quarta-feira, 3 de agosto de 2011

POPULAÇÃO MUNDIAL CHEGARÁ A 7 BILHÕES

Com 267 nascimentos e 108 mortes a cada minuto, a população mundial chegará a 7 bilhões de pessoas no próximo ano, segundo projeção do grupo de pesquisa Population Reference Bureau. Para os países desenvolvidos, este cenário traz um agravante: a proporção de adultos que trabalham para suportar os idosos deve declinar rapidamente, em função da baixa taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida.
Em uma avaliação sóbria das duas tendências, William Butz, presidente do instituto, disse que “a baixa natalidade nos países desenvolvidos começa a desafiar a saúde e a segurança financeiras dos idosos”, ao mesmo tempo em que “os países em desenvolvimento adicionam mais de 80 milhões de pessoas a cada ano e os mais pobres 20 milhões, agravando a pobreza e a ameaça ao meio ambiente”.
É fato que as projeções, especialmente para as próximas décadas, são vulneráveis a mudanças na imigração, idade de aposentadoria, taxa de natalidade, saúde e outras variáveis. Contudo, ao divulgar os dados de 2010, o demógrafo Carl Haub, estimou que até 2050 o planeta será a casa de mais de 9 bilhões de pessoas.
Mesmo com um declino nas taxas de natalidade em países menos desenvolvidos de seis filhos por mulher em 1950 para 2,5 hoje (e para dois filhos ou menos no Brasil, Chile, Cuba, Irã, Tailândia e Turquia), a população da África deve dobrar na metade do século para 2,1 bilhões. A Ásia terá uma população adicional de 1,3 bilhão.
Desenvolvimento - Enquanto Estados Unidos, Austrália, Canadá e Nova Zelândia vão continuar a crescer, por causa do aumento da taxa de natalidade e imigração, Europa, Japão e Coreia do Sul vão encolher (ainda que a recessão reduza a taxa de natalidade nos Estados Unidos e Espanha, e reduza o crescimento na Rússia e Noruega).
No Japão, a população de adultos que trabalham, entre 15 e 64 anos, comparada com a população de mais de 65 anos que depende do grupo mais jovem, projeta um declínio da proporção de 1 para 1, da atual de 3 para 1. Ao redor do mundo, a proporção de pessoas que trabalham para cada idoso pode chegar a 4 para 1, contra 9 para 1 hoje. 
Eurostat, o braço estatístico das 27 nações da União Europeia, relatou esta semana que enquanto a população da região deve chegar a meio bilhão este ano, 900 mil de 1,4 milhão de nascimentos previstos para este ano resultam da imigração. A Eurostat prevê que o número de mortes vai superar o de nascimentos em cinco anos, uma tendência que já ocorre na Bulgária, Latvia e Hungria.  
Economia - A preponderância de pessoas mais jovens, caso tenham acesso à educação, apresenta um “dividendo demográfico potencial” para países como Brasil e Bangladesh. A proporção cada vez menor de pessoas em idade ativa em outros países pode colocar pressão sobre governos a aumentar a idade da aposentadoria e promover oportunidades de emprego alternativo para os mais velhos.
Nos Estados Unidos, a proporção do PIB gasto com a seguridade social e de saúde deve crescer para 15,5% em 2050, contra os 8,4% atuais. O Population Reference Bureau afirmou que em 2050, Rússia e Japão serão ultrapassados entre os dez países mais populosos por Etiópia e República Democrática do Congo. A Nigéria tem a maior proporção (50%) de jovens menores de 15 anos. O Japão tem a mais alta (23%) de maiores de 65 anos.

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