quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A HIDROGRAFIA AFRICANA

Apesar de longos e caudalosos, em geral os rios africanos não têm bons leitos para navegação, dado o relevo acidentado de seus cursos inferiores, com numerosas cascatas e corredeiras. Na vertente mediterrânea desembocam os curtos rios do Atlas, entre os quais se destacam o Muluya, o Shelif e o Medjerda, todos de regime torrencial (ueds), e o Nilo, de regime irregular, que com seus 6.690km é o mais longo do mundo. No Índico deságuam o Zambeze e o Limpopo, ambos de regime irregular de cheias; no Atlântico, o Orange, também de tipo tropical, o Congo ou Zaire, de tipo equatorial (caudal regular), o Níger, o Gâmbia e o Senegal, mais irregulares, e, já na costa marroquina, os ueds Tensift e Sebu.
Dos rios que não correm para o mar, o mais importante é o Chari, que desemboca no lago Tchad, o qual vem sofrendo um processo de dessecação natural. A estrutura tabular do continente e o fracionamento do escudo nas zonas de expansão da crosta favoreceram a formação de numerosos lagos, entre os quais cabe citar o Tana (Etiópia), nascente do Nilo Azul, e, mais ao sul, na região dos grandes lagos, o Rodolfo, o Alberto, o Eduardo, o Vitória -- segundo do mundo em extensão, com 69.485km2 --, o Tanganica, com  1.433m de profundidade, e o Niassa.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário