante rigoroso com baixas temperaturas.
- No inverno a temperatura média anual fica em torno de -5°C, enquanto que no verão fica em torno de 23°C.
- A umidade relativa do ar anual fica entre 60% e 85%.
- Com relação ao índice pluviométrico (chuvas) anual, podemos verificar que fica entre 500 e 1000 milímetros. É um índice considerado moderado de chuvas.
- Podem ocorrer geadas nestas regiões durante o inverno, principalmente em áreas mais altas.
Sua Pesquisa.

terça-feira, 17 de julho de 2012

FORMAÇÃO DA LUA

Desde a Antiguidade, a Lua  é um objeto de grande curiosidade e misticismo, fascinando a humanidade através das eras. Foi objeto de culto quando o homem glorificava os astros por temer o desconhecido. Objeto de amor quando encarnou a deusa da fertilidade, pela aproximada equivalência entre o período orbital responsável pelas fases lunares  e o ciclo menstrual. E objeto de inspiração para os jovens astrônomos e cientistas, representando o primeiro passo na grande jornada da humanidade rumo ao espaço sideral.
A Lua é o único astro que gira ao redor da Terra e também o mais próximo, com uma distância média de cerca de 385 mil quilômetros. Foi o primeiro e único astro, até o momento, a ser visitado pelo homem. O primeiro a pisar em solo lunar foi Neil Armstrong, tripulante da nave Apolo 11, em 1969. Seu diâmetro é aproximadamente 1/3 da Terra. Vale ressaltar que os períodos de rotação em torno de seu eixo e em torno da Terra são iguais, fazendo com que a mesma face da Lua esteja sempre visível para nós.
Mesmo nos dias de hoje, ainda não temos certeza absoluta de como foi a formação da Lua. Pela teoria mais aceita, conhecida como Big Splash, em algum momento do período Hadeano (4,57 a 3,85 bilhões de anos atrás) um objeto do tamanho de Marte se chocou com a Terra. Esse modelo consegue explicar o momento angular orbital do sistema Terra-Lua e também a semelhança entre os dois corpos em termos de composição química. O gigante impacto entre esse corpo (Theia é o nome que foi dado à esse planeta) e a Terra ocasionou a vaporização total do primeiro, bem como a superfície do segundo, lançando toda água e rocha fundida na atmosfera, formando um anel similar ao de Saturno. Esse anel então se condensou e formou a Lua, que ficou presa no campo gravitacional terrestre.
A captura da Lua tranformou de maneira significativa a Terra primitiva. O periodo rotacional da Terra vem decaindo desde este evento, devido principalmente às forças de maré. Durante o período Devoniano (415 a 360 milhões de anos atrás) a duração de um dia era de 21,6 horas.
A perda de energia rotacional pela Terra foi ganha pela Lua, fazendo com que a distância média entre Lua e Terra tenha aumentado, desde a sua formação. Isso significa que ela foi formada a uma distância muito menor do que a que observamos hoje. E uma Lua mais próxima significa efeitos de maré muito mais elevados, o que ajudaria muito na formação da famosa “sopa primordial”: mares primitivos com alta concentração de materiais orgânicos e que poderiam ter facultado a formação da vida. A Lua, portanto, pode ter exercido um papel fundamental na origem da vida na Terra. E entender sua origem implica, em última análise, em tentarmos entender a nossa própria existência.
Felipe Fantuzzi


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Xenofobia na europa: Os padrões atuais de migração internacional



