quarta-feira, 13 de julho de 2011

OCEANO ÍNDICO

As rotas que os navegantes árabes, e depois os europeus, abriram no oceano Índico em busca das cobiçadas especiarias, tornaram possível o contato entre os povos e civilizações de todo o Velho Mundo.O Índico é o terceiro dos oceanos terrestres em extensão, com cerca de 73.440.000km2. Sua profundidade, em média de 3.890m, alcança o máximo na fossa de Java, com 7.450m. O Índico estende-se entre três continentes: a África a oeste, a Ásia ao norte e a Oceania a leste. No sul, as águas avizinham-se do oceano Glacial Antártico, aproximadamente a partir do paralelo 45o S.
São poucos os mares secundários e golfos do Índico em comparação com os de outros oceanos; os principais são o mar Vermelho, o golfo Pérsico e o mar Arábico no noroeste; o mar de Andaman, no nordeste; o golfo de Bengala ao norte; e os mares de Timor e Arafura, o golfo de Carpentaria e a Grande Baía Australiana a leste.
Em geral, a linha de costas do oceano Índico é ligeiramente ondulada, embora em alguns setores do litoral setentrional apresente golfos e mares profundos, que adentram o continente. As ilhas principais são Madagascar, Socotra, Sri Lanka (Ceilão) e as Seychelles, todas de tipo continental; as Mascarenhas, Comores, Nova Amsterdam e Saint-Paul, de origem vulcânica; e as Laquedivas, Maldivas, Amirante e Cocos, de formação coralina. No limite oriental do oceano estende-se o arco formado pelas ilhas de Sonda, ao longo de mais de cinco mil quilômetros, de Myanmar à Austrália; figuram entre elas as de Andaman, Nicobar, Sumatra, Java e Timor.
A bacia do oceano Índico se formou durante a era mesozóica, quando o antigo continente de Gonduana se cindiu nos blocos da América do Sul, África, Austrália, Antártica e Índia. A plataforma continental do Índico é geralmente estreita e plana; as maiores larguras são alcançadas nos mares da Arábia e Andaman, no golfo de Bengala e, sobretudo, entre Austrália e Nova Zelândia (mil quilômetros). A plataforma desce num declive escarpado até o fundo do oceano, onde as dorsais (cordilheiras submarinas), dividem a bacia em vários setores.
A salinidade das águas superficiais varia de 32 por mil no nordeste a mais de 37 por mil no noroeste, sobretudo no mar Vermelho e no golfo Pérsico. Os ventos determinam o movimento das correntes oceânicas. Ao norte do equador, as monções de verão e inverno determinam a direção sazonal das correntes. Ao sul da linha do equador, as correntes são mais constantes ao longo do ano, com um movimento contrário ao dos ponteiros do relógio, determinado pelo domínio anticiclônico (altas pressões).
Na região do Índico predominam temperaturas moderadas e quentes, o que favorece a formação de recifes coralinos, onde prolifera a vida subaquática. São abundantes os recursos minerais, sobretudo nas plataformas continentais do golfo Pérsico, no mar Vermelho e no oeste da Austrália, onde se encontram importantes instalações petrolíferas. O fundo do mar Vermelho contém depósitos de ferro e cobre, e no leito oceânico acumulam-se grandes quantidades de manganês e cromo.
Egípcios, fenícios, índios, chineses, árabes e europeus singraram o Índico ao longo da história. Os primeiros estudos científicos sobre correntes, costas, ilhas e portos foram realizados pelos árabes entre os séculos IX e XV. Depois das viagens do russo Afanasi Nikitin e do português Vasco da Gama, no século XV, navegantes de diversas potências européias abriram a rota do Índico e iniciaram a exploração comercial e a colonização das costas e ilhas.
Fonte: Barsa.

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