quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

RÚSSIA

ÁREA: 17.075.400 km²
CAPITAL: Moscou
POPULAÇÃO: 141,3 milhões (estimativa 2007)
MOEDA: rublo
NOME OFICIAL: Federação Russa (Rossíyskaya Federátsiya).
NACIONALIDADE: russa
DATA NACIONAL: 12 de junho (Dia da Pátria).
LOCALIZAÇÃO: uma parte no leste da Europa e outra no norte da Ásia
FUSO HORÁRIO: + 6 horas em relação à Brasília
CLIMA DA RÚSSIA: subpolar (extremo N), temperado continental (maior parte), de montanha (centro).
CIDADES DA RÚSSIA (PRINCIPAIS): Moscou, São Petersburgo, Ninji Novgorov , Novosibirsk, Yekaterinburgo, Rostov-na-Donu, Kasan

COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO: russos 82%, tártaros 4%, ucranianos 3%, chuvaches 1%, outros 10% (1996).
IDIOMAS: russo (oficial), chuvache, calmuco, chechene
RELIGIÃO: cristianismo (59,7%), sem religião (25,8%), islamismo (7,6%), ateísmo (5,1%), , outras (1,8%) - dados de 2005
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 12,1 hab./km2
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: -0,2% ao ano (1995 a 2000).
TAXA DE ANALFABETISMO: 0,5% (censo de 2007).
RENDA PER CAPITA: US$ 14.600 (estimativa 2007).
IDH: 0,817 (elevado) - 2007

ECONOMIA DA RÚSSIA:
Produtos Agrícolas: batata, trigo, cevada, outros cereais.
Pecuária: suínos, bovinos, ovinos, aves
Mineração: cobre, minério de ferro, níquel, turfa, aluminio, carvão, gás natural, petróleo.
Indústria: alimentícia, máquinas, siderúrgica (ferro e aço), equipamentos de transporte, química.
PIB: US$ 2,07 trilhões (2007)
RELAÇÕES INTERNACIONAIS:
Banco Mundial, APEC, CEI, FMI, G-8, ONU

RECICLAGEM

Soluções para o problema do lixo
São grandes os problemas gerados pelo lixo que produzimos diariamente em quantidades imensas. Atualmente, costuma-se dizer que os inconvenientes do lixo podem ser solucionados a partir da regra dos quatro Rs: reduzir, reutilizar, reciclar e repensar.
Reduzir e reutilizar são soluções que acontecem quase paralelamente. Trata-se da redução da quantidade de lixo produzida, principalmente evitando produtos descartáveis e dando preferência aos que podem ser reutilizados. Ao mesmo tempo, a questão implica também a melhor utilização dos diversos objetos de que nos valemos no dia-a-dia, para adiar sua transformação em lixo.
Por exemplo, muitas coisas podem ser consertadas, em vez de serem jogadas fora. Da mesma maneira, nunca se deve utilizar só um dos lados de uma folha de papel. Um brinquedo velho pode ser doado para uma criança pobre, assim como roupas velhas, etc.

Cultura do consumismo
Essa iniciativas, no entanto, esbarram em hábitos culturais muito arraigados - vivemos na civilização do desperdício - e também em interesses econômicos, uma vez que grande parte da indústria se voltou para a produção de coisas descartáveis
Veja o caso dos celulares, por exemplo, e se pergunte: por que são lançados a todo momento novos modelos, cada vez mais sofisticados? Trata-se de uma estratégia das indústrias para incentivar o consumidor a trocar de aparelho com frequência e, assim, consumir mais.
Na verdade, o marketing moderno já desenvolveu até um conceito - o de obsolescência programada - que significa justamente criar coisas que rapidamente se tornem ultrapassadas e precisem se substituídas por modelos mais recentes.
Reduzir e reutilizar, então, contrariam o próprio modo de organização econômica da sociedade em que vivemos.

Repensar e reciclar
O problema do lixo - assim como os diversos problemas ambientais relacionados à organização socioeconômica da humanidade - devem ser constantemente repensados - daí outro dos "R", para que se encontrem novas soluções que minimizem o problema - cuja solução definitiva pode até não existir.
Por outro lado, o "R" de reciclagem, ao menos até o momento, tem se revelado muito eficaz e já tem produzido uma série de resultados concretos em diversos lugares do Brasil e do mundo. No entanto, um projeto de reciclagem em grande escala também se vê limitada pelos interesses econômicos. A indústria, de um modo geral, só tem se interessado na reciclagem de materiais que dão lucro.
De qualquer modo, isso acarretou basicamente a reciclagem dos seguintes materiais: alumínio, plásticos, vidros, papel e papelão. Vale a pena examiná-los separadamente, com mais detalhes.

Como separar o lixo
• Alumínio: o metal é fabricado a partir do minério de alumínio, conhecido como bauxita. Gasta-se tanta energia elétrica para produzir alumínio a partir da bauxita, que o reaproveitamento de latinhas de refrigerantes, por exemplo, representa uma grande economia;
• Plásticos: a partir da década de 1950, a utilização dos plásticos aumentou exponencialmente. Em especial no mercado de embalagens, devido ao seu baixo custo. No entanto, só agora vem crescendo o interesse pelo reaproveitamento do plástico. Separados, moídos, diluídos, secos e aglutinados, objetos de plástico podem virar novos objetos, como solas de sapatos e tênis, baldes, mangueiras, etc.;
• Vidros: o vidro é um material totalmente reciclável, a partir de uma tecnologia simples e barata. O vidro novo, obtido a partir da sucata de vidro, mantém excelente qualidade, além de reduzir significativamente a energia térmica necessária para a produção do material;
• Papel e papelão: o papel é feito basicamente a partir de fibras de vegetais. Para produzir uma tonelada de papel, gastam-se cerca de 100 mil litros de água tratada, muita energia e mais de 50 árvores adultas. A reciclagem de papel permite economizar em média 70% de energia e evita o abate de cerca de 30 árvores.
O entulho de construção - em geral retirado das obras e depositado clandestinamente em locais inadequados - poderia servir de matéria-prima para novos componentes de material de construção de qualidade comparável aos produtos tradicionais. Com o entulho, podem-se produzir areia, brita e outros materiais para uso em pavimentação, contenção de encostas, e usos em argamassas e concreto. Sem falar em blocos, briquetes, tubos para drenagem e placas.

Lixo orgânico
O lixo orgânico também pode ser reciclado. Usinas de compostagem transformam os dejetos orgânicos em adubo, mas o processo tem um custo alto que dificilmente é coberto com o dinheiro arrecadado com a venda do produto. Por outro lado, o gás metano proveniente da decomposição do lixo orgânico pode ser utilizado para gerar enernia elétrica a baixo custo.
No bairro de Perus, na cidade de São Paulo, a Usina Termelétrica Bandeirantes (UTE) é uma das maiores do mundo entre as que geram energia a partir do biogás. Com as 7 mil toneladas de lixo coletadas diariamente e levadas para o aterro sanitário ao lado da UTE, ela gera a energia utilizada por cinco prédios administrativos do grupo Unibanco, que é o concessionário da usina.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A PRIMEIRA FASE DA GLOBALIZAÇÃO

A primeira fase da Globalização (1450-1850)