Casos xenofóbicos têm tido repercussão internacional. As mortes por motivo de xenofobia têm se tornado pauta de agências nacionais e supranacionais, as quais buscam reprimir esse tipo de intolerância social. Mas por que a xenofobia tem aumentado? Por que na Europa?
Em 2008, foi constatado na Rússia que provavelmente 300 pessoas (em cinco anos) foram mortas por ataques xenofóbicos. Recentemente, os dois filhos de uma advogada sofreram seguidas agressões verbais e físicas de alunos da escola em que estudavam, na Espanha, por serem brasileiros. Em julho de 2011, aproximadamente 80 pessoas morreram em uma explosão de bomba e fuzilamento, realizados por um extremista político com motivos xenofóbicos, na Noruega.
O termo xenofobia se originou na psicologia e é utilizado para designar uma doença: o medo patológico de estrangeiros. Enquanto patologia, a xenofobia se constitui em um medo ou aversão irracional, sem motivos justificáveis. No entanto, atualmente, o termo faz referência a outro fenômeno: os casos de preconceito, discriminação e violência física contra estrangeiros; tudo isso baseado em um discurso não irracional, mas sustentado (principalmente) por ideais de nacionalismo e discussões sobre crise econômica.
Atualmente, houve o aumento de notícias sobre casos de xenofobia, principalmente na Europa. Mas qual seria a causa desse aumento? Por que há uma concentração desses casos na Europa? Qual a relação entre migrantes, nacionalismo e crise econômica?
FLUXOS MIGRATÓRIOS
 A proliferação de casos de xenofobia é o reflexo de um padrão e de uma nova intensidade dos fluxos migratórios. Compreender esses fluxos e padrões migratórios ajuda no entendimento da xenofobia enquanto problema social.
Migração é a mudança de residência de um indivíduo ou grupo para outra unidade administrativa (ou seja, outro país, estado ou município). As causas da migração podem ser variadas: busca por novas oportunidades de emprego, busca por melhor qualidade de vida, refugiados por motivos de desastres naturais, guerras, fome ou perseguição (religiosa, étnica, cultural) no seu país de origem. Três fatores caracterizam, atualmente, a migração internacional: (1) padrão de migração, (2) maior facilidade de viajar pelo planeta e se comunicar com pessoas de qualquer parte do mundo, (3) necessidade de países receberem migrantes.
baixa taxa de natalidade
Todos os países europeus apresentam taxa de natalidade baixa demais para manter seu atual nível populacional, segundo um estudo abrangente de análise demográfica feita pelo Instituto Max Planck, de Rostock, Alemanha, divulgado na revista alemã Pesquisa Demográfica em Primeira Mão.
Segundo os pesquisadores, nenhum dos Estados europeus atingiu o chamado "nível de substituição" da média de 2,1 filhos por mulher, por meio do qual a geração dos filhos pode substituir a de seus pais. Com vista ao número de nascimentos, a Europa está dividida em dois grupos de países. Os países com taxas acima de 1,7 filho por mulher, que mais se aproximam da média do nível de substituição, são França, Reino Unido, Irlanda e Escandinávia, com médias entre 1,8 e 2,0. As taxas de fecundidade dos demais países europeus, inclusive os de língua alemã, variam entre 1,3 e 1,5 filho por mulher, afirmou o estudo. (fonte: DW- World)
(1) Padrão de migração
 Diferentemente do século XIX, quando o fluxo migratório era de pessoas saindo do Velho Mundo (Europa) para o Novo Mundo (Continente Americano), o padrão migratório do século XX e início do século XXI é de grupos saindo de países do sul para residirem em países do norte do planeta. Isso é devido à concentração de países subdesenvolvidos no hemisfério sul de onde saem pessoas que migram para o hemisfério norte (onde se concentram países desenvolvidos, com melhores salários e oportunidade de empregos), buscando melhores condições de vida.
(2) Facilidade de deslocamento e comunicação
 Associado a esse padrão dos fluxos migratórios, outro fator que marca a migração atualmente é a globalização (desenvolvimento das tecnologias de transporte e comunicação, que permitem a interação em escala global). Esse fenômeno contemporâneo é responsável por um aumento significativo da facilidade de deslocamentos e comunicação dos migrantes. O avanço dos meios de transportes facilita e difunde meios rápidos de se locomover de um país a outro. A facilidade de comunicação permite, como em nenhuma outra época, que o migrante continue a se comunicar, manter laços e enviar dinheiro para pessoas (geralmente familiares) de seu país de origem. Essas facilidades, possíveis pela globalização, promovem ainda mais a migração contemporânea.
(3) Necessidade de migrantes
 O continente europeu apresentou nas últimas décadas dois motivos para precisar de migrantes em seus países. O primeiro motivo é que, depois da reestruturação econômica pós 2ª Guerra Mundial, houve demanda de trabalhadores para empregos que oferecem (relativamente) baixos salários por trabalho braçal, sem exigência de alta escolaridade; foi a massa de migrantes que atendeu a essa demanda do mercado de trabalho. Esse tipo de emprego não interessava aos europeus, os quais apresentam boa escolaridade e preferem empregos com melhores condições de trabalho e salários.
O segundo motivo que fez com que a Europa precisasse de trabalhadores migrantes é a estrutura etária da população. A tendência desse continente é de cada vez nascer um número menor de pessoas ( baixa taxa de natalidade) e de aumento da expectativa de vida. Desse modo, os trabalhadores migrantes são necessários tanto para suprir a quantidade inferior de jovens aptos a trabalhar quanto para pagar os impostos que contribuem para o pagamento do número crescente de aposentados.
Esses três fatores (padrão de migração, facilidade de deslocamento e comunicação, necessidade de trabalhadores estrangeiros) são responsáveis por um grande fluxo migratório para a Europa. Portanto, nos últimos anos, uma quantidade significativa de migrantes fixou residência em países europeus.
A convivência (na mesma porção espacial) com pessoas de etnia, religião e hábitos diferentes pode causar o estranhamento dos moradores em relação aos estrangeiros. Notar e estranhar a diferença são uma reação humana normal (esse fenômeno de estranhamento do estrangeiro é conhecido também como "choque cultural"). No entanto, o estranhamento evolui para xenofobia quando as pessoas começam a discriminar e culpar os estrangeiros por problemas que acontecem na cidade onde moram ou em seu país.
O nacionalismo é o conjunto de ideias e atitudes para pensar o desenvolvimento e o bem da própria nação. No entanto, diante de crises econômicas recentes nos países europeus, discursos nacionalistas têm se pautado no sentimento xenofóbico para explicar e resolver as más situações em que se encontra a economia de seu país. O principal argumento do discurso nacionalista, baseado na xenofobia, é de que os migrantes "roubam" os empregos do restante da população do país que os abriga. Nesse sentido, para os nacionalistas com tendências xenofóbicas, a solução é a expulsão dos migrantes e a proibição da entrada de estrangeiros no país. Nos casos mais dramáticos, o exacerbamento da xenofobia leva alguns indivíduos ou grupos a ações extremas, como atentados terroristas e assassinatos.
 ATUALIDADE: O RECEIO EUROPEU
Devido ao padrão de migrantes em direção à Europa, é este continente que tem apresentado a maior parte dos casos extremos de xenofobia. Como exemplo, só nesta década, tem-se o incêndio criminoso de um edifício onde moravam migrantes turcos, na Alemanha; o caso recente do norueguês que explodiu uma bomba no centro de Olso (capital da Noruega) e fuzilou estudantes de um partido de esquerda (que eram contra o discurso de expulsão de migrantes), totalizando aproximadamente 80 mortos. Além disso, foram observadas manifestações e passeatas contra migrantes na França, Portugal, Espanha e Inglaterra. O alvo da xenofobia são, principalmente, latinos, asiáticos e africanos. A xenofobia e os consequentes atos contras migrantes são oficialmente considerados como crime e violação dos Direitos Humanos. Com receio de que os casos de xenofobia iniciem uma grande onda de intolerância étnica, religiosa e cultural (tal como a vivida na 2ª Guerra Mundial, qual resultou no genocídio de judeus na Alemanha de Hitler), autoridades da União Europeia e organizações supranacionais como a ONU têm criado projetos para repudiar e evitar o desenvolvimento da xenofobia entre os europeus. Grande parte de cidadãos europeus também fazem questão de se mobilizar em passeatas a fim de expressar que a xenofobia é também repudiada por grande parte das pessoas desse continente.
Fernanda Cristina de Paula

