sexta-feira, 29 de junho de 2012

MAR VERMELHO

Localizado entre a África e a Península Arábica, o Mar Vermelho  fica em meio a um dos lugares considerados como o berço da humanidade e, segundo crêem os católicos, foi o palco de um dos mais importantes episódios bíblicos.
De fato, as águas do Mar Vermelho não são vermelhas. Mas porque então ele tem esse nome? Segundo algumas fontes, o Mar Vermelho apresentaria sim uma cor avermelhada em alguns períodos do ano devido à proliferação de um tipo específico de algas. Já, segundo outras fontes, a coloração ligeiramente avermelhada em algumas regiões da costa, se deve ao minério de ferro, presente em grandes quantidades nas montanhas ao redor do mar. Como a paisagem da região é desértica, com ventos constantes e vegetação esparsa e rasteira, a poeira avermelhada se deposita no mar, dando a ele sua tonalidade característica. Mas, conforme se avança para o alto mar, a cor vai voltando às tonalidades azuis.
Seja como for, o Mar Vermelho é considerado um mar “mediterrâneo”, pois possui um contato bastante restrito com as bacias oceânicas adjacentes (outros mares “mediterrâneos” são o Golfo Pérsico, o Mar Mediterrâneo, o Mar Negro, o Mar Báltico e os Mares Australianos-Asiáticos – que banham a Indonésia).
Devido a essa característica, a circulação de suas massas de água se dá por gradientes de temperatura (termais) e salinidade (halinos), por isso ele também é considerado como sendo “termohalino” (Obs.: todos os mares mediterrâneos têm seus processos de circulação dominados por processos termohalinos).
No Mar Vermelho a taxa de recarga (precipitação e descarga de efluentes) é menor que a taxa de evaporação (por isso, sua bacia é classificada como “bacia de concentração”) o que torna suas águas mais densas e com maior teor de salinidade.
Principalmente nos países da Península Arábica, onde o clima desértico impõe condições extremas à população (existem apenas rios intermitentes e os lençóis freáticos, quando há, ficam a profundidades muito grandes) é realizado o processo de dessalinização das águas dos mares próximos, incluindo o Mar Vermelho.
É no Mar Vermelho também que encontramos o Canal de Suez. Um canal artificial que corta o istmo de Suez (porção estreita de terra que liga o continente africano á Península Arábica) construído para possibilitar a navegação direta do Mar Mediterrâneo para o Mar Vermelho.
Caroline Faria

quinta-feira, 28 de junho de 2012

CURIOSIDADES SOBRE TERREMOTOS


● Um terremoto nunca dura mais de três minutos - mas é tempo mais do que suficiente para deixar uma cidade em ruínas;
● A escala Mercalli, desenvolvida por G. Mercalli em 1902, descreve os efeitos produzidos pelos tremores, observando os danos causados nas construções, pessoas e meio ambiente. Ela foi escrita em algarismos romanos e vai do I ao XII. De lá para cá, foi atualizada e adaptada aos dias atuais;
● Os casos de terremotos são tão sérios que pesquisadores elaboraram uma série de dicas para se proteger ao máximo quando estiver em um. Se você estiver em prédios, não use escadas e elevador; procure um lugar seguro, longe de armários e escrivaninhas. Uma boa opção é se colocar embaixo de alguma mesa, para não correr perigo de receber o golpe de algum objeto. Se estiver em casa, desligue o gás, a caixa de eletricidade e afaste-se de objetos que possam cair. Se estiver na rua, escolha áreas abertas, como parques e campos, mas evite edifícios, árvores, monumentos e muros;
● A interferência do homem na natureza pode provocar sismos através de explosões nucleares, injeção de água e gás sob pressão no subsolo, extração de fluídos no subsolo, alívio de carga em minas a céu aberto e o enchimento de reservatórios artificiais ligados a barragens hidrelétricas. Esse último é o mais comum na atualidade;
● Assim como ocorre no corredor dos tornados, alguns lugares como a Califórnia são especialmente vulneráveis aos terremotos, pois a região se situa sobre uma teia de aranha de falhas geológicas. Lá, os perigos são tão constantes que se formou, em Los Angeles, uma equipe de elite formada por membros de uma unidade especial do Corpo de Bombeiros. Eles fazem parte de uma das equipes mais preparadas em salvamentos e resgates de terremotos do mundo inteiro;
● As armas da equipe de elite são os treinamentos tão reais quanto o acontecimento. A parte mais delicada dos salvamentos é a localização de pessoas em meio aos escombros. Esse processo requer treinamento especial e equipamentos avançados, como as câmeras pequenas, que podem atravessar uma fenda estreita e captar as imagens das vítimas em meio aos restos. Outra arma são os cachorros, que usam seu faro desenvolvido para ajudar nos resgates.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O mal-estar entre a Europa e o Cone Sul

Em um discurso dedicado à América Latina na terça-feira, o comissário de Comércio da Europa, Karel de Gucht, explicitou a frustração atual que domina a relação entre os dois lados do atlântico e faz ameaças abertas de que o protecionismo de países como Brasil, Argentina e outros será respondido com todas os instrumentos que a Europa tiver ao seu dispor. De Gucht deixou claro a existência de relações históricas entre os dois continentes. Mas escancarou que o relacionamento hoje passa por uma crise e vive um verdadeiro mal-estar.
 “Esse é um tempo de otimismo, mas também de preocupação sobre o futuro da América Latina e sua relação com a UE”, disse o europeu, atacando a nacionalização pela Argentina da YPF e as medidas protecionistas brasileiras. “As escolhas que fizermos hoje determinarão o cursor nas próximas décadas”.
Os europeus não escondem que a região é hoje uma das principais promessas de lucros para as combalidas empresas do Velho Continente, que sofrem para ver suas vendas aumentarem nos países ricos. Em 2011, o comércio entre as duas regiões chegou a 212 bilhões de euros, 15% acima do volume de 2008, antes da crise.
Não por acaso, o principal ataque de Bruxelas se refere ao comportamento protecionista do Brasil, Argentina e outros governos da região. Para a Europa, esse protecionismo está levando a região a um isolamento da cadeia produtiva de alto valor agregado. Segundo ele, a região latino-americana de fato cresceu nos últimos anos. Mas grande parte dessa expansão estaria relacionada à alta dos preços das commodities. Para ele, países precisarão buscar formas de diversificar suas economias se quiserem continuar a se desenvolver.
De Gucht insiste que isso só ocorrerá se a região mantiver suas fronteiras abertas às importações. “A prosperidade vai depender do grau de integração dessas economias”, alertou, apontando para os riscos inflacionários de manter o crescimento dependente da venda de matérias-primas.
Moeda – O europeu também mandou um duro recado ao Brasil. O governo de Dilma Rousseff defendeu na OMC a criação de uma espécie de salvaguardas que poderiam ser aplicadas contra importações cada vez que a valorização cambial resultar em um fluxo de bens do exterior.
Para Bruxelas, a culpa pela valorização do real, de 29% desde 2007, é apenas do Brasil. Na avaliação de De Gucht, o que ocorre com o real não está ligado ao “tsunami financeiro” que Dilma acusa a Europa de promover com a injeção de dinheiro nos mercados, com a injeção de 1 trilhão de euros.
Segundo Bruxelas, o fator que está gerando uma pressão sobre o real é a diferença de taxas de juros cobradas no Brasil, em comparação às da Europa, atraindo capital. Para o europeu, de fato o fluxo de capital ameaça “desestabilizar”economias. Mas o motivo é a altas taxas de juros cobradas no Brasil, criando incentivos para que o capital europeu busque lucros no mercado brasileiro. Na avaliação de De Gucht, é isso que tem feito as exportações de manufaturados e serviços do Brasil “menos competitivas”.
Protecionismo – A UE fez questão de atacar ainda a nacionalização da YPF pela Argentina, lembrando que essa era “justamente o tipo de medida que precisava ser evitado”, alertando que a iniciativa irá afastar investimentos do país. “Ao tomar essa ação, a Argentina mandou ondas de choques pela comunidade internacional e as consequências para seu desenvolvimento econômico serão sentidos por muito tempo”, alertou. “Posso garantir que faremos tudo que estiver em nosso poder para apoia o governo espanhol a conseguir total compensação”, declarou.
Se os ataques a Buenos Aires foram duros, Bruxelas lamenta que esse protecionismo não se limita aos argentinos. “Essas medidas não ajudarão os países que as aplicam”, declarou. “Elas afetam cadeias de fornecimento, alimentam um setor produtivo não competitivo e freiam investimentos”, disse.
De Gucht ainda alertou que cada nova medida adotada pela região está sendo avaliada pelo bloco e que a UE “não hesitará” em usar ”todas as ferramentas” que tiver a seu dispor para garantir a abertura dos mercados, inclusive recorrer à OMC.  “O pior que qualquer governo pode fazer na região é de abandonar mercados abertos e regra da lei”.
China – Outro alerta da Europa se dirige à relação do Brasil e outros latino-americanos com a China. Nos últimos anos, empresas europeias perderam parte do mercado da região justamente para concorrentes chineses. Segundo Bruelas, apesar de lucrativo para o setor de matéria prima, o comércio brasileiro com a China está impedindo uma maior industrialização do País.
“O aumento dramático de exportações da China está afetando as exportações de manufaturados da América Latina”, alertou De Gucht. “Podemos ver isso concretamente na evolução do comércio entre o Brasil e a China”,disse. “Em 2000, menos de 50% das exportações brasileiras para a China eram de produtos primários. Em 2010, essa taxa chegou a 80%. Isso certamente beneficiou a economia brasileira, mas não contribuiu para a meta importante de subir na cadeia de valor agregado”, alertou.
Em crise, com dez governos já tendo de pedir sua demissão em dois anos e com várias economias em recessão, os europeus sabem que poucas vezes precisaram tanto da América Latina como agora. Mas, justamente nesse momento, terão de enfrentar uma nova realidade na região e na economia mundial.