“Por mares nunca dantes navegados/...Em perigos e guerra esforçados, mais do que prometia a força humana/ E entre gente remota edificaram/ Novo reino, que tanto sublimaram” - Luís de Camões - Os Lusíadas, Canto I, 1572.
Há, como em quase tudo que diz respeito à história, grande controvérsia em estabelecer-se uma periodização para estes cinco séculos de integração econômica e cultural, que chamamos de globalização, iniciados pela descoberta de uma rota marítima para as Índias e pelas terras do Novo Mundo. Frédéric Mauro, por exemplo, prefere separá-lo em dois momentos, um que vai de 1492 até 1792 (data quando, segundo ele, a Revolução Francesa e a Revolução Industrial fazem com que a Europa, que liderou o processo inicial da globalização, voltou-se para resolver suas disputas e rivalidades), só retomando a expansão depois de 1870, quando amadureceram as novas técnicas de transporte e navegação como a estrada-de-ferro e o navio à vapor.
No critério por nós adotado, consideramos que o processo de globalização ou de economia-mundo capitalista como preferiu Immanuel Wallerstein, nunca se interrompeu. Se ocorreram momentos de menor intensidade, de contração, ela nunca chegou a cessar totalmente. De certo modo até as grandes guerras mundiais de 1914-18 e de 1939-45, e antes delas a Guerra dos 7 anos (de 1756-1763), provocaram a intensificação da globalização quando adotaram-se macro-estratégias militares para acossar os adversários, num mundo quase inteiramente transformado em campo de batalha. Basta recordar que soldados europeus, nas duas maiores guerras do século 20, lutavam entre si no Oriente Médio e na África, enquanto que tropas colônias desembarcavam na Europa e marchavam para os campos de batalha nas planícies francesas enquanto que as marinhas européias, americanas e japonesas se engalfinhavam em quase todos os mares do mundo.
Assim sendo, nos definimos pelas seguintes etapas: primeira fase da globalização, ou primeira globalização, dominada pela expansão mercantilista (de 1450 a 1850) da economia-mundo européia, a segunda fase, ou segunda globalização, que vai de 1850 a 1950 caracterizada pelo expansionismo industrial-imperialista e colonialista e, por última, a globalização propriamente dita, ou globalização recente, acelerada a partir do colapso da URSS e a queda do muro de Berlim, de 1989 até o presente.
A primeira globalização, resultado da procura de uma rota marítima para as Índias, assegurou o estabelecimento das primeiras feitorias comerciais européias na Índia, China e Japão, e, principalmente, abriu aos conquistadores europeus as terras do Novo Mundo. Feitos estes que Adam Smith, em sua visão eurocêntrica, considerou os maiores em toda a história da humanidade. Enquanto as especiarias eram embarcadas para os portos de Lisboa e de Sevilha, de Roterdã e Londres, milhares de imigrantes iberos, ingleses e holandeses, e, um bem menor número de franceses, atravessaram o Atlântico para vir ocupar a América.
Aqui formaram colônias de exploração, no sul da América do Norte, no Caribe e no Brasil, baseadas geralmente num só produto (açúcar, tabaco, café, minério, etc..) utilizando-se de mão de obra escrava vinda da África ou mesmo indígena; ou colônias de povoamento, estabelecidas majoritariamente na América do Norte, baseadas na média propriedade de exploração familiar. Para atender as primeiras, as colônias de exploração, é que o brutal tráfico negreiro tornou-se rotina, fazendo com que 11 milhões de africanos (40% deles destinados ao Brasil) fossem transportados pelo Atlântico para labutar nas lavouras e nas minas.
Igualmente não deve-se omitir que ela promoveu uma espantosa expropriação das terras indígenas e no sufocamento ou destruição da sua cultura. Em quase toda a América ocorreu uma catástrofe demográfica, devido aos maus tratos que a população nativa sofreu e as doenças e epidemias que os devastram, devido ao contato com os colonizadores europeus.
Nesta primeira fase estrutura-se um sólido comércio triangular entre a Europa (fornecedora de manufaturas) África (que vende seus escravos) e América (que exporta produtos coloniais). A imensa expansão deste mercado favorece os artesãos e os industriais emergentes da Europa que passam a contar com consumidores num raio bem mais vasto do que aquele abrigado nas suas cidades, enquanto que a importação de produtos coloniais faz ampliar as relações inter-européias. Exemplo disso ocorre com o açúcar cuja produção é confiada aos senhores de engenho brasileiros, mas que é transportado pelos lusos para os portos holandeses, onde lá se encarregam do seu refino e distribuição.
Os principais portos europeus, americanos e africanos desta primeira globalização encontram-se em Lisboa, Sevilha, Cádiz, Londres, Liverpool, Bristol, Roterdã, Amsterdã, Le Havre, Toulouse, Salvador, Rio de Janeiro, Lima, Buenos Aires, Vera Cruz, Porto Belo, Havana, São Domingo, Lagos, Benin, Guiné, Luanda e Cidade do Cabo.
Politicamente, a primeira fase da globalização se fez quase toda ela sob a égide das monarquias absolutistas que concentram enorme poder e mobilizam os recursos econômicos, militares e burocráticos, para manterem e expandirem seus impérios coloniais. Os principais desafios que enfrentam advinham das rivalidades entre elas, seja pelas disputas dinásticas-territoriais ou pela posse de novas colônias no além mar, sem esquecer-se do enorme estragos que os corsários e piratas faziam, especialmente nos séculos 16 e 17, contra os navios carregados de ouro e prata e produtos coloniais.
A doutrina econômica desta primeira fase foi o mercantilismo, adotado pela maioria das monarquias européias para estimular o desenvolvimento da economia dos reinos. Ele compreendia numa complexa legislação que recorria a medidas protecionistas, incentivos fiscais e doação de monopólios, para promover a prosperidade geral. A produção e distribuição do comércio internacional era feita por mercadores privados e por grandes companhias comerciais (as Cias. inglesas e holandesas das Índias Orientais e Ocidentais) e, em geral, eram controladas localmente por corporações de ofício.
Todo o universo econômico destinava-se a um só fim, entesourar, acumular riqueza. O poder de um reino era aferido pela quantidade de metal precioso (ouro, prata e jóias preciosas) existente nos cofres reais. Para assegurar seu aumento o estado exercia um sério controle das importações e do comércio com as colônias, sobre as quais exerciam o oligopólio bilateral. Esta política levou a que cada reino europeu terminasse por se transformar num império comercial, tendo colônias e feitorias espalhadas pelo mundo todo ( os principais impérios coloniais foram o inglês, o espanhol, o português, o holandês e o francês).

A POPULAÇÃO MUNDIAL E DO BRASIL

A Distribuição da População
A população da Terra não está distribuída igualmente em todas as partes do globo. Ao contrário, há excesso de gente em algumas regiões e falta em outras.
O relevo, o clima, a vegetação e os rios exercem influência sobre a distribuição dos grupos humanos.
As regiões facilmente ocupadas pelo homem são denominadas ecúmenas.
Aos vazios demográficos chamamos de regiões anecúmenas, isto é, de difícil ocupação humana.
As altas montanhas, as regiões polares e os desertos dificultam a ocupação humana, sendo bons exemplos de regiões anecúmenas.
Por outro lado, existem regiões na Terra, nas quais os homens se "acotovelam" por falta de espaço. É o caso do sul, do leste e do sudeste da Ásia, que reúnem mais da metade da população do globo. Por esse fato, essa região é considerada um "formigueiro humano".

1. A distribuição pelos espaços geográficos
Pela distribuição da população nos continentes, notamos que:
• A Ásia é o continente mais populoso, com quase 60% do total mundial;
• A Ásia é também, o continente mais povoado, com quase 80 hab/km2;
• A Oceania é o continente menos populoso e menos povoado;
• A Antártida é o continente não habitado (despovoado).
Com mais de 160 milhões de habitantes, o Brasil é:
• o quinto país mais populoso do mundo;
• o segundo país mais populoso do continente americano e de todo o hemisfério ocidental, superado apenas pelos Estados Unidos;
• o país mais populoso da América do Sul e de toda a América Latina.
A distribuição da população no Brasil é, também, bastante irregular:
• o Sudeste é a região mais populosa e a mais povoada;
• o Centro-Oeste é a região menos populosa;
• o Norte ou Amazônia é a região menos povoada.
Na distribuição da população pelos Estados, temos que:
• o Rio de Janeiro é o mais povoado, com quase 300 hab/km2;
• São Paulo é o mais populoso, com cerca de um quinto (20%) da população brasileira;
• Roraima é o menos populoso e o menos povoado, com menos de 1 hab/km2.
As Populações Rural e Urbana
Até 1960, predominava no Brasil a população rural. No recenseamento de 1970 já se constatou o predomínio da população urbana, com 56% do total nacional. À medida que um país se desenvolve industrialmente, a tendência geral é o abandono do campo em direção às cidades. O homem procura nos centros urbanos melhores condições de vida, conforto, salários e garantias. É o fenômeno do êxodo rural. Atualmente, 75% da população brasileira urbana, isto é, vive nas cidades. No estado do Rio de Janeiro, a população urbana é de 95%.

2. A idade e o sexo da população
Quanto à idade, a população está dividida em três grupos:
• Jovem, de 0 a 19 anos;
• Adulto, de 20 a 59 anos;
• Velho, ou senil, com 60 anos e mais.
A força de trabalho de uma população está mas concentrada na idade adulta e se constitui na população ativa de um país.
Nos países desenvolvidos, em geral, predominam os adultos e os velhos. Nos países subdesenvolvidos e naqueles em fase de desenvolvimento, predomina a população jovem.
Em alguns países, como a França e a Inglaterra, há o predomínio dos adultos. Isso se deve ao baixo índice de natalidade e ao fato de que a média de vida é mais longa, alcançando mais de 70 anos. Os brasileiros possuem uma longevidade média de 64 anos, sendo de 62 anos para os homens e de 66 anos para as mulheres.
Quanto ao sexo, a população é composta por homens e mulheres.
Quanto aos números de homens e de mulheres é comum:
• haver um equilíbrio na idade jovem;
• predominarem as mulheres nas idades adulta e velha.
É que os homens, por razões diversas, vivem menos tempo que as mulheres, isto é, morrem geralmente antes. Em países de imigração, devido à entrada de mais trabalhadores, quase sempre predominam os homens. É o caso da Austrália e de alguns outros países. No Brasil, em cada grupo de 1 000 pessoas existem 501 mulheres e 499 homens. A representação gráfica da idade e do sexo da população é feita através das pirâmides etárias. Nelas, as mulheres ficam sempre do lado direito, os jovens embaixo, os adultos no meio e os velhos em cima.

3. A tipologia étnica
Por muito tempo, e ainda hoje, tem sido comum dividir a população nas raças branca, negra, amarela e mestiça. Essa distinção pela cor não é correta, pois entre um português moreno e um russo (eslavo) existem muitas diferenças, apesar de ambos serem brancos.
Hoje em dia, ao invés de se falar em raça, fala-se em etnia. Um dado grupo étnico possui semelhanças não só fisionômicas, mas também culturais.
A determinação do grupo étnico a que pertence uma pessoa não é tarefa fácil e não pode ser tomada apenas pela cor.
O povo brasileiro é composto etnicamente por brancos de origem européia, negros de origem africana, amarelos (indígenas e asiáticos) e mestiços. As diferenças de cor, de origem, têm sido problemas sérios em muitos países. Na África do Sul, onde numericamente predominam os negros, existia até 1991 uma violenta segregação racial, com exagerada discriminação social e econômica, denominada apartheid.
No Brasil, perante as nossas leis, todos os grupos étnicos constituem um só conjunto: a população brasileira. Recordar é saber:
• O Estado de maior população absoluta é São Paulo, o de maior densidade é o Rio de Janeiro.
• A população urbana predomina no Brasil desde 1970.
• São ecúmenas as regiões de fácil ocupação humana, sendo, por isso, habitadas permanentemente.
• São anecúmenas as regiões de difícil ocupação humana, como os desertos, as altas montanhas e as regiões polares.
• A Ásia é o continente mais populoso e mais povoado da Terra.
• A população brasileira está mais concentrada na Grande Região Sudeste.
• A segregação racial na África era denominada Apartheid.
• No Brasil todos os grupos étnicos são iguais perante a lei.
• A população ativa é composta sobretudo de adultos e homens.
• Na Austrália predominam, numericamente, os homens; no Brasil, as mulheres.
• Na pirâmide etária representamos à idade e o sexo de uma população.
• Os negros, os brancos, os amarelos e os mestiços são grupos étnicos, e não raças.
Produzido por: Lorrana

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

AQUECIMENTO GLOBAL

Aquecimento global é o termo que vem sendo utilizado para o aumento da temperatura do planeta Terra registrado nos últimos anos. Cientistas acreditam que ao longo do século passado a temperatura média da superfície da Terra tenha subido de 0,4° C a 0,8° C.

