terça-feira, 20 de dezembro de 2011

LAPÕES

Os lapões (também conhecidos como sami ou saami; em lapão: Sámi; em finlandês: Saame) formam o grupo étnico nativo da Lapónia (Lapônia, no Brasil), abrangendo as regiões setentrionais da Noruega, Suécia, Finlândia e da península de Kola, na Rússia. É um dos maiores grupos indígenas da Europa, totalizando cerca de 70 000 pessoas, das quais 17 000 vivem na Suécia, 35 000 na Noruega, 5 700 na Finlândia e 2 000 na Rússia.
Os lapões falam um grupo de dez línguas distintas denominadas genericamente de sami ou lapão, pertencentes à família das línguas fino-úgricas (do grupo linguístico raro no qual se encontram o finlandês e o húngaro). Destas, seis possuem sua própria norma escrita.[2] As línguas sami têm um alto grau de parentesco, mas não são mutuamente inteligíveis; por exemplo, falantes do sami do sul não são capazes de compreender o sami do norte. Inicialmente referia-se a estas distintas línguas como "dialetos", mas hoje considera-se esta terminologia incorreta, devido às grandes diferenças entre as variedades. A maior parte destas línguas é falada em mais de um país, devido ao fato de as fronteiras linguísticas não corresponderem às fronteiras nacionais.
As atividades tradicionais dos sami são a caça, pesca, agricultura e criação de renas, mesmo que uma minoria atualmente faça isso para viver e também já não tenha mais uma vida nómada.
Fonte: Wikipédia.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

MAR DE AZOV

O mar menos profundo do mundo, o Azov, apresenta, não obstante, extraordinária riqueza biológica, graças à grande quantidade de substâncias nutritivas trazidas por seus afluentes.
O mar de Azov se situa no continente asiático, entre a Ucrânia meridional, a Criméia e o vale do rio Kuban, ao norte do mar Negro, com o qual se comunica pelo estreito de Kerch. Grande parte de seus 38.000km2 de superfície está sobre a plataforma continental, o que explica sua pequena profundidade, que em alguns pontos é inferior a quatro metros e nunca supera 14m. O volume de suas águas varia de acordo com as contribuições sazonais dos afluentes. Durante o inverno, alguns trechos de seu litoral ficam bloqueados pelo gelo.
A salinidade do mar de Azov é muito baixa, o que se explica pelo grande volume de água doce que recebe. Além do Volga, que se tornou seu tributário ao longo de um canal que o une ao Don, os principais rios que deságuam nele são o próprio Don e o Kuban.
O mar de Azov é circundado por um litoral baixo e pantanoso, originado em um processo de intenso aluvionamento (sedimentação de materiais fluviais). Em sua fauna destaca-se o esturjão, espécie muito apreciada, de cujas ovas se obtém o caviar.
Fonte: Enciclopédia Barsa.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

