quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

FORMAÇÃO DOS VULCÕES

Os vulcões são responsáveis pela liberação de magma acima da superfície da crosta. Eles funcionam como válvulas de escape do magma (rocha em estado ígneo) e dos gases que existem na camadas mais interiores da Terra.
Tais materiais encontram-se sob altíssima pressão, assim como sob elevadas temperaturas. Diz-se, ainda, que o movimento das placas tectônicas pode causar as erupções vulcânicas.
Os vulcões resultam de uma fusão parcial, sob condições específicas, dos materiais das profundas camadas do interior do Planeta, fusão que produz o magma, expelido através de uma cratera ou fenda. As zonas onde ocorre esta fusão parcial estão ligadas à dinâmica do globo, e a distribuição dos vulcões na face da Terra é explicada de modo coerente pela teoria das placas tectônicas.
Em alguns casos os vulcões ocorrem em "ponto quente" no meio das placas tectônicas, como o caso do campo vulcânico no parque nacional de Yellowstone nos Estados Unidos ou das ilhas Havaianas.
Os vulcões marcam os grandes acidentes da litosfera e sua localização é classificada em função dos movimentos gerados pelo deslocamento das placas: zonas de divergências ou de abertura, como as dorsais oceânicas ou certas bacias de afundamento, zonas de convergências ou de subducção, que dão origem aos arcos insulares (Japão, Ilha de Sonda) e às cordilheiras de limites de placas (Andes); zonas "intraplaca", delimitadas pela existência de fissuras locais na crosta terrestre.
A profundidade e a composição dos materiais submetidos à parcial determinam a composição das magmas. Assim, o magma resultante de vulcanismo ligado às zonas de divergências é de natureza toleítica; o proveniente de vulcanismo ligado à subducçaõ é calco-alcalino; e o originado de vulcões intraplaca é essencialmente alcalino.
Os produtos vulcânico são classificados segundo a composição química e mineralógica ou segundo propriedades físicas. Distinguem-se assim, as lavas, as projeções e os gases.
As lavas é a parte líquida do magma; ela forma o derramamento ou a extrusão, de acordo com sua maior menor viscosidade. Em geram, as lavas básicas são mais fluidas que a ácidas, que se solidificam rapidamente e são freqüentemente cheias de bolhas.
As projeções resultantes das fases explosivas são classificadas em função de suas dimensões em : bombas, escórias, lapíli (produtos sólidos provenientes das erupções vulcânicas, do tamanho da avelã), cinzas e poeiras. A cimentação dessas projeções forma os tufos vulcânicos (qualquer dos produtos de projeção vulcânicas que se hajam consolidado). Os gases dissolvem-se na água ou na atmosfera, interferindo sobremaneira na evolução destas.
Onde duas placas movem se afastando, as erupções vulcânicas não são tão explosivas, gerados apenas rios de lavas mais fluida com entre 1 e 10 metros de espessura que se espalham por vastas áreas. Neste caso formam-se vulcões com bases maiores e mais inclinados. Os vulcões na Havaí e Islândia são exemplos típicos desse tipo de vulcão.
O mesmo não acontece quando as placas colidem. Nesse caso as erupções são violentas. A lava é grossa e viscosa, e nuvens de gás, poeira e fragmentos de lava podem ser lançados na atmosfera. O magma esfria rapidamente e acumula-se em volta da fenda, formando vulcões mais altos com os lados íngremes e com o diâmetro do cone central menor.
A colisão da placas na crostas oceânicas produziu arcos de ilhas, como as Antilhas e as ilhas japonesas.
A maioria dos mais altos são, na verdade, uma composição dos dois tipos descritos acima. São formados por um ciclo de pequenas erupções de lava fluida, que cria uma base resistente e extensa, seguida de erupção explosiva que forma um cone central resistente.
No passado grandes explosões de lava fluida de complexos sistemas de fissuras aconteceram e formaram extensos platôs de até 130,000 Km², como é o caso Platô Columbia nos estados de Oregon e Washington nos Estados Unidos. Erupções ainda mais volumosas, embora quietas acontecem até hoje no fundo dos oceanos, onde o pavimentos está em constante formação.
Vulcões com erupções são chamados ativos, e aquele onde ocorrem mais erupções são os extintos. Os vulcões apresenta, períodos de "repouso" (fase de letargia) mais ou menos longos (de100 a 10 mil anos podendo chegar a até 100 mil anos).
Os vulcões são responsáveis pela formação de rochas ígneas, também chamadas eruptivas, magmáticas ou vulcânicas. Elas nada mais são do que a lava solidificada. A lava geralmente sai do vulcão a uma temperatura de 850º a 1250º C. Normalmente a lava inclui alguns cristais flutuantes no material líquido. Se a lava esfria devagar os cristais podem ter tempo para crescer.
Os vulcões também são responsáveis pela formação de montanhas.
A forma dos edifícios vulcânicos depende da dinâmica, isto é, das propriedades físicas dos produtos emitidos, assim como da profundidade (entre 5 a 20 Km) e do volume da câmara ou reservatório magmático.
As erupções vulcânicas podem ser brutais. Dentre as mais mortíferas, destacam-se as erupções do Krakatoa, na Indonésia (1883); a do monte Pelée, na Martinica (1902) e a do Nevado del Ruiz, na Colômbia (1985).


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

INVASÃO DE PRODUTOS CHINESES NO BRASIL

A partir dos anos 2000, a China se tornou no principal parceiro comercial do Brasil, porém, além de comprar as commodities brasileiras, passou a vender mais para o nosso país. Esse cenário comercial entre China e Brasil começou a preocupar a indústria brasileira.
A invasão de produtos importados foi iniciada após o lançamento do Plano Real em meados dos anos 1990, e intensificada nos anos 2000 com a estabilidade econômica brasileira e a depreciação do dólar a partir da crise financeira dos EUA em 2008. Com o real mais valorizado, as empresas nacionais se tornaram menos competitivas perante os produtos importados da China no mercado externo e interno.
Apesar da questão monetária, a China é um país que produz com baixo custos tributários, e com baixo nível de barreiras comerciais em comparação ao Brasil. Segundo relatório da Cdib (Comissão de Defesa da Indústria Brasileira), nos anos 2000, diversas empresas nacionais fecharam a partir do crescimento das importações chinesas.
A falência atingiu empresas de diferentes setores: peças, tecidos, brinquedos, ferramentas, eletroeletrônico e até de escovas de dentes (higiene pessoal). Segundo a instituição, a falência de uma fábrica gera perda de postos de trabalhos para técnicos e especialistas. Para os economistas, o Brasil pode estar iniciando um processo de desindustrialização.
Quando um produto chinês é comprado, um produto brasileiro encalha e se exclui a possibilidade de emprego no Brasil. A compra de um produto chinês gera emprego na China. Mas, a escolha de um produto chinês, é incentivada pelo preço final do produto importado.
O Brasil possuía três empresas de produção de ímã ferrite, muito utilizado em alto-falante, a partir da importação dessa peça da China, hoje, no Brasil,resta apenas uma fábrica nesse setor. No início de 2012, foi realizada uma reunião para analisar a invasão de produtos chineses no mercado latino-americano, o evento foi organizado pelo Conselho Empresarial Brasil-Argentina, com o aval da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
O Conselho Empresarial Brasil-Argentina foi criado pelos governos do Brasil e Argentina para tentar barrar o avanço dos produtos chineses na América do Sul, o conselho é formado por representantes da CNI e da instituição similar argentina, a UIA (União Industrial Argentina).
Fernando Rebouças
 


