quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

POPULAÇÃO EUROPEIA

A Europa é o continente de maior densidade populacional do mundo e o que apresenta a mais equilibrada distribuição demográfica. Isso se explica pela disposição favorável de seu território dentro da zona temperada, por seus abundantes recursos e pela antiguidade de sua civilização.
Composição étnica e línguas. À exceção de lapões, búlgaros, turcos, magiares e finlandeses, de origem mongol, os outros povos europeus são caucásicos (brancos). Embora sejam muitas as etnias autóctones (germanos, eslavos, celtas, latinos, helenos, ilírios, bascos), podem-se considerar três tipos raciais principais: o nórdico do norte e do noroeste, dolicocéfalo (crânio ovalado), alto e louro; o mediterrâneo, moreno, dolicocéfalo e de estatura mediana; e o alpino do centro da Europa, braquicéfalo (crânio arredondado) e de constituição robusta.
A maioria das línguas européias procede do tronco indo-europeu. Os grupos mais importantes são: o neolatino ou românico (francês, italiano, espanhol, português, provençal, sardo, reto-romeno, catalão, galego e romeno); o eslavo (russo, polonês, ucraniano, bielorrusso, búlgaro, servo-croata, esloveno, sorábio ou vendo, tcheco, eslovaco); o germânico (alemão, neerlandês, frísio, inglês, dinamarquês, norueguês, sueco, islandês); o celta (irlandês, escocês, galês, bretão); o ilírico (albanês); e o helênico (grego). Dentre as línguas não indo-européias cabe destacar a família fino-úgrica (húngaro, finês ou finlandês, estoniano, lapão e carélio), a altaica (turco), a camito-semítica (maltês) e o basco ou vasconço, este sem relação com nenhuma família lingüística conhecida.
Estrutura demográfica. Comparada com a dos outros continentes, a população da Europa se distribui de maneira mais regular. Não apresenta os contrastes de outras regiões do mundo, pois não há nela concentrações muito extensas nem desertos inabitados. As maiores densidades demográficas, em torno de 300 habitantes por quilômetro quadrado, se observam nos países e regiões mais industrializados: os Países Baixos, o oeste da Alemanha, o Reino Unido, o norte da França, o norte da Itália e a região de Moscou. As zonas mais despovoadas são as nórdicas (Escandinávia e norte da Rússia), enquanto a Europa mediterrânea tem, no conjunto, uma média similar à média geral européia, em torno de 75 habitantes por quilômetro quadrado.
O grau de urbanização é alto, mas desigual. Se nos Países Baixos supera noventa por cento da população, na Romênia ou na Albânia quase não atinge a metade desse número. As concentrações urbanas são muitas; mais de quarenta cidades ultrapassam um milhão de habitantes.
Em seu conjunto, a Europa apresenta os mais baixos índices de mortalidade e de natalidade do planeta, embora existam diferenças entre o norte e o sul. Além disso, o continente experimentou importantes movimentos demográficos em tempos recentes. A partir do século XIX, o crescimento da população se manteve, apesar das grandes perdas demográficas resultantes de guerras e emigrações. Da década de 1830 até o fim do século XX, mais de sessenta milhões de europeus emigraram, sobretudo para a América e a Austrália. A industrialização determinou no século XX importantes fluxos internos de população, do campo para a cidade, e dos países mais atrasados economicamente (Portugal, Grécia, Espanha) para os mais poderosos do ponto de vista econômico (Alemanha, França, Suíça), assim como uma corrente de imigração procedente da África e da Ásia.
Fonte: Barsa.


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