FORMAÇÃO DOS CONTINENTES

De acordo com a teoria da Deriva dos Continentes, a cerca de 200 milhões de anos atrás havia um só bloco continental: a Pangea (ou Pangéia, em português). Segundo a teoria formulada em 1915 pelo meteorologista alemão Alfred Lothar Wegener, o grande continente cercado por um único oceano, o Pantalassa, foi se dividindo lentamente até formar os continentes como os conhecemos hoje.
Wegener formulou sua teoria ao verificar que diversos fósseis de animais e vegetais eram encontrados em continentes distantes, como por exemplo, fósseis de plantas tropicais encontrados em uma ilha no Ártico. Outro argumento utilizado por ele se refere ao contorno dos continentes que pareciam se encaixar, ou ainda, à aparente ligação entre grandes estruturas geológicas como as Terras Altas Escocesas e os montes Apalaches na América do Norte.
De fato, Wegener não foi o primeiro a formular a teoria de que os continentes haviam sido um só em um passado remoto. Antonio Snider-Pellegrini baseado na obra Thesaurus Geographicus (1596) de Abraham Ortelius, sugerira que os continentes teriam permanecido unidos em um passado remoto. O que diferencia Alfred Wegener de seus antecessores é o fato de que ele foi o primeiro a reunir argumentos multidisciplinares sobre sua teoria.
Antes de sua teoria ser aceita, os cientistas defendiam que em um passado remoto os continentes estáticos eram ligados por “pontes” terrestres que haviam sido submersas com o passar do tempo. Entretanto a teoria da Deriva Continental é a mais aceita atualmente devido às descobertas de diversos pesquisadores acerca dos mecanismos que fazem os continentes se mover.
Dando prosseguimento à teoria de Wegener, os cientistas acreditam que a Pangéia tenha se formado devido às erupções vulcânicas no fundo do oceano com o resfriamento da lava e com o movimento ascendente de algumas regiões (zonas de divergência). Por fim, a Pangéia teria se dividido em dois grandes continentes por volta de 300 milhões de anos atrás: a Laurásia, que deu origem à América do Norte e Eurásia (que era formada pelos continentes Europeu e Asiático); e Gondwana, que era formada pelos atuais continentes da América do Sul, África, Índia, Austrália (na Oceania) e as ilhas do Pacífico Sul. Ao mar que se formou entre esses dois continentes deu-se o nome de Tetis (deusa grega do mar).
O movimento de separação teria se originado devido a grande instabilidade da imensa placa que, segundo a teoria, “flutua” sobre o manto terrestre (camada abaixo da crosta terrestre que se estende de cerca de 30km até 2.900km de profundidade da superfície).
Segundo alguns cientistas os continentes teriam se separado com uma velocidade de cerca de 1,2 a 2cm por ano com exceção da placa Indiana que teria atingido a velocidade de 10 a 12cm por ano desagregando-se do continente africano e chocando-se com a Ásia. Movimento que formou o Himalaia e continua fazendo-o crescer 5 cm por ano. Há cerca de 40 milhões de anos fica completa a abertura do Atlântico e as duas Américas se unem pelo Istmo do Panamá formando a cadeia montanhosa dos Andes e dando aos continentes sua configuração atual.
Entretanto o movimento de deriva dos continentes não cessou. Estima-se que o movimento atual das placas seja em média de 5 cm por ano. Em alguns lugares pode-se notar as falhas geológicas decorrentes do movimento das placas, como por exemplo, na Califórnia onde o movimento divergente das placas do pacífico (da qual faz parte o sul da Califórnia e quase todo o oceano Pacífico) e da placa norte-americana (América do Norte, oeste do Atlântico Norte e Groenlândia) formou a “Falha de San Andreas” que, acredita-se, que um dia separará a costa californiana do resto do continente norte-americano.
Caroline Faria.

domingo, 11 de dezembro de 2011

MAIOR ÔNIBUS DO MUNDO

O "maior ônibus do mundo" utilizado para transporte coletivo, como anunciado pela Prefeitura de Curitiba, começou a rodar. O Ligeirão Azul tem 28 metros de extensão e capacidade para 250 passageiros, 20 pessoas a mais do que o suportado pelo biarticulado que atualmente circula na capital paranaense. A empresa que fabricou o chassi e o motor do modelo, e que atua neste setor em diferentes países, disse não ter conhecimento de ônibus maior do que este.
O veículo será utilizado, a principio, apenas na linha Boqueirão, que é a segunda mais carregada da capital paranaense, com fluxo de 70 mil pessoas por dia. Segundo a Urbanização de Curitiba (Urbs), em média, 25 mil pessoas utilizam os veículos articulados e 45 mil, os biarticulados.
Conforto
Na avaliação do professor Garrone Reck, do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a implantação do novo modelo não interfere de maneira impactante no transporte público da cidade. Para ele, um veículo maior pode trazer mais conforto para os usuários porque o modelo biarticulado leva muitos passageiros em pé, mas ele diz que ações para aumentar o número de veículos e diminuir o tempo de espera nos pontos de ônibus são mais efetivas. “De qualquer forma, uma oferta maior de lugares é positiva”, disse o professor.
O ônibus é 100% biocombustível. Segundo Eduardo Tows, gerente de manutenção da viação responsável pelo veículo, ele vai rodar apenas com combustível à base de soja porque é a matéria-prima que melhor se adapta ao clima curitibano. Os biocombustíveis de outras fontes ficam com uma textura pastosa quando submetidos a baixas temperaturas, o que impede o funcionamento dos carros. “A soja é mais resistente ao frio”, explicou Tows.
Deficientes físicos, auditivos e cegos possuem dispositivos específicos para suas necessidades dentro do Ligeirão Azul. Há ainda , conforme determina a legislação federal, assentos especificos para passageiros que sofrem de obesidade. Além do lugar reservado para cadeira de rodas, o cadeirante pode acionar um mecanismo que avisa ao motorista sobre a parada na próxima estação tubo, como são conhecidos alguns pontos de ônibus em Curitiba.
Para contemplar os deficientes auditivos, no momento em que a porta do ônibus vai fechar, uma luz se acende para que o passageiro se distancie. Nos outros ônibus que circulam pela cidade este aviso é dado via mensagem sonora.
Por fim, em frente aos bancos para portadores de necessidades especiais existe a identificação do veículo em braile. Um passageiro "pode ligar para a Urbs passar o número do veículo e o horário em que ele estava no ônibus e reclamar que o motorista freia bruscamente ou que fechou a porta nele", exemplifica Tows.
Fonte: G1

