sexta-feira, 30 de março de 2012

DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE EMPREGO

No mundo atual, toda nação com um mínimo de organização estatal necessita de números confiáveis sobre a aferição do nível de emprego  dentre a PEA (População Economicamente Ativa), ou seja, aqueles em plenas condições de ocupar um lugar no mercado de trabalho. Com este dado em mãos, o poder público terá uma valiosa ferramenta no momento de compor toda e qualquer política direcionada à geração de empregos. As estatísticas dedicadas ao nível de emprego da população irão dar uma estimativa sobre quantas pessoas estão empregadas, o tipo de trabalho que exercem, os hábitos do trabalhador médio e também o nível da oferta de emprego e qual o setor responsável pelo maior número de contratações.
 No meio destas estatísticas, há que se apurar exatamente o número de pessoas devidamente empregadas, e o número total de empregos, coisas distintas, que não se constituem exatamente no complemento uma da outra, pois, uma pessoa pode ter um ou dois empregos, e, por outro lado, muitos empregos oferecidos não possuem suas vagas preenchidas, às vezes por falta de pessoal qualificado, outras por desinteresse total, em uma sociedade na qual os salários e a oferta de emprego ofereça trabalhos de melhor remuneração combinados a um esforço menor por parte do trabalhador.
A principal aferição sobre o nível de emprego é realizada pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), uma das muitas agências ligada às Nações Unidas. Sob as diretrizes da OIT temos a definição de empregado todo o indivíduo que exerce trabalho por pelo menos uma hora a cada semana. Já a oferta de empregos é aferida pelo equivalente do número de pessoas empregadas mais o número de trabalhos secundários, terciários, etc. exercidos pela mesma pessoa. Assim:
número de empregos  =  número de indivíduos empregados + número de trabalhos secundários + número de trabalhos terciários, quaternários, etc.
No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) se ocupa, além do estudo de muitas outras estimativas entre as mais variadas disciplinas, a de medir o nível de emprego no Brasil, realizando localmente o estudo que a OIT realiza em nível mundial. Recentemente, descontente com os níveis aferidos pelo IBGE, o Ministério do Trabalho pretende organizar o seu próprio método de determinação do nível de emprego. É comum nos demais países a existência de institutos dedicados a medir a oferta de emprego, sendo, porém, que os números extraídos nem sempre refletem a realidade do país, pois algumas dessas instituições estão ligadas à máquina estatal, concentrando-se em produzir números que promovam e difundam uma boa imagem do mandatário no poder.
Emerson Santiago.

CLIMA MEDITERRÂNEO

O clima Mediterrâneo é aquele que ocorre, principalmente, nas áreas próximas ao Mar Mediterrâneo (sul da Europa e norte da África). Porém, podemos encontrar também este tipo de clima no litoral sul do Oceano Pacífico (costa oeste dos Estados Unidos), sudeste da Austrália, sul do Chile e oeste do Oriente Médio.
O clima Mediterrâneo possui as seguintes características:
- O clima no inverno é moderado e o verão muito quente e seco;
- No verão, as temperaturas atingem 30°C, em média. No inverno, as temperaturas mínimas podem chegar a 0°C.
- O índice pluviométrico (de chuvas) é considerado moderado, pois fica entre 500 e 1.000 mm por ano. As chuvas ocorrem de forma intensa e em maior quantidade no outono e inverno, mesmo com temperaturas baixas.
- A umidade relativa do ar possui média anual de 75%.
Fonte: Sua Pesquisa.