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

BRASÍLIA

Brasília é a capital federal do Brasil e a sede do governo do Distrito Federal. A cidade está localizada na região Centro-Oeste do país, ao longo da região geográfica conhecida como Planalto Central. No censo demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, sua população era de 2 562 963 habitantes, sendo então a quarta cidade brasileira mais populosa. Brasília também possui o segundo maior PIB per capita do Brasil (45 977,59 reais), o quinto maior entre as principais cidades da América Latina e cerca de três vezes maior que a renda média brasileira.
Como capital nacional, Brasília é a sede dos três principais ramos do governo brasileiro e hospeda 124 embaixadas estrangeiras. A cidade também abriga a sede de muitas das principais empresas brasileiras. A política de planejamento da cidade, como a localização de prédios residenciais em grandes áreas urbanas, a construção da cidade através de enormes avenidas e a sua divisão em setores, tem provocado debates sobre o estilo de vida nas grandes cidades no século XX. O projeto da cidade a divide em blocos numerados, além de setores para atividades pré-determinadas, como o Setor Hoteleiro, Bancário ou de Embaixadas.
O plano urbanístico da capital, conhecido como "Plano Piloto", foi elaborado pelo urbanista Lúcio Costa, que, aproveitando o relevo da região, adequou-o ao projeto do lago Paranoá, concebido em 1893 pela Missão Cruls. A cidade começou a ser planejada e desenvolvida em 1956 por Lúcio Costa e pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek, Brasília tornou-se formalmente a terceira capital do Brasil, após Salvador e Rio de Janeiro. Vista de cima, a principal área da cidade se assemelha ao formato de um avião ou de uma borboleta. A cidade é comumente referida como Capital Federal.
No senso comum, a palavra "Brasília" normalmente se refere apenas à Primeira Região Administrativa do Distrito Federal (DF), onde os edifícios governamentais mais importantes estão localizados. A capital tem um estatuto único no Brasil, já que é uma divisão administrativa, em vez de um município, como quase todas as outras cidades do país. Nacionalmente, o nome da cidade é quase sempre usado como sinônimo de Distrito Federal, que constitui uma unidade federativa indivisível, análogo a um estado. Há várias "cidades-satélites", que também fazem parte do DF.
Fonte: Wikipédia.

 


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

ACEGUA


Acegua, palavra de origem guarani que quer dizer "local de descanso eterno" é uma cidade do Rio Grande do Sul, distante 428 km de Porto Alegre.
 
Localização
Sudoeste rio-grandense –  Campanha Meridional
Área
1.549,5 km²
População
4.394 hab. censo IBGE 2010.
Densidade demográfica
2,8 hab./km²
PIB
R$ 92.000.000,00
PIB PER CAPTA
R$ 21.196,00
Atividade Econômica
Agropecuária.
Fundação
16/04/1996.

Fontes: IBGE, Wikipédia e www.acegua.rs.gov.br/

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

BÁLTICO

A região do Báltico localiza-se a nordeste da Europa e recebe tal nome por ser banhada pelo mar Báltico, que ocupa o litoral da Suécia (país integrante da península escandinava), Finlândia, Rússia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, nordeste da Alemanha e o leste da Dinamarca e suas numerosas ilhas. Nesta região, três destes países são caracterizados como “países bálticos“. São eles: Estônia, Lituânia e Letônia.
Geograficamente, estes três países têm muito em comum, com florestas e lagos cobrindo boa parte de suas áreas rurais. Existem aproximadamente 2800 lagos somente na Lituânia, muitos deles glaciais. Na Letônia merece destaque o Parque Nacional Gauja, que abriga uma vegetação exuberante, com linces, lobos, e a maior população de castores da Europa. A superfície da Estônia é composta 50% de florestas, 5% de lagos, além de 1500 ilhas, entre elas Saarema, que é mencionada nas sagas escandinavas e que resistiu a inúmeros ataques vikings.
Os estonianos e os livônios (povo quase extinto atualmente, assim como sua linguagem) são descendentes dos finlandeses do Báltico, e compartilham línguas relacionadas, além de uma herança cultural comum. Já os letões e lituanos, estão ligados linguística e culturalmente, e são descendentes dos baltos (ou bálticos), um povo indo-europeu.
Os primeiros habitantes da região são conhecidos como baltos (bálticos), que chegam à região por volta de 3500 e 2500 a.C. Em 98, Tácito descreveu uma das tribos que vivem perto do Mar Báltico (Mare Svebicum) como “aestiorum gestes”, coletores ambar. Por volta do ano 1000 e nos cerca de 500 anos seguintes os países bálticos estiveram sob a influência da Liga Hanseática, uma organização de comerciantes, da qual Riga (Letônia) era seu maior posto de comércio a leste. No século XIII, o cristianismo e o feudalismo foram efetivamente impostos à região das modernas Estônia e Letônia por meio da invasão dos cruzados do ocidente e da conversão dos governantes da Lituânia do paganismo ao cristianismo.
Em 1589, enquanto a Letônia e a Estônia permanecem na Liga Hanseática, a Lituânia se junta à Polônia. Em 1795, após uma nova partição da Polônia, a Lituânia e os outros dois países bálticos são anexados ao Império Russo, e assim permanecem, até emergirem como nações independentes, no rescaldo da Primeira Guerra Mundial, de 1918-1920, apenas para ser brutalmente subjugados pela União Soviética comunista por mais 50 anos após a Segunda Guerra Mundial. As últimas tropas russas se retiraram em agosto de 1994 e as três nações têm sido membros da União Europeia e da OTAN desde 2004. Hoje os três países formam democracias liberais, cujas economias de mercado estão passando por uma rápida expansão.
Emerson Santiago



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ARQUIPÉLAGO DE GALÁPAGOS

As Ilhas Galápagos ou Arquipélago de Colombo, como também são conhecidas, constituem um total de 13 ilhas maiores, 6 menores e mais de 40 pequenas ilhas; de todo esse território, 8.010 km², situado a cerca de mil quilômetros a oeste do litoral equatoriano, no Pacífico, somente quatro são povoadas.
Este arquipélago  encontra-se em terras do Equador; seu âmbito administrativo está sob a alçada da província de mesmo nome, que tem como capital Puerto Baquerizo Moreno. As Ilhas se tornaram famosas depois da antológica viagem do naturalista inglês Charles Darwin, criador da Teoria da Evolução das Espécies.
Galápagos revela, até hoje, uma assombrosa biodiversidade, configurando para uma multiplicidade de espécies animais muito particulares, que englobam as conhecidas tartarugas desta região, o habitat ideal. Esta vasta riqueza está sob a gestão do Equador, e constitui a maior oficina biológica de todo o Planeta. Em nenhum outro lugar do mundo é possível encontrar tantas variedades no que se refere à flora e à fauna.
Tudo nesta esfera contribuiu para criar este paraíso das espécies, desde sua localização, ao sul da linha do Equador, para onde se direcionam diversas correntes marítimas, até as temperaturas locais e a rara presença de predadores, incluindo o próprio ser humano. Isto possibilitou a inúmeros espécimes evoluírem e sobreviverem até os dias atuais, constituindo exemplares singulares, só encontrados neste ambiente. Aí também os turistas se deparam com os cenários mais exuberantes e diversificados.
Estudos indicam que as ilhas surgiram em meio ao Pacífico há pelo menos cinco milhões de anos, em consequência de erupções de vulcões localizados sob o mar. E são justamente os produtos destas convulsões que conferem ao arquipélago uma atmosfera extraterrena, com suas camadas de lava e rochas de origem vulcânica.
As Ilhas Galápagos são vistas inicialmente em duas cartas geográficas do século XVI, denominadas então Ilhas das Tartarugas. Seu primeiro habitante foi Patrick Watkins, um irlandês aí legado ao desamparo em 1807. Durante dois anos ele permaneceu neste local praticando a lavoura e permutando a colheita por garrafas de rum com os eventuais turistas da época. Em 1809 ele conseguiu deixar o local.
Galápagos foi legalmente ligada ao Equador em 1832, batizada então como Archipiélago del Ecuador, embora seu título oficial seja Arquipélago de Cólon. A fauna e a flora atingem as ilhas por meio do continente, fixando-se nos primordiais rios de lava que configuram as Ilhas Galápagos desde tempos ancestrais.
Desfilam neste território tartarugas imensas, iguanas marítimas e terrenas, lagartixas de lava, tentilhões, pinguins menores, as mais belas focas e simpáticos golfinhos. Além do mais, as ondas que formam os mares desta região levam os surfistas ao êxtase. Elas são consideradas magistrais pelos especialistas. Por tudo isso e muito mais a Unesco decretou as Ilhas Galápagos como Patrimônio Natural da Humanidade.
Ana Lucia Santana