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

POPULAÇÃO EUROPEIA

A Europa é o continente de maior densidade populacional do mundo e o que apresenta a mais equilibrada distribuição demográfica. Isso se explica pela disposição favorável de seu território dentro da zona temperada, por seus abundantes recursos e pela antiguidade de sua civilização.
Composição étnica e línguas. À exceção de lapões, búlgaros, turcos, magiares e finlandeses, de origem mongol, os outros povos europeus são caucásicos (brancos). Embora sejam muitas as etnias autóctones (germanos, eslavos, celtas, latinos, helenos, ilírios, bascos), podem-se considerar três tipos raciais principais: o nórdico do norte e do noroeste, dolicocéfalo (crânio ovalado), alto e louro; o mediterrâneo, moreno, dolicocéfalo e de estatura mediana; e o alpino do centro da Europa, braquicéfalo (crânio arredondado) e de constituição robusta.
A maioria das línguas européias procede do tronco indo-europeu. Os grupos mais importantes são: o neolatino ou românico (francês, italiano, espanhol, português, provençal, sardo, reto-romeno, catalão, galego e romeno); o eslavo (russo, polonês, ucraniano, bielorrusso, búlgaro, servo-croata, esloveno, sorábio ou vendo, tcheco, eslovaco); o germânico (alemão, neerlandês, frísio, inglês, dinamarquês, norueguês, sueco, islandês); o celta (irlandês, escocês, galês, bretão); o ilírico (albanês); e o helênico (grego). Dentre as línguas não indo-européias cabe destacar a família fino-úgrica (húngaro, finês ou finlandês, estoniano, lapão e carélio), a altaica (turco), a camito-semítica (maltês) e o basco ou vasconço, este sem relação com nenhuma família lingüística conhecida.
Estrutura demográfica. Comparada com a dos outros continentes, a população da Europa se distribui de maneira mais regular. Não apresenta os contrastes de outras regiões do mundo, pois não há nela concentrações muito extensas nem desertos inabitados. As maiores densidades demográficas, em torno de 300 habitantes por quilômetro quadrado, se observam nos países e regiões mais industrializados: os Países Baixos, o oeste da Alemanha, o Reino Unido, o norte da França, o norte da Itália e a região de Moscou. As zonas mais despovoadas são as nórdicas (Escandinávia e norte da Rússia), enquanto a Europa mediterrânea tem, no conjunto, uma média similar à média geral européia, em torno de 75 habitantes por quilômetro quadrado.
O grau de urbanização é alto, mas desigual. Se nos Países Baixos supera noventa por cento da população, na Romênia ou na Albânia quase não atinge a metade desse número. As concentrações urbanas são muitas; mais de quarenta cidades ultrapassam um milhão de habitantes.
Em seu conjunto, a Europa apresenta os mais baixos índices de mortalidade e de natalidade do planeta, embora existam diferenças entre o norte e o sul. Além disso, o continente experimentou importantes movimentos demográficos em tempos recentes. A partir do século XIX, o crescimento da população se manteve, apesar das grandes perdas demográficas resultantes de guerras e emigrações. Da década de 1830 até o fim do século XX, mais de sessenta milhões de europeus emigraram, sobretudo para a América e a Austrália. A industrialização determinou no século XX importantes fluxos internos de população, do campo para a cidade, e dos países mais atrasados economicamente (Portugal, Grécia, Espanha) para os mais poderosos do ponto de vista econômico (Alemanha, França, Suíça), assim como uma corrente de imigração procedente da África e da Ásia.
Fonte: Barsa.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