terça-feira, 26 de junho de 2012

REGIÃO CENTRO OESTE EM DADOS

Informações e dados sobre a região Centro-Oeste do Brasil
- População: 14.050.340 (Censo IBGE 2010)
· Estados: Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
· Vegetação: Floresta Amazônica (norte e oeste), Cerrado (região central) e Complexo do Pantanal (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).
· Rios Principais: rio Xingu, rio Juruena, rio Teles Pires, rio Paraguai, rio Araguaia, rio Paraná, rio Tocantins.
· Usinas Hidrelétricas: Complexo de Urubupungá, São Simão e Cachoeira Dourada.
· Agricultura (principais produtos agrícolas): milho, soja, mandioca, arroz, feijão, café, abóbora, trigo e amendoim.
· Economia: baseada na agricultura e na pecuária (bovinos, equínos e bufalinos). Indústrias nas capitais: Campo Grande, Goiânia e Cuiabá. Destaque para as indústrias de alimentos, mecânica, química e têxtil.
· Turismo: o Complexo do Pantanal, em função de suas belezas naturais, é um dos destaques turísticos da região. Oferece boa infra-estrutura (hotéis, pousadas, serviços). Destaca-se também a região de Caldas Novas em Goiás (estância hidrotermal). Encontra-se também em Goiás, cidades com arquitetura colonial.
. Cultura: Podemos destacar as cavalhadas (folguedos que simulam batalhas medievais entre cristãos e mouros) e outras festas folclóricas. Na culinária, os pratos típicos são: arroz com pequi, curau, capivara de caçarola, peixe na telha, quentão, pudim de banana da terra, galinhada entre outros.
Fonte: Sua Pesquisa.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ANTILHAS

Primeiras terras descobertas por Colombo no Novo Mundo e que serviriam de base para a conquista do território continental americano, o arquipélago das Antilhas é dotado de uma paisagem tropical de beleza exuberante. Sua colonização produziu uma mescla de elementos étnicos europeus, africanos e asiáticos, com reduzida participação indígena.
As Antilhas formam um colar de ilhas entre a América do Norte e a do Sul, entre o mar das Antilhas, ou do Caribe, e o oceano Atlântico, estendendo-se desde a Flórida e o Yucatán, num extremo, até a costa setentrional da América do Sul.
O nome Antilhas origina-se de Antília, denominação de uma ilha lendária situada no oceano Atlântico, a oeste da Europa, e foi dado às ilhas descobertas por Colombo, ao comprovar-se que ele não chegara às Índias.
A área total atinge cerca de 238.000km2, com maior extensão na parte setentrional, estreitando-se na direção sudoeste. O arquipélago compreende 13 países independentes e diversos territórios dependentes dos Estados Unidos, França, Países Baixos e Reino Unido. Excluídas as Bahamas, as Antilhas dividem-se em dois grupos: Grandes Antilhas, constituídas por Cuba, Hispaniola (Haiti e República Dominicana), Jamaica e Porto Rico; e Pequenas Antilhas, compostas pelas ilhas menores, subdivididas em ilhas de Barlavento, a leste, desde as ilhas Virgens até Trinidad, e ilhas de Sotavento, ao sul, paralelamente à costa venezuelana.
 O arquipélago apresenta grande diversidade de aspectos, diretamente relacionados com a estrutura geológica, responsável pelo relevo. As Antilhas constituem a parte emersa de uma série de cordilheiras submarinas, divididas em várias ramificações e separadas por fossas muito profundas, que chegam a oito mil metros. As Grandes Antilhas, a linha noroeste das Pequenas Antilhas e as ilhas paralelas à costa venezuelana são formadas fundamentalmente por rochas sedimentares da era mesozóica, erguidas durante a era cenozóica. As Grandes Antilhas caracterizam-se por planícies e maciços montanhosos, resultantes de formações vulcânicas justapostas à sedimentação marinha recente. O setor oeste e meridional das Pequenas Antilhas resulta de manifestações vulcânicas, que tiveram seu auge na era cenozóica, mas ainda persistem, como atestam as violentas erupções no início deste século na Martinica (monte Pelée) e em São Vicente (vulcão Soufrière). As Antilhas possuem relevo acidentado, mas não muito alto. O ponto culminante, pico Duarte (3.175m), fica na República Dominicana.
Os rios são, em geral, curtos e rápidos. Lagoas e mangues são comuns no litoral, muito recortado e orlado de recifes. Há vários portos naturais, como os de Havana (Cuba) e St. George's (Granada). O clima é tropical e só há duas estações: a chuvosa, no verão, e a de estiagem, no inverno. A temperatura média anual é de 26,7o C e, mesmo nos meses mais frios, raramente desce a menos de 24o C. Entre 15 de julho e 15 de outubro, o superaquecimento do Caribe forma ciclones, que devastam a região e invadem o sul dos Estados Unidos, com ventos de até 250km/h.
Nas áreas mais chuvosas e quentes encontra-se a floresta equatorial. Nas regiões de menor precipitação (vertente ocidental), acham-se as estepes. Nos trechos médio e elevado das cordilheiras existem formações subtropicais, além da floresta de pinheiros. Há também muitas palmeiras e árvores frutíferas. A fauna assemelha-se à da América do Sul. Os numerosos pássaros, de plumagem brilhante e colorida, incluem os surucuás, papagaios, flamingos róseos, fragatas e beija-flores. Os mamíferos são raros, mas encontram-se cutias, cervos, macacos e morcegos. Há grande quantidade de lagartos, tartarugas, escorpiões, sapos, aranhas e centopéias, além de algumas cobras venenosas, como a jararaca, a surucucu e a coral. Também é grande a variedade de insetos. Nos mares os peixes são abundantes, destacando-se o peixe-voador, encontrado nas costas de Barbados. Nas praias há grande número de crustáceos.
Quando os espanhóis chegaram, no início do século XVI, as Antilhas eram habitadas por dois grupos ameríndios: os aruaques e os caraíbas. Ainda no século XVI, ingleses, franceses e holandeses interessaram-se pela região e conquistaram algumas ilhas. Como os indígenas não se sujeitaram à escravidão imposta pelos europeus para o trabalho agrícola, foram praticamente dizimados. Para substituí-los, foram trazidos negros africanos para as colônias inglesas, francesas e holandesas. Em fins do século XIX, com a abolição da escravatura, os negros abandonaram as culturas canavieiras e foram substituídos por indianos, chineses e indochineses, nas colônias inglesas; e por malaios, nas holandesas. A esses tipos étnicos juntaram-se, nas colônias espanholas, os mestiços de branco e índio, e de branco e negro (em menor proporção).
Nas ilhas de colonização inglesa (como Jamaica e Trinidad) e nas de colonização francesa (como Guadalupe e Martinica), a presença do negro é predominante na população. Nas ilhas de colonização holandesa (Aruba, Curaçao, Bonaire), os malaios preponderam. O branco predomina em Porto Rico e em Cuba, o mulato (branco e negro) no Haiti e na República Dominicana, e o índio ainda tem importância na população de Trinidad e Tobago, que conta com a maioria de asiáticos das Antilhas.
A taxa de crescimento demográfico de muitas ilhas, como Jamaica e sobretudo Porto Rico, é bastante alta. A sociedade apresenta uma estratificação por grupos raciais, com predomínio econômico e político das elites brancas. Em Cuba e na República Dominicana, o idioma oficial é o espanhol; em Porto Rico, o espanhol e o inglês; e no Haiti, o francês, embora a língua comumente usada pelos haitianos seja o crioulo, mistura de francês seiscentista com dialetos africanos, inglês, espanhol e palavras indígenas. Nas áreas de colonização francesa, fala-se o patoá. Em Curaçao, usa-se o papiamento, misto de elementos espanhóis, portugueses, holandeses e africanos.
Em Cuba, Porto Rico, Martinica, Trinidad e várias outras ilhas, a educação é compulsória. Nas ilhas maiores há diversas universidades e institutos de educação superior, destinados ao ensino agrícola, técnico, comercial e pedagógico, enquanto nas ilhas mais pobres a taxa de analfabetismo é bastante alta.
Em geral, adotam-se as religiões dos colonizadores principais, mas predomina o sincretismo, com a manutenção de numerosos cultos de origem africana. Os grupos provenientes da Ásia, na maioria indianos, conservam religiões, línguas e costumes orientais. No Haiti, desenvolveu-se o vodu, com elementos pagãos, animistas e africanos, que desempenhou importante papel de integração na luta pela independência.
 Desde a colonização, a agricultura tem sido a atividade econômica predominante. A cana-de-açúcar surge como o principal produto agrícola, alimentando grandes usinas. Cuba é um dos maiores produtores mundiais de açúcar, embora a cana também ocupe lugar de destaque na economia das outras ilhas. São muitos os subprodutos da cana, e o rum é destilado em todas as ilhas, principalmente na Jamaica. As áreas que sofreram os efeitos negativos dessa economia baseada na monocultura têm procurado desenvolver culturas subsidiárias. Cuba cultiva tabaco, para os famosos charutos de Havana; Jamaica, bananas; São Vicente, araruta; Granada, especiarias; Trinidad, cacau; Dominica, limas; Antigua, algodão; Porto Rico e República Dominicana, café; e Haiti, sisal. Além dessas culturas, são comercializadas frutas tropicais, como manga, mamão, abacaxi, fruta-pão e cítricos.
Os recursos minerais são escassos, com exceção da bauxita na Jamaica, um dos principais exportadores mundiais, e do petróleo em Trinidad. Existem reservas de ferro, níquel, manganês e cromo, exploradas em pequena escala. Em Porto Rico há depósitos de cobre, e grande quantidade de asfalto líquido é extraída do lago Pitch (Betume), em Trinidad.
Só nas ilhas mais extensas as ferrovias representam importante meio de transporte para conduzir a cana às refinarias, especialmente em Cuba.  A maioria das ilhas dispõe de rede rodoviária e todas, exceto as menores, contam com aeroportos. Os principais portos são os de Havana (Cuba), San Juan (Porto Rico), Kingston (Jamaica), Port-of-Spain (Trinidad) e Bridgetown (Barbados). A comunicação entre as ilhas faz-se principalmente por via aérea. O turismo, atraído pelo clima, pela bela paisagem e pelo caráter exótico dos povos caribenhos, tem despertado interesse crescente, constituindo a principal fonte de divisas para muitas ilhas.
Fonte: Enciclopédia Britânica.


