terça-feira, 12 de julho de 2011

O RELEVO EUROPEU

De todas as massas continentais, a Europa é a que apresenta a menor altitude média: 340m. Do ponto de vista geomorfológico, definem-se uma Europa setentrional e outra meridional.
Europa setentrional. O relevo do norte da Europa é formado por velhos maciços nivelados e planícies. As montanhas dessa região, junto com algumas mais para o sul, têm origem em dobramentos da era paleozóica. Os maciços montanhosos da Escandinávia, da Escócia e da Irlanda foram levantados durante o dobramento caledoniano, enquanto no período herciniano formaram-se as montanhas inglesas, os Urais, os Vosges, as Ardenas, a floresta Negra, o maciço xistoso renano, o Harz, a floresta da Boêmia e o maciço Central francês. Atualmente, essas montanhas são velhos pedestais rígidos e erodidos, com cumes degradados.
No norte da Europa predominam as vastas planícies. Destacam-se as bacias sedimentares de Londres, Paris, da Suábia e da Francônia, e as planícies de afundamento da Alsácia, do leito médio do Reno, da Bélgica e dos Países Baixos. A mais extensa planície européia é a grande planície oriental, que se estende pela Rússia, Romênia, Polônia e leste da Alemanha.
Europa meridional. A região sul da Europa é, de modo geral, resultado de dobramentos recentes. Foram os movimentos tectônicos do período terciário (orogenia alpina) que deram origem às longas cadeias montanhosas que se estendem desde a cordilheira Penibética, na Andaluzia, até o Cáucaso, num roteiro balizado pelos Pireneus, Alpes, Apeninos, Cárpatos e Balcãs. Nessas montanhas encontram-se os mais altos cumes da Europa, como o monte Branco (4.807m). No fim do período terciário, grandes movimentos de reajuste ergueram essas cadeias dobradas e afundaram as zonas que rodeavam as montanhas (depressões do Guadalquivir, do Ebro, da Aquitânia e planícies bávara, danubiana e panônica).
Fonte: Barsa.

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