segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sensores de GPS da Nasa serão usados na análise de terremotos

A Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) está se preparando para testar uma rede de sensores do sistema GPS que pode ajudar na obtenção de análises mais rápidas e eficientes de terremotos.
Quase 500 desses sensores serão colocados em três Estados da costa oeste americana - Califórnia, Oregon e Washington. O plano é identificar a localização e a magnitude dos tremores poucos minutos depois da ocorrência e já acionar as medidas de emergência. O sistema também deve ajudar na projeção de tsunamis eventualmente causados pelo deslocamento das placas tectônicas.
O sistema é chamado de Readi (Real-time Earthquake Analysis for Disaster Mitigation Network, ou Rede de Análise de Terremotos em Tempo Real para a Mitigação de Desastres, em português) e aprimora as técnicas que usavam as informações passadas minuto a minuto pelo GPS para avaliar os efeitos dos tremores. De acordo com um pesquisador japonês, é possível até que a ferramenta ajude na previsão de terremotos, algo atualmente fora do alcance tecnológico.
A nova rede de sensores ainda é um módulo de testes para um projeto de implementação de um sistema muito maior, mas já pode atuar como uma nova ferramenta entra as muitas desenvolvidas nos últimos anos para melhorar as ações de resposta a terremotos e tsunamis.
"Com a rede Readi, permitimos a evolução de tecnologias em tempo real para que os sistemas nacionais e internacionais de resposta a desastres consiga avanços", diz Craig Dobson, da divisão de perigos naturais da Nasa. "Esse protótipo é um passo significativo na direção do nosso objetivo, que é otimizar os sistemas de resposta no Anel de Fogo do Pacífico", conclui.
Fonte: ESTADÃO

sexta-feira, 27 de abril de 2012

REGIÃO SUDESTE EM DADOS

- População: 80.353.724 (Censo IBGE 2010)
· Estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
· Vegetação: em função do desenvolvimento urbano e agrícola, grande parte da vegetação nativa desapareceu. Destaca-se a Mata Atlântica na região litorânea.
· Rios Principais: rio Tietê, Paraná, São Francisco e Rio Grande.
· Agricultura: destaque para o plantio de cana-de-açúcar, café, algodão e soja.
· Economia: região com intenso desenvolvimento das indústrias de automóveis, metalúrgicas, alimentícia, tecnológica, etc. As áreas de serviço e comércio também se destacam. A região Sudeste é a mais industrializada do Brasil. O principal porto do Brasil localiza-se na cidade de Santos-SP.
· Urbanização: na região Sudeste concentra-se grande parte da população brasileira. As cidades mais populosas do Brasil estão no Sudeste. São elas: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O crescimento desordenado destas cidades gerou, nos últimos anos, sérios problemas urbanos como, por exemplo, desemprego, poluição, trânsito, falta de moradia, violência urbana e desigualdade social.
Fonte: Sua Pesquisa.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

GRÁFICOS


 Os vários tipos de representação gráfica constituem uma ferramenta importante, pois permitem a análise e a interpretação de dados e informações. Os gráficos estão presentes em diversos meios de comunicação (jornais, revistas, internet) e estão ligados aos mais variados assuntos do nosso cotidiano. Sua importância se dá devifo à facilidade e rapidez com que podemos interpretar as informações. Os dados coletados e distribuídos em planilhas e relatórios(muitas vezes extensos) podem ser organizados em gráficos e apresentados de uma forma mais clara e objetiva.
MODELOS DE GRÁFICOS

Gráfico de Colunas

Gráfico de Linhas
Gráfico Curcular




POPULAÇÃO DA OCEANIA

A Oceania é o continente menos povoado do mundo, à exceção da Antártica. A população autóctone é constituída por australóides, melanésios, papuas e polinésios. Os australóides, pouco numerosos frente à população branca, de origem majoritariamente anglo-saxônica, concentram-se nos territórios do norte da Austrália e têm traços raciais bem característicos, como a projeção anormal dos maxilares e a proeminência dos arcos superciliares.
Os melanésios e papuas formam o principal núcleo do grande grupo de negros da Oceania. Os primeiros, denominados negritos, são de baixa estatura e vivem em certos pontos do interior da Nova Guiné e ilhas Salomão, assim como nas Filipinas e na Malásia. Os outros, mais numerosos, são os negros oceânicos, dentre os quais se podem distinguir os melanésios propriamente ditos, de cabelo encarapinhado e dolicocéfalos, e os papuas, de cabelos ondulados e menos dolicocéfalos.
Os papuas não formam a totalidade dos povos da Nova Guiné, onde há também muitos melanésios, mas são encontrados também em Vanuatu. Os polinésios têm pele mais clara, cabelos ondulados ou lisos, e habitam o Havaí, Taiti, Samoa e Nova Zelândia (maoris).
A população de origem européia predomina na Austrália e na Nova Zelândia, e é numerosa no Havaí, na Nova Caledônia e em Papua-Nova Guiné. Os japoneses constituem uma elevada porcentagem da população do Havaí, e os descendentes de naturais do Hindustão são majoritários em Fidji. Outros povos asiáticos, sobretudo chineses, também participam da composição étnica das ilhas da Oceania.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