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

DESINDUSTRIALIZAÇÃO

A redução de instalações e capacidade industrial de um país é caracterizado como desindustrialização. A desindustrialização está envolvida com as mudanças sociais e econômicas resultante da macroeconomia. A partir do momento que um  país torna-se menos competitivo e mais caro para produzir algum bem, corre o risco de iniciar um processo de desindustrialização.
A desindustrialização torna-se mais grave quando um país ou região sofre a perda de atividade na indústria transformadores. A desindustrialização também pode ser entendimento como um processo oposto ao da industrialização.
Os fatores da desindustrialização começaram a ser percebidos no Brasil a partir dos anos 2010, quando a valorização do real e invasão dos produtos chineses no país desequilibrou o ritmo produtivo de nossas indústrias para o mercado interno e externo. A não produção de bens também gera atrofia na capacidade tecnológica de um país, o tornando dependente da plataforma produtiva de outros países, seja a mesma instalada em outro país ou em parte em seu território.
A desindustrialização que afeta as empresas nacionais também se refere à desnacionalização das plataformas de produção. Como citado no parágrafo anterior, quando o país mantém parte das plataformas produtivas, na maioria dos casos, as mesmas representam bases de produção instaladas e mantidas por grandes multinacionais que utilizam e aplicam conhecimento e tecnologia desenvolvida em outros países.
Esse cenário de perdas de instalação de indústrias nacionais pode gerar impactos negativos sobre o desenvolvimento socioeconômico, a geração de emprego, valorização salarial, saúde e interferir em outras questões sociais, como a violência. Por outro lado, a desindustrialização pode ser iniciada quando as instalações industriais de um país se encontram atrasadas e não integradas ,enfraquecendo a potencial produtivo.
A ausência de indústrias com capital nacional pode afetar a postura do país no cenário da política econômica e externa. O Brasil tem sentido os efeitos de uma inicial desindustrialização ao manter relações comerciais com a China, relações que afetam os produtor brasileiro num momento de baixa competitividade tecnológica, trabalhista e cambial em comparação às condições de produção das indústrias chinesas. É muito mais barato produzir na China e comprar da China do que produzir e exportar a partir do Brasil. O risco de desindustrialização tem sido percebido em outros países do Mercosul. Para que as importações não prejudique o fabricante local, torna-se necessário a aplicação de políticas que limitem as importações, protejas indústrias nacionais e a ajudem a alcançar altos níveis de competitividade.
Fernando Rebouças
 


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ASTERÓIDES

Recebem o nome de asteróides os objetos rochosos e metálicos que orbitam o Sol  mas não possuem o tamanho necessário para serem classificados como planetas. Considerados materiais remanescentes da formação do sistema solar, a teoria atualmente predominante sugere que tais corpos constituem materiais que nunca fundiram-se em um planeta. Outra ideia acerca da origem dos asteróides sugere que estes são os restos de um planeta que foi destruído em tempos remotos numa brutal colisão. “De fato, calculando-se a massa total de todos os asteróides, temos uma massa de 1.500 quilômetros (932 milhas) de diâmetro, equivalente a menos que a metade do diâmetro da Lua terrestre.” ¹
O asteróide de maior tamanho é 1 Ceres, que possui 933 km em diâmetro e contém cerca de 25% da massa de todos os asteróides conhecidos combinados. Outros corpos similares de destaque são 2 Pallas, 4 Vesta e 10 Hygiea que medem entre 400 e 525 km de diâmetro. Com exceção destes, todos os outros asteróides conhecidos tem menos que 340 km ou até mesmo a dimensão de pequenas pedras.
O início da pesquisa científica direcionada a estes corpos do sistema solar remonta a 1772, quando o matemático Johann Titus e o astrônomo Johann Bode elaboraram uma sequencia matemática que previa a possibilidade de existir um planeta que orbitaria Marte e Júpiter. A teoria inicia uma busca entre os estudiosos pelo suposto planeta, sendo que em 1801 o astrônomo Giuseppi Piazzi descobre um corpo na mesma área, ao qual imaginava ser um cometa. Ao definir melhor sua órbita, batizou-o com o nome de Ceres. Ceres, entretanto, demonstra características muito diferentes de Marte e Júpiter, levando à conclusão de que tinha dimensões muito menores que a de um planeta convencional. Mais tarde, outros corpos semelhantes foram descobertos próximos a Ceres, e receberam o nome de asteróides (palavra que significa semelhante a estrela, em grego).
Os asteróides são classificados de acordo com seus espectros (e consequentemente pela sua composição química) e por seu albedo:
 •tipo C, que inclui mais de 75% dos asteróides conhecidos; são extremamente escuros, de composição química similar à do Sol, exceto pela falta de hidrogênio, hélio e outros elementos voláteis;
 •tipo S, no qual estão 17% dos asteróides, relativamente luminosos, compostos de níquel-ferro metálico misturado a ferro e silicatos de magnésio.
 •tipo M, que engloba grande parte do restante dos asteróides, compostos de puro níquel-ferro;
 •além destes, registram-se cerca de uma dúzia de tipos raros de composição diferente dos demais.
Emerson Santiago
 


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

MAR NEGRO

Recebe o nome de mar Negro o mar interior situado entre a região mais a sudeste da Europa e as bordas extremo oeste do continente asiático. Excluindo seu braço norte, o Mar de Azov, o Mar Negro ocupa cerca de 436.400 km², uma área semelhante à dos estados de São Paulo e Paraná combinados.
Há várias teorias sobre a origem de seu nome, sendo que a denominação Negro passa a ser a mais famosa, que se acredita foi dada pelos turcos em tempos medievais. Seu nome talvez possa ser derivado de algumas de suas peculiaridades, como a de o nível de sua água permanecer sempre o mesmo. Devido à ausência de marés altas ou baixas, não há flutuação do nível, tornando-se um mar calmo, tranquilo e sereno na superfície. Outro fato intrigante é que os mortos parecem “resistir” às águas do Mar Negro: restos de navios, seres humanos e outros materiais perecíveis como cordas, madeira etc ainda podem ser encontrados no leito do mar, centenas de anos após a sua entrada naquelas águas. A explicação científica para isso é que, devido à natureza anóxica das camadas inferiores de água do mar (água desprovida de oxigênio dissolvido), o processo de decomposição é extremamente lento, explicando assim tal aspecto bizarro.
O mar Negro está limitado pelo sudeste do continente europeu, a península da Anatólia e o Cáucaso. Ele é conectado com o mar Mediterrâneo através do estreito de Bósforo, o mar de Mármara e o estreito de Dardanelos. O mar Negro se liga ao oceano Atlântico através dos mares Mediterrâneo e Egeu e de vários estreitos. O Estreito de Bósforo o liga ao mar de Mármara, e o estreito de Dardanelos conecta esse mar à região do Mar Egeu do Mediterrâneo, formando assim uma fronteira natural entre a Europa oriental e a Ásia ocidental. O mar Negro está ligado ainda ao mar de Azov pelo estreito de Kerch.
Este grande mar interior demarca ainda o litoral de seis países: Romênia e Bulgária a oeste, Ucrânia, Rússia e Geórgia ao norte e leste, e Turquia, a sul. Além disso, sua configuração é influenciada pelas águas de rios vindas de outras dez nações através dos cinco principais rios que desembocam no mar Negro, o maior dos quais é o rio Danúbio.
Ao longo dos tempos, o mar Negro tem sido de fundamental importância para o comércio e transporte regional. Hoje, este corpo d’água serve como uma via principal para o transporte de energia para a Europa, proveniente da Rússia e da Ásia ocidental, fazendo do mar Negro uma importante commodity. Ele é ainda uma das mais movimentadas vias do mundo, e em 2005 mais de 55.000 navios, incluindo quase 6.000 petroleiros passaram pelo Estreito de Bósforo, na sua maioria petroleiros russos.
Emerson Santiago
 