sábado, 23 de junho de 2012

AÇÕES

Ações são documentos ou papéis negociados em bolsas de valores. O possuidor de uma ação é proprietário de uma parte dos lucros de uma empresa. se o número de ações que o acionista possui for grande, sua ´participação nos lucros será elevada.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

MANGUES

Podemos encontrar a vegetação de mangue nas regiões litorâneas do Brasil. Nestas áreas, a água do mar avança no solo, formando regiões alagadiças.
Características principais dos mangues:
- Presença de caranguejos que buscam seus alimentos no mangue.
- A formação vegetal do mangue (plantas e arbustos) possui raízes externas (aéreas). Como o solo do mangue é pobre em oxigênio, este é obtido pelas plantas fora do solo.
- Em função da diversidade da região, podemos dividir os mangues em: mangue-branco, mangue-vermelho e mangue siriúba.
 As plantas possuem sementes compridas, finas e pontudas. Isto ocorre para facilitar a reprodução, pois quando caem no solo úmido, podem se fixar com mais facilidade.
- O cheiro do mangue é bem característico, em função da presença de áreas salobras (com presença de sal).
Degradação das regiões de mangue
A poluição de rios e mares em conjunto com a especulação imobiliária nas regiões litorâneas tem afetado, significativamente, os mangues. Esta área tem diminuído de tamanho e o ecossistema da região tem sido afetado nas últimas décadas. Trabalhadores locais, principalmente os que vivem da caça e comércio de caranguejos, tem sofrido com a diminuição destes animais nos manguezais.
Animais do Mangue
As principais espécies de animais encontradas em regiões de mangue são: lontra, sagui, peixe-boi marinho, camaleão, cobra, crocodilo, cobra, lagarto, tartaruga, caranguejo, craca, aranha, mexilhão, minhoca, entre outros.
Curiosidade:
- O mangue é o habitat de várias espécies marinhas e também de caranguejos.
Fonte: Sua Pesquisa.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ordem Monetária Internacional