ECONOMIA ASIÁTICA


As riquezas naturais do continente asiático se repartem de forma muito desigual por seu extenso território. O subdesenvolvimento econômico é a característica geral da maior parte dos países, à exceção de Cingapura, Coréia do Sul, Formosa, Hong Kong, Japão, Israel e Federação Russa.
Os grandes desertos, tundras e zonas montanhosas limitam bastante as possibilidades de exploração agrícola. Tradicionalmente o setor primário tem ocupado a maior parte dos trabalhadores asiáticos, dedicados sobretudo às culturas intensivas e de subsistência que, em muitos casos, não são suficientes para abastecer a população crescente. O arroz constitui o alimento básico da Ásia das monções, onde também se plantam o milho, o algodão, o chá e a juta. Nas zonas mediterrâneas e secas predominam as culturas do trigo e de outros cereais, combinadas à pecuária transumante (migratória) e de baixa produtividade, baseada no pastoreio de ovelhas (Ásia central e ocidental) e na criação de camelos e cavalos (Arábia). Nas zonas montanhosas do interior usa-se o iaque como animal de tração, utilidade que o búfalo asiático tem nas regiões de monção. A vaca é considerada animal sagrado na Índia, enquanto o porco não existe nos países muçulmanos, também por motivos religiosos.
Japão, Formosa e Coréia do Sul realizaram importantes programas de reforma agrária. Os governos da China, Mongólia, Coréia do Norte, Vietnam e da antiga União Soviética optaram pela coletivização como sistema para melhorar a produtividade agrícola.
Os bosques e as zonas arborizadas, que ocupam cerca de um terço do território asiático, são explorados principalmente nas taigas siberianas e nas selvas da Indochina. A seringueira (Hevea brasiliensis), fonte da borracha, tem grande importância na península de Malaca e na Insulíndia. A pesca é muito abundante no mar do Japão e nos do sudeste. Japão, China, Índia, Coréia do Sul e Tailândia contam com grandes frotas pesqueiras.
Entre as fontes de energia disponíveis destacam-se o potencial hidrelétrico dos rios siberianos e da zona de monções, além das enormes reservas de petróleo -- localizadas principalmente no golfo Pérsico e na Sibéria ocidental -, de gás natural (Sibéria) e de carvão (China e Sibéria). O subsolo asiático é também muito rico em minerais de todo tipo, especialmente antimônio, tungstênio, cobre, estanho, ferro, zinco, bismuto, cobalto, ouro, prata, manganês, níquel, titânio e vanádio. A distribuição desses recursos, porém, é muito desigual, concentrando-se sobretudo na Sibéria e na região das monções.
Do ponto de vista da industrialização, as zonas mais desenvolvidas do continente são o Japão, a Sibéria ocidental (Iekaterimburgo, Novossibirsk, Irkutsk, na Rússia) e Israel. A maior parte dos países procurou superar sua situação de subdesenvolvimento fortalecendo sua indústria, embora em muitos deles subsista um rico artesanato tradicional (tapetes persas e árabes, porcelana chinesa etc.). China, Índia, Coréia do Sul, Formosa, Hong Kong, Cingapura, Filipinas e os países do golfo Pérsico realizaram esforços para criar infra-estruturas industriais competitivas no âmbito internacional.
As comunicações terrestres do continente são, em geral, escassas e insuficientes, dadas as dificuldades impostas pela orografia e pelos climas extremados. Tal deficiência de linhas de comunicação limita o fluxo comercial entre os países e impossibilita sua integração econômica. A única linha ferroviária de caráter transcontinental é a transiberiana, que vai de Moscou a Vladivostok, ao longo de mais de 11.000km, unindo as principais cidades e regiões da Sibéria. Os rios e canais formam importantes hidrovias nas regiões das monções.
Fonte: Enciclopédia Barsa.


terça-feira, 24 de abril de 2012

PARQUES URBANOS


Os parques são definidos pela Enciclopédia Portuguesa e Brasileira como: terreno de certa extensão, murado ou vedado, em que há arvoredo abundante e onde se passeia ou caça. No entanto, em outras definições, como a dada por KLIASS: “Os parques urbanos são espaços públicos com dimensões significativas e predominância de elementos naturais, principalmente, cobertura vegetal, destinados a recreação”, não sendo determinante, portanto, a característica de “murado, ou vedado” como na enciclopédia citada.
Ainda podemos considerar uma terceira forma de parques, a criada pela lei do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação, Lei N.º 9.985/00) segundo a qual pode ser instituído como Unidade de Conservação (UC) de proteção integral e, portanto, de uso restrito: o “Parque Nacional” que, quando criado pelo Município é denominado “Parque Municipal”. Podendo, também, ser em perímetro urbano.
A característica em que todos concordam é que a função dos parques está relacionada, diretamente, com a qualidade de vida das populações no entorno e, em alguns casos, a preservação ambiental. Um exemplo de parque urbano é o Parque do Ibirapuera, em São Paulo capital, criado em 1954 e regulamentado pelo Decreto N.º 27.680/89 e tombado como patrimônio histórico e cultural da cidade.
Os parques surgiram no final do século XVIII, na Inglaterra, como um elemento paisagístico importante do meio urbano. Entretanto, se considerarmos a definição anterior de parques como espaço público destinado a recreação, podemos admitir a existência destes desde a Grécia antiga. E olhe que há até quem ouse ir mais longe, à civilização babilônica. Já segundo a primeira definição, da Enciclopédia, que define o parque como uma área “murada ou vedada” podemos dizer que a existência de tais espaços se verifica desde a época medieval quando os nobres cultivavam ao longo de suas propriedades imensos bosques destinados à caça.
Entretanto nestes pontos não há consenso e por isso, costuma-se definir como o parque urbano mais antigo do mundo o Victoria Park, em Londres fundado em 1845. A ele se segue o Birkenhead Park, em Birkenhead, Inglaterra, inaugurado como tal em 1847. Um pouco antes do famoso Central Park (1858). Entretanto, o Boston Common, em Boston (EUA), existe desde 1634, porém, na época ele era utilizado como uma fazenda e chegou até a servir de acampamento militar.
Caroline Faria.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