sexta-feira, 13 de julho de 2012

GOLFO DO ALASCA

O Golfo do Alasca é um braço do Oceano Pacífico definido pela curva da extremidade sul da costa do Alasca, que se estende desde a Península do Alasca e ilha Kodiak a oeste até ao arquipélago de Alexander a este.
A totalidade da linha de costa deste golfo é uma combinação bastante acidentada de floresta, montanhas e vários glaciares de maré. Alguns dos maiores glaciares do Alasca, como o Malaspina e o Bering descarregam na planície costeira do golfo do Alasca. A costa ao longo do golfo é bastante irregular, com várias enseadas, baías e braços de mar, incluindo a baía de Lituya, o sítio onde ocorreu o maior tsunami registado até ao presente.
Meteorologicamente, o golfo do Alasca, é um grande gerador de tempestades. Além de despejarem grandes quantidades de gelo e neve no sul do Alasca, resultando em algumas das maiores concentrações a sul do Círculo Polar Ártico, muitas das tempestades deslocam-se para sul ao longo das costas da Colúmbia Britânica, Washington e Oregon.
Wikipedia.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

QUEM GANHA A LIBIA?

Risco que continua alto. Na noite de 22 de agosto, todas as mídias anunciaram a captura de Saif al-Islam, filho e principal porta-voz de Muammar Kaddafi, supostamente confirmada pelo Tribunal Penal Internacional, mas ele apareceu em um hotel cheio de jornalistas, dirigindo seu próprio carro, para assegurar que controlava a cidade e “escorraçaria as ratazanas”. Muhammad, o filho mais velho também “capturado”, escapou à prisão, segundo os rebeldes. Cidades como Sirte, no litoral, e Sabha, no Fezã, continuam fiéis a Kaddafi e podem continuar a luta por mais alguns dias. É incerto se seu líder se deixará capturar. Vale lembrar que “Kaddafi foge para a Venezuela” (ou algum outro país) é outra das “barrigas” mais repetidas dos últimos meses.
Em todo caso, o regime que dominou a Líbia por 42 anos foi derrotado. Menos pela Primavera Árabe, neste caso pouco mais que pretexto, do que pela intervenção direta dos EUA e seus aliados, sob a folha de figueira do mandato da ONU para “proteger os civis” por meio de uma zona de exclusão aérea. Foram decisivos o fornecimento de armas (proibido pela resolução da ONU, que determinou embargo para ambas as partes), os ataques diretos dos navios, aviões e helicópteros da Otan às tropas e instalações civis e militares de Kaddafi (redobrados durante a ofensiva a Zawiya e Trípoli).
E também a participação discreta, em terra, de conselheiros e instrutores militares da SAS (Special Air Service, força especial do exército britânico) e de espiões- do MI-6 no planejamento das ofensivas militares, bem como de forças especiais da França, Catar e Jordânia, como anotou o jornal britânico Guardian. Mercenários britânicos, franceses, árabes e da Europa Oriental, recrutados com ajuda da CIA, do serviço secreto britânico e de companhias ocidentais de “segurança” engrossaram o inexperiente, indisciplinado e escasso contingente revoltoso. Sem tudo isso, a rebelião, ao que tudo indica, teria sido destroçada há meses.
Mas quem venceu? “Os rebeldes” é uma resposta que, além de ingênua, não quer dizer muita coisa. A oposição a Kaddafi é um saco de gatos que inclui monarquistas pró-ocidentais do antigo regime, militantes da Irmandade Muçulmana e ex-combatentes da Al-Qaeda (como reconheceram comandantes da Otan), socialistas e empresários, além de muitas figuras importantes do regime teoricamente deposto. E, ao mesmo tempo, não inclui todas as regiões e grupos tribais da Líbia. Os conflitos internos foram brutais mesmo durante a luta, como mostrou o assassinato do ex-ministro do Interior de Kaddafi e comandante militar rebelde Abdul Fatah Younis, em 28 de julho, supostamente por rebeldes islamitas. Deixados a si mesmos, os rebeldes estariam prontos para outra rodada de guerra civil.
Nos primeiros dias da ocupação de Trípoli, o principal porta-voz do governo provisório rebelde, como notou Jonathan Rugman da revista Foreign Affairs, foi o secretário britânico do Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell. A vitória, por enquanto, pertence aos norte-americanos e europeus, que tentarão colher os louros na forma de petróleo. Os rebeldes deram várias indicações de que os premiarão com contratos e concessões e punirão as empresas de países que se recusaram a apoiá-los e romper com Trípoli, inclusive o Brasil. Abdeljalil Mayouf, diretor de informação da petroleira líbia Arabian Gulf Oil Company (Agoco), sob controle rebelde, foi explícito: “Não temos problemas com países ocidentais, como as companhias italianas, francesas e britânicas. Mas podemos ter algumas questões políticas com Rússia, China e Brasil”.
Talvez não interesse nem mesmo às potências ocidentais abrir um precedente de ruptura de contratos com empresas privadas. Nicolas Sarkozy convidou “nossos amigos chineses, russos, brasileiros e indianos” (além dos 22 países do Grupo de Contato formado pela Otan, Japão e alguns países árabes) para a conferência sobre reconstrução da Líbia, que deverá ocorrer em 1º de setembro em Paris. Segundo o jornal Valor Econômico, o presidente do Conselho Nacional de Transição dos rebeldes líbios (e ex-ministro da Justiça de Kaddafi), Mustafa Abdel Jalil, garantiu ao embaixador brasileiro que os contratos com empresas brasileiras (Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Petrobras, principalmente), no valor total de 5 bilhões de dólares, serão cumpridos. Pode ser que outros gatos do saco pensem diferentemente. Ninguém sabe qual a composição final do novo governo e, se houver eleições livres, como prometido, ninguém hoje é capaz de adivinhar o resultado. Mas não se aposte em novos grandes negócios com países de fora da Otan.
Não que esses países já não estivessem lá bem instalados, desde a reconciliação do regime de Kaddafi com as potências ocidentais nos anos 1990. Empresas petrolíferas europeias como a italiana Eni, a francesa Total, a austríaca OMV e a britânica British Petroleum operavam na Líbia. Eram notórios os laços do país- com o Reino Unido, que iam muito além da amizade de Saif al-Islam com Anthony Giddens e Tony Blair e seu patrocínio à London School of Economics. Os EUA também não perdiam a oportunidade de fazer negócios: em agosto de 2009, uma delegação de senadores dos EUA liderada pelo ex-candidato republicano John McCain (com os correligionários Lindsay Graham e Susan Collins, além do independente Joseph Lieberman) visitou Kaddafi para oferecer equipamentos militares “não letais”, e assessorias dos EUA planejavam com o regime a privatização do sistema bancário.
Por outro lado, conforme revelou mensagem de novembro de 2007 da embaixada estadunidense em Trípoli, vazada pelo WikiLeaks, as petroleiras reclamavam que a Líbia era “um lugar difícil para operar”, devido à burocracia, aos impostos altos e à disposição de Kaddafi de jogar uma empresa contra outra para extrair o máximo de lucros para o país (ainda que uma parte fosse para os bolsos da família). Agora a concorrência ficará menor e esses problemas provavelmente deixarão de incomodá-las. Claro que podem surgir outros, como descobriram as petroleiras anglo-americanas no Iraque.
No primeiro momento, ao menos, a queda de Trípoli também proporcionará uma bem-vinda lufada de oxigênio político a governos ocidentais assediados por crises econômicas, inquietação social, eleições iminentes ou tudo isso junto, como certamente esperavam Barack- Obama, Nicolas Sarkozy e David Cameron ao dar início à intervenção. Mas o investimento saiu muito mais caro e demorado que o orçado, e o retorno, nesse aspecto, será provavelmente tão efêmero quanto aquele da execução de Osama bin Laden, muito mais simples.
Mas, se o aspecto político-eleitoral tem relativamente pouco peso, o geopolítico-estratégico pode ser ainda mais importante do que o econômico-petrolífero. -Assim como as invasões do Afeganistão e Iraque foram tentativas de isolar o Irã e garantir bases permanentes dos EUA na Ásia -Central e no Golfo Pérsico, a Líbia deverá servir para consolidar o Africom, o novo comando das forças do Pentágono- na África (exceto Egito, que continuou sob a “jurisdição” do Centcom), anuciado em 2007 e ativado em outubro de 2008 (com sede, por enquanto, em Stuttgart, na Alemanha). Também servirá à Europa, em tese, para controlar o fluxo de imigrantes provenientes da África.
Autoritarismo (pior que o de Kaddafi) à parte – e mesmo tendo servido, na guerra Irã-Iraque, aos interesses dos EUA –, Saddam Hussein foi, em seus melhores tempos, uma referência do nacionalismo árabe laico e do anti-imperialismo no Oriente Médio. Kaddafi teve um papel semelhante na África e foi um dos criadores da União Africana, que por sua vez serviu de modelo para a Unasul sul-americana. Como em Bagdá, a mudança de regime em Trípoli visa substituir uma relação ambígua e desconfortável por uma segura plataforma de operações contra possíveis novos incômodos e de vigilância dos recursos africanos disputados com os BRICS, inclusive o integrante mais fraco do grupo, a África do Sul.
Não é à toa que o venezuelano Hugo Chávez e seu aliado nicaraguense Daniel Ortega foram os críticos mais duros da intervenção e continuaram a se declarar amigos de Kaddafi até o fim. A postura da Venezuela na América do Sul é análoga, em muitos aspectos, à que era a da Líbia na África (e a do Brasil, até certo ponto, à da África do Sul). Se, no fim das contas, a mudança de regime em Trípoli se mostrar proveitosa do ponto de vista -ocidental, os EUA podem se sentir tentados a repetir a experiência em Caracas.
Assim, uma leitura possível é que as velhas potências do Atlântico Norte tenham vencido a primeira batalha de uma nova Guerra Fria, que as opõe aos BRICS. Se consolidarão essa vitória, só o tempo dirá: Kabul e Bagdá mostraram que uma invasão bem-sucedida pode ser apenas o começo de uma longa dor de cabeça. As mineradoras que esperavam grandes lucros do Afeganistão e as petroleiras que sonhavam torná-lo um caminho alternativo para os oleodutos da Ásia Central já devem ter tirado seus cavalinhos da chuva, e as empreiteiras e petroleiras anglo-americanas que esperavam ver o Iraque transformado em paraíso neoliberal enfrentam hoje o inferno do terrorismo, do fundamentalismo e dos conflitos étnicos e sectários, ao lado de um governo precário e dominado por xiitas simpáticos ao Irã.
Os EUA parecem dispostos a tentar aproveitar algumas das lições aprendidas a duras penas. Por exemplo, provavelmente- tentarão preservar a máquina governamental líbia e buscar acordos e compromissos com ex-partidários e ex-funcionários de Kaddafi, em vez da perseguição implacável que promoveram ao Taleban e ao Partido Baath, a ponto de tornar o Afeganistão e o Iraque ingovernáveis e a pacificação impossível. Mas não depende só de Obama – por um lado, seu governo tem de lidar com uma oposição líbia arrogante e sedenta de vingança e com sua própria oposição republicana, idem.
E quanto à Primavera Árabe? Apesar de algumas análises triunfalistas, é pouco provável que os acontecimentos de Trípoli façam diferença. Mesmo que deles surja algo que se possa chamar de democracia, não servem de modelo. Uma intervenção da Otan nos mesmos termos certamente não acontecerá no Iêmen ou no repressivo Bahrein, cujos regimes, embora mais impopulares que o de Kaddafi, são aliados dos EUA. E é muito improvável que aconteça na Síria, onde os interesses petrolíferos são menores, a população é bem maior e a oposição, ao que tudo indica, não é tida como tão confiável por Washington e Tel-Aviv. Se houver um caminho para a mudança nesses países, seus povos terão de encontrá-lo sem o apoio interessado do Ocidente, talvez contra ele.
A queda de Kaddafi pode, porém, ter efeitos nos vizinhos Tunísia e Egito. Em tese, um regime pró-ocidental em Trípoli, com bases da Otan, deveria desencorajar governos antiocidentais nesses países, ao mesmo tempo que a reconstrução pode oferecer empregos a seus trabalhadores e aliviar a crise econômica e a tensão social crescentes, à medida que sobem os preços dos alimentos. Mas um quadro caótico como o do Iraque e do Afeganistão pode abrir oportunidades a movimentos armados radicais em Túnis e no Cairo, ou ao menos a governos eleitos mais hostis ao Ocidente.
O mundo árabe continua em um estado fluido, no qual mesmo imprevistos de menor porte podem ter desdobramentos imprevisíveis e incontroláveis. E imprevistos não faltarão, como mostram os últimos incidentes em Gaza e na fronteira entre Israel e Egito, às vésperas da ofensiva diplomática palestina para obter reconhecimento de seu Estado pela ONU. Os ataques em Eilat demonstraram que o Cairo não controla inteiramente seu território, mas a resposta de Israel, ainda que violenta, foi relativamente contida. Benjamin Netanyahu convenceu seu gabinete a aprovar uma trégua e certa cooperação indireta com o Hamas para evitar uma escalada, argumentando que o país não tem legitimidade para uma operação em grande escala em Gaza. Não se brinca com fogo quando a gasolina está vazando por toda parte.
Esta reportagem foi publicada no dia 29/08/2011 no sítio cartacapital.com.br.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