Outra importante questão decorrente da globalização capitalista, é a da ordem monetária. Para o comércio e as finanças nos blocos econômicos mundiais, tornou-se imprescindível um regime estável de taxa cambial e de uma moeda capaz de circular livremente pelos países, sem obstáculos criados por políticas particulares de cada Estado, segundo interesses nacionais. Entre as dificuldades enfrentadas pelos defensores da reformulação monetária estaria a questão de regular a emissão dessa moeda única internacional e quais seriam as taxas cambiais na conversão das atuais moedas para a nova.
Foi nesse quadro que as associações comerciais
internacionais passaram a discutir a questão monetária e, no caso da UE, até se definiu a criação de uma moeda regional (Euro), assinando o Acordo de Maastricht (1992) e o Acorde de Madri (1995).
Outro sério problema para os Estados na economia
globalizada é quanto ao volume gigantesco dos valores financeiros em circulação pelo mundo: tanto podem ativar a economia dos países x ou y, com imensos investimentos de capitais, quanto sufocá-la, com a saída dos capitais aplicados.
Nesse quadro, entre 1984 e 1992, o fluxo do comércio
internacional de bens e serviços saltou de 3,5 para 7,5 trilhões de dólares anuais, enquanto que na aplicação de investidores em ações da bolsas em outros países cresceu 28% ao ano entre 1980 e 1990, passando de 120 bilhões para 1,4 trilhão de dólares ao ano.
A abertura e a subordinação das economias nacionais, a vulnerabilidade das moedas controladas por estados cada vez mais minimizados e o maior fluxo comercial e monetário internacional, com propostas de mudanças, como foi o caso, do G24, grupo de 24 países das nações em desenvolvimento.Não sem adeptos em outras partes do mundo, o G24 defendeu um projeto de reformas e até de criação de um novo padrão monetário internacional, tendo como avaliador o FMI e baseado num
valor médio de uma cesta composta das cinco principais moedas do mundo.
A gravidade apontada nas discussões pode ser melhor compreendida traçando-se um breve histórico da ordem monetária internacional ao longo do século XX, considerando que até meados dos anos 90 a economia mundial, em expansão, contou com várias ordens monetárias, cuja variação espelhou as transformações históricas do capitalismo.
Do século XIX a 1914, o mundo capitalista ocidental contou com um sistema monetário fundado no padrão-ouro, significando que todas as moedas nacionais eram convertidas em qualidades padronizadas de ouro, o que determinava as taxas cambiais nas relações comerciais e de fluxos de capitais entre as nações. Esta foi a época da predominância internacional da libra esterlina inglesa.
Com a Primeira Guerra Mundial, a conversibilidade foi abandonada em meio às emissões monetárias crescentes dos vários países, originando as taxas flexíveis da década de 20. Tal sistema definia a relação entre as moedas, obtida a partir de seus valores em 1914, multiplicados pelo diferencial de inflação entre elas. A ordem flexível permitiu amplos fluxos de capitais especulativos, provocando especulações que afetaram o intercâmbio internacional de mercadorias e de serviços e os próprios valores monetários. Ao mesmo tempo, deu-se a emergência da supremacia do dólar norte-americano, expressando a liderança dos EUA.
No final da Segunda Guerra Mundial, a ordem monetária internacional foi novamente reorganizada, pelo Acordo de Bretton Woods. Em New Hampshire (EUA), reuniram-se representantes de 44 países, e foi definido um regime de câmbio em que o ouro e o dólar eram transformados no eixo do sistema monetário internacional. Em suma, o dólar substituiu a libra esterlina.
Este sistema, começou a apresentar dificuldades pouco tempo depois, devido à emissão progressiva de dólar pelos EUA, para garantir recursos para financiar seus gastos públicos e a política externa. A emissão descontroladade dólares resultou em inflação para a economia mundial, atraindo, por um lado, os protestos de personalidades internacionais, e por outro, a troca das reservas em dólares da vários países por respectivas quantidades em ouro, colocando em risco as próprias reservas norte-americanas.
Em 1971, o presidente norte-americano Richard Nixon quebrou o acordo de Bretton Woods, suspendendo a conversibilidade do dólar ou do ouro, e depois desvalorizando o dólar e liberando o preço do dólar em relação ao ouro e outras moedas.
Em 1976, na reforma monetária da Jamaica, oficializou-se outra ordem monetária internacional que deixava livre a taxa cambial dos países. Era uma nova ordem inspirada nos monetaristas norte-americanos liderados por Milton Friedman, em que prevaleciam as taxas flutuantes das moedas, livremente determinadas pelos mercados.
Foi dentro dessa ordem que, na década de 70, ocorreu uma acentuada desvalorização do dólar em relação a outras moedas como o iene e o marco, sendo revertida somente na década de 80, com o governo Reagan. Graças ao pagamento de altas taxas de juros aos investimentos feitos nos EUA dispensava a emissão de moeda e até servia para cobrir despesas. A partir de 1985, o governo norte-americano retornou passo a passo a normalização da taxa cambial do dólar, desvalorizando-o em relação ao iene e marco alemão, conservando a taxa cambial flutuante.
É em tal sistema de taxas flutuantes, bem parecido com o quadro monetário das décadas de 20 e 30, que se facilitam as idas e vindas do capital especulativo, resultando nas recentes oscilações das taxas cambiais nas nações.
Acrescenta-se que o capital internacional em circulação é gigantesco e em crescimento, contando com uma parte expressiva destinadas aos investimentos não produtivos, isto é, especulativo, um capital perseguidor de oportunidades locais, que, uma vez obtido o ganho, procura logo outras chances de rápida lucratividade.
Tal investimento especulativo, conhecido como hot-money, é estimado por alguns especialistas em cerca de 13 trilhões de dólares por dia (1995), circulando pela economia mundial em busca de rendimentos e fugindo de crises e perdas. É responsável, às vezes, pela criação de ambientes propícios ao reerguimento econômico de certas regiões e, em outras, por colapsos.
O exemplo recentemente de imensos investimentos e depois dos capitais especulativos aconteceu no México, em 1994-95, obrigando o governo daquele país a buscar ajuda financeira internacionais. O empenho norte-americano visou evitar uma completa quebradeira do México, cujas dificuldades, temia-se, poderiam irradiar-se para todo o Nafta. Para o México, a crise derrubou o PIB em mais de 7%, dobrou o desemprego e fez a inflação saltar de 7,1% (1994) para 48% (1995).
O efeito da crise mexicana respingou por vários outros países latino-americanos, provocando saídas momentâneas de parte dos capitais investidos neste país, afetando a solidez econômica local.
Tal foi a importância da questão especulativa para a ordem monetária internacional que, em resposta, surgiram diversas propostas para algum controle sobre o hot-money, a exemplo de taxações sobre os capitais especulativos e uma reforma mais ampla que envolveria todo o sistema monetário internacional, como o plano sugerido pelo G24.
Longe de um equacionamento à altura da globalização capitalista, o sistema monetário internacional, em 1996, continuava possuído da força de seu gigantismo e de crescentes dificuldades, mantendo sempre presentes a possibilidade de sérias crises localizadas.
Paulo Silva Ferreira


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Quantas pessoas já existiram desde o surgimento do homem?

Segundo estimativas do Population Reference Bureau (PRB), instituição que realiza pesquisas e análises de dados demográficos financiada por fundações privadas, agências governamentais e doadores individuais, já nasceram desde o surgimento do Homo sapiens 108 bilhões de pessoas. Carl Haub, pesquisador do PRB, explica que o cálculo utilizado para chegar a este número é um Guesstimating (uma estimativa realizada com informações incompletas), pois envolve suposições dos tamanhos de população para diferentes pontos da antiguidade até o presente com aplicação de taxas de natalidade assumidas (portanto, não reais) para cada período.
O PRB divulgou uma primeira análise sobre o assunto em 1995, atualizando os dados em 2002 e, mais recentemente, em 2011. Os dados não podem ser considerados científicos, afinal não há registros demográficos disponíveis para serem calculados em 99% da extensão da estadia no planeta Terra. A instituição, através de uma especulação sobre as populações pré-históricas, denominada por eles de "semi-científica", busca se aproximar de uma resposta para esta questão. "Nossa estimativa é que 6,5% de todas as pessoas que já nasceram estão vivos hoje. Isso é realmente uma porcentagem muito grande quando você pensa sobre o assunto", afirmou Haub.
Os pesquisadores partem da ideia de que esta estimativa depende de basicamente dois fatores: o tempo que cada ser humano fica na Terra e o tamanho médio da população nos diversos períodos históricos. Mesmo assim, a própria complexidade que envolve a data certa do surgimento do Homo sapiens interfere para saber quantas pessoas nasceram antes.
No alvorecer da agricultura, cerca de 8 mil anos a.C., a população do mundo estava em algum lugar na ordem de 5 milhões. Naquela época, as adversidades relacionadas à sobrevivência (como fome e condições climáticas) tornavam o crescimento lento e a expectativa de vida curta. Estimativas de expectativa de vida média da Idade do Ferro na França são colocadas em apenas 10 ou 12 anos.
Sob essas condições, a taxa de natalidade teria que ser cerca de 80 por 1.000 pessoas apenas para a espécie conseguir sobreviver. Hoje, uma alta taxa de natalidade são aquelas de 45 a 50 por 1.000 habitantes, observada em apenas alguns países da África e em vários países do Oriente Médio que têm populações jovens.
Os apontamentos não são precisos. Mesmo assim, percebe-se pelos registros históricos que a população crescia lentamente. Em 1650, o crescimento reduziu e uma das razões apontadas pelos cientistas é a Peste Negra, que não se limitou à Europa do século 14 - acredita-se que metade Império Bizantino foi destruída no século 6, um total de 100 milhões de mortes, devido à epidemia. Essas grandes flutuações no tamanho da população durante longos períodos dificultaram chegar ao número correto de quantas pessoas já viveram.
A partir de 1800 a população mundial passa a marca de 1 bilhão e, desde então, continua a crescer vertiginosamente.