AMERICA LATINA

A expressão “América Latina” é usada comumente para se referir a todos os países do continente americano com exceção de EUA e Canadá. Porém, não há nenhuma “lista” oficial de países “latino-americanos” e as diversas fontes de informação divergem um pouco quanto aos países que realmente fariam parte da América Latina.
Segundo o senso comum, ou o significado mais empregado, os países que compõem a “América Latina” seriam os que fazem parte da América do Sul, América CentralMéxico.
Essa definição é parecida com a que é utilizada pela ONU, porém, da classificação geralmente utilizada por ela, são excluídos o Caribe e o México, embora eles possam aparecer em outras definições.
Por outro lado, algumas fontes definem a “América Latina” como o nome que se dá aos países dos continentes americanos que foram colonizados predominantemente por países latinos (denominação dada aos países europeus que surgiram após a queda do Império Romano do Ocidente e que têm como língua majoritária, línguas latinas. Por exemplo: Espanha, França, Portugal, Romênia, etc.) e onde a língua oficial é derivada do latim (neolatina), como o espanhol, o português e o francês.
Segundo esta definição, não fariam parte da América Latina, além dos EUA e Canadá (embora no Canadá as línguas oficiais sejam o inglês e o francês e este último seja o mais falado), o Suriname e a Guiana, ambos colonizados por Inglaterra e Holanda (países de origem germânica) e que tem como língua oficial o holandês e o inglês, respectivamente. Mas esta definição engloba também, alguns países do Caribe como Cuba, Haiti e República Dominicana, que tem o espanhol ou o francês como língua oficial.
A expressão teria sido usada pela primeira vez por Napoleão III no século XIX, na mesma época em que teria surgido a expressão de “Europa latina” para designar os países europeus de língua neolatina. Outras fontes apontam para Michel Chevalier que teria usado o termo em 1836.
A utilização do termo foi consolidada com a criação da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) em 1948, pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) e a partir daí passou a ser largamente utilizado para denominar os países latino-americanos, embora com algumas divergências.
A junção de todos os países das Américas do Sul e Central em uma denominação comum, não pode, contudo, levar a uma interpretação errônea de que todos estes países são iguais. Seja cultural, econômica, ou socialmente.
Caroline Faria

sexta-feira, 20 de abril de 2012

DUNAS

As dunas  são pequenas elevações arenosas que se formam em locais onde o mar traz mais areia para a praia do que consegue levar de volta e que apresentam algumas características que favorecem o acúmulo da areia como: ventos constantes que sopram em uma direção predominante, baixa pluviosidade e uma área bastante extensa onde a areia possa se acumular.
Segundo a legislação brasileira as dunas são consideradas áreas de preservação permanente (APP) e têm sua preservação garantida por lei pelo fato de constituírem um ecossistema com características próprias e bastante diferenciadas como fauna e flora adaptadas para sobreviver em regiões mais secas e quentes e, em alguns casos, de mudanças constantes.
As dunas podem ainda ser classificadas em dois tipos de acordo com sua mobilidade em: dunas estáveis, estacionárias ou fixas, quando a vegetação, principalmente, ou outro fator impede que o vento transfira as dunas de lugar; e as dunas móveis, ou migratórias, quando a ausência de uma barreira faz com que o vento “carregue” as dunas. É o que acontece com as dunas de Peró, em Cabo Frio (RJ) que já avançaram cerca de 130 metros em 40 anos e estão sempre mudando de lugar por causa da ação dos ventos.
 No Rio Grande do Sul encontramos um dos maiores sistemas contínuos de dunas costeiras em todo o mundo. Já a duna mais alta do mundo, com 2.708 metros acima do nível do mar, é a “Cerro Blanco” no Vale de Nazca, Peru.
Em locais onde a movimentação das dunas se dá de forma danosa – quando a movimentação natural é acelerada pela degradação da vegetação, ou quando de alguma forma a movimentação pode significar riscos ambientais e ou sociais, costumam ser feitos “quebra ventos” naturais através do plantio de espécies vegetais em locais estratégicos das dunas que, através das raízes e da ação de bloqueio dos ventos impedem que a areia seja levada de um lugar a outro.
Caroline Faria.



quinta-feira, 19 de abril de 2012

China é condenada por limitar venda de recursos naturais

Decisão da OMC é uma vitória dos países ricos que ainda fizeram um alerta para que o Brasil não siga o exemplo dos chineses
Países ricos vencem a batalha contra a China por garantias ao livre acesso a matérias-primas e a indústria europeia já alerta o Brasil a não seguir a mesma linha e criar novos impostos de exportação de minérios se não quiser enfrentar o mesmo destino.
Ontem, a Organização Mundial do Comércio (OMC) condenou as políticas de Pequim de limitar as exportações de seus recursos naturais, em um processo que estabelece um precedente para todos os países exportadores de commodities.
Europa e Estados Unidos haviam levado os chineses aos tribunais diante da dificuldade de acesso às matérias-primas, alegando que as restrições distorciam os mercados internacionais e prejudicavam a indústria. Ontem, as cotas de exportação, aplicação de preços mínimos para vender ao exterior e a cobrança de taxa de exportação foram condenadas, já que estariam dando uma vantagem competitiva ilegal às empresas na China. O país ainda tem o direito de apelar da decisão.
Para o lobby industrial europeu, a vitória é um alerta ao Brasil e emergentes para que mantenham seus mercados abertos. Um projeto de lei no Brasil debateu a imposição de uma taxa de 10% para a exportação de minério de ferro. A indústria europeia não descarta questionar a medida, se vier a ser aplicada.
Em abril, o Estado revelou o projeto do governo que estudava criar um imposto sobre a exportação de minério de ferro, para tentar aumentar o investimento na siderurgia nacional.
Desde o ano passado, a Europa se lançou em uma "diplomacia da matéria-prima", uma estratégia para convencer países em todo o mundo a não fechar o acesso de seus recursos para as indústrias dos países ricos. Na OMC, Pequim tentou se defender, alegando que o estabelecimento de cotas de exportação para nove minérios era uma questão de "soberania nacional " e uma forma de garantir que a indústria local tivesse acesso aos recursos naturais. A China alegou que a restrição ainda era uma forma de lutar contra a degradação ambiental.
Interesse. O Brasil, em sua participação no caso como terceira parte, também usou a alegação do interesse nacional como um argumento que legitimaria a restrição. "Nada nos acordos da OMC aparenta impor o uso compartilhado dos recursos naturais do mundo como uma obrigação", afirmou o Brasil. "Portanto, o direito de um país considerar suas próprias necessidades de desenvolvimento no uso de seus recursos está endossado pela OMC", concluiu o Itamaraty.
Mas a OMC deu ganho de causa aos países ricos. Em alguns casos, o preço do minério na China era metade do valor internacional por conta das restrições. A organização também apontou que a China não demonstrou de que forma a barreira era positiva para o meio ambiente.
As restrições eram aplicadas ao zinco, bauxita, magnésio, fosfato e outros minerais usados para a indústria automotiva, siderurgia e química. O abastecimento desses produtos desabou em até 70% e fez o preço explodir. Algumas empresas passaram a produzir na China, justamente para ter acesso aos minérios.
Fonte: estadão.com.br

segunda-feira, 16 de abril de 2012

RIO AMARELO HUANG HE

O Rio Amarelo, também conhecido como Huang He ou Huang Ho, é o segundo mais longo rio da China e o 6º maior rio do mundo, medindo 5.464 km, e tem uma bacia de 752.000 km².
É de grande importância para a economia chinesa pois o seu vale tem terras férteis, bons pastos e importantes jazidas minerais.
Foi nesse rio que a civilização chinesa começou.
Seu nome deve-se à grande quantidade de materiais em suspensão que arrastam suas turbulentas águas, lodos e partículas de areia muito fina,que lhe dão sua cor característico.

O Rio Amarelo recebe no verão um grande volume de águas originadas do degelo nas montanhas no oeste da China, e isso causava grandes inundações períódicas em toda a bacia. O loesse trazido pelo rio sedimenta-se, causando seu assoreamento, agravando as enchentes. No início do estabelecimento humano, as enchentes repentinas causavam tantas mortes que os chineses ainda apelidam o Rio Amarelo de "Rio das Lamentações". Por causa destas eventualidades, os chineses demoraram séculos para ocupar de forma permanente a grande e fértil planície central da bacia do Rio Amarelo.
O controle das inundações surgiu em algum momento por volta de 2.200 a.C., quando um extenso sistema de diques, canais de escoamento e reservatórios foi construído, contendo o excesso de água proveniente do degelo e possibilitando o cultivo permanente da planície central.
A construção destes sistemas data de antes dos registros escritos, e por isso sua documentação posterior é cercada de lendas. Uma delas a atribui a um imperador lendário, Yü o Grande, que teria coordenado a construção dos diques e terminado com uma inundação que teria durado 13 anos. Após tal feito, ele teria sido alçado ao status de divindade. A lenda perpetrou-se na cultura chinesa posterior, e há um provérbio local que diz: "Não somos peixes graças a Yü".
Fonte: Wikipédia.


