terça-feira, 1 de maio de 2012

O DOMÍNIO GEOPOLÍTICO

O século XIX, era a época de forte domínio político  e mercadológico da Grã-Bretanha, país que também exercia forte influência militar. O mesmo poder fora desenvolvido  pelos EUA no século XX, que introduziu o “american way life” em todo o planeta, forte influência econômica e política conquistada no período entre guerras.
Além da supremacia norte-americana, houve o domínio soviético no leste-europeu, países da Ásia, África e Cuba, alimentando o conflito ideológico político da Guerra Fria com os EUA. Para muitos especialistas em geopolítica, o século XX terminou em 1989, com a queda do muro de Berlim e do fim da Guerra Fria, através da extinção da URSS.
A União Europeia iniciou a sua consolidação em 1993, e com a emergência de mercados promissores na Ásia, destacando-se a China, a competição pelo “Domínio Geopolítico” deixa de ser ideológico e militar, para ser de ordem econômica. A competição econômica atual não divide o mundo entre parceiros de um lado e inimigos do outro, tanto que Hugo Chávez, como presidente da Venezuela e defensor do new-populismo é crítico feroz dos EUA, mas mantém ótima relação comercial com os “yankes” norte-americanos.
Com o surgimento de novos mercados e campo de negócios maior nos países emergentes, países ricos como EUA, Alemanha, Inglaterra e Japão se viram como vítimas mais frágeis da crise mundial desencadeada em 2008, em virtude dos títulos podres do sistema financeiro norte-americano. Por outro lado, a crise se demonstrou mais branda em economias emergentes como Brasil, China e Índia.
Dentro desta perspectiva, há a teoria de que o mundo não será mais regido por uma única potência, mas por várias nações detentoras de conhecimentos e condições específicas, tornar-se-ão potências em determinadas áreas, haverá a potência em energia, em biotecnologia, em meio ambiente, em sistema financeiro, em tecnologia, entre outros setores, aprofundando o intercâmbio entre as nações, e quem sabe a realização de uma humanidade com mais acesso à educação e oportunidades distribuídas de maneira equitativa no planeta, o que permitiria a construção de uma paz social planetária.
Fernando Rebouças.

Nenhum comentário:

Postar um comentário