sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O CLIMA ANTÁRTICO

A maior parte da Antártica é dominada por um clima extremamente frio e seco, com temperaturas inferiores a 0oC durante todo o ano, exceto na península Antártica, onde as temperaturas alcançam até 15o C no verão, e algumas zonas litorâneas com clima de tundra. A amplitude térmica média anual nas zonas altas do interior oscila entre -70o C nos meses de inverno (com mínimas que se aproximam de -90o C) e -20o C no verão. Nas costas as temperaturas oscilam entre -30o C no inverno e 0o C no verão. A longa noite hibernal -- causada pela inclinação do eixo da Terra em relação à órbita do Sol (no inverno, a energia solar só chega até a linha do círculo polar antártico) --, a escassa insolação estival, a reflexão da radiação solar no gelo e a forte perda de calor gerada pela ausência de umidade na atmosfera explicam o rigor climático do continente, muito mais frio que as regiões glaciais do pólo norte.
O frio intenso determina a escassez de vapor d'água na atmosfera e a formação de um centro de altas pressões sobre a Antártica, o que impede a penetração de massas de ar úmido procedentes do oceano. A presença de um cinturão de baixas pressões nas zonas subantárticas provoca o choque dos ventos continentais do leste com as massas de ar oceânicas do oeste, ocasionando a formação de tempestades quase constantes nas zonas marítimas próximas dos 60o de latitude sul. Os ventos úmidos penetram às vezes no continente, sobretudo pelo setor compreendido entre as terras de Wilkes e de Marie Byrd, mas as precipitações são muito escassas (50mm anuais no interior e 500mm nas costas) e quase sempre em forma de neve.
Um dos fenômenos meteorológicos mais conhecidos do clima antártico são as fortes nevascas originadas pela ação dos ventos na superfície gelada. A descoberta de fósseis pertencentes a períodos mais quentes e a existência de grandes "vales secos" originados por glaciares gigantes hoje desaparecidos (Wright, Taylor, Victoria) demonstraram a sucessão de períodos climáticos distintos na Antártica ao longo de sua história geológica. Atualmente o inlandsis parece encontrar-se numa situação de equilíbrio entre as perdas de gelo (por derretimento ou por desprendimento de icebergs) e os aumentos por precipitações de neve, o que indica uma relativa estabilidade climática.
Fonte: Enciclopédia Barsa.


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