CARTA 2070


sábado, 14 de abril de 2012

VEGETAÇÃO DA OCEANIA


A vegetação e a fauna oceânicas contam com numerosas espécies peculiares à região. Na Austrália, a diversidade de climas determina uma gradação na flora, de floresta densa no litoral norte e nordeste e menos densa, latifoliada ou mista em seu litoral sudoeste, de clima temperado e úmido. Esse último tipo se encontra também na Tasmânia e na Nova Zelândia, com abundância de eucaliptos. A vegetação se degrada para o interior, formando savanas à medida que aumenta a aridez do terreno. Nas ilhas da Melanésia, Micronésia e Polinésia predomina a floresta tropical, além de coqueiros e bananeiras.
A fauna oceânica, especialmente a da Austrália, devido ao isolamento, à colonização tardia e à escassa população, é rica em espécies particulares a esse continente. Destacam-se a presença de monotremados e marsupiais e a abundância de espécies de répteis e aves, muitas das quais só encontradas na Oceania. A colonização européia introduziu espécies da Eurásia, como o dromedário, o coelho e o búfalo asiático.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

POPULAÇÃO ASIÁTICA


A Ásia abriga mais de metade da população total do planeta. Esse grande contingente humano se concentra principalmente nas grandes planícies da China, no vale do Ganges, nas costas do Deccan, no Japão, no delta do Mekong e em Java, enquanto as zonas montanhosas e as regiões frias e desérticas são quase despovoadas. A distribuição desigual da população se repercute nos índices de densidade demográfica, que em fins do século XX se aproximavam dos 800 hab./km2 nos vales da Ásia monçônica e, em contrapartida, chegavam a apenas quatro por quilômetro quadrado na Sibéria e nos desertos da Ásia central. Apesar dos programas de controle de natalidade adotados por diversos governos (Japão, China, Coréia do Sul, Índia), a taxa de natalidade anual é elevada (em média três por cento, embora em algumas zonas da Ásia meridional exceda quatro por cento), enquanto a taxa de mortalidade tende a diminuir, pela melhoria das condições sociais.
A maior parte da população asiática vive no campo, mas a migração para as grandes cidades se manifesta de modo crescente. As maiores áreas urbanas situam-se no Oriente Médio, na Índia, na China e no Japão. Ao longo de sua história, a Ásia conheceu numerosos movimentos migratórios, protagonizados por diversos povos, vindos em geral das zonas centrais do continente e dirigidos para o sul e o oeste. Ao longo do século XX, a superpopulação e as guerras provocaram grandes migrações da Ásia das monções para os demais continentes. Por outro lado, a constituição do Estado de Israel, em 1948, determinou a afluência, para o novo país, de aproximadamente 1.500.000 judeus procedentes da Europa e da América. Na Ásia habitam três grandes grupos étnicos -- o caucasiano (raça branca), o mongolóide (raça amarela) e o negróide ou melanóide --, os quais se dividem em numerosos subgrupos, resultantes de miscigenações e contatos ao longo da história. A raça branca está representada principalmente no Oriente Médio (semitas), no Irã e na Índia (indo-europeus). Os povos de raça amarela ocupam a Ásia setentrional e oriental, enquanto a população negróide se mistura com outras raças no sul da Índia e no Sudeste Asiático.
Os mais importantes grupos lingüísticos do continente asiático são o eslavo (o russo, em expansão pela Sibéria), o japonês, o coreano, as línguas semíticas (árabe na península arábica e no Oriente Médio, hebraico em Israel), o iraniano (Irã, Afeganistão, Turquia, Tadjiquistão), as línguas indo-arianas do Hindustão (hindi, urdu, bengali, nepalês etc.), as dravídicas do sul da Índia, as altaicas (turco, manchu, mongol), as sino-tibetanas (tibeto-birmanês, chinês), as malaio-polinésias (malaio, polinésio, japonês, tagal ou tagalo etc.), as caucasianas (georgiano), as tai ou thai (tai, siamês e laociano) e as austro-asiáticas (khmer, vietnamita etc).
Fonte: Enciclopédia Barsa.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

ALPES DA BAVIERA - ALEMANHA

REGIÃO SUL EM DADOS


Informações e dados da região Sul do Brasil:
- População: 27.384.815 (Censo IBGE 2010)
· Estados: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
· Vegetação: Mata dos Pinhais ou de Araucárias (regiões de planalto); Mata Atlântica (região da Serra do Mar); Campos (na região da Campanha Gaúcha ou Pampa no Rio Grande do Sul).
· Rios Principais: rio Paraná, rio Uruguai, rio Itajaí, rio Jacuí e rio Pelotas
· Usinas Hidrelétricas: Usina Hidrelétrica de Itaipú (no rio Paraná), Machadinho (rio Pelotas) e Itá (no rio Uruguai).
· Agricultura (principais produtos agrícolas): soja, trigo, arroz, algodão, cana-de-açúcar, laranja, uva, café, erva-mate.
· Economia: bem diversificada e desenvolvida. Destacam-se as indústrias de transformação, automobilística, têxtil, alimentícia, produtos eletrônicos e tecnológicos. A área de serviços também é muito importante, destacando-se o turismo nas cidades litorâneas, principalmente, de Santa Catarina. O comércio também é bem movimentado em toda região Sul.
· Social: Grande parte das cidades da região sul apresenta ótimos índices sociais e de qualidade de vida.
· Turismo: as cidades litorâneas possuem uma excelente infra-estrutura turística (aeroportos, pousadas, hotéis, parques, etc). As praias se destacam pelas belezas naturais, principalmente no litoral catarinense. Há também o turismo histórico-cultural, com cidades de arquitetura do período da colonização italiana e alemã (final do século XIX e início do XX).
· Cultura: muitas cidades do sul do país foram fundadas por colonos alemães e italianos. Portanto, a cultura desta região é fortemente marcada pela influência cultural destes países europeus. Festa típicas, danças, músicas e a culinária são marcadas por traços alemães e italianos.
Na culinária podemos destacar o arroz carreteiro, chimarrão e churrasco (típicos do Rio Grande do Sul). Em Santa Catarina destacam-se os pratos a base de camarão, o marreco com repolho roxo e a bijajica. No Paraná, os pratos mais típicos são arroz com pinhão, barreado e o carneiro no buraco.
SUA PESQUISA.