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

COMO SE FORMA O CICLO DA ÁGUA

Pode admitir-se que a quantidade total de água existente na Terra, nas suas três fases, sólida, líquida e gasosa, se tem mantido constante, desde o aparecimento do Homem. A água da Terra - que constitui a hidrosfera - distribui-se por três reservatórios principais, os oceanos, os continentes e a atmosfera, entre os quais existe uma circulação perpétua - ciclo da água ou ciclo hidrológico. O movimento da água no ciclo hidrológico é mantido pela energia radiante de origem solar e pela atração gravítica. Pode definir-se ciclo hidrológico como a sequência fechada de fenômenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera, na fase de vapor, e regressa àquele, nas fases líquida e sólida. A transferência de água da superfície do Globo para a atmosfera, sob a forma de vapor, dá-se por evaporação direta, por transpiração das plantas e dos animais e por sublimação (passagem direta da água da fase sólida para a de vapor).A quantidade da água mobilizada pela sublimação no ciclo hidrológico é insignificante perante a que é envolvida na evaporação e na transpiração, cujo processo conjunto se designa por evapotranspiração. O vapor de água é transportado pela circulação atmosférica e condensa-se após percursos muito variáveis, que podem ultrapassar 1000 km. A água condensada dá lugar à formação de nevoeiros e nuvens e a precipitação a partir de ambos. A precipitação pode ocorrer na fase líquida (chuva ou chuvisco) ou na fase sólida (neve, granizo ou saraiva). A água precipitada na fase sólida apresenta-se com estrutura cristalina no caso da neve e com estrutura granular, regular em camadas, no caso do granizo, e irregular, por vezes em agregados de nódulos, que podem atingir a dimensão de uma bola de tênis, no caso da saraiva. A precipitação inclui também a água que passa da atmosfera para o globo terrestre por condensação do vapor de água (orvalho) ou por congelamento daquele vapor (geada) e por intercepção das gotas de água dos nevoeiros (nuvens que tocam no solo ou no mar). A água que precipita nos continentes pode tomar vários destinos. Uma parte é devolvida diretamente à atmosfera por evaporação; a outra origina escoamento à superfície do terreno, escoamento superficial, que se concentra em sulcos, cuja reunião dá lugar aos cursos de água. A parte restante infiltra-se, isto é, penetra no interior do solo, subdividindo-se numa parcela que se acumula na sua parte superior e pode voltar à atmosfera por evapotranspiração e noutra que caminha em profundidade até atingir os lençóis aquíferos (ou simplesmente aquíferos) e vai constituir o escoamento subterrâneo. Tanto o escoamento superficial como o escoamento subterrâneo vão alimentar os cursos de água que deságuam nos lagos e nos oceanos, ou vão alimentar diretamente estes últimos. O escoamento superficial constitui uma resposta rápida à precipitação e cessa pouco tempo depois dela. Por seu turno, o escoamento subterrâneo, em especial quando se dá através de meios porosos, ocorre com grande lentidão e continua a alimentar os cursos de água longo tempo após ter terminado a precipitação que o originou. Assim, os cursos de água alimentados por aquíferos apresentam regimes de caudal mais regulares. Os processos do ciclo hidrológico decorrem, como se descreveu, na atmosfera e no globo terrestre, pelo que se pode admitir dividido o ciclo da água em dois ramos: aéreo e terrestre. A água que precipita nos continentes vai, assim, repartir-se em três parcelas: uma que é reenviada para a atmosfera por evapotranspiração e duas que produzem escoamento superficial e subterrâneo .Esta repartição é condicionada por fatores vários, uns de ordem climática e outros respeitantes às características físicas do local onde incide a precipitação: pendente, tipo de solo, seu uso e estado, e subsolo. Assim, a precipitação, ao incidir numa zona impermeável, origina escoamento superficial e evaporação direta da água que se acumula e fica disponível à superfície. Incidindo num solo permeável, pouco espesso, assente numa formação geológica impermeável, produz escoamento superficial (e, eventualmente, uma forma de escoamento intermédia - escoamento subsuperficial), evaporação da água disponível à superfície e ainda evapotranspiração da água que foi retida pela camada do solo de onde pode passar à atmosfera. Em ambos os casos não há escoamento subterrâneo; este ocorre no caso de a formação geológica subjacente ao solo ser permeável e espessa. A energia solar é a fonte da energia térmica necessária para a passagem da água das fases líquida e sólida para a fase do vapor; é também a origem das circulações atmosféricas que transportam vapor de água e deslocam as nuvens. A atração gravítica dá lugar à precipitação e ao escoamento. O ciclo hidrológico é uma realidade essencial do ambiente. É também um agente modelador da crosta terrestre devido à erosão e ao transporte e deposição de sedimentos por via hidráulica. Condiciona a cobertura vegetal e, de modo mais genérico, a vida na Terra. O ciclo hidrológico à escala planetária pode ser encarado como um sistema de destilação gigantesco, estendido a todo o Globo. O aquecimento das regiões tropicais devido à radiação solar provoca a evaporação contínua da água dos oceanos, que é transportada sob a forma de vapor pela circulação geral da atmosfera, para outras regiões. Durante a transferência, parte do vapor de água condensa-se devido ao arrefecimento e forma nuvens que originam a precipitação. O retorno às regiões de origem resulta da ação combinada do escoamento proveniente dos rios e das correntes marítimas. É o ciclo da água que alimenta e dá condições à vida no planeta. O sol aquece todas as águas superficiais do planeta, mudando seu estado físico para vapor, que por ser mais leve sobe até as camadas mais frias da atmosfera onde se condensa, formando nuvens. E essas, finalmente, acabam se precipitando, na forma de chuva, neve ou granizo. São as etapas de evaporação, condensação e precipitação. A atmosfera contém vapor de água que se evapora a cada dia, da superfície dos rios, e mares, pela ação simultânea do calor solar e do vento. Esse vapor é invisível como o ar, mas se torna visível quando se condensa. O vapor de água eleva-se na atmosfera, principalmente nos dias quentes, encontrando camadas mais frias do ar, condensa-se em gotículas de água muito leves que flutuam no ar sob a forma de nevoeiro. Se o resfriamento aumenta, as gotinhas se agrupam, avolumam-se e, quando atingem um peso suficiente, precipitam-se ao solo na forma de chuva, granizo ou neve. Ao voltar à superfície, a água escorre de volta para os cursos de água, ou infiltra-se até os lençóis freáticos (rios subterrâneos), alimentando os rios, mares, oceanos ou dando origem às nascentes fechando assim o ciclo.  Através dos rios, essa água retorna ao mar, onde novamente se evapora. Este é o ciclo da água. Desse ciclo tem importância fundamental a vegetação, constituída de plantas e florestas, sem os quais é impossível a retenção da água na superfície para a conservação da diversidade biológica, ecossistemas e habitats. A água é utilizada para uma grande variedade de atividades humanas, como higiene, agricultura, pecuária, indústria, lazer e produção de energia. O problema é que a água utilizada pelo homem nem sempre é devolvida em condições adequadas. Além disso, a atividade humana também interfere no ciclo da água, principalmente nas cidades, com o desmatamento e a impermeabilização desordenada do solo, para a construção de ruas e habitações. Através dos rios, essa água retorna ao mar, onde novamente se evapora. Este é o ciclo da água. O problema é que a água utilizada pelo homem nem sempre é devolvida em condições adequadas.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

QUEDA DA INFLUENCIA DOS EUA NO MUNDO

A partir dos anos 2000, fatores como a queda das torres gêmeas, guerra  e invasões no Iraque e Afeganistão e a crise econômica iniciada com a bolha imobiliária americana frearam a força econômica e produtiva, principalmente entre os anos 2008 e 2012, e comprometeu o sucesso do governo de Barack Obama, sucessor de George W. Bush.
A partir de 2010, com o crescimento das economias emergentes e do fortalecimento da moeda chinesa, a influência econômica e política dos EUA no mundo começou a ser questionada. Porém,  a manutenção da centralidade do dólar, do poderio militar e a força da indústria cultural norte-americana tem frustrado a opinião dos cientistas políticos que se apressaram a profetizar a rápida queda do império de Tio Sam.
No cenário geopolítico, percebemos o aprofundamento da crescente influência de grupos privados em diferentes países, comprometendo a força do Estado e pondo em risco a soberania das nações. A tendência geopolítica pós-crise 2008-2012 seria o fortalecimento de setores ultraliberais conservadores.
Para alguns estudiosos acadêmicos brasileiros, a queda do império norte-americano teria seu inicio ainda nos anos 1970, com perdas, ganhos e processo de recuperação, porém, nos dias atuais, a base industrial dos EUA se demonstrou antiga, forçando o governo de Obama a investir mais em tecnologia e em parcerias com economias asiáticas e sul-americanas.  Apesar do momento de crise global, 20% da economia mundial ainda era representada pela economia norte-americana.
Na história do século XX, um dos momentos auge dos EUA ocorreu durante o governo de Dwight Eisenhower, entre 1953 e 1961, nesse período o país derrubou governos, invadiu países e se colocou como única superpotência do mundo, ainda nos tempos da Guerra-Fria.
A economia americana, apesar do crescimento do PIB chinês nos anos 2000, manteve-se como a primeira economia do mundo, mas começou a demonstrar nível de incapacidade perante seus credores internacionais, passando por rebaixamento no quesito da nota de qualificação de crédito internacional Standard & Poor’s.
O mundo manteve o dólar como moeda base nas relações comerciais internacionais, o setor de crédito dos EUA manteve-se como o maior do mundo, caso a economia do mundo perdesse muita força e capacidade produtiva, isso geraria uma profunda crise no sistema monetário global. A lenta recuperação da economia norte-americana e a lenta criação de empregos começaram a ameaçar o índice de aceitação popular do governo Obama e sua reeleição.
Fernando Rebouças.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CONDIÇÕES DAS ESTRADAS NO BRASIL

Segundo dados recentes, nas estradas e rodovias brasileiras  circulam 17,9 milhões de automóveis, sendo 3,087 milhões de veículos comerciais leves; 1,17 milhão de caminhões; e  260.000 ônibus. No Brasil, a rodovia é utilizada por mais de 60% de todo o transporte de carga. Segundo o DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), o Brasil possui cerca de 1,7 milhões de quilômetros de estradas, porém, somente 10% são pavimentadas, equivalente a 172.897 quilômetros.
Considerando esse número, 57.211 quilômetros são de estradas federais; 94.753 de estaduais; e 20.914 de municipais. A maioria das estradas pavimentadas possuem mais de dez anos sem reformas.
Em diferentes regiões do Brasil, as condições de conservação, pavimentação e sinalização da rodovias é irregular ou deficiente. Alguns trechos apresentaram melhoras, referente a 5,5 mil quilômetros privatizados. Entre os anos 2011 e 2012, o Ministério dos Transportes e o DNIT estiveram sob o alvo de suspeitas de corrupção, gerando demissões e deixando os nossos motoristas e pedestres utilizando estradas em péssimas condições.
 
As condições de nossas rodovias compromete a expansão econômica do Brasil, tornando mais caro e mais inseguro o transporte de mercadorias para o mercado interno e externo, diminuindo a capacidade concorrencial do Brasil e a qualidade de seus serviços logísticos. As irregularidades e péssimas condições detectadas em nossas estradas deixa o Brasil aquém de outras nações emergentes na economia global. Segundo dados do DNIT, em 2010, do 1,5 milhão de quilômetros de estradas, somente 212.000 quilômetros eram pavimentadas, equivalente a 13% de nossa malha rodoviária.
O setor privado indica que, além da ausência de pavimentação, a falta de manutenção tem sido outro preocupante problema. Segundo estudos do instituto Ilos, seriam necessário 64,7 bilhões de reais para projetos de recuperação e de 747 bilhões para a pavimentação de estradas já existentes.
Na história do Brasil, a primeira estradas foi pavimentada em 1950, a Rodovia Presidente Dutra. Em outros países, a pavimentação foi iniciada ainda no século XIX. As principais reclamações dos motoristas são os buracos (que prejudicam pneus e peças dos veículos), ausência ou falha nas sinalizações, falta de fiscalização, segurança e orientação.
Dentro do governo federal, o Ministério dos Transportes se justifica pelos crescentes investimentos realizados no sistema rodoviário, as verbas têm aumentado anualmente. Em 2010, o governo investiu R$ 11 bilhões no setor. Até junho de 2012, foram aplicados R$ 4,4 bilhões, e a previsão é que mais R$ 13 bilhões sejam gastos.
Fernando Rebouças

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

ESTADOS FEDERADOS DA MICRONÉSIA

Os Estados Federados da Micronésia (Federated States of Micronesia, em inglês) é um pequeno estado independente do Pacífico Sul, localizado a leste das Filipinas e a norte de Papua Nova Guiné. Sua área é de 702 km², equivalente ao município paulista de Mogi das Cruzes, e tem como capital a cidade de Palikir, na ilha de Pohnpei. A maioria dos 111.100 habitantes, cerca de 52% da população, segue o cristianismo, de ramo católico, sendo que boa parte do restante segue correntes protestantes.
A Micronésia é uma confederação com um governo central que concentra poucos poderes. Os governos estaduais manter um poder considerável, particularmente em relação à implementação de políticas orçamentais. Cada um dos quatro estados do país possuem a sua própria constituição e realizam eleições para governador. A moeda local é o dólar norte-americano e a língua oficial é o inglês, mas várias línguas locais são utilizadas no cotidiano da população, em especial o chuquês, o yapês, o kosreano e o ponpeiano. Os Estados Federados da Micronésia são compostos por 607 ilhas. Apesar do território diminuto, este conjunto de ilhas se estende através de 2.600.000 km², uma área do tamanho dos estados do Amazonas e Pará combinados. Apenas cerca de 100 ilhas são habitadas.
O território do país está dividido em quatro estados, que reúnem um conjunto de ilhas cada um. São estes: Pohnpei, Chuuk, Yap, além da ilha de Kosrae. A população indígena é composta de vários grupos etno-linguísticos, e a taxa de natalidade permanece elevada, em mais de 3%, mas tal crescimento é compensado pela alta taxa de emigração.
Acredita-se que os ancestrais dos atuais habitantes da Micronésia ocuparam as Ilhas Carolinas (hoje divididas entre Palau e Micronésia) mais de 4.000 anos atrás. Um sistema descentralizado de poderio dos chefes locais acabou por dar origem a um império baseado em Yap e Pohnpei. Os exploradores europeus, primeiro os portugueses, navegando em busca das Ilhas das Especiarias e depois os espanhóis chegam às Carolinas, no século XVI, sendo que estes últimos declaram soberania sob a região.
A Micronésia passa para o controle alemão em 1899, e em seguida, através do Tratado de Versalhes, para os japoneses em 1919. Após a Segunda Guerra Mundial  as ilhas passam a fazer parte do Território Fiduciário das Nações Unidas das Ilhas do Pacífico, administrado pelos Estados Unidos. A 10 de maio de 1979, quatro dos distritos do território ratificam uma nova Constituição, dando origem aos Estados Federados da Micronésia. Palau, Ilhas Marshall e Ilhas Marianas do Norte, que também compunham o território administrado pelos norte-americanos optaram por não participar. A Micronésia assina um pacto de livre associação com os Estados Unidos em 1986.
Emerson Santiago
 