terça-feira, 27 de março de 2012

GELEIRAS

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AGRESTE

É conhecida como Agreste a área entre a Zona da Mata e o Sertão, na região Nordeste do Brasil. Trata-se de uma região semi-árida, sendo o bioma predominante a caatinga. Em algumas regiões, existem pequenas áreas úmidas e brejos, onde se desenvolvem áreas agrícolas.
Geograficamente, o Agreste é uma faixa estreita, paralela à costa do Oceano Atlântico, que se estende do Rio Grande do Norte até a Bahia, passando pelos estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Na face leste do Agreste, mais próximo à Zona da Mata, o clima é mais úmido.  medida que se avança para o interior, aproximando-se do Sertão, o clima fica cada vez mais seco, e a paisagem mais árida.
As maiores cidades nordestinas situadas no Agreste são: Caruaru e Garanhuns (Pernambuco); Campina Grande (Paraíba); Itabaiana (Sergipe) e Arapiraca (Alagoas). No Agreste, predominam as pequenas e médias propriedades, nas quais se produz vários produtos (policultura), que dependem essencialmente do regime de chuvas, que são irregulares na região, embora tenha um índice pluviométrico maior do que o do Sertão.
Os municípios situados na faixa do Agreste, em cada estado, têm características econômicas e sociais similares, por isso são chamados de mesorregiões.
•Mesorregião do Agreste Potiguar (Rio Grande do Norte) – Na região Agreste do estado, a terceira mais populosa, existe 43 municípios, agrupados nas seguintes microrregiões: Baixa Verde, Borborema Potiguar e Agreste Potiguar
•Mesorregião do Agreste da Paraíba – Na região Agreste do estado, existem 66 municípios agrupados em 8 microrregiões: Campina Grande; Itabaiana; Carimataú Ocidental e Oriental; Esperança; Umbuzeiro; Brejo Paraibano e Guarabira.
•Mesorregião do Agreste de Pernambuco – Na região Agreste do estado, existem 71 municípios agrupados em 6 microrregiões: Vale do Ipanema; Alto Capibaribe; Médio Capibaribe; Garanhuns; Vale do Ipojuca; Brejo Pernambucano.
•Mesorregião do Agreste de Alagoas – Na região Agreste do estado, existem 10 municípios agrupados em 3 microrregiões: Arapiraca; Palmeira dos Índios e Traipu.
•Mesorregião do Agreste de Sergipe – Na região Agreste do estado, existem 17 municípios agrupados em 4 microrregiões: Nossa Senhora das Dores; Agreste de Lagarto; Agreste de Itabaiana e Tobias Barreto.
•Bahia – Não existe uma mesorregião na qual estejam agrupados os municípios que correspondem ao Agreste Baiano. O maior município situado no Agreste Baiano é Feira de Santana, embora a cidade seja conhecida como a “Princesa do Sertão”.
Thais Pacievitch

LOCALIAZAÇÃO ESPACIAL - COORDENADAS GEOGRÁFICAS

sexta-feira, 23 de março de 2012

DIPLOMACIA SECRETA

Diplomacia secreta é o termo utilizado para se referir a uma espécie de entendimento diplomático entre dois ou mais países praticado intencionalmente de modo sigiloso, para acobertar determinadas políticas que seus autores desejam ver postas em prática.
Tais práticas geralmente referem-se a atividades flagrantemente improdutivas ou mesmo danosas ao interesse comum de todos os povos. Utilizada durante a maior parte da história das relações interestatais, ela atingiu seu ápice no século XIX, e foi amplamente utilizada em vários conflitos, com destaque para aquele que garantiu a unificação alemã em 1870, onde um sistema de alianças secreto combinada com uma rede de boatos foi a arma utilizada pelo chanceler alemão Otto von Bismarck para obter a tão sonhada reorganização de seu país. Apesar da boa causa simbolizada na composição de um novo estado, a diplomacia secreta utilizada naquele episódio, bem como em outros causou um tremendo mal estar nas relações entre as nações envolvidas, mantendo posteriormente todos os personagens em clima permanente de conflito, que só chegaria a um fim concreto somente após a Segunda Guerra Mundial. Historicamente então, esse uso que se fez da diplomacia secreta provou-se desastroso para vários países, especialmente para a Alemanha.
É justamente por este entendimento que a diplomacia secreta vem sido combatida de modo sistemático desde o final da Primeira Guerra Mundial, a qual acreditam a maioria dos historiadores que os acordos mantidos secretos, bem como as alianças realizadas tenham contribuído bastante para a escalada do conflito.
A prova irrefutável de que a prática da diplomacia secreta foi considerada um fator primordial na eclosão da guerra está nos Quatorze Pontos propostos em um discurso proferido pelo presidente dos EUA, Woodrow Wilson, em sessão conjunta do Congresso norte-americano, onde ele buscava justificar aos legisladores a luta do país na guerra e estabelecer ainda conceitos a serem seguidos nas conversações que poriam um termo formal à guerra. No primeiro dos quatorze pontos, Wilson deixava claro que “a diplomacia deveria atuar sempre francamente e à luz do público”. Certamente tal franqueza e a necessidade de publicidade dos atos públicos não quer dizer que os acordos diplomáticos devam abandonar qualquer forma de sigilo, que muitas vezes se faz necessário para o sucesso de uma negociação em particular. O que se busca condenar é a prática escusa, a atividade danosa aos interesses de qualquer coletividade, em qualquer ocasião, para se beneficiar os objetivos de alguns poucos.
Recentemente, nos EUA, procurou-se cultivar o termo “diplomacia pública” em contraponto à prática da diplomacia secreta, e que consiste no conjunto de atividades promovidas pelos governos cada nação a fim de influenciar positivamente a opinião pública e organizações estrangeiras relativamente à imagem ou a política de seus países. A diplomacia pública se manifesta hoje em dia, por exemplo, nas doações financeiras promovidas a nações mais pobres ou a organizações internacionais de promoção do bem estar, ou então no gesto de muitos países em perdoar as dívidas de países menos desenvolvidos.
Emerson Santiago.