AMÉRICA DO NORTE


A América do Norte é composta pelo Canadá, Estados Unidos, México e Groelândia. É um continente extenso, o terceiro maior do mundo.Até o século XVI este continente era habitado pelos esquimós, peles-vermelhas e astecas. Os primeiros colonos a chegarem foram os ingleses, franceses, espanhóis e holandeses. A partir do século XIX, os navios e ferrovias facilitaram a entrada de novos colonos, que, em sua maior parte, vinham da Europa.
Conhecendo a América do Norte
A América do Norte possui grandes cordilheiras em suas regiões oeste e leste. As Montanhas Rochosas, que vão do Ártico ao México, recebem diferentes nomes durante toda a sua extensão na porção oeste do continente. Elas chamam atenção não só por sua beleza, mas também por serem ricas em minerais. Ao leste também há montanhas, contudo, elas são mais baixas se comparadas com as existentes na região oeste.  Estas montanhas mais baixas vão do Labrador ao Alabama e, durante grande parte de sua extensão, o nome que predomina é Apalaches.
Entre essas duas extensas cadeias montanhosas, há planícies e pradarias cujos ambientes e seres vivos se modificam durante o percurso para o sul, desde o gelado Ártico até os trópicos da América Central.
Na região do extremo-norte encontram-se as regiões geladas do Alasca e do norte do Canadá, onde habitam os esquimós, caçadores e pescadores. Apesar do clima gelado, foram criadas estruturas que permitem um número crescente de habitantes, atraídos por centros mineiros de ouro e urânio.
Há ainda florestas de pinheiros, lariços e abetos, que os lenhadores derrubam para a manufatura de papel, rayon e para lenha.
Ao sul dessas florestas, encontram-se planícies cobertas pelo trigo norte-americano e canadense. Nas áreas próximas aos Grandes Lagos e ao vale do rio São Lourenço, existem grandes e modernas cidades e também fazendas e minas.
Indo mais para o sul, nos Estados Unidos, encontram-se terras férteis para a produção de milho.  
Nas bacias férteis dos rios Mississipi e Missouri é feito o plantio de tabaco, algodão e de frutas. Esses rios são extremamente importantes, pois, na época de cheia, eles inundam e fertilizam a região.  
No México existe um interior deserto, onde há poços de petróleo e minas de prata, matéria prima da qual o país é o maior produtor mundial. Outras riquezas minerais também são encontradas nesta região, entre elas estão: o ouro, o cobre, o zinco, etc. Embora conte com este recurso, a nação continua dando papel de destaque para a agricultura, onde seus principais produtos são: o café, açúcar, tomate e algodão.  
Ao leste da América do Norte estão localizadas muitas de suas maiores cidades, como Toronto e Montreal (no Canadá), Nova Iorque, Filadélfia, Detroit e Baltimore (nos Estados Unidos). É nessa região que se encontra grande parte do ferro e do carvão do continente, as maiores indústrias pesadas e o maior comércio.
Na costa ocidental encontram-se as flores­tas e fazendas da Colúmbia Britânica, os pomares, os poços de petróleo e as plantações de algodão da Califórnia. As maiores cidades do oeste são: Vancouver, São Francisco e Los Angeles. Hollywood também se situa nessa região. 
Os habitantes norte-americanos procedem de diferentes países: um quarto da população do Canadá fala francês, e o resto é de origem inglesa. Os milhares de habitantes dos Estados Unidos são, em sua grande parte, de origem européia. Há também muitos negros, chineses, japoneses e índios.
SUA PESQUISA


sábado, 7 de abril de 2012

QUIZZ SOBRE ORIENTAÇÃO E LOCALIZAÇÃO ESPACIAL

Quizz sobre orientação, localização e fusos horários.
Teste seus conhecimentos.
http://www.quizrevolution.com/ch/a162288/go