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ABECÁSIA

Abecásia (Apsny em abecásio) é uma das duas repúblicas separatistas da Geórgia, de reconhecimento internacional bastante limitado. Seu nome é a forma como os abecásios denominam seu território, e significa “Terra dos Apsianos”. Originalmente, a Abecásia fazia parte do antigo reino Cólquida, embrião da moderna Geórgia. Mais tarde, a área constitui um reino próprio, chamado de Egrisi. Os gregos instalariam colônias no litoral por volta de 1000 a 550 a.C. Seguiram-se os romanos e bizantinos até que por volta de 780 surgiu um reino independente autodenominado Abecásia, que chegou a dominar a área da atual capital georgiana, Tbilisi. Segue-se uma fase de unificação sob uma monarquia georgiana, até o século XVI, quando surge o principado da Abecásia. Pouco depois os turcos otomanos ocupam o território e convertem a população ao islamismo. No século XIX crescem as disputas entre turcos otomanos e Rússia por terras naquela área, o que faz com que a Rússia absorva a Abecásia.
Com a presença russa, boa parte da população muçulmana migra para a atual Turquia e a região passa a receber população de áreas cristãs do Cáucaso. A Geórgia declara-se independente em 1918 e inclui a Abecásia como parte do novo estado. Pouco depois, a Rússia (prestes a se tornar União Soviética) retoma o controle sobre a Geórgia, transformando-a numa república soviética (a Abecásia ganha o mesmo status, mas é administrada em conjunto com a Geórgia). Um ano depois, a Geórgia passa a integrar a República Socialista Federativa Soviética Transcaucasiana, que é dissolvida em 1936, voltando a vigorar o arranjo anterior. A partir de 1957 até o fim da URSS, a Abecásia, ainda dentro da Geórgia, passa ao status de República soviética autônoma, ou seja, é reconhecida como uma etnia em separado, que é administrada por outra etnia maior, e com esta forma uma república soviética dentro da URSS. Às vésperas do colapso soviético, os abecásios temem pela perda de seu status de autonomia, e lutam para constituir uma república soviética em separado, enquanto a Geórgia prepara-se para a independência, incluindo a Abecásia em seu território. Logo após a separação da Geórgia, começam os conflitos na região, que passa a buscar sua própria emancipação.
Segue-se uma guerra civil em 1992 e as tropas georgianas sofrem vários revezes, sendo estabelecido um cessar-fogo em 1994. A partir daí, cerca de 83% do território permanece na mão dos separatistas enquanto que o restante é administrado pela República Autônoma da Abecásia, reconhecida pela Geórgia. Em 2008 a Rússia anunciou o reconhecimento da Abecásia e da Ossétia do Sul, mas os dois conflitos seguem sem solução. Com sua capital em Sukhumi e pouco reconhecimento internacional, os separatistas dependem quase que exclusivamente da Rússia para manter o movimento até os dias de hoje.
Além da Rússia, decidiram por reconhecer o novo estado Nicarágua, Venezuela, Nauru e Tuvalu. Além destes, outro estado de reconhecimento parcial considera a Abecásia um país emancipado, a Ossétia do Sul, a outra região separatista da Geórgia. Finalmente, mais outros dois estados sem reconhecimento internacional consideram a Abecásia independente, sendo um deles Nagorno-Karabakh, outra área separatista no Cáucaso, parte integrante da República do Azerbaijão, cuja população é de origem armênia e que se declara uma república independente; o segundo é a Transnístria, parte integrante do território da República da Moldávia, mas povoada em sua maioria por ucranianos e russos.
Emerson Santiago
 


terça-feira, 6 de novembro de 2012

SIBÉRIA

Povos datados antes da era cristã estão entre os formadores da Sibéria. São eles os citas e os xiongnu, duas civilizações nômades de extrema importância para a formação da região. Ao sul do território siberiano, a região de estepes presenciou diversos impérios nômades se sucedendo, entre eles o Império Mongol e o Turco. Neste panorama, o budismo lamaísta foi expandido, no fim da Idade Média, nas áreas localizadas ao sul do Baikal, considerado o maior lago de água doce da Ásia.
Entre os séculos XVI e XVII, os russos chegaram nesta região e mudaram os rumos da história do local. De acordo com alguns historiadores, a chegada dos russos à Sibéria aconteceu na mesma época que os europeus chegaram ao continente americano. No período imperial da história da Rússia, a Sibéria era uma região agrícola utilizada para exilar alguns cidadãos, entre eles encontravam-se Dostoievski, autor do célebre Crime e Castigo, Avvakum e os Dezembristas, responsáveis por um levante militar dos membros da alta nobreza.
No século XIX ocorreu uma das construções mais emblemáticas da Sibéria. Naquela época, foi iniciada a Ferrovia Transiberiana, que faz a conexão entre a Rússia Europeia e outras províncias do extremo oriente do país. Neste mesmo período, ocorreu a industrialização e foram descobertos diversos recursos minerais na área.
Na Sibéria, além da construção da ferrovia, diversos outros aspectos chamam a atenção por tratarem de maneira diferente alguns ritos tradicionais. Um exemplo são os rituais funerários, sendo que o clima do lugar impedia que fossem abertas campas no solo congelado e encharcado. Desta forma, algumas culturas da Sibéria não enterravam os falecidos. Em vez de escavar a terra, povos como os chukchis e os koryaques faziam a prática da dissecação.
No caso dos yukaghires, os corpos dos mortos eram desmembrados e, após as partes secarem, eram entregues aos familiares mais próximos. Tais partes dos corpos ganhavam o apelido de “avós” e tinham uma função de proteção. Na cultura dos kamchadales, um ponto priorizado era o transporte que os mortos precisariam no além. Por isso, eles davam os defuntos para os cachorros comerem. Assim, os mortos já teriam uma matilha que lhe puxasse os trenós após a morte.
Este tipo de costume fez com que os russos, acostumados aos ritos tradicionais do cristianismo, denominassem estes povos de bárbaros. Nesta mesma época, os povos da região ocidental da Europa viam o czar e os seus súditos da mesma forma. Entretanto, os cossacos, nativos das estepes de regiões do sudeste da Europa, não desprezaram os conhecimentos acumulados pelos siberianos, passados de geração em geração no que se refere a soluções para sobreviver em climas extremamente frios e sem recursos. Alguns hábitos dos siberianos, principalmente na alimentação, são utilizados até hoje.
Felipe Araújo