COMO ACONTECE UM TSUNAMI

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segunda-feira, 19 de março de 2012

AMÉRICA CENTRAL

A América Central é a parte do continente americano que une a América do Sul a América do Norte. Ao norte é limitada pela Península de Iucatã (México) e ao sul pela Colômbia. É dividida em duas partes: Ístimica (parte continental que liga a parte sul com a norte da América) e Insular (ilhas).
Informações importantes sobre a América Central: 
 - A América Central é banhada por dois oceanos: Atlântico (leste) e Pacífico (oeste).
- A área da América Central é de, aproximadamente, 540 mil km2.
- O continente está assentado na Placa Tectônica Caribeana;
- A maioria dos países da América Central tem o espanhol como idioma oficial;
- Muitos países da América Central possuem economias pouco desenvolvidas e baseadas na agricultura, turismo e pequenas indústrias;
- O mar da caraíbas banha as ilhas da América Central. Em função do nome deste mar, esta região é conhecida como Caribe.
- Os seguintes países fazem parte da América Central: Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Cuba, Dominica, República Dominicana, Granada, Haiti, Jamaica, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Trinidad e Tobago.
- Além destes países, localizam-se  na América Central algumas dependências. Os Estados Unidos possuem as seguintes dependências: Porto Rico, Ilha Navassa e Ilhas Virgens dos Estados Unidos. A França possui São Bartolomeu e São Martinho. A holanda possui Aruba e Antilhas Holandesas. O Reino Unido possui Anguila, Ilhas Cayman, Monserrat, Ilhas Virgens Britânicas e Ilhas Turcas e Caicos.
- Existem ainda os territórios ultramarinos que não são dependências, mas sim parte do território de outros países que estão situados na América Central. Guadalupe e Martinica fazem parte do território francês. Ilha das Aves faz parte do território venezuelano. Arquipélago de Santo André faz parte da Colômbia.
- O clima tropical é o predominante na América Central;
- Os principais rios da América Central são: rios Lempa, Ulúa, Coco, Usumacinta e Motagua.
- Os principais lagos da América Central são: lagos Gatún, Nicarágua e Manágua;
- A biodiversidade da América Central é riquíssima, pois existem várias florestas tropicais com grande quantidade de espécies animais e vegetais;
- A religião predominante é a católica, porém as igrejas evangélicas vem crescendo muito nos últimos anos. Há também a prática de religiões de origem africana em diversos países.
SUA PESQUISA