CACHOEIRA DE PEROLA - VALE JIUZHAIGOU - CHINA

Foto:Kazuhiro Nish.

GEOGRAFIA DE ALAGOAS

O martírio do bispo dom Pero Fernandes Sardinha, em mãos dos caetés; a epopéia do quilombo dos Palmares, em fins do século XVII; e a expressiva participação da intelectualidade alagoana nas lutas em favor da abolição da escravatura e da república -- estes são somente alguns dos momentos mais destacados da história de Alagoas, estado que já foi chamado "terra dos marechais".
Alagoas, na região Nordeste do Brasil, limita-se ao norte com Pernambuco, a leste com o oceano Atlântico, ao sul com Sergipe e a oeste com a Bahia. Ocupa uma superfície de 27.933km2. A capital é Maceió.
Geografia física
Cerca de 86% do território alagoano se encontra abaixo de 300m de altitude, e 61% abaixo de 200m. Apenas um por cento fica acima de 600m. Cinco unidades compõem o quadro morfológico: (1) a baixada litorânea, com extensos areais (praias e restingas) dominados por elevações de topo plano (tabuleiros areníticos); (2) uma faixa de colinas e morros argilosos, imediatamente a oeste, com solos espessos e relativamente ricos; (3) o pediplano, ocupando todo o interior, com solos ricos, porém rasos, e uma topografia levemente ondulada, da qual despontam as serras de Mata Grande e Água Branca, no extremo oeste do estado; (4) a encosta meridional do planalto da Borborema, no centro-norte, parte mais elevada de Alagoas; (5) e planícies aluviais (várzeas), ao longo dos rios, inclusive o delta e a várzea do baixo São Francisco (margem esquerda), com solos anualmente renovados por cheias periódicas.
A rede hidrográfica do estado é constituída por rios que correm diretamente para o oceano Atlântico (como, por exemplo, o Camaragibe, o Mundaú, o Paraíba e o Coruripe) e por rios que deságuam no São Francisco (como o Marituba, o Traipu, o Ipanema, o Capiá e o Moxotó).
Três tipos de cobertura vegetal, em grande medida modificados pela ação do homem, revestiam o território alagoano: a floresta tropical na porção úmida do estado (microrregião da mata alagoana); o agreste, vegetação de transição para um clima mais seco, no centro; e a caatinga, no oeste. Toda a metade oriental do estado possui clima do tipo As, de Köppen, quente (médias anuais superiores a 24o C), com chuvas de outono-inverno relativamente abundantes (mais de 1.400mm). No interior dominam condições semi-áridas, clima BSh, caindo a pluviosidade abaixo de 1.000mm; essa região está incluída no chamado Polígono das Secas. As estações do ano são perfeitamente definidas pela periodicidade das chuvas. O verão tem início em setembro e termina em fevereiro e o "inverno" começa aproximadamente em março, terminando em agosto. A temperatura não sofre grandes oscilações, variando, no litoral, entre 22,5 e 28o C, e no sertão, entre 17 e 33o C.
População
Alagoas é um dos estados brasileiros mais densamente povoados (cerca de 86 hab./km2). A vida média dos habitantes do estado é de 46-91 anos.
As maiores concentrações populacionais ocorrem na tradicional zona da mata e nas encostas de Borborema, onde se verificam densidades superiores a 100 hab./km2. As áreas de mais escasso povoamento correspondem aos solos pobres dos tabuleiros litorâneos e às terras secas do sertão. A população se divide em partes praticamente iguais entre as zonas rural e urbana.
As principais cidades do estado são Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios e Penedo. Maceió, além de capital, porto exportador de açúcar e centro industrial (têxteis e produtos alimentares), desempenha também, em relação ao comércio e aos serviços, as funções de capital regional para todo o território alagoano e uma pequena parte do norte de Sergipe. Sua zona de influência mais direta restringe-se à fachada oriental do estado. No restante da área de influência atua por meio de dois centros intermediários: Palmeira dos Índios, que serve ao Agreste e ao Sertão, e Penedo, que serve à parte meridional do estado e alguns municípios sergipanos. Arapiraca, segunda cidade do estado, é o entreposto comercial da região fumageira do Agreste. 
Economia
Agricultura e criação. Cerca de metade da população ativa de Alagoas está ocupada no setor primário. A principal atividade, a grande lavoura comercial, encontra-se na zona da mata, sobretudo onde predominam os solos ricos de humo. A cultura canavieira constitui aí o principal elemento da paisagem. As plantações recobrem os solos argilosos das colinas e morros e as várzeas dos rios. Também grandes lavouras comerciais são a monocultura do arroz, nos aluviões do baixo São Francisco, e a do coco, nas areias da orla marítima. Ainda na microrregião da mata, desenvolvem-se pequenas lavouras comerciais ligadas ao abastecimento dos centros urbanos. O agreste é domínio quase exclusivo dessas pequenas lavouras (fumo, milho, mandioca, feijão, algodão).
No sertão a agricultura se vê reduzida à atividade subsidiária da criação, limitando-se a pequenas culturas de subsistência praticadas especialmente nas encostas das serras de Água Branca e Mata Grande, graças às chuvas de relevo que aí ocorrem. A criação de gado bovino apresenta certo vulto no interior, sobretudo na área de transição do Agreste para o Sertão, onde se desenvolve a pecuária leiteira (municípios de Jacaré dos Homens, Major Isidoro e Batalha).
Possuindo muitas lagoas, diversos rios e uma extensa costa marítima, o estado conta com considerável riqueza de pescado, cujo aproveitamento entretanto, se faz ainda segundo práticas tradicionais.