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

MERCADO DE ENERGIA SOLAR

Em todo o mundo tem crescido a quantidade de instalações para geração de energia solar/fotovoltaica. A energia solar tem sido considerada uma importante fonte de energia renovável, limpa e alternativa em diferentes países. O aumento do interesse pela energia solar é devido da crescente preocupação por parte da sociedade e das empresas pelas questões ambientais.
A energia solar permite a geração de energia elétrica em estabelecimentos comerciais e domicílios; aquecimento de água; fonte de aquecimento para a cozinha; e ser desenvolvida a partir de instalações mais simplificadas e mais acessíveis. Nos anos 1990, a tecnologia para a obtenção da energia solar era considerada cara e carente de subsídios a serem adotados por governos.
Com o avanço tecnológica e implementação de programas estatais e privados para inserção da energia solar na vida das pessoas, houve um importante amadurecimento do mercado de energia solar no mundo.Atualmente, o mercado oferece diferentes tipos de equipamentos em países como Austrália, Israel, Japão, Brasil, Chile e EUA.
Entre os insumos mais utilizados na composição das placas fotovoltaicas, o cobre está presente em todo o processo de captação da energia solar, compreendendo desde a captação, transferência e condução de fluidos de alta temperatura. As tubulações de cobre também permitem uma ação antibactericida, permitindo a higiene dos equipamentos.
Na cidade de Tauá, estado do Ceará, a empresa GE Energy forneceu todos os equipamentos e sistemas de energia solar para duplicar a capacidade de energia na região. Na localidade, cada Megawatt gerado é capaz de abastecer 1.500 famílias. Boa parte dos equipamentos ainda são importados, mas a empresa tem projetos para a construção de parques solares no Brasil e também no México.
Outras empresas junto com a ICA (Internacional Copper Association) estão trabalhando para popularizar e baratear o acesso à energia solar na América Latina, promovendo a construção de “telhados energéticos” em casas com placas de captação de energia solar em seus telhados.
Em todo o mundo, segundo relatório da EPIA (Associação Europeia da Indústria Fotovoltaica), a energia solar cresceu de 16,6 GW em 2010, para 27,7 GW em 2011, registrando um aumento de 70%. Desse total, 21 GW eram gerados na Europa, com forte potencial mercadológico na Alemanha, França e Itália. A Itália é a líder mundial em capacidade instalada desde 2008, mas com a Alemanha com forte potencial para ocupar a liderança.
Fernando Rebouças

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A NOVA CONQUISTA DO ESPAÇO

Na era das grandes navegações, o europeu encontrou no novo continente, a América; e no novíssimo continente, a Austrália e Oceania, a principal solução para uma Europa enfraquecida, tomada pela peste, sem meio ambiente e recursos naturais para se manter nas esferas econômica, social e cultural.
No século XXI, em tempos de super consumo, enfraquecimento ambiental do planeta, crise climática e econômica, teríamos a capacidade de rever nossos hábitos consumistas a tempo de manter o nosso planeta equilibrado? Ou teremos a necessidade de descobrir um novo planeta com os recursos naturais necessários para mantermos o nível de vida que as três revoluções industriais e o “american way life” inseriram no cotidiano humano, mais notadamente, no século XX?
Caso não consigamos rever nossos padrões de vidas seremos lembrados na memória de Deus como uma espécie que evoluiu destruindo o planeta Terra e seus próprios sentimentos. E para sobrevivermos, teremos, ainda no século XXI, que descobrir uma tecnologia de transporte espacial que nos permita viajar mais rápido nesse amplo universo de estrelas para explorar planetas similares à Terra. Nesse caso, não seríamos invadidos como no filme “Independence Day”, mas invasores e genocidas como em “Avatar”.
Parece imaginação de escritor, mas essa possibilidade poderá acontecer. Segundo a revista acadêmica “Astrobiology”, o exoplaneta Gliese 581g está entre os corpos celestes que representam maior possibilidade de possuir vida extraterrestre com condições similares à da Terra, o planeta está fora do sistema solar a 20 anos luz da nossa Terra.
Segundo os cientistas, há outras possibilidades mais próximas de nós, a lua de Saturno Titã que orbita ao redor de Saturno. O satélite de Saturno está em primeiro lugar no Índice de Similaridade com a Terra, em segundo lugar está a lua Europa, que orbita Júpiter. Ambos apresentam vestígios de presença de água.
As pesquisas visam, inicialmente, a descoberta de vida extraterrestre em níveis inteligentes e não inteligentes, mas, em tempos de crise planetária em nossa Terra, essa busca poderá amadurecer o domínio de novos terrenos para obtenção de recursos naturais para o avançado e tecnológico capitalismo humano.
Porém, se isso ocorrer, além de enfraquecer a nossa Terra, correremos o risco de perder a nossa ética e nos tornarmos em nações extraplanetárias de filmes de ficção científica, capazes de invadir, submeter, escravizar e destruir por meio de aculturação e devastação do meio ambiente extraterreno.
Pode parecer previsão de filme científico, mas, se observarmos o comportamento humano, a humanidade já realizou algo parecido há mais de 500 anos, atos que até os dias de hoje deixaram preconceitos, individualismo e desrespeito ambiental como heranças, legados negativos que começamos a questionar tardiamente depois das duas Grandes Guerras Mundiais e da queda do Muro de Berlim. Falar de igualdade social e sustentabilidade era algo ainda raro até meados do século XX, quando o homem ainda dava seus primeiros passos na lua.
Fernando Rebouças

 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

PASSAGEM DO NOROESTE

Considerada uma rota formada por estreitos sequenciais na região norte da América, a Passagem do Noroeste localiza-se próxima ao Círculo Polar Ártico, possibilitando a junção do Estreito de Bering ao Estreito de Davis. Desta forma, faz uma conexão entre dois oceanos: o Pacífico e o Atlântico. Na região da passagem existem diversos canais profundos localizados entre as ilhas que formam o Arquipélago Ártico Canadiano, que fica no Oceano Ártico, ao norte do país.
Como as ilhas que se encontram na parte norte do Canadá estão sempre encobertas e cheias de gelo em seu entorno, a Passagem do Noroeste é considerada uma rota possível para a região. Segundo alguns especialistas, com o advento do aquecimento global, pode ocorrer o degelo da passagem. Com isso, ela se abriria e causaria uma diminuição do curso marítimo entre o continente asiático e o europeu.
De acordo com informações da ESA, European Space Agency, imagens feitas por satélites no ano de 2007 mostraram que a Passagem do Noroeste encontra-se limpa das geleiras e aberta. Porém, antes disso, a passagem pela rota só era possível quando feita com navios potentes, desenvolvidos especialmente para a quebra do gelo. A travessia podia ser feita na época dos meses mais quentes de verão no Oceano Ártico.
Em comparação com o ano de 2006, em 2007 o gelo do Ártico teve um derretimento dez vezes maior. Apesar dos cientistas acreditarem que tal fenômeno só fosse possível em um período gradual que duraria duas décadas, o degelo rápido fez com que uma abertura inesperada se formasse na Passagem do Noroeste.
Empresas envolvidas no segmento de transporte internacional de mercadorias especulavam que a navegabilidade da região poderia melhorar cada vez mais até o ano de 2020. Desta forma, a Passagem do Noroeste seria um ponto estratégico e uma rota que poderia substituir trajetos feitos pelo Canal de Suez e pelo Canal do Panamá.
Para se ter uma ideia da facilidade que a passagem traz, basta comparar o trajeto entre Londres e Osaka. Pelo Canal do Panamá, o caminho é de 23.300 quilômetros, pelo Canal de Suez, fica em 21.200 quilômetros. Porém, o trajeto feito pela Passagem do Noroeste é de somente 15.700 quilômetros. Caso a abertura verificada no ano de 2007 mantenha-se a crescer, é provável que daqui a alguns anos aconteça uma mudança drástica no que se refere às rotas
Felipe Araújo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