DESERTIFICAÇÃO

Desertificação é o fenômeno de transformação de terras com potencial produtivo em terras inférteis. Esse fenômeno ocorre em regiões de clima árido, semi-árido e sub-úmido seco, destruindo cerca de 60mil km² de terras por ano no mundo todo.
A desertificação começou a ser estudada durante os anos 30, quando uma série de tempestades de areia varreu o meio oeste dos EUA, passando pelos estados de Oklahoma, Kansas, Novo México e Colorado e cobrindo cidades inteiras. O desastre, que apelidou a região de “Dust Bowl” (“Prato de poeira”), forçou a migração de milhares de pessoas para outros estados, trazendo, também, problemas sócio-econômicos como o desemprego e a pressão sobre a infra-estrutura das cidades. Aliás, este é um dos vários problemas causados pelo processo de desertificação.
As perdas econômicas anuais devido ao processo de desertificação chegam a 4 bilhões de dólares no mundo todo e 100 milhões de dólares só no Brasil. O problema se agrava ainda mais pelo fato de a maior parte das regiões atingidas pelo processo de desertificação ser de regiões pobres em países subdesenvolvidos, como por exemplo, a África onde em meados da década de 70, 500 mil pessoas morreram de fome na região conhecida como Sahel devido a processos de desertificação. (fonte: Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura).
Mais tarde, a Eco 92 (a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento e Meio Ambiente), traçaria como objetivo principal das nações o Desenvolvimento Sustentável do Planeta, bem como a elaboração de uma Convenção para o Combate a Desertificação. Nessa Convenção foram elaborados estudos sobre os principais problemas decorrentes da desertificação a suas causas.
Dentre as causas listadas pela Convenção encontra-se o uso intensivo e inadequado do solo em regiões de ecossistemas frágeis com baixa capacidade de recuperação resultando na salinização de solos pela irrigação mal planejada. O sobre-pastoreio, o desmatamento, o esgotamento do solo e dos recursos hídricos e o manejo inadequado na agropecuária são outros fatores que agravam o problema.
Além de tornar a região vulnerável à seca causando prejuízos diretos na agricultura e pecuária com perdas sensíveis para a economia dos locais atingidos, a desertificação causa perda da biodiversidade, perda dos solos por erosão e diminuição dos recursos hídricos levando ao abandono das terras pela população, que migra para as cidades gerando outro problema: o aumento dos problemas ambientais e sócio-econômicos urbanos.
 No Brasil algumas regiões apresentam características geoclimáticas e ecológicas que favoreceram a aceleração do processo totalizando uma área de 18,7 mil km² de áreas chamadas de núcleos de desertificação em cidades do Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco. Outras regiões atingidas pelo processo de desertificação no Brasil são as regiões do Semi-árido, da Bahia, Sergipe, Paraíba, Amazônia, Rondônia, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Entretanto, atualmente, as regiões que apresentam maiores estágios de desertificação encontram-se na China. O país que costumava apresentar uma média de 6 tempestades de areia por ano, registrou 8 tempestades até abril de 2006, prejudicando seriamente sua capacidade produtiva. O que não significa prejuízo apenas para a China, mas para a economia do mundo inteiro.
Iniciativas
Felizmente iniciativas vêm sendo tomadas. A Agenda 21 (Documento da Eco 92 que estipula ações para o desenvolvimento sustentável) prevê a criação de políticas e ações efetivas dos 181 países que a ratificaram na tentativa de deter o processo de desertificação. O Programa de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca na América do Sul vem funcionando com o apoio do Fundo Especial de Governo do Japão, do IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura) e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) através de Programas de Ação Nacional (PAN) que visam combater a desertificação com ações para recuperar áreas degradadas e iniciativas educativas para evitar que mais áreas sejam utilizadas inadequadamente.
Contudo, podemos concluir que a recuperação de uma área em processo de desertificação é muito complexa devido à necessidade de se controlar o avanço da degradação e combater o uso irracional do solo através de medidas educativas que irão prevenir que mais áreas sejam transformadas em desertos.
Caroline Faria.

quinta-feira, 15 de março de 2012

AURORA AUSTRAL


Feita a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), a imagem mostra uma aurora austral sobre o mar, entre a Austrália e a Antártica. A imagem foi registrada pelo astronauta holandês Andre Kuipers  dia 10 de março.(Fonte G1).