Indústria. As principais atividades industriais são a fabricação de produtos alimentares, especialmente açúcar (existem numerosas usinas na microrregião da mata) e de tecidos (Maceió, Rio Largo, São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios e Delmiro Gouveia). Nos últimos anos, em conseqüência da ação da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), o parque industrial vem sendo diversificado e ampliado.
Alagoas é o maior produtor nacional de amianto, que se extrai em Jirau do Ponciano. Produz também apreciável quantidade de petróleo e gás natural em cinco campos (Tabuleiro do Martins, Miguel dos Campos, Coqueiro Seco e mais dois na plataforma submarina). Os campos petrolíferos alagoanos produziam no começo da década de 1990 uma média anual em torno de 700.000m3 de petróleo. Nas proximidades de Maceió, na região de Pontal da Barra, foram descobertas grandes jazidas de sal-gema, cuja exploração abre ao estado importantes perspectivas de desenvolvimento econômico, a cargo de um dos maiores projetos da Sudene, a Salgema Indústrias Químicas, responsável por cinqüenta por cento do cloro consumido no país e mais de um terço de toda a demanda de soda cáustica na década de 1980.
As possibilidades da coleta no meio vegetal são reduzidas em face da situação fisiográfica do estado, integrante da região Nordeste. Mesmo assim alguns produtos vegetais podem ser citados: tucum, caroá, piaçaba, casca de angico, castanha-de-caju e sisal, o último já parcialmente plantado.
Energia e transporte. O estado dispõe de amplos recursos energéticos, assegurados pela usina hidrelétrica de Paulo Afonso, instalada na divisa dos estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco. Mais de uma quarta parte do consumo anual de energia destina-se a uso industrial. Das estradas de rodagem de Alagoas poucas são pavimentadas e a rede ferroviária do estado é pequena. A rodovia mais importante é a BR-101, que faz a ligação Natal-Recife-Salvador. É toda pavimentada, e em seu percurso existe uma ponte rodoferroviária sobre o rio São Francisco. Grande parte da produção do interior flui para Maceió pela BR-316. A capital é ponto de partida da Rede Ferroviária do Nordeste, no estado. A linha tronco se bifurca em Rio Largo, lançando um ramal para o norte e outro para o oeste. O porto de Maceió, o quarto do Nordeste em movimento de carga, especializa-se na exportação de açúcar.
Turismo. O turismo teve grande desenvolvimento no estado a partir da década de 1980, quando Maceió passou a expandir sua rede hoteleira. Além de suas lagoas, onde se localizam vários sítios de recreio, Maceió possui numerosas praias com renques de coqueiros e onde se vêem dezenas de jangadas (praias de Ponta Verde, Pajuçara, Sobral e Pontal da Barra). Restaurantes de comida típica constituem especial atrativo para turistas de todo o país. Nas margens do São Francisco, a cidade histórica de Penedo conserva valioso patrimônio artístico em suas igrejas do séc. XVII. No extremo oeste do estado encontram-se o parque nacional de Paulo Afonso, com a cachoeira do mesmo nome.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

terça-feira, 10 de julho de 2012

ALASCA

A importância do Alasca, uma das unidades federadas que formam os Estados Unidos, está em suas reservas petrolíferas e em sua situação estratégica: menos de cem quilômetros o separam da Rússia, através do estreito de Bering.
O Alasca limita-se com o oceano Glacial Ártico ao norte, o oceano Pacífico ao sul e o Canadá a leste. Está situado no extremo norte-ocidental do continente americano e tem uma superfície de 1.530.693km2. A capital é Juneau.
Geografia física. Distinguem-se no Alasca três grandes regiões: (1) a área montanhosa do sul, prolongamentos das montanhas Rochosas, onde se encontra o monte McKinley, o mais alto da América do Norte (6.192m); (2) o planalto interior, entre as elevações do sul e a cadeia Brooks ao norte, uma área de amplos vales e elevações relativamente pequenas, onde se localizam os montes Ray e a península de Seward; e (3) a planície costeira, separada do vale do Yukon pela cadeia Brooks, rica em recursos petrolíferos, que na fronteira canadense atinge altitudes de 2.700m. No sul os rios são raros e pequenos. O interior é dominado, porém, pelo rio Yukon, que nasce no Canadá, corre para o noroeste até encontrar o Porcupine em Fort Yukon. O principal rio da planície setentrional é o Colville, mas nela existem inúmeros lagos salgados. As regiões banhadas pelo Pacífico, amenizadas pela presença da corrente cálida do Kuroshio, gozam de clima temperado; no interior predomina o clima tipo continental das altas latitudes, com fortes amplitudes térmicas. Se no litoral sudeste essas variações não chegam a 15o C, no interior atingem 60o C, sendo os invernos rigorosos e secos. No litoral norte são freqüentes temperaturas de -40o C. A floresta do parque nacional de Tongass inclui cicuta, abeto e cedro. As matas do interior são, na maioria, constituídas de abetos misturados a bétulas e choupos. A oeste dessa área crescem choupos, enquanto nas áreas úmidas dominam os bosques de amieiros e salgueiros. Na planície costeira e nas Aleutas predomina a tundra. Os principais representantes da fauna marinha são o linguado, o salmão, a baleia e a lontra marinha. No interior e no litoral sul existem ursos, alces e caribus. Entre os animais de peles valiosas destacam-se raposas, zibelinas, arminho, lontras, castores e ratos almiscarados.