DESERTO DO SAARA

 O deserto do Saara é o maior deserto  quente do mundo (haja vista que a Antártica é a maior área deserta do planeta). Sua superfície é de 9.065.000 km². Está localizado no norte do continente africano, separando-o em duas regiões: a África mediterrânea, situada ao norte e a África  subsaariana, localizada ao sul. Ao este faz fronteira com o Mar Vermelho, ao oeste com o Oceano Atlântico  e ao norte com as montanhas Atlas e o mar mediterrâneo. O deserto tem mais de 2,5 milhões de anos.
 Este deserto se estende pelo território dos seguintes países: Túnis, Argélia, Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia, Mali, Níger, Líbia, Chade, Egito e Sudão. O deserto do Saara se expande e contrai em ciclos regulares, de tal maneira que suas fronteiras com tais países são pouco constantes.
Este deserto faz fronteira com quase todos os países do norte da África, onde predomina a cultura árabe. As dunas começam perto do Alto Atlas e se estendem até zonas mais tropicais mais ao sul. No Alto Atlas, só existe vegetação (de verde intenso que contrasta com a areia em volta) próxima aos cursos dos pobres rios da região. Nos oásis abundam as palmeiras de tâmaras e a água destes é, em certas ocasiões, canalizada para garantir a irrigação das plantações. Muitas vezes a água consumida nesta localidade vem de aquíferos aos quais se tem acesso através de poços. Ao contrário do que se pensa, três quartos do deserto são constituídos de cascalho, só o restante é feito de areia e dunas.
Neste deserto há várias ecorregiões que, devido a suas diferenças de temperatura, precipitações, altitude e geologia, abrigam plantas e animais diferentes. São elas: o deserto costeiro atlântico – ocupa uma estreita faixa ao longo da costa do oceano atlântico e onde cresce líquen e plantas suculentas; estepe do Saara setentrional – ocupa a faixa setentrional do deserto. É uma zona de transição entre as regiões de clima mediterrâneo (ao norte) e o deserto árido ao sul; Deserto do Saara – é a parte central do deserto é extremamente seco e chove pouquíssimo e esporadicamente. Estepe e savana arborizada do Saara meridional – é a zona de transição entre o deserto árido e a savana de acácias de Sahel; Monte xerófilo do Saara ocidental – compreende várias planícies vulcânicas em direção ao oeste do deserto, com um clima mais úmido e fresco; Monte xerófilo do maciço de Tibesti e monte Uweinat – zonas de altitude no este do Saara; Depressões salinas do Saara e Deserto costeiro do Mar Vermelho – Faixa costeira do mar vermelho, Egito e Sudão.
Dentre os poucos animais que habitam a região podemos citar escorpiões, lagartos, cobras, dromedários, antílopes (adaptados às condições desérticas) e cabras.
Thais Pacievitch

AGRONEGÓCIO

Agronegócio é um conjunto de atividades que se interelacionam, tendo a agropecuária  como eixo principal no elo produtivo. No agronegócio há o desencadeiamento com fornecedores de máquinas, equipamentos, insumos agrícolas, processo de industrial, distribuição, pesquisa e demais serviços. Abrange toda relação comercial e industrial relacionada com a cadeia de produção do setor agrícola e pecuária. O agronégocio se faz presente no setor primário, secudário e terciário. Envolve toda a cadeia produtiva entre agricultura e pecuária. Divide-se em três etapas:
- Primeira parte : Negócio agropecuário tratado dentro das propriedades dos produtores rurais, constituídos de pessoas físicas ou jurídicas;
- Segunda parte : Negócio referido às indústrias e comércio que vendem e distribuem insumos para os produtores rurais;
- Terceira parte : É venda , compra e transporte de produtos agropecuários até a sua chegada ao consumidor final;
Na terceira parte estão os frigoríficos, as indústrias têxteis, supermercados e demais revendedores. No Brasil, é o segmento da economia que mais produz, mas encontra emprecilhos logísticos para sua expansão, principalmente no setor dos transportes.
Uma das grandes possibilidades do agronegócio no país são os biocombustíveis, proveniente da biomassa, no Brasil, concentrando-se nas plantações de cana-de-açúcar, sendo fonte renovável e alternativa. Há também os óleos vegetais a base de mamona, soja, milho e dendê. O agronegócio brasileiro enfrenta debates sociais e ambientais a respeito da demanda de terra e oportunidade de trabalho no campo.
Fernando Rebouças.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