quarta-feira, 14 de março de 2012

AGROSSISTEMAS

O agrossistema compreende um sistema agrário  de produção agropecuária que se ocupa a analisar o tipo de cultura e criações presentes na produção, sobretudo está atento às técnicas elaboradas e utilizadas no estudo da relação e impacto produtivo da agricultura e pecuária no campo.
Sobre o espaço rural, busca-se analisar a produtividade em termos de densidade e dimensão de uma determinada propriedade e o destino final da produção. Há diversos estilos de agrossistemas praticados em diferentes regiões, níveis econômicos, condições naturais e traço cultural.
Agropecuária intensiva
Apresenta alto nível de densidade de criação de animais (gado) e cultivo, numa área em que plantas e animais ficam concentrados com maior aproveitamento da terra.
Agropecuária extensiva
Apresenta baixa densidade da criação do gado e das culturas semeadas, estando mais dispersos num determinado terreno, com baixo aproveitamento da terra.
Agropecuária comercial
Produção voltada para a demanda do comércio e necessidades do mercado consumidor.
Agropecuária de subsistência
A produção é realizada para o suprimento das necessidades alimentares de quem trabalha na terra, o que é excedente é comercializado.
Relativo ao tipo de propriedade, podemos definir como privada, quando a posse da terra pertence a um indivíduo, empresa ou instituição; estatal, quando  a terra é de posse do estado e governo; e coletiva, quando pertence a uma comunidade. As propriedades podem ser de grandes como os latifúndios que, em geral, são improdutivos ou geram baixo aproveitamento da extensão da terra; médias dependendo do nível de produção e aproveitamento da extensão da terra por região, mas na maioria dos casos são propriedades que atendem a um mercado regional; e as pequenas propriedades, também referidas como minifúndios onde há produção de subsistência.
O agrossistema tradicional é o que apresenta maior utilização do trabalho humano e menos uso da tecnologia. O agrossistema moderno é o que utiliza mais máquinas, adubos e menos trabalho manual.
Há também os agrossistemas alternativos que utilizam projetos ecológicos e orgânicos para mitigar possíveis impactos ambientais e sociais.
O agrossistema tradicional pode ser divido em:
Plantations – originário do estilo colonial inglês, cultivam um único produto para fim comercial com trabalho mal remunerado.
Agricultura itinerante – referido como sistema de roças, praticado em áreas, cujo solo é pobre por culturas anteriores.
Agricultura de jardinagem – Há o predomínio em pequenas propriedades agrárias para atender a uma população local, referente à rizicultura (cultura do arroz)
Transumante – Criação de animais em áreas áridas e semi-áridas, cujo pastoreiro é nômade na busca de água para o rebanho.
Agricultura mediterrânea – Uma prática milenar que se concentra ao redor do mar Mediterrâneo para a produção de azeite, cereais, especiaria e vinho.
Fernando Rebouças.


DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO


O Desenvolvimento econômico  ocorre quando a renda real de um país , proveniente de atividades produtivas, aumenta no decorrer de um determinado período de tempo. Quando falamos em renda nacional, referimo-nos ao produto total de um país, relativo a bens e serviços finais.
A renda nacional deve ser corrigida pelo índice de preços de bens e consumo e bens de capital. Quando o desenvolvimento atinge um índice superior ao do demográfico, a renda per capita tende a aumentar.
Desenvolvimento econômico não é somente o crescimento da produção, mas também abrange o significado de aspectos qualitativos presentes no próprio processo. Um desenvolvimento econômico de qualidade é aquele que visa uma distribuição igualitária e justa de seus frutos, que propicia a redução da pobreza, que eleva o poder de compra do salário do trabalhador, melhores condições de trabalho e moradia, além da ampliação dos benefícios sociais.
O desenvolvimento econômico é medido por índices internos, pertencentes às instituições nacionais e, externos, estes referentes aos parceiros e instituições estrangeiras. O desenvolvimento dessa natureza é considerado um processo que requer estudos, planejamento e ações constantes; atua em determinadas potencialidades do país e pode representar modificações e novas direções em virtude de algumas variáveis (políticas, ambientais, mercadológica, etc.).
O seu resultado geral é o crescimento do produto nacional de uma economia, uma variação particular a longo prazo. O seu processo requer ajustes institucionais, fiscais e jurídicos. Um desenvolvimento perene requer contínuo respeito às instituições públicas e privadas, incentivos às inovações, investimentos estratégicos e um proveitoso sistema de produção e distribuição de bens e serviços à população e aos mercados.
A concepção do desenvolvimento econômico está interligado a processos dinâmicos, acumulação de capital, geração de de renda, geração de financiamento e oportunidades de mercado. Está mais presente nas economia capitalistas. É um processo quantitativo e qualitativo.
Há países que muito produzem, mas pouco se desenvolvem, isso pode ser decorrente da baiza especialização de sua mão de obra e falta de valor agregado aos seus produtos e serviços ofertados no mercado interno e externo. A noção de valor agregado e demais atribuições à movimentação mercadológica de uma país se aprofundaram a partir do século XVIII, com o surgimento dos novos meios de produção a partir da Revolução Industrial. Antes da Revolução Mundial, ainda permanecia na mente humana que país desenvolvido era aquele que possuia mais metais preciosos, terras fertéis e áreas colonizadas.
Até a agricultura passou a ser gerida e exigida de uma nova maneira, a atender não somente às demandas domésticas, mas também as demandas de produção industrial, outras revoluções ocorreram nos transportes e na área de prestação de serviços. Segundo o economista Celso Furtado, o desenvolvimento econômico é :
“…um processo de mudança social pelo qual um número crescente de necessidades humanas – preexistentes ou criadas pela própria mudança – são satisfeitas através de uma diferenciação no sistema produtivo decorrente da introdução de inovações tecnológicas.”
Fernando Rebouças.