terça-feira, 19 de junho de 2012

COSMOLOGIA

A Cosmologia  é a ciência que pesquisa o nascimento, o progresso e a disposição estrutural do Universo, sempre com base no método teórico-experimental, próprio da Ciência. Esta expressão vem do grego cosmos, ordem, mundo, e logos, discurso, estudo. Ela procura compreender o Cosmos no seu todo, englobando um campo semelhante ao observado pela Astrofísica, que pertence à esfera da Astronomia e estuda o Universo a partir das teorias físicas.
Ptolomeu e Nicolau Copérnico foram os pioneiros da Cosmologia, elaborando as primeiras teorias deste campo. O primeiro acreditava que as esferas que se avistam no céu tinham seus movimentos submetidos às leis naturais, defendia que a Terra era esférica, não plana, como afirmavam as antigas civilizações, e postulava a harmonia dos mundos. Já Copérnico oferecia à Humanidade um sistema no qual os planetas desenvolviam órbitas circulares em volta do Sol. Esta visão foi transformada por Johannes Kepler, que substituía esta circularidade por trajetórias elípticas. Neste período, muitos preservavam a crença na teoria geocêntrica, defendida pelos aristotélicos, segundo a qual nosso Planeta era considerado o centro do Universo.
Antes deste ponto de vista científico sobre o Universo, os antigos aliavam o exame das esferas celestes à versão religiosa, imprimindo esta interpretação na arte rupestre, desenvolvida pelos homens primitivos. Para eles, as estrelas eram luzes imóveis em um céu móvel. Muitas destas crenças, como as que postulavam o renascer diário do Sol, que morria sempre que a noite caía, deram origem a várias religiões na Antiguidade.
Com o progresso da Ciência, vários estudiosos contribuíram para a construção do conhecimento que se detém atualmente. O holandês Willen de Sitter concebeu um padrão móvel do Universo, em 1917. Este paradigma foi seguido, no ano de 1922, pelo matemático russo Alexander Friedmann e também pelo sacerdote Georges Lemaitre. Este belga defendia que as galáxias são frações originadas a partir da explosão do núcleo, resultando na propagação do Universo. Assim nasceu a famosa teoria do Big Bang, a qual procura compreender o surgimento do Cosmos.
Em 1948, o físico russo George Gamow, naturalizado americano, mudou um pouco essa teoria, afirmando que os vários elementos existentes foram elaborados ao longo dos primeiros momentos após a Grande Explosão. Neste instante, devido à alta densidade e à elevada temperatura, partículas subatômicas sofreram uma intensa fusão, constituindo os elementos químicos. Neste contexto, a matéria nascente cresceu muito rápido. Ao realizar este movimento, com o consequente esfriamento, o hélio e o hidrogênio  se condensaram, formando o que se conhece como estrelas e galáxias, que hoje habitam o Universo.
Ana Lucia Santana

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A pressão atmosférica e os ventos - Brasil

Sabemos que a pressão atmosférica varia com a altitude e com a temperatura. Essas variações e diferenças na pressão atmosférica determinam, ao longo do ano, os centros de altas e de baixas pressões e, conseqüentemente, a circulação atmosférica, com alguns ventos importantes.
Nossa atmosfera é agitada, constantemente, pêlos alísios. Tais ventos regulares provocam chuvas ora na Região Norte, ora na Zona da Mata do Nordeste e, por vezes, na Região Centro-Oeste.
As brisas, ventos periódicos que ocorrem nos litorais, são frequentes ao longo de toda a nossa extensa orla litorânea.
A atmosfera brasileira é agitada ainda por outros ventos, locais e variáveis, tais como:
• o minuano ou pampeiro, vento local frio, que castiga o Rio Grande do Sul, nos meses de inverno;
• o noroeste, vento quente procedente do Centro-Oeste, que "varre" o Estado de São Paulo, principalmente no inverno (agosto), provocando chuvas e alguns acidentes, como destelhamentos de casas e de barracões.
Considerando apenas as capitais brasileiras, as de maiores pressões atmosféricas são Rio de Janeiro e Florianópolis, ambas com mais de 1 014 milibares. Brasília, devido a sua maior altitude, é a capital de menor pressão atmosférica no Brasil, com apenas 887 mb.
Significados:
agitada - movimentada.
alísios - ventos regulares que se deslocam dos Trópicos para a região equatorial.
milibar - unidade de medida da pressão atmosférica, que é simbolizada por mb.
Fonte: Grupo Escolar.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

BENTENG CHITTORGAN - ÍNDIA

Imagem: Kazuhiro Nishi.

Nova rota pelo Ártico vira opção de navegação com derretimento de icebergs


Cem anos depois do naufrágio do Titanic, uma nova rota de navegação comercial ligando o Atlântico Norte e o Pacífico pelo Ártico, apresenta riscos e desafios ainda desconhecidos, apontam especialistas.
Conhecida como Passagem do Nordeste ou Rota Marítima do Norte, a partir de 2009 a região tornou-se uma opção viável em diferentes épocas do ano.
A abertura da rota só foi possível pelo derretimento de icebergs e áreas de gelo devido às mudanças climáticas, aponta o relatório Segurança e Transportes 1912-2012, do Titanic ao Costa Concordia, elaborado pela seguradora alemã Alianz.
''A operação de navios na região está exposta a uma série de riscos, como más condições climáticas e dificuldades de comunicação, e muitos permanecerão desconhecidos por muito tempo'', acrescenta a pesquisa.
Ártico desconhecido
Chris Parry, contra-almirante reformado da Marinha Real Britânica, onde atuou por 35 anos, diz que a principal dificuldade da navegação na região é o fato de que o Ártico ainda é amplamente desconhecido, sem cartas náuticas elaboradas.
''Embora a Marinha russa tenha operações no Ártico, a região ainda é desconhecida, e não há estruturas de resgate. Conforme esta rota for mais utilizada, haverá a necessidade de usar satélites para mapeá-la'', diz.
Ex-presidente do Comitê de Gerenciamento Marinho da Grã-Bretanha, Parry avalia que a Rússia, os Estados Unidos e o Canadá devem ser os três países mais interessados na importância estratégica e comercial da região, que deve crescer como rota comercial marítima na próxima década.
O relatório da Allianz prevê ainda que as operadoras de navios deverão construir embarcações com estruturas específicas e treinamento especial para a tripulação.
''Outros aspectos que precisam ser considerados são as implicações de segurança, a experiência da tripulação em navegação no gelo e treinamento emergencial'', acrescenta o estudo.
Fonte: BBC Brasil.


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Águas do Subsolo

O desperdício, a má utilização e a crescente contaminação dos lençóis freáticos nas áreas urbanizadas é um problema a ser enfrentado preventivamente antes que seja tarde. O controle de contaminação do solo por derivados de petróleo, produtos químicos e tóxicos variados, susceptíveis de se infiltrarem no lençol freático é um dever que temos para com essas águas ocultas. Fazer levantamento ecológico de quantidade de águas subterrâneas numa cidade ou região, suas características e dispor dos números seguros para poder avaliar regularmente sua evolução é uma obrigação do poder público e um medido de prudência que devemos as futuras gerações.
A água é um recurso finito. Embora seja abundante em nosso país há regiões onde ela começa a escassear como resultado de pratica predatório, mau planejamento e uso inadequado, mesmo naquelas cidades onde os abastamentos provem de rios caudalosos, terem um levantamento menancioso de suas reservas de água e poder acerá-las, monitorá-las e, eventualmente explorá-la obter nativamente, é algo de que não se pode abrir mão.
José Aranaldo Martins  de Sales.

terça-feira, 12 de junho de 2012

A Magnitude do Tempo Geológico

Mesmo hoje a quantidade real de tempo geológico decorrido, visto que e tremendamente grande, significa pouco, sem qualquer base de comparação. Para este fim, têm sido inventados numerosos esquemas nos quais, eventos geológicos chaves são localizados proporcionalmente, em unidades de comprimento ou tempo atuais, de modo a tornar o tempo geológico um tanto mais compreensível.
Comprimam-se. Por exemplo, todos os 4,5 bilhões de anos do tempo geológico em um só ano. Nesta escala, as rochas mais antigas reconhecidas datam de março. Os seres vivos apareceram inicialmente nos mares em maio. As
plantas e animais terrestres surgiram no final de novembro e os pântanos, amplamente espalhados que formaram os depósitos de carvão pensilvanianos, “floresceram” durante cerca de quatro dias no início de dezembro. Os dinossauros dominaram nos meados de dezembro, mas desapareceram no dia 26, mais ou menos na época que as montanhas rochosas se elevaram inicialmente. Criaturas humanóides apareceram em algum momento da noite de 31 de dezembro, e as recentes capas de gelo continentais começaram a regredir da área dos Grandes lagos e do norte da Europa a cerca de 1 minuto e 15 segundos antes da meia-noite do dia 31. Roma governou o mundo ocidental por 5 segundos, das 23h: 59mim: 45s até às 23h: 59mim: 50s. Colombo descobriu a América 3 segundos antes da meia-noite, e a ciência da geologia nasceu com os escritos de James Hutton exatamente há mais que 1 segundo antes do final de nosso movimentado ano dos anos.
Os especialistas interessados na idade total da Terra comumente consideram o princípio quando a Terra alcançou sua presente massa. Provavelmente, este era o mesmo ponto em que a crosta sólida da Terra se formou de início, mas não se tem rochas que datem deste tempo inicial. Na verdade, as evidências atualmente disponíveis sugerem que nenhuma rocha permaneceu do primeiro bilhão de anos, mais ou menos, da
história da Terra. Antes do princípio, processos cósmicos desconhecidos estavam produzindo a matéria, como a conhecemos hoje, para a Terra e para o nosso sistema solar. Este intervalo incluímos no tempo cósmico. É o tempo, desde o início da Terra, que constitui propriamente o tempo geológico.

