sexta-feira, 12 de agosto de 2011

MAR AMARELO

A pesca e o comércio têm sido as riquezas tradicionais do mar Amarelo (em chinês, Huanghai).
Formado por um prolongamento do mar da China Oriental, o Amarelo constitui um vasto golfo do oceano Pacífico, entre as grandes planícies da China e da Coréia. As penínsulas de Liaodong (Liaotung) e Shandong (Chan-tong) dividem-no em três partes: baía da Coréia, baía de Liaodong e golfo de Bo ou Chihli.
Embora meça 960km de norte a sul e 700km de leste a oeste e tenha uma superfície de 404.000km2, excluído o golfo de Bo, suas características fisiográficas são típicas de um mar costeiro, com profundidade máxima de 103m e média de 44m. A pouca profundidade e o fato de estar isolado do efeito moderador do Pacífico, explicam as grandes variações térmicas de suas águas. O litoral é baixo, retilíneo e arenoso (planícies de Hebei e Liaoyang), embora em alguns pontos haja áreas rochosas, elevadas e acidentadas por numerosas ilhas e ilhotas (costa da Coréia).
Os rios que deságuam no mar Amarelo, sobretudo seu homônimo, o rio Amarelo, trazem grande quantidade de sedimentos argilosos, que turvam suas águas, conferindo-lhe a cor que lhe deu o nome. Esses depósitos lodosos gradativamente assoreiam o leito submarino que, dentro de alguns milhares de anos, se transformará num alagadiço, antes de secar de todo.
O mar Amarelo constitui importante via de acesso à China, através do vale do rio Amarelo. Tal fato levou o Reino Unido, a França e a Rússia, em fins do século XIX, a procurar controlá-lo. Por ligarem a zona industrializada da Manchúria às férteis planícies do Yangzi, suas águas também propiciam intenso comércio. O Amarelo tem características de mar interior e a maioria de seus portos não possui profundidade suficiente para receber embarcações de grande calado. Os principais portos são os de Inchon, na Coréia, e Liushun (antigo Port Arthur), na China.
Fonte: Barsa.

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