ECONOMIA EUROPÉIA

Durante muitos séculos a Europa foi o centro econômico do mundo, graças à iniciativa de seus habitantes e às favoráveis condições geográficas, que permitiram um aproveitamento intensivo da terra, facilitaram as comunicações e contribuíram com as matérias-primas necessárias para a primeira revolução industrial. No século XX, porém, o continente viu declinar seu predomínio em benefício dos Estados Unidos e do Japão. As guerras mundiais travadas em seu próprio território e a carência de petróleo representaram para o continente a perda de sua liderança econômica.
Agricultura, pecuária e pesca. Na Europa, as colheitas agrícolas não se comparam em volume com as da Ásia ou da América do Norte. As culturas incluem a de cereais, sobretudo a do trigo (Ucrânia, França), de baixo rendimento se comparado com o obtido pelos Estados Unidos ou pela Argentina. A cevada se cultiva no limite com o bosque setentrional, e o centeio nos solos arenosos. A colheita de outros cereais (milho, arroz e aveia) é deficiente. Outro produto muito importante é a batata, cultivada em alternância com o centeio.
A produção frutícola é muito variada. Destacam-se as frutas cítricas no Mediterrâneo, a maçã e a pêra nas zonas de clima temperado úmido. Nos países mediterrâneos são muito importantes as videiras, tanto pela quantidade de uvas como pela qualidade dos vinhos, e as oliveiras.
Os problemas agrícolas da Europa decorrem da falta de autonomia do continente no tocante aos produtos tropicais, às gorduras vegetais e aos cereais para forragem. Não podendo concorrer com os outros continentes nessa área, os governos se vêem forçados a subvencionar o cultivo de certos produtos, para evitar a ruína dos agricultores e não depender excessivamente do mercado internacional, sobretudo no que se refere ao trigo.
A pecuária tem maior peso nos países nórdicos, onde é muito desenvolvida e de alta qualidade. A Europa produz leite, queijo e manteiga acima de suas necessidades. Os rebanhos mais importantes são o bovino e o suíno. A avicultura abastece o mercado de ovos e de carne.
A Europa tem grande tradição pesqueira e marinheira. A pesca é uma atividade econômica relevante na Rússia, na Noruega, na Islândia, na Dinamarca e na Espanha. As espécies mais comuns são a sardinha, a cavala, o atum, o arenque, o bacalhau e os moluscos e crustáceos.
Fontes de energia e mineração. A produção energética da Europa é insuficiente, o que exige a importação de grandes quantidades de petróleo. O carvão mineral, recurso energético que teve grande importância nas fases iniciais da revolução industrial, é muito abundante, sobretudo na Rússia, na Polônia, no Reino Unido e na Alemanha. O petróleo só é extraído em quantidades consideráveis na Rússia e no mar do Norte. O gás natural é muito abundante nos Países Baixos, na Rússia, na Romênia e no Reino Unido. Centrais hidrelétricas e nucleares, muito espalhadas por todos os países, complementam a produção de energia.
A Europa tem um subsolo muito rico em ferro (Rússia, Alemanha, Reino Unido, Eslováquia), e isso, juntamente com o carvão, viabilizou uma possante indústria siderúrgica, mecânica e automobilística. O continente, no entanto, não produz em quantidade suficiente bauxita, cobre, estanho, zinco e minerais estratégicos (níquel, cromo ou urânio), embora, graças à importação, se tenha criado uma importante indústria de fundição de metais não-ferrosos.
Indústria. A Europa foi o primeiro continente a realizar a revolução industrial. O país pioneiro foi o Reino Unido, mas nas primeiras décadas do século XIX essa mudança se estendeu por todo o continente. Depois, o imperialismo oitocentista garantiu matérias-primas baratas e mercados seguros para as manufaturas européias, o que contribuiu para acelerar o processo de industrialização. Ao longo do século XX, a Europa foi perdendo seu poderio, mas a criação de organismos econômicos supranacionais, como a Comunidade Econômica Européia, estimulou a recuperação da fatia perdida do mercado.
A indústria européia abrange praticamente todos os campos. Continua sendo muito competitiva nos setores siderúrgico, de construção, têxtil, químico, naval e automobilístico. Além disso, os bosques de coníferas da Rússia, da Escandinávia e da Alemanha abastecem uma potente indústria do papel. Contudo, os setores de ponta das novas tecnologias (microeletrônica, telecomunicações, indústria espacial) apresentam certo atraso em relação ao Japão e aos Estados Unidos. As concentrações industriais mais importantes estão no Ruhr (oeste da Alemanha), na região central da Inglaterra, na zona de Paris e no distrito industrial de Donbass, na Rússia.
Comércio e comunicações. No que se refere ao comércio exterior, há uma nítida diferença entre a Europa oriental, que tem volume menor de transações comerciais, e a Europa ocidental, que ocupa lugar proeminente nas trocas internacionais. A Europa tem como principais parceiros os Estados Unidos, o Canadá, o Japão e os países do Oriente Médio.
A Europa importa sobretudo matérias-primas, minerais, produtos tropicais, borracha e madeira. Como muitos de seus produtos perderam a competitividade, já na década de 1970 as nações européias passaram a comprar grandes quantidades de manufaturados de alta tecnologia procedentes do Japão e dos Estados Unidos. A exportação européia compreende basicamente manufaturados, automóveis, navios, produtos químicos, produtos ópticos e calçados.
O comércio intra-europeu é comparável ao mantido com os outros continentes. Para favorecer as trocas, firmaram-se na segunda metade do século XX acordos comerciais que se materializaram em organizações como a Associação Européia de Livre Comércio e a Comunidade Econômica Européia.
No campo das comunicações, a área centro-ocidental européia, onde o comércio é intenso, forma a rede terrestre mais densa do planeta. As demais regiões não dispõem de uma rede viária tão densa, mas nem por isso são mal servidas. Nenhum habitante de uma região medianamente importante deixa de contar com ferrovia ou rodovia.
A Europa, com seu perfil acidentado, conta com muitas baías e portos naturais, o que contribui historicamente para desenvolver a vocação marítima dos habitantes do litoral. Os portos de maior movimento comercial são os de Rotterdam (Países Baixos), Antuérpia (Bélgica), Le Havre e Marselha (França), Londres (Reino Unido) e Gênova (Itália). O tráfego aéreo é também muito intenso. Os aeroportos de Moscou, Londres e Paris figuram entre os mais movimentados do mundo. Além disso, o fluxo turístico rumo ao litoral mediterrâneo fortaleceu a aviação comercial e é enorme o número de passageiros que transitam por aeroportos como o de Palma de Mallorca e o de Málaga, na Espanha.
Fonte: Enciclopédia Barsa.