A Cronologia das idéias sobre o Tempo Geológico
Entre 1500 e 1600. Nicolau Steno descreveu os princípios básicos da estratigrafia sobre a sucessão de estratos (início das idéias de tempo relativo).
1654. O Arcebispo Usher, baseado na geneologia da Bíblia assumiu que a Terra foi criada no dia 26 de outubro do ano 4004 ac, às 9:00h. Assim a Terra tinha 6.000 anos.
1785. James Hutton, reconhece os
processos atuantes no modelamento da superfície terrestre, tais como erosão, deposição e atividade vulcânica.
1815. Smith elaborou o princípio da sucessão faunística (usado para definir o incremento do tempo relativo).
1830. Charles Lyell, introduziu o conceito de tempo ilimitado e fundou a Geologia Histórica.
1859. Charles Darwin, afirmou que a maior parte do tempo geológico era representado por quebras de registros ou por camadas estéreis do que por camadas fossilíferas.
1896. Henry Bequerel, descobriu a radioatividade do Urânio.
1897. Lord Kelvin, calculou a idade da Terra entre 24 e 40 milhões de anos, baseado nas estimativas de perda de calor do
planeta.
1889-1901. John Joly, calculou a idade da Terra com base na taxa de saturação de sal nos oceanos em, aproximadamente 90 a 100 milhões de anos.
1907. Boltwood, com base no decaimento radioativo do Urânio para o Chumbo, calculou a idade da Terra em 1,64 bilhões de anos.
Atualmente, a rocha mais antiga da Terra, datada por espectrômetro de massa, tem idade 3,96 ba. E as rochas datadas mais antigas foram as da lua e de meteoritos, com idades na ordem de 4,6 bilhões de anos.

A divisão do Tempo Geológico
As primeiras pessoas que tentaram entender as relações geológicas de unidades de rochosas foram os mineiros. A mineração era de interesse comercial desde o tempo dos romanos, mas não foi até 1500 e 1600 que estes esforços produziram um interesse em relações de rochas locais.
Notando as relações entre as diferentes unidades de rochas, Nicolaus Steno, em 1669 descreveu dois princípios básicos da Geologia. O primeiro que as rochas sedimentares são depositadas de forma horizontal, e o segundo que as unidades de rochas mais jovens foram depositadas sobre unidades de rochas mais antigas. Um conceito adicional foi introduzido por James Hutton em 1795, e depois enfatizado por Charles Lyell antes de 1800. A idéia era que processos geológicos naturais eram uniformes em freqüência e magnitude ao longo de tempo, essa idéia conhecida como "Princípio do Uniformitarismo".
Os princípios de Steno permitiram os trabalhadores nos anos1600-1700 começarem a reconhecer as sucessões de rochas. Porém, as rochas eram descritas localmente pela cor, textura, ou até mesmo pelo cheiro, comparações entre sucessões de rochas de diferentes áreas não eram freqüentemente possíveis. O uso de fósseis foi o que permitiu os trabalhadores correlacionarem áreas geograficamente distintas. Esta contribuição foi possível porque os fósseis eram encontrados em amplas regiões da crosta terrestre.
A outra maior contribuição para a compreensão do tempo geológico veio dos agrimensores, construtores de canais e geólogos amadores da Inglaterra. Em 1815, Smith produziu um mapa geológico da Inglaterra no qual ele demonstrou a validade do princípio da sucessão faunística. Este princípio simplesmente declarava que os fósseis seriam encontrados nas rochas numa ordem muito definida. Este princípio conduziu outros que se seguiram a usarem os fósseis para definir incrementos dentro do tempo relativo.
A história da terra está hierarquicamente segmentada em divisões para descrever o tempo geológico. Com unidades crescentes de tempo, as divisões geralmente aceitadas são eon, era, período, época e idade. Na escala do tempo mostrada, são representados só os dois níveis mais altos desta hierarquia. O Eon de Fanerozóico representa o tempo durante o qual a maioria de organismos macroscópicos, algas, fungos e plantas viveram.
Quando foi proposta a primeira divisão de tempo geológico, começando pelo Fanerozóico (aproximadamente 540 milhões de anos ) pensava-se que o mesmo coincidia com o começo de vida. Em realidade, esta coincidia com o aparecimento de animais que eram envolvidos por esqueletos externos, como conchas e alguns animais mais recentes com esqueletos internos, tais como os elementos ósseos.
O tempo antes do Fanerozóico normalmente era chamado Pré-cambriano, o que qualifica como um " eon " ou " era ".
Em todo caso, o Eon Pré-cambriano normalmente é dividido nas três eras: Hadeano, Arqueano e Proterozóico. O Fanerozóico possui três divisões principais: as eras Cenozóico, Mesozóico e Paleozóico.
O " Zoic " vem de "Zoo" que significa animal. Esta é a mesma raiz como nas palavras Zoologia e Parque Zoológico (ou Jardim zoológico). "Cen " quer dizer recente, "Meso" quer dizer meio, e "Paleo" quer dizer antigo
Estas divisões refletem as principais mudanças na composição das faunas antigas, cada era sendo reconhecida por dominação por um grupo particular de animais. O Cenozóico, às vezes foi chamado a " Idade de Mamíferos ", o Mesozóico a "Idade de Dinossauros" e o Paleozóico a " Idade de Pesca ". Esta é uma visão demais simplificada que tem pouco valor . Por exemplo, outros grupos de animais viveram durante o Mesozóico. Além dos dinossauros, animais como mamíferos, tartarugas, crocodilos, rãs, e variedades incontáveis de insetos também viveram na terra.
Adicionalmente, havia muitos tipos de plantas que viveram no passado e já não vivem hoje. Floras antigas também passaram por grandes mudanças, e nem sempre nos mesmos momentos em que os grupos animais mudaram.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

SANEAMENTO BÁSICO

O saneamento básico, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é o gerenciamento ou controle dos fatores físicos que podem exercer efeitos nocivos ao homem, prejudicando seu bem-estar físico, mental e social.
Outra definição é a trazida pela Lei do Saneamento Básico (apelido dado para a Lei Ordinária N.º 11.445 de 05 de janeiro de 2007 que estabelece as diretrizes básicas nacionais para o saneamento), que o define como o “conjunto de serviços, infra-estruturas e instalações operacionais de:” abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais.
A falta de saneamento básico é um dos problemas mais graves nas grandes periferias do Brasil.
Seja qual for a definição utilizada, o certo é que o saneamento básico está intimamente relacionado ás condições de saúde da população e mais do que simplesmente garantir acesso aos serviços, instalações ou estruturas que citam a lei, envolvem, também, medidas de educação da população em geral e conservação ambiental.
Segundo o conceito de Promoção de Saúde proposto pela OMS desde a Conferência de Ottawa, Japão, em 1986, um dos fatores mais importantes da saúde são as condições ambientais. O que abrange o lugar, ou meio em que se vive que, quando insalubre pode ocasionar e transmitir várias doenças e, também, as condições do meio ambiente em que a pessoa está inserida, pois a qualidade do ar, da água e do solo também são fatores determinantes para saúde das pessoas. Basta citar como exemplo as doenças respiratórias causadas pela poluição das grandes cidades.
História do Saneamento Básico
A preocupação com o saneamento básico é algo que vem desde a antiguidade quando do surgimento e expansão das primeiras cidades. O primeiro aqueduto de que se tem notícia foi construído em 691 a.C., na Assíria. Sem falar nos que foram construídos em Roma com quilômetros de extensão. Entretanto, por muito tempo, os conhecimentos que eram adquiridos por uma civilização acabavam morrendo com ela e, por isso, a cada nova civilização os conhecimentos tinham de ser redescobertos. Junto com seus benefícios.
Atualmente o benefício mais difundido do saneamento básico tem a ver com sua característica de prevenção. Estudos comprovam que para, aproximadamente, cada 1 real investido em saneamento básico têm-se um economia de 4 reais com assistência médica. É que com o acesso a água potável e condições mínimas de higiene, inúmeras doenças podem ser evitadas, dispensando o tratamento e todos os custos advindos dele.
Caroline Faria


sexta-feira, 8 de junho de 2012

ALENTEJO - PORTUGAL

Fonte:Foto - Kazuhiro Nishi.