FLORA E FAUNA ASIÁTICA

A vegetação natural do continente asiático é tão variada quanto suas demais características físicas, embora nas zonas povoadas a longa tradição agrícola tenha resultado em profunda humanização das paisagens. Os solos gelados e as neves hibernais não permitem que cresçam senão alguns tipos de musgos, liquens, ervas e arbustos anões (salgueiros e bétulas) nas tundras situadas nas regiões setentrionais da Sibéria. Ao sul do círculo polar ártico estende-se a taiga, coberta de bosques de coníferas, como o pinheiro e o lariço, e algumas espécies de folhas caducas, como o álamo e a bétula. Os bosques desaparecem no sul da Sibéria e na Ásia central, onde cedem lugar a estepes herbáceas e desertos.
A vegetação das zonas mediterrâneas da Anatólia apresenta bosques de azinheiras e pinheiros, além de matagais que se tornam ralos nas estepes interiores até desaparecerem quase totalmente nos desertos. Na Ásia das monções, a abundância de chuvas estivais favorece o desenvolvimento de selvas tropicais e savanas na Índia, China, Indochina e Indonésia.
A Ásia é o continente mais rico em vida animal e, além de muitas espécies espalhadas pelo resto do mundo procederem de seu território, cabe destacar a existência de alguns animais característicos dessa parte do planeta. A tundra se enche de vida durante o curto verão, quando os animais da taiga se deslocam para o norte a fim de aproveitar a floração vegetal. O urso branco, a foca, a morsa, a rena, a marta, a lontra, o arminho e diversos tipos de roedores e aves migratórias são as espécies mais comuns nessa zona. A taiga é o meio onde habitam o alce, o cervo, o urso pardo, o lince e a lebre, enquanto nas estepes e desertos vivem o antílope, a gazela, o asno selvagem, a cabra, a ovelha, o camelo, o lobo, a hiena, o chacal e diversos tipos de répteis. As zonas altas da Ásia central são o ambiente do iaque, do leopardo e da marmota, e nas regiões de monções habitam aves tropicais, o cervo, o urso panda, o urso negro e o tigre. Por último, na Índia encontram-se o elefante indiano, o leopardo, crocodilo e a cobra.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A ECONOMIA ANTARTICA

Desde a assinatura do Tratado da Antártica, os países interessados no aproveitamento econômico do continente tiveram que submeter suas atividades ao controle internacional. Os únicos recursos explorados com grandes lucros comerciais foram os derivados do mar, o que causou graves transtornos aos ecossistemas da zona. A caça da foca, iniciada durante o último quarto do século XVIII nas ilhas subantárticas, teve como conseqüência o desaparecimento de grandes colônias desses animais, cujas peles eram vendidas a preços altíssimos nos mercados internacionais. A drástica diminuição, em menos de um século, do número de focas nos mares antárticos provocou a busca de um novo produto de grande valor comercial: a gordura dos elefantes marinhos e das baleias. Desde 1970, tem-se procurado colocar limites à intensa captura desses animais, mediante a assinatura de vários acordos internacionais.
A partir da década de 1970, a utilização de grandes navios-usinas tornou rentável a atividade pesqueira nos mares antárticos. O krill, cujas enormes concentrações constituem um riquíssimo potencial nutritivo, também chamou a atenção de várias potências pesqueiras; mas sua captura, assim como a do bacalhau e de outros peixes, também requer uma regulamentação internacional para evitar o esgotamento das colônias e a deterioração do ecossistema marinho.
As condições físicas e climáticas do continente impedem a exploração econômica de seus recursos minerais. A camada glacial, que recobre mais de 95% do território, e sobretudo a distância dos centros de comercialização e beneficiamento dos minérios fazem antever um custo excessivo para qualquer atividade de prospecção que não se desenvolva em jazidas de materiais especialmente valiosos. Estudos geofísicos do continente demonstraram a possível existência de grandes depósitos minerais semelhantes aos de outras regiões do mundo com características geológicas parecidas, sobretudo nos territórios do antigo continente de Gonduana. Assim, acredita-se que no oeste da terra de Maud e no norte da cordilheira de Pensacola existam reservas de ouro e platina similares às da África do Sul, e o mesmo sucederia na terra de Wilkes, cujas características se assemelham às do sudoeste australiano; da mesma forma, a península Antártica e a terra de Ellsworth, de constituição parecida com a dos Andes chilenos, conteriam grandes depósitos de cobre. Encontraram-se também amostras de ferro, carvão, chumbo, estanho, urânio, zinco e outros minerais no continente antártico, mas as jazidas conhecidas não são grandes e ricas o bastante para que sua extração seja rentável.
O petróleo é o único recurso mineral que poderia ser encontrado em quantidade suficiente para estimular o enorme investimento que requereriam as instalações de prospecção, o transporte e a construção de sistemas de proteção contra as inclemências climáticas e o movimento dos icebergs sobre a plataforma continental dos mares de Ross, Weddell, Amundsen e Bellingshausen, onde já foram detectados alguns lençóis.
O turismo, que começou a ser organizado em fins da década de 1950, é outro importante recurso econômico do continente antártico, cujas desoladas e grandiosas paisagens atraem a cada verão um crescente número de viajantes. Outras possíveis riquezas seriam o transporte de icebergs para regiões do mundo necessitadas de água e a utilização do gelo continental para congelar e armazenar excedentes de produção alimentícia. Também se levantou a possibilidade de utilização do território antártico como base para vôos intercontinentais no hemisfério sul ou para o lançamento de satélites.
Fonte: Enciclopédia Barsa.