segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BAÍA DE TODOS OS SANTOS

Maior reentrância do litoral brasileiro, a baía de Todos os Santos apresenta paisagem de rara beleza. De forma análoga à baía de Guanabara, desempenha papel de pequeno mar interior, com ativa navegação que tem por núcleo a cidade de Salvador BA, situada a sua entrada, na margem leste.
A baía de Todos os Santos, no Recôncavo Baiano, compõe-se de um conjunto de três baías separadas por grande número de ilhas, entre as quais a de Itaparica e a da Maré. Tem a forma aproximada de um retângulo, com trinta quilômetros de extensão no eixo leste-oeste, 35km no eixo norte-sul e cerca de 200km de perímetro. Apresenta características de ria, o que provavelmente significa que se originou da invasão de antigos vales fluviais pelo mar.
Entre as baías formadoras da baía de Todos os Santos está a de Itaparica, localizada entre a extensa ilha de mesmo nome e a margem oeste, dominada por terrenos do terciário. A segunda baía situa-se no interior, às margens da cidade de São Francisco do Conde. Tem aspecto deltaico junto ao continente, graças à presença de numerosas ilhas, e compõe-se de terrenos do terciário e do cretáceo. Limita-se a leste por outro agrupamento de ilhas, a maior delas conhecida como dos Frades. A terceira e mais vasta das baías destaca-se pela profundidade e por compreender a área petrolífera. Corresponde à metade leste e é formada por terrenos do cretáceo, salvo à entrada, onde Salvador se ergue sobre rochas cristalinas.
Em muitos trechos, a baía de Todos os Santos é baixa e apresenta manguezais. Recebe as águas do Paraguaçu e de vários outros rios. Integra a bacia sedimentar do Recôncavo, cujo eixo se caracteriza pela presença de importante fossa tectônica, que segue a direção norte-sul. As escarpas cristalinas da cidade de Salvador correspondem a uma das elevações (horsts) dessa fossa. O horst ocidental localiza-se nos arredores da cidade de Nazaré, a cerca de trinta quilômetros da baía. O fundo da baía é fortemente dobrado e fraturado por novas manifestações tectônicas, o que criou um relevo de colinas e solos de massapê muito férteis.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

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