REGIÃO NORTE EM DADOS

Informações e dados da região Norte do Brasil
- População: 15.865.678 (Censo IBGE 2010)
· Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
· Vegetação: Floresta Amazônica (quase todo território da região norte), vegetação de mangue (litoral do Amapá e Pará) e Cerrado (extremo sul do Amazonas, Pará, Tocantins e Rondônia).
· Clima: prevalece na região o clima equatorial, com temperaturas elevadas e índice pluviométrico (de chuvas) elevado.
· Rios Principais: rio Amazonas, rio Negro, rio Solimões, rio Xingú, rio Tocantins, rio Madeira, rio Juruá, rio branco, rio Tapajós, rio Paru e rio Uamutã.
· Usinas Hidrelétricas: Usina Hidrelétrica de Balbinos, de Samuel, Santarém, Tucuruí e São Felix.
· Agricultura (principais produtos agrícolas): soja (crescimento expressivo nos últimos anos), guaraná, arroz, mandioca, cacau, maracujá e cupuaçú.
· Economia: Baseada no extrativismo vegetal e na agricultura. Pecuária bufalina em Roraima e na Ilha de Marajó. No setor industrial destaca-se o Pólo Industrial de Manaus, na cidade de Manaus-AM. Nesta região há grande produção de eletrônicos, relógios, eletrodomésticos e suprimentos de informática.
· Turismo: A beleza natural da Floresta Amazônica (fauna, flora, cachoeiras, corredeiras, rios) tem atraído cada vez mais turistas do Brasil e de vários países do mundo. Além do ecoturismo, existem festas e pontos turísticos importantes: Mercado Ver-o-Peso (Belém), Museu Paraense Emilio Goeldi, Teatro da Paz (Belém), Teatro Amazonas (Manaus).
· Cultura: Danças típicas (marujada, carimbó, cirandas), Festival Folclórico de Parintins, festa religiosa do Cirio de Nazaré (Belém). Na culinária é forte a influência indígena. Os pratos típicos que se destacam são: pirarucu de casaca, tacaca, açai, pato no tucupi e maniçoba.
Fonte: Sua Pesquisa.


quinta-feira, 7 de junho de 2012

AMERICA ANDINA

É chamada de América Andina a região da América do Sul cortada pela Cordilheira dos Andes, uma cadeia montanhosa que se estende de norte a sul da costa oeste da América do Sul. Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Chile são os países cortados pela Cordilheira dos Andes, que compõem a América Andina.
Na América Andina são encontradas três paisagens com clima e vegetação distintas: A Cordilheira dos Andes; as planícies litorâneas (às margens do Oceano Pacífico) e as planícies orientais (terras baixas amazônicas). O clima varia de acordo com a distância da Cordilheira: pode ser tropical, desértico, equatorial, mediterrâneo ou temperado.
Os habitantes da América Andina são predominantemente mestiços, com descendência espanhola e indígena, embora Equador e Peru sejam exceções, pois nesses países a maioria é indígena. A língua oficial nos países andinos é o espanhol, e a religião predominante é a católica, o que segundo Silva (2006, p. 72), “reflete a colonização espanhola”.
A maior parte da população está concentrada nos planaltos em torno da Cordilheira dos Andes ou nas planícies litorâneas, predominantemente em zona urbana, o que piora as condições de vida de grande parte da população desses países que são considerados subdesenvolvidos.
A economia dos países andinos é baseada em atividades primárias, tais como: mineração, pesca, agricultura e pecuária. Em relação à mineração, os principais recursos encontrados são: Petróleo (Equador, Colômbia e sobretudo na Venezuela); chumbo e prata (Peru); cobre (Chile); estanho, bauxita e gás (Bolívia). A pesca é destaque no Equador, Colômbia e principalmente no Peru. A agricultura familiar, ou de subsistência, é pratica entre os camponeses mais pobres, que plantam com poucos recursos.  Contrastando com a agricultura de subsistência, a agricultura comercial utiliza técnicas modernas, e se concentra em grandes propriedades cujos produtos são voltados para a exportação. A pecuária, tanto de bovinos quanto de ovinos é de baixa produtividade, e não chega a atender o mercado interno (SILVA, 2006, p. 72).
Bolívia, Colômbia, Equador e Peru são países membros da Comunidade Andina de Nações (CAN), que é um Bloco Econômico formado a partir do Acordo de Cartagena, em 1969. O Chile deixou o bloco em 1977, embora permaneça como país associado. A Venezuela deixou a Comunidade Andina em 2006.
Thais Pacievitch

quarta-feira, 6 de junho de 2012

FLORESTA AMAZONICA

Situada na região norte da América do Sul, a floresta amazônica possui uma extensão de aproximadamente 7 mil quilômetros quadrados, espalhada por territórios do Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. Porém, a maior parte da floresta está presente em território brasileiro (estados do Amazonas, Amapa, Rondônia, Acre, Pará e Roraima). Em função de sua biodiversidade e importância, foi apelidada de o "pulmão do mundo".
Conhecendo a floresta 
É uma floresta tropical fechada, formada em boa parte por árvores de grande porte, situando-se próximas uma das outras (floresta fechada). O solo desta floresta não é muito rico, pois possui apenas uma fina camada de nutrientes. Esta é formada pela decomposição de folhas, frutos e animais mortos. Este rico húmus é matéria essencial para as milhares de espécies de plantas e árvores que se desenvolvem nesta região. Outra característica importante da floresta amazônica é o perfeito equilíbrio do ecossistema. Tudo que ela produz é aproveitado de forma eficiente. A grande quantidade de chuvas na região também colabora para o seu perfeito desenvolvimento.
Como as árvores crescem muito juntas uma das outras, as espécies de vegetação rasteira estão presentes em pouca quantidade na floresta. Isto ocorre, pois com a chegada de poucos raios solares ao solo, este tipo de vegetação não consegue se desenvolver. O mesmo vale para os animais. A grande maioria das espécies desta floresta vive nas árvores e são de pequeno e médio porte. Podemos citar como exemplos de animais típicos da floresta amazônica: macacos, cobras, marsupiais, tucanos, pica-paus, roedores, morcegos entre outros. Os rios que cortam a floresta amazônica (rio amazonas e seus afluentes) são repletos de diversas espécies de peixes.
O clima que encontramos na região desta floresta é o equatorial, pois ela está situada próxima à linha do equador. Neste tipo de clima, as temperaturas são elevadas e o índice pluviométrico (quantidade de chuvas) também. Num dia típico na floresta amazônica, podemos encontrar muito calor durante o dia com chuvas fortes no final da tarde.
Problemas atuais enfrentados pela floresta amazônica:
Um dos principais problemas é o desmatamento ilegal e predatório. Madereiras instalam-se na região para cortar e vender troncos de árvores nobres. Há também fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo (principalmente de soja). Estes dois problemas preocupam cientistas e ambientalistas do mundo, pois em pouco tempo, podem provocar um desequilíbrio no ecossistema da região, colocando em risco a floresta.
Outro problema é a biopirataria na floresta amazônica. Cientistas estrangeiros entram na floresta, sem autorização de autoridades brasileiras, para obter amostras de plantas ou espécies animais. Levam estas para seus países, pesquisam e desenvolvem substâncias, registrando patente e depois lucrando com isso. O grande problema é que o Brasil teria que pagar, futuramente, para utilizar substâncias cujas matérias-primas são originárias do nosso território.
Com a descoberta de ouro na região (principalmente no estado do Pará), muitos rios estão sendo contaminados. Os garimpeiros usam o mercúrio no garimpo, substância que está contaminando os rios e peixes da região. Índios que habitam a floresta amazônica também sofrem com a extração de ouro na região, pois a água dos rios e os peixes são importantes para a sobrevivência das tribos.
Fonte: Sua Pesquisa.


terça-feira, 5 de junho de 2012

ÁFRICA SUBSAARIANA

Parte do continente africano situada ao sul do deserto do Saara. Compõe-se de 47 países, muitos dos quais considerados os mais pobres do mundo, com elevadas taxas de mortalidade infantil, altas taxas de analfabetismo e os mais baixos IDHs.