ÁFRICA DO SUL

Pais meridional do continente africano, banhado pelos oceanos Atlântico e Índico. Possui fronteira com Namíbia, Botsuana, Zimbábue, Moçambique e Suazilândia. A África do Sul  possui três capitais, Pretória (capital administrativa), Cidade do Cabo (capital legislativa) e Bloemfontein (capital judicial).
O pais fora descoberto em 1485, por Diogo Cão , e em 1488 por Bartolomeu Dias. No século XVII, inicia-se uma colonização permanente.
Possui onze línguas oficiais, sendo o inglês a língua principal. A população possui características culturais diversas, 79, 6 % é negra, mas não homogênea, pois está repartida em grupos e línguas diferentes.
Em 2007, a população era de 47,9 milhões de pessoas. De 1948 e 1990, o pais viveu sob o regime do apartheid, pelo qual era mantida a discriminação racial que garantia a dominação da minoria branca do pais.
O apartheid deixou de vigorar a partir do governo de F.W. de Klerk, que libertou Nelson Mandela, líder da ANC. Como primeiro negro a alcançar o poder no pais, Nelson Mandela eleito presidente da África do Sul em 1994, nas primeiras eleições democráticas.
O governo sul-africano é regido por um sistema parlamentar, onde o presidente pode exercer ao mesmo tempo o cargo de chefe de estado e chefe de governo. Cidade do Cabo é a capital legislativa, Pretória assume a importância administrativa e Blomfontein é a capital do poder judiciário.
Fernando Rebouças

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

POR QUE O MODELO DE REFORMA AGRÁRAIA DO BRASIL FRACASSA

Eles reapareceram nos últimos meses ocupando postos de pedágio, saqueando caminhões de comida, invadindo prédios públicos e denunciando o governo por sua lentidão em promover as desapropriações e assentamentos. Depois de um período de trégua, quando foram saindo do noticiário, os sem-terra retornaram à cena pública - e seu problema, apesar dos progressos obtidos nos últimos anos, continua do mesmo tamanho. Antes da posse de Fernando Henrique Cardoso havia 40.000 famílias acampadas esperando terra; foram assentadas mais de 600.000, e ainda existem 80.000 na fila - ou seja, a conta não fecha. Considerando o ritmo de assentamentos, seria de esperar que os sem-terra estivessem desaparecendo lentamente da paisagem, integrando-se à economia, como aconteceu em todos os países que adotaram a reforma agrária em algum momento de sua História para reorganizar a propriedade no campo. Mas sobram indícios de que o processo de assentamentos veio tarde demais no Brasil e não atende exatamente quem tem competência para se beneficiar dele.
De acordo com as pesquisas mais detalhadas sobre o tema, o sistema defendido pelo MST e geralmente adotado pelo governo - desapropriação e distruibuição da terra em pequenos assentamentos - tem pouca chance de sucesso, já que caminha na contramão da História. Sem competitividade no mercado nem estrutura para engrenar a produção, os pequenos produtores que ganham terras acabam fracassando - e retornando à fila da exclusão no país. A reforma agrária brasileira, cujo modelo atual funciona há mais de vinte anos com velocidade variável de assentamentos, tem sido usada em grande parte para mandar, ou devolver para o campo, desempregados urbanos e legiões de excluídos da atividade rural pelos processos de modernização da agricultura. Uma pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi em 1996 detectou vários sinais dessa situação. De um lado, encontrou-se entre os assentados gente com profissões anteriores, como alfaiate, professor primário, militar, encanador e bancário - sem nenhuma intimidade com a terra. De outro, constatou-se que 67% dos entrevistados tinham mais de 40 anos de idade, ultrapassando, portanto, aquele limite que costuma ser considerado um marco perverso da exclusão do emprego braçal. Por fim, 91% dos assentados pesquisados declararam ter sido, anteriormente, arrendatários, donos, meeiros ou parceiros na exploração de atividade agrícola. Ou seja, com altíssima probabilidade de terem fracassado antes na condução de empreendimentos rurais.
Há outros sinais concretos de que a reforma agrária brasileira funciona equivocadamente. "Apenas um quinto dos que recebem terra consegue gerar renda suficiente para se manter no campo", informa o pesquisador Eliseu Roberto Alves, ex-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. "Os outros abandonam a terra num período máximo de dez anos." O fenômeno do esvaziamento populacional no campo, aliás, é absolutamente natural e faz parte da História da maioria dos países desenvolvidos neste século. Nos Estados Unidos, resta apenas 1,5% da população trabalhando no campo. Na França, há 6%, mas isso custa bastante em termos de subsídios. No caso do Brasil, a massa que vai sendo derrotada pela tecnologia ganha o rótulo de excluída e acaba abastecendo iniciativas que parecem exigir que o planeta gire ao contrário.
Se há uma vantagem no modelo atual, ela é do MST, que continua vendo crescer o número de cabeças disponíveis para seguir discursos inflamados como os do líder José Rainha, comandante popular com carisma e poder de persuasão. Em contrapartida às dificuldades nos projetos de reforma agrária, existe no Brasil o sucesso do modelo de cooperativas de pequenos proprietários. Em alguns casos, as cooperativas respondem por mais de 30% da produção nacional de determinada cultura. O problema é que, para ligar uma coisa com a outra, se depende da familiaridade e da aptidão do assentado para o trabalho na terra, habilidades pouco comuns entre os integrantes das fileiras do MST.
Revista Veja.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ESTIMATIVA DEMOGRÁFICA DO BRASIL 2012

Segundo estimativa apresentada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2012, o Brasil possui 193.946.886 de habitantes. Esse número foi calculado em 1° de julho de 2012.
Em comparação ao cálculo feito em 2010, o Brasil passou a ter mais 3.191.087 habitantes, quando o Brasil registrou  190.755.799 habitantes. O novo  resultado compõe a estimativa demográfica brasileiros de 2012. Segundo o IBGE, São Paulo é o estado mais populoso com 41.901.219 habitantes. Depois de São Paulo, em segundo lugar, está o estado de Minas Gerais com 19.855.332 pessoas.
Em terceiro lugar, o Rio de Janeiro, apresentou o número de 16.231.365 habitantes, seguido pelo estado da Bahia, com 14.175.341 moradores. O estado menos populoso é o de Roraima com 469.524 habitantes.
Segundo o governo federal, os dados do Censo Demográfico 2010 não foram completamente trabalhados, o que justifica a existência de dados de 2008 ainda presentes no Sistema de Projeções da População do Brasil, a perspectiva é que a atualização esteja completada a partir de 2013.
Em 2013, o sistema de projeções do IBGE apresentará novas informações sobre a dinâmica demográfica de cada município e variáveis como fatores econômicos e sociais locais. A projeção populacional é feita anualmente a pedido do TCU (Tribunal de Contas da União) como base de dados para o repasse de recursos para os municípios, referente ao Fundo de Participação de Estados e Municípios.
Na lista demográfica das cidades, a cidade de São Paulo lidera a lista com 11.376.685 habitantes. Desconsiderando as capitais, as cidades mais populosas são Guarulhos/SP (1,24 milhão), Campinas/SP (1,09 milhão), São Gonçalo/SP (1,01 milhão), Duque de Caxias/RJ (867,06 mil), Nova Iguaçu/RJ (801,74 mil) e São Bernardo do Campo/SP (774,88 mil). As cidades menos populosas são Borá, no estado de São Paulo, e Serra da Saudade, em Minas Gerais, com 807 habitantes. Na região Sul, Curitiba é a cidade mais populosa com 1.776.761 habitantes.
No caso das cidades de Borá e Serra da Saudade, ambas são as únicas cidades do Brasil a possuírem menos de 1.000 habitantes.
Considerando as capitais, elas somas 40,75 milhões de pessoas, a lista com as principais capitais  ficou configurada da seguinte maneira:
 •São Paulo: 11,37 milhões de habitantes;
 •Rio de Janeiro: 6,39 milhões;
 •Salvador: 2,71 milhões;
 •Brasília: 2,64 milhões;
 •Fortaleza: 2,5 milhões.
Fernando Rebouças.