Economia. A pesca tem sido a fonte de renda mais constante do estado, sendo o salmão o principal produto. A economia do Alasca torna-se cada vez mais dependente da indústria do petróleo e óleo natural. Desde a inauguração do oleoduto trans-Alasca, em 1977, o estado passou a segundo produtor de petróleo bruto dos Estados Unidos, superado apenas pelo Texas. Destaca-se também a produção de carvão, ouro e cobre.
Os longos dias de verão do Alasca são adequados ao cultivo de trigo, aveia, centeio, cevada e de batata, bem como de outros vegetais de clima frio. Os excelentes pastos favorecem a pecuária. A atividade industrial, estreitamente ligada aos recursos naturais do estado, abrange, além do petróleo e gás natural, o processamento de alimentos (principalmente peixe), beneficiamento de peles e madeira.
As ligações internas e externas são feitas principalmente por via aérea. Um serviço de barcas opera entre a maioria das comunidades costeiras. As cidades da região centro-sul são ligadas por estradas ao oeste do Canadá e ao restante do território dos Estados Unidos.
População. Metade da população indígena do Alasca era constituída de tlingits, haidas e tinnehs, a outra metade de esquimós e aleútes. Estes últimos diminuíram de número durante a ocupação russa. Antes da segunda guerra mundial o elemento escandinavo era considerável entre os brancos. Quando o Alasca foi vendido aos Estados Unidos, em 1867, sua população era de trinta mil habitantes, dos quais apenas mil eram brancos. Um século depois a população branca ascendia a 79% do total; indígenas e esquimós formavam 18%; e os negros, três por cento. Além da capital, as principais cidades são: Anchorage, Fairbanks, Spenard e Ketchikan.
Fonte: Enciclopédia Britânica.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

PLANETA PERDEU 30% DOS RECURSOS NATURAIS

Em 40 anos, países tropicais extinguiram cerca de 60% de sua biodiversidade
Em menos de 40 anos, o mundo perdeu 30% de sua biodiversidade. Nos países tropicais, contudo, a queda foi muito maior: atingiu 60% da fauna e flora original. Os dados são do Relatório Planeta Vivo 2010, publicado a cada dois anos pela organização não governamental WWF.
O relatório, cujas conclusões são consideradas alarmantes pelos ambientalistas, é produzido em parceria com a Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) e Global Footprint Network (GFN).
Dida Sampaio/AEAmeaçada. Vista aérea da floresta amazônica, que ainda sofre com o desmatamento ilegal e a extinção de espécies nativas
"Os países pobres, frequentemente tropicais, estão perdendo biodiversidade a uma velocidade muito alta", afirmou Jim Leape, diretor-geral da WWF Global. "Enquanto isso, o mundo desenvolvido vive em um falso paraíso, movido a consumo excessivo e altas emissões de carbono."
A biodiversidade é medida pelo Índice Planeta Vivo (IPV), que estuda a saúde de quase 8 mil populações de mais de 2,5 mil espécies desde 1970.
Até 2005, o IPV das áreas temperadas havia subido 6% - melhora atribuída à maior conservação da natureza, menor emissão de poluentes e melhor controle dos resíduos. Nas áreas tropicais, porém, o IPV caiu 60%. A maior queda foi nas populações de água doce: 70% das espécies desapareceram.
Consumo desenfreado. A demanda por recursos naturais também aumentou. Nas últimas cinco décadas, as emissões de carbono cresceram 11 vezes.
O relatório afirma que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), formada por 33 países em geral desenvolvidos, são responsáveis por 40% da pegada de carbono global, e emitem cinco vezes mais carbono do que os países mais pobres.
Comparados a ela, os BRICs (grupo formado pelos países emergentes Brasil, Rússia, Índia e China) têm o dobro da população e uma menor emissão de carbono per capita. O problema, alerta o relatório, é se os BRICs seguirem no futuro o mesmo padrão de desenvolvimento e consumo da OCDE.
Índia e China, por exemplo, consomem duas vezes mais recursos naturais do que a natureza de seu território pode repor. Atualmente, os países utilizam, em média, 50% mais recursos naturais que o planeta pode suportar. Se os hábitos de consumo não mudarem, alerta o relatório, em 2030 se estará consumindo o equivalente a dois planetas.
Em resposta ao levantamento de 2008, a WWF elaborou um modelo de soluções climáticas, em que aponta seis ações concretas para reduzir as emissões de carbono e evitar maiores perdas de biodiversidade.
Entre elas, a organização aponta a necessidade de investir em eficiência energética, novas tecnologias para gerar energia com baixa emissão de carbono, adotar a política de redução da pegada de carbono e impedir a degradação florestal.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