Importância da Camada Superficial de Solos para a Sociedade Brasileira

Talvez não exista no âmbito da Geologia de Engenharia e da Agronomia recomendação técnica mais simples, clara e de tamanha importância para as atividades humanas no meio rural e no meio urbano como a de conservar intacta a camada de solos superficiais, evitando removê-la ou revolvê-la.
Via de regra, a camada superficial de solos (horizonte B agronômico - algo na faixa de 0,5 a 2,0 metros de espessura) tem uma composição bem mais argilosa em relação aos horizontes inferiores (solo residual e solo saprolítico – horizonte C agronômico), o que lhe confere uma coesão entre partículas muito maior, tornando-a, por conseguinte, mais resistente aos processos erosivos de superfície.
É interessante a explicação do motivo pelo qual há mais minerais argilosos na proximidade da superfície dos terrenos. Os minerais das rochas primárias (magmáticas ou metamórficas) foram formados em condições extremas de temperatura e pressão. Ou seja, são ambientalmente compatíveis com essas condições extremas, e, portanto, francamente desarmônicos com as condições ambientais hoje vigentes na superfície do planeta. O processo de alteração de uma rocha é assim um processo que caminha na produção de novos minerais, mais compatíveis com o meio-ambiente da superfície. Desses novos minerais, os mais equilibrados com esse novo ambiente são os minerais argilosos.
Além do intemperismo (desagregação e alteração físico-química dos minerais da rocha) são também importantes na formação dos solos superficiais dois outros processos. A pedogênese, que envolve a alteração bio-química dos minerais, e a laterização, que implica na migração de íons no interior do solo. Ambos estes processos colaboram com a produção de argilo-minerais e com a cimentação das partículas por diversas classes de óxidos, o que contribui também para a forte ligação entre as partículas desses solos.
Em decorrência desses fatores formacionais, os solos superficiais chegam a ser 30 (trinta) vezes mais argilosos do que os solos das camadas inferiores. E até mais de 100 (cem) vezes mais resistentes à erosão.
Além da erosão, no meio rural o contínuo revolvimento dos solos superficiais, a não adoção de técnicas conservacionistas de cultivo como as curvas de nível, a rotação de culturas, o plantio direto, faz com que sejam lixiviados (carreados por percolação interna de água) e removidos os principais elementos nutritivos desses solos, tornando-os progressivamente estéreis para a agricultura, deficiência em parte somente compensada com expressivos gastos em fertilizantes, corretivos e defensivos agrícolas.
Do ponto de vista econômico, os processos erosivos rurais e urbanos incidem em prejuízos da ordem de bilhões de dólares/ano para a sociedade brasileira. No Brasil, a perda média de solos por erosão superficial nas áreas rurais utilizadas pela agricultura e pela pecuária está estimada em torno de 25 toneladas de solo por hectare/ano, ou seja, algo em torno de 1 bilhão de toneladas de solo perdidas anualmente, e que, agudizando o desastre, promovem o intenso assoreamento de cursos d’água, lagos e várzeas. Na área urbana o problema não é menor. Na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, a perda média de solos por erosão está estimada em algo próximo a 15 toneladas de solo por hectare/ano, decorrendo problemas fantásticos para a infra-estrutura urbana, com especial destaque colaborando para os gravíssimos fenômenos de enchentes. No caso urbano, o principal fator de remoção da camada superficial de solos está na problemática cultura da terraplenagem, implementada de forma intensa, extensa e despropositada nas frentes de expansão urbana, via de regra removendo por completo os solos superficiais e expondo à erosão os solos mais erodíveis das camadas inferiores.
Os prejuízos para a sociedade brasileira advindos da remoção e do revolvimento dos solos superficiais no meio rural e urbano são de tal monta que estão a exigir e inspirar uma verdadeira cruzada tecnológica por sua preservação, a ser promovida pelo Poder Público de todos os níveis e pelos empreendimentos privados diretamente envolvidos com o problema. Certamente, a primeira iniciativa neste sentido caberá ao meio técnico-científico brasileiro.
Álvaro Rodrigues dos Santos




segunda-feira, 4 de junho de 2012

MERCOSUL

O Mercado Comum do Sul ( Mercosul ) foi criado em 26/03/1991 com a assinatura do Tratado de Assunção no Paraguai. Os membros deste importante bloco econômico do América do Sul  são os seguintes países : Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A aprovação da entrada da Venezuela está na dependência de aprovação do Congresso Nacional do Paraguai, pois os congressos nacionais do Brasil, Argentina e Uruguai já aprovaram a entrada da Venezuela no Mercosul.
Embora tenha sido criado apenas em 1991, os esboços deste acordo datam da década de 1980, quando Brasil e Argentina assinaram vários acordos comerciais com o objetivo de integração. Chile, Equador, Colômbia, Peru e Bolívia poderão entrar neste bloco econômico, pois assinaram tratados comerciais e já estão organizando suas economias para tanto. Participam até o momento como países associados ao Mercosul.
Etapas e avanços 
No ano de 1995, foi instalada a zona de livre comércio entre os países membros. A partir deste ano, cerca de 90% das mercadorias produzidas nos países membros podem ser comercializadas sem tarifas comerciais. Alguns produtos não entraram neste acordo e possuem tarifação especial por serem considerados estratégicos ou por aguardarem legislação comercial específica.
Em julho de 1999, um importante passo foi dado no sentido de integração econômica entre os países membros. Estabelece-se um plano de uniformização de taxas de juros, índice de déficit e taxas de inflação. Futuramente, há planos para a adoção de uma moeda única, a exemplo do fez o Mercado Comum Europeu.
Atualmente, os países do Mercosul juntos concentram uma população estimada em 311 milhões de habitantes e um PIB (Produto Interno Bruto) de aproximadamente 2 trilhões de dólares.
Os conflitos comerciais entre Brasil e Argentina
As duas maiores economias do Mercosul enfrentam algumas dificuldades nas relações comerciais. A Argentina está impondo algumas barreiras no setor automobilístico e da linha branca ( geladeiras, micro-ondas, fogões ), pois a livre entrada dos produtos brasileiros está dificultando o crescimento destes setores na Argentina.
Na área agrícola também ocorrem dificuldades de integração, pois os argentinos alegam que o governo brasileiro oferece subsídios aos produtores de açúcar. Desta forma, o produto chegaria ao mercado argentino a um preço muito competitivo, prejudicando o produtor e o comércio argentino.
Em 1999, o Brasil recorreu à OMC ( Organização Mundial do Comércio ), pois a Argentina estabeleceu barreiras aos tecidos de algodão e lã produzidos no Brasil. No mesmo ano, a Argentina começa a exigir selo de qualidade nos calçados vindos do Brasil. Esta medida visava prejudicar a entrada de calçados brasileiros no mercado argentino.
Estas dificuldades estão sendo discutidas e os governos estão caminhando e negociando no sentido de superar barreiras e fazer com que o bloco econômico funcione plenamente.
Espera-se que o Mercosul supere suas dificuldades e comece a funcionar plenamente e possibilite a entrada de novos parceiros da América do Sul. Esta integração econômica, bem sucedida, aumentaria o desenvolvimento econômico nos países membros, além de facilitar as relações comerciais entre o Mercosul e outros blocos econômicos, como o NAFTA e a União Européia. Economistas renomados afirmam que, muito em breve, dentro desta economia globalizada as relações comerciais não mais acontecerão entre países, mas sim entre blocos econômicos. Participar de um bloco econômico forte será de extrema importância para o Brasil.
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