Segundo eles, essa elevação tem sido provocada, principalmente, pela ação humana, com o lançamento excessivo de gases do efeito estufa na atmosfera. O dióxido de carbono (CO2), o óxido nitroso, o metano, e os clorofluocarbonetos (CFC) são apontados como os principais vilões do aquecimento global. Esses gases formam uma espécie de cobertor em torno do planeta, provocando um aprisionamento do calor. Com isso, a Terra fica mais quente.
As conseqüências do aquecimento global podem ser catastróficas e põem em risco a vida no planeta: mudanças climáticas (com ondas de calor intenso); ecossistemas destruídos; espécies extintas; fenômenos como furações, inundações, tempestades, secas, deslizamentos de terra, aumento do nível do mar (por causa do derretimento das calotas polares), além do surgimento de novas doenças, mais fome e ainda mais miséria.
No Brasil, conforme relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (órgão ligado às Nações Unidas, que avalia as mudanças climáticas, o IPCC), as previsões apontam para o aumento da temperaturas na Amazônia (podendo se transformar em um grande cerrado); cidades litorâneas como Rio de Janeiro e Recife correm risco de desaparecer (com a elevação do nível do mar); o Nordeste será muito castigado (pode virar um grande deserto); as regiões Sul e Sudeste poderão ser assoladas por furacões, enquanto as grandes cidades ficarão mais quentes e mais suscetíveis a inundações, enchentes e desmoronamentos.
Apesar de perspectivas tão desastrosas, os especialistas do IPCC acreditam, contudo, que ainda existe tempo para salvar o planeta. Mudanças urgentes nas estratégias globais devem ser adotadas e toda a humanidade mobilizada. Somente a participação efetiva de todos os povos da Terra poderá garantir a vida. Novos padrões de consumo deverão ser buscados para reduzir os impactos do aquecimento global e assegurar a dignidade da raça humana.
Atualmente, o Brasil é o quarto maior emissor de gases estufa do planeta. Mais de 70% das emissões são provenientes do desmatamento da Amazônia.
TEREZA MENDES

CONVENÇÕES GRÁFICAS AJUDAM A COMPREENDER OS MAPAS

Para que um mapa seja simples de ler e facilmente compreensível, várias cores e símbolos são utilizados, de maneira a representar as características do terreno. No entanto, não é possível representar tudo, pois o excesso de pormenores tornaria a leitura do mapa impossível.
Existem muitos tipos de mapas, com várias escalas, utilizando cores e símbolos diferentes. E não podemos esquecer que os mapas podem ser desenhados para as mais variadas utilizações: de atividades recreativas a fins militares, meteorológicos ou geológicos.
Para se compreender um mapa, a melhor regra é simples: sempre começar pelo estudo da legenda, que contém os símbolos utilizados e sua descrição.
Damos o nome de "legenda" às simbologias utilizadas para representar um fenômeno qualquer no mapa. A simbologia existente nas legendas - em um mapa de orientação básica - permite que qualquer pessoa, independente do seu país de origem, possa entender a representação gráfica de uma determinada região.
Uma vantagem desses mapas é que símbolos, cores, escalas, espessura das linhas, etc. respeitam uma norma mundial. Essa simbologia é determinada pela Federação Internacional de Orientação (International Orienteering Federation - I.O.F.).
Para entender o que está "escrito" na linguagem cartográfica é necessário decodificar esses símbolos, ou seja, é necessário interpretar os códigos que estão apresentados na legenda.
Os símbolos mais usados são as linhas, as cores e o grafismo.

Linhas
As linhas são utilizadas de duas formas:
• Lineares - para representar fenômenos contínuos, como estradas, ferrovias, rios, fronteiras, etc. Elas podem surgir no mapa com aspectos diversos. Por exemplo, um rio representado com diferentes espessuras pode significar que há variação de sua largura real. Se uma linha tracejada substitui seu traço contínuo, provavelmente representa a perenidade ou intermitência desse rio. Se um canal artificial foi construído perpendicularmente ao rio, uma linha reta contínua vai representá-lo.
Com os demais elementos - estradas, ferrovias, túneis, pontes, oleodutos, etc. -, o procedimento é semelhante.
• Isorritmas - são linhas que unem pontos de um local em que determinado fenômeno tem intensidade igual. Uma das mais utilizadas é a isoípsa, que interliga pontos de mesma altitude; é também conhecida como "curva de nível". Alguns exemplos de linhas utilizadas:

TIPOS UNEM PONTOS DE IGUAL...
Isoalinas salinidade
Isóbaras pressão atmosférica
Isóbatas profundidade
Isóclinas inclinação magnética
Isoietas pluviosidade
Isoípsas altitude
Isotermas temperatura

Cores
As cores são, geralmente, utilizadas para representar fenômenos de intensidade variável, como zonas de diferentes altitudes e/ou profundidades. São convenções internacionais, seguidas por todos os países.
As seguintes cores (geralmente seis ou sete) são as utilizadas em mapas de orientação:
• Marrom: usado em mapas de relevo, para designar altimetria. Abarca tudo o que está relacionado com diferenças de altitude: montanhas, ravinas, depressões, etc.;
• Branco: representa uma floresta limpa (árvores, mas sem vegetação rasteira);
• Amarelo: representa áreas abertas (campos abertos, clareiras, etc.);
• Verde: representa áreas ou objetos relacionados com vegetação (também usado em mapas de relevo, para representar altimetria);
• Azul: para representar águas tanto na superfície terrestre quanto nos mares ou oceanos - a tonalidade pode variar de acordo com a profundidade;
• Preto: usado em nomenclatura (por exemplo, nomes de cidades, de portos, etc.). É a cor mais utilizada e representa variados objetos e características do terreno, geralmente artificiais ou rochosos: estradas, caminhos, linhas de alta-tensão, edifícios, rochas e precipícios.

Símbolos
Os símbolos são utilizados para representar os mais variados fenômenos. Muitos são extremamente particulares, usados apenas em alguns tipos de mapas. Outros são relativamente universais. Eles sempre representam um fato ou objeto e podem apresentar formas e funções muito diferentes.
Ronaldo Decicino











sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

ALEMANHA

ÁREA: 356.733 km²
CAPITAL DA ALEMANHA: Berlim
POPULAÇÃO: 81,75 milhões (estimativa 2010)
MOEDA: Euro - EUR
NOME OFICIAL: REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA (Bundesrepublik Deutschland).
NACIONALIDADE: alemã
DATA NACIONAL: 3 de outubro (Reunificação da Alemanha).
ADMINISTRAÇÃO: a Alemanha é formada por 16 unidades federadas (Baden-Württemberg, Baviera, Berlim, Brandemburgo, Bremen, Hamburgo, Hessen, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Baixa-Saxônia, Renânia do Norte-Vestefália, Renânia-Palatinado, Sarre, Saxônia, Saxônia-Anhalt, Schleswig-Holstein, Turíngia)
LOCALIZAÇÃO: centro-norte da Europa
FUSO HORÁRIO: + 4 horas em relação à Brasília
CLIMA DA ALEMANHA: temperado
RIOS PRINCIPAIS: Rio Danúbio, Rio Elba e Rio Reno
CIDADES DA ALEMANHA (PRINCIPAIS): Berlim, Hamburgo, Munique, Colônia, Frankfurt-am-Main, Dusseldorf, Hanôver, Stuttgart, Dortmund, Bremen, Dresden, Leipzig, Nuremberg

COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO: alemães e outros europeus 96,3%, turcos 2,1%, asiáticos 1%, africanos 0,3% e americanos 0,2% (estimativa de 2007).
IDIOMAS: alemão (oficial) e dialetos regionais.
RELIGIÃO: cristianismo 85,1% (católicos 42,9%, luteranos 41,6%, calvinistas 0,6%), islamismo 2,7%, judaísmo 0,1%, outras 12,1% (censo de 1993) (ex-Alemanha Ocidental) (1987); cristianismo 54% (protestantes 47%, católicos 7%), sem filiação 46% (ex-Alemanha Oriental) (censo de 1990)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 229,1 hab./km2 (estimativa de 2010)
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 0,1% ao ano (1995-2000)
TAXA DE ANALFABETISMO: menor do que 5% (censo de 2000).
RENDA PER CAPITA: US$ 33.854 (estimativa 2005).
IDH: 0,885 (Pnud 2010) - desenvolvimento humano muito alto

ECONOMIA DA ALEMANHA :
Produtos Agrícolas: batata, beterraba, cevada, trigo
Pecuária: bovinos, suínos, ovinos, aves
Mineração: carvão, linhito, sais de potássio, turfa.
Indústria: equipamentos de transporte, máquinas (não elétricas), alimentícia, química e automobilística.



OCEANOS

Os oceanos são grandes extensões de água salgada que ocupam as depressões da superfície terrestre. A ciência que se ocupa do estudo dos oceanos e suas características é a oceanografia.
A teoria do surgimento dos oceanos está ligada à formação da atmosfera no período pré-cambriano. Neste período o planeta estava muito quente e o vapor d'água presente na atmosfera deu origem a grande quantidade de chuvas que se acumularam nas áreas mais baixas do relevo.

Importância dos oceanos
Os oceanos são importantes para o planeta, neles se originou a vida. Eles são os grandes produtores de oxigênio (as microalgas oceânicas), regulam a temperatura da Terra, interferem na dinâmica atmosférica, caracterizam tipos climáticos.
Além disso, a maior parte da população mundial mora junto ao litoral. O mar é uma importante via de transporte. Sua biodiversidade é equivalente à de ecossistemas terrestres. Além disso, é uma fonte de extração de minerais e destino dos que buscam turismo e lazer.
Embora sejam interligados, os oceanos não realizam grande troca de água entre eles, isso porque as águas que formam cada um dos oceanos possuem características próprias como temperatura, insolação, salinidade (quantidade de sais dissolvidos) e movimentos (ondas, marés, correntes marítimas).
Dessa forma, os oceanos, ou seja, a imensa massa de água salgada que cobre a Terra, foram divididos em cinco porções: oceano Ártico, oceano Antártico, oceano Atlântico, oceano Pacífico e oceano Índico.

Oceano glacial Ártico
Designa um conjunto de mares situados na parte norte do globo terrestre. É limitado pelas costas setentrionais (norte) da Europa, Ásia e América e o Círculo Polar Ártico a 65º30' N. Sua extensão é de 14,06 milhões de quilômetros quadrados.

Oceano Atlântico
Estende-se do continente antártico, ao sul, até a Groenlândia e o mar da Noruega, ao norte; a oeste limita-se com a América e a leste com a África e a Europa. Possui aproximadamente 90 milhões de quilômetros quadrados.
O oceano Atlântico é considerado o mais importante por ser usado para a navegação e comércio de produtos entre a Europa e a América, principalmente a do Norte.

Oceano Pacífico
É o maior dos oceanos, com 175 milhões de quilômetros quadrados. Estende-se da costa ocidental da América até a costa oriental da Ásia e da Austrália. Comunica-se com o oceano glacial Ártico pelo estreito de Bering.
Nos últimos anos, vem aumentando a importância do comércio e transporte pelas águas do Pacífico, pois esse oceano banha as costas do Japão, China, Coréia e Austrália, países que vêm aumentando expressivamente suas exportações e importações, que na maioria das vezes é feito por via marítima.

Oceano Índico
Também chamado de mar das Índias, apresenta uma forma de trapézio e sua extensão é de aproximadamente 75 milhões de quilômetros quadrados. Estende-se do paralelo 35º S até 25º N (no sentido norte-sul). O regime de suas correntes é muito particular, ao norte sofre influência das monções e ao sul a influência vem de uma corrente equatorial que se origina no costa africana.
A profundidade média dos oceanos é de 3.870 metros. As maiores profundidades estão nas Fossas das Marianas (11,037 quilômetros); e entre os oceanos, o Pacífico é o mais profundo com médias de 4.282 metros. 87% do fundo oceânico do Pacífico estão a 3.000 metros.
No Atlântico a maior profundidade é de 9.220 metros, nas fossas de Porto Rico e a profundidade média não ultrapassa os 3.600 metros. Por fim, o oceano Índico tem uma profundidade média de 4.000 m e a fossa do Almirante, com 9.000 m é o ponto mais profundo.
Luiz Carlos Parejo


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ÁGUA

A água é a substância mais comum e mais importante na Terra. Não pode existir vida sem água pois, na verdade, todo ser vivo consiste principalmente deste elemento.
Através da história, a água tem sido para o homem escrava e senhora. Grandes civilizações foram criadas onde havia fartura de água. Muitas decaíram quando o suprimento dessa deixou de ser abundante. Houve homens que se mataram uns aos outros por um poço de água lamacenta, enquanto outros morreram afogados por enchentes.
Hoje em dia, mais do que nunca, a água é essencial ao homem. Usamos a água em nossas casas, nas fábricas, em plantações, entre outros. Porém, a cada dia, o homem polui mais e mais os ambientes aquáticos tão necessários a vida. Ou seja, enquanto a população mundial aumenta, o suprimento de água potável diminui.

Propriedades químicas
A água doce é o mais importante recurso da humanidade. A vida, tal qual a conhecemos, depende essencialmente da água. Foi no meio aquático, que revestia o planeta, que surgiram as primeiras formas de vida.
Embora se diga que a água é um recurso renovável, o que observamos atualmente é que o suprimento de água potável no planeta está se esgotando.
Impactos são as alterações que ocorrem no ecossistema, na sua estrutura e função, por ação humana, que possa ser medida qualitativa e quantitativamente, através das seguintes análises físico químicas:

PH - Potencial hidrogeniônico:
É uma relação numérica que exprime o equilíbrio entre os íons de hidrogênio e hidroxila no meio, ou seja, permite avaliar o grau de acidez ou de alcalinidade do meio. Os peixes e a maioria dos organismos aquáticos são adaptados geralmente às condições de neutralidade, com pequenas variações para o ácido ou alcalino.
Quando a acidez ou alcalinidade de um rio for muito acentuada, a causa provável é a poluição industrial.

Oxigênio Dissolvido:
Medida importante no controle de poluição das águas. É preciso conhecer-se a concentração de OD para verificar e manter as condições aeróbicas num rio que recebe poluentes.
Os microorganismos aeróbicos consomem oxigênio para decompor a matéria orgânica. Dessa forma, o meio torna-se pobre em oxigênio, causando a morte dos organismos que ali vivem (peixes, algas, etc.).

Temperatura:
A temperatura influencia na concentração de oxigênio dissolvido na água, nos processos de produtividade primária e de decomposição de matéria orgânica. Com o aumento da temperatura ocorre a redução da quantidade de oxigênio dissolvido na água.

Condutividade:
A condutividade elétrica, num manancial de água, é um indicador da presença de íons e conseqüentemente, da adição de substâncias poluentes. Ela pode variar também com a temperatura.

Água no mundo
Pelo que se sabe, só o planeta Terra tem água em abundância. Estamos falando da água que abrange aproximadamente, 70% da superfície terrestre. A maior parte, 97%, é salgada. Apenas 3% do total é água doce e, desses, 0,01% vai para os rios, ficando disponível para uso. O restante está em geleiras, icebergs e em subsolos muito profundos. Ou seja, o que pode ser potencialmente consumido é uma pequena fração. A distância entre a Terra e o Sol - 150 milhões de quilômetros - possibilita a existência da água nos três estados: sólido, líquido e gasoso. A água, somada à força dos ventos, também ajuda a esculpir a paisagem do nosso planeta.
Todos nós somos compostos basicamente de água. Esse líquido precioso está nas células, nos vasos sangüíneos e nos tecidos de sustentação. Nossas funções orgânicas necessitam da água para o seu bom funcionamento. Em média, um homem tem aproximadamente 47 litros de água em seu corpo. Diariamente, ele deve repor cerca de 2 litros e meio. Todo o nosso corpo depende da água, por isso, é preciso haver equilíbrio entre a água que perdemos e a água que repomos. Quando o corpo perde líquido, aumenta a concentração de sódio que se encontra dissolvido na água. Ao perceber esse aumento, o cérebro coordena a produção de hormônios que provocam a sede. Se não beber água, o ser humano entra em processo de desidratação e pode morrer de sede em cerca de dois dias.
Desde as civilizações mais antigas até as mais modernas, o homem sempre procurou morar perto dos rios, para facilitar a irrigação, moer grãos, obter água potável etc.
Nos últimos trezentos anos, a humanidade se desenvolveu muito, a produção aumentou, o comércio se expandiu, provocando uma verdadeira revolução industrial. Nesse processo, a água teve papel fundamental, pois a partir de seu potencial surgiram as rodas d’água, a máquina a vapor, a usina hidrelétrica etc.
No decorrer do século XX, a população do planeta Terra aumentou quase quatro vezes. O custo de ter água pronta para o consumo em nossas casas é muito alto, pois o planeta possui aproximadamente só 3% de água doce e nem toda essa água pode ser usada pelo homem, já que grande parte dela encontra-se em geleiras, icebergs e subsolos muito profundos. Outra razão para a água ser um recurso limitado é sua má distribuição pelo mundo. Há lugares com escassez do produto e outros em que ele surge em abundância.
Com o grande desenvolvimento da tecnologia, o homem passou a interferir com agressividade na natureza. Para construir uma hidrelétrica, desvia curso de rios, represa uma quantidade muito grande de água e interfere na temperatura, na umidade, na vegetação e na vida de animais e pessoas que vivem nas proximidades. O homem tem o direito de criar tecnologias e promover o desenvolvimento para suprir suas necessidades, mas tudo precisa ser muito bem pensado, pois a natureza também tem de ser respeitada.

Desperdício
Enquanto alguns países da África e do Oriente Médio sofrem com crônicos problemas de escassez de água, o Brasil, que tem a maior reserva de água doce do planeta, está, literalmente, jogando esse trunfo fora. Em vez de utilizar seus fartos recursos hídricos para o desenvolvimento, o país vive errando, seja pelo crescimento desordenado de suas cidades, pela poluição dos rios ou pelo esperdício (o Brasil é um dos países que mais desperdiçam água no planeta).
O desperdício residencial é o campeão. No Brasil, o desperdício de água chega a 70% e nas residências temos até 78 % do consumo de água de uma residência sendo gasto no banheiro. Tudo isto pode mudar com simples mudanças de hábitos. Veja os exemplos a seguir:
- Ao lavar as mãos, feche a torneira na hora de ensaboá-las;
- Para escovar os dentes ou fazer a barba, faça o mesmo. Só volte a abrir a torneira na hora de enxaguar;
- Os vasos sanitários podem consumir até 40% da água de uso doméstico. Racionalize o uso da descarga;
- Regule periodicamente a válvula de descarga;
- Nunca jogue papel, pontas de cigarros ou lixo dentro do vaso, pois podem causar entupimentos.
- Os banhos demorados consomem 37% da água de uso doméstico. Quando estiver se ensaboando, faça-o com o chuveiro fechado. Não deixe o chuveiro ligado à toa.
- Se for indispensável o uso da mangueira, utilize sempre um esguicho (tipo bico). Assim, quando você não a estiver utilizando, o fluxo de água é interrompido;
- Evitar lavar as calçadas, garagens e carros várias vezes por semana, assim como irrigar os jardins;
- Não use o jato da água para varrer o chão. Use a vassoura;
- Na hora de lavar o automóvel, troque a mangueira pelo balde de água.

Tratamento da água
O tratamento da água tem a finalidade de eliminar as impurezas prejudiciais e nocivas à saúde. Quanto mais poluído o manancial, mais complexo será o processo de tratamento e, portanto, mais cara será a água.
Na estação de tratamento a água recebida é a água bruta. Ela recebe o primeiro produto químico, que é sulfato de alumínio líquido. A função do sulfato de alumínio é justamente agregar a sujeira que está dissolvida na água.
Depois da adição do sulfato de alumínio, a água chega aos floculadores, onde recebe cloro - para a desinfecção - e polieletrólito, um produto químico que vai ajudar na floculação.
No floculador, os motores agitam a água em velocidade controlada para aumentar o tamanho dos flocos. Em seguida, a água passa para os decantadores, onde os flocos maiores e mais pesados vão se depositar. Cinqüenta a sessenta por cento das impurezas ficam retidas no decantador. Somente a água da superfície sai dos decantadores e passa pelo processo de filtragem, para retirar o restante das impurezas. Nessa fase, recebe nova adição de cloro. O filtro tem vida útil de 20 a 30 horas. Ao final desse período, deve ser lavado para a retirada da sujeira que ficou retida na filtragem. Depois de filtrada, a água recebe a adição de cal para elevar o PH, cloro e flúor. Só então ela está própria para o consumo.

Racionamento de energia
Devido a escassez de chuvas nos meses de janeiro e fevereiro desse ano, e o baixo nível de água das represas das hidrelétricas, o país vai ter que passar por um programa de racionamento de energia. O governo estuda alternativas para não necessitar usar o apagão como forma de economizar energia. O país precisa diminuir o gasto total em 20% para não faltar energia e essa medida durará ate novembro, quando termina a época de seca.

A falta de água no mundo
A água tem se tornado um elemento de disputa entre nações. Um relatório do Banco Mundial, datado de 1995, alerta para o fato de que "as guerras do próximo século serão por causa de água, não por causa do petróleo ou política".
Hoje, cerca de 250 milhões de pessoas, distribuídos em 26 países, já enfrentam escassez crônica de água.
Em 30 anos, o número de pessoas saltará para 3 bilhões em 52 países. Nesse período, a quantidade de água disponível por pessoa em países do Oriente Médio e do norte da África estará reduzida em 80 por cento. A projeção que se faz é que, nesse período, oito bilhões de pessoas habitarão a terra, em sua maioria concentradas nas grandes cidades. Daí será necessário produzir mais comida e mais energia, aumentando o consumo doméstico e industrial de água. Essas perspectivas fazem crescer o risco de guerras, porque a questão das águas torna-se internacional.
Em 1967, um dos motivos da guerra entre Israel e seus vizinhos foi justamente a ameaça, por parte dos árabes, de desviar o fluxo do rio Jordão, cuja nascente fica nas montanhas no sul do Líbano. O rio Jordão e seus afluentes fornecem 60% a água necessária à Jordânia. A Síria também depende desse rio.

A água no organismo
O organismo pode perder até dois litros e meio de água ao dia, dependendo do clima e da estação em que estivermos. "Tendo uma dieta leve e saudável, a base de frutas e verduras e redução do sal, o ideal é beber um litro de água potável ao dia", recomendam nutricionistas.
Para os endocrinologistas, o mínimo de água a ser reposto no organismo é de dois litros ao dia, através da alimentação e da ingestão de líquidos. Mas ele sugere que não se limite os copos de água. Neste caso, quantidade é qualidade.

Por que é bom beber água?
Previne a celulite e deixa a pele mais bonita, é fundamental a ingestão da água para que manter o tônus da pele, evitando o aspecto murcho e as olheiras. O hábito de beber água, repondo o que se perde de líquido no organismo, também melhora a circulação sangüínea e a eliminação de toxinas, prevenindo, assim, o aparecimento da celulite.
Hidrata as células e regula a temperatura do organismo: - Como grande parte das células é composta de água, a ingestão de líquidos é fundamental para a hidratação e renovação das células da pele e demais órgãos. Beber muita água facilita o bom desempenho da pele ao promover a regulagem térmica, fundamental para o bem estar do organismo.

Dicas:
• Água hidrata naturalmente a pele. Os hidratantes artificiais não repõem a água perdida pelo organismo, apenas evitam esta perda em excesso. Água está presente na manutenção e multiplicação celular e na formação de secreções, como as lágrimas.
• Doses generosas de água resultam em urina clara e sem cheiro forte.
• Água previne doenças. Tomar água evita a formação de cálculos renais, impedindo a cristalização de sais que passam pelos rins.
• Se você passa muito tempo ocupado com uma determinada função, deixe uma garrafa de água a seu alcance e passe essas horas se hidratando sem ter que sair do lugar. No verão, evite comidas salgadas.
• Líquido em excesso durante o almoço atrapalha o processo

Como funciona uma hidrelétrica
A usina hidrelétrica é implantada às margens de um rio e é composta de lago ou reservatório, casa de força, subestação elevadora e linhas de transmissão.
• O lago, também chamado de reservatório, é formado pelo represamento das águas do rio, através da construção de uma barragem.
• Na barragem é construído o vertedor da usina, por onde sai o excesso de água do reservatório, na época das chuvas.
• A casa de força é o local onde são instalados os equipamentos que vão produzir a energia.
• Na subestação elevadora são instalados os transformadores elevadores.
A produção de energia elétrica ocorre da seguinte forma:
A água que sai do reservatório é conduzida com muita pressão através de enormes tubos até a casa de força, onde estão instaladas as turbinas e os geradores que produzem eletricidade. A turbina é formada por uma série de pás ligadas a um eixo, que é ligado ao gerador. A pressão da água sobre essas pás produz um movimento giratório do eixo da turbina.
O gerador é um equipamento composto por um imã e um fio bobinado.
O movimento do eixo da turbina produz um campo eletromagnético dentro do gerador, produzindo a eletricidade.

Você Sabia?
• Especialistas consideram como escasso um país que forneça menos de 1 milhão de litros de água por habitante a cada ano.
• Estatísticas indicam que no ano de 2025, de 46 a 52 países podem estar sofrendo o drama da escassez de água.
• Em São Paulo, parte da população participa do rodízio permanente de água. E com a chegada do verão, mais de 5 milhões de paulistanos (um terço da população) estarão sujeitos a falta de água, com interrupções imprevistas.
• O consumo diário de um norte americano é setenta vezes maior do que o de um habitante de Gana.
• O Japão já importa água doce da Coréia do Sul.
• Quase um quarto da população mundial está localizada na China, que possui apenas 8% de água doce do mundo.
• 80 milhões de chineses caminham mais de um quilômetro para encontrar água.
• Os libaneses tomam banho com 1,5 litro de água.
• A quantidade de água consumida em todo o planeta é três vezes maior do que era em 1950.
• Das nove mil espécies de peixes de água doce existentes, restam menos de duas mil, graças a destruição dos cursos d’água.
• Em 2025, cada habitante do Oriente Médio terá somente um quinto da quantidade de água que tem disponível hoje.
• Todo ano, 4 milhões de crianças morrem em todo o mundo, vítima da falta de água limpa e saneamento.
• A Índia é a recordista mundial no uso de fontes subterrâneas de água.
• A Arábia Saudita terá suas reservas fosseis de água esgotadas dentro de 52 anos, se manter o ritmo atual de exploração.
• 60% das águas de abastecimento perdem-se em goteiras e vazamentos, em países em desenvolvimento.
 Flávia Aparecida Goulart

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

PORTUGAL

ÁREA: 91.985 km²
CAPITAL DE PORTUGAL: Lisboa
POPULAÇÃO: 10,7 milhões (estimativa 2009)
MOEDA: Euro
NOME OFICIAL: República Portuguesa
NACIONALIDADE: portuguesa
DATA NACIONAL: 25 de abril (Dia da Liberdade); 10 de junho (Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas); 5 de outubro (Proclamação da República).
LOCALIZAÇÃO: sudoeste da Europa
FUSO HORÁRIO: + 3 horas em relação à Brasília
CLIMA DE PORTUGAL: mediterrâneo (S) e temperado oceânico (N).
PRINCIPAIS CIDADES DE PORTUGAL: Lisboa, Porto, Braga, Vila Nova de Gaia, Amadora, Coimbra

COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO: portugueses 99,5%, africanos 0,5 (censo de 1996).
IDIOMA: português (oficial)
RELIGIÃO: cristianismo 94,8% (católicos 92,2%, protestantes 1,5%, outros cristãos 1,1%), islamismo 0,1%, sem filiação e outras 5,1% (censo de 1995)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 114 hab./km2
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 0% ao ano (1995 a 2000)
TAXA DE ANALFABETISMO: 5,1% (estimativa de 2007).
RENDA PER CAPITA: US$ 23.073 (estimativa 2008).
IDH: 0,795 (Pnud 2010) - desenvolvimento humano muito alto

ECONOMIA DE PORTUGAL:
PIB: US$ 242,7 bilhões (2007)
Produtos Agrícolas: : trigo, milho, batata, tomate, uva, azeitonas.
Pecuária: : bovinos, suínos, ovinos, aves.
Mineração: cobre, urânio, granito, calcário, mármore.
Indústria: : vestuário, têxtil, química, produtos eletroeletrônicos (domésticos).




AS ZONAS CLIMÁTICAS DA TERRA

Sabemos que na terra existem áreas onde faz muito calor e áreas muito frias. por exemplo, nos pólos faz muito frio praticamente o ano todo, já nas regiões próximas a linha do equador, a temperatura em geral é elevada todos os meses do ano .
Como se explica essa diferença de temperatura entre essas duas regiões ?
Você sabe que o calor que sentimos vem dos raios solares. Nas áreas equatoriais, esses raios alcançam a terra mais diretamente,isto é,a inclinação dos raios solares. Já nas zonas polares,eles são bastantes inclinados. É por isso que próximo do equador a temperatura é elevada e próximo dos pólos é baixa.
Como resultado do aquecimento maior que ocorre na região equatorial, e do menor aquecimento na região dos pólos, a superfície terrestre foi dividida em zonas climáticas ou zonas térmicas.
São cinco as zonas climáticas da terra.
- zona tropical ou inter tropical, esta localizada entre o tropico de câncer e o tropico de capricórnio. É a região mais quente da terra.
- zona temperada do norte, entre o tropico de câncer e o circulo polar ártico. Como recebem raio do sol mais inclinados,são menos aquecidas e iluminadas . nessas zonas, é fácil receber a passagem das quatro estações do ano, pois ai cada estação apresenta as características que a diferenciam nitidemente das outras.
- zona temperada do sul, entre o tropico de capricórnio eo circulo polar antártico.
- zona polar do sul, abrange as áreas localizadas dentro do circulo polar antártico.
- zona polar do norte, abrange as áreas situadas dentro do circulo polar ártico.
As zonas polares são as regiões mais frias do planeta, essas zonas recebem os raios do sol muito inclinados e, por tanto, muito fracos .por causa disso são muito frias . por esse motivo, ocorrendo nelas e formação de grandes geleiras.
A maior parte do território brasileiro situa-se na zona tropical . daí por porque o Brasil , em geral , predominam temperaturas elevadas.
A importância dos trópicos e dos círculos polares ,deve se ao fato de eles servir de limites para as chamadas zona da terra.


PAC

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em janeiro de 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vem ao encontro da necessidade de acelerar, de forma sustentável, o crescimento do investimento global da economia. A finalidade do PAC é promover investimentos e infra-estrutura que permitam: eliminar gargalos a esse crescimento, aumentar a produtividade das empresas, estimular investimentos privados e reduzir as desigualdades regionais.
O PAC está organizado em duas partes. A primeira reúne os investimentos em infra-estrutura e a segunda as ações para: ampliação do crédito, melhoria do ambiente de investimento e melhoria na qualidade do gasto público.
Os investimentos contemplados pelo PAC totalizam R$503,9 bilhões - R$67,8 bilhões do orçamento do governo federal e R$436,1 bilhões provenientes das estatais federais e do setor privado - a serem desembolsados ao longo do período 2007-2010, em três diferentes áreas. Como pode ser observado na tabela abaixo, a maior delas é a infra-estrutura energética - R$274,8 bilhões, ou 54,5% do total. A segunda área mais importante é a infra-estrutura social e urbana, com R$170,8 bilhões, ou 33,9% do total. Os principais setores escolhidos - habitação e saneamento - são importantes em termos do potencial de geração de emprego, de distribuição da riqueza e do impacto positivo sobre a qualidade de vida da população de menor renda.
A terceira e última área, em termos de investimento programado, é a infra-estrutura de logística, com R$58,3 bilhões ou 11,6% do total. Esses segmentos são importantes e essenciais, uma vez que respondem pelo transporte de pessoas e mercadorias, ou seja, incluem rodovias, aeroportos, hidrovias, ferrovias etc.
A novidade desse programa é que existe um conselho chamado Comitê Gestor do PAC (CGPAC) que se reúne semanalmente para cobrar o que foi feito e o que ainda não foi feito. Com os dados disponibilizados pelo CGPAC, em janeiro de 2008 foi realizado um balanço do primeiro ano do programa. O resultado foi satisfatório em alguns pontos e frustrante em outros, principalmente no que concerne às obras, que estão lentas mostrando poucos avanços visíveis à população. Essa situação se deve, sobretudo, aos obstáculos relacionados às normas ambientais e ao TCU (Tribunal de Contas da União).
O que já foi realizado na área urbana, energética e de logística
O PAC estimula os empresários pela possibilidade de negócios, mas causa frustração pela lentidão do seu andamento. Dividido em três eixos estratégicos - logística, energética e social e urbana -, o programa envolveu, em 2007, mais de 2.126 projetos e um montante de R$16 bilhões.
A parte mais avançada é a área social e urbana. Segundo o balanço do governo federal, 89% das 212 ações monitoradas pelo CGPAC estão com ritmo de execução adequado, 7% requerem atenção e 4% se encontram em situação "preocupante". Para este eixo do programa deverão ser aplicados R$170,8 bilhões, entre 2007 e 2010, entre recursos públicos e privados cuja previsão é atender 22,5 milhões de domicílios - no caso de saneamento - e 4 milhões de famílias com habitação. A maior parte desse recurso será investido para a construção e urbanização de favelas e assentamentos. O restante será repassado para obras de saneamento, visando a modernização e a ampliação do metrô das cidades de Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo e para expandir o programa "Luz para Todos".
Somente 32% dos projetos do PAC na área de infra-estrutura social e urbana estão com obras em andamento. A maioria deles, 44%, está em processo de licitação e 24% em projeto ou licenciamento.
Transporte
A parte logística do PAC abrange obras e projetos na área de transportes e tem por objetivo sanar importantes gargalos ao crescimento O governo, nessa área, investe na construção e na reforma de rodovias, portos, ferrovias, aeroportos e hidrovias. Das 620 ações monitoradas em 2007, 87% estão em ritmo adequado, contra 12% que exigem atenção e apenas 1% em estado preocupante. Um dos destaques é a concessão de sete trechos de rodovias federais, no leilão realizado em outubro de 2007. Outro destaque foi à conclusão do trecho de 147 quilômetros da ferrovia Norte-Sul no Tocantins.
Entretanto, segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), até o momento não há resultados importantes no setor de transportes do país. No final de 2007, a CNT fez um averiguação em 87,5 mil quilômetros de rodovias. Os resultados indicaram que 73,9% do trajeto analisado têm algum tipo de deficiência, com 22,1% (19.397 quilômetros) em estados classificados como ruins e 11% (9.592 quilômetros) classificados como péssimo.
Energia
No eixo de infra-estrutura energética, o programa investe na geração e transmissão de energia elétrica, produção, exploração e transporte de petróleo, gás natural e combustíveis renováveis. De acordo com a avaliação do governo, essa área é a que menos progrediu no programa. Das 602 ações acompanhadas pelo CGPAC, 83% foram consideradas em ritmo adequado, enquanto 12% estão em estado de atenção e 5% avaliadas como preocupantes.
Vale lembrar que no ano de 2007 foram realizados quatro leilões de energia nova, com destaque para a Usina Hidrelétrica Santo Antônio, localizada no rio Madeira. Outras 14 hidrelétricas e 17 térmicas tiveram as obras iniciadas e duas usinas térmicas concluídas.
Críticas
Há várias críticas severas ao PAC. Entre elas, podemos citar:
• O PAC deveria fazer parte de um plano de crescimento a longo prazo, relacionado à política industrial, agrícola, de desenvolvimento social, etc.; isto é, ele deveria estar inserido em um contexto de planejamento amplo e não ser apenas um conjunto de obras a serem realizadas de forma emergencial.
• Uma boa parte dos projetos reforça o setor de exportação de produtos primários (basicamente, matérias-primas), o que agravará a dependência externa e provocará uma especialização no setor de exportações. Isso prejudicaria o setor de bens de maior valor agregado (valor agregado de um produto ou serviço representa o conjunto de valores adicionados ao seu preço: qualidade, conveniência e facilidade de utilização ou de satisfação do consumidor).
• Os valores definidos no PAC são bem menores que as necessidades reais do país. No caso do setor de transportes, os investimentos deveriam ser o dobro do proposto.
• Os investimentos do PAC, em alguns casos, transformaram-se em instrumento de propaganda política do governo e moeda de troca para apoio político de parlamentares.
• O BNDES tem privilegiado, nos seus empréstimos, os setores de infra-estrutura e indústria de base (setor da indústria que trabalha com matéria-prima bruta) relacionados à exportação (siderurgia, papel e celulose, etc.) e ao PAC, o que aumentará a vulnerabilidade em setores de ponta (telecomunicações, energia nuclear, aviação, etc.).
• Dos valores previstos para o primeiro ano do PAC, menos de 30% foram realmente utilizados.
• O PAC, sozinho, não é capaz de promover o crescimento econômico adequado. Um conjunto de medidas macroeconômicas deveria estar associado ao programa, como a redução dos juros e da carga tributária.
Ângelo Tiago de Miranda


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BRASIL

ÁREA: 8.514.215,3
CAPITAL: Brasília
POPULAÇÃO: 190.732.694 milhões (Censo 2010)
QUANTIDADE DE MUNICÍPIOS: 5.435
MOEDA: Real ( R$ )
NOME OFICIAL: República Federativa do Brasil
NACIONALIDADE: brasileira
DATAS NACIONAIS: 7 de setembro (Dia da Independência ) e 15 de Novembro ( Proclamação da República )
PRESIDENTE: Dilma Rousseff
LOCALIZAÇÃO: leste da América do Sul
FUSO HORÁRIO: horário de Brasília (oficial)
CLIMA DO BRASIL : equatorial, tropical, tropical de altitude, tropical atlântico, subtropical e semi-árido
CIDADES DO BRASIL (PRINCIPAIS): São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Recife, Manaus, Curitiba, Florianópolis, Belém, Maceió, Cuiabá, João Pessoa, Fortaleza, São Luis.
COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA: Pardos: 42,6%, Brancos: 49,7%, Negros: 6,9%, Indígenas: 0,3%, Amarelos: 0,5% (Fonte: PNAD 2006).
IDIOMAS: português (oficial)
RELIGIÃO: cristianismo (católicos 71%, outros 10%), espiritismo, judaísmo, cultos afro-brasileiros.
Dados completos sobre Religiões no Brasil
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 22,4 hab./km2
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 1,17% ao ano (2000 a 2010).
EXPECTATIVA DE VIDA: 73 anos (Censo 2010)
TAXA DE ANALFABETISMO: 11,1% (2007).
RENDA PER CAPITA: R$ 16.414,00 (ano de 2009).
IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,699 - alto desenvolvidmento humano. O Brasil ocupa a 73º posição entre os 169 países analisados.(dados divulgados pelo PNUD em 2010)

ECONOMIA BRASILEIRA:
Produtos Agrícolas: algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, laranja, soja.
Pecuária: Bovinos, Eqüinos, Muares, Caprinos, Asinino, Bubalino, Suínos, Ovinos, Aves, Coelhos.
Mineração: bauxita, ferro, manganês, ouro e petróleo.
Indústria: de transformação, de bens de consumo e bens duráveis.
PIB (Produto Interno Bruto): 3,143 trilhões de reais (ano de 2009)
Balança Comercial: superavit de US$ 20,278 bilhões no ano de 2010.
Crescimento do PIB em 2009: - 0,6%
Salário Mínimo Nacional: R$ 545,00 ( a partir de 1º de fevereiro de 2011)
Inflação em 2010: 5,91% (IPCA)
Taxa de desemprego: 6,7% (IBGE 2010)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

LIXO

O que não presta e se joga fora."
Esta é a definição encontrada nos dicionários. Mas lixo é muito mais do que isto. Podemos defini-lo como um dos maiores problemas ecológicos de hoje, um dos causadores do efeito estufa, destruição do solo, grandes áreas que poderiam ser utilizadas para construção de casas são usadas como aterros sanitários e outros problemas.
O campo é o produtor de tudo que é utilizado nas cidades, as cidades somente transformam e consomem a energia, os materiais e os alimentos produzidos fora dela.
Mas esta transformação gera resíduos: lixo e esgoto, que são resultados diretos da alimentação, da fumaça das chaminés de fábricas e do escapamento de veículos, resíduos industriais, entulho das construções. Esses detritos na maioria das vezes fica na cidade, poluindo assim a água, o ar e o solo. Não há retorno destes detritos para o campo. Em que locais este lixo é depositado? Que problemas ele pode trazer para o meio-ambiente, incluindo os seres-humanos?
Se não existe retorno, alguma coisa deve estar sendo perdida no campo. Os solos se esgotam, e se não houver a reposição dos elementos químicos indispensáveis para o desenvolvimento de qualquer tipo de vegetal.
Encontramos um problema: estamos indiretamente fertilizando a cidade, o que é desnecessário e prejudicial e adquire um caráter de poluição (principalmente das águas) enquanto esgota-se o solo do campo, local onde seria necessário a fertilização. Com esta deficiência no solo, aumenta o consumo de fertilizantes químicos, consumindo assim mais energia e mais matéria-prima.
Uma das alternativas seria reciclar os recursos naturais renováveis, através da compostagem, enviando para o campo o composto, tornando desnecessária a fabricação de fertilizantes químicos e sua compra. E com os recursos naturais não-renováveis, como os metais, vidros e derivados de petróleo, reciclá-los industrialmente, voltando às fábricas como matérias-primas.
Outras alternativas são os aterros sanitários e a incineração.
Estes são os assuntos que pretendo abordar neste trabalho.
Classificação do lixo
Lixo Residencial, também chamado de lixo domiciliar ou doméstico. Em geral, é constituído de sobras de alimentos, invólucros, papéis, papelões, plásticos, vidros trapos, etc.
Lixo Comercial é produzido nos estabelecimentos comerciais, como lojas, lanchonetes, restaurantes, escritórios, hotéis, bancos, etc. Os componentes mais comuns neste tipo de lixo são: papéis, papelões, plásticos, restos de alimentos, embalagens de madeira, resíduos de lavagens, sabões, etc.
Lixo Industrial é todo e qualquer resíduo resultante das atividades industriais, estando neste grupo o lixo resultante das construções (entulho). Em geral, esta classe de resíduo é responsável pela contaminação do solo, ar e recursos hídricos, devido à forma de coleta e disposição final, que, na maioria dos centros urbanos, fica a cargo do próprio produtor. É freqüente observar-se o lançamento de resíduos industriais ao relento e principalmente em rios, lagos, gerando grandes e dificílimos problemas. Exemplo prático disto são os rios do Estado de São Paulo, em sua grande maioria contaminados pelo lançamento de resíduos industriais e de esgotos domésticos, sem nenhum tratamento prévio ou não tratados adequadamente.
Segundo a SERS/DEAR/CETESB, os resíduos industriais podem ser classificados em quatro categorias:
Categoria 1 - "Os resíduos considerados perigosos, ou seja, que requer cuidados especiais quanto à coleta, acondicionamento, transporte e destino final, pois apresentam substancial periculosidade, real ou potencial, à saúde humana ou aos organismos vivos e se caracterizam pela letalidade, não degradabilidade e pelos efeitos acumulativos adversos."
Categoria 2 - "Os resíduos potencialmente biodegradáveis e/ou combustíveis".
Categoria 3 - "Os resíduos considerados inertes e incombustíveis".
Categoria 4 - "Os resíduos constituídos por uma mistura variável e heterogênea de substâncias que individualmente poderiam ser classificadas nas categorias 2 ou 3".
Lixo hospitalar: em geral, é dividido em dois tipos, segundo a forma e geração - resíduos comuns: compreendendo os restos de alimentos, papéis, invólucros, etc. - resíduos especiais, que são os restos das salas de cirurgia e curativos e resíduos das áreas de internação e isolamento. Estes últimos também podem ser denominados lixo sépticos, e seu acondicionamento armazenamento local, coleta e disposição final exigem atenção especial, devido aos riscos que podem oferecer.
Lixo especial: resíduos em regime de produção passageira, como veículos abandonados, podas de jardins e praças, mobiliário, animais mortos, descargas clandestinas, etc. Em geral, as prefeituras e empresas de limpeza pública dispõe de um serviço de coleta para atender a tais casos.
Outros: os resíduos não contidos nos itens anteriores e os provenientes de sistemas de variação e limpeza de galerias e bocas de lobo, etc.
Formas de destinação do lixo
Aterro sanitário
O aterro sanitário é um processo utilizado para a disposição de resíduos sólidos no solo, particularmente lixo domiciliar, que, fundamentado em critérios de engenharia e normas operacionais específicas, permite uma confinação segura em termos de controle de poluição ambiental e proteção à saúde pública.
Caracteriza-se este método por:
• evitar a poluição e/ou contaminação ambiental, especialmente das águas superficiais ou subterrâneas;
• garantir, tanto quanto possível, uma decomposição aeróbia da matéria orgânica, reduzindo a formação de gases mal cheirosos;
• impedir o surgimento de focos de fogo e fumaça bem como de vetores (moscas, ratos, urubus, etc.) e
• evitar a atividade social marginal da catação.
O aterro controlado se caracteriza basicamente pelo simples enterramento do lixo, não se levando em conta os problemas ambientais resultantes da sua decomposição. Este termo é usado erradamente como sinônimo de aterro sanitário, muito embora o método elimine os aspectos indesejáveis dos depósitos de lixo a céu aberto.
Os chamados aterros controlados se originam, na maioria das vezes, da desativação de lixões.
Os lixões, também chamados de vazadouros, bota-fora, etc., se limitam a simples depósitos de lixo a céu aberto. Os metais que aí ficam, não voltam à condição original de componentes da biosfera disponíveis para novos ciclos biológicos. Viram resíduos que podem ser reutilizados industrialmente, mas incapazes de se reintegrar à natureza. O efeito estufa deriva dessa impossibilidade de reciclar o excesso de carbono que é introduzido na biosfera a partir de materiais soterrados.
Além dos inconvenientes de ordem estética, os problemas ambientais decorrentes da disposição do lixo referem-se prioritariamente à poluição e/ou contaminação das águas superficiais e subterrâneas.
A constante lixiviação do lixo pelas águas de chuva, assim como a sua decomposição resultam na formação de um líquido de cor acentuada e odor desagradável, de elevado potencial poluidor, comumente denominado chorume ou sumeiro. Este líquido é basicamente formado por:
• umidade natural do lixo;
• água de chuva;
• água de constituição de determinados componentes do lixo, liberada na sua decomposição;
• água gerada no processo de decomposição biológica;
• substâncias orgânicas e inorgânicas solúveis, naturalmente presentes no lixo; e
• substâncias orgânicas solubilizadas pela ação de microrganismos no processo de decomposição.
Caracteriza-se, desta forma, o chorume por um elevado teor de matéria orgânica biodegradável, representando uma demanda potencial de oxigênio, quando encaminhado para cursos d´água. A redução dos teores de oxigênio dissolvido poderá atingir níveis incompatíveis com a sobrevivência de organismos aquáticos.
Ainda sob o ponto de vista ambiental, o chorume caracteriza-se como fonte potencial de microrganismos patogênicos, comumente presentes no lixo domiciliar.
A lixiviação do lixo pelas águas de chuva contribui de forma significativa para o enriquecimento do chorume em substâncias químicas nocivas, eventualmente presentes no lixo (metais pesados, tóxicos, etc.).
Compostagem
Composto é o produto homogêneo obtido por um processo biológico, pelo qual a matéria orgânica existente nos resíduos é convertida em outra, mais estável, pela ação de microrganismos normalmente já presentes nos próprios resíduos.
A decomposição da parte orgânica, resultante da atividade dos microrganismos, consiste, principalmente na transformação dos complexos orgânicos existentes no lixo em outras substâncias mais simples.
Durante este processo são liberados vários gases, entre eles o CH4, CO2, H2S e outros.
Estes gases podem ser aproveitados como fonte de energia, bastando apenas colocar matéria orgânica, que é chamado neste caso de biomassa, no biodigestor, que nada mais é do que um recipiente grande fechado, e esperar a ação dos microorganismos, que irão liberar os gases acima citados. A mistura destes gases é conhecida como biogás.
A compostagem dos restos agrícolas provavelmente é tão antiga quanto o preparo do solo para cultura. Originalmente, os processos utilizados eram rudimentares, baseados na formação de montes que eram revirados ocasionalmente. Ainda hoje são empregados estes processos em pequenas propriedades agrícolas.
O aumento da fertilidade dos solos era baseado exclusivamente na utilização de matéria orgânica, inclusive composto, até meados do século passado, quando o conhecimento dos resultados obtidos através de pesquisas agrícolas, o desenvolvimento dado à tecnologia de aplicação e o conseqüente incremento de produção levaram ao emprego de adubos minerais, em detrimento da utilização dos adubos orgânicos.
Observações cuidadosas posteriores permitiram constatar que só a adubação mineral não era suficiente para elevar o índice de fertilidade do solo agrícola, o que justificou o retorno ao uso de adubos orgânicos, voltando, portanto, a compostagem a ser estudada como ciência, estimulando assim a implantação de novas usinas.
No início da década de vinte, começaram a aparecer processos especialmente desenvolvidos para o tratamento biológico controlado dos resíduos sólidos. Como resultado de uma série de experimentações, Sir Albert Howard desenvolveu em Indore, Índia, um sistema de produção de composto contendo as características desejadas.
A partir desta época, foram sendo desenvolvidos diversos sistemas; alguns, inclusive, foram patenteados. O objetivo desta tecnologia era mecanizar o processo o máximo possível para reduzir a mão-de-obra empregada que, no processo Indore, era muito grande.
A compostagem do lixo domiciliar pode ser efetuada por dois métodos distintos: o natural e o acelerado.
O primeiro é mais simples e recomendado para pequenas comunidades, aquelas cujas populações vão até 100.000 habitantes. Por apresentar um aspecto adverso, devido a presença de lixo no pátio, é necessário que a usina seja localizada a uma apreciável distância de áreas habitadas.
O segundo método - o acelerado - exige a construção de uma usina equipada com recursos mecânicos para que se otimize a atividade biológica dos microorganismos. Neste método, não há contato humano direto.
Os principais fatores que influem na compostagem de lixo domiciliar são: temperatura, umidade, aeração, relação carbono: nitrogênio e agitação.
Incineração
Incineração é um processo de combustão controlada para transformar resíduos sólidos, líquidos e gases combustíveis em dióxido de carbono, outros gases e água, reduzindo significativamente o volume e pesos iniciais.
Da incineração do lixo resulta um residual sólido constituído basicamente de materiais incombustíveis que deverão ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados.
As cidades utilizam o processo e incineração ao terem esgotadas as possibilidades de emprego das outras soluções sanitárias tradicionais de destinação de lixo, tais como: aterro e compostagem. A incineração é um processo bastante caro, tanto pelo aspecto de investimento a ser feito, como pelo de sua operação e manutenção.
Os incineradores possuem a vantagem de poderem ser localizados em qualquer ponto, desde que bem projetados e operados. Não exigem grandes áreas, dão destino da forma mais segura, do ponto de vista sanitário, permitem uma destruição total de documentos que possam criar problemas sociais, morais, de segurança ou econômicos, inclusive de dinheiro tirado de circulação. Os incineradores de grande porte permitem o aproveitamento da energia sob a forma de vapor, água quente e eletricidade, quando construídos para esse fim.
A primeira instalação de que se tem conhecimento para o fim específico de resíduos sólidos é a de Nothinghan, na Inglaterra, posta em operação em 1874, portanto há mais de um século. É interessante observar que em 1920, já existiam mais de duzentas instalações de incineração de lixo na Inglaterra.
Em 1900, em Belém do Pará foi instalado um incinerador cujas operações foram encerradas no segundo semestre de 1978.
Em São Paulo, o primeiro incinerador entrou em operação em 1913, tendo sido desativado em 1949 e demolido em 1953. A capacidade nominal era de 40 toneladas de lixo por dia, dispondo de caldeira cujo vapor acionava um alternador, ventiladores para injeção de ar primária sob as grelhas e exaustor de gases para a tiragem forçada através da chaminé. Por ser impraticável a sua ligação à rede distribuidora o alternador só operou no primeiro dia, em conseqüência, as máquinas a vapor foram substituídas por motores elétricos alimentados pela rede distribuidora.
Atualmente existem em operação três incineradores municipais de lixo em São Paulo.
Além desses incineradores para a queima de lixo coletado pelo município, existem no Brasil diversas unidades de menor porte instaladas em hospitais, indústrias e aeroportos.
Devido ao seu elevado custo, no Brasil, os incineradores atendem somente a destruição dos lixos que representam riscos à saúde, segurança e bem estar social.
O lixo brasileiro contém um teor elevado de matéria orgânica, portanto com elevador teor de umidade e com abaixo poder calorífico inferior, o que torna difícil o seu uso como combustível para produção de energia.
Reciclagem: a reutilização do lixo
Como já foi explicado em itens anteriores, o lixo orgânico pode ser aproveitado para produção do biogás. Mas e o restante do lixo? Pode ser reaproveitado, num processo que chamados de reciclagem.
A reciclagem é uma série de processos industriais que permitem a separação e transformação dos resíduos sólidos do lixo urbano.
A necessidade de poupar e preservar os recursos naturais não renováveis vem motivando cada vez mais o aproveitamento de resíduos, visto que crescem exponencialmente a população e o consumo, o que não acontece com as reservas naturais.
Algumas cidades adotaram o sistema de coleta de lixo seletiva, onde o cidadão separa na sua casa os tipos de materiais, basicamente em plásticos, vidros, restos de alimentos. Nas ruas destas cidades também é adotado este sistema, com cestas de lixo coloridas, uma para cada tipo de lixo. Este é levado para as Usinas de Reciclagem onde irá haver a transformação do lixo em novo material.
Em outras cidades o lixo é coletado diariamente nas residências e áreas comerciais e levado para Usinas de Tratamento, onde passa por triagens manuais, mecânicas e físicas, promovendo a separação da parte orgânica, que resultará no composto orgânico; e da parte inorgânica, que são os materiais passíveis de reaproveitamento com destino para as indústrias.
Tipos de Lixo Recicláveis
Teoricamente todo o lixo produzido domesticamente poderia ser reutilizado ou reciclado, mas alguns produtos devem ficar fora do processo por questões de segurança ou dificuldade de manuseio. O lixo residencial (ou de escritórios) deve ser separado em seis grandes grupos.

Grupo 1
Papéis: jornais, revistas, embalagens, papelão (exceto papel de fax e carbono). Alguns envelopes têm uma janelinha de plástico para o endereço, que deve ser retirado.
Grupo 2
Plásticos de qualquer tipo (nem todos são recicláveis, mas eles serão separados nos centros de triagem ou usinas de reciclagem).
Grupo 3
Metais como latas de alimentos em geral, fios de cobre, arames, peças de automóveis de ferro, latinhas de alumínio de cerveja ou refrigerante.
Grupo 4
Vidros em geral como copos, frascos, embalagens e garrafas (exceto vidros de janela e lâmpadas).
Para reciclagem, os vidros em geral são separados mais tarde em três cores básicas: marrom, verde e branco, mas este processo na maioria das vezes é feito na própria empresa que os vai reciclar.
Grupo 5
Produtos químicos, materiais infectados, pilhas, tintas, inseticidas, mercúrio, papel sujo, chapas fotográficas, lâmpadas e outros podem ser reciclados, mas requerem coleta e tratamento especializado.
Grupo 6
Lixo orgânico. Restos orgânicos como casca de frutas, restos de legumes, restos de comida e restos de jardins podem ser transformados em adubo quando misturados com terra, água e expostos ao sol.
Conclusão
É importante a conscientização da população, dos governos, das instituições públicas e privadas, enfim, de toda a sociedade da necessidade da correta destinação do lixo para melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente.
Algumas atitudes deveriam ser tomadas em casa, na escola, como princípio básico da educação, como por exemplo, a separação de lixo orgânico, metais e plásticos, para estabilidade desta consciência.
Poderia ser encaminhado ao prefeito um projeto para a coleta seletiva do lixo em nossa cidade, e a criação de uma Usina de Reciclagem.
Com este projeto de reciclagem, seria minimizada a exploração de recursos naturais, diminuindo o impacto ambiental dos processos de consumo.
Autoria: Monique Moreira Alves