quinta-feira, 13 de outubro de 2011

GEOGRAFIA DO ACRE

A incorporação do Acre ao Brasil foi um fato singular na história do país: deveu-se às populações do Nordeste, que povoaram o território e o tornaram produtivo, repetindo proeza dos bandeirantes dos séculos XVI e XVII.
A ocupação da região começou na segunda metade do século XIX, quando nordestinos flagelados pelas secas acorreram para lá em busca da riqueza natural dos seringais. No entanto, a incorporação definitiva do Acre ao Brasil se deu no começo do século XX, após décadas de conflitos armados e disputas diplomáticas com a Bolívia e o Peru.
O estado do Acre situa-se no sudoeste da Amazônia brasileira, na região Norte, onde ocupa uma área de 153.150km2. Limita-se com o estado do Amazonas, ao norte; o Peru, ao sul; a Bolívia, a sudeste; e o estado de Rondônia, a leste. Sua capital é Rio Branco.
Geografia física. Praticamente todo o relevo do estado do Acre se integra no baixo platô arenítico, ou terra firme, unidade morfológica que domina a maior parte da Amazônia brasileira. Esses terrenos se inclinam, no Acre, de sudoeste para nordeste, com topografia, em geral, tabular. No extremo oeste se encontra a serra da Contamana ou do Divisor, ao longo da fronteira ocidental, com as maiores altitudes do estado (609m). Cerca de 63% da superfície estadual fica entre 200 e 300m de altitude; 16% entre 300 e 609; e 21% entre 200 e 135.
O clima é quente e muito úmido, do tipo Am de Köppen, e as temperaturas médias mensais variam entre 24 e 27o C. As chuvas atingem o total anual de 2.100mm, com uma nítida estação seca nos meses de junho, julho e agosto. A floresta amazônica recobre todo o território estadual. Muito rica em seringueiras da espécie mais valiosa (Hevea brasiliensis), a floresta garante ao Acre o lugar de primeiro produtor nacional de borracha. Os principais rios do Acre, navegáveis apenas nas cheias (Juruá, Tarauacá, Embira, Purus, Iaco e Acre), atravessam o estado com cursos quase paralelos e só vão confluir fora de seu território.
População. É escassa a população do estado. Mais da metade concentra-se em dois municípios, Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A distribuição geográfica da população, dispersa ao longo dos rios, reflete a dependência da navegação fluvial para as comunicações. Pouco mais da metade dos habitantes vive na zona rural, e cerca de sessenta por cento da população ativa ocupa-se de atividades extrativas. Povoações distantes entre si por dias de caminhada pela floresta e que por vezes, no período das chuvas, ficam completamente isoladas, dificultam a irradiação da saúde pública. Dos municípios, apenas Rio Branco tem abastecimento de água encanada, mas não possui serviço de esgoto, o que impede o controle da disenteria amebiana endêmica. A malária é a maior causa de mortalidade infantil.
 Economia. A economia acriana repousa na exploração de recursos naturais. O mais importante é a borracha, produto no qual se baseou o povoamento da região. A extração da borracha se faz ao longo dos rios, pois a seringueira é árvore de mata de igapó. Os tipos produzidos são caucho, cernambi caucho, cernambi rama e cernambi seringa. A maior parte da produção estadual cabe à bacia do rio Purus. Nessa região destaca-se o vale do rio Acre, que, além de possuir o maior número de seringueiras, é também região rica em castanheiras. A floresta acriana é também objeto de exploração madeireira, e a caça nela praticada parece contribuir de forma substancial para a alimentação local.  A agricultura reduz-se a pequenas culturas de mandioca, feijão, cana-de-açúcar e arroz. A indústria de transformação compreende pouco mais que algumas serrarias e pequenas fábricas de rapadura e de farinha de mandioca. Como os rios mantêm no estado cursos aproximadamente paralelos, as comunicações entre os diversos vales se fazem pelas confluências, o que envolve longos percursos. Com a conclusão das estradas que integram a ligação Rio Branco-Porto Velho-Cuiabá-Limeira, o Acre passou a contar com transporte rodoviário para o Sudeste do país.
Fonte: Enciclopédia Barsa.


3 comentários:

  1. Acho melhor vocês atualizarem o que é colocado! Não é só a capital que tem água encanada! Não é só indústria de transformação de madeira (serrarias)! Não viajamos somente de barcos para irmos às cidades. Não citaram o plantio de mamão, de coco, tomate, verduras em geral. Não é mais o Acre o maior produtor de borracha, e sim o estado de São Paulo! Existem sim pessoas dispersas às margens dos rios, mas existem aglomerados urbanos chamados de cidades também, pois a maior parcela da população está na zona urbana, portanto, cidades!

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  2. Bom dia Fabricio, tudo bem? Estou organizando um evento pela internet sobre Geografia fora de sala de aula, vendo seu blog, pensei em ti.
    O evento basicamente sera assim: os palestrantes me enviarão um vídeo de 10 a 15 minutos contando uma experiência que fizeram fora de sala de aula com os alunos, comentando a importância desse momento, por que é necessário levar o aluno ao campo e quais benefícios essa metodologia trás para os alunos.
    O evento será gratuito, aqueles que fizeram inscrição antecipada poderão assistir aos videos sem custo algum, naquele horário previsto. Para quem quiser ter acesso ao vídeo fora desse horário, ou seja, depois da transmissão no horário previsto, terá que comprá-lo e a verba alcançada destinaremos para uma instituição de caridade ou para algum projeto de relevância social (estamos fazendo levantamentos ainda, caso conheça algum projeto ou instituição pode indicar também).
    O evento acontecerá entre o final de junho e inicio de julho, estou em fase de convite aos participantes palestrantes ainda, a Salete será uma das palestrantes.
    Agradeço sua atenção e ficarei no aguardo de seu parecer.
    Obrigado.
    Marcus Antonio Matozo.

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  3. meu email: professormarcusmatozo@gmail.com

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