UNASUL

A Unasul (União das Nações Sul-Americanas) é uma comunidade formada por doze países sul-americanos. Fazem parte da Unasul os seguintes países: Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Guiana, Suriname e Venezuela.
História
Em 8 de dezembro de 2004, na cidade de Cusco (Peru) foi realizada a 3ª Reunião de Presidentes da América do Sul. Nesta ocasião, foi redigido um documento (Declaração de Cuzco) que criou as bases para a Unasul. O projeto criado nesta oportunidade ganhou o nome de Casa (Comunidade Sul-Americana de Nações). Em 2007, durante a 1ª Reunião Energética da América do Sul (realizada na Venezuela), o nome foi modificado para Unasul.
Objetivos
O objetivo principal da Unasul é propiciar a integração entre os países da América do Sul. Esta integração ocorrerá nas áreas econômica, social e política. Dentro deste objetivo, espera-se uma coordenação e cooperação maior nos segmentos de educação, cultura, infra-estrutura, energia, ciências e finanças.
Tratado de Criação
Em 23 de maio de 2008, em Brasília, representantes dos doze países assinaram um tratado para a criação da Unasul. Com este tratado, a Unasul passa a ser um organismo internacional, deixando a fase de debates para entrar na criação prática de medidas. Este tratado ainda precisa ser ratificado pelos congressos dos países membros.
Dados Econômicos e Sociais da Unasul
- PIB (Produto Interno Bruto): US$ 3,9 trilhões (estimativa 2007)
- PIB per Capita: US$ 10.378
- População: 382,43 milhões de habitantes (estimativa 2007)
- Área: 17.715.335 km2
Organização (de acordo com o Tratado)
A Unasul terá três órgãos deliberativos: Conselho de Chefes de Estado e de Governo, Conselho de Ministros de Relações Exteriores e Conselho de Delegados.
As reuniões de chefes de estados e de governo da Unasul ocorrerão uma vez por ano. Os encontros do Conselho de Ministros de Relações Exteriores ocorrerão semestralmente.
Outras propostas em discussão:
- Criação de um Conselho de Defesa da América do Sul;
- Criação de um Parlamento único;
- Criação de uma moeda única;
- Criação de um banco central para a comunidade.
Fonte: Sua Pesquisa.


terça-feira, 3 de julho de 2012

CLIMA POLAR

O Clima Polar é aquele que ocorre nas seguintes regiões do planeta: Norte da Europa, extremo norte do Canadá, norte do Alasca, Sibéria, Antártida, Groelândia e norte da Península da Escandinávia.
O Clima Polar possui as seguintes características:
- Praticamente não chove nas regiões de clima polar. O que ocorre é a queda de neve, numa quantidade média anual de 150 milímetros.
- A umidade relativa do ar fica em torno de 70% no inverno e 80% no verão.
- No inverno, a temperatura média anual fica em torno de - 30 C (pode atingir até -60°C). No verão, a temperatura fica por volta de 4°C.
- Os ventos são intensos, cobrindo as regiões de neve.
- Com o fenômeno do aquecimento global, o clima nestas áreas tem sido afetado. Placas de gelo tem se desprendido e observa-se uma pequena elevação da temperatura.
Fonte: Sua Pesquisa.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

ERUPÇÃO SOLAR


Erupções solares são estrondosas fragmentações, súbitas e violentas, ocorridas na superfície solar, provocadas geralmente,por mutações imprevistas no seu campo magnético. O plasma – um estado físico composto gases ionizados e elétrons -, quando atingido por esta explosão, provoca irradiação de partículas.
Estes raios podem provocar interferências no Planeta Terra, tanto no mecanismo de atuação dos satélites a serviço da rede de telecomunicações quanto no complexo elétrico. Astronautas e equipamentos terrestres em circulação no espaço cósmico podem ser também fatalmente atingidos por estas atividades solares.
O Sol, que conserva em campos magnéticos uma desproporcional carga energética, logo no alto de suas manchas solares, vê esta reserva incalculável subitamente explodir, desencadeando uma intensa irradiação que engloba desde as ondas radiofônicas até os raios X e raios gama.
Há três espécies de erupções solares. As de classe X são as mais significativas e explosivas, a ponto de atingir profundamente o espectro eletromagnético da Terra, interrompendo temporariamente transmissões de rádio em todo o globo e provocando turbulências radiativas prolongadas.
As erupções de classe M apresentam força mediana e atingem as esferas polares, podendo suspender por breves momentos a produção de ondas radiofônicas. As de classe C são mínimas e não atingem a Terra. Representações virtuais apontam que o mesmo processo em ação no Sol pode se repetir na zona magnética terrestre ou em práticas de fusão nuclear.
Na esfera solar, porém, o campo magnético é muito mais intrincado. Enquanto no nosso Planeta os rumos são bem menos mutáveis, na superfície do Sol tudo muda velozmente; uma bússola seria incapaz de funcionar em tal cenário vertiginoso. Neste astro o plasma e o campo magnético influenciam-se reciprocamente o tempo todo; entre eles o intercâmbio energético pode se tornar acentuadamente impetuoso.
Durante a erupção, elementos gasosos assomam na superfície e são impulsionados na direção da coroa solar, na qual são aquecidos violentamente, chegando a manifestar mais de 1,5 milhões de graus Celsius, configurando assim arcos conhecidos como anéis coronais, vastos glóbulos gasosos repletos de íons.
Logo em seguida eles perdem parte de seu calor e colidem com o Sol a uma velocidade aproximada de 100 quilômetros por segundo. A massa lançada destes anéis coronais, de alto potencial energético, é jogada no Cosmos, precisamente na região localizada entre os planetas, carreando consigo uma carga de bilhões de toneladas de gás impregnado de elétrons, a uma velocidade que transcende um milhão de quilômetros por hora.
Ao chegar à Terra, parte de seu poder radiativo é afastado da atmosfera pela intervenção da esfera magnética do Planeta. Mas a dose de radiação que aqui chega é suficiente para desencadear perturbações geomagnéticas. No Sol, o efeito da explosão solar é correspondente à erupção simultânea de 10 milhões de vulcões.
Ana Lucia Santana